
O agronegócio brasileiro emprega 28,5 milhões de pessoas, recorde histórico, conforme dados de pesquisa realizada pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) referentes ao primeiro trimestre do ano.
O número é 0,6% superior ao mesmo período de 2024 e corresponde a 26,23% do total de ocupações no país. De acordo com o estudo, o crescimento foi puxado, principalmente, pelos segmentos a seguir:
Nessas esferas, o destaque vai para atividades como transporte, armazenagem e serviços que dão suporte à cadeia produtiva.
Os dados mostram também que além do aumento no número de vagas, o agronegócio brasileiro segue em processo de profissionalização. Isso porque houve alta na formalização dos empregos, no nível de escolaridade dos trabalhadores e na presença feminina em diferentes funções da cadeia produtiva.
Além disso, também foi observado aumento na receita de trabalhadores autônomos, com aumento real superior a 9% ante o primeiro trismetre no ano anterior.
A pesquisa do Cepea e da CNA utiliza como fonte de informações os microdados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua versão trimestral (PNAD-C), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Centro-Oeste abriga a maior produção pecuária e de grãos do país. Ainda que a região seja a menos populosa do território nacional, abriga a segunda maior frota de aeronaves executivas do Brasil.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a frota de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás corresponde a 27,8% dos 10.500 jatos registrados em todo o Brasil.
O número só não é maior do que a da Região Sudeste, onde as maiores metrópoles estão sediadas e que possui 36,5% do montante.
De acordo com o diretor da autarquia, Luiz Ricardo Nascimento, o aumento da frota está diretamente ligado ao crescimento da economia. “Essa relação de existir bastante aviões registrados no Centro-Oeste mostra que o PIB do agronegócio tem levado essas aeronaves para lá.”
Para os médios e grandes produtores rurais, os aviões executivos se tornaram valiosas ferramentas de trabalho. Segundo Ricardo Carvalhal, gerente de vendas da Embraer, as aeronaves são opções de deslocamento para destinos onde a aviação regular tradicional é quase inexistente.
“O avião complementa essa solução de transporte aos produtores que precisam visitar duas, três operações no mesmo dia ou alguma que seja muito distante da localidade em que ele está”, contextualiza.
Segundo ele, o Phenom 300E, modelo do segmento leve, é o mais vendido no mundo e é inteiramente produzido no Brasil. O jato tem autonomia de 3.700 km com cinco ocupantes a bordo, o suficiente para ir de São Paulo a Manaus. Em viagens mais curtas, pode transportar até dez passageiros. A versão top de linha custa cerca de R$ 77 milhões e o custo de hora/voo é estimado em R$ 10 mil.
Áreas de instabilidade atmosférica voltam a atingir o Sul do Brasil a partir desta quinta-feira (26), segundo informou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A formação das chuvas está associada ao padrão de ventos nas diferentes camadas da troposfera e ao elevado conteúdo de umidade presente na região.
O Inmet prevê a ocorrência de chuvas intensas no centro, noroeste e norte do Rio Grande do Sul, incluindo a Grande Porto Alegre, além de áreas de Santa Catarina e Paraná. As precipitações podem ser acompanhadas de raios, rajadas de vento e, de forma localizada, queda de granizo. Os volumes estimados variam entre 30 e 70 milímetros, com possibilidade de acumulados expressivos em curto espaço de tempo.
Ainda segundo o Instituto, áreas do sul de Mato Grosso do Sul também poderão registrar precipitações ao longo desta quinta-feira.
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Para a sexta-feira (27), o Inmet aponta que a instabilidade atmosférica tende a se deslocar, afetando o oeste e o centro-sul de Mato Grosso do Sul, o litoral leste e a faixa sul de São Paulo, além do Paraná e o litoral norte de Santa Catarina. Nestes locais, a previsão mantém a possibilidade de chuva intensa e condições de tempo severo, com acumulados que podem variar entre 20 e 60 milímetros.
No sábado (28), o sistema de instabilidade recua novamente em direção ao Sul do país. As chuvas devem se concentrar entre o Paraná, Santa Catarina e o centro-norte do Rio Grande do Sul, com previsão de volumes entre 40 e 80 milímetros. O Inmet não descarta a possibilidade de registros superiores a esses valores, principalmente no território gaúcho.
Diante da variabilidade dos cenários meteorológicos, o Inmet reforça a importância de acompanhar as atualizações da previsão do tempo e os avisos meteorológicos emitidos diariamente. “Recomenda-se acompanhar as atualizações da previsão e dos avisos meteorológicos que são divulgados diariamente em nosso portal, aplicativo e redes sociais”, orienta o Instituto.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reduz de 25 anos para 18 anos a idade mínima para a compra de arma de fogo. A proposta altera o Estatuto do Desarmamento.
O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), para o projeto de lei 4750/24, do deputado Da Vitoria (PP-ES). O original previa 21 anos em geral e 20 anos em áreas rurais, cumpridos outros requisitos.
Hoje, o estatuto proíbe o menor de 25 anos de adquirir arma de fogo, ressalvadas as exceções, como a do morador em área rural que comprove depender de arma de fogo para prover a subsistência alimentar, assegurado o direito ao porte.
“Trata-se de ajuste que não compromete a política pública de controle de armas, mas confere racionalidade e proporcionalidade ao sistema legal, alinhando-o com os princípios da igualdade, razoabilidade e eficiência”, disse o relator.
“Ao permitir o acesso legal mais racional e controlado à aquisição de arma de fogo, o Estado desestimula a aquisição clandestina, reduzindo a demanda por armamentos no mercado ilegal”, disse Bilynskyj.
O autor do projeto, deputado Da Vitoria, ressaltou que um jovem de 18 anos aprovado em concurso público para a área de segurança, como polícia ou bombeiros, já possui o direito de portar arma de fogo, “pois é considerado capacitado”.
“Se um jovem é considerado maduro o suficiente para votar, dirigir ou assumir responsabilidades civis, é justo que também tenha o direito de proteger sua vida e a de sua família”, afirmou o deputado, ao defender mudanças na legislação.
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

O Centro-Oeste abriga a maior produção pecuária e de grãos do país. Ainda que a região seja a menos populosa do território nacional, abriga a segunda maior frota de aeronaves executivas do Brasil.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a frota de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás corresponde a 27,8% dos 10.500 jatos registrados em todo o Brasil.
O número só não é maior do que a da Região Sudeste, onde as maiores metrópoles estão sediadas e que possui 36,5% do montante.
De acordo com o diretor da autarquia, Luiz Ricardo Nascimento, o aumento da frota está diretamente ligado ao crescimento da economia. “Essa relação de existir bastante aviões registrados no Centro-Oeste mostra que o PIB do agronegócio tem levado essas aeronaves para lá.”
Para os médios e grandes produtores rurais, os aviões executivos se tornaram valiosas ferramentas de trabalho. Segundo Ricardo Carvalhal, gerente de vendas da Embraer, as aeronaves são opções de deslocamento para destinos onde a aviação regular tradicional é quase inexistente.
“O avião complementa essa solução de transporte aos produtores que precisam visitar duas, três operações no mesmo dia ou alguma que seja muito distante da localidade em que ele está”, contextualiza.
Segundo ele, o Phenom 300E, modelo do segmento leve, é o mais vendido no mundo e é inteiramente produzido no Brasil. O jato tem autonomia de 3.700 km com cinco ocupantes a bordo, o suficiente para ir de São Paulo a Manaus. Em viagens mais curtas, pode transportar até dez passageiros. A versão top de linha custa cerca de R$ 77 milhões e o custo de hora/voo é estimado em R$ 10 mil.

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja será realizado amanhã e marcará a revelação dos campeões do Desafio Cesb 2024/25, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil. Além da premiação, o evento contará com um debate técnico de alto nível sobre os avanços e desafios no país.
A edição deste ano será transmitida ao vivo, a partir das 8h30, diretamente dos estúdios do Canal Rural, em São Paulo, reunindo pesquisadores, consultores, produtores, empresas e a imprensa especializada.
Daniel Glat, presidente do Cesb, destaca que o Fórum apresenta os sojicultores e consultores campeões das cinco regiões brasileiras, tanto na categoria irrigado quanto na do grande campeão nacional. “É um evento tradicional e altamente aguardado pelo setor, que promove reflexão, inspiração e atualização técnica de alto desempenho”, afirma.
Para Glat, o Fórum é um forte incentivador das boas práticas agrícolas e impulsiona o avanço da sojicultura nacional. “Serão apresentados cases de sucesso com informações valiosas que ajudam a equilibrar produtividade e sustentabilidade”, destaca. A programação também inclui o lançamento de novas tendências, dados inéditos e recomendações agronômicas validadas em campo.
Para Sérgio Abud, vice-presidente, o Fórum vai além de uma premiação. “É uma vitrine das boas práticas que estão moldando o futuro da sojicultura brasileira. Reforçamos o compromisso com o compartilhamento de conhecimento técnico de excelência. Ao reunir os melhores resultados do país, promovemos sistemas produtivos mais eficientes, rentáveis e resilientes”, completa.
O ponto alto será a revelação dos vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja. Dividido em duas categorias, sequeiro e irrigado, o Desafio irá premiar os campeões regionais (Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste) e anunciar o grande campeão nacional. Na categoria irrigado, será revelado diretamente o vencedor nacional.
Além da premiação, serão divulgados dados inéditos de produtividade, com exposição dos Cases Campeões da Safra 24/25, apresentados pelos próprios especialistas e membros do CESB.
Um dos destaques do Fórum será a checagem ecoambiental dos campeões. Segundo Luiz Silva, diretor executivo do CESB, todos os vencedores passam por uma rigorosa avaliação das práticas ESG. A análise de ecoeficiência considera toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a colheita, incluindo uso de insumos, água e combustíveis.
“Os dados são fornecidos pelos próprios produtores e comparados com a média regional. Os campeões se destacam em ecoeficiência, evidenciando o impacto positivo das boas práticas agrícolas”, explica Silva.
O Fórum do CESB tornou-se um verdadeiro termômetro da evolução tecnológica do agro brasileiro e da capacidade de superação dos produtores, sempre com responsabilidade socioambiental. Os dados coletados são tratados com total sigilo e respeito às leis de proteção de dados.
O CESB é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), formada por 20 membros especialistas e 22 patrocinadores que apoiam o avanço sustentável da produtividade da soja no Brasil. Entre eles: BASF, INTACTA I2X, Syngenta, Jacto, John Deere, Sumitomo, Acadian, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Corteva, Ferticel, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Stoller, Timac Agro, Ubyfol, Yara, Valence, Elevagro e IBRA.

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja será realizado amanhã e marcará a revelação dos campeões do Desafio Cesb 2024/25, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil. Além da premiação, o evento contará com um debate técnico de alto nível sobre os avanços e desafios no país.
A edição deste ano será transmitida ao vivo, a partir das 8h30, diretamente dos estúdios do Canal Rural, em São Paulo, reunindo pesquisadores, consultores, produtores, empresas e a imprensa especializada.
Daniel Glat, presidente do Cesb, destaca que o Fórum apresenta os sojicultores e consultores campeões das cinco regiões brasileiras, tanto na categoria irrigado quanto na do grande campeão nacional. “É um evento tradicional e altamente aguardado pelo setor, que promove reflexão, inspiração e atualização técnica de alto desempenho”, afirma.
Para Glat, o Fórum é um forte incentivador das boas práticas agrícolas e impulsiona o avanço da sojicultura nacional. “Serão apresentados cases de sucesso com informações valiosas que ajudam a equilibrar produtividade e sustentabilidade”, destaca. A programação também inclui o lançamento de novas tendências, dados inéditos e recomendações agronômicas validadas em campo.
Para Sérgio Abud, vice-presidente, o Fórum vai além de uma premiação. “É uma vitrine das boas práticas que estão moldando o futuro da sojicultura brasileira. Reforçamos o compromisso com o compartilhamento de conhecimento técnico de excelência. Ao reunir os melhores resultados do país, promovemos sistemas produtivos mais eficientes, rentáveis e resilientes”, completa.
O ponto alto será a revelação dos vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja. Dividido em duas categorias, sequeiro e irrigado, o Desafio irá premiar os campeões regionais (Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste) e anunciar o grande campeão nacional. Na categoria irrigado, será revelado diretamente o vencedor nacional.
Além da premiação, serão divulgados dados inéditos de produtividade, com exposição dos Cases Campeões da Safra 24/25, apresentados pelos próprios especialistas e membros do CESB.
Um dos destaques do Fórum será a checagem ecoambiental dos campeões. Segundo Luiz Silva, diretor executivo do CESB, todos os vencedores passam por uma rigorosa avaliação das práticas ESG. A análise de ecoeficiência considera toda a cadeia produtiva, desde o cultivo até a colheita, incluindo uso de insumos, água e combustíveis.
“Os dados são fornecidos pelos próprios produtores e comparados com a média regional. Os campeões se destacam em ecoeficiência, evidenciando o impacto positivo das boas práticas agrícolas”, explica Silva.
O Fórum do CESB tornou-se um verdadeiro termômetro da evolução tecnológica do agro brasileiro e da capacidade de superação dos produtores, sempre com responsabilidade socioambiental. Os dados coletados são tratados com total sigilo e respeito às leis de proteção de dados.
O CESB é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), formada por 20 membros especialistas e 22 patrocinadores que apoiam o avanço sustentável da produtividade da soja no Brasil. Entre eles: BASF, INTACTA I2X, Syngenta, Jacto, John Deere, Sumitomo, Acadian, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Corteva, Ferticel, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Stoller, Timac Agro, Ubyfol, Yara, Valence, Elevagro e IBRA.
A JBS, maior empresa de alimentos do mundo, acaba de dar um passo histórico ao lançar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O movimento não é apenas uma conquista empresarial — é também um marco para o Brasil, que se projeta cada vez mais como protagonista da segurança alimentar mundial.
Com presença nos cinco continentes, a JBS se consolida como símbolo da força produtiva brasileira. E mais: a abertura de capital em solo americano traz impactos estratégicos, tanto para a companhia quanto para a economia brasileira.
Ao ingressar na bolsa mais prestigiada do planeta, a JBS passa a ter acesso direto ao maior mercado financeiro global, onde circulam trilhões de dólares em busca de empresas sólidas e com perspectiva de crescimento. Isso significa mais facilidade para captar recursos a custos menores, o que fortalece a capacidade de investimento da companhia em áreas como produção, tecnologia, logística e sustentabilidade.
Essa credibilidade extra, associada ao selo de confiança que a NYSE representa, tende a atrair fundos institucionais, como fundos de pensão, fundos soberanos e gestoras de longo prazo, que buscam estabilidade e impacto global.
Com uma base sólida no Brasil, a expansão da JBS no mercado financeiro internacional não se resume ao mundo corporativo. O reflexo direto será sentido na geração de empregos e na arrecadação de impostos no país.
Num momento em que a automação e a inteligência artificial eliminam postos de trabalho em vários setores, a JBS caminha na contramão: está prestes a ultrapassar a marca de 300 mil empregados em todo o mundo, e boa parte de sua força de trabalho e estrutura produtiva continua concentrada em território brasileiro. Isso significa mais arrecadação para os cofres públicos, mais dinamismo para as economias locais e mais oportunidades para milhares de famílias.
Mais do que uma vitória da empresa, esse passo reforça uma tendência geopolítica e econômica: o Brasil será, nas próximas décadas, o principal celeiro do mundo. Estima-se que o país será responsável por atender até 60% da nova demanda global por alimentos, impulsionada pelo crescimento populacional, pela urbanização e pela necessidade de cadeias alimentares sustentáveis.
Com esse pano de fundo, a JBS não apenas expande sua presença no mundo financeiro, mas também consolida o papel do Brasil como fornecedor estratégico de proteínas e outros alimentos em escala global.
O IPO da JBS em Nova York não é só uma questão de negócios. É um sinal claro de que o agronegócio brasileiro pode — e deve — ocupar os maiores palcos do mundo. É também uma oportunidade para mostrar que, quando há gestão eficiente, credibilidade e visão de futuro, o Brasil tem tudo para liderar um dos setores mais críticos do planeta: a produção de alimentos.
O sino que tocou na Bolsa de Nova York não ecoou apenas em Wall Street — ele soou para o mundo, anunciando que o Brasil está pronto para alimentar o futuro.


*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

A safra brasileira de algodão 2024/25 foi reestimada pela StoneX em 3,85 milhões de toneladas em balanço de junho, divulgado nesta quarta-feira (25). Em comparação à projeção anterior, há uma queda de 0,7% na produção da pluma.
Segundo o relatório, a redução foi consequência de uma deterioração das expectativas com relação ao estado da Bahia. Na estimativa de abril, foi relatado um clima mais seco na região ao longo do mês de março, o que se somou a chuvas mais próximas da colheita, piorando as condições na reta final do ciclo.
“O clima mais úmido nas vésperas da colheita trouxe uma sensibilidade maior no terço inferior dos algodoeiros de algumas regiões, gerando queda de capulhos em alguns casos. Com esse cenário adverso, a produtividade média na Bahia será de 1,77 ton/ha, um dos menores valores dos últimos anos”, conta o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Raphael Bulascoschi.
Em Mato Grosso, o desenvolvimento vegetativo foi, no geral, bastante favorável, conforme análises da consultoria, mas há ressalvas.
Conforme o balanço da consultoria, as chuvas se estenderam por períodos normalmente mais secos, beneficiando o desenvolvimento das culturas de segunda safra em território mato-grossense. Entretanto, a continuidade do período chuvoso ao longo do mês de junho pode prejudicar tanto o ritmo da colheita quanto a qualidade da fibra.
“Por esse motivo, as estimativas de produtividade não foram revisadas, conforme se espera o avanço da colheita para que se possa avaliar com mais precisão os níveis produtivos”, pontua Bulascoschi.
Apesar do ritmo mais lento das exportações nas últimas semanas, a estimativa para os embarques brasileiros de algodão permanece em 2,9 milhões de toneladas. A expectativa é que o volume embarcado volte a crescer no segundo semestre, com a entrada da nova safra no mercado.
No entanto, o cenário externo segue desafiador. Para o analista da StoneX, a demanda global ainda mostra sinais de fraqueza, somado à valorização do real frente ao dólar nos últimos meses, o que penaliza a competitividade da pluma brasileira frente a importadores.
“No mercado interno, a consultoria revisou para baixo a estimativa de consumo de algodão, que agora é de 700 mil toneladas. O mercado tem tido dificuldade de absorver a pluma e a demanda segue lenta no mercado doméstico”, destaca Bulascoschi.
Com a combinação de queda na produção e recuo no consumo, a consultoria estima que os estoques finais devem se manter relativamente estáveis, em cerca de 2,7 milhões de toneladas.