segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

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Bebedouro vira bloco de gelo e preocupa criadores no Sul



Um registro impactante foi enviado à nossa produção por um telespectador do Canal Rural e mostra como a geada tem afetado a rotina no campo. O vídeo exibe um bebedouro completamente congelado, impedindo que os bezerros tenham acesso à água.

A gravação foi feita no interior do Rio Grande do Sul, estado que tem enfrentado temperaturas negativas nos últimos dias. O episódio serve como alerta para pecuaristas redobrarem os cuidados com os bebedouros e fontes de água durante o inverno rigoroso.





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governo prepara novo modelo e pode torná-lo obrigatório para crédito subsidiado, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o governo prepara mudanças no seguro rural brasileiro, que podem incluir a obrigatoriedade de contratação para produtores que acessarem crédito subsidiado. A declaração foi feita durante entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, nesta quinta-feira (3).

Fávaro disse que o seguro rural atual precisa de adaptações para funcionar de forma mais eficiente e evitar o endividamento de produtores afetados por problemas climáticos, como secas e enchentes que afetaram a severamente os produtores do Rio Grande do Sul.

“Se o seguro rural funcionasse direito, não teria esse endividamento. O seguro cobriria os prejuízos”, disse.

Atualmente, o governo federal destina cerca de R$ 1 bilhão por ano para subsidiar apólices, valor semelhante ao destinado em anos anteriores. No entanto, o ministro defendeu que não basta ampliar recursos, mas discutir a universalização do seguro, nos moldes de outros setores. “Quem acessa crédito subsidiado pelo governo tem que fazer seguro. É como um carro financiado, que sai com seguro para cobrir eventual sinistro ou roubo”, afirmou.

Entre as mudanças previstas está a implementação do chamado seguro paramétrico, que cobre riscos específicos em períodos determinados, como secas ou geadas que atinjam culturas em datas críticas do ciclo produtivo. Segundo Fávaro, esse modelo torna o seguro mais barato e eficaz para os produtores.

Os estudos técnicos para viabilizar o novo modelo devem ser concluídos pelo Ministério da Agricultura em até 20 dias. A expectativa é que as propostas estejam prontas para implementação antes do plantio da safra de verão, entre agosto e setembro. “Queremos um seguro mais eficiente e tranquilizador para o produtor”, destacou.

Fávaro ressaltou ainda que o tema está em discussão no Congresso Nacional. Um projeto de lei que muda a legislação do seguro rural já foi aprovado no Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados. O objetivo é permitir a exigência de seguro junto com o crédito, sem configurar venda casada, mas como ações complementares para a segurança da produção agrícola.


Opções de título

  1. Governo prepara novo modelo de seguro rural e quer torná-lo obrigatório para crédito agrícola
  2. Seguro rural deve mudar e pode ser exigido junto a financiamentos, diz Fávaro
  3. Fávaro anuncia mudanças no seguro rural para reduzir endividamento no agro

Opções de linha fina

  1. Ministério planeja seguro paramétrico e estuda obrigatoriedade para produtores que acessarem crédito subsidiado
  2. Ideia é criar modelo mais eficiente e ampliar a cobertura contra riscos climáticos no campo
  3. Proposta depende de aprovação no Congresso e deve ser implementada antes da safra de verão

Caso deseje, posso adaptar o texto para notícia para rádio, reels ou legenda para Instagram em sua próxima etapa de produção hoje.



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CNA discute modernização na classificação de soja



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, nesta quarta-feira (2), para discutir a modernização do processo de classificação de soja no país. O encontro teve como foco os testes com tecnologias automatizadas e as principais demandas do setor produtivo.

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Segundo o presidente da Comissão, André Dobashi, a entidade tem trabalhado em duas frentes: promover a adoção de métodos automatizados de classificação e revisar as normas de qualidade a partir das percepções trazidas pelos produtores rurais.

“Embora exista uma instrução normativa em vigor, muitos compradores não a aplicam corretamente, especialmente no que diz respeito ao uso adequado dos equipamentos e ao cumprimento do roteiro de classificação. Precisamos avançar na transparência da comercialização para dar mais segurança ao setor como um todo”, afirmou Dobashi.

Durante a reunião, o consultor técnico da CNA, Mauro Cézar Barbosa, apresentou os resultados das avaliações feitas com diferentes tecnologias. Entre elas, estão dispositivos baseados em NIR (infravermelho próximo), raio-X e imagem hiperespectral, que demonstraram alto potencial de uso comercial.

“Esses equipamentos permitem identificar com mais exatidão defeitos nos grãos, como danos por umidade ou pragas, reduzindo a margem de erro das análises visuais e a subjetividade dos laudos”, explicou Barbosa.

Para o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, é essencial que a discussão sobre modernização avance de forma estruturada, com base nas contribuições das federações estaduais. Ele destacou três pontos principais levantados pelos produtores: a ausência de critérios de desconto mais transparentes e justos, a permanência da subjetividade nas análises e a falta de um mecanismo claro de arbitragem em caso de divergência.

Ao final do encontro, a CNA reafirmou seu compromisso com o setor e se colocou à disposição para seguir liderando as articulações técnicas e institucionais por uma classificação mais moderna, confiável e alinhada com a realidade do campo.



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Selic a 15% é ‘inadmissível’, diz Carlos Fávaro



Ao comentar os resultados do Plano Safra 2025/2026, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse, nesta quinta-feira (3), que o valor atual da taxa Selic, de 15%, é “inadmissível”. “Um momento muito difícil pra fazer um Plano Safra dessa magnitude”.

“Na minha avaliação, não sou economista, mas sou um cidadão que vive o dia a dia, e até como empresário, é inadmissível essa Selic a 15%. Temos uma inflação controlada, um Brasil crescendo pelo terceiro ano seguido na ordem de 3% ao ano, a renda da população crescendo, o desemprego caindo, a balança comercial com excedentes como nunca teve na história.”

“Qual a justificativa plausível? Eu não consigo achar, com todo o respeito ao [presidente do Banco Central, Gabriel] Galípolo e toda a diretoria do Banco Central. 15% de Selic? Isso dificulta a formação da equalização de um Plano Safra”, completou.

Ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, Fávaro lembrou que, com Selic a 15%, opções como a poupança rural deixam de ser atrativas.

“O fund (fundo), de onde vem boa parte do dinheiro, por exemplo, a poupança rural. A poupança remunera 6% ao ano. Então, as pessoas saem da poupança e o Brasil vira um país de rentista”.

“Falta fund, o juro é caro, o orçamento está bastante restrito, bastante enxuto. Por isso, acho, foi muito relevante conseguir fazer um Plano Safra [da forma como foi elaborado]”, concluiu o ministro.



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Mapa confirma 222 mortes de cavalos por ração contaminada e amplia investigações



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou em nota oficial nesta quinta-feira (3) que já contabiliza 222 mortes de equinos associadas ao consumo de ração fabricada pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. As primeiras denúncias chegaram em 26 de maio de 2025, por meio da ouvidoria do ministério.

Desde então, a Fiscalização Federal Agropecuária realiza investigações nos locais com registro de adoecimento ou morte de animais. As mortes confirmadas ocorreram nos estados de São Paulo (83), Rio de Janeiro (69), Alagoas (65), Goiás (4) e Minas Gerais (1).

O Mapa também investiga novas informações sobre mortes de equinos em outras localidades, incluindo: 40 no sudoeste da Bahia, 70 em Goiânia (GO), 34 em Jarinu (SP), 10 em Santo Antônio do Pinhal (SP), 18 em Uberlândia (MG), 8 em Guaranésia (MG), 8 em Jequeri (MG) e 7 em Mariana (MG). No entanto, segundo o ministério, essas apurações têm sido dificultadas pela falta de comunicação formal via ouvidoria, que é o canal oficial para registro das denúncias.

Outro fator que dificulta as investigações, de acordo com a nota, é a evolução dos sintomas apresentados pelos animais, que podem surgir tardiamente após a interrupção do uso da ração. Os equinos apresentaram insuficiência hepática seguida de piora repentina, o que complica a estimativa precisa do número total de óbitos.

Desde a primeira denúncia, foram realizadas duas fiscalizações no único estabelecimento da Nutratta Nutrição Animal Ltda., responsável pela produção de rações para equinos e ruminantes. Durante as inspeções, foram constatadas irregularidades que motivaram a suspensão cautelar da fabricação de todas as rações da empresa.

O ministério também suspendeu a comercialização de todos os produtos da empresa, ampliando as restrições conforme o avanço das investigações sobre as causas do problema.

A empresa entrou com mandado de segurança contra as medidas adotadas, e o Mapa já prestou os esclarecimentos ao Poder Judiciário, aguardando atualmente a decisão judicial.

Em nota, o Ministério reafirmou seu compromisso com a proteção da saúde animal e a segurança da cadeia agropecuária no país, e orientou que novas informações ou denúncias sejam encaminhadas por meio da ouvidoria, no endereço https://www.gov.br/ouvidorias/pt-br.



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Instabilidade geopolítica impacta preços dos fertilizantes no Brasil


As recentes oscilações no preço da ureia evidenciaram, mais uma vez, a vulnerabilidade do setor de fertilizantes conforme a atual configuração geopolítica. Com o conflito entre Israel e Irã, o fertilizante nitrogenado subiu em torno de US$ 75/t em poucos dias, levando as empresas a suspenderem listas de preço. Diante do cessar-fogo, o preço caiu rapidamente, mas se mantendo em um patamar mais elevado.

O Brasil é altamente dependente da importação de fertilizantes, e esse fator estrutural amplia os impactos de qualquer distúrbio externo. O Oriente Médio, por sua vez, tem papel central na produção de gás natural e ureia. Quando há suspensão de produção ou restrição logística na região, os efeitos são imediatos na oferta global, e, por consequência, nos preços.

Não é um fato isolado. Em 2022, a eclosão da guerra entre Rússia e Ucrânia levou os preços dos fertilizantes a atingiram níveis recordes. A Rússia, um dos maiores produtores globais, é também o principal fornecedor de fertilizantes para o Brasil. Da mesma forma, em 2021, as sanções impostas à Bielorrússia, um dos maiores produtores de potássio, comprometeram as exportações de KCl e exigiram a reorganização das rotas logísticas, elevando ainda mais os preços internacionais.

Esses exemplos mostram que o agricultor brasileiro está constantemente exposto a fatores que fogem completamente do seu controle, mas que impactam diretamente seus custos e margens. Soma-se a isso a propagação de informações especulativas, que alimentam a insegurança do mercado e contribuem para movimentos de alta nos preços, muitas vezes antecipados ou descolados da realidade física.

Nesse cenário, informação qualificada, planejamento e estratégia se tornam recursos fundamentais. Avaliar o mercado com embasamento técnico é essencial para não tomar decisões precipitadas. Estratégias como compras parceladas, análise de relação de troca e travamento de margem ganham cada vez mais relevância, uma vez que o insumo tem impacto significativo nos custos de produção, correspondendo de 20 a 30%.

No Brasil, o momento atual é marcado pelas aquisições finais e entregas para a safra 2025/26. A divulgação do Plano Safra deve ser decisiva para destravar as compras que ainda estavam pendentes.

No entanto, o cenário de juros elevados ainda representa um gargalo relevante para o crédito rural. Além disso, o produtor precisará lidar com uma adubação mais cara e relações de troca menos favoráveis.

Para a segunda safra, os preparativos já começaram com o desafio das oscilações nos preços dos nitrogenados, atrasos nas importações de ureia e incertezas quanto à dinâmica global.

Em um ano de margens mais apertadas e menor apetite ao risco, o domínio das variáveis macroeconômicas e geopolíticas pode ser a diferença entre a sustentabilidade do negócio e o comprometimento da rentabilidade.

Maísa Romanello, especialista em fertilizantes da Safras & MercadoMaísa Romanello, especialista em fertilizantes da Safras & Mercado

*Maísa Romanello é engenheira agrônoma, especialista em fertilizantes da consultoria Safras & Mercado


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Especialistas alertam para riscos e falta de clareza no Plano Safra 2025/2026 durante “A Voz do Mercado”


O programa A Voz do Mercado, transmitido nesta quarta-feira, 2 de julho, reuniu especialistas do setor agropecuário para discutir os principais pontos do Plano Safra 2025/2026. Sob a condução de Ivan Wedekin e Suelen Farias, a edição especial contou com a participação do deputado federal Arnaldo Jardim, do diretor de Agronegócios do Banco Santander Brasil, Carlos Aguiar, e do consultor Luiz Cláudio Caffagni, sócio da Archer Education. Em pauta, a análise crítica sobre a composição dos R$ 516,2 bilhões anunciados pelo Governo Federal e os impactos reais para o financiamento do campo.

Ivan Wedekin destacou que o tema da vez era “mais justo, menos seguro”, indicando a complexidade do cenário atual do crédito rural. Ele alertou para um aumento substancial do custo de capital, colocando os juros como um dos principais entraves para o produtor. “Nesta safra, o custo dos juros será tão importante quanto o custo de fertilizantes. A diferença é que juro não é tecnologia. Semente, adubo, são. Juros sã custos puros e comprometem a capacidade de investimento do produtor”, frisou.

Em sua análise, o deputado Arnaldo Jardim apontou uma série de inconsistências no anúncio do novo plano e criticou a redução de recursos para a equalização das taxas de juros.

“O governo não fez o esforço que havia anunciado como necessário. O valor para equalização caiu de R$ 16,3 bilhões para R$ 13,4 bilhões. Isso, considerando uma inflação de 17,5%, é ainda mais preocupante”, declarou.

Arnaldo também chamou atenção para a forma como as CPRs (Cédulas de Produto Rural) foram incluídas na contabilidade do plano, o que, segundo ele, distorce os números.

“Nunca foi prática incluir CPRs no volume total do Plano Safra. Isso infla artificialmente os dados. O governo tenta justificar dizendo que são instrumentos não tributados e, portanto, incentivados. Mas essa inclusão gera insegurança e falta de clareza”, afirmou o deputado.

Ele ainda alertou para o descompasso entre a intenção anunciada e o que, de fato, chega ao produtor:

“No ano passado, anunciaram R$ 479 bilhões, mas só foram executados cerca de R$ 430 bilhões. O valor da subvenção respondia por apenas 1,4% do total. Agora caiu para 1,2%. Isso mostra o recuo do governo em termos de estímulo direto ao agro”, completou.

Representando o setor financeiro, Carlos Aguiar, do Santander, reforçou que o Plano Safra tem importância institucional, mas menos operacional para os bancos privados:

“Para nós, o plano representa cerca de 10% da carteira total. Ele funciona mais como um termômetro do humor do produtor e um indicativo de tendências de financiamento. Os grandes bancos privados operam principalmente com recursos próprios, como LCAs, e repassam as exigibilidades do Pronaf para outras instituições. Por isso, não dependemos diretamente das linhas equalizadas”, explicou.

Carlos também abordou o impacto da possível tributação sobre os títulos do agro:

“Hoje, com a Selic alta, o efeito do imposto pode parecer diluído. Mas, no futuro, com juros mais baixos, esse impacto será direto no custo do crédito para o produtor. Isso precisa ser discutido com responsabilidade”, disse.

Já o consultor Luiz Cláudio Caffagni aprofundou a discussão técnica sobre o risco de dupla contagem das CPRs nos dados oficiais:

“Quando o banco empresta via LCA, ele normalmente exige um título de crédito como garantia. Pode ser uma CPR, mas isso já está contabilizado nas estatísticas de crédito rural do Banco Central. Incluir novamente o valor da CPR como recurso novo é uma distorção. Isso precisa ser revisto com urgência para não mascarar o volume real de crédito disponível”, explicou.

Ao final da edição, Ivan Wedekin fez um balanço contundente da discussão, chamando atenção para a responsabilidade de se apresentar dados transparentes ao setor agropecuário.

“Nós temos um problema estrutural com a comunicação dos números. O governo anunciou R$ 459 bilhões no ano passado, sendo R$ 293 bilhões para custeio e comercialização. Agora, com a inclusão das CPRs, esse número saltou para R$ 401 bilhões — mas é o mesmo dinheiro contado duas vezes. Isso gera manchetes que não refletem a realidade enfrentada pelo produtor.”

Wedekin também destacou pontos positivos do plano, como o reforço ao crédito para agricultura familiar, a ampliação do Pronamp, e a continuidade de programas sustentáveis. No entanto, foi enfático ao afirmar que os dados não podem ser tratados como vitrine:

“O plano safra não pode ser uma ilusão estatística. Há avanços, sim, mas também muitas omissões. A agricultura brasileira vive um momento sensível, e precisamos de clareza para tomar decisões. O foco tem que ser o produtor, não o marketing. Nosso partido aqui é o agro, e seguiremos atentos para que os números correspondam à realidade no campo.”

 

 





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Seminário debaterá o papel do Brasil no mercado mundial de soja



Estão abertas as inscrições gratuitas para o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 19 e 20 de agosto de 2025, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR). O encontro tem vagas limitadas e será presencial.

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Promovido pela Embrapa Soja, o seminário tem como objetivo discutir os principais desafios enfrentados pela cadeia produtiva da soja e o papel do Brasil como um dos principais players globais no setor. A programação reunirá cerca de 180 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes do setor produtivo, indústrias, cooperativas, agentes governamentais e especialistas em comércio exterior.

Programação

Na terça-feira, 19 de agosto, a abertura será marcada por uma conferência sobre o perfil e o mapeamento da sojicultura no Brasil nos últimos 50 anos, com foco na evolução da produtividade, nos obstáculos já superados e nos desafios futuros. Em seguida, o painel sobre a evolução da sojicultura brasileira trará diferentes perspectivas sobre os desafios e as realidades regionais enfrentadas pelos produtores.

Já na quarta-feira, 20 de agosto, o foco estará nos mercados internacionais. O painel sobre o mercado chinês vai tratar dos desafios técnicos, regulatórios e comerciais que o Brasil enfrenta para manter sua posição de destaque nas exportações para a China. Serão abordadas as barreiras fitossanitárias, com ênfase na necessidade de vigilância, controle e rastreabilidade, além dos critérios de qualidade exigidos pelos compradores chineses, desde a colheita até o embarque. Haverá ainda um debate sobre os aspectos legais e normativos relacionados à exportação de soja geneticamente modificada (OGM) para o mercado chinês.

O último painel do evento será dedicado à geopolítica da soja, explorando as estratégias, dependências e disputas pelo protagonismo global. Especialistas apresentarão a visão da China, destacando sua centralidade no comércio global e os crescentes mecanismos de controle e demanda. Em seguida, será apresentada a visão da União Europeia, com foco no papel da soja brasileira diante das exigências ambientais do bloco.

Parceria

O seminário é realizado em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Aprosoja MS, Aprosoja PR, Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (Ascb), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).



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Soja chega ao intervalo em alta na Bolsa de Chicago



A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo desta quinta-feira (3) com preços mais altos para grão e farelo, e cotações mais baixas para óleo.

O mercado mantém a correção técnica e a posição novembro/25 do grão, a mais negociada, sobe pelo quinto dia seguido.

  • Os contratos com vencimento em agosto de 2025 tinham preço de US$ 10,62 por bushel, alta de 8,50 centavos de dólar por bushel ou 0,80%.
  • A posição novembro de 2025 era cotada a US$ 10,55 3/4 por bushel, elevação de 7,75 centavos de dólar por bushel ou 0,73%.
  • No farelo, dezembro de 2025 tinha preço de US$ 295,10 por tonelada, valorização de US$ 4,30 por tonelada ou 1,47%.
  • Já a posição dezembro de 2025 do óleo era cotada a 54,30 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,62 centavo de dólar por libra-peso ou 1,15%.

Um movimento de compras de barganha, em função das perdas recentes, é observado, segundo a Reuters. Além disso, os investidores digerem as exportações semanais norte-americanas, recém-divulgadas.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 462.400 toneladas na semana encerrada em 26 de junho. Destinos desconhecidos lideraram as importações, com 190.500 toneladas. Para a temporada 2025/26, ficaram em 239.000 toneladas.

Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 900 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).



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Milho em Chicago opera em alta após perdas recentes



A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho chegou ao intervalo dests quinta-feira (3) com alta nos preços, consolidando um movimento de recuperação e de compras de barganha após fortes perdas recentes.

  • Os contratos com vencimento em setembro de 2025 operaram cotados a US$ 4,22 3/4 por bushel, alta de 4,75 centavos, ou 1,13% em relação ao fechamento anterior.
  • Os contratos com entrega em dezembro de 2025 operaram com avanço de 5,50 centavos, ou 1,26% em relação ao fechamento do último pregão, cotados a US$ 4,39 por bushel.

Os investidores devem seguir buscando um posicionamento frente ao feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos desta sexta-feira (4), quando o mercado não opera.

Além disso, os sinais de uma demanda aquecida pelo produto dos EUA complementou o quadro positivo.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2024/25, que tem início no dia 1° de setembro, ficaram em 532.700 toneladas na semana encerrada em 24 de junho. A Coreia do Sul liderou as compras, com 273.700 toneladas.

Para a temporada 2025/26, ficaram em 940.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 560 mil e 1,7 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).



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