quinta-feira, maio 21, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores de Mato Grosso reduzem custos com adubos e defensivos para nova safra de soja



Fertilizantes e corretivos tiveram queda de 0,29% nos custos




Foto: Leonardo Gottems

O custo de produção da soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 apresentou leve queda em maio. Segundo informações do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custeio por hectare ficou estimado em R$ 4.136,97, uma retração de 0,19% em relação ao mês anterior. A principal explicação para essa redução está nos menores gastos com fertilizantes, corretivos e defensivos agrícolas.

De acordo com o Imea, os fertilizantes e corretivos tiveram queda de 0,29% nos custos, enquanto os defensivos recuaram 0,17%. Esses dois grupos de insumos têm o maior peso na composição total dos custos e influenciam diretamente o planejamento do produtor rural para a próxima temporada. A retração nos preços desses itens favorece a estratégia de contenção de despesas, especialmente em um momento de margens apertadas no agronegócio.

Além da queda nos custos nominais, a relação de troca dos insumos via barter também apresentou variações significativas. Para a aquisição de uma tonelada de Super Simples (SSP), o produtor precisa entregar 24,01 sacas de soja, o que representa uma queda de 15,32% na comparação com abril. Por outro lado, a troca para o MAP subiu 10,30%, exigindo 42,51 sacas por tonelada. O movimento indica uma maior atratividade na compra de SSP no cenário atual.

Ainda conforme o boletim do Imea, a desvalorização de 13,80% no preço do SSP foi um dos principais fatores para a melhora na relação de troca. Já o MAP teve valorização de 12,28% no mesmo período, pressionando o custo para o agricultor. A análise sugere que o momento é mais vantajoso para a aquisição de fosfato simples em detrimento do fosfato mais concentrado.

Com foco em reduzir as despesas e melhorar a rentabilidade, os produtores de Mato Grosso seguem atentos às oscilações nos preços dos insumos. A estratégia de compra antecipada e o uso de instrumentos como o barter continuam sendo ferramentas importantes na gestão de custos da nova safra.





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Devagar! Preços de soja não ‘andam’ e estagnam no Brasil



O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira (17) marcada por lentidão nos negócios e estabilidade nos preços. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as movimentações foram limitadas a lotes pontuais. “O produtor não cede no preço, o spread fica alto, acima de porto menos frete, com o produtor podendo barganhar. Então o produtor segura a oferta e a indústria fica muito apertada nas margens”, explica.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 136,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 118,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 119,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam com valorização. O impulso veio da disparada do petróleo em Nova York, além do acompanhamento da alta nos mercados de milho e trigo. Ainda assim, o clima favorável às lavouras norte-americanas impediu ganhos mais expressivos.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) atualizou as condições das lavouras: até 15 de junho, 66% estavam em boas ou excelentes condições, contra 68% na semana anterior. Outros 27% estão em condição regular, e 7% entre ruins e muito ruins, piorando frente aos 5% da semana passada.

Contratos futuros de soja

O contrato julho da soja subiu 4,25 centavos (0,39%), encerrando a US$ 10,74 por bushel. A posição novembro avançou 7,25 centavos (0,68%), cotada a US$ 10,67 3/4 por bushel.

No mercado de derivados, o farelo para dezembro fechou com alta de US$ 2,30 (0,77%), a US$ 298,60 por tonelada. Já o óleo recuou 0,09 centavo (0,16%), com o contrato dezembro cotado a 55,36 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou o dia em leve alta de 0,16%, vendido a R$ 5,4962. No dia, a moeda variou entre R$ 5,4654 e R$ 5,5067. Para compra, fechou a R$ 5,4942.



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cotações mais baixas sinalizam avanços na escala de abate



O mercado físico do boi gordo registrou preços mais baixos ao longo desta terça-feira (17). Em algumas regiões do país, os frigoríficos sinalizam para avanços em suas escalas de abate após a recente elevação dos preços da arroba, caso de São Paulo e Minas Gerais.

“Já em estados como Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins e Goiás persiste o movimento de alta, ainda com escalas de abate encurtadas”, diz o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, quando se observa o perfil da demanda, é relevante mencionar que as exportações ainda são bastante representativas em 2025, com expectativa de mais um recorde, tanto em volume quanto em arrecadação.

  • São Paulo: R$ 321 — ontem: R$ 322,25
  • Goiás: R$ 305,36 — na segunda: R$ 304,29
  • Minas Gerais: R$ 301,76 — anteriormente: R$ 311,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,68 — ontem: R$ 318,64
  • Mato Grosso: R$ 316,55 — na segunda: R$ 316,96

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com acomodação em seus preços. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

“Além disso, o mercado segue atento às condições das proteínas concorrentes“, ressalta.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,50 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo e a ponta de agulha é precificada a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,16%, sendo negociado a R$ 5,4962 para venda e a R$ 5,4942 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4654 e a máxima de R$ 5,5067.



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Chuvas fortes provocam mortes e danos em 23 municípios gaúchos



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho (grande perigo) de tempestade para diversos municípios do Rio Grande do Sul válido até quinta-feira (19).

De acordo com o órgão, pode chover até 100 milímetros por dia na região metropolitana de Porto Alegre, em cidades como Santa Maria, Cruz Alta e Cachoeira do Sul. Também há um alerta laranja, de perigo, para cidades como Bento Gonçalves, Canoas, Esteio e Lajeado.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que o estado terá ainda três dias de chuva bastante intensos nesta semana, podendo somar entre 150 mm e 250 mm em algumas regiões. Até agora, os maiores acumulados foram observados nas cidades de Jaguari (196 mm), São Francisco de Assis (159,6) e São Pedro do Sul (158,6 mm).

Danos nos municípios gaúchos

Até o momento, as fortes chuvas no estado provocaram danos em pelo menos 23 municípios: Alegrete, Amaral Ferrador, Arvorezinha, Cachoeira do Sul, Candelária, Colinas, Encruzilhada do Sul, Espumoso, Gentil, Ibirapuitã, Jaguari, Lajeado, Mata, Nova Hartz, Novo Cabrais, Paraíso do Sul, Passa Sete, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, Segredo, Sobradinho e Vale do Sol.

A Defesa Civil do estado comunicado nesta tarde que foram encontradas duas pessoas mortas na Linha Curitiba, interior do município de Candelária.

Os corpos foram localizados pelo efetivo do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, que realizava buscas por um casal que, de acordo com informações preliminares, teria tentado atravessar uma área alagada a bordo de um automóvel.

Nos municípios afetados, os prejuízos vão desde áreas alagadas a queda de árvores e de energia, bloqueio de rodovias e casos de pessoas desalojadas ou desabrigadas por causa das chuvas.

Em Arvorezinha, duas pessoas precisaram ser desalojadas [remanejadas] por residirem em área de risco geológico. Já em Cachoeira do Sul, há 13 desabrigados e sete pessoas desalojadas.

Na cidade de Encruzilhada do Sul, 15 residências foram inundadas, deixando 30 pessoas desalojadas, além de 150 afetadas pelo transbordamento do córrego Lava Pés.

Já em Espumoso, escolas foram alagadas devido ao transbordamento de sanga. No município de Lajeado, uma casa desabou, mas não houve vítimas. Em Novo Cabrais, houve o bloqueio total da Rodovia RSC 287, próximo ao quilômetro 167, por causa de uma enxurrada, erosão do arroio e queda de árvore. A Rodovia RSC 287 também teve bloqueio total, em Paraíso do Sul.

Nas cidades de Passa Sete, Segredo e Sobradinho, as aulas precisaram ser suspensas por causa das fortes chuvas. Em Santa Maria, 34 casas foram danificadas. Por lá, as chuvas por lá deixaram nove desabrigados e afetaram mais 178 pessoas. Em Sobradinho, famílias precisaram ser retiradas das áreas de risco.

Alerta do governo

Em suas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, lembrou os alertas sobre as chuvas publicados desde o fim de semana e disse que essa antecipação “buscou preparar os municípios para enfrentar os efeitos da instabilidade”.

Segundo Eduardo Leite, até o início da manhã desta terça-feira, ao menos 11 municípios haviam reportado ocorrências à Defesa Civil, como alagamentos, bloqueios em rodovias e danos em residências.

“Infelizmente, a previsão indica mais instabilidade para os próximos dias”, escreveu o governador.

O governador informou que as equipes estaduais permanecem em prontidão para apoiar as prefeituras e responder com agilidade às demandas que surgirem. “A Defesa Civil monitora cada região e segue emitindo alertas em tempo real. Siga as orientações e evite áreas de risco”, alertou Leite.

Previsão dos próximos dias

Previsão da Defesa Civil para hoje mostra que ainda são esperadas chuvas fortes e intensas em grande parte do estado, com raios e temporais acompanhados de granizo.

Os volumes devem variar entre 40 mm/dia e 80 mm/dia nas regiões sul, na Costa Doce, nos Vales, na região metropolitana, no litoral médio e na Campanha, podendo atingir 90 mm/dia na região das Missões, em parte do oeste, no centro, no noroeste e no Vale do Rio Pardo.

Para amanhã (18), a previsão é que a chuva intensa e persistente continue, acompanhada por temporais e rajadas de vento. Os acumulados de chuva podem atingir até 120 mm nas regiões noroeste, no centro do estado, no Vale do Rio Pardo e nas Missões.

Na quinta-feira (19), a previsão é de tempo instável na maioria das regiões, com acumulados abaixo de 30 mm/dia. Na região Norte, a chuva forte e contínua, acompanhada de raios, favorecerá volumes de 60mm/dia a 90 mm/dia, podendo atingir isoladamente os 100 mm/dia.

A tendência é que, na sexta (20), as chuvas continuem, com volumes entre 30 mm/dia e 50 mm/dia nas regiões da Campanha, no sul, no norte e na serra.



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AgroNewsPolítica & Agro

Alta no consumo global reduz folga nos estoques de milho


A projeção da safra global de milho para 2025/26 passou por importantes ajustes, conforme divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em boletim publicado no dia 12 de junho. O relatório, que traz o segundo balanço mundial de oferta e demanda para o ciclo, indica um leve aumento na produção e uma redução nos estoques finais, refletindo um cenário de consumo mais aquecido e oferta ajustada.

Segundo informações do boletim informativo do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a estimativa de produção mundial foi revisada para cima em 0,08% em comparação com o relatório de maio, alcançando 1,27 bilhão de toneladas. Apesar do crescimento, os estoques iniciais foram ajustados para baixo em 0,78%, o que impactou negativamente a oferta total, agora estimada em 1,74 bilhão de toneladas — redução de 0,07% no comparativo mensal.

Do lado da demanda, o cenário se mostra positivo. A projeção de consumo mundial subiu 0,11% frente ao mês anterior, totalizando também 1,27 bilhão de toneladas. Com isso, a estimativa para a demanda total foi ajustada para 1,46 bilhão de toneladas, representando um incremento de 0,09%. Esse movimento sinaliza uma retomada do uso do cereal em setores industriais e na alimentação animal.

Como consequência, os estoques finais globais da safra 2025/26 foram revistos para baixo em 0,94%, ficando agora em 275,24 milhões de toneladas. A redução reforça a percepção de que, apesar da leve alta na produção, o consumo mais aquecido deve manter o mercado com menor folga nos estoques nos próximos meses.

Mesmo com esse cenário de menor disponibilidade futura, os preços do milho na Bolsa de Chicago registraram recuo. O contrato para julho de 2026 encerrou a semana com queda de 0,13%, influenciado principalmente pelas boas condições climáticas em regiões produtoras, o que reduz a percepção de risco imediato para a próxima safra.





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Bahia e Alemanha iniciam tratativas para cooperação em sustentabilidade e agricultura


Representantes do governo da Alemanha se reuniram com o governo da Bahia, nesta segunda-feira (16), em Salvador, para estabelecer novas parcerias estratégicas nas áreas de agricultura, sustentabilidade, segurança alimentar, transição energética e meio ambiente.

O encontro, realizado no Centro de Operações e Inteligência (COI), teve foco também no fortalecimento das relações internacionais do Estado e na busca por soluções inovadoras para desafios globais.

Durante a reunião, o governador Jerônimo Rodrigues tratou dos assuntos com a secretária de Estado Parlamentar do Ministério da Agricultura, Alimentação e Identidade Regional da Alemanha, Martina Englhardt-Kopf, e outros representantes do governo alemão.

“Quero dizer que esse momento é muito propício. Tal qual vocês, nós também temos um novo governo. O retorno do presidente Lula nos dá a segurança de poder sentar com representações internacionais, empresários do mundo inteiro e oferecer garantia jurídica, econômica e política ao investimento internacional no nosso estado”, iniciou o governador.

Bahia e Alemanha, tratativas para cooperação, sustententabilidade e agriculturaBahia e Alemanha, tratativas para cooperação, sustententabilidade e agricultura
Reunião com delegação alemã | Fotos: Wuiga Rubini/GOVBA

Para a ministra alemã Martina Englhardt-Kopf, as condições encontradas no Brasil, em especial na Bahia, são favoráveis ao desenvolvimento da agricultura, com infraestrutura e potencial para o avanço na produção de alimentos.

De acordo com o repórter Anderson Oliveira, a representante do governo alemão também declarou que o fortalecimento das relações amplia a exportação de produtos rurais.

As ações conjuntas para a agricultura contemplam troca de conhecimento e de tecnologias, cooperação técnica e investimentos em projetos voltados ao desenvolvimento sustentável.

Além disso, está prevista a criação de um grupo de trabalho bilateral, que reunirá representantes do Governo da Bahia e da Alemanha, com o objetivo de aprofundar as discussões e estruturar iniciativas em cada uma das áreas prioritárias.

Além de secretários estaduais, participaram a embaixadora da República Federal da Alemanha no Brasil, Bettina Cadenbach; o cônsul da Alemanha em Recife, Johannes Bloos; e o cônsul-geral da Alemanha no Rio de Janeiro, Jan Freigang.

A delegação alemã destacou o interesse em colaborar com projetos que alinhem desenvolvimento social e preservação ambiental — áreas nas quais a Bahia tem se mostrado referência no cenário nacional.


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Brasil deve se declarar livre de gripe aviária nesta quarta-feira



Nesta quarta-feira (18), o Brasil completa 28 dias sem nenhum novo caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). A contagem do vazio sanitário se iniciou após a desinfecção da granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, onde o primeiro foco da doença foi identificado.

Assim, o país deve se declarar livre de gripe aviária à Organização Mundial da Saúde Animal (Omsa). A afirmação foi dada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua, nesta terça-feira (17) ao g1.

De acordo com ele, o comunicado também se estenderá a todos os países importadores de carne de aves brasileira. Com isso, espera-se que as nações que suspenderam as compras retirem ou flexibilizem os embargos.

Conforme o último balanço divulgado pelo Mapa, na terça-feira passada (10), 21 países, incluindo a União Europeia, bloquearam as importações da proteína avícola de todo o país, ao passo que outros 19 deixaram de adquirir apenas do Rio Grande do Sul e outros quatro limitaram a suspensão ao município de Montenegro.

Conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de frango do país caíram 13% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2024. Ainda assim, a maior parte da carne é consumida internamente.

Desde o caso no município gaúcho, seis suspeitas de gripe aviária em granjas comerciais foram alvo de investigações do Mapa: em Ipumirim, Santa Catarina; Aguiarnópolis, no Tocantins; Bom Despacho, em Minas Gerais; Anta Gorda, Westfalia e União da Serra, os três no Rio Grande do Sul. Contudo, as suspeitas foram descartadas após análises laboratoriais.

O Mapa reitera que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cotonicultor precisa de R$ 125,54 por arroba para cobrir custos em 2025/26



Custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 registrou queda




Foto: India Water Portal

O custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 registrou queda no mês de maio. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo total por hectare ficou estimado em R$ 10.665,60, o que representa uma redução de 0,68% em relação ao mês anterior.

Segundo informações do boletim do Imea, a principal responsável por esse recuo foi a classe de fertilizantes e corretivos, que apresentou uma retração de 1,50% no comparativo com abril. O valor gasto com esses insumos passou para R$ 3.874,21/ha, com destaque para os macronutrientes, cuja queda foi ainda maior, atingindo 1,80%.

Mesmo com a redução no custo de produção, o Custo Operacional Efetivo (COE) — que inclui despesas diretas como sementes, defensivos e operações com máquinas — ainda representa um peso significativo para o produtor. O COE foi projetado em R$ 15.297,54 por hectare, com leve queda de 0,10% em relação ao mês anterior.

Considerando uma produtividade média estimada em 122,38 arrobas por hectare — com base na performance da safra 2024/25 —, o produtor precisa comercializar sua produção a pelo menos R$ 125,54 por arroba para conseguir cobrir o COE na próxima temporada. Esse cálculo reforça a necessidade de uma gestão eficiente e atenção constante ao mercado de insumos e preços.

A movimentação dos custos indica que o cenário ainda exige cautela, especialmente em um momento de volatilidade nos preços de commodities e insumos. 





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Federações do RS estabelecem 15 demandas emergenciais em favor de produtores gaúchos



Quatro federações gaúchas divulgaram nesta segunda-feira (16) uma carta aberta com 15 demandas emergenciais para socorrer os agricultores endividados após sucessivas estiagens e enchentes no Rio Grande do Sul (veja a lista abaixo).

Uma das principais medidas sugeridas ao governo federal é o alongamento dos débitos dos produtores rurais por 20 a 25 anos, com juro limitado a 3%.

O documento é assinado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro).

O documento foi apresentado em ato político com prefeitos, parlamentares, entidades e representantes do governo estadual. Nos discursos, autoridades expressaram preocupação com a continuidade das atividades dos agricultores nas atuais condições de endividamento e a consequente queda de arrecadação dos municípios.

De acordo com a Farsul, as dívidas dos produtores rurais gaúchos com vencimento em 2025 somam R$ 28 bilhões.

A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, ressaltou que é hora de deicar de lado as diferenças ideológicas e partidárias em prol da união em torno de uma causa maior: a sobrevivência do agricultor e a economia dos municípios gaúchos e de todo o estado.

“O Rio Grande vive uma realidade dura, marcada por perdas sucessivas no campo. Não é hora de apontar culpados. É hora de apontar caminhos, e ele precisa ser coletivo. O caminho é o alongamento das dívidas, que não é perdão”, discursou.

Royalties do petróleo

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou durante o evento que “nenhum estado brasileiro viveu o que o Rio Grande está passando nos últimos anos. Não se trata apenas da enchente do ano passado, mas da recorrência de eventos climáticos que nos fizeram perder boa parte das safras.”

De acordo com ele, o governo federal possui os dados e números de perdas sofridas pelos produtores, mas insiste em não perceber. “Precisamos levar a Brasília a percepção de que a dor é verdadeira e merece ações concretas. Um dos caminhos que já apontamos é usar uma parte dos recursos do Fundo Social, com royalties do petróleo, para uma área que está sendo fortemente atingida”, defendeu.

“Nós precisamos capitanear esse processo e mostrar aquilo que não se mostra em Brasília. Nos últimos anos, só tivemos em 2021 uma safra boa. Todos os demais [anos] tivemos catástrofes. Não tem bolso que suporte, e não há prefeitura que vá resistir sem o dinheiro do agronegócio”, alertou o vice-presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes.

Já o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, afirmou que o setor não conseguirá a prorrogação das dívidas se ficar esperando “pela boa vontade do governo federal”.

“Nós entregamos uma proposta em fevereiro, mas até agora o governo federal não apresentou uma contraproposta. Não há vontade política de fazer isso, e nós precisamos cobrar o governo.”

Conforme a área técnica da Famurs, foram reconhecidos pela União 2.895 decretos municipais de situação de emergência ou calamidade pública desde 2020, número que evidencia a magnitude e a persistência da crise climática no estado.

Apenas em 2024, as cidades afetadas pela enchente tiveram perdas estimadas em R$ 12,2 bilhões, sendo R$ 4,1 bilhões especificamente na agricultura. No período de 2020 a 2025, o prejuízo é calculado em R$ 92,6 bilhões.

Principais demandas das Federações

O documento assinado pelas quatro Federações estabelece as 15 demandas:

  • Transformar as dívidas em títulos lastreados pelo Tesouro Nacional.
  • Prazos de até 20/25 anos, com carência de 3 anos.
  • Juros anuais máximos de 1% (Pronaf), 2% (Pronamp) e 3% (demais).
  • Inclusão de dívidas já renegociadas ou judicializadas, com teto de renegociação emergencial de R$ 5 milhões por CPF.
  • Criação de um Fundo Garantidor das Dívidas Rurais, com recursos de fundos constitucionais e sociais.
  • Linha de crédito especial pelo BNDES para recuperação do solo e irrigação (juros até 4% a.a).
  • Ampliação do limite do Proagro para R$ 500 mil por CPF.
  • Suspensão de execuções judiciais e negativações por 180 dias.
  • Moratória tributária por 6 meses para INSS rural, ITR, IRPF rural e Incra.
  • Criação de linha de crédito emergencial (juros de 3% a.a, até R$ 500 mil por produtor).
  • Subvenção ao seguro rural e modernização do Proagro.
  • Redução de tarifas de importação de insumos a 0% e aceleração de registros no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
  • Ampliação do PAA para R$ 2 bilhões, com preços 30% maiores para produtos do RS.
  • Programa de reconstrução de armazéns, com financiamento a 1% a.a e isenção de impostos sobre equipamentos de armazenagem.
  • Edição de Medida Provisória emergencial para reconstrução do setor rural.



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