terça-feira, maio 19, 2026

Autor: Redação

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federação quer que governo do RS use taxa do setor para apoiar comercialização



A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) solicitou ao governador do estado, Eduardo Leite, a utilização dos recursos arrecadados pela Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) para viabilizar o escoamento da produção de arroz a mercados consumidores.

A proposta é a de utilziar os valores pagos pelos próprios produtores como instrumento emergencial. O objetivo é o de apoiar a comercialização em meio à crise de liquidez enfrentada pelo setor.

A CDO é uma taxa obrigatória recolhida dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul. A destinação é financiar atividades de pesquisa e desenvolvimento conduzidas pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O cálculo do valor se baseia em um percentual sobre o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado (UPF-RS) por saca de 50 quilos de arroz em casca.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, afirma que o setor enfrenta um cenário crítico, com preços abaixo dos custos de produção e restrição de liquidez. “Estamos buscando alternativas para minimizar o impacto dessa conjuntura e apoiar os orizicultores. A taxa CDO é oriunda do próprio setor e, portanto, deve ser revertida em benefício direto ao produtor”, defende.

Cenário do mercado de arroz

A Federarroz aponta a não utilização de boa parte dos valores arrecadados pela CDO, tanto por falta de projetos como por limitações operacionais. A entidade entende que, diante do que classifica como colapso do mercado de arroz, é essencial esses recursos para apoiar os mecanismos de comercialização e escoamento da produção.

“Solicitamos a adoção dos meios legais cabíveis para que o recurso, que já pertence ao setor, seja empregado em ações concretas de escoamento da produção para os mercados consumidores. Essa medida é urgente diante do cenário de preços aviltados e da absoluta ausência de liquidez comercial, que coloca todos os produtores do Estado em situação de prejuízo e ameaça a continuidade da atividade”, diz Velho.

Dessa forma, a Federarroz alerta que, sem a adoção de medidas imediatas, o setor corre o risco de que produtores abandonem a atividade. Esse cenário agravaria ainda mais a situação econômica e social do Rio Grande do Sul.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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O cooperativismo é um caminho para pequenos empreendedores rurais?


Na interatividade da semana, perguntamos: Você acha que o cooperativismo é um caminho para pequenos empreendedores rurais, porque?

A enquete mostrou que 87% das pessoas enxergam nas cooperativas a principal forma de facilitar a venda e a negociação de seus produtos. A resposta foi clara: quando os produtores se unem, o acesso ao mercado melhora. 

Além disso, 7% dos participantes acreditam que o retorno financeiro se torna mais garantido nesse modelo. Já 6% destacaram a importância de ter a informação concentrada, algo que também contribui para decisões mais estratégicas no dia a dia.

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Além disso, 7% dos participantes acreditam que o retorno financeiro se torna mais garantido nesse modelo. Já 6% destacaram a importância de ter a informação concentrada, algo que também contribui para decisões mais estratégicas no dia a dia.

Esse cenário revela uma tendência importante. Ao optar pelo cooperativismo, o produtor rural deixa de atuar sozinho e passa a contar com uma rede de apoio. Assim, ele consegue melhores condições de compra, logística compartilhada, e maior poder de negociação com fornecedores e compradores.

Outro ponto importante é que, por meio das cooperativas, muitos pequenos empreendedores rurais têm acesso a capacitações, crédito facilitado e até suporte técnico. Dessa forma, o crescimento não depende apenas do esforço individual, mas do trabalho conjunto; o que torna o caminho menos arriscado e mais sustentável.

Toda quinta-feira tem uma nova enquete no Porteira Aberta Empreender! Participe, compartilhe sua opinião e ajude a construir pautas que realmente importam para você, micro e pequeno empreendedor rural.

A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado, no canal do YouTube do Canal Rural.

Acompanhe!



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AgroNewsPolítica & Agro

especialistas discutem tecnologia e legislação em Santa Maria/RS



UFSM recebe evento técnico sobre aplicação e regulamentação de defensivos agrícolas




Foto: Divulgação

A Sociedade de Agronomia de Santa Maria (SASM) promove, no dia 1º de julho de 2025, o Encontro Técnico sobre Herbicidas Hormonais, reunindo especialistas no auditório Flavio Miguel Schneider, no Centro de Ciências Rurais da UFSM. O evento gratuito começa às 14h e é voltado a profissionais, estudantes e interessados no manejo responsável de defensivos agrícolas.

Segundo a organização, o objetivo é discutir as tecnologias mais recentes, os desafios regulatórios e o uso seguro dos herbicidas hormonais, com foco especial nas realidades do Rio Grande do Sul. A programação inclui palestras técnicas, roda de conversa e a participação de representantes da Mútua e do CREA-RS.

De acordo com o cronograma, a abertura ocorre às 14h, com recepção dos participantes e distribuição de material informativo. Na sequência, às 14h15, o engenheiro civil Gilmar Amaral Piovezan apresenta o plano Mútua. Às 14h30, o engenheiro agrônomo André da Rosa Ulguim ministra a palestra “Características e uso de mimetizadores de auxinas”.

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Na sequência, às 15h, o engenheiro agrônomo Fernando Christian Thiesen Turna aborda as normas vigentes na apresentação “Legislação aplicada ao comércio e uso de hormonais no Rio Grande do Sul”. Após um intervalo para coffee break às 16h, a programação retorna com a palestra “Tecnologia de aplicação para herbicidas hormonais”, com o engenheiro agrônomo Adriano Arrué Melo, às 16h15.

Encerrando o evento, será realizada uma roda de conversa às 17h30, com espaço para troca de experiências e recepção de novos associados da SASM.

O evento conta com apoio institucional do Centro de Ciências Rurais da UFSM e da Coordenação do Curso de Agronomia (Coordagro), além do patrocínio da Mútua-RS e do CREA-RS.





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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do trigo seguem em queda



No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo de fora



No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado
No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado – Foto: Canva

O mercado do trigo brasileiro enfrenta uma conjuntura atípica: em pleno período de entressafra, os preços seguem em queda, contrariando as expectativas dos produtores. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário é marcado por excesso de oferta, demanda enfraquecida, importações aquecidas e fatores cambiais que favorecem o produto estrangeiro.

No Rio Grande do Sul, o plantio da nova safra está praticamente parado devido às chuvas intensas, o que já causa estresse fisiológico nas plantas e perdas em algumas lavouras. A comercialização da safra velha segue travada, com embarques somente para agosto e preços entre R\$ 1.330 a R\$ 1.430/tonelada. A pressão sobre os moinhos é grande, com margens apertadas diante de contratos em renovação, dólar baixo e concorrência do trigo importado. As exportações também recuam, com cotações em torno de R\$ 1.280,00/t. O preço da pedra em Panambi se manteve em R\$ 70/saca.

Em Santa Catarina, a oferta de trigo argentino para dezembro custa apenas R\$ 60/t a mais que o nacional. A demanda segue enfraquecida, os estoques elevados e a sobra de sementes ampliou a disponibilidade. Os preços pagos aos triticultores seguem estáveis: R\$ 78/saca em Canoinhas, R\$ 75 em Chapecó e R\$ 76 em Joaçaba. A CONAB prevê queda de 6,3% na produção do estado, mesmo com aumento de área, em função da queda na produtividade.

No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado. Há grande oferta, especialmente de trigo argentino e paraguaio, com preços ao redor de R\$ 1.500 CIF para agosto e dezembro. A média de preços pagos ao produtor caiu 0,70% na última atualização do Deral, para R\$ 78,70/saca, com lucro estimado em 7,03%, ainda positivo, mas em declínio. Mesmo com estoques ajustados e previsão de menor produção nacional, os preços seguem pressionados no curto prazo.

 





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confira a previsão de hoje



Alerta de temporais no Rio Grande do Sul, frente fria em São Paulo, tempo firme em Goiás. Confira a previsão do tempo para este sábado (27):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O risco é de temporais sobre o centro-norte do Rio Grande do Sul, com alerta para toda a região serrana. Pancadas fortes em Santa Catarina e no centro-sul e leste do Paraná – a maior parte do sábado será nublado e chuvoso. No sul e oeste gaúcho e no extremo norte paranaense o tempo fica firme, porém, com muitas nuvens.

Sudeste

A passagem da frente fria ainda estimula umidade para o litoral de São Paulo e a região do Vale do Ribeira, que terão muita nebulosidade e condições de chuva fraca a moderada. A capital deve começar o dia com garoa, mas depois o tempo abre. Não chove entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Nesses estados, as temperaturas sobem durante a tarde.

Centro-Oeste

O dia pode começar ainda com pouca chuva no sul de Mato Grosso do Sul, mas a condição melhora no decorrer da tarde deste sábado. O tempo segue firme e mais seco entre Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Destaque para a umidade relativa do ar em atenção, com valores abaixo de 30%.

Nordeste

O tempo continua instável nas capitais da costa leste nordestina. Risco para fortes pancadas de chuva em Salvador (BA), Aracaju (SE), no Recife (PE) e em João Pessoa (PB). O dia ainda terá sol entre nebulosidade variável ao longo do dia, com as pancadas ocorrendo em vários momentos. Chove fraco no litoral do Rio Grande do Norte e do Ceará. O tempo continua firme e seco no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia.

Norte

Os temporais continuam entre Amazonas, Roraima e Amapá, enquanto boa parte da faixa sul da Região segue mais quente e seca. No Tocantins, o risco para queimadas continua elevado no período da tarde.



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AgroNewsPolítica & Agro

Desafios atrapalham Plano Safra



O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic



O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic
O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic – Foto: Canva

O novo Plano Safra, previsto para ser lançado na próxima semana, surge em meio a um cenário desafiador para o agronegócio. De acordo com Victor Lima, Assistente de Negócios na Sicredi Empresarial, três pontos exigem atenção especial: juros elevados, baixa execução do plano anterior e o enfraquecimento do seguro rural.

O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic para 15%, o maior nível desde 2006. Essa elevação impacta diretamente os custos de crédito rural, tanto para custeio quanto para investimentos, tornando o acesso ao financiamento mais oneroso. No segundo ponto, Lima alerta para o descasamento entre promessa e execução no ciclo anterior: apenas cerca de 70% do montante anunciado foi realmente implementado, mesmo com a Selic em patamar mais baixo (10,5%).

O terceiro ponto, considerado o mais crítico, é o enfraquecimento das políticas de proteção ao produtor. O corte de R\$ 455 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) reduz drasticamente a cobertura, de 14 milhões de hectares em 2021 para menos de 5 milhões em 2025. Além disso, o Proagro terá seus limites reduzidos e novas exigências a partir de julho.

Com menos apoio em seguros e mais barreiras no crédito, o risco no campo aumenta. Como destaca Lima, o governo ainda não trata o seguro rural como investimento estratégico. A falta de previsibilidade pode levar a novos pedidos de renegociação de dívidas e medidas emergenciais — especialmente diante de eventos climáticos cada vez mais intensos.

“Isso encarece o seguro, e faz com que as instituições financeiras façam uma análise mais criteriosa para a liberação do crédito ao produtor rural. Fica o alerta e a reflexão. O campo precisa de previsibilidade, segurança e apoio concreto — e isso começa por políticas públicas bem executadas”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Vibra Foods estaria ligada ao 1º caso de gripe aviária em granja comercial…


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – O primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil foi identificado em um fornecedor ligado à processadora de frangos Vibra Foods, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato na sexta-feira.

A empresa não comentou de imediato.

A Vibra possui 15 fábricas no Brasil e exporta para mais de 60 países, de acordo com informações em seu site.

(Reportagem de Ana Mano)

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AgroNewsPolítica & Agro

Federarroz solicita utilização da taxa da orizicultura para acessar novos mercados consumidores



Entidade envia ofício ao governador Eduardo Leite pedindo uso emergencial da CDO


Foto: Paulo Rossi/Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) encaminhou um ofício ao governador Eduardo Leite solicitando que os recursos arrecadados pela Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) sejam utilizados para viabilizar o escoamento da produção de arroz a mercados consumidores. A proposta é que os valores pagos pelos próprios produtores sejam empregados como instrumento emergencial para apoiar a comercialização em meio à grave crise de liquidez enfrentada pelo setor.

A CDO é uma taxa obrigatória recolhida dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul, destinada ao financiamento de atividades de pesquisa e desenvolvimento conduzidas pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O valor é calculado com base em um percentual sobre o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado (UPF-RS) por saca de 50 quilos de arroz em casca.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, reforça que o setor enfrenta um cenário crítico, com preços muito abaixo dos custos de produção e severa restrição de liquidez no mercado. “Estamos buscando alternativas para minimizar o impacto dessa conjuntura e apoiar os orizicultores. A taxa CDO é oriunda do próprio setor e, portanto, deve ser revertida em benefício direto ao produtor”, defende.

No documento enviado ao governo estadual, a Federarroz destaca que boa parte dos valores arrecadados pela CDO acaba não sendo utilizada em sua totalidade, seja por falta de projetos ou por limitações operacionais. A entidade entende que, diante do atual colapso de mercado, o uso dos recursos deve ser redirecionado de forma excepcional para apoiar mecanismos de comercialização e escoamento da produção visando atingir novos mercados. “Solicitamos a adoção dos meios legais cabíveis para que o recurso, que já pertence ao setor, seja empregado em ações concretas de escoamento da produção para os mercados consumidores. Essa medida é urgente diante do cenário de preços aviltados e da absoluta ausência de liquidez comercial, que coloca todos os produtores do Estado em situação de prejuízo e ameaça a continuidade da atividade”, pontua Velho.

A Federarroz alerta que, sem a adoção de medidas imediatas, o setor corre o risco de registrar o abandono da atividade por parte de inúmeros produtores, o que agravaria ainda mais a situação econômica e social do Rio Grande do Sul.





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AgroNewsPolítica & Agro

Commodities se recuperam em Chicago



No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos



No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos
No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos – Foto: Canva

Após cinco pregões consecutivos de queda, os contratos futuros de trigo, soja e milho na Bolsa de Chicago (CBOT) começaram o dia 27 de junho em alta, impulsionados por compras de oportunidade dos Fundos e pela valorização do euro frente ao dólar. Segundo dados da TF Agroeconômica, a desvalorização da moeda americana também favorece a competitividade das exportações dos EUA, sobretudo no trigo, em comparação aos embarques europeus.

No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos, alcançando US$ 527,25 por bushel. A recuperação é limitada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de boas safras na União Europeia e no Mar Negro. No Brasil, os preços do trigo seguiram em queda: no Paraná, o indicador Cepea recuou 0,16% no dia (R$ 1.483,63), e no Rio Grande do Sul caiu 0,11% (R$ 1.338,53).

A soja também ensaia recuperação, com o contrato de julho valorizando 4,25 centavos, cotado a US$ 1.027,00/bushel. A força do real frente ao dólar reduz a competitividade das exportações brasileiras e inibe as vendas internas. A possível elevação das tarifas argentinas sobre o complexo soja a partir de julho pode impulsionar ainda mais os preços. No Paraná, a cotação subiu 1,13% (R$ 129,79).

Já o milho subiu 5,50 centavos e chegou a US$ 415,00 por bushel. A valorização cambial afeta os preços internos, com o indicador Cepea recuando 0,68% no dia (R$ 67,58). Mesmo com a colheita da safrinha em andamento e boas condições climáticas nos EUA, a ausência de acordos comerciais com compradores internacionais contribui para a instabilidade.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Nova gestão do COPASEM assume com foco no fortalecimento da sanidade de sementes no Brasil


A nova gestão do Comitê de Patologia de Sementes (COPASEM), vinculado à Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), inicia seus trabalhos com uma missão clara: fortalecer a sanidade das sementes produzidas no Brasil. Diante de desafios técnicos, estruturais e regulatórios, o comitê aposta na capacitação profissional, na padronização de metodologias e na integração dos diferentes elos do setor.

À frente do comitê estão a coordenadora Norimar D´Ávila Denardin, sócia-diretora e pesquisadora do Centro de Biotecnologia na Agricultura (Cebtecagro), e a vice-coordenadora Carla Corrêa, CEO da CLC AgroCapacitação. Com foco em inovação e articulação técnica, elas conduzirão ações estratégicas que visam à produção de sementes mais sadias e seguras, essenciais para conceder caráter de sustentabilidade à agricultura nacional.

“Precisamos garantir qualidade desde o laboratório até o campo”, afirma Norimar Denardin. Segundo ela, uma das prioridades da nova gestão é criar uma rede de padronização e validação de análises fitopatológicas, envolvendo universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas.

Entre os principais gargalos do setor estão a escassez de profissionais especializados, a limitação de recursos em infraestrutura e a falta de metodologias diagnósticas padronizadas. Norimar ressalta ainda que há um grande déficit de laboratórios bem equipados e de pessoal capacitado para operar tecnologias modernas e interpretar resultados complexos, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros.

Ela destaca que técnicas avançadas – como as baseadas em biologia molecular, a exemplo da PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), eletroforese, sequenciamento de DNA, hibridização, técnicas isotérmicas, como o Lamp (Loop-mediated isothermal amplification) e ELISA – demandam investimentos significativos em equipamentos, reagentes e infraestrutura, o que dificulta sua adoção em larga escala nacional.

Além disso, há escassez de técnicos aptos a operar essas tecnologias e interpretar os resultados com precisão. Esse déficit limita a realização de análises complexas e compromete a resposta à diversidade de patógenos, presente no País. “A diversidade de patógenos exige metodologias sensíveis, rápidas e precisas. No entanto, sua implementação tem enfrentado barreiras técnicas e financeiras, além de capacitação contínua das equipes ativas”, enfatiza.

A vice-coordenadora Carla Corrêa também ressalta a importância de superar resistências à adoção de novas metodologias: “Vamos atuar em parceria com agências de fomento e instituições públicas e privadas para garantir acesso à tecnologia, formação profissional e difusão do conhecimento”, afirma.

No campo prático, o COPASEM pretende apoiar estratégias integradas de controle de patógenos, promovendo o uso adequado de tratamentos químicos, biológicos e físicos, além de incentivar o desenvolvimento de agentes de biocontrole mais eficazes e seguros. Segundo as coordenadoras, essas soluções exigem maior investimento em pesquisa e capacitação técnica por parte dos usuários finais.

Atualmente, o Brasil conta com laboratórios oficiais, como os do LANAGRO, do Ministério da Agricultura e Pecuária, e do Instituto Biológico de São Paulo, além de aproximadamente 190 laboratórios credenciados pelo MAPA até setembro de 2023. “No entanto, nem todos estão ativos ou habilitados para o diagnóstico fitossanitário. Há também laboratórios vinculados a universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas, mas o número total ainda é impreciso”, observa Carla.

“A situação evidencia a urgência de incentivos para manutenção e expansão desses serviços essenciais”, reforça Norimar Denardin.

O comitê pretende intensificar o diálogo com órgãos reguladores e entidades representativas, como a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e as associações estaduais. A estratégia contempla ainda a ampliação da oferta de cursos, workshops e simpósios, além de incentivar a publicação de artigos científicos em periódicos como o Journal of Seed Science e o Informativo ABRATES. “Nosso objetivo é atualizar e disseminar o conhecimento técnico-científico em patologia de sementes, além de conectar o Brasil a experiências internacionais que possam nos fortalecer”, afirma Carla.

A grande meta da nova gestão é consolidar o COPASEM como referência nacional e internacional em sanidade de sementes.

“Superar esses desafios exige um esforço colaborativo entre instituições de pesquisa, órgãos governamentais, setor produtivo e os laboratórios, com investimentos em pesquisa, infraestrutura, capacitação e políticas públicas voltadas à área. O impacto será direto na produtividade agrícola, na segurança alimentar e na competitividade do Brasil no mercado global”, conclui Norimar Denardin.





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