sábado, maio 23, 2026

Autor: Redação

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Irregularidade de chuvas limita cultura da mandioca



Produtividade da mandioca é afetada por falta de chuva




Foto: Canva

A produção de mandioca na região de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, enfrenta dificuldades devido à irregularidade das chuvas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (29), a cultura, voltada principalmente ao consumo humano, produção de polvilho e alimentação animal, apresentou produtividade de 15.417 quilos por hectare.

A escassez de precipitações tem limitado o acúmulo de reservas nas plantas, o que compromete o desempenho das lavouras. Segundo a Emater/RS-Ascar, “a colheita segue sendo realizada com foco no consumo familiar e na comercialização local”. Os preços da mandioca variam entre R$ 3,00 e R$ 4,00 por quilo in natura, e entre R$ 5,00 e R$ 10,00 por quilo quando descascada e embalada.

Além do impacto climático, produtores também enfrentam alta incidência de pragas, como mosca-branca e percevejo-de-renda, que causam danos às folhas. “Recomenda-se o monitoramento constante das lavouras e, quando necessário, o uso de caldas protetoras ou defensivos químicos adequados”, orienta o boletim da Emater.

A entidade segue acompanhando as condições da cultura e reforça a importância da adoção de práticas de manejo para mitigar os efeitos das adversidades climáticas e fitossanitárias. 





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Transferência de embriões fortalece produção de leite de pequenos criadores no Ceará



A rotina nas pequenas propriedades rurais do Sertão Central do Ceará tem mudado com a chegada de uma tecnologia antes restrita aos grandes criadores. 

A técnica de Transferência de Embriões (TE) vem mudando o perfil genético do rebanho leiteiro e elevando a produção nas pequenas propriedades da região. 

Municípios como Solonópole, Milhã e Senador Pompeu já colhem os primeiros frutos.

O projeto, iniciado em 2023, realiza inseminações com alto índice de sucesso.

Só em 2024, Solonópole registrou 130 matrizes inseminadas. 

O projeto realizado pelo Sebrae/CE, em parceria com a FAEC-Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Senar, Sinrural e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), vem se revelando um autêntico caso de sucesso no aprimoramento genético do rebanho da região.

A técnica permite aproveitar a genética de fêmeas e machos superiores para gerar animais mais produtivos, resistentes e adaptados ao clima local.

Atualmente, o custo da prenhez gira em torno de R$ 480, mas os produtores recebem subsídio, facilitando o acesso à tecnologia de ponta.

Cada embrião transferido representa um salto genético de pelo menos duas gerações.

Tecnologia acessível e impacto rápido

Com o uso da MOTE (Múltipla Ovulação e Transferência de Embriões), doadoras selecionadas têm seus oócitos (células germinativas femininas) coletados e fecundados com sêmen de touros de alta performance. 

Os embriões são cultivados em laboratório até atingir o estágio adequado para transferência. 

“É uma iniciativa que vem impactando diretamente para a evolução do rebanho local, porque a partir da implantação dessa tecnologia, os produtores conseguiram ampliar o nível genético do plantel de suas propriedades, possibilitando assim melhores ganhos”, diz  Cleverson Carlos, articulador do Sebrae Regional Sertão Central.

A expectativa é ousada: beneficiar mil produtores e introduzir 3 mil animais melhorados em três anos, aumentando em até 25% a produção de leite no estado.

“A nossa expectativa é de que esse melhoramento genético adicione cerca de 500 mil litros de leite por dia à produção cearense, o que representa um incremento de 25% na produção do Estado”, afirma Amílcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC).

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Produtores já sentem a diferença

Edgar Ribeiro, produtor da região, elogia a iniciativa que vem sendo realizada, com a participação do Sebrae/CE.

De acordo com Ribeiro, o projeto irá aprimorar a genética do rebanho e aumentar a eficiência produtiva e reprodutiva das propriedades.

Beto Pinheiro, também produtor, ressalta que com a identificação das doadoras, que são selecionadas dentre as fêmeas, é possível garantir uma boa genética e características desejadas para os futuros animais.

Além disso, a tecnologia também devolve confiança e competitividade ao pequeno produtor.

Portanto, com mais leite no tanque e genética de ponta no curral, aumenta a renda e a autoestima do homem do campo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de mel crescem no 1º quadrimestre


As exportações brasileiras de mel “in natura” registraram alta no primeiro quadrimestre de 2025, segundo dados da Agrostat Brasil divulgados no Boletim de Conjuntura Agropecuária da última quinta-feira (29), elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 11.901 toneladas do produto, o que representa um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 11.000 toneladas.

A receita cambial obtida no período foi de US$ 37,431 milhões, um crescimento de 34,9% em comparação aos US$ 27,740 milhões registrados no ano anterior. O preço médio por tonelada subiu 24,7%, passando de US$ 2.521,83 para US$ 3.145,23 – o equivalente a US$ 3,15 por quilo.

No recorte estadual, Minas Gerais liderou as exportações com 2.991 toneladas embarcadas, gerando receita de US$ 9,504 milhões. O Paraná manteve-se na segunda posição, com 2.409 toneladas e receita de US$ 7,774 milhões. “O Paraná apresentou crescimento expressivo de 129,6% em volume exportado e de 201,8% em receita”, destacaram os analistas do Deral.

Na sequência, aparecem o Piauí, com 1.843 toneladas e receita de US$ 5,487 milhões; Santa Catarina, com 1.317 toneladas e US$ 4,025 milhões; e São Paulo, com 1.115 toneladas e receita de US$ 5,572 milhões.

O principal destino do mel brasileiro continua sendo os Estados Unidos, que absorveram 83,1% do volume total exportado, o equivalente a 9.889 toneladas, com receita de US$ 31,023 milhões. No mesmo período de 2024, o país havia importado 9.600 toneladas, ao custo de US$ 23,093 milhões.

Além dos EUA, outros mercados relevantes foram Canadá (950 toneladas e US$ 3,017 milhões), Alemanha (421 toneladas e US$ 1,308 milhão), Reino Unido (268 toneladas e US$ 794 mil), Países Baixos (200 toneladas e US$ 624 mil) e Austrália (40,6 toneladas e US$ 98,9 mil).





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PIB no Brasil mantém otimismo; ouça análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a volatilidade global após reviravolta judicial nas tarifas dos EUA e críticas de Trump ao Fed. O dólar caiu 0,5%, a R$ 5,66, enquanto o Ibovespa recuou 0,25%, pressionado por incertezas fiscais e políticas. Hoje, destaque para o PIB do 1º tri e resultado primário no Brasil, além do PCE nos EUA, que pode influenciar os juros globais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Escassez hídrica compromete batata em Passo Fundo



Qualidade da batata pode cair




Foto: Pixabay

As lavouras de batata safrinha na região administrativa de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, enfrentam dificuldades causadas pela escassez de chuvas desde o plantio. A informação foi divulgada no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29).

De acordo com os técnicos da entidade, as plantas estão em fase de desenvolvimento vegetativo e formação de tubérculos, mas a falta de precipitações regulares e as limitações para irrigação têm comprometido o ciclo da cultura. “Essas condições devem impactar negativamente tanto na produtividade quanto na qualidade do produto”, avaliou a equipe da Emater/RS-Ascar.

A colheita está prevista para a segunda quinzena de maio, quando será possível mensurar os efeitos da estiagem sobre o rendimento das lavouras. No mercado local, o saco de 50 quilos da batata, seja do tipo rosa ou branca, está sendo vendido a R$ 60,00.





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Clima favorece trigo e cevada no sul da Europa



Precipitações favorecem culturas na França




Foto: Pixabay

O boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na quarta-feira (28), apontou que a seca voltou a ganhar força na Península Ibérica, ao mesmo tempo em que chuvas localizadas de intensidade variável predominaram em outras regiões da Europa. Após semanas de tempo nublado e chuvoso, Portugal e Espanha registraram céu claro e temperaturas dentro da média, o que favoreceu o desenvolvimento dos grãos de inverno em fase de formação.

“A melhora nas condições meteorológicas reduziu as preocupações com o excesso de umidade nessas áreas agrícolas”, informaram os analistas do boletim. No restante do continente, o deslocamento de uma massa de ar que antes bloqueava o noroeste da Europa permitiu o retorno de precipitações ao norte europeu.

Apesar de as chuvas terem sido fracas — inferiores a 10 mm — em regiões críticas como o sudeste da Inglaterra, o norte da França e o norte da Alemanha, os acumulados foram considerados positivos. “Ainda será necessário um volume maior de chuva para manter boas perspectivas para os grãos e oleaginosas de inverno”, alertou o relatório.

No centro e sul da França, bem como no sul da Alemanha, os volumes foram mais expressivos, entre 15 mm e 50 mm, sustentando condições favoráveis às culturas reprodutivas e em fase de enchimento. Já na Polônia e nos Estados Bálticos, chuvas leves a moderadas combinadas com temperaturas entre 2°C e 4°C abaixo do normal mantiveram o cenário propício para a agricultura.

A Itália e os Bálcãs também registraram tempestades periódicas, com totais superiores a 50 mm em algumas áreas, especialmente no norte da Itália e no Vale do Danúbio. A sequência de clima úmido e frio no sul e sudeste da Europa, com temperaturas até 5°C abaixo da média, foi considerada próxima do ideal para o desenvolvimento do trigo de inverno, cevada e colza em fase reprodutiva.





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Cultivo de uva tem manejo antecipado



Parreirais recebem bioinsumos e pré-poda




Foto: Divulgação

Agricultores da região administrativa de Erechim, no Rio Grande do Sul, deram início às atividades de pré-poda nos parreirais, focando na remoção de galhos secos e na aplicação de calda sulfocálcica. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29).

Segundo o boletim, alguns produtores também vêm utilizando bioinsumos produzidos nas próprias propriedades. O objetivo, de acordo com os técnicos da Emater, é “melhorar as condições físicas e químicas do solo para o próximo ciclo produtivo”.

Além das práticas de manejo, houve aumento nas áreas cobertas destinadas ao cultivo da uva. Em Floriano Peixoto, a área sob cobertura alcançou 2,5 hectares. Em Erechim, a cobertura atinge 1 hectare, enquanto em Mariano Moro o total chega a 3 hectares.

A expectativa dos extensionistas é que essas ações contribuam para o fortalecimento das plantas e para a regularidade na produção, especialmente diante das variações climáticas da região.





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Dia do Hambúrguer inspira receitas caseiras



Data celebra variedade no preparo do hambúrguer




Foto: Pixabay

Comemorado em 28 de maio, o Dia do Hambúrguer tem incentivado consumidores a irem além das tradicionais opções de fast-food e a explorarem novas receitas feitas em casa. A data tem sido uma oportunidade para transformar a cozinha em um espaço de experimentação e criar hambúrgueres personalizados, com combinações que atendem a diferentes perfis de consumo.

Segundo o Supermercados Mundial, é possível preparar versões mais leves ou com sabores mais intensos, incluindo alternativas como hambúrgueres de peixe com molho cítrico. Para quem pretende montar o hambúrguer do zero, a escolha da carne é um dos fatores determinantes para o resultado final.

Opções magras (para um hambúrguer mais leve):

  • Patinho: carne magra e com boa textura, ideal para quem quer reduzir gordura.
  • Coxão mole: ótimo custo-benefício e sabor equilibrado.
  • Filé de frango moído: uma alternativa leve, especialmente para quem está de olho nas calorias.

Blends criativos (para um hambúrguer mais suculento):

  • Acém + peito bovino: combinação clássica de sabor e gordura na medida.
  • Fraldinha + costela: para um hambúrguer intenso e macio.
  • Acém + bacon: para os fãs de sabor defumado e mais ousado.
  • Peixe branco + camarão picado: blend sofisticado e surpreendente.






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Prorrogação de dívidas dos produtores do RS é aprovada pelo governo



Em reunião extraordinária nesta quinta-feira (29), o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou as instituições financeiras a renegociarem as operações de crédito rural de custeio dos produtores do Rio Grande do Sul, afetados por secas e enchentes nas últimas safras.

A medida se estende desde as contratações ao amparo do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e aos demais agricultores para até 100% do saldo da operação de custeio devida no ano, com chance de prorrogação para até 36 meses.

“Esta renegociação fica limitada a 8% do saldo das parcelas das operações de custeio contratadas com equalização de encargos financeiros pelo TN em cada instituição financeira previstas para vencimento no ano”, diz o órgão, em nota.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, a aprovação do CMN se daria até, no máximo, sexta-feira (30) e o custo para bancar o adiamento dos débitos será de R$ 136 milhões neste ano.

Renegociação de dívidas

As medidas autorizadas complementam as possibilidades de renegociação de dívidas efetuadas com recursos controlados já previstas no Manual de Crédito Rural (MCR), hoje permitida para operações de crédito de custeio e de investimento contratadas no âmbito do Pronaf, e apenas de investimento para o Pronamp e para os demais produtores rurais.

“Essa regra tem contribuído para evitar que problemas locais ou regionais de incapacidade de pagamento de produtores rurais decorrentes de frustrações de safra ou de redução de receita ganhem escala e potencializem a inadimplência”, ressalta o CMN.

No acordo, ficou decidido que o prazo para pagamento das operações de custeio prorrogadas pode ocorrer em até três anos e as parcelas de investimento com vencimento em 2025 podem ser prorrogadas para até um ano após o vencimento contratual.

“Destaca-se que esta medida não representa uma prorrogação automática dos vencimentos das operações de crédito, cabendo aos produtores rurais atingidos pela estiagem solicitarem a prorrogação junto as IFs, comprovando a perda da produção e a sua incapacidade de pagamento nos prazos contratuais”, destaca o órgão.

Mudança na regra

A regra atual permitia a renegociação de operações de custeio do Pronamp e dos demais produtores com recursos equalizados, mas obrigava a IF a reclassificar a operação para uma fonte de recursos não equalizadas, a exemplo dos recursos obrigatórios oriundos dos depósitos à vista.

Dado que os eventos climáticos têm ocorrido com maior frequência, as renegociações têm absorvido parte importante dos recursos dos depósitos à vista, dificultando a sua operacionalização pela escassez de recursos. “Por isso, o CMN autorizou a prorrogação de até 8% da carteira de cada IF, mantendo a fonte de recursos equalizada.”

A nota do CMN destaca que também foi autorizada para as instituições financeiras que, no ano agrícola 2024/2025, tenham operado com recursos equalizados pelo Tesouro Nacional e que tenham direcionado mais de 90% do volume desses recursos para aplicação em operações de crédito rural no Rio Grande do Sul, adotem os seguintes percentuais para renegociação a serem aplicados sobre o saldo das parcelas com vencimento em 2025, em cada uma das linhas de crédito a que se referem:

  • a) operações de custeio contratadas no âmbito do Pronamp e por demais produtores rurais: o limite sobe de 8% para 17%;
  • b) operações de crédito de investimento no âmbito do Pronaf: o limite sobe de 8% para 20%; e
  • c) operações de crédito de investimento no âmbito do Programas de Investimento Agropecuário (InvestAgro): o limite sobe de 8% para 23%.

A medida aprovada oferece, exclusivamente para 2025, condições para a renegociação das dívidas desses produtores semelhantes àquelas dos produtores com operações nas demais instituições financeiras com atuação regional ou nacional.



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JBS Terminais investe R$ 130 milhões na retomada do Porto de Itajaí



Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente mais de 1,7 mil clientes. Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos da região Sul , com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. Desde o início da concessão, o empreendimento movimentou uma média mensal de 20 mil TEUs (twenty feet equivalent unit, medida de referência no setor), totalizando 143.230 TEUs.

“Essa operação é, para nós, motivo de muita satisfação e de muita responsabilidade. Sabemos o quão importante esse porto é para o país”, afirmou o empresário Wesley Batista, durante cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí, realizada nesta quinta-feira (29). O empresário ressaltou que 50% do frango e da carne suína exportados no Brasil são escoadas por portos da região.

Presente ao evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos investimentos público e privado para a geração de emprego e renda. “Esse ano é o ano da colheita. Estamos aqui colhendo o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes. Colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou.

Localizado em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal da JBS conta com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e uma profundidade de 14 metros, permitindo a operação de grandes embarcações. São 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Os investimentos devem aproximar a operação com a capacidade atual de movimentação de até 558 mil TEUs/ano.

“Conseguimos, em um curto espaço de tempo, retomar o protagonismo de Itajaí como um terminal eficiente e competitivo. Estamos no processo de ramp up dos volumes e temos como prioridade entregar serviços de excelência aos nossos clientes”, afirma o presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior.

Hoje, o terminal conta com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho, a operação contará com novas rotas internacionais, como a GS1, que conectará a América do Sul ao Golfo do México. A rota vai otimizar a exportação de produtos como madeira, carne congelada, cerâmica e maquinários, e a importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM no próximo mês também reforça a conectividade do terminal.

A JBS Terminais atende mais de 1.700 clientes e gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para o município. A empresa conta com 334 colaboradores diretos e 350 trabalhadores portuários avulsos (TPAs). A distribuição de cargas de outubro de 2024 a abril de 2025 incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias.

O investimento de R$ 90 milhões será realizado para modernizar as operações do terminal com a aquisição de dois guindastes móveis MHC modelo Konecranes Gottwald ESP.9. Os equipamentos têm capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 rows. Além disso, a empresa está testando caminhões elétricos do tipo Terminal Tractor (TT), visando a eletrificação da frota para maior eficiência, segurança e redução de emissões.

A JBS Terminais também iniciou o processo de adensamento do complexo, assumindo a gestão unificada do porto público de Itajaí. Essa iniciativa visa gerar ganhos operacionais, eliminando gargalos, reduzindo o impacto urbano e agilizando o trânsito de cargas na região.

“Nossa experiência global, forjada em décadas de exportação para mais de 180 países com produtos JBS, e o conhecimento adquirido com operações logísticas de grande escala em empresas como a BrasKarne, são diferenciais que aplicamos diariamente em Itajaí. Soma-se a essa expertise a operação logística da Eldorado Celulose, pertencente ao grupo J&F, controlador da JBS. Esse know-how nos permite oferecer um terminal não apenas eficiente, mas estratégico para o fluxo do comércio exterior brasileiro”, disse Russi Junior.

Números da operação – JBS Terminais (maio/2025)

  • Início das operações: setembro de 2024
  • Área total: 180.000 m²
  • Capacidade anual: até 558.000 TEUs
  • Movimentado até abril/25: 143.230 TEUs
  • Tomadas reefers: 1.750
  • Gates reversíveis: 8
  • Clientes atendidos: 1.700
  • Linhas de navegação: 7
  • Escalas semanais: 8
  • Colaboradores diretos: 334
  • Trabalhadores avulsos: 350
  • ISS gerado: R$ 7 milhões
  • Investimento inicial: R$ 130 milhões
  • • Investimentos anunciados: R$ 25 milhões + US$ 12 milhões em guindastes



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