A Universidade Estadual de Goiás (UEG) fez o registro de uma nova espécie de planta do Cerrado que acaba de ser oficialmente registrada pela ciência: Jacquemontia verae M.Pastore, I.L.Morais & Sim.Bianch.
Trata-se de um subarbusto de flores azuis com até 1,2 metro de altura, típico da vegetação de Cerrado Rupestre.
A descoberta foi conduzida pela professora Isa Lucia de Morais, docente da instituição e do curso de Ciências Biológicas. “Descobrir novas espécies é fundamental para compreendermos a biodiversidade e conservarmos a natureza”, afirma.
A espécie recebeu o nome verae em homenagem à professora doutora Vera Lúcia Gomes Klein, reconhecida por suas contribuições à botânica brasileira, especialmente em Goiás e Tocantins.
A Jacquemontia verae foi encontrada em uma única população isolada, nas margens da rodovia GO-401, em um trecho montanhoso que leva à Serra da Fortaleza. Levantamentos realizados em áreas com características semelhantes não identificaram outras ocorrências da espécie.
Isa Lucia ressalta que o local está fora de áreas protegidas e sofre forte pressão ambiental, devido às recentes obras de pavimentação da rodovia, que afetam diretamente o habitat da planta.
Diante da situação crítica, os autores da pesquisa avaliam informalmente o estado de conservação da nova espécie como “Criticamente em Perigo” (CR), de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Como medidas urgentes, os pesquisadores recomendam o estabelecimento de áreas protegidas na região e a coleta de sementes e exemplares vivos para projetos de restauração ecológica.
O Brasil acaba de atingir um marco histórico na fruticultura, a primeira carga de abacate, tipo Hass, mais conhecido como avocado, foi oficialmente exportada para o Chile. O embarque foi realizado pela empresa Carlini Avocados e representa um novo capítulo para o setor, que tem crescido de forma acelerada nos últimos anos.
Como parte das ações estratégicas de promoção internacional, a Abrafrutas por meio do projeto Frutas do Brasil, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizou ontem, dia 28 de maio, o Frutas do Brasil Festival – Chile, evento especial que ocorreu no Hotel Ritz, em Santiago. A iniciativa contou com a presença de importadores chilenos, autoridades locais e representantes de empresas e instituições estratégicas para o fortalecimento das exportações brasileiras de avocado.
O festival reforçou o compromisso da Abrafrutas em ampliar a presença da fruticultura brasileira no mercado internacional, promovendo as frutas tropicais como produtos de excelência, com qualidade reconhecida e alto valor agregado.
A abertura do mercado chileno para o avocado brasileiro só foi possível graças ao trabalho conjunto da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuaram fortemente para o cumprimento das exigências fitossanitárias e regulatórias do país andino.
O Chile é reconhecido como o segundo maior consumidor per capita de avocado do mundo, atrás apenas do México. De acordo com dados do Comitê de Paltas do Chile, em 2024, o consumo per capita no país atingiu 8,6 kg por pessoa ao ano, superando os 8,2 kg registrados em 2023. Esse crescimento reflete a alta demanda interna e a preferência dos chilenos por essa fruta, o que o consolida como um dos principais mercados consumidores de avocado a nível global.
Em 2024, o Brasil exportou mais de 24 mil toneladas de abacates. Já no primeiro trimestre de 2025, foram mais de 6 mil toneladas enviadas ao exterior, o que demonstra crescente interesse pelo produto nacional.
O estado de São Paulo é o principal produtor de abacate no Brasil, respondendo por quase 45% da produção nacional. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta), em 2023, o estado produziu 192 mil toneladas da fruta, um aumento de 8,54% em relação ao ano anterior. Esse volume coloca São Paulo à frente de outros estados produtores, como Minas Gerais e Paraná.
“O envio de abacate ao Chile é um marco. É resultado de um esforço coordenado que comprova a capacidade do Brasil de atender mercados em todo o mundo”, afirma Eduardo Brandão, diretor executivo da Abrafrutas.
A irrigação tem se consolidado como o próximo ‘degrau’ para elevar o patamar da produção agrícola em São Paulo, tanto em volume quanto em produtividade. Esse foi o tema abordado no último programa Soja Brasil, que destacou como a adoção dessa tecnologia vem transformando realidades no campo. Um exemplo está em Capão Bonito, onde, mesmo com áreas plantadas limitadas por reservas ambientais e espaços reflorestados, a estratégia é clara: focar na produtividade com uso eficiente da água e manejo técnico avançado.
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Na cidade, onde as áreas de cultivo de soja são limitadas por reservas ambientais e regiões preservadas, o desafio é produzir mais em menos espaço. Com o uso intensivo da irrigação, é possível alcançar produtividades médias entre 80 e 100 sacas de soja por hectare, além de viabilizar até três culturas ao longo do ano. A tecnologia proporciona maior estabilidade na produção, reduz a dependência das chuvas e oferece mais segurança no planejamento das atividades agrícolas.
Cautela nas lavouras de soja
Apesar dos bons resultados já comprovados, muitos produtores ainda demonstram cautela ao considerar o investimento em sistemas de irrigação. A viabilidade depende de diversos fatores, como a distância até a fonte de água, o relevo do terreno e a infraestrutura disponível na propriedade, todos esses aspectos impactam diretamente no custo do projeto. Por isso, é fundamental que o agricultor busque orientação técnica, elabore orçamentos detalhados e avalie com cuidado cada etapa da implantação.
Programa Irriga + SP
Para viabilizar esse tipo de investimento nas lavouras de soja e outras culturas, o estado de São Paulo conta com o programa Irriga + SP, que disponibiliza linhas de crédito com taxas de juros competitivas, sempre abaixo de dois dígitos, a máxima é de 9,97% ao ano. O valor padrão de financiamento é de até 750 mil reais, mas projetos com demandas maiores também podem ser contemplados, desde que passem por uma análise individual.
Atualmente, apenas 6% das áreas agrícolas paulistas utilizam sistemas de irrigação, o que revela um grande potencial de crescimento para essa prática no estado. Expandir o uso da irrigação é uma estratégia eficaz para aumentar a eficiência produtiva, aproveitar melhor os recursos naturais e garantir maior rentabilidade no campo. Mais do que um setor econômico, a agricultura desempenha um papel vital na segurança alimentar e no desenvolvimento da economia nacional.
Vale reforçar que o uso da água para irrigação exige outorga do estado e licença ambiental.
A cachaça Flor das Gerais Dorna Única, produzida em Felixlândia, na região central de Minas Gerais, recebeu medalha de ouro no International Organic Products Competition.
O evento aconteceu neste mês na França e premiou os melhores produtos orgânicos em diversas categorias.
O produtor Daniel Duarte de Oliveira, que também é agrônomo e responsável técnico da marca, considera que o reconhecimento não consagra apenas a dedicação da família, mas também a bebida brasileira.
“A gente fica muito feliz, pois é a primeira vez que uma cachaça orgânica brasileira vence essa premiação. Para nós, fecha um ciclo de 20 anos de produção orgânica e também é o reconhecimento de todo nosso trabalho.”
Além disso, a bebida produzida na Fazenda Mourões tem como diferencial o envelhecimento por quatro anos em tonéis de amburana e já conquistou outras premiações nacionais e internacionais.
Primeira cachaça certificada
A coordenadora regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Alessandra Miranda, acredita que com a premiação, a iguaria mineira pode ser mais conhecida.
“Foi a primeira vez que tivemos uma cachaça mineira premiada em um concurso internacional de bebida orgânica. Esperamos que, muito em breve, a cachaça tenha a mesma relevância e sucesso que hoje temos com os cafés especiais e os queijos mineiros.”
Aliás, a marca da bebida vencedora é a primeira certificada como 100% orgânica pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Além disso, já recebeu outras premiações no Concurso Nacional de Cachaça, no New Spritis e no Concurso da Emater-MG.
Produção familiar
O produtor Daniel Duarte conta que a fabricação da cachaça também fica por conta dos pais, Adão Manuel de Oliveira e Lúcia de Oliveira, além de suas irmãs e de quatro colaboradores.
Manuel relata que a produção da bebida está na família desde 1912 e vem sendo transmitida às gerações seguintes. “É uma honra presenciar a continuidade do trabalho. Minhas filhas e o Daniel já são a quarta geração”, orgulha-se.
Mas a atividade não foi a primeira opção do responsável técnico da Flor das Gerais. Formado em agronomia, dedicou-se a outros trabalhos fora da fazenda. Devido ao pouco retorno financeiro que a família estava obtendo com a produção da bebida, Daniel Duarte decidiu conciliar a atividade que já exercia com as orientações no alambique.
A redução da quantidade produzida, melhoramento do cultivo orgânico e do processo de envelhecimento estão entre as alterações realizadas inicialmente e que são mantidas até hoje.
Modelo orgânico da cachaça
Foto: Divulgação
Os trabalhos no modelo orgânico começaram em 2006. Após três anos, obtiveram a certificação de produto orgânico pelo IMA. Desde então, para manter a certificação, o trabalho é realizado continuamente.
“A Emater-MG nos auxiliou na correção topográfica, marcando as curvas de nível e estamos iniciando os trabalhos com assistência no uso de microbiológicos para controle de pragas e doenças e para melhoria da fertilidade do solo”, comenta Daniel Duarte.
Atualmente a produção gira em torno de 10 mil litros por ano e não há previsão de aumento, pois a meta é garantir a qualidade.
Visitação
Para quem deseja degustar a bebida, a Fazenda Mourões está com a porteira aberta para receber os visitantes por meio do Projeto Ruralidade Viva, promovido pela Emater-MG.
O programa é realizado conjuntamente com as secretarias estaduais e municipais de Turismo, Cultura e Agricultura com o apoio dos Circuitos Turísticos e das agências de viagem. Visa, também, promover experiências turísticas, incentivar a diversificação de atividades e melhorar a geração de renda dos produtores.
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Foto: Canva
A análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (26), apontou leve valorização na paridade de exportação do contrato de julho de 2025 para o algodão em Mato Grosso. A cotação subiu 0,26% em relação à semana anterior, alcançando R$ 120,86 por arroba.
Apesar do avanço pontual, o Imea avalia que o mercado ainda não apresenta fundamentos que sustentem altas expressivas. “A falta de fundamentos altistas para o preço da pluma do contrato de julho de 2025 na bolsa de Nova York, somada à movimentação mais contida do dólar, pressionaram o preço da paridade na análise de longo prazo”, destaca o boletim.
Entre os fatores que influenciam o comportamento do mercado está a previsão de estoques finais elevados para a safra mundial 2025/26, divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no dia 12 de maio. A estimativa contribuiu para reforçar a tendência de recuo nas cotações.
A média mensal das cotações do algodão em maio de 2025, considerando os dados até o dia 23, registrou queda de 3,78% em comparação com o mesmo período de abril.
No curto prazo, o instituto não aponta perspectivas de alta significativa. “Não há fatores que indiquem valorizações expressivas para as cotações da pluma, o que tende a limitar as valorizações no preço da paridade, mantendo um movimento mais lateralizado”, conclui a análise.
A bovinocultura está no centro dos debates sobre mudanças climáticas devido à emissão de metano entérico, um gás com alto potencial de aquecimento global. Segundo o governo de Minas Gerais, em 2023, a pecuária brasileira registrou o quarto aumento nas emissões, com alta de 2,2%, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), plataforma que calcula as emissões de gases causadores do efeito estufa no Brasil.
Para enfrentar esse desafio, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem desenvolvido pesquisas que buscam reduzir essas emissões por meio da manipulação da dieta de bovinos e da implementação de sistemas integrados de produção, alinhadas às metas do Plano Estadual de Ação Climática (Plac) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Uma das frentes de pesquisa liderada pela Epamig foca na manipulação da dieta de bovinos, com o intuito de interferir diretamente no processo digestivo para reduzir a liberação de metano. Os experimentos utilizam leguminosas como o amendoim forrageiro, que possui compostos capazes de inibir bactérias metanogênicas responsáveis pela produção de metano no rúmen, sem afetar a produtividade. Os testes já indicam redução de até 30% nas emissões. Para mensurar os resultados, os pesquisadores utilizam a técnica do hexafluoreto de enxofre (SF6).
O projeto está sendo aplicado em ambiente real de produção, o que permite observar os efeitos práticos das dietas adaptadas. Além de contribuir para um modelo de produção mais equilibrado, a iniciativa busca mudar a percepção negativa da pecuária quanto à sua relação com o clima, ao mesmo tempo em que gera dados úteis para outros produtores interessados na transição para sistemas mais sustentáveis.
Segundo o governo mineiro, outro foco da Epamig são os sistemas integrados de produção, como o modelo Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que combina lavoura, pecuária e floresta para otimizar recursos e aumentar a sustentabilidade. Em Patos de Minas, a mistura de milho, forrageiras e eucalipto ajuda a sequestrar carbono, capturando dióxido de carbono da atmosfera e melhorando a saúde do solo, convertendo áreas emissoras em captadoras de carbono. Os estudos são financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e fazem parte do esforço do governo para reduzir em 36% as emissões até 2030.
Na interatividade da semana, perguntamos: Após tirar o MEI qual a principal dúvida do produtor rural?
A enquete revelou que 52% dos produtores rurais têm dúvidas sobre a obrigatoriedade de pagar impostos mesmo quando não faturam. Outros 26% demonstraram preocupação com os custos para emitir notas fiscais, enquanto 20% ainda não sabem como fazer a declaração anual.
Para esclarecer essas dúvidas, falamos com a Sueli Lira, consultora do Sebrae/SC e especialista em MEI (Microempreendedor Individual).
“Se você é MEI e não teve faturamento em 2024, ainda assim precisa entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). É um processo simples: basta informar o número do CNPJ e declarar ‘zero’ no campo de faturamento. Mesmo sem receita, a entrega é obrigatória para evitar multas ou sanções”, explica Sueli.
Pela legislação, o limite de faturamento bruto anual do MEI é de R$ 81 mil, independentemente das despesas ou custos com mercadorias. No entanto, muitas dúvidas surgem porque o MEI é, ao mesmo tempo, pessoa física e jurídica.
“Todo MEI precisa, obrigatoriamente, fazer a declaração como pessoa jurídica. Já a declaração como pessoa física depende do valor total do rendimento bruto recebido”, completa a consultora.
Por isso, é fundamental entender as obrigações e manter os documentos em dia. A entrega da DASN-SIMEI não tem custo e pode ser feita pelo próprio empreendedor. O processo é simplificado e está disponível no portal oficial do governo.
Além disso, o Sebrae oferece suporte gratuito com uma equipe especializada para orientar e tirar dúvidas. Basta procurar a unidade mais próxima.
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A Bahia permanece sem registros de gripe aviária (H5N1), tanto em aves silvestres quanto em animais confinados, segundo informações divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), por meio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab).
Os dois casos suspeitos que estavam sob investigação nos municípios de Ilhéus e Aurelino Leal foram descartados após análise do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). “As amostras encaminhadas foram analisadas e não apresentaram resultado positivo para H5N1”, informou a Adab.
Mesmo com a confirmação negativa, o órgão mantém as ações de vigilância ativa no território baiano. De acordo com o corpo técnico da Adab, a atenção está voltada principalmente para a identificação e atendimento de casos de Síndrome Respiratória e Nervosa (SRN) em aves. As equipes seguem orientando produtores e trabalhadores rurais sobre medidas de biossegurança na avicultura, destacando a importância de evitar contato com aves doentes, mortas ou com seus dejetos.
Para comunicar suspeitas, a Adab disponibiliza canais de atendimento no site adab.ba.gov.br, pelos telefones (71) 3194-2098/2099 ou presencialmente em um dos 383 escritórios do órgão distribuídos pelo estado.
Nos casos em que forem observadas aves silvestres com sintomas respiratórios ou nervosos, a orientação é entrar em contato com o Disque Fauna do INEMA, pelo número (71) 99661-3998. Se houver contato humano com aves potencialmente infectadas, o encaminhamento deve ser feito à Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP), por meio do e-mail: [email protected].
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A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo anunciou o início do período de vazio sanitário da soja na Região 1 do estado. A medida entra em vigor neste domingo, 1º de junho, e se estende até 31 de agosto, com o objetivo de conter o fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática da soja.
Segundo a CDA, a medida segue o que determina a Portaria nº 1.271/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabeleceu os calendários nacionais do vazio sanitário e da semeadura da soja para a safra 2025/2026. A divisão do estado em três regiões altera os prazos de acordo com a área de cultivo.
“A restrição é necessária para reduzir a sobrevivência do fungo entre as safras e, assim, diminuir o risco de infecção nas lavouras seguintes”, informou a Coordenadoria por meio de nota. As regiões 2 e 3 terão início do vazio nos dias 12 e 15 de junho, respectivamente, encerrando-se em 12 e 15 de setembro.
Durante o período do vazio sanitário, é proibida a presença de plantas vivas de soja nas áreas de cultivo, incluindo as chamadas plantas voluntárias ou tigueras. A responsabilidade pela eliminação dessas plantas é dos produtores. Exceções à proibição só serão autorizadas pela Defesa Agropecuária em casos específicos, como produção de sementes, experimentações agrícolas ou demonstrações em eventos agropecuários.
Outra exigência prevista pela portaria é o cadastro das propriedades produtoras de soja em todo o país. Em São Paulo, os agricultores devem registrar os dados da semeadura no sistema GEDAVE, no prazo máximo de 15 dias após o fim do calendário regional de plantio. “A atualização cadastral é essencial para o controle sanitário e o planejamento das ações de fiscalização”, destacou a Secretaria.
Informações adicionais podem ser obtidas diretamente nas unidades da Defesa Agropecuária distribuídas pelo estado.
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Foto: Agrolink
A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul está praticamente concluída. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (29), cerca de 99% da área cultivada já foi colhida. As lavouras remanescentes estão em fase de maturação e a conclusão da colheita depende da melhoria das condições climáticas nos próximos dias.
Na região administrativa de Ijuí, a colheita se aproxima do fim e apresenta bons resultados em comparação com as duas últimas safras de segundo cultivo. De acordo com técnicos da Emater/RS-Ascar, “as espigas estão bem formadas, com grãos sadios e sem falhas, o que indica um bom potencial produtivo da forragem”.
Apesar dos bons indicadores regionais, a estimativa de produtividade estadual sofreu uma redução. “A produção média está estimada em 35.934 quilos por hectare, uma queda de 6,52% em relação aos 38.440 quilos por hectare projetados no momento do plantio”, informou a Emater/RS-Ascar. A área total plantada com milho para silagem no estado é de 339.555 hectares.
A entidade segue monitorando o avanço da colheita e os impactos das variações climáticas nas lavouras que ainda não foram colhidas.