Um dos momentos mais marcantes da pecuária brasileira deste ano aconteceu nesta sexta-feira (13), durante o Leilão Elite JMP, realizado em Campo Grande (MS). O destaque absoluto da noite foi o Fenômeno FIV JMP, atual reprodutor recordista mundial da raça nelore, que teve 50% de sua propriedade negociada por R$ 2,404 milhões — valor correspondente a 40 parcelas de R$ 60.100, o que faz sua valorização total atingir R$ 4,808 milhões
O comprador da cota foi o criatório Nelore São Pedro eAlan Zas, reconhecido por investimentos estratégicos em genética de ponta. Com a aquisição, Nelore São Pedro e Alan Zas se tornam parceiro do Nelore JMP, consolidando uma aliança que promete impulsionar ainda mais a qualidade genética da raça no Brasil e no mundo.
O touro Fenômeno FIV JMP encontra-se atualmente na central ABC Brasil, referência nacional em coleta e difusão de sêmen. O animal vem se destacando não apenas pelos números impressionantes em produtividade e desempenho genético, mas também por sua consistência racial, carcaça e fertilidade, características que o colocaram no topo dos rankings nacionais e o tornaram objeto de desejo dos maiores criatórios do país.
A venda histórica reafirma o momento de valorização da genética de excelência na pecuária nacional e destaca a força da raça nelore no cenário internacional. Fenômeno FIV JMP representa não só um avanço zootécnico, mas também um marco comercial que eleva os padrões do mercado de elite.
O Leilão Elite JMP foi transmitido ao vivo para todo o país e reuniu criadores, investidores e apaixonados pela seleção nelore, reforçando o protagonismo de Mato Grosso do Sul como polo da pecuária brasileira. O Canal Rural e o Lance Rural assinam a transmissão e cobertura oficial dos três dias de evento.
Canal Rural TV (parabólica digital, TV Conectada e operadoras)
Ondas de calor, secas e inundações, reflexos das mudanças climáticas, impactam colmeias de abelhas no Brasil e no mundo. Com isso, não apenas a produção de mel, mas a segurança alimentar global como um todo enfrenta riscos, mostra estudo da Embrapa.
O ponto central da crise é a dependência da polinização para a produção de alimentos. A pesquisadora Fabia Pereira, da Embrapa Meio-Norte, ressalta que apicultores de diversas partes do mundo já percebem os efeitos da mudança climática em suas atividades.
“A frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos representam desafios significativos para a sobrevivência das colmeias e a produtividade da cadeia apícola”.
Para ela, é fundamental desenvolver e implementar medidas de mitigação e adaptação para garantir a resiliência desses sistemas produtivos diante dos eventos climáticos extremos.
Enchentes e incêndios ameaçam colmeias
Segundo a Federação Apícola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul (Fargs), durante as enchentes em 2024 no estado, entre 35 mil e 60 mil colmeias foram destruídas, causando impacto direto na apicultura, meliponicultura e produção de alimentos que dependem da polinização.
Anteriormente, em 2016, também houve registros de perdas de insumos e equipamentos de produtores na Argentina e em outros estados do Brasil.
Incêndios também têm prejudicado colmeias de vários países além do Brasil, como Portugal, Espanha, Austrália e Canadá. O fogo consome as colmeias e o pasto apícola, que é o conjunto de plantas que fornecem os recursos necessários para alimentação de abelhas e para a produção de mel, pólen, própolis e cera.
Municípios de São Paulo, do Pantanal Matogrossense e até da região amazônica têm sentido os efeitos dos incêndios. “As colmeias que não são afetadas pelo fogo sofrem com os efeitos da fumaça. Estudos demonstram que a qualidade do ar foi afetada a distâncias que variavam de 120 km a 300 km de distância. As queimadas que atingiram o Pantanal em 2020 afetaram dez estados brasileiros, chegando à região Sul do país”, afirma Fábia.
O futuro incerto até 2100
Cientistas projetam um cenário preocupante para o clima brasileiro até o ano de 2100, alertando para um aumento de até 6°C na temperatura caso as emissões de gases poluentes se mantenham elevadas.
As previsões indicam que todos os biomas do país serão afetados, com destaque para a Amazônia, que pode registrar um aumento de temperatura entre 1°C e 6°C, acompanhado por uma redução nas chuvas que varia de 10% a 45%.
No Pantanal, a temperatura deve subir de 1°C a 4,5°C, enquanto a diminuição das chuvas pode atingir entre 5% e 45%. Já no Pampa, a elevação da temperatura esperada é de 1°C a 3°C, com uma redução de 5% a 40% no volume de precipitações.
A Caatinga, por sua vez, pode sofrer um aumento térmico de 0,5°C a 4,5°C, e uma queda nas chuvas que varia de 10% a 50%. Para a porção nordeste da Mata Atlântica, a previsão é de um incremento na temperatura entre 0,5°C e 4°C, e uma redução de 10% a 35% nas chuvas.
No Cerrado, as temperaturas podem se elevar de 1°C a 5,5°C, com uma diminuição de 10% a 45% nas chuvas. Finalmente, a porção Sul/Sudeste da Mata Atlântica deve registrar um aumento de temperatura de 0,5°C a 3°C, e uma redução de 5% a 30% nas chuvas.
A pesquisadora da Embrapa reforça que essas projeções demonstram a urgência de ações para mitigar os impactos das mudanças climáticas no Brasil.
Para Fábia é importante encarar a mudança climática não apenas como um problema ambiental, mas como uma ameaça direta à produção de alimentos e à subsistência de comunidades rurais.
A vulnerabilidade do setor apícola, evidenciada pelos impactos que tem sofrido, exige uma ação colaborativa entre cientistas, governos, associações de produtores e a sociedade em geral para garantir a proteção das abelhas e, consequentemente, a sustentabilidade da vida no planeta.
A promoção de tecnologias e práticas adaptativas é um caminho apontado para mitigar os impactos e assegurar o futuro da apicultura e meliponicultura.
A produção de trigo no Sul do Brasil deverá enfrentar ajustes importantes, segundo levantamento da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, o plantio segue em ritmo acelerado, devendo alcançar pelo menos 25% da área até amanhã, mas o retorno das chuvas no sábado (14/06) deve interromper os trabalhos. Apesar do esforço, cooperativas, cerealistas e sementeiros apontam que a área cultivada no estado não deve ultrapassar 1 milhão de hectares, sendo a menor desde 2020. No mercado disponível, as negociações seguem restritas, com valores variando de R\$ 1.300,00 a R\$ 1.400,00 a tonelada, dependendo da qualidade e da localização, enquanto os moinhos locais já têm praticamente todo julho coberto.
Em Santa Catarina, o cenário também é de retração. A Conab projeta uma queda de 6,3% na produção, mesmo com um leve aumento de 2% na área plantada, reflexo de uma redução de 8,1% na produtividade média. A venda de sementes caiu cerca de 20% em relação ao ano anterior, reforçando o indicativo de menor produção futura. No mercado, os preços pagos aos triticultores seguem estáveis: R\$ 78,00/saca em Canoinhas, R\$ 75,00 em Chapecó, R\$ 74,00 em Joaçaba, R\$ 78,00 em Rio do Sul, R\$ 78,25 em São Miguel do Oeste e R\$ 80,00 em Xanxerê.
No Paraná, ao contrário do esperado, a Conab surpreendeu ao projetar um aumento de 10,7% na produção de trigo, mesmo com redução de 20,5% na área plantada, acreditando em um expressivo ganho de 39,2% na produtividade — estimativa considerada otimista pelo mercado. A comercialização no estado segue travada: produtores querem no mínimo R\$ 1.550/t FOB, enquanto compradores oferecem até R\$ 1.500,00/t posto moinho. Para a safra nova, há intenção de compra a R\$ 1.400,00/t em outubro e R\$ 1.350,00/t em novembro, mas sem vendedores interessados.
Os preços médios na pedra do Paraná recuaram 0,21% na semana, fechando em R\$ 79,25/saca, enquanto o custo de produção, estimado pelo Deral em R\$ 73,53/saca, ainda garante lucro médio de 7,78% ao produtor, ligeiramente menor que os 8% anteriores.
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Foto: Nadia Borges
A colheita da segunda safra de milho (safrinha) no Brasil começou e já pressiona os preços no mercado interno. Segundo o CEEMA, os valores médios no país variaram entre R$ 50,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto no Rio Grande do Sul, que não cultiva a safrinha, a média subiu para R$ 64,44.
Apesar de certa estabilidade nas cotações, o excesso de oferta e os problemas logísticos estão obrigando muitos produtores a vender rapidamente, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A falta de armazenagem adequada contribui para a tendência de baixa. Na Bolsa B3, os contratos futuros também refletem pressão: o vencimento para setembro/25 foi cotado a R$ 64,64.
A estimativa da Conab para a segunda safra foi revisada para cima, alcançando 101 milhões de toneladas. A produção total de milho na temporada 2024/25 deverá atingir 128,3 milhões de toneladas. No Mato Grosso, a colheita da safrinha começou com apenas 2,7% da área colhida, bem abaixo da média de 7,9% para esta época. A comercialização da safra no estado já atinge 51%, abaixo da média de 60,8%.
No cenário externo, os embarques dos EUA seguem firmes, com 1,66 milhão de toneladas exportadas na semana encerrada em 05/06. Já o Brasil enfrenta retração: apenas 39.920 toneladas de milho foram exportadas em maio, ante 413 mil no mesmo mês de 2024. A média diária exportada em junho caiu 99,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com os compradores retraídos e exportações fracas, a tendência é de maior pressão sobre os preços nos próximos meses. Produtores devem se preparar para um cenário mais desafiador, sobretudo se a demanda externa não reagir no segundo semestre.
O sábado inicia com clima intenso no Sul e Centro-Oeste do Brasil. Áreas de instabilidade vindas do Paraguai devem trazer tempestades e muita ventania aos estados das duas regiões. Destaque também para chuva forte no Norte e Nordeste. Confira a previsão completa:
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Sul
Áreas de instabilidades vindas do Paraguai provocam mudança no tempo no Sul do Brasil e, além da presença das baixas temperaturas, a chuva volta a ser destaque, com risco de temporal entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e cidades do Paraná. Tempestades são esperadas para Florianópolis e Curitiba; Porto Alegre volta a ficar em alerta. Além das precipitações, o risco de ventania aumenta, com rajadas que podem se aproximar dos 100 km/h.
Sudeste
Tempo mais aberto, apesar das temperaturas ainda baixas pela manhã entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas com a máxima subindo um pouco mais à tarde. Na capital paulista, a temperatura já volta a se aproximar dos 22°C e não chove. O tempo segue firme e seco no interior mineiro. Destaque para os termômetros subindo mais na cidade carioca, sem previsão de chuva. Tempo firme em Vitória.
Centro-Oeste
Risco de chuva aumenta em cidades do centro-sul de Mato Grosso do Sul pelas instabilidades do Paraguai. Sábado de sol entre nuvens e pancadas que podem ocorrer com força em municípios como Naviraí e Ponta Porã. Campo Grande pode receber chuva no final do dia e o tempo já fica um pouco mais instável pelas instabilidades que descem um pouco mais do extremo noroeste de Mato Grosso. Já Cuiabá, Goiânia e Brasília vão continuar com o início de fim de semana de tempo aberto, firme e até mais seco.
Nordeste
Chuva mais concentrada entre o litoral de Alagoas e do Sergipe, com alerta até mesmo para alguns temporais. A costa leste da Bahia segue mais instável. O dia será mais abafado, com predomínio de muitas nuvens e condição de pancadas moderadas. Já no interior do Nordeste, tempo firme e muito seco, com calorão entre a Bahia, o Piauí e Maranhão. Destaque para a umidade abaixo dos 30% e pouca chuva entre São Luís, Fortaleza e Natal.
Norte
Norte do Brasil com alerta entre Amazonas, Roraima e Amapá: pancadas de chuva podem vir com força, trazendo risco de tempestades em Macapá, Manaus, Boa Vista e Belém. A chance é de pouca chuva entre o Acre e Rondônia e o tempo segue firme, muito seco, com destaque para o calorão em todo o estado do Tocantins.
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Foto: Divulgação
A produção brasileira de trigo deve cair de forma significativa em 2025. Segundo dados do CEEMA com base em estimativas da Conab, o país deve colher cerca de 8 milhões de toneladas, enquanto analistas privados apontam para apenas 7,69 milhões. Com isso, os estoques finais da safra 2025/26 devem despencar para 255 mil toneladas, queda de 44,3% frente à expectativa anterior.
O recuo na produção se deve principalmente à redução na área plantada, influenciada por fatores climáticos e baixa rentabilidade observada nas últimas safras. Mesmo com preços relativamente atrativos — R$ 70,00/saca no Rio Grande do Sul e R$ 80,00 no Paraná — os produtores se mantêm cautelosos.
A menor oferta interna reforça a dependência das importações. Nos primeiros cinco meses de 2025, o Brasil importou 3,09 milhões de toneladas de trigo, maior volume para o período desde 2001. No acumulado de 12 meses até maio, o total chega a quase 7 milhões de toneladas, o maior desde 2019.
Enquanto isso, no mercado internacional, a cotação em Chicago recuou para US$ 5,26/bushel. O relatório do USDA revelou estoques finais mundiais menores, projetados em 262,8 milhões de toneladas. A produção dos EUA foi estimada em 52,3 milhões de toneladas, e a da Argentina em 20 milhões.
Apesar da redução dos estoques globais, os moinhos brasileiros não demonstram urgência nas compras, já que ainda operam com estoques confortáveis, impulsionados pelas importações da Argentina. A expectativa é de que, no curto prazo, os preços se mantenham firmes, mas com risco de alta em caso de novos problemas climáticos na América do Sul.
Segundo a TF Agroeconômica (Abertura dos Mercados – 13/06/25), o trigo abriu o dia em alta na CBOT, com o contrato julho/25 cotado a US$ 531,25 (+4,75) e o dezembro/25 a US$ 567,75 (+4,25). No mercado interno, o CEPEA aponta queda: Paraná a R$ 1.503,06 (-0,86% no dia, -1,90% no mês) e Rio Grande do Sul a R$ 1.341,43 (-0,34% no dia, -1,61% no mês). O avanço reflete a reação do mercado à guerra no Oriente Médio, região altamente dependente de importações do cereal.
Para a soja, os contratos em Chicago também registraram recuperação: julho/25 a US$ 531,25 (+4,75) e maio/26 a US$ 597,75 (+3,75). No Brasil, o CEPEA marcou leve retração, cotando a soja a R$ 134,26 (-0,09% no dia, -0,22% no mês). No Paraguai, o preço recuou 8,08%, fechando a US$ 350,98 em Assunção. O mercado reagiu ao ataque de Israel ao Irã, que elevou o petróleo e sustentou a alta do óleo bruto de soja, essencial para o biodiesel. Além disso, a EPA deve anunciar hoje cortes nos preços dos biocombustíveis nos EUA, enquanto na Argentina a colheita recorde limita ganhos: a Bolsa de Cereais de Buenos Aires revisou a produção para 50,30 milhões de toneladas, acima dos 49 milhões do USDA.
Já o milho opera em leve baixa em Chicago, cotado a US$ 435,50 (-3,0), enquanto na B3 o julho/25 fechou em R$ 63,10 (-0,63%) e o janeiro/26 em R$ 71,60 (-0,23%). O CEPEA aponta queda diária de 0,49%, para R$ 67,64. No Paraguai, os preços seguem estáveis entre US$ 165 (San Pedro) e US$ 195 (NE RS). A pressão negativa vem da expectativa de uma safra recorde nos EUA e da necessidade de clareza sobre tarifas comerciais.
A presença do caruru (Amaranthus spp.) nas lavouras de soja brasileiras tem se consolidado como um dos maiores desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. Com alto potencial competitivo, rápida capacidade de disseminação e resistência crescente a diversos mecanismos de ação de herbicidas, a planta daninha pode causar perdas superiores a 50% na produtividade se não for controlada de forma adequada.
O controle efetivo do caruru exige a adoção de um manejo integrado, que envolva práticas preventivas, culturais, mecânicas e químicas. Essa abordagem é fundamental para reduzir a pressão de seleção por resistência e manter a sustentabilidade da produção agrícola.
Rotação de culturas e plantas de cobertura no combate ao caruru
A rotação de culturas é uma das estratégias mais eficazes no controle do caruru. A alternância da soja com culturas como milho, trigo ou pastagens interrompe o ciclo de vida da planta daninha, reduzindo sua presença no solo. Além disso, o uso de plantas de cobertura, como o azevém durante o inverno, promove o sombreamento do solo e inibe a emergência de novas plantas.
O plantio consorciado, como milho com braquiária, e a antecipação da semeadura para períodos com menor emergência do caruru também são práticas que complementam o controle cultural da espécie.
Herbicidas: uso criterioso e atenção à resistência
O controle químico ainda é uma das principais ferramentas no manejo do caruru, sendo recomendado o uso combinado de herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes. O sucesso da aplicação depende do estádio de desenvolvimento da planta daninha — com maior eficácia em aplicações realizadas entre 2 e 4 folhas.
Entretanto, o uso contínuo de ingredientes ativos com o mesmo mecanismo de ação tem levado ao surgimento de populações resistentes. No Brasil, já há registro de resistência ao glifosato, inibidores da ALS, Protox e Fotossistema II em diferentes espécies de caruru. Por isso, a rotação e associação de mecanismos de ação são práticas indispensáveis para prolongar a vida útil dos herbicidas disponíveis no mercado.
Boas práticas agrícolas complementam o controle
Além do manejo químico e cultural, práticas como a limpeza de máquinas e implementos agrícolas são essenciais para evitar a introdução e disseminação de sementes de caruru entre talhões e propriedades. A utilização de sementes certificadas, a eliminação de plantas sobreviventes e o cuidado com a entrada de animais em áreas produtivas também integram o conjunto de medidas preventivas.
Manejo antecipado é fundamental para conter o avanço
A estratégia mais eficaz contra o caruru começa antes mesmo do plantio. A adoção de herbicidas residuais, associada a boas práticas agrícolas e culturais, oferece um controle mais duradouro e reduz a emergência de novas plantas durante o ciclo da cultura.
Smart Sensing diversifica modelo de negócios para atingir outros públicos
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Foto: Divulgação
A Smart Sensing, que comercializa no Brasi a tecnologia WEED-IT, de sensores que detectam as plantas daninhas e acionam válvulas para aplicação localizada de herbicidas, está ampliando a prestação de serviço para viabilizar também aos pequenos produtores uma pulverização de precisão e baixo custo. Somente com essa nova modalidade de negócios, a empresa espera faturar R$ 5 milhões ao ano.
A prestação de serviço atualmente conta com quatro máquinas em operação, duas em Mato Grosso, uma em Goiás e outra na Bahia. Segundo Marcos Ferraz, diretor comercial da Smart Sensing, o movimento de “servitização” da agricultura, onde ao invés de simplesmente vender os insumos as empresas oferecem o controle e a estratégia de manejo completa, está crescendo. “Dessa forma, o cliente ganha ao pagar pelo resultado e não pelo produto e ainda conta com profissionais mais capacitados, garantia de eficiência, menor investimento inicial, sendo que o próprio benefício gerado paga o investimento.”
Os clientes que utilizam a prestação de serviço para aplicação localizada de herbicidas com a tecnologia WEED-IT tiveram até abril deste ano uma economia média de R$115,40 por hectare ou 63,7% em relação à pulverização convencional.
Essa modalidade serve também para aumentar as vendas do sistema, a taxa de conversão para compra dos equipamentos, que atualmente é o foco principal da empresa, naqueles clientes que fizeram o serviço é de aproximadamente 50%. “Isso mostra a satisfação relacionada aos resultados obtidos. A prestação de serviços acaba funcionado como mais uma ferramenta de divulgação, mas o número de clientes a ser atendido neste modelo tende a aumentar conforme conseguimos ampliar nossa frota disponível, além da realização de parcerias com empresas locais. O serviço é muito mais fácil de vender já que o cliente não precisa desembolsar um valor alto e a própria economia gerada muitas vezes já paga o valor do serviço. Além de eliminar a desconfiança, pois ele só paga a partir da comprovação do resultado”, explica Ferraz.