segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

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A força do real e a fraqueza do dólar: contexto atual


O dólar vem perdendo força em relação a diversas moedas, inclusive o real, e isso tem desencadeado uma série de efeitos em cadeia na economia global. A moeda norte-americana, que ainda é o principal referencial de preços das commodities e representa a maior parte das reservas internacionais dos países, está sob pressão em razão de fatores fiscais, políticos e estruturais.

Essa movimentação mexe com os mercados de câmbio, com os títulos da dívida pública dos Estados Unidos e com a competitividade comercial de países como o Brasil.

Ainda mais, que o congresso dos EUA aprovou o pacote de ampla reforma fiscal que estende cortes de impostos, reduz benefícios sociais e aumenta o teto da dívida, com impacto estimado de US$ 3,3 a 3,8 trilhões de déficit adicional nos próximos.

Por que isso enfraquece o dólar?

  1. Maior desconfiança dos investidores em relação à sustentabilidade da dívida americana
  2. Desvalorização dos títulos do Tesouro, que são considerados a âncora de segurança do sistema financeiro global

Com maior risco fiscal, o dólar perde atratividade como reserva internacional, intensificando a busca por alternativas como o ouro, o euro, o yuan e, em menor grau, ativos digitais.

Por um lado, o dólar mais fraco pode estimular as exportações norte-americanas, tornando seus produtos mais baratos no exterior. Isso ajuda a equilibrar a balança comercial.

Impactos globais e nos EUA

  • Pressão inflacionária com insumos e bens importados mais caros
  • Custo maior da dívida pública, pois o Tesouro terá de pagar mais para financiar seu déficit
  • Risco à hegemonia global do dólar, com impactos geopolíticos e estratégicos a médio prazo

Desdobramentos para o Brasil

Lado positivo:

  • Importações mais baratas: fertilizantes, defensivos, combustíveis e máquinas agrícolas chegam ao país com menor custo, o que pode aliviar a inflação.
  • Redução de custos na produção agropecuária: especialmente relevante para um setor altamente dependente de insumos dolarizados.
  • Atração de capital financeiro: a combinação de juros altos no Brasil com menor risco percebido estimula a entrada de dólares.

Lado negativo:

  • Exportações prejudicadas: commodities como soja, milho e carne ficam mais caras no mercado internacional, afetando a competitividade do agro brasileiro.
  • Risco à balança comercial: com importações em alta e exportações desacelerando, o superávit comercial pode cair.
  • Redução da arrecadação em reais para estados e empresas exportadoras que faturam em dólar.

A teoria por trás dos movimentos

  • Triffin Dilemma: conflito de interesses para um país cuja moeda é usada como moeda de reserva global. A ampliação do déficit americano reforça esse dilema, ameaçando a sustentabilidade da moeda como referência mundial.
  • Paridade do Poder de Compra (PPC): com inflação mais baixa no Brasil e inflação interna crescente nos EUA, o real tende a se fortalecer.
  • Fluxo de capitais e diferencial de juros: o juro real brasileiro, um dos mais altos do mundo, atrai especuladores e investidores, fortalecendo o real.

Conclusão: o mundo em transição cambial

A aprovação de cortes de impostos nos Estados Unidos, em meio a um cenário de dívida elevada, acelera um processo de perda de confiança na economia norte-americana. A fragilidade fiscal do país, combinada com mudanças geopolíticas, está redesenhando o papel do dólar no mundo.

Para o Brasil, o real valorizado exige equilíbrio: se por um lado alivia custos e segura a inflação, por outro ameaça a competitividade externa e a renda dos exportadores. É um momento que exige cautela, estratégia comercial e política monetária firme.

O mundo assiste, talvez pela primeira vez em décadas, ao início de uma nova era monetária global, e o Brasil, como grande player do agro e do comércio internacional, precisa estar atento a cada movimento.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Geadas afetam safra de milho no Paraná



Paraná reduz área de milho em boa condição




Foto: Divulgação

O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), apontou uma piora nas condições de campo da segunda safra de milho 2024/25. A proporção de lavouras em condição considerada boa caiu de 71% na semana anterior para 68%. As áreas em condição mediana permaneceram em 18%, enquanto as lavouras avaliadas como ruins aumentaram de 11% para 14%.

De acordo com os técnicos do Deral, a piora nas condições está relacionada às geadas registradas na semana anterior. Apesar da deterioração, os danos devem ser limitados, uma vez que 76% das lavouras já se encontram em fase de maturação, etapa menos vulnerável a impactos climáticos. Atualmente, 26% da área está na fase de frutificação, ainda suscetível a novas geadas. No entanto, não há previsão de geadas significativas nas próximas 72 horas.

As chuvas recorrentes ao longo da semana também dificultaram o avanço da colheita. Até o momento, 16% da área plantada, estimada em 2,76 milhões de hectares, foi colhida, contra 12% na semana anterior.

No Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita do milho foi concluída após sucessivas geadas e um período de tempo seco. Algumas famílias agricultoras mantêm espigas armazenadas a campo, destinadas ao consumo próprio. A produtividade média estadual foi estimada em 6.857 quilos por hectare, com área cultivada de 706.909 hectares.





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Inverno rigoroso nas lavouras de soja do RS: saiba como está o vazio sanitário na região



Começou, nesta quinta-feira (3), o período de vazio sanitário de soja no Rio Grande do Sul. A medida, que se estende até 30 de setembro, proíbe a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado ao longo desses 90 dias. O objetivo é interromper o ciclo da ferrugem-asiática e de outras doenças, ao eliminar plantas voluntárias que possam servir de hospedeiras ao fungo durante o entressafra.

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Segundo o presidente da Aprosoja-RS, em anos com inverno rigoroso, como é o caso de 2025, o vazio sanitário no Sul do Brasil ocorre de forma praticamente natural. “Quando temos geadas fortes, como agora, as plantas voluntárias de soja são eliminadas pelo frio intenso, e praticamente não há necessidade de intervenção com produtos químicos”, explica.

Em situações em que o inverno é mais ameno, a fiscalização e o uso de herbicidas se tornam necessários para eliminar plantas voluntárias, também chamadas de “guaxas”, que nascem espontaneamente sem o uso de sementes ou defensivos. Essas plantas podem manter pragas e doenças ativas no campo, mesmo fora do período de cultivo.

Ainda de acordo com o dirigente, este ano, com as geadas generalizadas no estado, a tendência é de que a fiscalização tenha papel mais simbólico, já que as condições climáticas extremas devem eliminar naturalmente qualquer planta remanescente.

Orth destaca que a realidade no Sul é diferente da observada no Centro-Oeste, especialmente em regiões como o Matopiba, onde não há incidência de geadas. Nessas áreas, o controle químico é indispensável, inclusive com aplicação de produtos específicos para o controle de soja transgênica resistente. Nesses estados, a fiscalização costuma ser rigorosa, com participação ativa dos próprios produtores, que denunciam vizinhos que descumprem as regras, para evitar prejuízos coletivos.



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Governo de SP anuncia novas regras para queima da palha da cana



O governo do estado de São Paulo anunciou novas regras para a queima da palha da cana-de-açúcar durante o período de estiagem, que vai até 30 de novembro. A atividade ficará proibida entre 6 horas e 20 horas em todo o estado e será completamente suspensa pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) sempre que a umidade relativa do ar estiver abaixo de 20%.

As medidas foram publicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e se aplicam inclusive às empresas que já possuem autorização vigente.

Mesmo fora do período seco, entre dezembro e junho, a resolução prevê restrições temporárias: se a umidade ficar entre 20% e 30% por dois dias seguidos, a queima será permitida apenas no período noturno.

A prática já caiu drasticamente no estado. Segundo a Cetesb, a área autorizada para queima na safra 2023/24 foi inferior a mil hectares, uma redução de mais de 99,9% em relação a 2010.

A meta é extinguir totalmente o uso do fogo até 2030, mesmo nas chamadas áreas de exceção – regiões íngremes ou pequenas propriedades onde a mecanização ainda é limitada.



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riscos e prevenção para seu rebanho



A doença da vaca louca, conhecida tecnicamente como Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), é um problema sério que ataca o cérebro do gado e de outros ruminantes, como ovelhas e cabras. É uma doença fatal, sem tratamento, que causa problemas neurológicos graves nos animais.

O que causa a doença da vaca louca são os príons. Eles são proteínas com uma forma “errada” que, ao entrarem no corpo do animal, começam a estragar o cérebro de forma progressiva e sem volta. Diferente de vírus e bactérias, os príons não têm material genético.

Como o animal pode pegar a doença?

Geralmente, o contágio acontece de três formas:

  • Pelo alimento: É a maneira mais comum, quando o animal come algo contaminado com os príons.
  • Por genética: Transmissão de mãe para bezerro.
  • De forma espontânea: Quando a doença aparece sem uma causa clara.

Fique atento aos sintomas que o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) destaca: o animal pode começar a ter paralisia, mudar seu comportamento (ficar mais agressivo ou assustado), andar de forma estranha (cambaleando) e ter dificuldade para se levantar. Se notar algo parecido, procure um veterinário imediatamente.

LEIA MAIS: Banho de imersão contra o carrapato bovino: entenda como técnica funciona

Como evitar a contaminação: práticas seguras na fazenda

Para proteger seu rebanho e evitar a doença da vaca louca, o MAPA proíbe o uso de alguns produtos na alimentação dos bovinos. É fundamental seguir essas regras.

Nunca use na alimentação de bovinos:

  • Farinhas de origem animal: Isso inclui farinhas de carne e ossos, de vísceras, de sangue, de pena, entre outras.
  • Ração de animais monogástricos: São rações feitas para animais como porcos, galinhas, cães, gatos, cavalos, peixes e coelhos.
  • Restos e sujeiras de fábricas de ração de monogástricos: Aquela “varredura” que sobra da produção dessas rações.
  • Dejetos de porcos.
  • Cama de aviário: É o material que fica no chão dos galinheiros (também conhecido como cama de frango ou fundo de granja).
  • Esterco de galinhas poedeiras.

Outras dicas importantes do MAPA para evitar a contaminação cruzada:

  • Armazenamento: Evite guardar a ração de monogástricos no mesmo lugar da ração dos bovinos.
  • Embalagens: Não reutilize embalagens que tiveram rações diferentes.
  • Equipamentos: Não use o mesmo equipamento (como máquinas de transporte ou misturadores) para rações de bovinos e de outros animais.
  • Acesso: Nunca permita que o gado, as ovelhas ou as cabras tenham acesso ou comam a cama de frango.

Seguir essas práticas ajuda a garantir que os alimentos do seu rebanho estejam livres de contaminação.

Impactos da doença da vaca louca na pecuária brasileira

Desde 2013, o Brasil é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) como um país com risco muito baixo para a doença da vaca louca. No entanto, os órgãos de fiscalização estão sempre alerta e trabalhando na prevenção. Um único caso da doença pode trazer grandes prejuízos para o setor. 

Por exemplo, países que registram casos de doença da vaca louca podem ter a venda de carne bovina proibida para outros mercados, gerando perdas enormes nas exportações. Além disso, o medo de consumir carne contaminada pode fazer com que a própria população brasileira compre menos carne, afetando diretamente os criadores. Lidar com um surto da doença, o abate de animais infectados e todas as medidas de controle custam muito caro tanto para o governo quanto para os pecuaristas. 

Por isso, seguir as orientações do MAPA para evitar a doença da vaca louca não é só uma questão econômica, mas também de saúde pública, já que a doença pode, em alguns casos, ser transmitida para humanos e ser fatal. Cuidar do seu rebanho é cuidar do futuro da sua produção e da saúde de todos.



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mais 7 países retomam importação de frango brasileiro



Mais sete países importadores retomaram a compra do frango brasileiro, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota. Argentina, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Mauritânia e Uruguai comunicaram ao governo brasileiro o fim das restrições ao frango nacional.

Ao todo, após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o encerramento do caso de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) registrado em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, 23 países importadores já retomaram a compra do frango brasileiro.

As exportações foram retomadas sem qualquer tipo de embargo para Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Em contrapartida, as exportações de carne de frango de todo o território brasileiro continuam suspensas para 10 destinos. Estão pausados temporariamente os embarques de produtos avícolas brasileiros para Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Peru, Timor-Leste e União Europeia.

A China, principal destino do frango nacional, solicitou por meio da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) informações adicionais ao governo brasileiro para avaliar o pedido do Brasil de retirada dos embargos.

A lista de mercados para os quais ainda estão suspensas as exportações do frango brasileiro inclui as nações que suspenderam as importações de produtos avícolas do Brasil e para os quais o Brasil interrompeu a certificação das exportações conforme prevê o acordo sanitário estabelecido com cada país.

As suspensões temporárias e cautelares de compras de frango brasileiro de todo o território brasileiro, do estado do Rio Grande do Sul, do município de Montenegro ou do raio de 10 km de onde o foco foi detectado estão previstas no protocolo sanitário acordado com o Brasil e os países importadores.

Há ainda 18 mercados para os quais estão impedidas as exportações de frango proveniente do Rio Grande do Sul. É o caso da África do Sul, Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Belarus, Casaquistão, Coreia do Sul, Kuwait, México, Namíbia, Omã, Quirguistão, Reino Unido, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia.

Catar e Jordânia suspenderam as compras de carne de frango e derivados do município de Montenegro (RS), onde o foco da doença foi detectado, conforme prevê o protocolo acordado pelos países com o Brasil.

Já o Japão interrompeu a importação de frango dos municípios de Montenegro (RS), Campinápolis (MT) e Santo Antônio da Barra (GO), onde foram notificados casos de gripe aviária em produção de subsistência.

Outros sete mercados limitaram a suspensão dos embarques para um raio de 10 quilômetros do foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP): Hong Kong, Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Singapura, Suriname e Uzbequistão.

A expectativa do governo é de que após o encerramento do foco da doença em plantel comercial e do reconhecimento da OMSA do Brasil como novamente livre de gripe aviária no plantel comercial, mais países importadores flexibilizem as restrições ao frango nacional.



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Bebida de soja fortalece a nutrição e promove inclusão social



A bebida de soja tem se consolidado como um importante complemento nutricional para crianças, jovens e adultos atendidos pela Associação Espírita Lar Maria de Lourdes, em Campo Verde (MT). Rica em proteínas e, também, com baixo teor de gordura, contribui para a saúde, melhora o rendimento escolar e eleva a qualidade de vida das famílias atendidas.

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Esse resultado positivo é fruto do programa Agrosolidário, uma iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que apoia o Lar Maria de Lourdes desde 2019. Por meio desse programa, a bebida de soja é fornecida para complementar a alimentação diária, beneficiando tanto os atendidos na instituição quanto suas famílias, inclusive nos finais de semana.

Relatos

Mães e beneficiados relatam que o consumo regular da bebida tem promovido mais energia, disposição e bem-estar no cotidiano. Além de ser consumida pura, a bebida também é incorporada em diversas receitas culinárias, o que amplia a aceitação e a variedade alimentar entre os usuários.

Celma Ribeiro, de 71 anos, que participa das atividades do Lar desde 2012, conta que a bebida de soja passou a fazer parte da sua rotina de forma saborosa e nutritiva. “Eu nunca tinha tomado antes, mas experimentei com água fria, quente e até em bolo. Sinto que me dá mais disposição e animação”, compartilha. Já Elizabeth Bueno, responsável pela cozinha que atende mais de 200 crianças e adultos, utiliza a bebida em diferentes preparos. “Uso há dois anos e já provei todos os sabores. Recomendo a todos, porque sinto que melhora a memória e dá mais energia para o corpo”, afirma.

Fundado em 1992, o Lar Maria de Lourdes é uma entidade filantrópica que atua nas áreas de assistência social, educação e formação técnico-profissional. A instituição oferece aulas regulares do ensino fundamental, serviço de convivência no contraturno escolar, oficinas, reforço pedagógico e o Programa Jovem Aprendiz, que capacita adolescentes para o mercado de trabalho. Além disso, realiza trabalho assistencial por meio da doação de cestas básicas, verduras, frutas e roupas para cerca de 20 famílias em situação de vulnerabilidade social.

Para Dirceu Belarmino Pereira, presidente da associação, a parceria com o Agrosolidário tem sido fundamental para garantir uma alimentação equilibrada, refletindo diretamente no desempenho escolar e na qualidade de vida das famílias. “Antes dessa iniciativa, muitas famílias não tinham acesso a esse alimento essencial. O projeto oferece refeições que incluem proteínas indispensáveis para o desenvolvimento e o aprendizado das crianças”, destaca.



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Reunião preparatória da COP 30 revela embates sobre clima, dinheiro e mercado global



As negociações climáticas da ONU esquentaram na última semana em Bonn, na Alemanha, durante a conferência preparatória para a COP 30, que será realizada em 2025, em Belém (PA). O encontro revelou impasses sobre financiamento climático, metas de adaptação e o papel de medidas comerciais ambientais no contexto global.

Financiamento climático: de US$ 100 bilhões para US$ 1,3 trilhão

O principal destaque da reunião foi a pressão por parte dos países em desenvolvimento para triplicar o valor do financiamento climático global, que hoje gira em torno dos US$ 100 bilhões anuais prometidos pelos países ricos.

A nova proposta visa elevar o valor para US$ 1,3 trilhão por ano — uma cifra ambiciosa, ainda em fase de negociação e sem garantias concretas de que será aprovada na COP 30.

“Mesmo com um valor maior em negociação, os aportes financeiros efetivos seguem muito abaixo do necessário,” analisa Leonardo Munhoz, especialista em direito ambiental.

Casos anteriores, como a COP 16 de Biodiversidade, mostram que metas financeiras ambiciosas nem sempre se concretizam. Lá, uma meta de US$ 200 bilhões por ano acabou sem definição clara e precisou ser retomada em uma nova rodada de negociações em Roma.


Metas de adaptação: indicadores ainda indefinidos

Outro tema sensível em Bonn foi a definição de indicadores para metas de adaptação climática. A dúvida é se esses dados serão vinculados ao Global Stocktake — o mecanismo que avalia o progresso das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas).

Cada país deverá apresentar seu Plano Nacional de Adaptação, mas ainda falta consenso sobre os critérios que serão adotados para medir os avanços de forma comparável.


Mercado global de carbono: entraves no Artigo 6.2

O mercado global de carbono, previsto no Artigo 6.2 do Acordo de Paris, continua em debate. Os países discutem como padronizar os chamados ITMOs (Internationally Transferred Mitigation Outcomes), que são os créditos de carbono negociados entre NDCs.

A falta de um “idioma comum” entre as partes dificulta a operacionalização desses mercados, fundamentais para que países possam compensar emissões com base em ações realizadas em outros territórios.


Comércio verde: CBAM pressiona agenda climática

Um ponto que ganhou destaque, mesmo fora da pauta oficial, foi o avanço de medidas comerciais de cunho ambiental, como o CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism) — a taxa de carbono de fronteira proposta pela União Europeia.

Houve tentativa de incluir o tema formalmente na agenda das Cúpulas do Clima, mas países desenvolvidos, liderados pela Europa, barraram a proposta, alegando que a questão deve ser tratada na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Mesmo assim, o fato de o tema ser discutido entre as partes indica que a intersecção entre comércio e clima será inevitável nos próximos anos.

“Mesmo fora da agenda oficial, o CBAM mostra que medidas comerciais ambientais já impactam diretamente as relações internacionais,” pontua Munhoz.




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AgroNewsPolítica & Agro

lavouras de arroz recebem alívio com chuvas


De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a monção do sudoeste avançou por quase todo o Sul da Ásia, provocando chuvas intensas em grande parte da região. As precipitações variaram de forma, atingindo até 400 milímetros em algumas localidades. Segundo o USDA, essas chuvas beneficiaram as principais áreas produtoras de arroz, que registraram entre 25 e 200 milímetros, embora regiões do sudeste da Índia tenham permanecido mais secas.

As temperaturas na maior parte do Sul da Ásia foram ligeiramente inferiores às das semanas anteriores, situando-se entre 30°C e 35°C, em razão da cobertura pluviométrica generalizada. No Paquistão, a monção trouxe chuvas moderadas a intensas, com volumes entre 10 e 100 milímetros, enquanto as temperaturas permaneceram normais a ligeiramente acima da média.

No Leste Asiático, as chuvas continuaram no sul da China, estendendo-se pelo Mar da China Oriental até o Japão. As precipitações, que oscilaram entre 25 e 200 milímetros, favoreceram as lavouras ao sul do rio Yangtzé. Algumas áreas, no entanto, registraram até 300 milímetros de chuva, com possibilidade de inundações. A Planície do Norte da China recebeu apenas chuvas esparsas, com volumes entre 10 e 50 milímetros, o que não foi suficiente para amenizar o calor persistente, com temperaturas entre 30°C e 35°C. A região nordeste da China também teve escassez de chuva e temperaturas até 6°C acima da média. Já na Península Coreana, as chuvas variaram entre 10 e 80 milímetros, com máximas ao redor de 30°C.

No Sudeste Asiático, as chuvas se concentraram nas áreas do norte, com volumes entre 25 e 100 milímetros, chegando a 300 milímetros em determinadas localidades. Regiões como o nordeste da Tailândia e o norte das Filipinas, produtoras de arroz irrigado pela chuva, foram beneficiadas. Entretanto, outras áreas da região registraram menos de 25 milímetros, o que pode comprometer o desenvolvimento de culturas como o arroz. As temperaturas mantiveram-se próximas da média, com máximas entre 30°C e 35°C e mínimas entre 25°C e 35°C.





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preços caem com avanço na produção de frutas precoces



Os preços da maioria das variedades citrícolas acompanhadas pelo Centro de Pesquisas caíram em junho. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

No caso das laranjas, a pressão veio do aumento na oferta de frutas precoces, conforme explicam pesquisadores. Além disso, a concorrência com outras frutas, como a banana, reforçou o movimento de baixa nos valores. 

No acumulado de junho, o preço da laranja pera na árvore recuou 20,2%, fechando a R$ 63,61/cx de 40,8 kg no dia 30. Vale lembrar que a safra 2025/26 de laranja praticamente já começou com a produção das precoces.

Para a tangerina poncã, o levantamento do Cepea aponta desvalorização de 18%, passando para R$ 57,62/cx de 27,2 kg no encerramento de junho. A queda foi influenciada pelo maior ritmo da colheita e pela oferta limitada de frutas de maior qualidade em boa parte do mês.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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