terça-feira, maio 19, 2026

Autor: Redação

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Sementes resistentes potencializam o algodão



A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração



A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração
A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração – Foto: Pixabay

O cultivo de algodão está sendo retomado com força no Norte de Minas Gerais, especialmente na região de Catuti, graças ao uso de sementes transgênicas, técnicas modernas de irrigação e biotecnologia. Segundo informações divulgadas pela Santiago Cotton, esse renascimento da cotonicultura na região é resultado direto de parcerias estratégicas e investimentos em inovação agrícola.

A produção, que chegou a ocupar cerca de 130 mil hectares no passado, foi reduzida drasticamente ao longo dos anos, mas agora volta a ganhar espaço: já são cerca de 300 hectares plantados, com projeções otimistas de expansão. A produtividade também impressiona: produtores locais têm colhido até 400 arrobas por hectare, acima da média estadual de 333 arrobas/ha, impulsionados por sementes resistentes a pragas e tecnologias de manejo de alta eficiência. 

A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração entre a Coopercat, Bayer, Amipa, Governo de Minas Gerais e AgFeed. Além do apoio técnico, esses parceiros contribuíram para a instalação de uma usina de beneficiamento na região, que já está em fase de testes. Com capacidade de processar quatro fardos de 200 kg por hora, a estrutura poderá atender até 800 hectares de lavouras, dando suporte ao crescimento sustentável da cadeia produtiva. 

Esse avanço representa mais que números: sinaliza a revitalização econômica de uma região marcada pela escassez de recursos hídricos, que agora encontra na biotecnologia e na irrigação uma nova esperança de renda, desenvolvimento e permanência das famílias no campo.

  





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Frio extremo e chuvas intensas marcam semana no Brasil, prevê Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas volumosas e variação de temperatura em diferentes regiões do Brasil nesta semana, entre os dias 30 de junho e 7 de julho.

As chuvas mais intensas devem atingir a região Norte e o leste do Sudeste e Nordeste, podendo ultrapassar 50 mm. A previsão é de tempo aberto no interior do
Nordeste, no Centro-Oeste e no oeste das regiões Sudeste e Sul.

Na região Norte, áreas de instabilidade se concentram no centro-norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, com acumulados que podem superar os 50 milímetros. Já no leste do Acre, Rondônia, sul do Amazonas e do Pará, além do Tocantins, não há previsão de chuvas, mantendo o tempo seco ao longo da semana.

Para o Nordeste, a previsão indica tempo aberto no interior, com redução da umidade relativa do ar, principalmente no sul do Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia. No litoral nordestino, são esperadas chuvas acima de 20 mm, com destaque para o leste da Bahia, Sergipe, Alagoas e extremo noroeste do Maranhão.

No Sudeste, chuvas entre 30 e 50 mm devem atingir áreas do leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nas demais regiões, como centro-oeste de Minas Gerais, o tempo permanece aberto, com redução da umidade relativa do ar.

A previsão para o Centro-Oeste é de tempo firme na maior parte da região, com baixa umidade principalmente no nordeste de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Na região Sul, as chuvas mais significativas estão previstas apenas para o leste do Paraná, mas com volumes inferiores a 20 mm. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o tempo deve permanecer aberto durante toda a semana.

Temperaturas terão grande variação no país

As temperaturas máximas devem ser elevadas no sul da região Norte e no norte das regiões Centro-Oeste e Nordeste, especialmente na quinta-feira (3), quando os termômetros podem passar de 30 °C no sudeste do Amazonas, centro-sul do Pará, norte de Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí.

No leste do Nordeste e em partes do Sudeste e Centro-Oeste, as máximas não devem ultrapassar 28 °C. Já no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, leste do Paraná e São Paulo, além do sul de Minas Gerais, são previstas máximas abaixo de 18 °C.

As mínimas devem se manter acima de 24 °C na região Norte e norte do Nordeste. No centro-sul do Brasil, as temperaturas mínimas ficam abaixo de 18 °C, com destaque para o período entre 30 de junho e 3 de julho, quando a atuação de uma massa de ar frio provocará temperaturas abaixo de 6 °C no sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com possibilidade de geadas em áreas de maior altitude.

Esse sistema de ar frio deve avançar ao longo da semana, derrubando as temperaturas no Acre, sul de Rondônia, oeste e sul de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A partir do sábado (5), são previstas temperaturas abaixo de 10 °C no sul de Minas Gerais e em São Paulo.

Previsão de temperaturas mínimas para o dia 5 de julho, às 6h (horário de Brasília). Fonte: Inmet

O Inmet recomenda atenção às atualizações diárias da previsão do tempo e aos avisos meteorológicos especiais, disponíveis no site oficial e redes sociais do instituto.


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decepção e crédito mais caro


O governo federal deve anunciar nesta terça-feira (1), com transmissão ao vivo pelo Canal Rual a partir das 11 horas, o Plano Safra da Agricultura Empresarial 2025/26, que contará com R$ 515 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores rurais.

Embora o número impressione, o crescimento em relação ao ciclo anterior é de apenas 1,5%, o que representa uma queda real, já que a inflação acumulada dos últimos 12 meses supera os 5%.

A grande novidade — e também alerta — é o avanço das Cédulas de Produto Rural (CPRs) lastreadas em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Estima-se que até R$ 212 bilhões do total virão dessa fonte, ou seja, menos recursos com juros subsidiados e mais dependência do mercado financeiro.

Na prática, o crédito rural com taxas controladas e apoio do Tesouro está encolhendo. Em 2024/25, esse montante foi de R$ 400,5 bilhões, enquanto nesta nova safra a participação das linhas tradicionais será menor, compensada pela expansão das CPRs.

Além disso, os juros mais altos tornam o cenário ainda mais desafiador. O Banco Central manteve a Selic elevada ao longo do ano, pressionando o custo do crédito no campo. Muitos financiamentos com taxas livres chegam a ultrapassar 13% ao ano, inviabilizando investimentos em um momento de margens apertadas e aumento dos custos de produção.

O governo promete melhorar a transparência na divulgação da origem dos recursos — uma crítica constante do setor produtivo — detalhando o que é efetivamente dinheiro público, o que é exigência legal e o que é capital próprio dos bancos com juros livres. A medida busca reverter a percepção de que os planos anteriores inflaram números com pouca efetividade no campo.

Outro ponto sensível é que, a partir de 2026, o governo pretende taxar em 5% os rendimentos das LCAs, hoje isentos de Imposto de Renda. Isso pode tornar os títulos menos atraentes para investidores e encarecer ainda mais o crédito rural no futuro, elevando os riscos financeiros para quem produz.

O crescimento simbólico do volume anunciado e a redução dos recursos subsidiados mostram que o governo está transferindo para o mercado financeiro a responsabilidade de sustentar a produção rural. Em um país com desigualdades regionais, riscos climáticos e uma taxa de juros elevada, essa mudança pode acentuar o endividamento e a exclusão produtiva dos agricultores que mais precisam de apoio.

Assim, o Plano Safra, que deveria ser ferramenta estratégica de desenvolvimento, vem se tornando apenas uma conta contábil empurrada para o mercado.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Quanto custa produzir uma arroba no pasto? Veja como calcular


Saber quanto custa produzir uma arroba de boi gordo no pasto é essencial para garantir lucro na pecuária. Foi com essa dúvida que o produtor Vinícius Midilej, da Fazenda São José, em Mundo Novo (BA), participou do quadro Giro do Boi Responde. Assista ao vídeo abaixo e confira.

A resposta veio do zootecnista Leonardo Lima, especialista em gestão de pecuária. Segundo Lima, o primeiro passo é organizar as finanças da fazenda, separando as contas pessoais das contas da propriedade.

Também é preciso classificar as despesas em duas categorias: custeio (nutrição, sanidade, manutenção) e investimentos (máquinas, infraestrutura, benfeitorias).

Esses custos devem ser organizados em grupos como:

  • Insumos do rebanho
  • Mão de obra permanente
  • Manutenção de pastagens
  • Infraestrutura e máquinas
  • Administração e impostos

Com esse controle em mãos, o produtor pode monitorar indicadores essenciais para entender a saúde financeira da atividade.

Indicadores para acompanhar de perto

Peões guiando o rebanho bovino em área de pasto. Foto: Canva
Peões guiando o rebanho bovino em área de pasto. Foto: Canva

Lima destaca três indicadores que todo pecuarista deve calcular:

  • Desembolso por cabeça/mês: gastos mensais divididos pelo número médio de animais no período.
  • Custo por arroba produzida: soma total das despesas dividido pela quantidade de arrobas efetivamente produzidas.
  • Margem por arroba: diferença entre o custo de produção e o valor de venda da arroba.

Como referência, o consultor explica: se o preço da arroba for R$ 300 e o animal tiver um ganho médio diário (GMD) de 500g, o ideal é gastar até R$ 90 por mês por animal. Esse número corresponde a cerca de 6% a 7% do valor da arroba para cada 100g de ganho por dia.

“Se a produção cair, os custos também precisam ser ajustados para manter a margem”, alerta Lima. Já com GMD mais alto, é possível investir um pouco mais — sem comprometer os resultados.

Como calcular a produção de arrobas

Rebanho bovino em área de pasto. Foto: Canva
Rebanho bovino em área de pasto. Foto: Canva

Para saber o custo real da arroba produzida, o especialista sugere a seguinte fórmula:

Produção de arrobas = (estoque final – estoque inicial) + arrobas vendidas – arrobas compradas

Com esse número em mãos, basta dividir o total de gastos no período pela produção de arrobas, e o resultado será o custo médio da arroba a pasto.

Controle é a chave do lucro na pecuária

Bovino de corte de sangue zebu em área de pasto. Foto: Canva
Bovino de corte de sangue zebu em área de pasto. Foto: Canva

Para fechar a conta no azul, o produtor pode:

  • Aumentar a produtividade,
  • Reduzir custos fixos e variáveis,
  • Fazer bom manejo de pastagens,
  • Investir em suplementação estratégica,
  • E manter uma infraestrutura funcional.

“A pecuária só dá lucro com controle. Se você não sabe quanto gasta para produzir uma arroba, fica impossível melhorar o desempenho da fazenda”, conclui Lima.

Gestão é tão importante quanto o pasto

Bovino de corte em área de pasto. Foto: Canva
Bovino de corte em área de pasto. Foto: Canva

A mensagem é clara: entender os números da fazenda é tão importante quanto cuidar do gado. Com uma gestão organizada e os indicadores sob controle, o pecuarista tem mais segurança para crescer, investir e enfrentar o mercado da arroba com confiança.



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setor vê avanços, mas cobra menos burocracia no crédito



O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) o Plano Safra 2025/26 da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões destinados ao setor. Do total, R$ 78,2 bilhões serão alocados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de 3% em relação à safra passada. O pacote inclui ainda recursos para seguro agrícola, assistência técnica, compras públicas e garantia de preço mínimo.

As reações de lideranças do agro familiar foram de reconhecimento ao esforço do governo, mas também de cautela quanto à execução prática. João Prieto, coordenador do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), destacou que a entidade havia solicitado cerca de R$ 90 bilhões. “Há um esforço da equipe econômica e do MDA para ampliar os recursos. Mas é preciso analisar quanto desse valor estará destinado a linhas equalizadas ou controladas e qual será o custo final para a agricultura familiar”, disse.

Para Vânia Marques Pinto, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), houve avanços importantes no Pronaf e nas taxas de juros, principalmente para agroecologia e orgânicos. “Mesmo com a Selic em 15%, houve redução para 2% nesses casos, o que é muito satisfatório. O valor anunciado é significativo e viabiliza a safra, mas sempre precisamos de mais recursos para ampliar a produção”, afirmou.

Ela também apontou desafios como a burocracia para acesso ao crédito, a necessidade de mais assistência técnica e de maior orçamento para programas de compras públicas, como PAA e PNAE. “Sem isso, o produtor pode até produzir, mas não tem para quem vender”, ressaltou.

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida comemorou a criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), considerado um avanço para a transição agroecológica no Brasil. “É um sinal positivo para o mundo, principalmente com a COP30 se aproximando. Mostra que o Brasil quer enfrentar a crise climática e a dependência de agrotóxicos, investindo na saúde, no meio ambiente e na agricultura familiar”, avaliou Jakeline Pivato, secretária-executiva da campanha.

Para o setor de máquinas agrícolas, o Plano Safra também trouxe medidas positivas. Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destacou a manutenção de juros baixos para aquisição de equipamentos.

“O juro de 5% para máquinas maiores e de 2,5% para investimentos de até R$ 100 mil é muito atrativo, principalmente em um cenário de Selic alta. Além disso, o limite para investimento subiu de R$ 50 mil para R$ 100 mil, ampliando a base de agricultores que podem financiar a mecanização” – Pedro Estevão, da Abimaq

No Paraná, Alexandre Leal dos Santos, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), avaliou o anúncio como positivo, especialmente pela redução de juros para máquinas e produtos da cesta básica. No entanto, ele reforçou a importância de garantir a liberação dos recursos ao longo de toda a safra. “Não adianta ter juros bons e condições favoráveis se o dinheiro acaba antes do fim do ciclo. Vamos continuar cobrando o governo para assegurar recursos suficientes”, disse.

Entre as novidades do Plano Safra estão linhas de crédito para adaptação às mudanças climáticas, microcrédito para quintais produtivos de mulheres rurais, investimentos em conectividade no campo e ampliação dos limites para habitação e regularização fundiária. Em 2025, o Pronaf completa 30 anos, tendo destinado quase R$ 780 bilhões em investimentos em mais de 42 milhões de contratos desde sua criação.




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Brasil acelera transição energética com ganhos econômicos e ambientais


Enquanto o mundo lida com as incertezas do Oriente Médio, crise do petróleo e a instabilidade nos preços do petróleo, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) anunciou, na última quarta-feira (25), o aumento dos níveis de mistura dos biocombustíveis ao petróleo no Brasil.

A partir de agosto teremos a ampliação da mistura do biodiesel, de 14% para 15%, e do etanol anidro à gasolina, de 27% para 30%. O aumento dos percentuais, aprovado na Lei do Combustível do Futuro, da qual fui relator na Câmara dos Deputados, é a forma mais custo-efetiva de descarbonizar a matriz brasileira de transporte.

Apesar de originalmente programada para março deste ano, a implementação foi temporariamente suspensa em fevereiro devido a preocupações com adulterações de combustíveis. Desde então, houve progressos significativos: o Ministério de Minas e Energia articulou ações com a Polícia Federal para combater fraudes, o setor privado doou equipamentos à ANP para reforçar a fiscalização, e o Congresso aprovou medidas para endurecer punições.

Esses avanços destravaram o caminho para o B15, enquanto a safra recorde de soja de 2025 – estimada em 170 milhões de toneladas – assegura matéria-prima suficiente sem pressionar os preços do grão.

No caso do etanol, os três pontos percentuais representam um aumento da demanda de 1,5 bilhão de litros por ano, o que tornará o Brasil livre da importação de 760 milhões de litros de gasolina.

Além disso, o novo percentual poderá reduzir em até R$ 0,13 o preço do combustível para o consumidor final, bem como reduzir em 1,7 milhão de toneladas a emissão de gases de efeito estufa (GGE’s) – o mesmo que retirar 720 mil veículos das ruas.

Segundo o Ranking de Veículos em Emissões de CO2 por km rodado, um carro movido à gasolina emite, em média, 148 gramas de dióxido de carbono (CO2) por quilômetro rodado, frente a 83 g CO2 por quilômetro rodado, quando se utiliza a mistura com 27% de álcool anidro.

Sancionada em novembro de 2024, a Lei do Combustível do Futuro consolidou o marco regulatório que possibilita a atração de mais de R$ 200 bilhões em investimentos. O modelo brasileiro – que não exige adaptações em motores – destaca-se globalmente pela integração entre agroindústria e energia limpa.

Os Mandatos de Teor de Biocombustíveis são uma política assertiva. Ao invés de conceder subsídios, estimula a produção por meio da garantia de uma demanda firme. Assim, conseguimos desenvolver um dos programas mais eficientes do mundo para substituir os combustíveis fósseis, sem alterações substancias nos motores e com redução substancialmente na emissão de GEE’s.

O setor produtivo está mobilizado por esta pauta que agrega valor, gera renda e coloca o Brasil como protagonista da economia de baixo xarbono.

*Arnaldo Jardim é deputado federal, foi relator da Lei do Combustível do Futuro e é presidente da Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Desemprego recua no Brasil e pequenos negócios lideram geração de empregos



A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio, segundo a PNAD Contínua Mensal, do IBGE. O índice representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,9 p.p. na comparação anual.

Grande parte dessa evolução se deve aos pequenos negócios. Microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) foram responsáveis por cerca de 60% das contratações formais registradas até abril, conforme análise do Sebrae com base nos dados do Caged. Entre janeiro e abril, o setor contratou mais de 546 mil trabalhadores.

“Os pequenos negócios são o motor do desenvolvimento nacional. Garantem renda e dignidade para a população”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae.

Décio ainda destaca a resiliência dos empreendedores: “São homens e mulheres que produzem com criatividade, constroem seu próprio negócio e impulsionam a economia do país”.

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O ritmo de abertura de novos negócios também impressiona. De janeiro a maio, o Brasil registrou 2,21 milhões de novos pequenos negócios, segundo dados da Receita Federal cruzados pelo Sebrae. Esse volume representa 97% de todas as empresas abertas no período e é 24,9% maior do que no mesmo intervalo de 2024. Somente em maio, foram mais de 409 mil novos empreendimentos.



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Clima muda o ‘jogo’: Sul se recupera das chuvas e outras regiões chegam a 38 °C



Os produtores de soja do Rio Grande do Sul finalmente terão alívio. A previsão indica tempo firme nos próximos dias, condição essencial para a recuperação das lavouras afetadas pelas chuvas do final de maio e início de junho. A melhora no clima é consequência da frente fria que já se afastou para o oceano, abrindo caminho para uma sequência de dias secos e estáveis na região.

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Além do Sul, o tempo firme também predomina no Centro-Sul do país, o que favorece o andamento das atividades no campo, especialmente nas lavouras de milho segunda safra, algodão e café. A expectativa é de que não haja atrasos nos trabalhos nos próximos cinco dias, com exceção do Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde chuvas pontuais podem dificultar temporariamente as operações agrícolas.

Mês de julho

A partir do período entre 11 e 15 de julho, há previsão de retorno das chuvas para o Rio Grande do Sul, mas em volumes que não devem atrapalhar o escoamento da produção nem gerar novos transtornos.

No entanto, o cenário é de atenção para outras regiões. Com a ausência de chuvas no Matopiba, Mato Grosso, sul do Pará e Rondônia, os termômetros devem disparar, alcançando máximas entre 35°C e 38°C. Isso aumenta o risco de focos de incêndio, especialmente em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Matopiba.

É fundamental que os produtores redobrem os cuidados com o manejo do fogo e mantenham a hidratação adequada durante as atividades no campo, que devem continuar em ritmo acelerado por causa do tempo seco.



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Brasil deveria seguir modelo de EUA e Espanha antes de liberar crédito rural, diz FGV Agro



A frequência e severidade dos problemas climáticos precisam ser consideradas em cada Plano Safra, iniciativa tomada por países desenvolvidos que possuem agricultura moderna e fornecem crédito à atividade. Essa é a constatação do coordenador do Observatório de Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola.

“No Brasil, parece que estamos invertendo essa prioridade, ou seja, se dá crédito com cifras bilionárias aos produtores sem ter o gerenciamento desse risco climático. Precisamos remodelar a política agrícola brasileira para, primeiramente, proporcionar acesso do produtor ao seguro para só então disponibilizar o crédito”, considera.

Segundo ele, é desta forma que funciona em países onde o produtor tem previsibilidade financeira de sua atividade, como nos Estados Unidos e na Espanha, por exemplo.

“Todo ano estamos discutindo renegociação de dívidas, recuperação judicial, perda de patrimônio dos produtores. Me parece um paradoxo o governo falar em desenvolvimento do seguro da agricultura brasileira quando não possui uma visão plurianal.”



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“Aproveite o atual lucro da soja”, diz consultoria



A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade



A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações
A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações – Foto: Divulgação

Produtores de soja devem aproveitar o atual lucro médio de 31,27% para garantir ao menos a cobertura dos custos de produção. Essa é a principal recomendação da TF Agroeconômica, que alerta para a importância de realizar vendas parciais, mesmo diante de incertezas externas como guerras ou tarifas, mantendo o restante da produção para possíveis altas futuras do mercado.

Segundo análise da TF, a valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações brasileiras, desestimulando as vendas internas — o que foi altista para Chicago (CBOT), mas baixista para os preços no Brasil. Outro fator de alta foi a elevação das tarifas de exportação pela Argentina a partir de 1º de julho, o que pode desacelerar o ritmo de comercialização do país vizinho. Além disso, novas vendas para o México, como a de 119,7 mil toneladas confirmadas pelo USDA para 2025/26, também reforçam o viés altista.

Do lado negativo, o mercado ainda sente a ausência de novos acordos comerciais com a China, o que limita as compras de soja norte-americana. Condições climáticas favoráveis nos EUA e no Centro-Oeste brasileiro também pesam contra os preços, assim como o aumento da área plantada nos Estados Unidos. Internamente, a queda nos preços de carnes e etanol, principais consumidores de farelo, derrubou o preço do subproduto (-21,67%) e refletiu na soja (-3,24%).

Na análise técnica, a opção de venda (put) de setembro a US\$ 9,60 foi a mais negociada, enquanto o maior interesse está nas calls de novembro a US\$ 12,00. Já os fundos reduziram sua posição comprada líquida em soja para 23.448 contratos, enquanto no farelo atingiram recorde de 110.080 contratos comprados líquidos.

 





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