segunda-feira, maio 18, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Mercados de carbono oferecem oportunidade para pecuária sustentável


Os mercados de carbono representam uma extraordinária oportunidade para a pecuária da América Latina e seu potencial deve ser desenvolvido com trabalho de colaboração entre governos, o setor privado, o setor acadêmico, a sociedade civil e produtores, de acordo com as conclusões de um seminário realizado na sede central do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

A capacidade da atividade pecuária na região para o sequestro de carbono nas terras pastoris contribui para a mitigação da variabilidade climática e são uma atraente possibilidade que pode trazer investimentos, concordaram os participantes no evento organizado pela Plataforma Mundial de Produtos Laticínios (GDP), a Mesa Redonda Global para a Carne Sustentável (GRSB) e a Federação Panamericana do Leite (FEPALE), junto com o IICA.

Durante o seminário, que contou com diferentes painéis de exposição e debate, foi discutido quais são os mercados de carbono, foram exploradas as alternativas para financiar projetos de captura de carbono na pecuária, foi revisada a realidade atual na região e se compartilharam metodologias e ideias para atingir por meio de passos concretos, o seu verdadeiro potencial.

Assistiram funcionários de ministérios e organismos internacionais, representantes do setor privado e do setor financeiro e associados de federações e cooperativas.

Durante a abertura da jornada participaram o Ministro de Agricultura e Pecuária da Costa Rica, Victor Carvajal; o Diretor Executivo da GDP, Donald Moore; e o Subdiretor Geral do IICA, Lloyd Day.

“A pecuária contribui para a segurança alimentar e nutricional e para gerar renda para as comunidades rurais, empoderar mulheres e dar emprego aos jovens. Consideramos que existe uma grande oportunidade para produtores pecuários e para governos, por meio da vinculação com os mercados de carbono, e precisamos tornar esse potencial uma realidade”, disse Donald Moore.

“Para isso é necessário trabalhar as políticas, a ciência e as finanças necessárias”, explicou. “Devemos nos concentrar nas estruturas regulamentares e em incluir a agricultura familiar. Estamos pedindo a colaboração entre os diferentes atores”.

Carvajal, pelo seu lado, deu detalhes da recente negociação da Costa Rica com o Banco Mundial de um crédito de 140 milhões de dólares para investimento no setor agropecuário, por meio de um esquema de pagamentos por resultado.

“Incorporamos diferentes elementos importantes para a pecuária costarricense, como a metodologia para a quantificação efetiva do carbono nos solos e a estratégia para comercializar esse carbono, agrupando pequenos criadores de gado. Daqui a quatro anos devemos ter mil criadores de gado recebendo pagamentos por serviços ambientais, graças à captura de carbono no solo”.

Lloyd Day se concentrou no extraordinário valor do setor pecuário em geral e do de laticínios em particular nas Américas e no mundo.

“Na nossa região, a pecuária e os laticínios estão dando passos muito importantes para implementar práticas tendentes a reduzir o seu impacto no meio-ambiente. E é fundamental que os setores alheios ao agro saibam disso. Hoje o setor agropecuário alimenta 8 bilhões de pessoas no planeta de forma mais eficiente que nunca e nos próximos 25 anos serão 2 bilhões de pessoas mais”, assegurou.

O Subdiretor Geral do IICA sublinhou que 1,3 bilhões de pessoas dependem da pecuária no mundo para gerar renda. E é imperativo deixar claro a contribuição dessa atividade para as três dimensões da sustentabilidade: econômica, social e ambiental. “Por tudo isso, devemos trabalhar arduamente para desbloquear os mercados de carbono para a pecuária na América Latina, o que aumentará a competitividade dos nossos criadores de gado”.

Atividade prioritária

Na América Latina há uns 4 bilhões de cabeças de gado para carne e leite, quase a metade deles no Brasil, destacou Ariel Londinsky, Secretário Geral da FEPALE.

“A atividade é muito importante e prioritária para todos os nossos países, apesar da grande heterogeneidade. O Brasil e a Argentina são exportadores e outros são importadores netos, e por isso é difícil generalizar o que acontece na América Latina. De todas as formas, produzimos 23% da carne do mundo e esse parâmetro tem crescido. Na produção de laticínios, somos responsáveis por 11 e 12% da produção mundial”, explicou Londinsky.

O dirigente empresarial advertiu que não há uniformidade de critérios ou significados sobre o conceito de “pecuária sustentável” na região e que a construção de indicadores e objetivos no nível regional é uma agenda ainda pendente. Também considerou que é necessário avançar com uma estratégia de comunicação regional para fortalecer a defensa das boas práticas pecuárias que se empregam no continente, ante o âmbito internacional.

Martín Fraguío, especialista do Grupo de Países Produtores do Sul (GPS), rede que agrupa instituições agropecuárias de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, explicou o funcionamento dos mercados de carbono regulamentados no artículo 6 do Acordo de Paris e disse que o grande desafio estratégico na tomada de decisões empresariais é deixar de investir em ativos que não poderão ser amortizados e investir nos que sim têm futuro.

Destacou, nesse sentido, a centralidade das soluções baseadas na natureza para atingir os objetivos do Acordo de Paris, e se referiu à grande oportunidade do setor agropecuário como o único âmbito de produção que pode se transformar em um grande capturador de carbono.

Porém, advertiu sobre o extraordinário volume dos investimentos necessários para transformar os sistemas de produção para atingir as metas de mitigação estabelecidas em Paris: entre 130 e 250 trilhões de dólares até 2050, dos quais os mercados de carbono contribuirão com 5-10%.

“Os mercados de carbono são essenciais para que as externalidades negativas tenham um custo e as externalidades positivas recebam uma renda. Devem ser gerados os recursos e capacidades para que os produtores pecuários monetizem suas boas práticas”, concluiu.

Jay Waldvogel, Assessor Estratégico da GDP, assegurou que já existem no mundo e na região muitos exemplos de sucesso e é necessário escalar esses programas. Nesse sentido, explicou que o tamanho potencial dos mercados de carbono na América Latina está em uma faixa de entre 25 e 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que pode representar mais de 6 bilhões de dólares em 2030.

“A oportunidade é enorme e podemos aproveitá-la, se entendemos a magnitude do tema. Existe demanda para os créditos de carbono e a pecuária tem a solução, mas precisamos de investimentos para que as coisas aconteçam”, concluiu.





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Confira os preços da soja em dia de Chicago ausente



O mercado brasileiro de soja apresentou preços estáveis nesta sexta-feira (4), com negociações travadas. Com o feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, a Bolsa de Chicago não operou e, com isso, o mercado nacional perdeu sua principal referência.

Assim, a semana encerrou com lentidão nas negociações.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 131
  • Santa Rosa (RS): R$ 132
  • Porto de Rio Grande: R$ 137
  • Cascavel (PR): R$ 131
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 136
  • Rondonópolis (MT): R$ 117
  • Dourados (MS): R$ 120
  • Rio Verde (GO): R$ 120

Soja em Chicago

A Bolsa de Chicago não operou devido ao feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 5,4241 para venda e a R$ 5,4221 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4025 e a máxima de R$ 5,4160. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,07%.



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veja como os preços fecharam a semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos, informa o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, os frigoríficos, em especial os de maior porte, tendem a sustentar essa estratégia por períodos mais extensos, considerando a incidência de animais confinados no mercado, contando com boa oferta também de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização dos confinamentos próprios.

“A expectativa é que isso possibilite a manutenção de escalas de abate confortáveis no restante do mês. Por outro lado, as exportações em alto nível ainda são uma variável relevante a ser considerada do lado da demanda, ajudando a enxugar a oferta”, ressaltou.

Preço médio da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 310,50 — ontem: R$ 312,25
  • Goiás: R$ 292,50 — R$ 293,93
  • Minas Gerais: R$ 299,41 — R$ 299,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,36 — R$ 312,84
  • Mato Grosso: R$ 315,61 — R$ 316,35

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com manutenção do padrão dos negócios. Segundo Iglesias, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo, os preços poderão ganhar sustentação a partir deste final de semana.

“Mas vale destacar que a população ainda prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, em especial carne de frango”, disse.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo e a ponta de agulha segue a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 5,4241 para venda e a R$ 5,4221 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4025 e a máxima de R$ 5,4160. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,07%.



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Exportações do complexo carne brasileiro somam US$ 2,2 bilhões em junho



As exportações do complexo carne brasileiro renderam US$ 2,2 bilhões em junho, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A proteína bovina fresca, congelada ou refrigerada trouxe receita de US$ 1,313 bilhão, com média diária de US$ 65,678 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 241,098 mil toneladas, com média diária de 12,054 mil toneladas. Quanto ao preço médio da tonelada, ficou em US$ 5.448,30.

Em relação a junho de 2024, houve alta de 52,8% no valor médio diário, ganho de 25,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 22% no preço médio.

Carne suína

Os embarques de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 320,774 milhões no mês passado, com média diária de US$ 16,038 milhões.

A Secex informa que a quantidade total exportada pelo país no período chegou a 122,132 mil toneladas, com média diária de 6,106 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2,626.4.

Em relação a junho de 2024, houve alta de 44,9% no valor médio diário, avanço de 30,2% na quantidade média diária e alta de 11,3% no preço médio.

Proteína de aves

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 564,199 milhões no mês de junho, com média diária de US$ 28,210 milhões.

A quantidade total exportada pelo país chega a 313,808 mil toneladas, ou 15,690 mil toneladas por dia, na média. Quanto ao preço da tonelada, ficou apontado em US$ 1.797,9.

Em relação a junho de 2024, há recuo de 22,5% no valor médio diário, baixa de 23,1% na quantidade média diária e valorização de 0,7% no preço médio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agro dá lições ao e-commerce


O comércio eletrônico brasileiro segue em alta, com destaque para o desempenho das pequenas e médias empresas, que movimentaram R\$ 1,3 bilhão entre janeiro e março de 2025, segundo a Nuvemshop. No agronegócio, esse crescimento também se reflete com força, especialmente por meio de marketplaces que entendem as particularidades do setor e aplicam estratégias assertivas de vendas.

De acordo com Ivan Moreno, CEO da Orbia, maior plataforma digital integrada do agro na América Latina, o sucesso nesse mercado vem da união entre conhecimento do comportamento do cliente, acesso facilitado ao crédito e programas de fidelização. No campo, entender o calendário do produtor rural é essencial para alinhar campanhas promocionais aos períodos de maior demanda, como plantio e colheita.

Outro diferencial está no crédito. Soluções como a CPR Financeira (CPRF) viabilizam compras de insumos, enquanto no varejo tradicional, formatos como carnês digitais, BNPL e crédito rotativo ampliam o poder de consumo e a conversão. Já a fidelização, com recompensas, descontos progressivos e incentivos por engajamento, se mostra eficaz tanto no agro quanto em outros setores.

A experiência digital do agronegócio revela que a soma entre timing comercial, crédito inteligente e fidelização pode gerar resultados robustos no e-commerce. Para empresas de outros segmentos, adaptar essas estratégias às suas realidades pode ser o diferencial para crescer no mercado online.

“Com essas estratégias, sabemos, sem sombra de dúvidas, que o sucesso do agro no digital não vem de uma única estratégia, mas da combinação de entendimento do cliente, facilidade de pagamento e fidelização inteligente. Para o segundo semestre, empresas de outros setores podem se inspirar nesse modelo, adaptando ações às particularidades de seu público, para que o e-commerce brasileiro siga em crescimento. Quem souber integrar timing, crédito e fidelização estará à frente na corrida pelas vendas online. O campo já mostrou que funciona. Agora, é levar essas lições para outras áreas”, conclui.

 





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Coalizão Brasil celebra 10 anos e reforça papel do agro na COP 30


A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura completou 10 anos com um evento em São Paulo nesta quinta-feira (3), reunindo nomes de peso do setor produtivo, financeiro, da pesquisa e da sociedade civil. A plenária marcou o início da agenda de 2025 em um ano simbólico: o da COP 30, que será realizada em Belém (PA), no segundo semestre.

A rede, formada por mais de 400 organizações, atua com foco na proteção de florestas, no fortalecimento da agricultura de baixo carbono e na geração de renda sustentável no campo. Desde sua criação, promoveu cerca de 900 reuniões em diferentes forças-tarefa temáticas, buscando consensos e propostas viáveis para alinhar produção e conservação ambiental.


Implementar é mais urgente que debater

Durante o evento, o tom foi de urgência. Para os participantes, o desafio agora é sair da fase de discursos e entrar na de execução. Muitas soluções já estão mapeadas — o foco deve ser sua aplicação em larga escala.

“A gente já passou da fase de prova de conceito. Agora é hora de escalar e democratizar essas soluções. O setor privado não caminha sozinho”, afirmou Liege Correia, diretora de sustentabilidade da JBS, uma das empresas integrantes da coalizão.

A executiva alertou que a base produtiva do Brasil, formada por pequenos e médios produtores, não pode ser deixada para trás. Segundo ela, incluir todos na jornada da transição verde é fundamental para que o setor alcance escala e impacto real.


Produção e preservação: ainda há polarização

Para Marcelo Brito, secretário executivo do Consórcio Amazônia Legal e enviado especial da COP 30, o agroambiental ainda é visto de forma polarizada, dificultando avanços estruturais.

“A Coalizão existe porque ainda há quem veja produção e preservação como opostos. Mas o Brasil já avançou em descarbonização, agricultura de baixo carbono e financiamento verde. O caminho está dado, precisamos seguir”, destacou Brito.


Clima extremo já impacta produtividade

Outro ponto de destaque foi a crise climática no campo, que deixou de ser um alerta futuro e se tornou realidade. André Guimarães, diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), trouxe dados alarmantes:

  • Em regiões do Xingu, no norte do Cerrado, a temperatura média já subiu 4 °C nos últimos 15 anos.
  • A produtividade da soja cai cerca de 6% a cada grau de aumento.
  • O milho sofre ainda mais, com 8% de perda de produtividade por grau.

Essas informações, baseadas em estudos do próprio IPAM, mostram como a ação climática é também uma pauta econômica e produtiva.


O agro como parte da solução

Com a COP 30 no horizonte, o Brasil se posiciona como uma potência agrícola com responsabilidade ambiental. A Coalizão Brasil quer mostrar ao mundo que é possível conciliar produção eficiente com metas climáticas ambiciosas.

A expectativa é que os resultados dos últimos 10 anos da rede sejam convertidos em propostas práticas e políticas públicas durante a conferência. O setor agropecuário, tradicionalmente apontado como parte do problema, tem agora a chance de liderar a solução.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Após USDA, mercado volta a olhar o clima e milho abre a 3ªfeira recuando em…


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A terça-feira (01) começa com os preços futuros do milho registrando perdas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 61,75 e R$ 71,19 por volta das 10h14 (horário de Brasília). 

O vencimento julho/25 era cotado a R$ 63,15 com desvalorização de 0,55%, o setembro/25 valia R$ 61,75 com perda de 0,36%, o novembro/25 era negociado por R$ 66,20 com baixa de 0,21% e o janeiro/26 tinha valor de R$ 71,19 com queda de 0,31%. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a terça-feira também começou com movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro, que registravam recuos por volta das 10h06 (horário de Brasília). 

O vencimento julho/25 era cotado a US$ 4,15 com perda de 5 pontos, o setembro/25 valia US$ 4,02 com baixa de 6,75 pontos, o dezembro/25 era negociado por US$ 4,18 com desvalorização de 7,5 pontos e o março/26 tinha valor de US$ 4,34 com queda de 6,75 pontos. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, com um relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sem grandes novidades, o mercado volta a acompanhar as condições de clima para as lavouras dos EUA. 

“Os números de área cultivada e estoques trimestrais de grãos do USDA se aproximaram das expectativas para milho e soja, rapidamente redirecionando o foco do mercado para o clima do Centro-Oeste e para o que tem sido visto como condições de cultivo amplamente favoráveis à cultura”. 

O que pode entrar em campo para mudar a dinâmica nos próximos dias são potenciais acordos comerciais com os Estados Unidos e anúncios de políticas para biocombustíveis. 

“Qualquer um desses acontecimentos pode gerar um rali de cobertura de posições vendidas, o que pode oferecer oportunidades para os produtores comercializarem bushels não vendidos da safra antiga ou recuperarem as vendas da safra nova”, disse McCormick, do AgMarket.Net. 





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Abertura da AgroFormosa reforça papel do evento no desenvolvimento regional


Começou oficialmente na noite desta quinta-feira (3) a terceira edição da AgroFormosa. A cerimônia de abertura da feira agropecuária reuniu produtores rurais, autoridades, empresários, parceiros e visitantes no Parque Major Leopoldo, em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia.

A abertura também foi marcada pela inauguração do Tatersal José Raimundo Pereira Batista, espaço que simboliza o crescimento da pecuária e o compromisso do município com o fortalecimento da agropecuária regional.

Durante a solenidade, foram destacados os avanços que transformaram a feira na maior vitrine agropecuária da história da cidade.

Ao dar as boas-vindas ao público, o presidente da AgroFormosa e da Associação de Criadores de Formosa do Rio Preto (Acrifor), Sabino Gomes Filho, lembrou que tudo começou em 2023, com um sonho que parecia distante.

Abertura agroformosa 2025, Sabino
Presidente da AgroFormosa e da Acrifor, Sabino Gomes Filho | Foto: Divulgação/Ascom AgroFormosa

“Hoje, esse trabalho que plantamos com tanto cuidado já está alimentando gerações. A AgroFormosa é fruto de união, coragem e da certeza de que, quando Formosa decide caminhar junto, ela se torna imbatível”, afirmou.

Sabino também destacou que a edição de 2025 chega maior e mais estruturada, com dois leilões, dezenas de expositores e uma programação pensada para valorizar toda a cadeia produtiva.

O prefeito de Formosa do Rio Preto, Neo Araújo, ressaltou que a feira simboliza muito mais que negócios: representa oportunidade, transformação social e geração de renda.

“Este evento movimenta a nossa cidade. Tudo isso gera uma economia extra para o município, fortalecendo cada vez mais o nosso comércio — dos donos de pousadas, hotéis, restaurantes e lanchonetes. É a AgroFormosa gerando riqueza para o município de Formosa do Rio Preto”, disse o gestor municipal.

abertura agroformosa 2025, formosa do rio preto, oeste da bahia
Foto: Divulgação

Ao longo dos próximos dias, a AgroFormosa terá uma programação intensa, com palestras, oficinas, rodas de conversa e espaços de negócios.

Entre os destaques estão os dois leilões que movimentarão a pecuária regional: nesta sexta-feira (4), ocorre o leilão de gado leiteiro, e no sábado (5), será realizado o leilão de gado Nelore P.O., consolidando a feira como referência na valorização genética e na promoção de novos investimentos no setor.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Abertura da AgroFormosa reforça papel do evento no desenvolvimento regional


Começou oficialmente na noite desta quinta-feira (3) a terceira edição da AgroFormosa. A cerimônia de abertura da feira agropecuária reuniu produtores rurais, autoridades, empresários, parceiros e visitantes no Parque Major Leopoldo, em Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia.

A abertura também foi marcada pela inauguração do Tatersal José Raimundo Pereira Batista, espaço que simboliza o crescimento da pecuária e o compromisso do município com o fortalecimento da agropecuária regional.

Durante a solenidade, foram destacados os avanços que transformaram a feira na maior vitrine agropecuária da história da cidade.

Ao dar as boas-vindas ao público, o presidente da AgroFormosa e da Associação de Criadores de Formosa do Rio Preto (Acrifor), Sabino Gomes Filho, lembrou que tudo começou em 2023, com um sonho que parecia distante.

Abertura agroformosa 2025, Sabino
Presidente da AgroFormosa e da Acrifor, Sabino Gomes Filho | Foto: Divulgação/Ascom AgroFormosa

“Hoje, esse trabalho que plantamos com tanto cuidado já está alimentando gerações. A AgroFormosa é fruto de união, coragem e da certeza de que, quando Formosa decide caminhar junto, ela se torna imbatível”, afirmou.

Sabino também destacou que a edição de 2025 chega maior e mais estruturada, com dois leilões, dezenas de expositores e uma programação pensada para valorizar toda a cadeia produtiva.

O prefeito de Formosa do Rio Preto, Neo Araújo, ressaltou que a feira simboliza muito mais que negócios: representa oportunidade, transformação social e geração de renda.

“Este evento movimenta a nossa cidade. Tudo isso gera uma economia extra para o município, fortalecendo cada vez mais o nosso comércio — dos donos de pousadas, hotéis, restaurantes e lanchonetes. É a AgroFormosa gerando riqueza para o município de Formosa do Rio Preto”, disse o gestor municipal.

abertura agroformosa 2025, formosa do rio preto, oeste da bahia
Foto: Divulgação

Ao longo dos próximos dias, a AgroFormosa terá uma programação intensa, com palestras, oficinas, rodas de conversa e espaços de negócios.

Entre os destaques estão os dois leilões que movimentarão a pecuária regional: nesta sexta-feira (4), ocorre o leilão de gado leiteiro, e no sábado (5), será realizado o leilão de gado Nelore P.O., consolidando a feira como referência na valorização genética e na promoção de novos investimentos no setor.


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Custeio de 3% para genética leiteira do Plano Safra agrada, mas entraves preocupam



O Plano Safra 25/26 da Agricultura Familiar passa a incluir uma linha de crédito do Pronaf para a transferência de embriões. Com isso, a ideia é melhorar a genética dos rebanhos leiteiros nas pequenas propriedades do país.

O produtor poderá acessar o custeio de sua produção com juros de 3% ao ano, medida importante, também, para a segurança alimentar do país. Isso porque, de acordo com a Embrapa Gado de Leite, a cada três litros de leite produzidos, dois são originários de propriedades da agricultura familiar. E esse é, exatamente, o perfil do pecuarista do Rio Grande do Sul.

Para a Associação de Criadores de Gado Holandês (Gadolando), o recurso é bem-vindo, mas o produtor precisa de menos burocracia para acessar o crédito diante do endividamento por conta de perdas de safra causadas por adversidades climáticas em cinco anos seguidos.

“Se vê coisa positiva quando tentam ajudar, mas nós queremos saber o que realmente é efetivado. O que está acontecendo com nosso produtor hoje é que ele está negociando com instituições financeiras. O que a gente quer saber é o que vai se efetivar da porteira para dentro, [o que será] desburocratizado, com esses juros bons anunciados pelo governo”, ressalta o presidente da entidade Marcos Tang.

A Associação também entende que será fundamental uma assistência técnica para ajudar o produtor no desenvolvimento do projeto, além da seleção dos animais mais eficientes e a condução correta de nutrição, gestão e manejo.

“Vale a pena multiplicar animais que tenham registro genealógico, controle leiteiro oficial, analise morfológica e genes superiores a seus pares porque, do contrário, é um dinheiro mal empregado. Se vamos empregar dinheiro nisso, então tem que ser algo muito bem estudado […]”, completa Tang.

Abandono da atividade leiteira

O Rio Grande do Sul caiu de terceiro para quarto maior produtor nacional de leite. Nos últimos oito anos, estima-se que cerca de 50 mil produtores tenham abandonado a atividade no estado. Após as enchentes, espera-se que esse número aumente, visto que muitas propriedades foram destruídas e não voltaram a produzir.

A Associação de Pequenas e Médias Indústrias de Leite (Apil), que engloba 45 estabelecimentos de produção de derivados, entregou um documento ao governador do estado, Eduardo leite, pedindo medidas urgentes, já que essas indústrias estão operando com 36% de ociosidade.

As solicitações da entidade são as seguintes:

  • A criação de um Programa de Incentivo à Produção Leiteira, com crédito acessível e juros compatíveis com a realidade do produtor rural;
  • A constituição de um Fundo Permanente de Desenvolvimento do Produtor de Leite, que possa subsidiar financiamentos voltados à modernização das propriedades, aquisição de tecnologias e mecanização das atividades;
  • A destinação de parte dos recursos atualmente alocados em programas como o de Recuperação de Solos para o incentivo direto à produção leiteira, por meio de investimentos mais eficazes e produtivos.

“Temos um número de que a cada R$ 1 investido na produção de leite, retorna para a economia R$ 3,40, ou seja, 340%. A gente tentou mostrar para o governo do estado a importância de se investir nesse setor. E as políticas devem ser de estado e não de governo, perenes, que venham gradativamente incentivando o produtor de leite, porque ele é a fonte da matéria-prima que a gente precisa”, diz o presidente da Apil, Humberto Brustolin.



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