terça-feira, maio 19, 2026

Autor: Redação

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La Niña: o fenômeno que traz seca para o Sul e chuva para o Norte



O granizo pode atingir o tamanho de uma bola de tênis — e causar prejuízos milionários no campo

Você já viu uma pedra de gelo maior que uma bola de tênis cair do céu? Pode parecer exagero, mas o fenômeno é real — e perigoso. Em tempestades severas, tem no mínimo o diâmetro de uma polegada, ou seja 2.5cm , que podem passar dos 20 cm de diâmetro dependendo da intensidade da tempestade, […]



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A temperatura mais alta já registrada na Terra foi de 56,7 °C



Você já imaginou conviver com quase 57 °C à sombra? Pois essa foi a temperatura mais alta já registrada na superfície da Terra, oficialmente reconhecida pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O recorde aconteceu no Vale da Morte (Death Valley), mais especificamente em Furnace Creek, Califórnia (EUA), em 10 de julho de 1913. O valor exato: 56,7 °C.

Esse registro extremo segue sendo estudado por meteorologistas, climatologistas e especialistas em mudanças climáticas, justamente por representar um dos limites naturais do planeta quando se trata de calor intenso.

Por que o Vale da Morte é tão quente?

O Vale da Morte está situado a 86 metros abaixo do nível do mar, em uma região cercada por montanhas, o que cria um verdadeiro “caldeirão” climático. O ar quente e seco que entra na área fica preso, sem ventilação adequada para circular e dissipar o calor. Além disso, o solo desértico reflete a radiação solar com intensidade, mantendo o calor próximo à superfície.

Durante o verão, as temperaturas por lá frequentemente ultrapassam os 50 °C, tornando o local um dos ambientes mais inóspitos do planeta. Mesmo com sombra e hidratação, a exposição prolongada pode causar exaustão térmica em poucos minutos.

Como o calor extremo afeta o campo?

As altas temperaturas impactam diretamente o setor agropecuário. Quando a temperatura ultrapassa os 35 °C de forma persistente, diversos problemas podem surgir:

  • Tombamento de lavouras
  • Estresse térmico em animais, afetando diretamente a produção de leite, ovos e carne.
  • Aceleração da evaporação e do consumo de água no solo, exigindo maior eficiência na irrigação.
  • Risco aumentado de incêndios florestais e em áreas de pastagem seca.

O papel da previsão do tempo

Saber com antecedência sobre ondas de calor é uma das principais formas de prevenir prejuízos no campo. Com informações meteorológicas confiáveis, o produtor pode antecipar ações como:

  • Reprogramar irrigação e colheita;
  • Ajustar o manejo do gado para horários mais amenos;
  • Reforçar a proteção de estufas ou sombrites;
  • Reduzir o estresse hídrico com práticas conservacionistas.

É por isso que o Canal Rural, junto com o meteorologista Arthur Muller, tem investido em conteúdo exclusivo sobre clima aplicado ao agronegócio com a criação do E-book Clima Campo, onde o produtor rural encontra informações para se preparar sobre o clima. Garanta o seu



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Touro ideal para vacada Tabanel: veja as raças mais indicadas


A dúvida do pecuarista Ivan Barsi, de Conchas (SP), é compartilhada por muitos criadores: qual o melhor touro para cobrir vacas Tabanel, resultado do cruzamento entre Tabapuã e Nelore? Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações na íntegra.

A resposta foi dada por Alexandre Zadra, referência nacional em cruzamento industrial e autor do blog Crossbreeding, durante o quadro Giro do Boi Responde.

Zadra começou elogiando a base genética da vacada Tabanel, destacando o bom couro e habilidade materna do Tabapuã, aliados ao rendimento de carcaça do Nelore.

Novilhas Tabanel. Foto: Divulgação/crossbreeding.comNovilhas Tabanel. Foto: Divulgação/crossbreeding.com
Novilhas Tabanel. Foto: Divulgação/crossbreeding.com

“É uma vacada espetacular para qualquer tipo de cruzamento”, garantiu o especialista.

Brangus, Santa Gertrudis ou Nelore? Depende do objetivo

Para sistemas de monta natural, a escolha do touro deve levar em conta o porte dos animais desejado e o sistema de produção. Zadra apresentou as seguintes recomendações:

  • Brangus ou Braford: ideais para quem busca precocidade, bom acabamento de carcaça e animais de porte moderado.
  • Santa Gertrudis ou Canchim: indicados para produção de bois maiores, com maior rendimento de carcaça, embora mais tardios ao abate.

Quanto ao uso de touros Nelore, Zadra explicou que a heterose — ou vigor híbrido — é baixa, já que o Nelore já está presente na vacada Tabanel. Isso limita os ganhos de produtividade no cruzamento.

Taurinos adaptados garantem heterose máxima

Touro reprodutor da raça Caracu. Foto: Divulgação/ABC CaracuTouro reprodutor da raça Caracu. Foto: Divulgação/ABC Caracu
Touro reprodutor da raça Caracu. Foto: Divulgação/ABC Caracu

Entre as melhores alternativas para monta natural, Zadra destacou os taurinos adaptados, que combinam rusticidade, bom desempenho a campo e alta heterose:

  • Caracu: ideal para quem busca animais de maior porte.
  • Bonsmara: entrega produtos de porte médio, com excelente desempenho.
  • Senepol: indicado para sistemas que priorizam precocidade e menor porte.

“Com qualquer um desses, o pecuarista garante heterose máxima e animais bem adaptados ao calor tropical”, afirmou o especialista.

Inseminação: Angus, Hereford e Charolês são destaques

Se a opção for inseminação artificial, Zadra é direto: Angus e Hereford são as melhores escolhas para quem busca carne macia e bem acabada, especialmente em cruzamentos com zebuínos. Essas raças têm grande oferta de touros com DEPs positivas para gordura e marmoreio, atributos valorizados pelo mercado de carne gourmet.

Já para quem deseja animais maiores e com alto ganho de peso, especialmente em confinamento ou TIP, o especialista sugere:

  • Charolês americano mocho
  • Black Simental

Ambas entregam carcaças volumosas, mas exigem seleção de touros com boa DEP de gordura para evitar carnes muito magras.



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Relâmpagos atingem a Terra cerca de 100 vezes por segundo — e o Brasil lidera o ranking mundial



Você sabia que, a cada segundo, cerca de 100 relâmpagos atingem a superfície da Terra? Isso mesmo: são mais de 8 milhões de raios por dia ocorrendo em todo o planeta. O dado impressiona e reforça a importância de compreender melhor esse fenômeno natural, que além de fascinante, pode trazer riscos sérios à população, à infraestrutura e, claro, à produção agropecuária.

De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat/Inpe), o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de incidência de raios em todo o planeta. Em média, são registradas mais de 77 milhões de descargas elétricas por ano no país. As regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste concentram os maiores volumes, especialmente durante o verão, quando as tempestades são mais frequentes.

Impactos diretos no campo

No meio rural, os raios podem causar uma série de prejuízos:

  • Morte de animais em campo aberto, como gado e cavalos;
  • Queima de equipamentos elétricos, como bombas d’água, painéis solares e sistemas de irrigação;
  • Incêndios em pastagens e áreas de vegetação seca, causados por descargas que atingem o solo;
  • Riscos à vida humana, especialmente para trabalhadores rurais em áreas expostas durante tempestades.

Como se proteger?

A orientação principal é interromper qualquer atividade em campo aberto durante tempestades. Além disso, é essencial:

  • Instalar para-raios e sistemas de proteção elétrica em áreas produtivas;
  • Evitar o uso de equipamentos elétricos durante descargas próximas;
  • Reforçar a educação sobre segurança para funcionários e comunidades rurais.

Curiosidades sobre os raios

  • Um raio pode atingir temperaturas superiores a 30 mil °C, ou seja, mais quente que a superfície do Sol.
  • A descarga elétrica pode percorrer até 5 km na horizontal e atingir locais longe da tempestade principal.

Relâmpagos não caem “do nada”: eles são precedidos por cargas elétricas acumuladas entre nuvens ou entre a nuvem e o solo.

Clima e prevenção no agronegócio

Com a frequência crescente de eventos extremos, como chuvas intensas e ondas de calor, monitorar o clima se torna essencial para o produtor rural. A previsão meteorológica e o uso de tecnologias de alerta precoce ajudam a evitar perdas e garantem mais segurança no campo.

Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.



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A maior nuvem do mundo pode atingir até 20 km de altura



Elas parecem inofensivas quando começam a se formar no horizonte, mas podem se transformar em verdadeiras torres atmosféricas. Estamos falando das nuvens do tipo Cumulonimbus, conhecidas por serem as maiores e mais potentes da atmosfera terrestre. Em condições extremas, elas podem alcançar impressionantes 20 quilômetros de altura — ou seja, mais que o dobro da altura de um voo comercial.

Esse tipo de formação pode evoluir para um sistema que pode provocar tempestades severas.

Cumulonimbus: as nuvens que anunciam o perigo

As Cumulonimbus são nuvens densas, com grande desenvolvimento vertical. Elas se formam em atmosferas instáveis, onde há muita umidade, calor e movimento ascendente de ar. Sua base pode estar a poucos quilômetros do solo, mas o topo pode alcançar a estratosfera, chegando a até 20 km de altitude.

Além de seu tamanho impressionante, são também as principais responsáveis por eventos meteorológicos extremos, como:

  • Tempestades com chuva intensa em curto período;
  • Granizo que danifica lavouras e estruturas rurais;
  • Microexplosões (downbursts), com rajadas de vento que derrubam árvores e máquinas;
  • Cumulonimbus pode gerar um mesociclone, que é quando a tempestade adquire rotação aumentando potencialmente o risco para formação de um tornado.

Impacto direto no agro

No campo, a presença de nuvens Cumulonimbus é sinal de alerta máximo. A chegada de uma tempestade desse tipo pode causar:

  • Perdas agrícolas por excesso de chuva, granizo e rajadas de vento;
  • Danos a silos, galpões e estufas por granizo ou rajadas de vento;
  • Interrupção de colheitas e aplicação de defensivos;
  • Risco à integridade física de trabalhadores em campo aberto.

A recomendação é sempre interromper as atividades quando esse tipo de nuvem for identificado nas proximidades, e buscar abrigo em locais seguros.

Como identificar uma Cumulonimbus?

  • Tem aspecto de torre e no topo se expande horizontalmente formando uma bigorna
  • Vento frio e trovões costumam antecipar sua chegada

Com o uso de tecnologias meteorológicas e previsão em tempo real, produtores conseguem acompanhar essas formações e tomar decisões preventivas no manejo da lavoura e do rebanho.

Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.



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VCAN: o fenômeno atmosférico que influencia o clima e o agro no Brasil



O Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) é um sistema de circulação atmosférica que atua em altos níveis da troposfera, caracterizado por ventos girando no sentido horário no hemisfério sul. Embora seja um fenômeno comum nas regiões tropicais, sua presença pode ter impactos significativos no clima em todo território brasileiro, afetando diretamente o agronegócio.

Onde e quando o VCAN ocorre no Nordeste do Brasil?

O VCAN costuma se formar entre os meses de outubro e abril, período correspondente à estação chuvosa no semiárido nordestino. Sua atuação é mais frequente nas regiões interioranas do Nordeste, especialmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Como o VCAN afeta as condições meteorológicas

O VCAN influencia a atmosfera da região de duas maneiras principais:

  • Centro do vórtice: área de subsidência (movimento descendente do ar), inibindo a formação de nuvens e, consequentemente, reduzindo as chuvas.
  • Bordas do vórtice: áreas de convergência e ascensão do ar, favorecendo a formação de nuvens e precipitações.

Portanto, enquanto algumas regiões podem experimentar estiagem, outras podem ser beneficiadas com chuvas, dependendo da posição e intensidade do VCAN.

Impactos no agronegócio

A atuação do VCAN pode trazer desafios e oportunidades para o setor agropecuário:

  • Positivos: nas bordas do vórtice, o aumento das chuvas pode beneficiar culturas como milho, feijão e pastagens, melhorando a produtividade e a disponibilidade de forragem para o gado.
  • Negativos: no centro do vórtice, a redução das chuvas pode levar à estiagem, prejudicando o desenvolvimento das lavouras e comprometendo a produção agrícola.

Monitoramento e previsão

Acompanhar a formação e deslocamento do VCAN é essencial para o planejamento agrícola. Instituições meteorológicas utilizam imagens de satélite e modelos atmosféricos para prever a atuação do vórtice e emitir alertas para os produtores rurais

VCAN: Mitigar riscos e aproveitar as oportunidades

O VCAN é um fenômeno atmosférico que, apesar de sua atuação em altos níveis da atmosfera, tem efeitos diretos no clima e, consequentemente, no agronegócio do Nordeste brasileiro.

Compreender sua dinâmica e monitorar sua presença são passos fundamentais para mitigar riscos e aproveitar as oportunidades que ele pode oferecer ao setor agrícola.

Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.



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Plano Safra da Agricultura Familiar ‘está longe de ser perfeito’, diz Lula



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (30) que o Plano Safra 2025/2026 voltado à agricultura familiar “está longe de ser o plano perfeito”, mas faz parte de um processo contínuo de reivindicação dos pequenos agricultores junto ao poder público para garantir melhores condições de crédito.

“Esse plano é muito bom, mas está longe de ser o plano perfeito que buscamos. Tenho certeza de que no ano que vem vocês (Fernando Haddad e Paulo Teixeira) vão vir com muito mais novidade”, disse o presidente ao encerrar seu discurso na cerimônia de lançamento do Plano Safra 2025/2026 voltado à agricultura familiar.

O presidente valorizou o processo de reivindicação dos agricultores junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e ao Ministério da Fazenda. Disse que “tudo que é reivindicado acontece mais cedo ou mais tarde”.

“Tudo que é reivindicado acontece, mais cedo ou mais tarde, porque somos o resultado do aumento do grau de consciência política da sociedade brasileira. A cada conquista, a sociedade vai aprendendo que novas conquistas são possíveis, vai aprendendo a reivindicar mais. Não temos que reclamar disso, temos de saber que elas são novas descobertas das pessoas”, declarou.

Lula disse que o Plano Safra voltado à agricultura familiar “é o resultado daquilo que vocês adquiriram de consciência nesse período todo” e disse que os agricultores “aprenderam como é lidar com governo democrático e com governo que não é democrático”, em uma menção implícita à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o petista sempre chama de antidemocrático.

O presidente defendeu que os agricultores precisam de “máquinas do tamanho deles para aumentar a produtividade”. Segundo ele, o atual Plano Safra chegará a “100% do território nacional” e será levado “àqueles que mais precisam”.

Lula discursou para uma plateia de integrantes de movimentos sociais, apoiadores do PT e representantes de pequenos agricultores. Disse a eles que eles são “a mola propulsora do crescimento” e que tem “tentado convencer os empresários de que é muito importante que eles torçam para que os mais pobres cresçam”.

“Quando eles crescerem, vão ser mais consumidores, mais comida, mais roupa, vão viajar. Quando os pobres melhoram, o país melhora”, argumentou o presidente.



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Pode nevar no Brasil, sim! E o campo sente os efeitos



Quando pensamos em neve, é comum imaginar cenários europeus ou montanhas da América do Norte. Mas o que muita gente esquece é que também neva no Brasil — especialmente nas regiões mais altas do Sul do país.

Embora rara e localizada, a neve é um fenômeno atmosférico que impacta diretamente a produção rural, mesmo em episódios pontuais.

Onde e quando costuma nevar no Brasil?

As Serras Gaúcha e Catarinense são as campeãs em registros de neve. Cidades como São Joaquim (SC), Urupema (SC), Bom Jardim da Serra (SC), Gramado (RS) e Cambará do Sul (RS) já vivenciaram diversos episódios de precipitação de neve, geralmente entre junho e agosto, nos dias mais frios do inverno.

A condição ideal para que neve ocorra envolve:

  • Temperatura entre o solo e a base da nuvem próxima ou abaixo de 0ºC
  • Instabilidade para geração de nuvens de precipitação

Qual foi o recorde de frio no Brasil?

O recorde oficial de temperatura mínima no país é de -17,8 °C, registrado em Caçador (SC), em 11 de junho de 1952.

Isso porque a estação meteorológica no morro da igreja parou de funcionar na época, porque tranquilamente nesse dia o termômetro iria registrar algo no entorno de -22/-23ºC .

Ainda que eventos assim sejam raros, eles comprovam que o frio extremo pode sim atingir o território brasileiro com força. 

Impacto da neve e do frio extremo no agronegócio

A chegada de massa de ar de origem polar através das frentes frias intensas e episódios de neve ou geada afetam diretamente o dia a dia no campo:

  • Danos em culturas sensíveis ao frio, como café, milho, hortaliças e frutíferas tropicais;
  • Atraso ou paralisação da colheita, especialmente em culturas que exigem condições secas;
  • Estresse térmico em animais, especialmente aves, suínos e bovinos de leite, que demandam atenção extra com aquecimento e nutrição;
  • Aumento no custo de produção, com uso de estufas, proteções térmicas e suplementação alimentar.

Curiosidade: a neve pode beneficiar algumas culturas

Apesar dos desafios, a neve e o frio intenso também têm efeitos positivos para culturas de clima temperado, como maçã e uva, que precisam de um número mínimo de horas de frio para completar seu ciclo de desenvolvimento. Também ajuda alguns cultivos a manterem o período de dormência para evitar uma florada precoce antes da primavera.

Monitoramento é essencial

Produtores das regiões de risco devem acompanhar boletins meteorológicos com antecedência, para adaptar o manejo de acordo com a previsão. Proteções contra geada, estufas, técnicas de irrigação anti-geada e suplementação alimentar são algumas das estratégias mais utilizadas.

No Canal Rural, você acompanha as previsões do nosso meteorologista Arthur Muller, que traz informações práticas e confiáveis para que o frio não pegue o produtor de surpresa.

Nevar no Brasil é possível

Sim, nevar no Brasil é possível — e acontece com mais frequência do que se imagina, especialmente em anos com avanço de massas polares intensas. Por isso, estar bem informado e se antecipar ao clima faz toda a diferença para quem vive do campo.

Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha em alta em Chicago, mas acumula queda na semana



O movimento de recuperação do dia foi estimulado por fatores pontuais



O movimento de recuperação do dia foi estimulado por fatores pontuais
O movimento de recuperação do dia foi estimulado por fatores pontuais – Foto: Divulgação

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sexta-feira (28) em alta, impulsionados por compras de oportunidade, após uma sequência de cinco quedas consecutivas. No entanto, o movimento positivo do dia não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas ao longo da semana. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 0,49%, ou 5,00 cents/bushel, fechando a US\$ 1.027,75. Já o contrato de agosto subiu 0,54%, ou 5,50 cents/bushel, encerrando a US\$ 1.033,25.

O movimento de recuperação do dia foi estimulado por fatores pontuais como a melhora da paridade do dólar frente ao real, uma compra expressiva de 119 mil toneladas por parte do México e a decisão do governo argentino de aumentar as tarifas sobre exportações do complexo soja. O mercado também se reposicionou diante da expectativa pelo relatório de estoques e área plantada que será divulgado pelo USDA nesta segunda-feira, o que contribuiu para a tração nos preços.

Apesar da alta diária, a semana foi de perdas para os derivados da oleaginosa. O contrato de farelo de soja para julho avançou modestamente 0,07% ou US\$ 0,20/ton curta no dia, a US\$ 271,10, mas encerrou a semana com queda acumulada de 4,58% (US\$ 13/ton curta). Já o óleo de soja caiu 0,13% no dia, cotado a US\$ 52,45/libra-peso, acumulando recuo semanal de 3,71%, ou US\$ 2,02/libra-peso. Com os preços pressionados, o mercado segue atento aos próximos movimentos dos fundamentos, especialmente no que se refere à nova safra dos Estados Unidos e ao comportamento da demanda global.

 





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Assinado decreto que institui programa nacional para redução de uso de defensivos



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta segunda-feira (30) o decreto que institui o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara). O Pronara foi elaborado ainda na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, mas o decreto de lançamento do programa não havia sido assinado até esta segunda-feira.

O tema foi alvo de divergências entre o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Ministério da Agricultura ao longo do último ano e foi levado até o presidente Lula para a solução do impasse.

O Pronara está previsto como parte do terceiro Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), política pública de transição ecológica, anunciada em outubro do ano passado, que dispõe sobre iniciativas voltadas para pesquisa e inovação, incentivo às compras públicas e inclusão de mulheres, jovens, indígenas e quilombolas na agricultura familiar.

O programa prevê ações integradas de pesquisa científica, monitoramento de resíduos de defensivos em alimentos e no ambiente, fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e ampliação do uso de bioinsumos. As iniciativas visam a reduzir progressivamente o uso de defensivos e insumos químicos e ampliar a “produção sustentável de alimentos saudáveis pela agricultura familiar”.

O MDA afirma que há “urgência da implementação de políticas públicas estruturantes voltadas à transição para modelos agroecológicos de produção de alimentos” e que há uso excessivo de defensivos no país.

O Planalto informou que o programa conta com iniciativas da Secretaria-Geral da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Agricultura e Pecuária, da Saúde, do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

O Pronara será coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República.



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