O governo da Malásia autorizou o Brasil a exportar colágeno bovino destinado à alimentação animal, segundo informações do Ministério da Agricultura e Agropecuária. Para o Ministério, a medida representa mais uma conquista para o setor agropecuário nacional e fortalece a presença do Brasil no Sudeste Asiático.
Com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria pecuária em desenvolvimento, a Malásia apresenta demanda crescente por insumos de alta qualidade destinados à alimentação animal, especialmente para aves e suínos.
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Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários para a Malásia. Os principais itens exportados foram produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas e preparações, café e carnes.
Com essa autorização, o agronegócio brasileiro contabiliza 388 aberturas de mercado desde o início de 2023.
A safra 2025/26 de trigo no Brasil foi reduzida em 10,5% pela StoneX em balanço divulgado nesta terça-feira (8). Assim, a produção agora é estimada em 6,9 milhões de toneladas, ao passo que o relatório do início de junho apontava colheita de 7,59 milhões de toneladas.
De acordo com a empresa, a diminuição se deve a cortes da área plantada nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.
Segundo o consultor em gerenciamento de riscos da StoneX Jonathan Pinheiro, os principais motivos para a redução de área em território paranaense estão relacionados a frustrações ao longo das últimas safras, dificuldade de acesso ao crédito agrícola e também à perda de área para o milho safrinha.
“Apesar da expressiva redução na área plantada do estado, ainda se estima que a produção seja superior à do último ano, devido aos ganhos de produtividade no comparativo anual”, pontua.
Já no Rio Grande do Sul, além dos fatores que afetam o Paraná, os agricultores ainda lidam com agravantes climáticos. Segundo Pinheiro, houve perdas na safra de verão, o que reduziu sua capacidade de investimentos.
Além disso, grandes volumes de chuva voltaram a atingir o estado, provocando novos alagamentos. “Até o momento, não há grandes prejuízos, mas a elevada umidade no solo segue atrasando o plantio, cada vez mais perto do fim da janela ideal”, destaca.
Aumento nas importações de trigo
A expectativa de uma produção menor de trigo para a safra 2025/26 levou à necessidade de ajustes nas importações. Conforme Pinheiro, com uma queda da produção de 10,5%, projeta-se um aumento de 4,2% nas importações, em comparação à previsão divulgada em junho, como forma de suprir a demanda interna.
“Ainda nesse contexto, a expectativa é de que o ano seja favorável para compras no mercado externo, devido aos grandes volumes de estoques de passagem na Argentina, o que deve contribuir para elevada oferta no país sul-americano e, consequentemente, cotações mais pressionadas nos portos argentinos”, realça.
Somado a isso, espera-se que o volume exportado de trigo sofra uma redução considerável em relação ao ciclo comercial anterior, com um corte previsto de 26,3%.
“Diante dessa conjuntura, o balanço deve ficar mais apertado na safra 2024/25, com queda estimada em 41,3% para os estoques finais, no comparativo anual”, finaliza o consultor da StoneX.
Em plena temporada de confinamento no Brasil, a saúde do rebanho se destaca como fator decisivo para o sucesso da engorda intensiva e a ronda sanitária passa ser muito estratégica. Quer otimizar a saúde do seu rebanho e garantir um melhor GMD? Assista à entrevista completa abaixo!
Mesmo com uma taxa de mortalidade inferior a 10%, a presença de doenças impacta diretamente na produtividade e na lucratividade da atividade. Dados apontam que um animal doente pode perder, em média, 9,5 kg de peso vivo durante o ciclo no cocho — um prejuízo silencioso, mas significativo.
Para esclarecer o papel da ronda sanitária nesse contexto, o programa Giro do Boi entrevistou os especialistas Paulo Dias, zootecnista e CEO da Ponta Agro, e Marcelo Ribas, médico-veterinário e líder de estratégia da empresa.
Eles reforçaram que monitorar o rebanho com atenção e constância é o caminho para garantir o Ganho Médio Diário (GMD) e evitar perdas econômicas.
Sanidade é investimento e não custo
Peões na fazenda. Foto: Divulgação
Marcelo Ribas foi direto: o custo da sanidade deve ser tratado como investimento. Embora a aplicação de medicamentos e o trabalho com manejo aumentem os gastos operacionais, o retorno em produtividade compensa.
Um animal doente que não é tratado a tempo compromete não apenas o próprio desempenho, mas influencia negativamente o desempenho de todo o lote.
A ronda sanitária, realizada com técnica e frequência, permite detectar doenças respiratórias e subclínicas de forma precoce, o que melhora a eficácia dos tratamentos.
Segundo um estudo da Ponta Agro, a cada cinco animais doentes, apenas um é identificado visualmente. Ou seja, há um universo oculto de perdas de peso que pode ser evitado com atenção redobrada.
Ronda noturna amplia precisão
Vista aréa do confinamento de bovinos de corte da Captar Agrobusiness em Luis Eduardo Magalhães (BA). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Durante o dia, fatores como movimentação de veículos, calor e presença de pessoas podem alterar o comportamento dos bovinos, dificultando a identificação de sinais clínicos.
Por isso, a ronda noturna tem ganhado destaque. À noite, com temperatura mais amena e o ambiente tranquilo, é possível observar o comportamento natural dos animais, como a ruminação, e identificar falhas de forma mais precisa.
Calendário sanitário sob medida é diferencial competitivo
Confinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Além da ronda, é fundamental adotar um calendário sanitário personalizado para cada confinamento. Esse planejamento deve levar em conta as particularidades dos lotes, condições climáticas e perfil dos animais.
A tecnologia é uma grande aliada nesse processo, com dados que ajudam a identificar padrões, prever surtos e orientar intervenções.
Mesmo raças conhecidas pela rusticidade, como o Nelore, sofrem com doenças em ambiente de confinamento. Um Nelore doente pode até se recuperar sozinho, mas perderá peso e atrasará o giro produtivo, o que compromete o resultado financeiro.
Produtividade exige prevenção e observação
Manter uma estratégia sanitária bem definida, com observação atenta e ações preventivas, é o caminho certo para garantir alto desempenho, bom GMD e mais lucro na engorda intensiva.
A saúde do rebanho deve estar no centro da estratégia de quem busca eficiência e sustentabilidade no confinamento.
O Bradesco vai destinar mais de R$ 50 bilhões em crédito rural para o ciclo Plano Safra 2025/2026, com linhas voltadas a pequenos, médios e grandes produtores. A meta é ampliar a carteira do agronegócio em 10% a 15% neste novo ciclo, conforme informou a instituição financeira.
Do total anunciado, cerca de R$ 15 bilhões virão de recursos com taxas controladas, incluindo linhas subsidiadas pelo Tesouro Nacional por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). Os outros R$ 35 bilhões serão concedidos via recursos livres, com taxas de mercado.
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Parte significativa dessas operações será viabilizada por meio do e-Agro, plataforma digital do Bradesco que conecta produtores a crédito, insumos, fornecedores e serviços do setor. Em 2024, a plataforma movimentou aproximadamente R$ 2,4 bilhões , um crescimento de 380% em relação ao ano anterior. A maior parte desse valor foi originada por CPRs (Cédulas de Produto Rural).
A expectativa do banco é dobrar o volume de crédito do Plano Safra concedido via e-Agro, saltando de R$ 250 milhões para R$ 500 milhões em 2025, além de ampliar em 50% a base de usuários da ferramenta. A jornada digital permite contratar linhas de custeio agrícola ou pecuário em apenas sete etapas, com liberação dos recursos em até metade do tempo em relação ao processo tradicional.
Segundo o Bradesco, a carteira agro já soma cerca de R$ 130 bilhões, e o banco quer manter sua relevância em um setor estratégico para a economia brasileira. O apoio financeiro se estende também a cooperativas, com limites de financiamento de até R$ 65 milhões e prazos de até 24 meses.
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Pequenos agricultores têm mais chance de investir – Foto: Canva
O novo Plano Safra 2025/2026 chega com um impulso decisivo para a agricultura familiar brasileira. Com mais de R$ 78 bilhões destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o governo aposta em juros subsidiados e na promoção de tecnologia, inovação e conectividade nas propriedades rurais como ferramentas-chave para o desenvolvimento sustentável do setor.
Apesar da atual taxa Selic em 15% ao ano, os financiamentos direcionados aos pequenos produtores mantêm taxas estáveis e, em alguns casos, até reduzidas. Essa política, de certa forma, ajuda com a democratização do acesso à mecanização, permitindo que agricultores familiares invistam em equipamentos e infraestrutura sem comprometer sua capacidade financeira.
Segundo Welinton Silva, coordenador de Desenvolvimento de Rede da YANMAR South America, a procura por máquinas agrícolas cresceu 24% em comparação ao ano passado. “Mais de 75% do nosso portfólio agrícola é voltado para o público pronafiano, e essa atualização do Plano Safra chega em um momento decisivo”, destaca. Ele cita os financiamentos com taxa de 2,5% ao ano para produtos até R$ 100 mil como um exemplo de incentivo direto à mecanização no campo.
A YANMAR, que tem forte atuação junto à agricultura familiar, vê nesta nova configuração do Plano Safra uma oportunidade para ampliar o acesso a modelos como o trator compacto Solis 26. Com condições facilitadas, agricultores podem adquirir equipamentos modernos, eficientes e adaptados às suas necessidades produtivas.
Mais do que um programa de crédito, o Plano Safra 2025/2026 representa um passo estratégico rumo à transformação tecnológica e sustentável da agricultura familiar, consolidando-se como um motor de inclusão e progresso para o campo brasileiro.
Os remineralizadores de solo, popularmente conhecidos como pó de rocha, vêm ganhando destaque como uma alternativa natural e eficiente para recuperar solos degradados, aumentar a produtividade agrícola e contribuir no combate às mudanças climáticas.
Além de substituírem parcialmente o calcário, esses insumos minerais têm despertado o interesse de produtores e pesquisadores por seus efeitos de longo prazo na saúde do solo e pela capacidade de remover CO₂ da atmosfera de forma permanente.
Uso crescente no campo: do arroz à soja
Mesmo em culturas específicas como o arroz irrigado, que exige solos bem estruturados e manejo preciso da água, o uso dos remineralizadores já começa a mostrar resultados positivos.
“Em muitas áreas conseguimos substituir o calcário pelo pó de rocha. Ele corrige a acidez, aumenta o pH do solo e ainda traz benefícios adicionais”, afirma Renato Rodriguez, especialista em agricultura regenerativa.
No Mato Grosso do Sul, por exemplo, áreas que antes dependiam exclusivamente de calcário agora testam o remineralizador com bons resultados — inclusive em sistemas de alagamento, como o arroz irrigado por gravidade.
Financiamento via Plano Safra estimula adoção
Uma das grandes novidades anunciadas recentemente foi a inclusão dos remineralizadores no Plano Safra, com linhas de crédito específicas e juros reduzidos para aquisição do insumo.
Esse incentivo representa um avanço para viabilizar o uso em larga escala, principalmente para pequenos e médios produtores que buscam alternativas mais sustentáveis e econômicas.
Remoção permanente de CO₂: o diferencial do carbono inorgânico
Uma das características mais inovadoras do pó de rocha é sua capacidade de remover dióxido de carbono (CO₂) do solo e da atmosfera, transformando-o em bicarbonato por meio de reações químicas no solo.
Esse bicarbonato, por sua vez, pode ser transportado pelos lençóis freáticos até os oceanos, onde se converte em estruturas como conchas e corais, armazenando o carbono por milhões de anos.
“Essa forma de captura de carbono é muito mais estável do que o carbono orgânico, que volta à atmosfera ao longo do tempo”, explica Renato. “É uma solução real contra as mudanças climáticas.”
Benefícios agronômicos além da produtividade
Além da melhoria química do solo, os remineralizadores trazem uma série de benefícios agronômicos:
Principais vantagens:
Aumento da biodiversidade microbiana do solo
Redução da acidez e melhora do pH
Possível redução do uso de inseticidas
Aumento da resistência natural a pragas
Estímulo à fertilidade a longo prazo
Geração de créditos de carbono inorgânico, mais valorizados no mercado internacional
Em sistemas regenerativos ou de baixo impacto ambiental, o pó de rocha pode ser uma peça-chave para construir solos férteis e resilientes com menor dependência de insumos químicos.
Como aplicar na prática
O uso do remineralizador deve seguir recomendações técnicas específicas. Em geral:
Aplicações variam entre 5 a 25 toneladas por hectare
A escolha do tipo de rocha depende do perfil químico do solo
Pode ser integrado ao preparo do solo ou à cobertura
O ideal é realizar análises químicas e físicas do solo e contar com a assistência de um técnico para definir a dosagem e a estratégia correta de aplicação.
Os contratos futuros da soja operam em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) no meio do pregão desta terça-feira (8). A retração nos preços do grão e do farelo é atribuída principalmente ao clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, que reforça expectativas de uma oferta global robusta. Ao mesmo tempo, as cotações mistas do óleo refletem a cautela dos investidores diante de incertezas no cenário comercial internacional.
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Condições das lavouras de soja nos EUA
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 66% das lavouras de soja estavam classificadas como boas ou excelentes até o dia 6 de julho, mantendo o mesmo patamar da semana anterior. Outros 27% permanecem em condição regular, enquanto 7% estão entre ruins e muito ruins. O bom desempenho da safra norte-americana limita os ganhos e pressiona o mercado, que já observa um cenário de ampla oferta mundial.
Negociações
Além das condições climáticas, o mercado também é afetado pelas novas rodadas de negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos e grandes parceiros, como China e União Europeia. O temor é que possíveis impasses ou redirecionamentos nas relações comerciais impactem negativamente a demanda internacional pela soja norte-americana.
No grão, o contrato para novembro de 2025 era negociado a US$ 10,17 ¾ por bushel, recuo de 3,00 centavos ou 0,29%. Já o vencimento imediato registrava US$ 10,24 ½ por bushel, com perda de 7,00 centavos ou 0,67%. No mercado de derivados, o farelo para dezembro de 2025 era cotado a US$ 284,90 por tonelada, com queda de US$ 1,00 ou 0,34%. Por outro lado, o óleo de soja para o mesmo mês marcava 53,78 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,07 centavo ou 0,12%.
Muito antes de chegar às prateleiras, o chocolate nasce no campo. No Dia Mundial do Chocolate, celebrado no dia 7 de julho, é hora de reconhecer quem cultiva o cacau.
Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores de cacau do mundo e tem se destacado pela qualidade e pela força de marcas que produzem chocolate artesanal, direto do grão à barra.
Em especial, nas regiões como o Pará, a Bahia e o Ceará, produtores rurais têm investido em práticas sustentáveis. Para o produtor Luciano Sanjuan, de Ilhéus (BA), a produção de chocolate é parte de um ciclo maior. “Fazer o chocolate é completar esse ciclo: transformar a matéria-prima inicial no alimento do ser humano, dos animais e das plantas”, afirma Luciano.
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Mais do que isso, o cacau gera renda no campo, movimenta a economia local, fortalece a agricultura familiar e posiciona o Brasil no mercado de chocolates finos e sustentáveis.
“A gente preza por chocolates de alta concentração de cacau, sem veneno, sem químicos… algo saudável, seguro e feito com amor”, afirma Daniela Nascimento, que produz cacau ao lado de Luciano.
Daniela Nascimento e Luciano Sanjuan | Foto: Arquivo pessoal
Segundo o casal, o chocolate vai além do prazer. “O chocolate, que já é um superalimento tão amado no mundo todo, passa a ter com a gente um valor ainda maior, porque não olhamos só como algo que dá prazer, mas sim algo que vitaliza o corpo das pessoas”, conclui Daniela.
O line-up, que representa a programação oficial de embarques nos portos brasileiros, projeta uma exportação de 11,929 milhões de toneladas de soja em grão para o mês de julho. O dado foi divulgado pela consultoria Safras & Mercado e aponta para um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques somaram 9,579 milhões de toneladas.
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O volume previsto para julho demonstra a continuidade da forte demanda internacional pela soja brasileira, especialmente com a recuperação do mercado global e a redução da competitividade da soja argentina devido a aumentos nas taxas de exportação daquele país. Em junho, o Brasil exportou 13,931 milhões de toneladas, mantendo o ritmo elevado que se espera também para agosto, embora com uma previsão mais modesta de 664,183 mil toneladas.
No acumulado do primeiro semestre de 2025, o line-up indica que o Brasil deverá embarcar cerca de 80,915 milhões de toneladas de soja, superando os 75,709 milhões exportados no mesmo período do ano anterior. Esse aumento reforça a importância do Brasil como um dos principais players globais no mercado de soja, beneficiado pela ampla safra atual e pela crescente demanda da China e de outros países consumidores.
As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 137,1 mil toneladas em junho, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado foi 28% superior ao mesmo período do ano passado, com 107,1 mil toneladas. É o segundo maior volume mensal já registrado na história do setor.
Ainda de acordo com a ABPA, as exportações geraram uma receita de US$ 341,6 milhões em junho deste ano, saldo 45,2% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado, com US$ 235,3 milhões. O saldo obtido em junho de 2025 é o maior já registrado na história do setor.
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No semestre, as exportações acumuladas chegaram a 722 mil toneladas, volume 17,6% superior ao registrado entre janeiro e junho de 2024, com 613,7 mil toneladas. Em receita, a alta das exportações chegou a US$ 1,7 bilhão, saldo 32,6% maior em relação ao total obtido no mesmo período do ano passado, com US$ 1,3 bilhão.
Principal destino das exportações de carne suína em junho, as Filipinas importaram 33,8 mil toneladas, volume 141,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida estão a China, com 15,4 mil toneladas (-6,2%), Japão, com 12,8 mil toneladas (+27,7%), Chile, com 11,3 mil toneladas (+55,3%) e Singapura, com 9,1 mil toneladas (+0,1).
Entre os principais estados exportadores, Santa Catarina liderou com 374,3 mil toneladas exportadas no primeiro semestre (+11% em relação ao mesmo período do ano passado), seguido pelo Rio Grande do Sul, com 158,9 mil toneladas (+21,29%), Paraná, com 111,3 mil toneladas (+38,81%), Mato Grosso, com 18,5 mil toneladas (+5,46%) e Minas Gerais, com 18,4 mil toneladas (+54,71%).
“Há um aumento em diversos mercados na demanda por carne suína do Brasil, incluindo mercados com elevado valor agregado. O comportamento do mercado global projeta resultados ainda mais positivos que as expectativas traçadas pelo setor produtivo em janeiro, indicando novos recordes em volume e receita”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.