Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Os primeiros sinais da doença surgem como pequenas pintas alaranjadas – Foto: Canva
A ferrugem alaranjada, provocada pelo fungo Puccinia kuehnii, tem sido uma das doenças foliares mais preocupantes nos canaviais brasileiros durante o período chuvoso. De acordo com o engenheiro agrônomo Dallisson Pontes, a presença do patógeno compromete a fotossíntese da planta, prejudica seu desenvolvimento e impacta negativamente a produtividade da lavoura.
Os primeiros sinais da doença surgem como pequenas pintas alaranjadas na face inferior das folhas. Em pouco tempo, essas lesões evoluem para necrose, reduzindo significativamente a área fotossintética, antecipando a senescência e limitando o acúmulo de sacarose. Isso leva a atrasos no crescimento e à diminuição da longevidade do canavial, o que compromete ciclos futuros de colheita.
Para o controle eficaz da ferrugem alaranjada, Pontes recomenda o uso de fungicidas sistêmicos combinados com aminofosfito de cobre. Essa associação potencializa os efeitos do manejo, com o aminofosfito atuando de forma bioestimulante e sistêmica, fortalecendo o metabolismo da planta e promovendo uma resposta mais eficiente ao estresse biótico. Além disso, ele induz a resistência sistêmica adquirida, estimulando a produção de compostos de defesa que dificultam a infecção de folhas novas.
Nesse contexto, a aplicação conjunta dos produtos é estratégica para proteger o dossel foliar ainda em formação, mantendo a sanidade da planta e favorecendo seu desenvolvimento vegetativo. Esse manejo integrado se mostra essencial para preservar a produtividade e garantir a sustentabilidade dos canaviais em regiões de alta umidade.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Além dos insumos, as exportações brasileiras também podem ser impactadas – Foto: Divulgação
A escalada das tensões entre Irã e Israel, apesar do cessar-fogo recente, mantém o agronegócio brasileiro em estado de alerta. Com a entrada dos EUA no conflito e ataques ao território iraniano, o cenário geopolítico continua instável e já afeta setores sensíveis como o fornecimento de insumos e a logística internacional. Segundo Felipe Jordy, gerente da Biond Agro, a guerra parece distante, mas as consequências já batem à porta do campo brasileiro.
De acordo com dados da EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA), o Irã possui a terceira maior reserva de petróleo do mundo. O aumento do preço do barril — que ultrapassou os US$ 75 — encarece o combustível marítimo e pressiona os custos de importação de fertilizantes e defensivos agrícolas. A ureia iraniana, que responde por cerca de 20% das importações brasileiras, entra na rota de risco, tanto pela elevação do custo quanto pela ameaça de bloqueios logísticos em portos e no estratégico Estreito de Ormuz.
Além dos insumos, as exportações brasileiras também podem ser impactadas. O Irã é um dos principais destinos do milho e da soja nacional. Caso haja sanções ou interrupções na infraestrutura portuária da região, o Brasil pode enfrentar dificuldades para escoar sua supersafra, aumentando a oferta interna e pressionando os preços. “O aumento do petróleo encarece o transporte, eleva o custo de toda cadeia produtiva e pressiona o produtor rural brasileiro em várias frentes”, explica.
Com margens já apertadas e o planejamento da próxima safra em curso, o produtor rural brasileiro vê-se diante de um novo ciclo de incertezas. O momento exige atenção redobrada a riscos externos e estratégias de diversificação de mercados e fornecedores.
“Temos uma supersafra no Brasil, grandes volumes também vindo da Argentina e dos EUA, e agora o risco de perder um importante comprador. O resultado pode ser pressão de preços e margens ainda mais apertadas ao produtor”, finaliza Jordy.
O mercado físico do boi gordo volta a apresentar tentativas de compra em patamares mais baixos.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias conta que, além do adicional de oferta de animais terminados em regime extensivo, a frente fria da semana passada reduziu drasticamente a capacidade de retenção do pecuarista.
“A entrada de animais confinados no mercado é outro elemento que precisa ser mencionado, considerando a presença de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios por parte da indústria frigorífica para atender suas necessidades”, diz.
Segundo ele, exportações em altíssimo nível ainda são o contraponto, com expectativa de novos recordes em volume e, principalmente, em arrecadação.
Nos primeiros 14 dias úteis de junho, a quantidade total embarcada pelo país chegou a 168,838 mil toneladas, com faturamento de US$ 917,053 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Preço médio da arroba do boi
São Paulo: R$ 315,08 — ontem: R$ 315,75
Goiás: R$ 294,64 — R$ 296,43
Minas Gerais: R$ 299,71 — R$ 300,29
Mato Grosso do Sul: R$ 313,52 — R$ 314,09
Mato Grosso: R$ 318,11 — R$ 319,19
Mercado atacadista
O mercado atacadista ainda se depara com preços inalterados para a carne bovina. Contudo, para Iglesias, a expectativa é de algum espaço para recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês, mesmo que o movimento seja limitado pelo padrão de consumo delimitado no Brasil.
“A prioridade é o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, ressaltou.
O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23 por quilo, o quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 19 por quilo e a ponta de agulha permanece a R$ 18,50 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,4600 para venda e a R$ 5,4580 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4183 e a máxima de R$ 5,4698.
O ar frio polar continua intenso no Sul do Brasil nesta quarta-feira (2), de acordo com previsão da Climatempo. As temperaturas abaixo de 0 °C poderão ocorrer novamente nos três estados. Com temperaturas muito baixas, há risco de geada generalizada no Rio Grande do Sul, na maioria das áreas de Santa Catarina, incluindo a Grande Florianópolis, assim como no extremo sul e no sudoeste do Paraná.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
A forte onda de frio que entrou no Sul do Brasil atua até o fim da semana, informa a Climatempo. Nesta quarta e na madrugada e manhã da quinta-feira (3), as temperaturas ainda estarão muito baixas, especialmente no Rio Grande do Sul, pois o centro da massa de ar frio, que é a região de frio mais intenso, estará passando sobre o território gaúcho.
O frio diminui no decorrer da tarde de quinta e na sexta-feira (4) quando o centro da massa de ar frio já estará sobre o oceano afastando-se da região Sul.
Possível recorde de frio em Curitiba
Com predomínio de céu nublado e o ar frio de origem polar atuando com muita força no Sul, esta quarta-feira deve ser um dia gelado para a população da grande Curitiba.
Na capital paranaense, a Climatempo prevê uma temperatura máxima de apenas 9 °C. Se isso se confirmar, a tarde de 2 de julho será a mais fria de 2025 até agora.
A onda de frio que avançou sobre o Centro-Sul causou uma queda de temperatura muito acentuada na região Sul do país no primeiro dia de julho de 2025. Os três estados voltaram a registrar temperaturas negativas.
Temperaturas abaixo de zero
Pela medição do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), do governo do Rio Grande do Sul, a menor temperatura no estado nesta terça-feira (1°) foi de -7,3°C em Santana do Livramento, no extremo sul gaúcho.
Essa foi a menor temperatura no Brasil no dia. Em Santa Catarina, a menor temperatura foi de -5,9 °C, registrada na parte mais elevada da serra catarinense, no Morro de Urupema. No Paraná, a menor temperatura foi de -0,9 °C, em Palmas, cidade tradicionalmente bastante fria no sul do estado.
O ar frio polar continua intenso no Sul do Brasil nesta quarta-feira (2), de acordo com previsão da Climatempo. As temperaturas abaixo de 0 °C poderão ocorrer novamente nos três estados. Com temperaturas muito baixas, há risco de geada generalizada no Rio Grande do Sul, na maioria das áreas de Santa Catarina, incluindo a Grande Florianópolis, assim como no extremo sul e no sudoeste do Paraná.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
A forte onda de frio que entrou no Sul do Brasil atua até o fim da semana, informa a Climatempo. Nesta quarta e na madrugada e manhã da quinta-feira (3), as temperaturas ainda estarão muito baixas, especialmente no Rio Grande do Sul, pois o centro da massa de ar frio, que é a região de frio mais intenso, estará passando sobre o território gaúcho.
O frio diminui no decorrer da tarde de quinta e na sexta-feira (4) quando o centro da massa de ar frio já estará sobre o oceano afastando-se da região Sul.
Possível recorde de frio em Curitiba
Com predomínio de céu nublado e o ar frio de origem polar atuando com muita força no Sul, esta quarta-feira deve ser um dia gelado para a população da grande Curitiba.
Na capital paranaense, a Climatempo prevê uma temperatura máxima de apenas 9 °C. Se isso se confirmar, a tarde de 2 de julho será a mais fria de 2025 até agora.
A onda de frio que avançou sobre o Centro-Sul causou uma queda de temperatura muito acentuada na região Sul do país no primeiro dia de julho de 2025. Os três estados voltaram a registrar temperaturas negativas.
Temperaturas abaixo de zero
Pela medição do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), do governo do Rio Grande do Sul, a menor temperatura no estado nesta terça-feira (1°) foi de -7,3°C em Santana do Livramento, no extremo sul gaúcho.
Essa foi a menor temperatura no Brasil no dia. Em Santa Catarina, a menor temperatura foi de -5,9 °C, registrada na parte mais elevada da serra catarinense, no Morro de Urupema. No Paraná, a menor temperatura foi de -0,9 °C, em Palmas, cidade tradicionalmente bastante fria no sul do estado.
Os consumidores brasileiros tiveram um alívio no orçamento em maio com a queda nos preços de alimentos básicos para o almoço, segundo levantamento da Neogrid, referência em tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo. Produtos como ovos, arroz e feijão ficaram mais baratos em todas as regiões do país, inclusive no Sul.
Os ovos apresentaram a maior queda, com redução de 11,8%, passando de R$ 1,15 para R$ 1,02 o dúzia. O arroz caiu 5,7%, de R$ 5,82 para R$ 5,49, enquanto o feijão recuou 2,7%, com o preço médio de R$ 6,86 para R$ 6,68. No Sul, essa tendência se repetiu, com destaque para os ovos (-7,7%), arroz (-6,6%) e feijão (-5,9%).
Por outro lado, itens como café em pó e em grãos registraram alta de 3,7% no mês, devido à quebra da safra de 2024 causada pelo clima adverso e à valorização das exportações. Margarina, legumes, carne suína e água sanitária também tiveram aumento de preços em maio.
Segundo Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, a expectativa é que os preços dos ovos se mantenham estáveis nos próximos meses, desde que não ocorram novos impactos climáticos ou econômicos, enquanto a pressão sobre o preço do café deve persistir. “A combinação entre a crescente demanda global e a desvalorização do real tem incentivado a priorização das exportações. Com isso, a pressão sobre os preços no mercado nacional deve se manter nos próximos meses”, indica.
“O declínio no preço dos ovos já era esperado após o pico de consumo durante a Quaresma. Apesar disso, o produto ainda acumula alta desde dezembro – reflexo do aumento no custo do milho, das ondas de calor que afetaram a produção e do avanço nas exportações por conta da gripe aviária nos Estados Unidos. A tendência é de estabilidade nos próximos meses, desde que não haja novos impactos climáticos ou econômicos”, conclui.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) instituíram, nesta terça-feira (1º), o Grupo de Trabalho Interministerial Brasil-Angola (GTI BR-AO). A portaria interministerial nº 23, publicada no Diário Oficial da União, cria o grupo com o objetivo de elaborar um Programa de Investimento Produtivo Agropecuário entre os dois países.
Segundo o governo, o GTI BR-AO terá como foco fortalecer a cooperação técnica, comercial e institucional no setor agrícola, além de propor soluções para desafios estruturais em Angola.
Entre os temas a serem abordados estão os altos custos de produção, a carência de unidades de armazenagem, a falta de infraestrutura básica no meio rural, a demanda por assistência técnica permanente aos produtores e a necessidade de linhas de financiamento agropecuário de médio e grande porte.
O grupo será composto por representantes do Mapa, MRE, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Embrapa, Programa de Financiamento às Exportações do Banco do Brasil, além de entidades do setor produtivo agropecuário brasileiro.
A coordenação do GTI BR-AO será feita conjuntamente pelos representantes do Mapa e do MRE, enquanto a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa) exercerá a secretaria-executiva. De acordo com a Portaria, o grupo se reunirá ordinariamente uma vez por semana, podendo convocar reuniões extraordinárias quando necessário.
A proposta de Programa de Investimento Produtivo Agropecuário a ser encaminhada ao governo angolano deverá conter, no mínimo, o diagnóstico da realidade dos dois países em relação a recursos territoriais, capital e finanças, infraestrutura, qualificação de pessoal, legislação sobre terras rurais e políticas públicas de apoio à agricultura.
A criação do GTI BR-AO reforça o posicionamento do Brasil em ampliar a presença internacional do agronegócio, impulsionando exportações, tecnologia, capacitação e investimentos conjuntos no setor agropecuário.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), teceu duras críticas ao Plano Safra 2025/26, anunciado nesta terça-feira (1) pelo governo federal.
Na opinião do parlamentar, o valor anunciado de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial contém distorções e omissões que comprometem a transparência do programa e impõem custos sem precedentes ao setor produtivo.
“O governo anuncia um plano de R$ 516 bilhões, mas só tem controle real sobre 22% disso. O restante é dinheiro dos bancos, a juros de mercado, muitas vezes acima de 2% ao mês. Não se pode vender isso como apoio estatal ao agro”, disse Lupion.
De acordo com o deputado, no ano passado o governo havia prometido R$ 138 bilhões em recursos com juros controlados, mas contingenciamentos reduziram a execução a R$ 92,8 bilhões. Neste ano, o governo anunciou R$ 113,8 bilhões nessa mesma categoria, o que representa aumento frente ao que foi efetivamente executado, mas queda em relação ao valor prometido no ano anterior.
“Quando comparo o que foi anunciado em 2023 com o que está sendo prometido agora, houve recuo. Estão vendendo crescimento onde há perda de ambição”, afirmou.
Equalização de juros do Plano Safra
Lupion também criticou o volume de recursos da União destinados diretamente à agricultura empresarial. Dos R$ 13,5 bilhões previstos para equalização de juros na safra 2025/26, R$ 9,5 bilhões serão para a agricultura familiar e somente R$ 3,9 bilhões para a empresarial.
“Esse é o gasto real do governo com o agro empresarial. Todo o resto é dinheiro de banco, do mercado, emprestado a taxas muitas vezes impagáveis. No fim, o governo gasta pouco e transfere o custo ao produtor”, criticou.
Segundo Lupion, o impacto da alta da Selic — atualmente em 15% ao ano — vai impor um peso inédito à produção. Ele estima que, mesmo com parte do crédito rural operando com equalização, o custo adicional só com juros será de pelo menos R$ 54 bilhões em 2025/26, podendo ultrapassar R$ 58 bilhões se considerados também os efeitos da tributação sobre instrumentos como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).
“Esse é o verdadeiro recorde que o governo está entregando: R$ 58 bilhões a mais em juros para o produtor pagar. O plano é recorde no custo, não no apoio”, disse o presidente da FPA.
Tributação das LCAs
Deputado Pedro Lupion. Foto: FPA/divulgação
O deputado também voltou a criticar a MP 1303/2025, que prevê a taxação das LCAs, responsáveis por financiar até 43% da produção rural na última safra.
“Mexer nas LCAs é atacar o coração do crédito rural. A insegurança jurídica afasta investidores e tira liquidez do sistema. É um risco enorme para quem produz e para quem financia”, afirmou.
Segundo ele, os próprios bancos poderiam ampliar o volume de recursos destinados ao setor agropecuário se elevassem de 50% para 60% a exigência de aplicação das LCAs.
Outro ponto de preocupação destacado por Lupion é o silêncio do governo sobre o seguro rural. De acordo com ele, essa é a principal política de proteção da agricultura, e sua ausência compromete a segurança da produção.
Segundo dados do Portal da Transparência, dos R$ 1 bilhão previstos no orçamento para o seguro rural em 2025, apenas R$ 67 milhões foram executados até o momento — pouco mais de 6% do total.
Por fim, Lupion reconheceu aspectos positivos do anúncio, como o discurso do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que destacou a importância estratégica do agro e demonstrou sensibilidade com o Rio Grande do Sul. Ele também elogiou o aumento do teto do Pronamp de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões, vem como a elevação do limite do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para 12 mil toneladas.
Diminuição de recurosos para investimento
A Sociedade Rural Brasileira (SRB) também demonstrou insatisfação com o novo Plano Safra. Em nota, a entidade diz reconhecer o esforço do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na busca de recursos para o programa, mas considera os volumes insuficientes e as taxas de juros inadequadas.
“O Plano Safra não atendeu o setor, aumentou muito pouco o volume total e diminuiu o volume de recursos para investimentos. As taxas de juros são elevadas ainda e o tema do seguro agrícola nem foi tocado pelo governo, o que é negativo para nós”, avaliou o presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo.
Além disso, a entidade entende que o corte de 5,4% nos programas de máquinas, irrigação e armazenagem limita o avanço tecnológico e a produtividade futura, comprometendo a competitividade do setor no médio e longo prazo.
De acordo com Bortolozzo, é fato que houve aumento no volume de recursos anunciado, totalizando um valor recorde de R$ 594 bilhões, somando-se agricultura familiar e empresarial. “Porém, o crescimento nominal do crédito (1,5% para empresarial e 3% para familiar) fica abaixo da inflação acumulada (IPCA de 5,2%), reduzindo o poder real de compra e o impacto efetivo do financiamento. A SRB gostaria de um plano safra mais abrangente, que acompanhasse o crescimento vigoroso do agro brasileiro.”
Pontos positivos
Apesar das críticas, a SRB avalia alguns pontos positivos no Plano Safra 25/26. “Destacamos, por exemplo, a prioridade para linhas empresariais de custeio, o que ajuda a manter a liquidez dos produtores diante da compressão das margens, reduzindo o risco de inadimplência”, diz o presidente da entidade.
Para a Sociedade Rural Brasileira, é válida a iniciativa de oferecer desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros para produtores rurais que adotam práticas sustentáveis. A entidade ressalta que o financiamento de reflorestamento, culturas de cobertura e ações de prevenção a incêndios trazidos pelo Plano ampliam o compromisso com a sustentabilidade.
A SRB entende que entre as medidas que podem beneficiar o setor está ainda a ampliação da exigibilidade das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). “O aumento de 50% para 60% deve liberar cerca de R$ 64 bilhões adicionais em funding privado para o setor, diversificando as fontes de financiamento e reduzindo a dependência do Tesouro Nacional”, finaliza a nota.
O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira de preços mistos e com poucas alterações, em um cenário de oscilação nos fatores externos e atenção à movimentação cambial. A volatilidade da Bolsa de Chicago e o avanço do dólar influenciaram os negócios, segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira. Ainda assim, o ritmo de comercialização foi pontual e sem grande impacto nos preços médios.
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!
Confira como ficaram os preços nas principais praças de soja no país:
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,50
Cascavel (PR): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00
Dourados (MS): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,50
Rio Verde (GO): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia com leve alta, após uma sessão marcada por volatilidade. O mercado começou pressionado por dados do USDA que apontaram estoques maiores do que o esperado e boas condições das lavouras nos Estados Unidos. No entanto, houve recuperação ao longo do dia, com suporte técnico e cobertura de posições vendidas, o que limitou as perdas iniciais.
USDA
O USDA informou que, até 29 de junho, 66% das lavouras estavam em boas ou excelentes condições, 27% em situação regular e 7% entre ruins e muito ruins, números idênticos aos da semana anterior. Já os estoques trimestrais somaram 1,008 bilhão de bushels, 4% acima do volume do mesmo período do ano passado e também acima das expectativas do mercado.
Contratos futuros de soja
O contrato de julho da soja em grão subiu 0,50 centavo (0,04%) e fechou a US$ 10,24 3/4 por bushel. A posição novembro avançou 0,25 centavo (0,02%) e terminou o dia cotada a US$ 10,27 1/2 por bushel.
Nos subprodutos, o farelo com entrega em julho caiu US$ 2,10 (0,77%) e fechou a US$ 269,20 por tonelada. Já o óleo subiu 1,25 centavo (2,38%) e terminou a US$ 53,76 por libra-peso.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,48%, cotado a R$ 5,4600 para venda e R$ 5,4580 para compra. Durante a sessão, a moeda americana oscilou entre R$ 5,4183 na mínima e R$ 5,4698 na máxima, refletindo o movimento global de valorização do dólar e a cautela do mercado doméstico com o cenário fiscal.
A gestão da COP30 divulgou nesta terça-feira (1º) a imagem do personagem escolhido como símbolo do evento: o curupira, lenda do folclore brasileiro que atua como guardião das florestas. O menino com cabelo de fogo e pés virados para trás compõe a identidade visual do evento, que ocorrerá em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro.
A Conferência das Partes (COP30) marca os dez anos do Acordo de Paris, que determinou metas nacionais e internacionais para limitar o aquecimento da Terra. Para a organização, o curupira “reflete o compromisso da presidência brasileira em solidificar ações de redução das emissões dos gases que provocam o aquecimento da Terra”, afirma nota.
Em carta à comunidade internacional, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, defende que as florestas serão um “tópico central” nas discussões do evento.
“Quando nos reunirmos na Amazônia brasileira em novembro, devemos ouvir atentamente a ciência mais avançada e reavaliar o papel extraordinário já desempenhado pelas florestas e pelas pessoas que as preservam e delas dependem. As florestas podem nos fazer ganhar tempo na ação climática durante uma janela de oportunidade que se está fechando rapidamente”, afirma o embaixador.
Personagem
Curupira vem da língua indígena tupi-guarani, em que “curumim” significa menino e “pira” corpo. O personagem é muito presente na tradição amazônica e associado à proteção das matas e dos animais, especialmente contra a caça. Os pés virados ao contrário são uma artimanha usada para confundir aqueles que tentam seguir seus passos.
Segundo a organização do evento, a primeira referência ao Curupira na história brasileira foi feita pelo padre José de Anchieta, em 1560, em uma carta feita em São Vicente, no litoral da cidade de São Paulo. O jesuíta veio ao Brasil introduzir o catolicismo na cultura indígena e, para isso, escrevia poesias e peças de teatro. Em um desses textos, ele descreveu que os indígenas temiam muito essa figura folclórica e faziam oferendas para não serem atacados.