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Entre os fosfatados, o destaque fica para o MAP – Foto: Canva
De acordo com informações da StoneX, nos últimos dias a escalada do conflito no Oriente Médio provocou um expressivo aumento nos preços futuros da Ureia, gerando impacto direto no mercado de fertilizantes nitrogenados e fosfatados no Brasil. A região em conflito é um importante polo de produção e fornecimento desses insumos, o que eleva a preocupação dos investidores e compradores em todo o mundo, principalmente num momento em que o mercado já vinha demonstrando sinais de firmeza para os nitrogenados.
Entre os fosfatados, o destaque fica para o MAP (fosfato monoamônico), cujos preços CFR voltaram a registrar elevação. Mesmo com as relações de troca pouco favoráveis aos produtores agrícolas, ainda há demanda consistente pelo produto. A oferta restrita colabora para sustentar o movimento de alta, sinalizando possíveis desafios adicionais para quem precisa fechar compras a curto prazo.
Já no segmento de potássicos, o cenário se manteve mais estável nesta semana, com as cotações do cloreto de potássio (KCl) apresentando poucas oscilações. Esse equilíbrio contrasta com o comportamento mais volátil de nitrogenados e fosfatados, reforçando a necessidade de monitorar os fatores geopolíticos que podem alterar o ritmo de fornecimento global.
Assim, o momento exige cautela e atenção redobrada por parte dos agricultores e distribuidores de insumos, que devem avaliar com estratégia o melhor momento para realizar novas aquisições, levando em conta a combinação entre oferta restrita, demanda firme e a influência de fatores externos sobre os preços dos fertilizantes.
O governo federal teria congelado 42% do orçamento de 2025 destinado à subvenção do seguro rural. Isso equivale a quase R$ 445 milhões.
A notícia, que tem sido veiculada desde esta quinta-feira (19), ainda não foi oficialmente divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A assessoria da pasta foi contatada, mas não retornou até o momento.
O Orçamento público de 2025 garantiu R$ 1,060 bilhão ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O congelamento, que representa quase metade desse valor, está dividido entre o bloqueio de R$ 354,6 milhões de cortes obrigatórios e R$ 90,5 milhões de contingenciamento para ajudar no equilíbrio fiscal.
Mesmo sem a comunicaçao oficial do governo federal, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) alertaram em nota que, se confirmado, o bloqueio representará um duro golpe à política de proteção contra riscos agroclimáticos, especialmente para os produtores que não têm condições de arcar integralmente com o custo do seguro.
“É importante destacar que a área segurada no país já sofreu forte retração nos últimos anos, caindo de 14 milhões para 7 milhões de hectares entre 2023 e 2024 – uma redução de 50%”, traz o texto da nota.
Se o congelamento for mesmo aplicado, as entidades projetam uma nova queda na área segurada, que poderia ficar abaixo de 5 milhões de hectates em 2025. As seguradoras já haviam solicitado ao Mapa uma dotação adicional de R$ 2,8 bilhões para o próximo ano.
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Em contrapartida, o mercado futuro do boi gordo mostra uma dinâmica de baixa nos preços – Foto: Divulgação
Segundo informações da StoneX, os preços físicos do boi gordo seguem firmes em trajetória de valorização, contrastando com o recuo observado nos contratos futuros. No Mato Grosso, o valor da arroba avançou pelo segundo relatório consecutivo, passando de R\$ 314/@ para R\$ 319/@, acumulando alta de mais de R\$ 11/@ desde o início de junho. No Mato Grosso do Sul, os preços também registram elevação, atingindo R\$ 316/@ e superando São Paulo, onde a arroba é negociada a R\$ 315/@. Essa movimentação evidencia a força da demanda regional e o viés de alta no mercado físico.
No campo externo, as exportações brasileiras de carne bovina, embora menores que em abril, superaram o volume de maio de 2024, alcançando 218 mil toneladas. O resultado está em conformidade com a sazonalidade do setor, que tradicionalmente registra volumes mais robustos a partir de julho, acompanhando o aumento da oferta de animais terminados em confinamento e o incremento da demanda internacional.
Em contrapartida, o mercado futuro do boi gordo mostra uma dinâmica de baixa nos preços. Os contratos com vencimento em novembro de 2025 permanecem em torno de R\$ 343/@, mas os vencimentos anteriores, que iniciaram a semana na faixa dos R\$ 348/@, caíram para esse mesmo patamar. Essa pressão de baixa reflete ajustes do mercado frente ao cenário de oferta e expectativas com o consumo interno.
Apesar dessa retração nos preços futuros, o contexto ainda é favorável para os confinadores. A queda nos preços do milho, principal insumo da dieta do gado confinado, impulsionada pelas boas perspectivas para a colheita da safrinha, contribui para manter a rentabilidade e sustenta o interesse dos pecuaristas em intensificar o confinamento nos próximos meses.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou, nesta sexta-feira (20) mais uma morte no estado provocada pelas chuvas que causaram estragos e transtornos em pelo menos 98 dos 497 municípios gaúchos.
A vítima, Mauro Perfeito da Silva, de 72 anos de idade, não resistiu aos ferimentos causados pela queda de uma árvore sobre seu carro nesta quinta-feira (19), em Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre.
Silva era advogado e presidente do diretório do Podemos em Sapucaia do Sul. Sua filha, Lilian Soares da Silva, de 38 anos, que também estava no veículo, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Getúlio Vargas. A reportagem não conseguiu obter informações sobre o estado de saúde de Lilian.
Os outros dois óbitos decorrentes das fortes chuvas foram registrados em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, a cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre, e em Candelária, na região dos Vales, a aproximadamente 190 quilômetros da capital.
Além das três mortes já confirmadas, há uma pessoa desaparecida desde terça-feira (17), em Candelária, e um óbito, em Santa Tereza, na Serra Gaúcha, na tarde desta quinta-feira (19), que a Defesa Civil estadual está tratando como decorrente de um acidente de trânsito.
O balanço que o governo gaúcho divulgou às 9h de hoje informa que as chuvas dos últimos dias desalojaram pelo menos 4.011 pessoas em todo o estado e deixaram 2.005 desabrigadas.
É considerado desalojado aquele que precisou deixar o local de residência devido às consequências das chuvas e se alojou temporariamente na casa de parentes ou amigos, hotéis e pousadas. Desabrigados são aqueles que precisam ir para abrigos públicos ou de instituições assistenciais.
Em todo o estado, 552 pessoas e 125 animais precisaram ser resgatados.
A prefeitura de Jaguari decretou estado de calamidade pública e mais oito municípios, situação de emergência: Agudo; Cacequi; Cerro Branco; Cruzeiro do Sul; Dona Francisca; Nova Palma; Passa Sete e São Sebastião do Caí.
O setor sucroalcooleiro no Brasil em 2025 enfrenta desafios e oportunidades. A produção de açúcar deve cair 4,7%, impactada por condições climáticas adversas, enquanto o consumo global segue em alta. A produção de etanol de milho deve crescer 22%, compensando a queda na produção de etanol de cana.
A indústria sucroenergética registrou recordes em 2024, mas ainda lida com os efeitos da seca e das queimadas. O açúcar deve manter preços elevados, impulsionado pela demanda de mercados emergentes e estoques reduzidos. Já o etanol pode se beneficiar da ampliação da mistura na gasolina e da valorização do dólar.
Além disso, há um litígio judicial envolvendo indenizações ao setor, o que pode impactar financeiramente algumas empresas. Apesar dos desafios, o Brasil segue como protagonista no mercado global de açúcar e bioenergia.
O mercado global de açúcar em 2025 apresenta um cenário de forte volatilidade, impulsionado por fatores macroeconômicos e de disponibilidade. A inflação global deve cair para 3,5%, favorecendo economias avançadas, enquanto países como Brasil, Índia e China enfrentam desafios.
O Brasil, maior fornecedor mundial, deve consolidar sua liderança nas exportações, com preços sustentados por estoques reduzidos e demanda crescente de mercados emergentes como Paquistão e Indonésia. A valorização do real pode limitar novas vendas, mas tensões comerciais entre potências globais podem abrir oportunidades para o setor.
Protagonista incontestável
Com uma demanda robusta e desafios climáticos, o Brasil segue como um protagonista incontestável na produção e exportação de açúcar. O mercado global da commodity impacta diretamente a economia brasileira, especialmente na região Centro-Sul, onde a produção é mais intensa.
Em 2025, o Brasil deve consolidar sua liderança nas exportações, impulsionado por preços elevados e demanda crescente de países emergentes, como os já citados Paquistão e Indonésia.
A valorização do dólar pode favorecer as exportações, tornando o açúcar brasileiro mais competitivo no mercado internacional. Além disso, tensões comerciais entre grandes potências, como Estados Unidos e China, podem abrir novas oportunidades para o setor sucroalcooleiro brasileiro.
No mercado interno, os preços devem se manter em patamares favoráveis, com uma possível arbitragem entre os mercados doméstico e externo. Apesar da instabilidade macroeconômica, a economia brasileira deve continuar crescendo, absorvendo parte da oferta destinada ao mercado interno.
Desafios ao setor sucroalcooleiro
O setor sucroalcooleiro no Brasil enfrenta desafios significativos em 2025, mas também oportunidades estratégicas. Aqui estão alguns dos principais desafios:
Insegurança jurídica: o governo tenta reverter uma decisão judicial que reconheceu indenizações ao setor, o que pode impactar financeiramente algumas empresas.
Oscilações de preços: a volatilidade no mercado global de açúcar e etanol afeta a rentabilidade do setor.
Condições climáticas adversas: a seca e queimadas em 2024 impactaram a produtividade da cana-de-açúcar, gerando preocupações para a safra 2025/2026.
Desafios tecnológicos: a adoção de inteligência artificial no agronegócio enfrenta barreiras regulatórias e culturais, dificultando a modernização do setor.
Reestruturação financeira: empresas como a Raízen estão passando por ajustes para reduzir custos e melhorar a eficiência, mas isso pode levar anos para gerar retorno aos acionistas.
Apesar desses desafios, o Brasil segue como líder global na produção de açúcar e bioenergia, com oportunidades de crescimento no mercado externo e na transição energética.
Oportunidades em 2025
O setor sucroalcooleiro no Brasil tem grandes oportunidades em 2025, apesar dos desafios. Algumas das principais perspectivas incluem:
Expansão das exportações: o Brasil deve consolidar sua liderança global no comércio de açúcar, impulsionado pela demanda de mercados emergentes e estoques reduzidos.
Valorização do etanol: a expectativa de aumento da mistura de etanol na gasolina pode fortalecer o mercado interno e impulsionar investimentos.
Investimentos em tecnologia: a modernização da colheita e do transporte, incluindo a locação de veículos pesados, pode reduzir custos e aumentar a eficiência.
Câmbio favorável: a valorização do dólar pode beneficiar as exportações brasileiras, tornando o açúcar e o etanol mais competitivos no mercado internacional.
Oportunidades comerciais: tensões comerciais entre grandes potências, como Estados Unidos e China, podem abrir novas possibilidades para o Brasil.
Com um cenário global favorável e investimentos estratégicos, o setor pode se fortalecer ainda mais.
*Maurício Muruci é especialista em açúcar, etanol e biodiesel da Safras & Mercado, com mais de 15 anos de experiência em análises econômicas e consultoria para mercados agrícolas
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De acordo com o instituto, os reajustes não são intensos, mas frequentes. A oferta é relativamente baixa, e, para preencher as escalas, os frigoríficos precisam ajustar os preços. Pesquisadores explicam que pecuaristas seguem na expectativa de novas altas após o feriado e negociam aos poucos.
Começa a aumentar as vendas de gado de confinamento, e esses animais, em lotes mais padronizados e com bom acabamento, alcançam valores maiores. O ritmo de embarques está mais acelerado que em maio, o que ajuda a explicar os preços firmes tanto dos animais para abate quanto da carne no atacado nacional.
O volume exportado por dia aumentou 13% em relação ao mês passado, subindo para a média de 11,7 mil toneladas de carne in natura. Em junho/24, a média diária foi de 9,6 mil toneladas, ou seja, o desempenho dessa parcial do mês está quase 22% maior, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea.
As cotações das principais concorrentes, as carnes bovina e suína, também têm recuado, mas de forma mais moderada. Como resultado, a proteína avícola vem ganhando competitividade frente às substitutas, aponta o centro de pesquisas.
Segundo pesquisadores, a grande quantidade de carne de frango disponível no mercado interno em junho tem pressionado significativamente os valores dessa proteína.
Este fato se dá diante das restrições às exportações impostas pelos parceiros comerciais do Brasil devido à gripe aviária.
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Outro elemento que pesou na retração dos preços foi a tendência de recuperação dos estoques – Foto: Pixabay
De acordo com informações da StoneX, entre os dias 6 e 13 de junho, os contratos futuros de cacau registraram queda nas bolsas internacionais. O mercado manteve uma postura de cautela em relação à disponibilidade global do produto, considerando a persistência de incertezas sobre os próximos indicadores de oferta e demanda que devem ser divulgados nos próximos meses.
Apesar das preocupações com a escassez em algumas regiões, relatos de chuvas mais favoráveis nos principais países produtores contribuíram para aliviar parte das tensões. Essas precipitações são essenciais para o desenvolvimento das lavouras, podendo melhorar a qualidade e o volume da safra, fatores que impactam diretamente as cotações.
Outro elemento que pesou na retração dos preços foi a tendência de recuperação dos estoques certificados nas bolsas internacionais. Nas últimas semanas, os estoques apresentaram sinais de reposição, o que reduz a pressão de alta sobre os contratos e traz mais segurança para os agentes do mercado.
Diante desse cenário, o mercado segue atento às condições climáticas e aos relatórios de colheita, que serão determinantes para a definição das próximas estratégias de compra e venda. A expectativa é de que o comportamento das chuvas e a evolução dos estoques continuem ditando o rumo dos preços do cacau no curto prazo.
“O movimento de baixa, por sua vez, parece ter sido influenciado por relatos de chuvas mais favoráveis nas principais regiões produtoras, bem como pela tendência de recuperação dos estoques certificados nas bolsas internacionais nas últimas semanas”, conclui.
O poder de compra do suinocultor paulista frente aos principais insumos da atividade tem avançado neste mês de julho, fechando a sétima semana consecutiva de altas. É isso que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o centro de pesquisas, o cenário se dá frente às desvalorizações do milho e do farelo de soja, além da alta nos preços do suíno vivo.
Já o avanço nos valores do vivo, por sua vez, está atrelado ao aquecimento na demanda, como geralmente verificado nas primeiras semanas do mês.
Segundo pesquisadores, as temperaturas mais amenas, associadas às festividades sazonais, reforçam o aumento na procura pela proteína suína. Além disso, a oferta interna também está mais enxuta.
Na próxima segunda feira (23) uma frente fria deve atuar sobre áreas do Sul do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esse sistema deve provocar chuvas em áreas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul e faixa sul de São Paulo.
Localmente, não são descartadas chuvas fortes nessas áreas, especialmente entre o norte do Rio Grande do Sul e do Paraná.
Além das chuvas, o sistema deve derrubar as temperaturas na região Sul e áreas de Mato Grosso do Sul já pela manhã da segunda. Segundo o Inmet, no decorrer do dia, a queda de temperatura deve atingir áreas de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, sudoeste de Mato Grosso e até áreas do sul de Rondônia e do Acre, evidenciando mais um episódio de friagem (quarta do ano).
O frio intenso e a condição para chuva mantêm a expectativa de ocorrência de neve, mesmo que localizada, nas áreas das serras gaúcha e catarinense, na noite de segunda.
O frio se intensificará na terça-feira (24). Na madrugada e início da manhã desse dia, o Inmet prevê que haverá condições para geada ampla nos três estados do Sul, geada com intensidade variando de moderada a forte na serra gaúcha, áreas de Santa Catarina e sul do Paraná. A geada também chega ao sul de Mato Grosso do Sul e ao sudoeste e sul de São Paulo.
A condição de geada deve permanecer na quarta-feira (25) nessas mesmas áreas. A queda de temperatura deverá ser sentida na faixa sul de Goiás; Triângulo, Zona da Mata e sul de Minas Gerais; e em todo o Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo.
A partir desse dia, apesar do frio e da condição de geada fraca a moderada no Sul, a massa fria começa a perder força gradativamente.
Em função da antecedência e das diferenças entre os modelos numéricos de previsão, o Inmet recomenda acompanhar as atualizações da previsão e dos avisos meteorológicos do instituto.