terça-feira, maio 19, 2026

Autor: Redação

News

Assinado decreto que institui programa nacional para redução de uso de defensivos



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta segunda-feira (30) o decreto que institui o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara). O Pronara foi elaborado ainda na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, mas o decreto de lançamento do programa não havia sido assinado até esta segunda-feira.

O tema foi alvo de divergências entre o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Ministério da Agricultura ao longo do último ano e foi levado até o presidente Lula para a solução do impasse.

O Pronara está previsto como parte do terceiro Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), política pública de transição ecológica, anunciada em outubro do ano passado, que dispõe sobre iniciativas voltadas para pesquisa e inovação, incentivo às compras públicas e inclusão de mulheres, jovens, indígenas e quilombolas na agricultura familiar.

O programa prevê ações integradas de pesquisa científica, monitoramento de resíduos de defensivos em alimentos e no ambiente, fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e ampliação do uso de bioinsumos. As iniciativas visam a reduzir progressivamente o uso de defensivos e insumos químicos e ampliar a “produção sustentável de alimentos saudáveis pela agricultura familiar”.

O MDA afirma que há “urgência da implementação de políticas públicas estruturantes voltadas à transição para modelos agroecológicos de produção de alimentos” e que há uso excessivo de defensivos no país.

O Planalto informou que o programa conta com iniciativas da Secretaria-Geral da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Agricultura e Pecuária, da Saúde, do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

O Pronara será coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República.



Source link

News

O granizo pode atingir o tamanho de uma bola de tênis — e causar prejuízos milionários no campo



Você já viu uma pedra de gelo maior que uma bola de tênis cair do céu? Pode parecer exagero, mas o fenômeno é real — e perigoso.

Em tempestades severas, tem no mínimo o diâmetro de uma polegada, ou seja 2.5cm , que podem passar dos 20 cm de diâmetro dependendo da intensidade da tempestade, podendo pesar mais de 400 gr.

Essa intensidade costuma ser registrada em nuvens do tipo Cumulonimbus, associadas a temporais, vendavais e outras instabilidades da atmosfera.

Como o granizo se forma?

O granizo se forma quando gotas de água são levadas para o topo das nuvens por fortes correntes de ar ascendente. Lá em cima, elas congelam rapidamente e começam a girar em ciclos dentro da nuvem, acumulando mais camadas de gelo.

Quanto mais tempo essas pedras permanecem em circulação interna na nuvem, maior será seu tamanho ao cair. Quando o peso supera a força da corrente de ar, o granizo despenca — e, muitas vezes, com violência.

Os impactos do granizo na agricultura

Para o produtor rural, o granizo é uma das formas mais imprevisíveis e devastadoras de perda, dentre os fenômenos meteorológicos . Em poucos minutos, uma tempestade com granizo pode: 

  • Destruir lavouras inteiras, danificando cultivos facilitando a propagação de pragas e doenças
  • Atingir estruturas como estufas, galpões, telhados de silos e instalações de armazenagem;
  • Ferir animais no pasto, especialmente se o granizo for grande e acompanhado de vento forte;
  • Comprometer a qualidade dos frutos ainda que não haja perda total, afetando o valor de mercado.

Como se proteger?

  • Monitore as previsões meteorológicas com frequência, principalmente no período de primavera e verão;
  • Use tecnologia de proteção, como telas antigranizo em culturas mais sensíveis (ex: vinhedos);
  • Mantenha a estrutura física das propriedades em boas condições para resistir ao impacto de pedras de gelo e rajadas de vento
  • Avalie a contratação de seguros agrícolas que cobrem perdas por granizo — algo cada vez mais necessário.

Casos extremos no Brasil

O Brasil já registrou pedras de granizo com mais de 10 cm de diâmetro, principalmente em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Cidades como Chapecó (SC), Passo Fundo (RS) e Uberaba (MG) já enfrentaram eventos com granizo de grande proporção, resultando em perdas agrícolas, danos em veículos e até ferimentos em pessoas.

Canal Rural de olho no clima

Prever granizo com precisão ainda é um desafio, mas a combinação de tecnologia meteorológica, radar, satélite e experiência de campo tem aumentado as chances de alerta prévio.

Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.



Source link

News

Carne sustentável no Brasil


A produção de carne sustentável no Brasil tem ganhado cada vez mais espaço entre consumidores conscientes, investidores e mercados exigentes. Com foco em práticas éticas, responsabilidade ambiental e social, produtores brasileiros estão apostando na transformação do modelo pecuário tradicional para um modelo mais integrado, tecnológico e de valor agregado.

Carne sustentável: práticas que agregam valor e ampliam mercados

A carne sustentável brasileira se baseia em três pilares fundamentais: respeito ambiental, responsabilidade social e cuidado trabalhista. Esses elementos, quando alinhados a processos produtivos rigorosos, garantem um produto com valor diferenciado — cada vez mais valorizado dentro e fora do país.

Entre as práticas adotadas por empresas, destacam-se:

  • Manejo sem violência: estímulos positivos como música, brinquedos e ausência de instrumentos agressivos.
  • Abate insensibilizado: respeitando o bem-estar até o último momento de vida do animal.
  • Nutrição personalizada: com dietas balanceadas para garantir qualidade e reduzir emissão de gases.
  • Aproveitamento total da carcaça: cortes nobres, subprodutos como caldo de osso, bacon bovino e manteiga de banha.
  • Certificações ambientais: cumprimento de mais de 130 critérios da Rainforest Alliance.

“É possível unir sustentabilidade à produção de carne em larga escala. O segredo está na gestão e na consciência produtiva”, afirma Amália Sechis, empresária do setor.

Um dos grandes desafios da pecuária nacional é sair do modelo baseado em volume e preço e migrar para uma proposta de valor agregado. A carne sustentável representa exatamente essa transição: menos quantidade, mais qualidade, rastreabilidade e conexão com o consumidor.

Essa mudança exige uma nova postura não só dos produtores, mas também do consumidor, que precisa compreender os diferenciais do produto sustentável para valorizar esse modelo produtivo.

Desafios e oportunidades da carne sustentável no Brasil:

  1. Baixa escala atual da produção sustentável
  2. Custo elevado comparado ao modelo convencional
  3. Desinformação do consumidor sobre práticas produtivas
  4. Necessidade de melhorar a comunicação setorial
  5. Falta de políticas públicas específicas para incentivo

“O consumidor precisa entender por que esse produto tem um valor diferente. E isso só é possível com comunicação eficiente”, destaca Amália.

A tendência de valorização da carne sustentável é ainda mais acentuada no mercado externo, que tem procurado cada vez mais produtos com rastreabilidade, bem-estar animal e práticas alinhadas a critérios ambientais internacionais. Segundo Amália, esse nicho tende a crescer exponencialmente com a conscientização global e o avanço da agenda ESG no agronegócio.

COP 30: uma vitrine para o Brasil mostrar sua carne de baixo impacto

Com a proximidade da COP 30, conferência climática da ONU que será sediada no Brasil, os holofotes estão voltados para o papel do país na produção de alimentos com baixa emissão e responsabilidade ambiental. A carne sustentável é uma das grandes apostas para mostrar ao mundo que é possível aliar produtividade, escala e respeito à natureza.

Empresas que aplicam boas práticas já estão colhendo os frutos: valorização da marca, abertura para novos mercados, parcerias internacionais e maior competitividade no varejo interno. Porém, para consolidar esse novo ciclo, o setor precisa de união entre os produtores, investimentos em tecnologia e certificações e maior foco em comunicação transparente com o consumidor final.

Amália é bacharel em Direito pela FAAP, mas encontrou sua verdadeira vocação no agronegócio. Mesmo sem formação técnica no setor, ela se aprofundou no tema e hoje lidera uma marca de referência em carne sustentável.

Protagonismo feminino no setor

Um exemplo inspirador dessa transformação no setor é a trajetória de Amália Sechis, que saiu do vegetarianismo para liderar uma marca de carne sustentável no Brasil. Em entrevista ao site A Protagonista, Amália detalha como uniu bem-estar animal, manejo responsável e práticas socioambientais para criar um produto de alto valor agregado. A história completa pode ser conferida neste link.



Source link

News

aumento de recursos para agricultura familiar é de quase 50% com Lula, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou nesta segunda-feira (30) que os recursos para a agricultura familiar aumentaram em quase 50% no governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da SIlva. Segundo ele, o Plano Safra 2025/2026, anunciado nesta segunda-feira, é um recorde na agricultura familiar, o terceiro seguido da gestão petista.

“O aumento do presidente Lula, de valores para o Plano Safra da Agricultura Familiar, é de quase 50%. Era em 2022 e 2023 (de) R$ 53 bilhões, hoje são R$ 78 bilhões, mostrando que vocês têm um presidente da Agricultura Familiar”, disse Teixeira.

O aumento citado por ele foi de 47,5%. O ministro disse que o cadastro de agricultores familiares chegou a 2,9 milhões e que 167 mil empréstimos foram renegociados por meio do programa Desenrola Rural. Segundo Teixeira, Lula bancou o aumento de recursos e juros negativos para a agricultura familiar, com 3% de juros para alimentos.

Outro anúncio feito por ele é que todos os bancos terão microcrédito orientado. De acordo com Paulo Teixeira, os financiamentos para a agricultura familiar aumentaram 26%, chegando a 1,7 milhão de contratos. Na região Nordeste, o número aumentou 90% e, conforme o ministro, isso fez o Plano Safra da Agricultura Familiar se tornar nacional.

Teixeira também mostrou, em um balanço no Palácio do Planalto, que houve um aumento de financiamentos de custeio para alimentos básicos e compras de máquinas, com crescimento de 73,6% em operações.



Source link

News

Associação de pecuaristas voltará a realizar leilões de gado em Barreiras


A Associação Baiana de Pecuária (Acrioeste) anunciou que voltará a realizar leilões de gado em Barreiras, no Oeste da Bahia. O anúncio foi feito na tarde da última quinta-feira (26), após reunião do presidente da entidade, Gill Arêas Machado, com o prefeito do município, Otoniel Teixeira, e seu vice, Túlio Viana.

De acordo com a Acrioeste, além do apoio da prefeitura na realização dos leilões, durante o encontro também foi discutida a criação de uma comissão que dará prosseguimento à busca por um local para a implantação de um novo Parque Multiuso de Barreiras, voltado para dupla aptidão: o agronegócio e grandes eventos.

Segundo a associação de pecuaristas, está entre as propostas da gestão do prefeito Otoniel Teixeira a identificação de uma área adequada para receber esse grande empreendimento, que fortalecerá o agronegócio praticado no Vale do Rio Grande.

O Leilão Padrão Acrioeste será realizado no próximo dia 19 de julho, no Parque Natural Engenheiro Geraldo Rocha, a partir das 14h, com transmissão pelo YouTube.

O leilão ofertará mais de mil animais, entre bezerros, bezerras, garrotes e novilhas da mais alta qualidade genética, oriundos de criatórios de associados da Acrioeste e convidados.

Leilão Padrão Acrioeste, Barreiras, Oeste da BahiaLeilão Padrão Acrioeste, Barreiras, Oeste da Bahia
Foto: Divulgação/Acrioeste

Segundo Gill Arêas Machado, é um momento de muito alegria para a pecuária de Barreiras e para o Oeste da Bahia como um todo, o retorno de leilões de gado em Barreiras.

“O Leilão Padrão Acrioeste é apenas o início dessa parceria com a Prefeitura de Barreiras para que num futuro possamos fazer esse tradicional leilão num local definitivo, a exemplo do Parque Multiuso. A escolha desse novo espaço vai ter acompanhamento da Secretaria Municipal de Agricultura e entidades do setor agropecuário. Vamos construir esse novo Parque em várias mãos e com certeza isso trará grandes frutos para Barreiras e região”, concluiu o presidente da Acrioeste.

Para o prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira, o evento reafirma seu compromisso com a pecuária e os pecuaristas.

“Atualmente, nossa região abriga o maior rebanho bovino do Estado da Bahia, reflexo da força e tradição do setor agropecuário em nosso município. A retomada dos leilões de gado marca um novo ciclo de desenvolvimento para a atividade pecuária local. Este é um passo importante que reforça nosso compromisso em fortalecer ainda mais o setor. Com esse objetivo, autorizamos a criação de uma comissão formada por representantes da Prefeitura e da iniciativa privada para acompanhar a elaboração e implantação do projeto da nova Arena Multiuso “Parque de Exposições de Barreiras”.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





Source link

News

Plano Safra: juros altos elevam custo de soja e desafiam produtores, aponta consultor



O governo federal destinou R$ 89 bilhões à agricultura familiar no Plano Safra 2025/26, anunciado nesta segunda-feira (30). Desse total, R$ 78,2 bilhões são voltados especificamente ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que atende pequenos produtores de soja e outras culturas. O valor representa um aumento de 3% em relação à temporada anterior, que contou com R$ 76 bilhões.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

A segunda etapa do plano, voltada à agricultura empresarial, deve ser divulgada nesta terça-feira (1º), com expectativa de movimentar cerca de R$ 600 bilhões.

Desafios previstos para os produtores de soja

Apesar do volume recorde de recursos, produtores de soja devem enfrentar desafios importantes na próxima safra. O crédito está disponível, mas mais caro. Em 2025, o cenário de juros elevados e o aperto fiscal enfrentado pelo governo encarecem o financiamento rural, mesmo com os subsídios oferecidos.

“Hoje o governo tem essas linhas de crédito, mas basicamente o custo vai ser maior para o produtor este ano em termos de juros”, afirma Rafael Silveira, consultor da Safras & Mercado.

Basicamente, trata-se de um subsídio do governo que recai sobre o Tesouro Nacional. Na prática, o governo participa da equalização dos juros, assumindo parte ou até a maior parte dos encargos financeiros, o que ajuda a reduzir o custo final para o produtor, especialmente os de menor porte.

“Em termos nominais, o volume de recursos é maior neste ano, mas o custo do crédito também está mais elevado por causa dos juros altos e do aperto fiscal enfrentado pelo governo”, pontua Silveira.

Ainda assim, devido às taxas praticadas neste ano, o crédito está mais caro. No caso da soja, os juros para pequenos produtores podem chegar a até 8% ao ano. Segundo Silveira, isso deve impactar diretamente os investimentos na lavoura.

“O crédito em si não é difícil de obter, mas o problema é o custo. Com isso, o produtor pode acabar reduzindo investimentos em tecnologia, como o uso de fertilizantes, por exemplo”, avalia. “Realmente acaba sendo mais oneroso plantar.”

O crédito existe, mas o custo mais alto pode dificultar o acesso ou limitar a escala do investimento. Para os sojicultores, o desafio será produzir com eficiência em um cenário de crédito mais restritivo e margens pressionadas. A necessidade de planejamento e cautela na hora de investir será ainda maior na safra 2025/26.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja opera reduzindo riscos


O mercado de soja no Rio Grande do Sul opera com estratégias para redução de riscos e custos, segundo informações da TF Agroeconômica. “A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 137,00 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07). Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 140,00 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00 (-1,52%) Cruz Alta – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 130,00 (-1,52%) Passo Fundo – Pgto. agosto R$ 130,00 (-1,52%)”, comenta.

Santa Catarina encerra colheita da soja e já define vazio sanitário para a próxima safra. “A comercialização avança de forma tímida, com o mercado travado em função da queda nos prêmios de exportação e nas cotações internacionais. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,51 (+0,59%)”, completa.

Paraná encerra colheita com aumento de produtividade e mira próxima safra. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 134,76 (+2,08%). Em Cascavel, o preço foi 120,00 (+1,49%). Em Maringá, o preço foi de R$ 121,22 (+0,81%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,85 (+3,76%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$135,51 (+0,02%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Logística instável desafia comercialização no Mato Grosso do Sul. “O bom desempenho da safra no campo traz, portanto, desafios logísticos relevantes. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 118,37 (+0,11%), Campo Grande em R$ 118,37 (+0,11%), Maracaju em R$ 117,80 (-0,37%), Chapadão do Sul a R$ 108,67 (-1,00%), Sidrolândia a em R$ 117,80 (-0,37%)”, informa.

Mato Grosso encerra colheita histórica, mas alta nos custos pressiona a rentabilidade. “Os preços indicativos em Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, na mesma data, apresentaram variações pontuais no mercado interno. Campo Verde: R$ 113,09 (+0,34%). Lucas do Rio Verde: R$ 108,82 (+1,54%), Nova Mutum: R$ 108,82 (+1,54%). Primavera do Leste: R$ 113,09 (+0,34%). Rondonópolis: R$ 113,09 (+0,34%). Sorriso: R$ 108,82 (+1,54%)”, conclui.

 





Source link

News

Agro Penido transforma pecuária em exemplo de carne premium com carbono positivo


A Agro Penido, comandada por Caio Penido, atual presidente do IMAC, é um exemplo de como a pecuária brasileira pode unir tradição, tecnologia e responsabilidade ambiental. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes dessa história.

Localizada em Cocalinho (MT), na região do Vale do Araguaia, a fazenda transformou-se em referência na produção de carne premium com carbono positivo, mostrando que é possível produzir proteína animal de alto padrão com sustentabilidade e rentabilidade.

A propriedade surgiu da divisão da antiga Fazenda Roncador, que já foi a maior do Brasil. Hoje, com 15 mil hectares, Caio Penido comanda um sistema moderno de cruzamento industrial, intensificação a pasto e rastreabilidade.

Detalhe da produção de gado na fazenda Água Viva. Foto: Reprodução/Planeta CampoDetalhe da produção de gado na fazenda Água Viva. Foto: Reprodução/Planeta Campo
Detalhe da produção de gado na fazenda Água Viva. Foto: Reprodução/Planeta Campo

Penido trabalha com cruzamentos entre Nelore e Angus, em sistema de terminação intensiva a pasto com suplementação nutricional.

Em lotes especiais, são utilizados animais tricross (Wagyu, Angus e Nelore) para alcançar alto marmoreio, maciez e sabor diferenciado.

A produção segue boas práticas agropecuárias e busca certificações como Onça Pintada, bem-estar animal e baixo carbono, com validação por certificadoras como IBD/Quima.

“Queremos criar uma carne acima de qualquer questionamento”, afirma Caio. “É o tipo de carne que o Mark Zuckerberg quer fazer no Havaí, mas que a gente já faz aqui no Brasil”, brinca.

Carbono Penido: nova frente de negócios ambientais

Imagem aérea da nascente com fervedouro na fazenda Água Viva, da Agro Penido. Foto: Reprodução/Planeta CampoImagem aérea da nascente com fervedouro na fazenda Água Viva, da Agro Penido. Foto: Reprodução/Planeta Campo
Imagem aérea da nascente com fervedouro na fazenda Água Viva, da Agro Penido. Foto: Reprodução/Planeta Campo

Pensando no futuro, Caio criou a Carbono Penido, empresa dedicada aos projetos de carbono da Agro Penido. A iniciativa atua em três frentes principais:

  • Carbono florestal, com reflorestamento de nativas em áreas marginais;
  • Carbono no solo, com medição via sensores da AgroRobótica — tecnologia com origem na NASA;
  • Carbono de reserva legal, com apoio da Liga do Araguaia e empresas como Ambipar.

“Estamos restaurando áreas com espécies nativas madeireiras e medindo o carbono fixado no solo”, explica Caio.

A ideia é monetizar o valor ambiental da fazenda, gerando renda e ajudando a preservar a biodiversidade local.

Legado familiar e inovação coletiva no Araguaia

Lavoura de soja em áreas de cultivo na Agro Penido. Foto: Divulgação/Agro PenidoLavoura de soja em áreas de cultivo na Agro Penido. Foto: Divulgação/Agro Penido
Lavoura de soja em áreas de cultivo na Agro Penido. Foto: Divulgação/Agro Penido

A Agro Penido carrega o legado do avô de Caio, Pelerson Penido, que apostou no desenvolvimento do Araguaia nos anos 1980, com apoio da SUDAM.

Com o tempo, a propriedade evoluiu, passou a adotar práticas sustentáveis, e se integrou a projetos coletivos como a Liga do Araguaia, criada pelo próprio Caio.

Hoje, a fazenda desenvolve ações de regularização ambiental, intensificação sustentável e pagamento por serviços ambientais, com apoio de instituições como Embrapa, TNC, JBS e outras.

Brasil pronto para mostrar a força da sua carne ao mundo

Vista aérea do Rio Araguaia. Foto: Reprodução/Planeta CampoVista aérea do Rio Araguaia. Foto: Reprodução/Planeta Campo
Vista aérea do Rio Araguaia. Foto: Reprodução/Planeta Campo

Com a COP 30 no Pará e o Congresso Mundial da Carne em Cuiabá, ambos previstos para 2025, Caio acredita que é hora de o Brasil mostrar ao mundo a qualidade da carne nacional: criada a pasto, saborosa, rastreável e com baixa pegada ambiental.

“Sustentabilidade não é custo, é oportunidade. Melhorar o bem-estar animal, restaurar áreas, usar tecnologia… tudo isso melhora a margem da fazenda. É uma agenda ganha-ganha”, reforça Caio.

Ele defende ainda a popularização do mercado de carbono para pequenos produtores, com governança simples e acesso técnico facilitado.



Source link

News

Agropecuária cresce 7,8% e impulsiona PIB de São Paulo



A economia no estado de São Paulo registrou crescimento de 1,9% nos primeiros quatro meses de 2025 em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, indicaram dados da Fundação Seade.

O avanço do Produto Interno Bruto (PIB) paulista no período foi impulsionado pelos setores da agropecuária, com alta de 7,8%, e serviços, com 3,1%.

No acumulado dos últimos 12 meses, comparados aos 12 meses imediatamente anteriores, o PIB do estado teve crescimento de 3%. Neste recorte, o destaque foi para o setor de serviços, que avançou 3,5%, seguido pela indústria, com crescimento de 0,8%. Já na comparação com abril de 2024, o indicador avançou 0,1% em abril deste ano. 

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, os dados são mais uma comprovação da vocação paulista para o agro. “Temos em São Paulo a mais competitiva e sustentável agropecuária do mundo. Temos cana-de-açúcar, pecuária, os grãos, o suco de laranja, e tantas outras cadeias que dão orgulho para o Brasil e para o mundo”.

Exportações do agro

O agro paulista tem se destacado também na pauta de exportações do estado, representando, nos cinco primeiros meses de 2025, 40,6% de tudo que São Paulo embarcou para o exterior.

Desde 2024, o estado é o principal exportador agrícola do país, com uma pauta de produtos que tem os seguintes produtos como destaque: complexo sucroalcooleiro (24,3%), carnes (14%), complexo soja (11,7%), grupo de sucos (11,5%) e produtos florestais (11,4%), conforme dados da Agência Paulista de Tecnologias do Agronegócio.



Source link