domingo, maio 10, 2026

Autor: Redação

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Tarifa de 50% atinge subprodutos do suco de laranja e prejuízo alcança R$ 1,54 bilhão


O setor exportador de suco de laranja do Brasil pode registrar perdas imediatas de R$ 1,54 bilhão, mesmo de fora da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. O prejuízo decorre da inviabilidade econômica das exportações de subprodutos, taxadas em 50%, que renderam US$ 177,8 milhões na safra passada (equivalentes a R$ 973,6 milhões). Soma-se a esse valor o impacto estimado da tarifa de 10% sobre o suco de laranja, calculado em US$ 103,6 milhões (R$ 566,7 milhões).

Os valores consideram o volume registrado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) na safra 2024/25, informou hoje em comunicado a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Segundo a entidade, os subprodutos da cadeia citrícola são amplamente utilizados tanto pela indústria de bebidas quanto pela de cosméticos. Nos Estados Unidos, cerca de 58% do consumo de suco é composto por suco reconstituído – produto concentrado a 66% de partes sólidas, com consistência semelhante à do leite condensado. Após a importação, esse suco recebe água até atingir sua diluição natural, com cerca de 12% de partes sólidas.

“Muitos desses produtos dependem de ingredientes como células cítricas – os gominhos da laranja – e óleos essenciais responsáveis pelo aroma, e esses insumos estão sobretaxados em 50%, o que inviabiliza a operação”, afirmou na nota o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto. “Isso pode ter efeito negativo na experiência do consumidor, prejudicar as empresas americanas e, por consequência, causar impacto em toda a cadeia brasileira.”

Os óleos essenciais também são fundamentais para a indústria de cosméticos, pois conferem as notas cítricas aos perfumes. Os Estados Unidos respondem por fatias expressivas das exportações brasileiras desses insumos: cerca de 36% no caso do óleo essencial prensado, 39% para o óleo comum e quase 60% para o d-limoneno, utilizado em fragrâncias e solventes naturais. “Pode ser um impacto muito grande para esses setores”, reforçou Netto.

Além do impacto tarifário, o setor enfrenta uma forte retração nos preços internacionais, consequência do aumento de 36% na oferta de frutas em relação à safra anterior, segundo dados do Fundecitrus. De acordo com a Secex, o preço médio da tonelada exportada para os Estados Unidos na safra passada foi de US$ 4.243. Na cotação de 7 de agosto, o valor caiu para US$ 3.387 – uma redução de 20,17%. Mantido o volume exportado, a perda estimada de receita com a desvalorização é de US$ 261,8 milhões, o equivalente a R$ 1,43 bilhão.

Somando os efeitos das tarifas à queda nas cotações, as perdas totais do setor podem ultrapassar R$ 2,9 bilhões. “Embora o setor esteja aliviado por ter sido incluído na lista de exceções, os impactos são significativos, principalmente em um contexto de mercado desafiador como o deste ano”, avaliou Netto.



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Fora das exceções do tarifaço, setor de carne bovina bate recorde de exportações em julho



As exportações de carne bovina bateram recorde no mês de julho de 2025, mesmo com as tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos. A carne bovina não está entre os produtos que entraram na lista de exceções e passou a sofrer uma taxa adicional de 40%, a partir de 1º de agosto de 2025, chegando a uma tarifa total de 76,4% para entrar no mercado dos Estados Unidos.

De acordo com Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as exportações totais do setor no mês de julho alcançaram US$ 1,726 bilhão, resultado 48,4% maior em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a movimentação foi de 366.920 toneladas, um aumento de 27,4%, registrando novo recorde histórico para um único mês, tanto em receitas como em volume. No ano passado, no mesmo mês, as receitas foram de US$ 1,163 bilhão, com o embarque de 288.014 toneladas.

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No acumulado, de janeiro a julho de 2025, as exportações do setor renderam US$ 9,170 bilhões (+31,3%) com o embarque de 2.055.273 toneladas (+19%). No ano passado, no mesmo período, a receita foi de US$ 6,983 bilhões e o volume de 1.728.454 toneladas.

Ainda de acordo com a Abrafigo, a China foi responsável por 44,5%% da receita e por 38,5% das exportações de carne bovina nos sete primeiros meses do ano. O país comprou 790.337 toneladas (+14,6%), que proporcionaram uma receita de US$ 4,082 bilhões (+33,7%). No ano passado, no mesmo período, a China importou 689.840 toneladas, com receita de US$ 3,052 bilhões.

Os Estados Unidos se mantiveram na segunda posição entre os maiores importadores, com vendas de US$ 1,468 bilhão e 484 mil toneladas embarcadas, participando com 23,6% do volume e 16% das receitas no acumulado de janeiro a julho de 2025. Mas as vendas para o país norte-americano vêm apresentando queda após o mês de abril de 2025, quando atingiram o recorde de US$ 306 milhões. Em julho último, foram de US$ 183 milhões.

Na terceira posição está o Chile, que elevou suas aquisições de 57.241 toneladas em 2024 para 68.804 toneladas (+20,2%) no acumulado até julho de 2025, com receita subindo de US$ 271 milhões no ano passado para US$ 372,9 milhões (+37,6%) neste ano.

O México passou a ocupar a quarta posição saindo das 22.892 toneladas importadas em 2024 para 67.766 toneladas em 2025 (+ 196%), e propiciando uma entrada de divisas de US$ 364,79 milhões (+249,2%) contra US$ 104,5 milhões até julho do ano passado. No total, 124 países aumentaram suas importações enquanto 48 reduziram suas compras.



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AgroNewsPolítica & Agro

Negócios caem, mas Indicadores continuam firmes



Pesquisadores explicam que a postura foi de preços firmes


Foto: Divulgação

Levantamento do Cepea mostra que apenas pequenos volumes de etanol hidratado foram negociados no mercado spot paulista na primeira semana de agosto. Segundo o Centro de Pesquisas, esse cenário se deve à demanda enfraquecida por parte das distribuidoras do estado. Do lado vendedor, pesquisadores explicam que a postura foi de preços firmes – esses agentes seguem atentos ao desempenho das produções de etanol e de açúcar na temporada atual.

Entre 4 e 8 de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6296/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,22% frente à do período anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,0580/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 1,95% no mesmo comparativo





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Governo anuncia pacote de ajuda a setores afetados pelo tarifaço dos EUA; veja quais são as medidas



Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória (MP) que estabelece um pacote de apoio aos setores prejudicados pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. Em entrevista à Band News, na terça-feira, Lula disse que o pacote totalizaria uma ajuda de R$ 30 bilhões.

O anúncio detalhado coube ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O conjunto de ações, segundo o governo, visa dar fôlego imediato aos exportadores e preservar empregos no setor.

Principais medidas do pacote

  • Sistema de Crédito à Exportação – Reativado para financiar os setores afetados pelo tarifaço, mas com operação estendida a todo o segmento exportador brasileiro.
  • Sistema de Seguro: exportadores contarão com cobertura por meio do Fundo Garantidor.
  • Reintegra: Programa que devolve parte dos tributos incidentes sobre exportações, convertido em crédito tributário. Segundo Haddad, o mecanismo será encerrado no final de 2026, quando entra em vigor a isenção para exportadores prevista na reforma tributária.
  • Flexibilização de compras governamentais: estados e municípios poderão adquirir produtos perecíveis que originalmente seriam exportados para os Estados Unidos e utilizar na merenda escolar e outros programa alimentares.

O ministro Fernando Haddad afirmou ainda que o governo seguirá monitorando os impactos e que novas medidas poderão ser adotadas, com possibilidade de inclusão de outros setores. Ele citou como exemplos a soja e o algodão, que disputam mercado diretamente com os norte-americanos.

A medida provisória entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional no prazo de até 60 dias para não perder a validade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de milho crescem em julho, mas recuam frente a 2024



USDA prevê safra recorde nos EUA




Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (12), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 1,18 milhão de toneladas de milho em julho de 2025, alta de 625,83% em relação a junho. O crescimento é significativo ao avanço da colheita no estado, movimento considerado sazonal para este período do ano.

Na comparação com julho de 2024, entretanto, houve queda de 59,02% nos embarques. O Imea apontou que o retorno é resultado do atraso na colheita deste ano em relação aos anteriores e do prolongamento do escoamento da soja, o que aumentou a concorrência pelo uso dos terminais portuários.

Para os próximos meses, a expectativa é de aceleração nos embarques, com a colheita entrando na reta final e a necessidade de liberar espaço nos armazéns. Contudo, o instituto alertou para a colheita de milho nos Estados Unidos. “O USDA projeta produção recorde para o país na próxima temporada, o que deverá competir com a oferta brasileira no segundo semestre de 2025”, destacou.





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Zeca Pagodinho fecha parceria com Embrapa e doa terreno para projeto de agricultura familiar



O Instituto Zeca Pagodinho, em parceria com a Embrapa Agrobiologia e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), lançou em Xerém, Duque de Caxias (RJ), a unidade de referência tecnológica “Quintal Produtivo”, iniciativa que alia inovação, sustentabilidade e inclusão social. Para a realização do projeto, Zeca Pagodinho, por meio do seu instituto, cedeu um terreno de 8 mil m².

A iniciativa faz parte de um acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e integra a Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana. O objetivo é ampliar a produção de alimentos em pequenas áreas, capacitar agricultores urbanos e fortalecer a segurança alimentar no estado.

Desenvolvido pela Embrapa Agrobiologia, o Quintal Produtivo mostra diferentes formas de cultivo adaptadas a espaços reduzidos, comuns na Baixada Fluminense. A unidade reúne hortas verticais, canteiros suspensos, sistemas de irrigação eficiente, captação de água da chuva e compostagem orgânica.

A pesquisadora Mariella Uzêda explica que o projeto busca provar que a agricultura urbana pode ser produtiva e sustentável mesmo em áreas limitadas:

“Adaptamos as técnicas à realidade de quem tem pouco espaço, mas quer plantar e colher alimentos de qualidade”

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro participa oferecendo cursos e treinamentos para agricultores e famílias da região. As capacitações incluem manejo sustentável, diversificação de culturas e boas práticas agrícolas, conectando pesquisa, ensino e extensão rural.

Segurança alimentar e impacto social

O cantor Zeca Pagodinho destacou o caráter social da iniciativa: “Além de ensinar a plantar, o projeto vai colocar comida na mesa de muita gente.”

Segundo a chefe-geral da Embrapa Agrobiologia, Cristhiane Amâncio, a experiência pode ser replicada em outras cidades brasileiras, especialmente em comunidades com pouco acesso a alimentos frescos

“É uma estratégia para garantir segurança alimentar, gerar renda e recuperar áreas urbanas degradadas.”

Parte da produção será doada para instituições assistenciais, e outra parte comercializada em feiras locais, beneficiando diretamente famílias e empreendedores da agricultura urbana.

O “Quintal Produtivo” servirá de referência para implantação de hortas e sistemas agroflorestais urbanos em outras regiões metropolitanas do país. A expectativa é que o modelo seja levado para comunidades no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, ampliando o alcance das práticas desenvolvidas.



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Soja segue em alta em Chicago; números do USDA ampliaram ganhos



A soja segue em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (13). Segundo a consultoria Safras & Mercado, o movimento é sustentado pelo impulso do relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apresentou números abaixo das projeções do mercado. A desvalorização do dólar frente a outras moedas reforça o cenário positivo.

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Soja estimada pelo USDA

O USDA estimou a produção norte-americana em 4,292 bilhões de bushels (116,8 milhões de toneladas), recuo em relação aos 4,335 bilhões indicados no mês anterior e abaixo da expectativa de 4,371 bilhões. A área plantada também foi revisada para baixo, passando de 83,4 milhões de acres em julho para 80,9 milhões.

Os estoques finais projetados para 2025/26 caíram para 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), frente aos 310 milhões do relatório anterior e muito abaixo dos 351 milhões esperados pelo mercado. No cenário global, os estoques foram estimados em 124,9 milhões de toneladas, contra 127,9 milhões previstos pelos analistas.

Na CBOT, os contratos para novembro são negociados a US$ 10,42 3/4 por bushel, ganho de 10,00 centavos (0,96%). Já os contratos para janeiro de 2026 avançam 9,50 centavos (0,90%), a US$ 10,60 1/4 por bushel.



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cotações apresentam movimentos distintos nas praças



Os preços do arroz em casca tiveram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, enquanto em algumas os valores subiram, puxados pela demanda de varejistas e atacadistas para repor estoques. Já outras, seguiram estáveis ou até mesmo caíram, com a oferta superando a procura. 

Mesmo assim, no geral, prevalece a restrição de vendedores, que esperam melhores cotações para negociar. 

Agentes comentam sobre a possibilidade de intervenções governamentais com a compra do produto, embora, como explicam pesquisadores, ações dessa natureza tendam a ter impacto no médio prazo. O que pode refletir mais rapidamente são negócios de exportação. 

Na semana passada, a queda da taxa de câmbio limitou novos embarques, além de ter restringido a liquidez doméstica.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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mercado spot esteve mais aquecido na última semana



O mercado spot de algodão em pluma esteve mais aquecido nos últimos dias, com vendedores e compradores interessados na comercialização. É isso o que  apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, também aumentou o ritmo de negócios de contratos a termo. Quanto aos preços, no geral, o levantamento mostra ligeiros recuos devido à menor paridade de exportação, que está nos patamares observados em maio/24. 

Com isso, pesquisadores explicam que as vendas internas se tornam atrativas. No acumulado da primeira dezena de agosto, o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, caiu 3%, com a média superando em 8% a paridade de exportação.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Canola mantém potencial produtivo apesar de impactos climáticos


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (7), a cultura da canola apresenta desenvolvimento vegetativo e estruturação adequada adequadamente, mesmo em áreas com baixa densidade de plantas, resultado do excesso de chuvas no pós-plantio e na emergência. Segundo o levantamento, esses cultivos foram registrados como transferências compensatórias de ramos secundários, características fisiológicas que contribuem para a preservação do potencial produtivo inicial.

O avanço das áreas em segurança e a presença de polinizadores, como abelhas, favorecem a formação de síliquas. “A integração entre práticas agrícolas e apícolas é fundamental para a produtividade”, destacou a publicação.

Na Região Noroeste, as ocorrências da primeira semana de julho, que coincidiram com o florescimento de parte das atividades, somadas ao excesso de chuvas, podem ter causado pequena redução no potencial produtivo em relação à estimativa inicial. Ainda assim, a sanidade das plantas é considerada adequada, sem registros relevantes de práticas ou doenças. A estimativa para esta safra é de 203.206 hectares cultivados, com produtividade média projetada em 1.737 kg/ha.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, 5% das atividades estão em fase vegetativa, 80% em recuperação e 15% em formação de síliquas, o que indica avanço uniforme do ciclo na maior parte das áreas.

Em Ijuí, cerca de 50% das atividades avançam para o estádio reprodutivo, quando ocorrem alongamentos da pressa principal, separação das gemas floríferas e início da expansão dos pedúnculos florais. O estado fitossanitário é descrito como muito bom, sem consultas de sentenças ou doenças.

Na região de Santa Rosa, 42% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 47% em florescimento, 10% em enchimento de grãos e 1% em maturação. As noites provocaram o aborto floral, redução no número de síliquas e possível queda no teor de óleo das sementes. Apesar dos impactos, os trabalhos ainda em fase vegetativa mantêm bom potencial produtivo, sobretudo com o uso de cultivares tardios e manejo adequado.

Em Soledade, 70% das atividades estão em florescimento, 25% em fase vegetativa e 5% em formação de síliquas. As atividades de campo concentram-se no monitoramento fitossanitário e na aplicação preventiva de fungicidas para preservar a sanidade dos cultivos.





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