quinta-feira, maio 21, 2026

Autor: Redação

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Guerra entre Irã e Iraque: é hora de comprar fertilizantes?



A recente tensão no Golfo Pérsico traz incertezas para o mercado da soja, principalmente por seu impacto na oferta e no custo dos fertilizantes essenciais para a produção. O confronto entre Israel e Irã elevou o risco de um conflito direto na região, com possível envolvimento de aliados como Hezbollah, milícias no Iraque e até a participação indireta dos Estados Unidos e de países ocidentais.

Segundo o consultor em agronegócio Carlos Cogo, o Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% das exportações globais de petróleo e volumes expressivos de gás natural e fertilizantes nitrogenados, torna-se um ponto estratégico e gargalo logístico global para a commodity. Com sanções econômicas vigentes, o Irã pode reagir bloqueando rotas marítimas ou interrompendo o envio de insumos estratégicos, pressionando ainda mais os custos de produção.

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Impacto nos fertilizantes para a soja

“O ataque pode ter impacto direto na oferta de fertilizantes. O Irã é o terceiro maior exportador de ureia do mundo, responsável por 10% da oferta global, com 4,8 milhões de toneladas por ano, e o sétimo maior exportador de amônia anidra”, comenta Cogo.

Segundo o consultor, outros grandes produtores de nitrogênio também estão na região e alguns transportam seus fertilizantes pelo Estreito de Ormuz. A guerra deverá elevar os preços da ureia nos mercados internacionais e acende o sinal de alerta para quem ainda não garantiu os insumos.

“O Brasil importa 80% dos fertilizantes utilizados nas produções agropecuárias e boa parte desse volume vem de países direta ou indiretamente afetados pela tensão no Golfo Pérsico. O país importa principalmente da Rússia, China, Canadá, Marrocos e países do Oriente Médio”, completa. Os nitrogenados representam 48% da demanda total brasileira, com alta dependência de insumos baseados em gás natural, cujo preço está altamente correlacionado ao petróleo.

Além disso, o Irã desponta como importante fornecedor de ureia e de derivados petroquímicos fundamentais para a indústria. Se houver uma retaliação iraniana, como o bloqueio do Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, ou novas sanções internacionais, o fornecimento desses insumos pode ser comprometido. Com a redução da oferta e o encarecimento do frete, o preço tende a subir, pressionando os custos de produção no Brasil.

No Egito, a interrupção do fornecimento de gás por Israel já paralisou a fabricação de ureia. Como reflexo imediato, diversas ofertas foram retiradas do mercado e os preços subiram nos Estados Unidos, no Oriente Médio e também no Brasil.

Além dos fertilizantes: os fretes

A alta do petróleo, intensificada pelas tensões no Oriente Médio, deverá elevar os custos de frete marítimo e seguros internacionais, fatores que pesam diretamente sobre o custo de importação para o Brasil, país fortemente dependente de insumos externos. O risco de ataques a petroleiros e navios comerciais no Golfo eleva os prêmios de seguros marítimos e o custo do frete internacional, especialmente em áreas consideradas zonas de guerra.

O Baltic Dry Index e o Freightos Baltic Index tendem a subir em cenários de conflito, impactando os custos de importação de insumos. O aumento do preço do petróleo afeta diretamente o custo do diesel no Brasil, encarecendo o transporte interno de grãos e alimentos.

A dependência do modal rodoviário agrava o problema. Em cenários de escalada do conflito, o barril de Brent pode superar os 90 ou 100 dólares, impulsionando o preço do diesel no mercado interno. No Brasil, o transporte rodoviário responde por mais de 60% da logística agrícola, e o aumento do diesel impacta diretamente no custo da produção e da distribuição.

Commodities

O petróleo mais caro também pressiona a valorização de outras commodities agrícolas, como óleo de soja, algodão e açúcar. O encarecimento do petróleo amplia o espaço para valorização do óleo de soja, que hoje é uma das principais matérias-primas para biodiesel globalmente. Isso também influencia os óleos vegetais concorrentes, como o de palma, e se estende a outras cadeias, como a do algodão, que compete com fibras sintéticas derivadas do petróleo.

No caso da soja, o óleo é insumo fundamental na produção de biodiesel. Se o petróleo sobe, o biodiesel torna-se mais competitivo. O Brasil é o segundo maior produtor de biodiesel do mundo, com o óleo de soja como principal matéria-prima, responsável por cerca de 70% da produção. A demanda por óleo vegetal cresce globalmente, puxando os preços também da soja in natura.

O açúcar compete com o etanol. Com o petróleo mais caro, o etanol se valoriza, o que pode levar as usinas a direcionarem mais cana para a produção de etanol, reduzindo a oferta global de açúcar e elevando os preços. O Brasil é o maior exportador de açúcar do mundo e essa decisão impacta diretamente o equilíbrio do mercado internacional.

O algodão compete com fibras sintéticas como o poliéster, derivadas do petróleo. A alta do petróleo eleva o custo do poliéster, com possível valorização do algodão natural no mercado têxtil.

Exportações agrícolas brasileiras

No outro extremo da cadeia, o escoamento de produtos brasileiros para países islâmicos também está em xeque. O Oriente Médio é um mercado importante para grãos e proteínas animais do Brasil. O Irã é o maior importador de milho brasileiro e o quinto maior importador de soja. Cerca de 30% da carne de frango exportada pelo Brasil tem como destino países do Oriente Médio.

”Vale destacar que será necessário acompanhar os desdobramentos do conflito para se ter conhecimento mais concreto dos efeitos nos mercados de insumos e de commodities agrícolas. Recomenda-se antecipar compras de insumos e reavaliar cenários logísticos e comerciais”, finaliza.



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preços seguem em queda frente à desvalorização externa



Os preços médios do açúcar cristal negociados no mercado spot do estado de São Paulo seguem em queda. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, ao longo da semana passada, a pressão veio sobretudo da desvalorização externa. 

No geral, no spot doméstico, a oferta do açúcar cristal de melhor qualidade, o tipo Icumsa 150, segue restrita. Além disso, as chuvas no início de junho, também contribuíram para dificultar a produção. 

Porém, nem mesmo esse cenário tem dado sustentação aos preços internos do adoçante. O Indicador Cepea/Esalq, para o cor Icumsa de 130 a 180, voltou a operar na casa dos R$ 120/saca de 50 kg, patamar que não era verificado desde outubro de 2022.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mapa investiga oito casos suspeitos de gripe aviária no Brasil



Até às 8h30 de hoje, o painel de dados disponibilizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apontava que há oito casos suspeitos de gripe aviária em investigação no Brasil.

Eles envolvem galinhas domésticas em Alto Alegre (RR), Parauapebas (PA), Cedro (CE), Novo Cruzeiro (MG), Sacramento (MG), São Joaquim de Bicas (MG), e Terenos (MS).

Há ainda um caso suspeito da doença em aves silvestres, um pombo, em São Valentim (RS).

Na última sexta-feira (13), a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou a detecção do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (gripe asiática) em Goiás. O caso foi registrado em aves de subsistência no município de Santo Antônio da Barra, região sudoeste do estado.

O resultado foi divulgado após análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) do Mapa.

A notificação da suspeita foi feita à agência há cerca de uma semana, com relatos de morte de cerca de 100 galinhas que apresentaram sinais como asas caídas, secreção nasal, dificuldade respiratória, apatia, diarreia e edema de face.

Também na sexta-feira, São Paulo confirmou o primeiro caso positivo de gripe aviária no estado neste ano. O foco ocorreu em uma marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor), ave silvestre que foi localizada na região central de Diadema, município da Grande São Paulo.



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Receita Federal apreende mais de R$ 300 milhões em cocaína em carga de café


carga de café contendo cocaína
Foto: Receita Federal

A Receita Federal apreendeu, na última sexta-feira (13), uma quantidade de 1,126 tonelada de cocaína em uma carga de café no Porto do Rio de Janeiro.

O entorpecente seguiria para a Alemanha e está avaliado em R$ 312 milhões.

A carga foi inspecionada pelos cães de faro Abby e Electra, sendo utilizado também aparelho de raio-x portátil na verificação.

Das 320 sacas de café encontradas no contêiner, 54 continham a droga.

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AgroNewsPolítica & Agro

RS pode registrar até 300 mm de chuva em três dias, alerta Defesa Civil


Entre esta segunda-feira (16) e a próxima quinta-feira (19), o Estado deverá enfrentar um novo período de instabilidade, com risco de alagamentos, cheias de arroios e transbordamento de rios, segundo informações divulgadas pela Defesa Civil.

De acordo com o órgão, os rios do Estado ainda se mantêm dentro da normalidade, mas com tendência de elevação ou estabilidade, em função das chuvas recentes. No entanto, com a previsão de acumulados altos para os próximos dias — especialmente no centro e na metade oeste do RS —, o mapa hidrológico já aponta áreas em situação de atenção e alerta, com riscos significativos de alagamentos em perímetros urbanos, enxurradas e inundações em pequenos rios sem monitoramento.

A partir da quarta-feira (18), o cenário hidrológico se agrava com risco de inundação para os rios Ibirapuitã (em Alegrete), Santa Maria (em Rosário do Sul) e Jacuí (em Cachoeira do Sul). Isso ocorre devido ao volume acumulado das chuvas, que poderá ultrapassar com folga a média histórica do mês.

Na terça-feira (17), a previsão é de tempo extremamente instável em quase todo o Estado. Os volumes de chuva poderão chegar a 300 milímetros nas regiões das Missões e Oeste — mais do que o dobro da média mensal de junho, que gira em torno de 140 mm. Na Região Metropolitana e em partes do centro e norte, a precipitação acumulada pode atingir os 200 milímetros. Já nas demais áreas, os volumes devem ficar entre 40 e 100 mm.

A atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica e a entrada de umidade vinda do Norte do país favorecem a formação de temporais com raios, queda de granizo e rajadas de vento entre 60 e 80 km/h. Em algumas regiões, as rajadas podem ultrapassar os 90 km/h, segundo a Defesa Civil.

Na quarta-feira (18), os acumulados seguem altos, principalmente no Noroeste, Missões e Vale do Rio Pardo, onde podem chegar aos 120 mm por dia. Já na quinta-feira (19), a instabilidade se concentra no norte do Estado, com previsão de até 100 mm/dia em pontos isolados.

A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os boletins atualizados e seguir as recomendações de segurança. A permanência em áreas de risco deve ser evitada, e qualquer movimentação de terra, elevação repentina da água ou sinais de enxurrada devem ser imediatamente comunicados aos órgãos de emergência.





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Câmara aprova urgência para elevar valor isento de IR para R$ 2.428,80, com reajuste de 7,5%



A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (16) o requerimento de urgência para o projeto de lei que altera o valor isento de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) para R$ 2.428,80. A aprovação ocorreu de forma simbólica.

O projeto foi apresentado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Em 11 de abril, o governo federal havia editado uma medida provisória para alterar a tabela progressiva mensal do Imposto de Renda a partir de maio. A MP entrou em vigor imediatamente, mas tinha validade temporária.

Anteriormente, a isenção valia para o ganho mensal de até R$ 2.259,20. De acordo com a justificativa do projeto de lei, a atualização corresponde a um acréscimo de 7,5% no teto da alíquota zero.

O relator, designado nesta segunda, é o deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, também relator do projeto que altera a legislação do Imposto de Renda para ampliar a isenção para quem tem renda mensal de até R$ 5 mil.



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prévia do Banco Central mostra alta acima das projeções



O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, cresceu 0,16% em abril, na comparação com março e na série com ajuste sazonal, informou a autarquia nesta segunda (16). O resultado ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de alta de 0,10%. As estimativas iam de queda de 0,40% a crescimento de 0,40%.

O BC revisou os resultados do índice em março (0,80% para 0,71%), fevereiro (0,52% para 0,60%) e janeiro (1,01% para 1,41%). Mudanças na série com ajuste sazonal são comuns, normalmente refletindo a adição de um novo mês ao conjunto dos dados, mas o BC também revisou os números sem ajuste.

O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor sobre a atividade, avançou 0,10% em abril, após alta de 0,67% em março (dado revisado). O indicador da agropecuária caiu 0,87%, após uma elevação de 1,16% no mês anterior (revisado), informou o BC.

O índice de serviços aumentou 0,40%, depois de ter crescido 0,07% no mês anterior (revisado); o da indústria despencou 1,11%, após alta de 2,74% em março (revisado); e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre itens do Produto Interno Bruto (PIB) – cresceu 0,56%, após uma alta de 0,30% (revisado).

Interanual

Na comparação com abril de 2024, o IBC-Br total cresceu 2,46% na série sem ajuste sazonal – acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 2,30%. As estimativas do mercado iam de variação zero a alta de 3,0%. O BC revisou o resultado de março, de alta de 3,49% para crescimento de 3,59%.

O índice ex-agropecuária subiu 0,97% na comparação interanual, após alta de 1,74% no mês anterior (revisado de 1,77%). O da agropecuária avançou 17,99%, depois de ter crescido 21,17% em março (revisado de 19,84%). O indicador de serviços cresceu 1,21%, após alta de 1,32% (revisado de 1,54%), e o da indústria avançou 0,76%, depois de ter subido 3,59% (revisado de 3,17%). O índice de impostos aumentou 0,29%, após alta de 0,73% (revisado de 0,58%).

Alta em 12 meses

O índice acumula alta de 4% nos 12 meses encerrados em abril, na série sem ajuste sazonal. É uma desaceleração frente ao mesmo período até março, quando a alta era de 4,23% (revisado, de 4,17%).

O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor, cresce 3,44% – também desacelerando frente ao mesmo intervalo de tempo até março, quando avançava 3,98% (revisado de 3,95%). O indicador da agropecuária acumula alta de 12,09% nos 12 meses até abril, contra 7,72% no mesmo período de tempo até o mês anterior (revisado de 7,20%).

Também no acumulado de 12 meses, o IBC-Br da indústria arrefeceu de 3,32% (revisado de 3,23%) para 2,77%. O índice de serviços, de 3,90% para 3,44%.



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Agricultora indígena de Roraima transforma cupuaçu em jujubas e fortalece economia local


Na comunidade indígena Kauwê, em Pacaraima, ao norte de Roraima, o sabor amazônico do cupuaçu ganhou um novo significado nas mãos de Vera Lúcia, uma agricultora que encontrou em uma antiga receita nova oportunidade de negócio.

Com uma receita caseira, ela deu origem a um pequeno negócio de jujubas que hoje movimenta a economia local e inspira boas práticas ambientais.

“O cupuaçu sempre fez parte da nossa vida. Um dia testei uma receita e vi que aquilo tinha futuro”, conta Vera, ao relembrar o início de sua trajetória.

A produção, que antes se limitava a poucos quilos, alcançou 30 quilos mensais – um volume que não só garante o sustento da família -, mas também espalha um exemplo de sustentabilidade enraizado na cultura indígena.

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Produção sustentável e economia circular

Hoje, além de usar a polpa do cupuaçu produzido em sua propriedade, ela compra o fruto de outras comunidades de Roraima e do Amazonas, valorizando a produção regional e ampliando seu impacto.

Para atender às exigências legais, adaptou um imóvel urbano onde funcionará a futura agroindústria. 

“Queria montar tudo na comunidade, mas a legislação não permite. Seguimos com o nosso propósito”, diz.

Vera Lúcia, produtora de jujuba de cupuaçu.Vera Lúcia, produtora de jujuba de cupuaçu.
Vera Lúcia, produtora de jujuba de cupuaçu. Foto: Divulgação | ASN RR

Na propriedade da Vera, não se utiliza insumos químicos, ela adota práticas como compostagem, adubação orgânica e reaproveitamento de resíduos. As embalagens são produzidas com papel reciclado, confeccionadas por uma moradora local, fortalecendo a economia circular.

Além das jujubas, Vera também produz café, licor e condimentos como urucum, cúrcuma e pimenta rosa. Cada item possui gestão própria, com reinvestimento dos lucros na produção.

“Nunca precisei de empréstimos nem de investidores. Tudo que temos foi conquistado com o lucro da produção”, afirma com orgulho.

A história de Vera Lúcia é um exemplo de como inovação e tradição podem caminhar juntas. Ela mostra que é possível empreender com propósito, usando ingredientes da própria terra, sem abrir mão da identidade, da coletividade e da floresta.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia Farm Show fecha 19ª edição em clima de otimismo


Encerrada no último sábado (14), a 19ª edição da Bahia Farm Show manteve o clima de otimismo que marcou toda a semana do evento, com intensa movimentação nos estandes, lançamentos tecnológicos e grande presença de produtores de todas as regiões da Bahia e do Matopiba. Mesmo diante de prévias favoráveis de negócios divulgadas por expositores e instituições financeiras ao longo da semana, a organização da feira decidiu seguir a tendência adotada por outras grandes feiras do agronegócio, como a Expodireto Cotrijal, e não divulgar os números consolidados de comercialização. A decisão reforça o propósito institucional da feira: ser um espaço estratégico de encontro e conexão entre os principais elos do setor produtivo, promovendo inovação, conhecimento e desenvolvimento sustentável para o agro.

A Bahia Farm Show recebeu um total de 162.370 visitantes, ultrapassando a marca registrada na edição anterior. No complexo da feira, o público conferiu o que há de mais moderno em tecnologia agrícola, representado por 434 expositores e mais de mil marcas. Dentre os milhares de visitantes, mais de 100 caravanas foram mobilizadas para a feira, com a participação de pequenos produtores, estudantes, idosos e pessoas com deficiência.

No balanço qualitativo da feira, destaque positivo para os segmentos de plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras, pivôs de irrigação, além de veículos, drones e aviões voltados para pulverização e monitoramento de lavouras. Instituições financeiras também relataram bom volume de contratação e prospecção de crédito para investimentos no campo.

“A Bahia Farm Show proporcionou muitos encontros e debates, com a troca de conhecimento entre produtores, consultores e técnicos, além do lançamento de novos produtos que estarão nas lavouras, levando mais produtividade, qualidade e sustentabilidade. Diante do que vivemos na última semana, independente dos números, a feira foi um enorme sucesso na missão de levar conhecimento tecnológico para que os produtores continuem avançando em inovação e sustentabilidade”, destaca o presidente da Bahia Farm Show e da Aiba, Moisés Schmidt.

A decisão de não divulgar os valores consolidados de negócios acompanha um movimento já percebido em outras grandes feiras do agro nacional. Embora as cifras cheguem à casa dos bilhões, elas não traduzem, de forma fiel, o real impacto e a missão de um evento como a Bahia Farm Show. A prioridade, segundo a organização, é seguir fortalecendo a conexão entre produtores, empresas de tecnologia agrícola, instituições financeiras, universidades, consultorias de pesquisa e os diversos níveis do poder público.

“Quem esteve na Bahia Farm Show viveu um clima de alegria, entusiasmo e otimismo, comemorando o resultado da safra e percorrendo as ruas da feira com olhar atento às novas tecnologias, já pensando nas próximas safras. Também tivemos, neste ano, um diferencial com o incentivo à vinda de caravanas de toda a Bahia e do Matopiba. Queremos agradecer a todos — patrocinadores, expositores e produtores — que continuam acreditando na Bahia Farm Show e proporcionaram mais uma edição de sucesso”, reforça Moisés Schmidt.

A edição comemorativa de 20 anos da Bahia Farm Show já tem data marcada: de 8 a 13 de junho de 2026.





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AgroNewsPolítica & Agro

o que deve influenciar o mercado da soja e milho?


Com o fim da colheita da soja e o início da colheita do milho safrinha, grande parte das estruturas de armazenamento e logísticas ainda estão ocupada pelos estoques da supersafra de soja, o que dificulta o recebimento do milho recém-colhido. O cenário pressiona a cadeia produtiva e pode gerar efeitos sobre o próximo ciclo.

Para a safra 2025/26, o cenário vai além das condições climáticas e da produtividade no campo. Fatores geopolíticos, econômicos e institucionais devem influenciar as decisões estratégicas do setor. A escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o comportamento da inflação global, a guerra entre Irã e Israel, a transição energética e a corrida eleitoral no Brasil surgem como pontos centrais para a formação de preços, o fluxo de exportações e a competitividade do agro nacional.

Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro, destaca que “essa análise oferece uma leitura estratégica que vai além do curto prazo. Entender os vetores de transformação ajuda o produtor rural a se antecipar e se posicionar melhor frente a um mercado cada vez mais volátil e interligado globalmente”.

A relação entre Estados Unidos e China continua como um fator relevante para o agronegócio brasileiro. O cenário permanece incerto. A manutenção das tarifas contra produtos chineses pode favorecer as exportações do Brasil. Por outro lado, um acordo entre os dois países pode redirecionar a demanda para os norte-americanos. O conflito entre Irã e Israel também preocupa. A instabilidade no Oriente Médio impacta a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e a oferta global de fertilizantes. O Irã é um dos principais fornecedores de ureia, insumo essencial para culturas brasileiras. Qualquer interrupção nas exportações iranianas pode gerar escassez e elevar os custos de produção no Brasil, além de pressionar o câmbio e aumentar os custos logísticos com a alta do petróleo. Jordy avalia que “é importante lembrar que o Brasil colheu uma safra recorde de soja em 2024/25, o que pode ampliar sua competitividade dos preços no mercado internacional. A disputa entre EUA e China, ao mesmo tempo que abre oportunidades para o agro brasileiro, também impõe riscos que não podem ser ignorados. Da mesma forma, a instabilidade no Oriente Médio, especialmente em países-chave para o fornecimento de insumos, pode comprometer o equilíbrio de custos e impactar a rentabilidade do setor”.

No campo econômico, o ambiente macro começa a apresentar sinais de melhora. Apesar da pressão sobre o crédito agrícola, o cenário atual já não é tão negativo quanto nos meses anteriores. A expectativa é de queda dos juros ainda neste ano, influenciada por um câmbio mais baixo, com reflexos da desvalorização do dólar em meio às incertezas políticas nos Estados Unidos. O risco fiscal brasileiro, no entanto, segue como ponto de atenção e pode impactar o Real. Jordy avalia que “apesar das incertezas, caso a inflação global desacelere nos próximos trimestres, há espaço para redução nos custos de insumos, o que tende a estimular a demanda e sustentar os preços agrícolas no médio prazo”.

A previsão de um cenário climático neutro para o próximo ciclo reduz o risco de eventos extremos, como secas prolongadas ou chuvas excessivas. A estabilidade climática pode beneficiar a produtividade e a logística das lavouras. Especialistas, contudo, alertam para a possibilidade de eventos localizados que afetem algumas regiões, mesmo em um contexto global favorável.

No mercado internacional, o equilíbrio entre oferta e demanda global de grãos passa por uma nova configuração. Os estoques de soja seguem elevados após sucessivas supersafras, enquanto a demanda da China apresenta sinais de estabilização. No milho, a ampliação da área plantada nos Estados Unidos deve contribuir para a recomposição dos estoques e aumentar a oferta global. O consumo interno brasileiro, impulsionado pela produção de etanol e pelo setor de nutrição animal, tem sustentado os preços regionais. No entanto, a expectativa de estoques mais robustos, especialmente na Bolsa de Chicago, pode gerar pressão de baixa sobre as cotações nos próximos ciclos.

A transição energética também começa a redesenhar o mercado de milho no Brasil. O avanço de usinas de etanol de milho reposiciona o cereal como insumo estratégico na matriz energética nacional. Novos projetos estão em implantação e o país pode se tornar o segundo maior produtor mundial de etanol de milho. Jordy destaca que “estamos diante de uma mudança de paradigma na destinação do milho no Brasil, com reflexos diretos sobre oferta, preço e fluxo logístico”.

A eleição presidencial de 2026 adiciona mais um elemento de incerteza. As definições sobre política fiscal, crédito rural, tributos e relações comerciais podem afetar o setor. Medidas populistas podem alterar o ambiente de negócios, enquanto a possibilidade de novos acordos internacionais pode abrir mercados para o agro brasileiro. A volatilidade cambial, comum em anos eleitorais, já preocupa o setor. Jordy afirma que “as eleições de 2026 terão papel central na definição do ambiente regulatório e fiscal do agronegócio. É importante que o produtor esteja atento ao comportamento dos mercados e às propostas em debate”.





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