sábado, maio 23, 2026

Autor: Redação

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Tarifas dos EUA aceleram clima favorável para acordo Mercosul-União Europeia


A recente onda de medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos reacendeu a urgência de reconfigurações nas cadeias globais de comércio — e o acordo entre Mercosul e União Europeia, há anos em compasso de espera, pode finalmente sair do papel. Diante da escalada protecionista norte-americana, que ameaça produtos europeus com tarifas de até 50%, ganha força a lógica de diversificação de mercados e alianças comerciais por parte da Europa.

A União Europeia, ciente dos riscos geopolíticos e econômicos desse novo cenário, já deu um importante passo ao aprovar institucionalmente o acordo. Falta agora a ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros. A maior resistência vem da França, onde setores agrícolas pressionam contra o pacto temendo competição com produtos sul-americanos — notadamente da agropecuária brasileira.

Nesse contexto, a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Paris ganha contornos estratégicos. A diplomacia brasileira tem buscado construir pontes com o governo de Emmanuel Macron, tentando desfazer percepções negativas sobre o Brasil em áreas como meio ambiente, rastreabilidade e sustentabilidade no campo. Lula leva consigo não só compromissos com práticas sustentáveis, como também a narrativa de que o Brasil precisa de mercados e parceiros — não de obstáculos.

Mais do que uma coincidência, a convergência de interesses é clara: enquanto a Europa enfrenta uma ameaça comercial concreta dos EUA, o Mercosul oferece acesso a um dos mercados mais dinâmicos do mundo em alimentos, energia e matérias-primas. A assinatura do acordo seria uma resposta concreta ao isolacionismo americano — e uma sinalização clara de que o multilateralismo ainda tem força no século 21.

Além disso, o momento é politicamente oportuno. Com eleições no horizonte europeu e crises internas nos EUA, firmar um acordo ambicioso com o Mercosul permite à União Europeia demonstrar protagonismo estratégico, tanto econômico quanto diplomático.

O Brasil, por sua vez, reforça seu papel como ator global confiável e defensor do comércio livre com responsabilidade ambiental. O agro brasileiro, motor da nossa economia, pode ser o grande beneficiado com o avanço do tratado, desde que haja contrapartidas estruturais que assegurem competitividade e valorizem os produtores nacionais.

Nesse xadrez global, a pressão externa pode ser justamente o fator que faltava para que o jogo vire a favor da integração entre Europa e América do Sul. A janela de oportunidade está aberta — e o Brasil tem em mãos as cartas certas para jogar.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Lula pede que Macron ‘abra coração’ para acordo com Mercosul



Após se reunir com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira (5) em Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu a hospitalidade que, segundo ele, “somente um grande amigo pode oferecer” e pediu apoio do mandatário francês para um acordo entre a União Europeia e o Mercosul.

Em entrevista coletiva, Lula lembrou que o Brasil assume a presidência do bloco sul-americano no próximo semestre, para um mandato de seis meses.

“Quero lhe comunicar que não deixarei a presidência do Mercosul sem concluir o acordo com a União Europeia”, disse, ao se dirigir diretamente a Macron.

“Portanto, meu caro, abra o seu coração para a possibilidade de fazer esse acordo com o nosso querido Mercosul”, completou Lula. “Essa é a melhor resposta que nossas regiões podem dar diante do cenário de incertezas criado pelo retorno do unilateralismo e do protecionismo tarifário.”



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Agência ambiental multa empresas que derramaram corantes que tingiram aves de azul



A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou ter multado a fabricante e a transportadoras envolvidas no vazamento de corantes que atingiu um córrego e chegou ao Rio Jundiaí, em 13 de maio. Cada empresa foi autuada em R$ 370,2 mil.

O acidente causou o derramamento de 2 mil litros de corante azul no bairro Jardim das Tulipas, em Jundiaí, no interior paulista, após uma carreta perder os freios e colidir com um poste. Peixes, aves e capivaras foram afetados e tingidos de azul.

O corante também chegou ao Rio Jundiaí, alterando a coloração da água e gerando alerta em municípios da região, que dependem dessas águas para o abastecimento.

A Cetesb orientou as ações emergenciais para conter e diluir o produto.

“Além das multas, o fabricante deverá adotar medidas de segurança para prevenir novos acidentes, incluindo sistemas de contenção e protocolos de carga e descarga, processo que será acompanhado pela Companhia”, diz a nota da empresa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Copercampos assume protagonismo na agricultura e torna-se pioneira no uso de tecnologia regenerativa no Brasil


Uma nova era na agricultura: mais produtividade, mais saúde para o solo e sustentabilidade de verdade

A Copercampos acaba de dar um passo histórico e se torna a primeira cooperativa no Brasil a adotar a Tecnologia do Consórcio Probiótico (TCP), uma inovação que está transformando a forma de produzir alimentos de maneira sustentável, rentável e regenerativa.

Desenvolvida por Altamiro Alvernaz, a TCP é baseada na fermentação de ingredientes naturais, gerando um ecossistema vivo de microrganismos benéficos. Esses aliados invisíveis ao olho humano trabalham diretamente no solo, restaurando sua vitalidade, promovendo o equilíbrio biológico e, como consequência, aumentando a produtividade das lavouras de forma consistente e comprovada.

Testada na safra 2024/2025 pelos associados da cooperativa e na Fazenda Experimental da Copercampos, a tecnologia surpreendeu com resultados sólidos, apresentados em um encontro realizado no dia 15 de maio entre a equipe técnica da cooperativa e representantes da Global Biotecnologia.

“Com a adoção desta biotecnologia, nossos associados reforçam seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade na produção de alimentos”, destacou Fabrício Jardim Hennigen, gerente de assistência técnica da Copercampos.

A TCP não é apenas uma promessa, mas uma realidade validada em campo e reconhecida nacionalmente e internacionalmente. A tecnologia recebeu o prêmio da revista norte-americana Life Science Review, sendo apontada como uma das maiores inovações biotecnológicas da América Latina. E a Fundação Getúlio Vargas a reconheceu como uma evolução para o agro brasileiro.

Mas, afinal, como funciona a TCP?

Segundo Altamiro Alvernaz, pesquisador e desenvolvedor da biotecnologia, a TCP oferece ao solo as ferramentas que ele perdeu ao longo das décadas de manejo convencional.

“Com a TCP, o próprio solo volta a fazer suas interações naturais, aquelas que deveriam ocorrer, mas foram perdidas com o tempo. A consequência é simples e poderosa: solos mais vivos, plantas mais fortes, produtividades mais altas e sistemas agrícolas mais resilientes ao estresse hídrico e às doenças,” explica Altamiro.

A aplicação da TCP em culturas como soja, milho, trigo e pasto mostrou que, assim como os fertilizantes, ela se torna essencial para o pleno desenvolvimento da lavoura.

“A maioria dos nutrientes já está no solo: fósforo, silício, potássio, manganês, magnésio, cálcio, boro… O problema não é a falta, mas sim a indisponibilidade. É o microbioma do solo que faz essa ponte entre o que existe e o que a planta precisa. Quando devolvemos a vida ao solo, ele passa a oferecer tudo o que a planta necessita para crescer mais forte, saudável e produtiva,” complementa o pesquisador.

Sustentabilidade que gera lucro e segurança produtiva

O uso da TCP vai além da produção. Ela representa uma nova mentalidade, alinhada com os princípios da agricultura regenerativa, que alia alta produtividade à preservação dos recursos naturais, fortalecendo os produtores frente às mudanças climáticas e aos desafios dos sistemas agrícolas modernos.

A Copercampos demonstra sua vocação em ser protagonista na adoção de tecnologias inovadoras, que não apenas aumentam a rentabilidade dos seus cooperados, mas também contribuem para a construção de uma agricultura mais equilibrada, sustentável e resiliente.





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Perdeu o prazo da declaração anual do MEI? Veja o que fazer agora



O prazo para entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei) terminou no sábado (31). Se você é MEI e não enviou o documento, prepare-se para pagar multa mínima de R$ 50 ou 2% do faturamento por mês de atraso. Para reduzir os impactos, o Sebrae recomenda que a declaração seja feita o quanto antes.

Quem deve declarar?

Todos os microempreendedores individuais devem enviar a DASN-Simei, mesmo sem faturamento em 2024. A declaração informa à Receita Federal que o MEI está dentro do limite anual de R$ 81 mil. Caso contrário, o CNPJ pode ser suspenso ou até cancelado.

Por que declarar?

Ao enviar a DASN-Simei, o MEI mantém os benefícios garantidos por lei, como:

  • Acesso a crédito e benefícios previdenciários
  • Participação em licitações públicas
  • Emissão de notas fiscais
  • Regularidade com o fisco

Como declarar:

  • 1. Acesse o Portal do Empreendedor
  • 2. Clique em “Já sou MEI” e, depois, em “Declaração Anual de Faturamento”
  • 3. Digite o CNPJ e escolha o ano a declarar
  • 4. Preencha o valor de receita e informe se houve contratação de empregado. Sem movimentação? Informe R$ 0,00
  • 5. Confira o resumo e clique em “Transmitir”

Errou na declaração?

Para corrigir, acesse o mesmo link, selecione o ano e escolha a opção “Retificadora”. Após ajustar os dados, transmita novamente.

Precisa de ajuda?

O Sebrae oferece vídeos tutoriais e uma página exclusiva com orientações para preencher a declaração pelo celular.



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Brasil e Angola avançam em parceria para ampliar produção agrícola e combater a fome



O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, e o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, voltaram a se reunir nesta quarta-feira (4) para discutir os próximos passos do Programa de Investimento Produtivo Agropecuário Brasil-Angola. A reunião por videoconferência dá continuidade ao encontro realizado no fim de maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e João Lourenço.

A proposta tem como foco a integração da agricultura tropical brasileira ao território angolano, com o objetivo de aumentar a produção de alimentos e promover segurança alimentar e nutricional em ambos os países. Um dos pontos centrais é a concessão de terras agricultáveis em Angola para implementação do projeto.

Durante a reunião, os ministros trataram de temas técnicos como:

  • Ajustes na legislação de biossegurança e proteção da propriedade intelectual, visando facilitar pesquisas com cultivares e melhor uso da terra;
  • Segurança jurídica e métodos de financiamento para atrair o setor privado e garantir viabilidade econômica ao programa.

Desde dezembro de 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou duas missões oficiais em Angola, levando empresários e representantes do setor produtivo para conhecer o potencial de cooperação agrícola entre os países.

Com a finalização dos ajustes técnicos, será elaborado um memorando de entendimento, que formalizará a parceria entre Brasil e Angola. Segundo Fávaro, o programa reforça o papel do Brasil na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, além de consolidar a imagem do país como referência internacional em agricultura sustentável.



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Ouça o que mexe com os mercados hoje na análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do petróleo, que pressionou ações da Petrobras e refletiu movimento da Arábia Saudita por aumento de oferta.

Nos EUA, dados fracos reforçaram apostas em corte de juros, derrubando os Treasuries.

No Brasil, o Ibovespa caiu 0,4% e o dólar subiu para R$ 5,64, com mercado frustrado pela ausência de medidas fiscais concretas. A curva de juros segue pressionada e o ambiente fiscal, incerto.

Hoje, atenção à balança comercial, leilão do Tesouro e decisão de juros do BCE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Entregas de fertilizantes crescem 9%


As entregas de fertilizantes no Brasil somaram 9,44 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025, representando um crescimento de 9,1% frente às 8,65 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2024. Os dados são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Segundo a entidade, o desempenho reflete a expectativa de uma colheita recorde no país, além das boas condições logísticas e do esforço do setor em garantir o fornecimento no prazo aos produtores.

Somente em março, foram entregues 2,36 milhões de toneladas, alta de 13,6% na comparação com as 2,08 milhões do mesmo mês de 2024. O Mato Grosso segue como líder nas entregas, concentrando 24,9% do volume mensal, com 2,35 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (1,34 milhão), Goiás (1,06 milhão), Minas Gerais (978 mil) e São Paulo (967 mil toneladas).

No quesito produção nacional, o volume de fertilizantes intermediários chegou a 535 mil toneladas em março, uma queda de 6,1% em relação às 570 mil toneladas do mesmo mês de 2024. Entretanto, no acumulado do trimestre, a produção nacional somou 1,68 milhão de toneladas, crescimento de 10,1% frente às 1,53 milhão do mesmo período do ano passado.

As importações também registraram forte avanço. Foram 2,49 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários importados em março, alta de 24,3%. No acumulado dos três primeiros meses, o total chegou a 8,49 milhões de toneladas, um incremento de 13,9% sobre as 7,45 milhões de 2024. O Porto de Paranaguá manteve a liderança nas operações, movimentando 2,45 milhões de toneladas no trimestre, alta de 3,6% e participação de 28,9% no total nacional.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do caroço de algodão recua no Mato Grosso



A desvalorização reflete o comportamento dos cotonicultores




Foto: Unsplash

O preço do caroço de algodão disponível em Mato Grosso apresentou leve recuo na última semana, segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (2). A cotação média no estado foi de R$ 1.659,60 por tonelada, queda de 0,45% em relação à semana anterior.

De acordo com o Imea, a desvalorização reflete o comportamento dos cotonicultores, que têm buscado negociar os estoques remanescentes da safra 2023/24 antes do início da colheita da temporada 2024/25. “O movimento do mercado está sendo influenciado pela tentativa dos produtores de escoar o produto armazenado, o que gera uma pressão sobre os preços”, avaliou o instituto.

O levantamento também apontou diferenças regionais nas cotações. Em Sapezal, o preço médio ficou em R$ 1.680,00 por tonelada, com queda de 1,47% na comparação semanal. Já em Campo Verde, o coproduto foi comercializado a R$ 1.751,31 por tonelada. Nessa região, a oferta ainda restrita tem sustentado os preços em patamar mais elevado.

Com a proximidade da colheita da nova safra, a expectativa do setor é de maior pressão sobre os valores praticados no mercado. “A entrada da produção da safra 2024/25 deve aumentar a disponibilidade e impactar as cotações nas próximas semanas”, informou o Imea.





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Área de baixa pressão do Paraguai leva chuva forte a duas regiões do Brasil



Chuva forte em áreas do Sul e do Centro-Oeste do Brasil por conta de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai é o destaque do dia. Confira a previsão para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai favorece a ocorrência de chuva forte entre o centro-norte do Rio Grande do Sul e o Paraná. As precipitações chegam já pela manhã no interior e se espalham para as demais áreas no decorrer do dia. Não se descartam temporais entre o extremo norte gaúcho e a metade sul paranaense. No sul e na Campanha Gaúcha, o tempo segue estável e sem chuva.

Sudeste

O tempo segue firme no Rio de Janeiro, Espírito Santo e em Minas Gerais. Em São Paulo, o dia será mais nublado, com possibilidade de chuva no final da tarde na faixa leste. No oeste paulista, há risco de chuva mais intensa. As temperaturas da tarde sobem em relação aos dias anteriores.

Centro-Oeste

O tempo fica instável com chuva a qualquer hora no sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul devido à atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai. Nessas áreas, não se descartam chuva forte. No noroeste de Mato Grosso, pancadas com trovoadas podem ocorrer à tarde. Nas demais áreas de Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, o sol predomina e as temperaturas permanecem elevadas.

Nordeste

O tempo segue instável, com chuva moderada a forte e trovoadas do Rio Grande do Norte até Pernambuco. A chuva será mais isolada no litoral da Bahia, Ceará e Maranhão. No interior, sol e temperaturas elevadas.

Norte

Os temporais continuam no Amapá, norte do Pará, Roraima, e metade norte e oeste do Amazonas. No oeste do Acre, há pancadas de intensidade moderada a forte. Em Tocantins, sul e leste do Pará e Rondônia, o sol predomina ao longo do dia.



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