terça-feira, maio 12, 2026

Autor: Redação

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Parceria entre Mapa e Sebrae quer elevar produtividade de 2,5 mil agroindústrias em 20%



Aumentar a produtividade em 20% e promover a competitividade de pequenas agroindústrias. Tais objetivos levaram o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a firmarem uma parceria nesta quarta-feira (6), em Brasília.

A iniciativa quer habilitar a comercialização dos produtos de origem animal com o fortalecimento do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) e do Selo Arte, para produtos alimentícios artesanais.

Inicialmente, cerca de 2,5 mil agroindústrias serão atendidas para que possam comercializar os produtos em todo o país.

“O mercado não foi feito para os pequenos, por isso precisam de processos protetivos e principalmente de políticas de um estado social. Essa parceria do Mapa e do Sebrae é justamente para garantir a inclusão da pequena agricultura e o desenvolvimento da economia dos pequenos dentro dessa lógica de poder ter longevidade e fazer escala no mercado”, definiu o presidente do Sebrae, Décio Lima.

Formalização de pequenas agroindústrias

Atualmente, o Sisbi conta 3.526 estabelecimentos registrados na comercialização de produtos de origem animal, mas apenas 1.061 estão no cadastro geral de estabelecimentos do Sisbi-POA, podendo comercializar seus produtos em todo território nacional.

Agora, o Sebrae vai trabalhar nos serviços de inspeção municipal dos cerca de 800 consórcios existentes no país, para que eles façam a adesão ao Sisbi e ampliem a comercialização, reduzindo a informalidade e simplificando o processo.

“Com o acordo queremos fazer com que as pequenas agroindústrias possam se formalizar para se inserir inclusive no contexto da globalização econômica e fazer com que essa pequena economia tenha condições naturais de fazer escala, de crescer, de se desenvolver e de agregar valor sobre o seu produto”, completou Décio Lima.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a parceria vai reduzir desigualdades para os pequenos produtores, além de levar oportunidade para estes empreendedores. “A partir do selo de inspeção de qualidade instalado nos municípios, o Ministério da Agricultura passará a ter, por intermédio do Sebrae, o acesso ao empreendimento, a uma granja, uma queijaria, a uma produção de ovos. Ninguém tem mais capilaridade e competência para tecnificar, qualificar e prepará-los para agregar valor ao seu produto. Com o selo Sisbi ele vai poder comercializar em todo o Brasil”, afirmou o ministro.

Selo Arte

Outro destaque na parceria é a promoção e competitividade de produtos agropecuários. Uma das iniciativas que serão fortalecidas é o Selo Arte, que reconhece produtos artesanais de origem animal e já possui mais de 2 mil registros.

As Indicações Geográficas (IG) – que já contam com 139 reconhecimentos em todo o país e valorizam a identidade e fortalecem a economia local – o Programa Mais Leite Saudável e o Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite, que visam a profissionalização do setor, também estão inseridos no acordo.



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Haddad entrega hoje plano contra efeitos do tarifaço dos EUA



O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo federal, em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, contra os produtos com origem no Brasil, será enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira (6).

“Será um plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA. A maior preocupação é com o pequeno produtor”, disse o ministro Fernando Haddad ao chegar no ministério.

Haddad também informou que o plano está pronto. Ele prevê medidas de concessão de crédito para as empresas mais impactadas pelo tarifaço; e aumento das compras governamentais.

“Ele está pronto. Ontem nós procuramos entender a encomenda do presidente em relação ao detalhamento. Dissemos para ele que a questão empresa por empresa não precisa evidentemente ser tratada em lei. Pode ser objeto de regulamentação. Provavelmente o ato do presidente será uma medida provisória, para entrar em vigor imediatamente”, acrescentou.

Interesse nacional

De acordo com o ministro, as medidas focam na garantia da soberania nacional e da aplicação da lei da legislação brasileira pertinente ao caso, disse Haddad ao avaliar como inaceitável a tentativa de interferência do governo norte-americano no Judiciário brasileiro.

“O Executivo está zelando pelo interesse nacional”, disse ao reiterar pedido de uma união nacional que envolva empresários e governadores da oposição, uma vez que os estados são afetados.

Nesse sentido, o ministro cobrou dos governadores que cumpram as prerrogativas do cargo, no sentido de defender os interesses de seus estados. Para Haddad, o mesmo vale para o empresariado: “Precisam ligar para a oposição e pedir que parem de atrapalhar o país”, afirmou.

“Somos o único país do mundo que tem uma força política interna em Washington trabalhando contra o interesse nacional. Tem algum indiano fazendo isso? Tem algum chinês fazendo isso? Tem algum russo fazendo isso? Tem algum europeu fazendo isso? Não. Temos de botar o dedo nessa ferida de uma vez por todas”, complementou.

Haddad citou uma entrevista recente de Eduardo Bolsonaro, na qual o deputado licenciado ameaça, mais uma vez, os poderes constituídos do Brasil.

“Foi uma entrevista muito forte, ameaçando o Congresso Nacional”, disse.

“Tem também uma entrevista de um líder da oposição da extrema direita brasileira dizendo que vai fazer o possível para continuar atrapalhando o país. Se isso não é a notícia do dia, fica difícil entender para onde nós vamos. O país precisa se unir para defender a causa nacional e separar o que é a economia, do que é política”, acrescentou o ministro da Fazenda.

Reunião marcada

Haddad informou que a reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já tem “data e hora fixada”. Será na próxima quarta-feira (13).

“Obviamente, a depender da qualidade da conversa, ela poderá se desdobrar em uma reunião de trabalho presencial, aí com os ânimos já orientados no sentido de um entendimento entre os dois países que, repetimos, têm um relacionamento de 200 anos.

América do Sul

O ministro da Fazenda avaliou que até mesmo a taxação inicialmente prevista, de 10%, já seria inadequada para os países da América do Sul, uma vez que a relação desses países com os EUA é deficitária.

“Uma outra coisa que é importante é que nós somos um bloco econômico. O Brasil não pode ser tratado diferentemente do Paraguai, Uruguai, da Argentina, Bolívia. É um bloco econômico, assim como a União Europeia”, argumentou.



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Isolacionismo dos EUA é ‘quase soviético’ e não se sustentará em 2026, avalia economista



O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já demonstrava em discursos de campanha que adotaria uma posição isolacionista perante ao mundo. Esta é a avaliação do economista do Terraço Econômico Caio Augusto.

Para ele, as tarifações, do jeito que estão postas, com sanções de 50% a produtos como o café, a carne e as frutas brasileiras, bem como de 25% à Índia e de outras penalizações a diversas nações, não devem se sustentar em 2026, ou seja, têm como prazo de validade o mês de dezembro de 2025.

“Isso porque das duas possibilidades, apenas uma vai acontecer: ou os Estados Unidos vão reverter essa marcha de isolacionismo quase soviético no qual eles se encontram agora, ou vão admitir que os produtos vão ficar internamente mais caros, que o norte-americano vai acessar produtos de pior qualidade”, ressalta.

Segundo Augusto, consequência deste movimento é que, ao longo dos próximos períodos, os países que quiserem fazer parcerias comerciais sérias e duradouras vão procurar outros países, deixando os Estados Unidos desabastecidos e sem o mesmo padrão de consumo que estão acostumados há mais de 70 anos.



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Da produtividade ao meio ambiente: IATF reduz pegada de carbono em até 49%



Pecuaristas, a busca por uma produção de alimentos mais sustentável e com menor impacto ambiental tem um novo e poderoso aliado: a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Um estudo inédito, conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Embrapa e de uma multinacional, revelou que o uso da IATF pode reduzir a pegada de carbono na pecuária de corte em até 49% e na produção de leite em 37% quando comparada à monta natural. Assista ao vídeo abaixo.

Nesta quarta-feira (6), o programa Giro do Boi entrevistou Manoel Sá Filho, gerente de Corte da Alta, que falou ao vivo de Tatuí, no estado de São Paulo.

Ele destacou que a IATF é uma tecnologia estratégica para impulsionar uma produção mais eficiente e com menor impacto ambiental, alinhando produtividade com sustentabilidade.

Com o maior rebanho comercial do mundo (estimado em 234,67 milhões de bovinos), o Brasil precisa aumentar a produção de alimentos de forma sustentável para atender à demanda crescente.

Segundo Manoel Sá Filho, a IATF atua nesse desafio ao melhorar a eficiência reprodutiva e a genética dos animais, otimizando o uso das pastagens.

Cerca de 70% das pastagens brasileiras são ocupadas por vacas de cria de baixa eficiência produtiva. Com a IATF, o pecuarista consegue:

  • Produzir mais na mesma área: Ou até reduzir a área ocupada, o que é fundamental para a preservação ambiental.
  • Aumentar a produtividade: Com o nascimento de bezerros mais cedo, resultando em um ciclo mais curto e mais rentável.
  • Diminuir as emissões: A IATF permite produzir mais quilos de alimento com menor impacto, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne ou leite produzido.

A pecuária responde por apenas 5% das emissões globais, e tecnologias como a IATF reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis, algo cada vez mais valorizado em toda a cadeia produtiva, do campo à mesa do consumidor.

Resultados práticos da pesquisa

O estudo mostrou resultados impressionantes, que reforçam a IATF como uma ferramenta de sustentabilidade:

  • Pecuária de leite: Em 595 mil vacas em lactação, o uso da IATF aumentou a produção em 36%. A pegada de carbono por quilo de leite produzido caiu de 1,44 para 1,06 kg CO2eq. Esse ganho está ligado à redução da idade ao primeiro parto e do intervalo entre partos, além dos avanços genéticos que a IATF proporciona.
  • Pecuária de corte: Em 4 milhões de vacas sincronizadas, a produção cresceu 27%. A pegada de carbono por quilo de peso vivo caiu de 41,46 para 27,91 kg CO2eq. Isso se deve à redução da idade ao primeiro parto (de 48 para 24 meses), ao aumento na taxa de desmame (de 60% para 80%) e aos ganhos de peso nos bezerros.

A IATF oferece um “benefício duplo”: melhora o melhoramento genético com o uso de touros selecionados e aumenta a fertilidade e a produtividade das vacas, acelerando o progresso do rebanho como um todo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra pregão em baixa


A soja encerrou o pregão desta terça-feira (05) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionada pelo risco de queda na demanda internacional pela oleaginosa e seus subprodutos, segundo informações da TF Agroeconômica. O contrato de soja para agosto, referência para a safra brasileira, fechou estável a US$ 969,00 por bushel. 

Já o contrato de setembro recuou 0,41%, ou US$ 3,75, sendo negociado a US$ 971,25. O farelo de soja para agosto caiu 0,07%, fechando a US$ 273,60 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 1,21%, a US$ 53,84 por libra-peso.

A queda nas cotações foi intensificada pelo temor de retração da demanda global, em meio a tensões comerciais agravadas por novas ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações recentes, Trump afirmou que poderá elevar “muito substancialmente” as tarifas sobre importações da Índia, maior compradora mundial de óleos vegetais, caso o país continue comprando petróleo da Rússia. A China e o Brasil também foram citados como possíveis alvos de medidas similares.

Esse cenário elevou a aversão ao risco entre os agentes do mercado, especialmente diante da já limitada demanda chinesa por grãos de soja dos EUA. A política comercial americana segue demonstrando viés político, o que gera incertezas nas negociações internacionais, abrindo brechas para fortalecimento de parcerias comerciais entre os países do Brics.

Além das tensões tarifárias, a queda no preço do óleo de soja foi outro fator de pressão sobre o mercado. O contrato de setembro do óleo fechou a US$ 1.185,40 por tonelada, com queda de US$ 13,89. O movimento reflete, em parte, a instabilidade gerada pelas ameaças contra a Índia, influenciando negativamente o desempenho do subproduto.

 





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Executivos de seis países visitam fazendas de algodão na Bahia


Executivos de indústrias têxteis da China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia estão no Brasil para conhecer de perto as fazendas produtoras de algodão e o processo produtivo da pluma brasileira através do projeto “Missão Compradores”.

Nesta terça-feira (5), o grupo visitou uma propriedade e instalações da Associação Baiana dos Produtores de Algodoão (Abapa), no Oeste da Bahia, uma das principais regiões produtoras do país.

A missão, composta por 20 representantes, é organizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a ApexBrasil e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Juntos, os seis países representados na comitiva foram responsáveis por 84,9% das exportações brasileiras de algodão no ano comercial 2024/25.

Durante a visita à Fazenda Sete Povos, no município de São Desidério, os executivos conheceram parte dos quase 15 mil hectares da atual safra de algodão e conheceram tecnologias e práticas sustentáveis adotadas pelos produtores.

Para o proprietário da fazenda Marcelino Flores, um dos produtores mais antigos da região, o projeto ressalta a capacidade técnica da agricultura no Brasil.

“É muito bom porque no Brasil, considerado um país de terceiro mundo, eles podem conhecer o nível de profissionalismo que nós temos. Isso para nós é uma satisfação muito grande mostrar”, disse.

Shailesh Patil, executivo da Índia, elogiou as fazendas e a fibra brasileira, além disso, também exaltou o potencial de crescimento da cotonicultura no Brasil.

“É minha primeira vez visitando fazendas brasileiras e estou achando incrível. É um algodão fantástico! Nós sabemos da capacidade que o Brasil tem para produzir”, disse Patil. 

Sob o mesmo ponto de vista, da China, Sophie Su, destacou o empenho dos produtores brasileiros:

“É minha segunda vez vizitando fazendas aqui e é revigorante. Nesta semana vimos o esforço dos produtores brasileiros e nós respeitamos isso”, destaca Su.

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Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

De acordo com a Abrapa, em 2024, foram embarcadas 2,680 milhões de toneladas de pluma ao exterior. Neste ano, antes mesmo do fechamento de julho, o Brasil já negociou 2,689 milhões de tonedas.

Gustavo Piccoli, presidente da instuição destacou que as práticas sustentáveis e tecnificação da produção em todas as escalas são diferenciais do algodão brasileiro.

Algodão certificado

“A Missão Compradores, é feita há nove anos, e neste ano, particularmente, tem uma importância fundamental. Nós, desde o ano passado, nos tornamos o maior exportador de algodão do mundo e isso aumentou a nossa responsabilidade com os nossos clientes. O algodão brasileiro é o que mais fornece matéria-prima certificada BCI. A certificação do algodão brasileiro através do ABR, através do BCI, é de muita importância para nós continuarmos conseguindo o mercado internacional.”, disse.

Além disso, Piccoli também destacou que a importância das iniciativas para atender o mercado internacional.

“Isso é uma exigência, é uma demanda dos compradores e nós temos esse produto, essa certificação para atender a demanda. Fora isso, nós somos o algodão mais rastreável do mundo, então a gente faz rastreabilidade de ponta a ponta.”, destaca.

Como resultado, para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, o projeto fortalece a confiança dos compradores com a qualidade da fibra brasileira.

“A Bahia tem se destacado e eu digo que isso está no cerne do nosso trabalho muito além do que produzir em quantidade, mas produzir em qualidade. Uma qualidade que vai além dessa fibra, que agrega valor de sustentabilidade, de histórias, de capricho, de cuidado que o produtor tem não só com seu campo, com a sua lavoura, mas também com as pessoas. É isso que o produtor quer mostrar com o seu produto”, disse Zanotto.

A Missão Compradores começou no estado do Mato Grosso, passou pela Bahia e segue para Goiás e Distrito Federal, com última parada no Rio de Janeiro.


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Trump impõe tarifa extra de 25% à Índia, igualando as cobranças aplicadas ao Brasil



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva nesta quarta-feira (6) impondo uma tarifa adicional de 25% sobre produtos da Índia, alegando
que o país importou, direta ou indiretamente, petróleo russo. Com isso, o total de tarifas
aplicadas ao parceiro comercial dos Estados Unidos vai para 50%, mesmo percentual aplicado às exportações brasileiras.

“Constato que o governo da Índia está atualmente importando petróleo da Federação Russa,
direta ou indiretamente”, disse o presidente Donald Trump em uma ordem executiva.

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“Portanto, e em conformidade com a legislação aplicável, os artigos da Índia importados para o território aduaneiro dos Estados Unidos estarão sujeitos a uma taxa adicional de 25%”, diz a ordem executiva.

Trump já havia mencionado a Rússia como motivo para taxar Índia no dia 30 de julho, quando fez uma publicação em uma rede social criticando a o governo indiano.

“Ele [Índia] sempre compraram a maior parte do seu equipamento militar da Rússia e hoje são um dos principais compradores de energia russa, num momento em que o mundo quer que a Rússia pare com a matança na Ucrânia. Tudo isso não é bom!”



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Produtor de soja adota cautela no Brasil; lavouras nos EUA apresentam boas condições



O mercado global de soja enfrentou mais uma semana de pressão, influenciado pela perspectiva de uma safra robusta nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 70% das lavouras norte-americanas estão em condições boas ou excelentes, reforçando a expectativa de uma oferta elevada. A confirmação desse cenário motivou forte movimento de venda por parte dos fundos de investimento na Bolsa de Chicago.

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Segundo a plataforma Grão Direto, apesar disso, o clima segue no radar. As altas temperaturas no meio-oeste aumentaram a sensibilidade do mercado a atualizações climáticas, mas, até o momento, sem impactos relevantes sobre a produção. A previsão para os próximos 6 a 10 dias continua favorável ao bom desenvolvimento das lavouras, o que reduz a chance de uma reviravolta no curto prazo.

Contratos futuros de soja

Com esse cenário, os contratos futuros da soja recuaram. O vencimento de agosto/25 encerrou a semana cotado a US$ 9,62 por bushel, queda de 3,7%. Já o contrato de março/26 caiu 3,03%, finalizando em US$ 10,23 por bushel. No câmbio, o dólar fechou em leve baixa de 0,18%, a R$ 5,55.

Mercado no Brasil

No Brasil, o movimento em Chicago pressionou o mercado, mas a demanda externa aquecida e os prêmios ainda elevados nos portos deram sustentação aos preços internos. A tendência predominante no mercado físico foi de leves altas, principalmente em regiões com boa logística e acesso ao comércio exterior.

A comercialização da safra 2025/26, por outro lado, avança lentamente. Em Mato Grosso, principal estado produtor, apenas 17,5% da soja futura foi vendida até julho, um ritmo bem abaixo da média dos últimos anos. Essa lentidão é explicada pela combinação de margens mais apertadas e custos elevados, especialmente com fertilizantes como MAP, DAP e ureia, que seguem caros em relação ao ano passado.

O produtor, diante disso, opta por aguardar melhores condições de mercado, principalmente no que diz respeito à relação de troca. A expectativa é que, se os preços de insumos recuarem ou se os preços da soja se recuperarem, haja maior estímulo à comercialização.

Com os fundos pressionando as cotações em Chicago e a safra americana em ritmo promissor, a tendência global permanece baixista para a próxima semana. No entanto, o Brasil ainda encontra sustentação nas exportações e nos prêmios, o que deve continuar protegendo, ao menos parcialmente, os preços no mercado interno.



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Colheita da 2ª safra de milho no PR atinge 75% da área, mostra Deral



A colheita do milho safrinha, ou segunda safra, alcançou 75% da área cultivada no Paraná até a última segunda-feira (4), em comparação com 64% há sete dias, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do estado (Seab).

“A colheita do milho avança rapidamente e já está praticamente concluída em parte do estado”, disse o Deral. “As chuvas e ventos do fim de julho causaram acamamento em algumas lavouras, principalmente nas já fragilizadas pelos efeitos de geadas anteriores. Ainda assim, a produtividade média deve ser satisfatória, com muitas áreas superando 6 mil kg/ha”, acrescentou.

As lavouras de milho ainda por colher estão nas seguintes fases: frutificação (4%) e maturação (96%). Em relação às condições das plantações, 57% são classificadas como boas, 24% estão em condição média e 19% em situação ruim.

Trigo

Já a cultura do trigo encontra-se 100% plantada. As lavouras estão nas seguintes fases: desenvolvimento vegetativo (32%), floração (26%), frutificação (37%) e maturação (5%). A condição geral continua favorável, com 82% das áreas em situação boa, 12% média e 6% ruim.

Conforme o Deral, a maior parte das regiões relata bom desenvolvimento das lavouras de trigo, graças ao retorno das chuvas e aos tratos culturais adequados. As geadas fracas e localizadas ocorridas na semana não causaram prejuízos significativos. “Houve registros pontuais de perdas em lavouras mais suscetíveis, como as localizadas em baixadas. Algumas áreas pontuais devem ser colhidas em breve”, relatou.



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Conab realizará novo leilão para compra de milho



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realizará novamente rodadas de leilão para a compra de milho. A medida tem como objetivo abastecer os estoques governamentais de milho para o atendimento do Programa de Venda em Balcão (ProVB)

A expectativa é adquirir 41,5 mil toneladas do cereal em novas operações de compra. Estas ocorrerão nos dias 13 e 14 de agosto, sendo executadas pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe).

No leilão marcado para a próxima quarta-feira (13), a Companhia espera comprar 12,5 mil toneladas, exclusivamente de agricultores familiares e suas cooperativas de produção. Dessa forma, o objetivo é proporcionar acesso facilitado e condições mais justas para os pequenos produtores.

Já na quinta-feira (14), o leilão de compra do grão será ofertado em caráter de ampla concorrência. Assim, todos os produtores, cooperativas e demais fornecedores de milho poderão participar, inclusive agricultores familiares.

O milho a ser adquirido deverá ser entregue nos municípios de Irecê (5 mil t), na Bahia; Imperatriz (7,5 mil t), no Maranhão; Rondonópolis (3 mil t), em Mato Grosso; Uberlândia (10 mil t), em Minas Gerais; além de Brasília (16 mil t), no Distrito Federal.

Todos os comunicados, avisos e resultados destas operações estarão disponíveis no Portal da Conab. Podem participar dos leilões os produtores rurais, cooperativas, associações e comerciantes, cadastrados perante a Bolsa de Mercadorias por meio da qual pretendam realizar a operação, e registrados, na data da realização do leilão, no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes da Conab (Sican), além de estarem em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e demais exigências dos editais.

Aquisição realizada

A Conab adquiriu 8,5 mil toneladas de milho em leilão de compra realizado na última sexta-feira (1). O cereal será entregue pelos vencedores diretamente na unidade armazenadora da Conab em Uberlândia (MG) para posterior comercialização pelo ProVB.

“A intenção é que o grão fique em locais estrategicamente selecionados de maneira a reduzir tanto o custo de transporte como o tempo para o reabastecimento das unidades de venda da companhia. Assim, além da melhor aplicação do recurso público, a Conab busca garantir aos criadores e criadoras a compra do produto na melhor janela de preços”, reforça o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.

O reforço nos estoques públicos de milho vendido vai auxiliar pequenos criadores de animais em todo o país, principalmente os mais distantes dos grandes centros e das zonas de maior produção, e que utilizam o produto para a alimentação dos seus plantéis.

Estas operações de compra de milho voltadas para o abastecimento do Programa de Venda em Balcão estão autorizadas pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda (MF), conforme a Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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