terça-feira, maio 19, 2026

Autor: Redação

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Novilhada angus surpreende em Rondônia com carcaças de 19@ e alta padronização


O programa Giro do Boi, na edição de 1º de julho, trouxe um verdadeiro espetáculo da pecuária brasileira: um lote de 170 novilhas Angus meio-sangue, direto de Vilhena (RO), que impressionou pela precocidade, acabamento e uniformidade. Dê o play no vídeo abaixo e confira esse lote de animais.

A média de carcaça foi de 287 kg, o equivalente a 19,1 arrobas, com destaque absoluto no quadro Giro pelo Brasil.

Quem apresentou os animais foi Franklin Chaves, gerente da unidade da Friboi em Vilhena, ao destacar o trabalho exemplar do pecuarista Orlando Vitorio Bagattoli, da Fazenda Alvorada.

Genética de cruzamento valoriza carne e desempenho a campo

O lote de 170 novilhas Angus meio-sangue atingiu média de 287 kg de carcaça, o equivalente a 19,1 arrobas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)
O lote de 170 novilhas Angus meio-sangue atingiu média de 287 kg de carcaça, o equivalente a 19,1 arrobas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)

As novilhas são fruto do cruzamento entre Nelore e Angus, combinação que alia rusticidade e adaptação do zebuíno com a qualidade de carne, marmoreio e precocidade da raça taurina.

O lote foi classificado dentro do Protocolo 1953, que reconhece carcaças que atendem aos mais altos padrões do mercado premium, com remuneração diferenciada ao produtor.

Chaves elogiou o lote como uma “safra de pérolas negras”, referência à coloração dos animais e à excelência dos resultados obtidos.

Fazenda Alvorada eleva o nível da pecuária em Rondônia

Detalhe da carcaça de uma das novilhas abatidas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)
Detalhe da carcaça de uma das novilhas abatidas. Foto: Divulgação/Friboi de Vilhena (RO)

A Fazenda Alvorada se consolida como referência na pecuária de ciclo completo com foco em qualidade, mesmo em uma região considerada desafiadora como Rondônia.

O segredo está no investimento contínuo em genética, nutrição, manejo e visão de mercado, fatores que permitiram a entrega de animais jovens, bem terminados e altamente padronizados.

Essa performance reforça que a produtividade pode andar lado a lado com a valorização da carne e abre portas para que mais produtores apostem no cruzamento industrial com propósito.

Friboi de Vilhena sediará etapa do Circuito Nelore de Qualidade

Durante a exibição, Franklin Chaves também anunciou que a unidade da Friboi em Vilhena será sede de mais uma etapa do Circuito Nelore de Qualidade, marcada para o dia 25 de setembro.

A iniciativa valoriza boiadas jovens, bem acabadas e com genética superior, sendo uma grande vitrine para os produtores da região mostrarem seu trabalho e conquistarem premiações e reconhecimento técnico.



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setor vê gargalos na execução e alerta para juros elevados



O governo federal anunciou nesta terça-feira (1°) o Plano Safra 2025/26 voltado à agropecuária empresarial, com volume recorde de R$ 516,2 bilhões. O montante representa alta nominal de 1,5% frente aos R$ 508,6 bilhões do ciclo anterior. No entanto, descontada a inflação acumulada de 5,32% desde o último anúncio, não há ganho real.

“Mesmo com todas as dificuldades, entregamos o maior Plano Safra da história. Fizemos um esforço enorme para preservar o acesso ao crédito, estimular a produção e aquecer a economia. Esse volume de recursos vai impulsionar uma supersafra e garantir o abastecimento de alimentos no mercado interno”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante o lançamento do programa, em Brasília.

Os recursos para custeio e comercialização cresceram de R$ 401,3 bilhões para R$ 414,7 bilhões, refletindo o foco em linhas de curto prazo, diante de juros elevados. Já os investimentos recuaram de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, em meio à cautela dos produtores rurais.

As taxas de juros também subiram, acompanhando a alta da Selic de 10,5% no lançamento do Plano Safra passado para os atuais 15% ao ano. Para custeio, médios produtores terão juros de 10%, enquanto demais produtores pagarão 14%. No caso dos investimentos, as taxas variam entre 8,5% e 13,5% ao ano.

Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), avaliou que, mesmo com o esforço para conter aumentos, as condições continuam desafiadoras. “O Plano Safra agora tentou minimizar esse problema. O Moderfrota subiu de 11,5% para 13,5%, um aumento de 2 pontos percentuais. É um juro alto, mas ainda mais barato que os 20% a 22% do mercado. Mesmo assim, muito agricultor vai esperar para comprar máquina ou comprar à vista”, disse.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira, o aumento de recursos para armazenagem é positivo, mas há gargalos na execução. “Passa para R$ 8,2 bilhões, o que seria bom se fosse empregado na sua totalidade. Mas, muitas vezes, apenas 70% são utilizados, e no caso do PCA [Programa para Construção e Ampliação de Armazéns], apenas 50% foram efetivados no ano passado. Grandes grupos conseguem pegar esse recurso, mas o produtor fica refém dos cerealistas. É importante que o Banco do Brasil e o BNDES efetivem esses recursos para o produtor ter armazenagem na fazenda”, defendeu.

Na área de pesquisa, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, destacou a evolução das políticas para custeio sustentável. “A Embrapa vem trabalhando junto ao governo na transição ecológica, criando índices e métricas para agricultura tropical que sirvam de parâmetro para políticas públicas como o Plano Safra”, disse. Ela informou que a empresa realiza pilotos de zoneamento agrícola de manejo sustentável no Paraná e Mato Grosso do Sul, com quatro níveis de práticas agrícolas para subsidiar políticas futuras.

O coordenador do Ramo Agropecuário na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), João Prieto, avaliou que o cenário macroeconômico limitou os recursos. “Houve majoração das principais linhas de 1,5% a 2%, principalmente armazenagem, um gargalo do setor. Esses custos fazem o produtor recalcular investimentos de longo prazo”, disse.

Já Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, destacou a importância do crédito para a fruticultura. “O custeio é caro para produção de frutas. Estamos lutando para continuar como terceiro maior produtor de frutas do mundo. Ninguém gosta de juro alto, mas temos recurso disponível para trabalhar”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua, ressaltou que o Plano Safra recorde ajudará a gerar excedentes exportáveis. “Com produção recorde e mercados abertos, poderemos apoiar a segurança alimentar mundial e gerar mais emprego e receita no Brasil”, disse.



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Vale a pena comprar uma parte do gado? A estratégia por trás das frações



Nos bastidores dos grandes leilões de genética, uma estratégia cada vez mais comum tem despertado a atenção de investidores: a venda parcial de animais. Ao invés de adquirir um exemplar por completo, o comprador frações, como 25% ou 33%, e ainda assim participa dos lucros e da valorização futura.

Por que vender apenas uma parte do animal

Segundo especialistas, as frações menores têm impacto direto na valorização dos lotes. Isso porque o valor de cada parcela se torna proporcionalmente mais alto. “Quando você vende 33%, o valor da parcela automaticamente multiplica por três”, explica o assessor pecuário Ademir Jovanini, com experiência em leilões de elite.

Além do efeito financeiro, a venda fracionada também permite a entrada de mais sócios no negócio, democratizando o acesso a animais de altíssimo valor genético.

Exemplos que mostram a força da estratégia

Casos como o da recordista Carina FIV do Kado, que teve 25% de sua propriedade ofertada ou das doadoras TN, descendentes da consagrada Parla FIV AJJ, ajudam a ilustrar o sucesso dessa prática. Com genética consagrada e grande potencial reprodutivo, esses exemplares são vendidos em fatias menores justamente para atrair investimentos maiores por parte de compradores mais qualificados.

Frações como ferramenta de valorização e parceria

A decisão sobre o percentual a ser vendido costuma envolver os promotores de leilão e as assessorias técnicas. Muitas vezes, as frações são divididas igualmente para facilitar a gestão entre sócios. Em outros casos, a opção por porcentagens menores é pensada como estratégia para elevar o preço do lote e reforçar o prestígio do animal.

“São animais que merecem esse tipo de operação”, afirma Jovanini. “É um recurso que ajuda a promover tanto a valorização quanto o fortalecimento de parcerias no setor.”

Leia também: O que faz uma assessoria pecuária e por que ela é essencial

Quando faz sentido comprar só uma parte

A prática é pontual e voltada a exemplares diferenciados, como doadoras com alto número de filhos avaliados ou clones de matrizes históricas. Para quem entra nesses negócios, comprar apenas uma parte do gado significa ter acesso ao uso genético e aos lucros das futuras gerações, sem arcar com o investimento integral.

Em um mercado cada vez mais sofisticado, comprar uma fração pode ser, sim, um grande negócio.



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Condições do Plano Safra 25/26 tornam o crédito rural inacessível, diz Aprosoja-MT



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota em que expressa preocupação com o Plano Safra 2025/26 anunciado nesta terça-feira (1) pelo governo federal.

“Com juros próximos da taxa Selic atual [de 15%], o crédito rural se torna praticamente inacessível para a maioria dos produtores, sobretudo em um momento de elevado endividamento no campo”, diz.

A entidade reforça que embora o volume total anunciado seja de R$ 516,2 bilhões, parte significativa dos recursos — R$ 185 bilhões — será captada via Cédulas de Produto Rural (CPR) lastreadas em Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), instrumentos privados sem taxas controladas. “Ao excluir essa parcela, o volume de recursos disponível sofre uma redução nominal de 17,3%“, constata a Aprosoja-MT.

A nota continua dizendo que, na prática, os valores controlados, montante com juros prefixados, cresceram 5% em relação ao plano anterior, o que representa um decréscimo de 0,32% em termos reais, quando ajustado pela inflação acumulada nos últimos 12 meses.

Perdas inflacionárias

Para a entidade, os R$ 69,1 bilhões destinados ao Pronamp mantêm juros diferenciados, mas não corrigem as perdas inflacionárias. De acordo com a associação dos produtores, no setor agropecuário, os investimentos controlados de R$ 79,93 bilhões também apresentaram crescimento nominal insuficiente, enquanto os R$ 21,6 bilhões de recursos livres foram reduzidos em 31% e continuam sujeitos a garantias mais onerosas.

“Na prática, temos menos dinheiro disponível para contratar”, alerta o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, ao destacar que os aumentos marginais não compensam a corrosão do poder de compra dos produtores.

Já para o diretor administrativo da Associação, Diego Bertuol, ao se considerar que no último Plano Safra apenas cerca de 70% do valor anunciado chegou efetivamente ao produtor e que a linha de custeio empresarial, na qual a maioria se enquadra, teve a taxa elevada de 12% para 14%, “fica evidente a queda gradativa na sua eficiência.”

O novo Plano anuncia, também, a taxa de 10% ao ano para o Pronamp e entre 8,5% e 14% para demais operações de custeio e investimento, dependendo do porte e finalidade do financiamento. “Contudo, para muitos pequenos e médios produtores, essas taxas tornam o acesso ao crédito inviável, especialmente quando boa parte do orçamento precisa ser destinada à quitação de dívidas anteriores.”

Construção de armazéns

A Aprosoja-MT afirma que havia sugerido, com base em estudos do déficit de armazenagem, ampliar o orçamento do Programa de Construção de Armazéns (PCA) para R$ 9 bilhões, com condições facilitadas para pequenos e médios produtores. “No entanto, o governo destinou apenas R$ 3,7 bilhões para estruturas de até 12 mil toneladas, com taxa de 8,5% ao ano, e R$ 4,5 bilhões para estruturas maiores, com juros de 10%”, diz a nota.

Para a entidade, alguns parâmetros anunciados no novo Plano Safra soam inexequíveis diante do cenário econômico. “O governo precisa revisar seus gastos crescentes. O ajuste fiscal é essencial para que as ferramentas monetárias funcionem a favor da produção de alimentos, o que há poucos dias parecia preocupar o executivo”, afirma Beber.

A Aprosoja-MT conclui dizendo que o Plano Safra 2025/26 não trouxe avanços significativos e que o excesso de regulamentação prejudicará a efetividade da política pública.



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AgroNewsPolítica & Agro

Triagem de tomates com IA revoluciona agricultura



Esses sistemas inovadores utilizam câmeras de alta velocidade



Esses sistemas inovadores utilizam câmeras de alta velocidade
Esses sistemas inovadores utilizam câmeras de alta velocidade – Foto: Divulgação

A inovação tecnológica tem sido cada vez mais decisiva para transformar o agronegócio brasileiro, especialmente no combate ao desperdício de alimentos. Entre as soluções que vêm ganhando destaque está a triagem inteligente de tomates, que utiliza inteligência artificial para aprimorar a qualidade e a eficiência no processo de classificação. Essa tecnologia promete não só aumentar a produtividade, mas também contribuir para uma produção mais sustentável e segura.

Lenon Dias Barth, Gestor de Operações e Automação Industrial, destaca que a tecnologia está revolucionando a triagem de tomates, etapa fundamental para reduzir o desperdício de alimentos. Todos os anos, toneladas de tomates são descartadas por falhas na classificação manual, mas as máquinas de triagem óptica com visão artificial e inteligência artificial prometem mudar esse cenário.

Esses sistemas inovadores utilizam câmeras de alta velocidade e algoritmos inteligentes para detectar e classificar tomates verdes, maduros e defeituosos em questão de milissegundos, superando a precisão do olho humano. Além de identificar cor, forma e tamanho em tempo real, a inteligência artificial se adapta e aprende com cada escaneamento, ajustando-se a diferentes tipos de cultivo.

A agilidade e a alta precisão dessas máquinas trazem mais eficiência à produção, diminuindo perdas e elevando a qualidade dos produtos. Essa inovação é um marco para a agricultura inteligente, unindo tecnologia e sustentabilidade para garantir maior segurança alimentar. Assim, a inteligência artificial se mostra não só uma ferramenta tecnológica, mas um elemento-chave para produzir de forma mais rápida, eficiente e sustentável, abrindo caminho para o futuro do agronegócio.





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Ele construiu um império na pecuária, aprenda com José Humberto



5 conselhos de José Humberto, da Fazenda Camparino, para quem quer crescer na pecuária

Referência nacional em genética Nelore, o pecuarista José Humberto Vilela, da Fazenda Camparino, foi o convidado de um dos episódios mais aguardados do podcast LanceCast, apresentado por Plínio Queiroz. Na conversa, o criador compartilhou aprendizados construídos ao longo de décadas de atuação na pecuária. A seguir, listamos cinco conselhos que servem de norte para produtores de diferentes perfis — do pequeno ao grande investidor.

1. Não se acomode: “o tempo ensina, mas também cobra”

Para José Humberto, estar sempre atento ao que está acontecendo no setor é uma questão de sobrevivência. Ele alerta que, mesmo com experiência, o pecuarista precisa manter a humildade para aprender continuamente e se adaptar:

“Quem para no tempo, não acompanha o mercado. O campo exige atualização constante”, afirma.

2. Genética é meio caminho andado, mas manejo é tudo

Apesar de investir pesado em melhoramento genético, o criador reforça que sem um bom manejo nada funciona. Alimentação, sanidade, observação dos animais e cuidado com o bem-estar são fatores que garantem desempenho real na fazenda.

“Genética é um diferencial, mas o gado tem que estar bem para mostrar seu potencial”, resume José Humberto.

Leia também: Clone: ficção científica ou o futuro real da pecuária?

3. Escute mais do que fala — e com as pessoas certas

Um dos pontos mais repetidos por José Humberto é a importância de escutar pessoas que sabem mais. Para ele, buscar conhecimento com técnicos, mentores e outros criadores experientes faz toda a diferença.

“Quando você encontra alguém que sabe mais do que você, gruda nele. Pergunta tudo. Escutar é aprender sem errar tanto”, aconselha.

4. Trabalhe com quem veste a camisa

O sucesso da Fazenda Camparino, segundo o próprio criador, passa pela valorização das pessoas. Ele destaca a importância de montar uma equipe comprometida, que entenda os valores da propriedade.

“A fazenda cresce quando quem tá nela trabalha como dono”, diz. E completa: “Eu não sei fazer tudo, mas sei reconhecer quem faz melhor que eu”.

5. Não existe milagre: sucesso é construção diária

José Humberto é categórico ao dizer que a pecuária não é lugar para pressa. Para ele, construir um plantel de referência leva tempo, esforço e muitos ajustes.

“Tem hora que a gente erra feio, mas não pode desistir. A constância vence”, diz.

Fonte: Entrevista com José Humberto no podcast LanceCast, apresentado por Plínio Queiroz, diretor de Pecuária do Canal Rural.



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‘Crédito rural é inacessível para os produtores de soja’, aponta Aprosoja MT em nota



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou preocupação com o Plano Safra 2025/26, anunciado nesta terça-feira (1º) pelo governo federal. Com juros próximos à taxa Selic atual, o crédito rural torna-se praticamente inacessível para a maioria dos produtores de soja, especialmente em um cenário de endividamento no campo.

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Embora o Plano Safra 2025/26 tenha anunciado R$ 516,2 bilhões, cerca de R$ 185 bilhões dependem de captação via CPRs lastreadas em LCAs, instrumentos privados sem taxas controladas. Desconsiderando essa parcela, há uma redução nominal de 17,3% nos recursos efetivamente disponíveis aos produtores. Os valores com juros prefixados cresceram apenas 5% em relação ao plano anterior, o que representa queda real de 0,32% quando ajustado à inflação. Parte desse montante já está comprometida com dívidas da safra passada. Os R$ 69,1 bilhões do Pronamp mantêm taxas diferenciadas, mas insuficientes para compensar as perdas. Recursos livres caíram 31% e seguem atrelados a garantias mais onerosas.

“Na prática, temos menos dinheiro disponível para contratar”, resume Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT. A entidade critica o aumento dos juros para o custeio empresarial, que subiram de 12% para 14%, e destaca que apenas 70% dos recursos do plano anterior chegaram de fato ao campo. Com taxas variando entre 8,5% e 14%, o acesso ao crédito se torna inviável para muitos pequenos e médios produtores, especialmente os já endividados. A exigência de cumprimento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), considerado defasado, também é vista como um entrave adicional.

A Aprosoja MT havia proposto ampliar o orçamento do Programa de Construção de Armazéns (PCA) para R$ 9 bilhões, mas o governo destinou apenas R$ 3,7 bilhões para estruturas menores e R$ 4,5 bilhões para as maiores, com taxas de 8,5% e 10%, respectivamente. No campo da sustentabilidade, a proposta de redução de 1 ponto percentual nos juros para produtores que aderem a programas de melhoria contínua foi parcialmente atendida, o governo concedeu apenas 0,5%. “Alguns parâmetros anunciados são inexequíveis diante da atual conjuntura econômica”, afirma Beber. Para a entidade, o Plano Safra traz avanços tímidos e excesso de exigências, dificultando sua efetividade.



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Nova regra que amplia uso do Zarc trará crédito facilitado aos produtores, diz FGV Agro



O Plano Safra 2025/26 da Agricultura Empresarial anunciado nesta terça-feira (1) trouxe, entre as novidades, o fato de o atendimento às recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) ser obrigatório aos produtores que buscam crédito rural de custeio agrícola.

Anteriormente, a medida era restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Porém, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) não é exigido.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições. A única exceção se dá em casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Para o coordenador do Observatório de Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, a medida é positiva. “Agora, o produtor também será avaliado, por meio do Zarc, pelo manejo que ele faz da cultura, a forma como combate doenças e pragas, o uso de sementes certificadas, o tipo de solo em que cultuva e também a tecnologia que emprega.”

Segundo ele, a nova abordagem tende a trazer eficiência ao ecossistema do seguro rural, beneficiando quem adota boas práticas. “Hoje, o seguro se baseia muito em dados do IBGE, de produtividade do município, mas muitos produtores têm níveis tecnológicos maiores e, no futuro, vão ser beneficiados com seguro mais barato, acesso a crédito facilitado e com taxas diferenciadas”, contextualiza.

“O Zoneamento Agrícola de Risco Climático, de nível de manejo, é o futuro da gestão de riscos porque facilita a vida do banco, das seguradoras e daquele produtor que tem um alto nível de tecnologia”, completa.

Perda de crédito

Para Loyola, o produtor terá de redobrar a atenção na hora de semear no período adequado a sua região e cultura. “O produtor que não cumprir com essa normativa poderá até perder o acesso ao crédito.”

Em relação ao seguro, o descumprimento dessa nova exigência para obtenção de créditos acima de R$ 200 mil leva à perda de subvenção, com o produtor perdendo o direito à indenização. “É algo que se precisa ficar atento, mas é uma medida muito positiva do plano agrícola na área de gestão de riscos”, considera.



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Bebedouro no centro do pasto garante mais peso no gado e menor custo


Saber onde instalar o bebedouro no pasto pode parecer um detalhe, mas é uma decisão que influencia diretamente a produtividade do rebanho. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações na íntegra.

No programa Giro do Boi, o médico-veterinário Fernando Loureiro, especialista em sistemas de água para bovinos, explicou que o melhor posicionamento do bebedouro é no centro do piquete.

Segundo Loureiro, quanto menor a distância até o ponto de água, menor o esforço dos animais para se hidratar, o que preserva energia e favorece o ganho de peso.

“Se o bebedouro estiver a mais de 750 ou 800 metros, muitos animais deixam de ir até ele. Isso desuniformiza o pastejo e gera perda de desempenho”, alerta.

Centralizar o bebedouro melhora o pastejo e o bem-estar do rebanho

Detalhe de bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: DivulgaçãoDetalhe de bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: Divulgação
Detalhe de bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: Divulgação

Quando o bebedouro é instalado no centro do piquete, o rebanho tende a se manter em um raio de 300 a 400 metros, o que ajuda a manter o pastejo uniforme.

Esse comportamento evita áreas “rapadas” próximas da água e pastos mal aproveitados nas bordas.

Além disso, quanto mais distante o ponto de água, mais o animal caminha ao longo do dia — o que representa gasto de energia que poderia ir para a produção de carne.

O problema se agrava em sistemas intensivos, nos quais o gado pode beber água até 8 vezes por dia.

Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária MaragogipeDetalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Detalhe de água límpida caindo em bebedouro de bovinos de corte. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

Em áreas de manejo extensivo, os bovinos costumam beber de 3 a 4 vezes ao dia. Já nos piquetes menores e mais intensivos, o consumo de água aumenta e, por isso, é ainda mais importante manter o bebedouro acessível e bem posicionado.

O veterinário reforça que formato e simetria do piquete também influenciam. Pastos mais regulares facilitam a centralização da aguada, evitando que o gado pasteje excessivamente perto do bebedouro e negligencie outras áreas.

Redução de custos e mais facilidade no manejo diário

Detalhe de bovinos em bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: DivulgaçãoDetalhe de bovinos em bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: Divulgação
Detalhe de bovinos em bebedouro de pneu em área de pasto. Foto: Divulgação

O posicionamento correto do bebedouro não só impacta o ganho de peso, como também pode reduzir os gastos com suplementação.

Isso porque o gado aproveita melhor os nutrientes quando caminha menos e consome mais água de forma equilibrada.

Além disso, centralizar o ponto de água facilita o manejo diário e a observação dos animais, contribuindo para um controle sanitário mais eficiente e uma rotina mais prática no campo.

Água bem posicionada, lucro garantido

Bovino em bebedouro em área de pasto. Foto: DivulgaçãoBovino em bebedouro em área de pasto. Foto: Divulgação
Bovino em bebedouro em área de pasto. Foto: Divulgação

Loureiro deixa o recado: improvisar no local do bebedouro é erro comum e caro.

A água é o nutriente mais importante da dieta bovina, e garantir seu acesso de forma fácil e constante é uma estratégia simples que dá resultado.

Pequenas decisões no manejo podem ter grande impacto no bolso do pecuarista.



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AgroNewsPolítica & Agro

Carvão vegetal: Fertilidade e sustentabilidade



As TPI possuem teores de matéria orgânica até 70 vezes maiores que os solos vizinhos



As TPI possuem teores de matéria orgânica até 70 vezes maiores que os solos vizinhos
As TPI possuem teores de matéria orgânica até 70 vezes maiores que os solos vizinhos – Foto: Katya Ershova

A busca por solos mais férteis e produtivos tem levado agricultores e pesquisadores a resgatar práticas antigas, como o uso do carvão vegetal, que pode transformar a agricultura moderna com base em sabedoria ancestral.

Italo M. R. Guedes, agrônomo, pesquisador e comunicador, destaca o uso do carvão vegetal no solo como uma técnica inspirada nas Terras Pretas de Índio (TPI), solos amazônicos ancestrais conhecidos pela alta fertilidade. Estudos recentes, no Brasil e no mundo, mostram que o carvão vegetal, ou biochar, pode aumentar a matéria orgânica do solo, melhorar a capacidade de troca de cátions (CTC), otimizar o uso de fertilizantes e estimular microrganismos benéficos, tornando os solos mais produtivos.

As TPI possuem teores de matéria orgânica até 70 vezes maiores que os solos vizinhos, graças ao carbono pirogênico presente, que também eleva o pH e concentra nutrientes como nitrogênio, fósforo, cálcio e potássio. Diferente de outros insumos orgânicos, que se decompõem rapidamente, o carvão vegetal é resistente à decomposição devido à sua estrutura química, permanecendo no solo por séculos e mantendo seus efeitos sem necessidade de reaplicações frequentes.

Além de melhorar a fertilidade, a aplicação do biochar no solo funciona como uma ferramenta de sequestro de carbono, contribuindo para mitigar as mudanças climáticas ao fixar carbono de forma estável na terra. Assim, essa prática milenar aliada à ciência moderna pode ser uma solução sustentável para o futuro da agricultura e dos solos.

“A aplicação de carvão ao solo não apenas melhora suas propriedades, mas também representa uma estratégia eficaz de sequestro de carbono. Um caminho para tornar a agricultura parte da solução no enfrentamento das mudanças climáticas”, conclui.

 





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