segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Painelistas destacam potencial crescente do hidrogênio verde no Rio Grande do Sul


Diálogos Energia e Futuro, desta quarta-feira (3/9), na Expointer, entrou no debate sobre hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise da água utilizando fontes limpas, como eólica e solar. O investimento no novo vetor energético nasce da necessidade de se buscar alternativas sustentáveis de olho na descarbonização. O painel focou a questão logística do combustível. Participaram representantes de quatro empresas das 12 aprovadas para receberem subvenção econômica do governo do Estado por meio de edital de R$ 102,4 milhões lançado em junho.

A Tramontina propõe a implantação de uma unidade de produção de hidrogênio verde para o energético abastecer a frota de empilhadeiras e veículos industriais internos da empresa, eliminando emissões de carbono. Também será destinado à alimentação de fornos industriais atualmente movidos a hidrogênio cinza, produzido a partir de fontes fósseis. “A Tramontina sempre acreditou no hidrogênio verde como combustível do futuro”, disse o conselheiro-consultor da empresa, Osvaldo Steffani.

O projeto da Refinaria de Petróleo Riograndense prevê a geração de hidrogênio para a produção, em Rio Grande, de combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel  – SAF). Está prevista, também, a autossuficiência em hidrogênio, com o reaproveitamento de subprodutos como insumo para a produção, reduzindo a intensidade de carbono e eliminando a dependência de fontes fósseis. “Não adianta ser renovável, tem de ser sustentável”, disse o gerente de Novos Negócios da Refinaria Riograndense, João Luís Bulla.

Mobilidade sustentável com hidrogênio verde

A iniciativa da RD Locações em parceria com Protium Dynamics, Marcopolo e empresa Sete de Setembro propõe uma solução completa de mobilidade sustentável com hidrogênio verde no Rio Grande do Sul. A ação abrange a produção local a partir de fontes renováveis, operação de ônibus com células a combustível para transporte urbano e a comercialização do oxigênio gerado, visando descarbonizar o transporte pesado e impulsionar a economia do hidrogênio no Estado. “Definimos que precisávamos produzir onde houvesse produção, pressurização, armazenamento e abastecimento”, afirmou Ricardo Vieira, gerente comercial da RD Locações.

A Be8, em Passo Fundo, projeta a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio verde para caminhões extrapesados com motores adaptados, utilizando o combustível produzido a partir de etanol. Com investimento estimado em R$ 38,7 milhões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica, operacional e econômica do uso do H2V no transporte rodoviário pesado, contribuindo para a descarbonização do setor e posicionando o Rio Grande do Sul como referência nacional na transição energética. “A iniciativa do governo do Estado  em incentivar o hidrogênio verde é fundamental”, disse Camilo Abduch Adas, diretor de transição energética e relações institucionais da Be8.

A busca por soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono tem movimentado governos, empresas e centros de pesquisa. No caso do Rio Grande do Sul, o edital de subvenção econômica do governo atraiu 16 empresas, cujos projetos somados, entre recursos próprios e o aporte, chegam a quase R$ 1 bilhão, o que mostra o potencial do segmento.

O Diálogos Energia e Futuro, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Casa Civil, terá continuidade nesta quinta (4), também abordando o hidrogênio verde. O foco será em fertilizantes. Participam Roberto Zuch, da Infravix Engenharia; Stevan Silveira, da Renobrax; e Luiz Paulo Hauth, da BeGreen Bionergia. A mediação será de Isa Osterkamp, da Sema. 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Trump planeja se reunir com Putin já na próxima semana, informa New York Times


Logotipo Reuters

 

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja se reunir pessoalmente com o presidente russo, Vladimir Putin, já na próxima semana, informou o New York Times nesta quarta-feira, citando duas pessoas familiarizadas com o plano.

Trump então planeja se reunir com Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, informou o jornal, acrescentando que os planos foram divulgados em um telefonema com líderes europeus nesta quarta-feira.

A Casa Branca não respondeu imediatamente sobre a reportagem, mas mais cedo Trump reconheceu que conversou com líderes europeus após a reunião “altamente produtiva” do enviado dos EUA Steve Witkoff com Putin na Rússia.

Ao observar que houve um “grande progresso” durante a reunião, Trump escreveu no Truth Social: “Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”.

Trump, que prometeu acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia no “primeiro dia” durante sua campanha presidencial, realizou várias ligações telefônicas com Putin e se reuniu com Zelenskiy desde que retornou à Casa Branca em janeiro.

No entanto, nas últimas semanas, ele tem ficado cada vez mais frustrado com Moscou devido à falta de progresso no sentido de encerrar o conflito de três anos.

(Reportagem de Jasper Ward e Andrea Shalal)

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Estudo sobre mercado de trabalho na cadeia da soja é apresentado em congresso internacional



O pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, Rodrigo Peixoto da Silva, apresentou, na última semana, um estudo científico que analisa a evolução do mercado de trabalho na cadeia produtiva da soja e do biodiesel. Apresentado durante o 64º Congresso da European Regional Science Association (ERSA), em Atenas, Grécia, o material foi desenvolvido em parceria entre o Cepea e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

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Serviços com a soja

Entre os resultados, o estudo aponta que a população ocupada na cadeia produtiva da soja e do biodiesel duplicou entre 2012 e 2024, alcançando 2,26 milhões de trabalhadores. O segmento de serviços se manteve como o maior empregador, passando de 793 mil pessoas em 2012 para 1,6 milhão em 2024. Já o segmento primário, ligado diretamente à produção de soja no campo, apresentou o maior avanço proporcional, com crescimento de 118% no período. A indústria também registrou expansão, com aumento de 56% e cerca de 89 mil pessoas ocupadas em 2024.

O perfil da população ocupada na cadeia é predominantemente masculino, formal e mais qualificado. A participação de trabalhadores com carteira assinada se manteve estável em torno de 77% do total, enquanto a presença feminina permaneceu próxima a 35% entre 2012 e 2024. Por outro lado, houve avanço importante no nível de escolaridade: a participação de pessoas com ensino médio cresceu de 32,8% para 40,2% no período, enquanto a presença de profissionais com nível superior subiu de 12% para 20,2%.

Os rendimentos também tiveram crescimento expressivo. No segmento primário da soja, os salários reais aumentaram 37% entre 2012 e 2024, enquanto a indústria registrou alta de 22%. Esse movimento ocorreu em paralelo ao aumento da qualificação, reforçando a tendência de valorização da mão de obra no setor.

Sul do Brasil

Regionalmente, a pesquisa mostra que a região Sul do Brasil é a maior empregadora no segmento primário da soja. O número de trabalhadores cresceu de forma contínua até 2021, quando chegou a 293 mil pessoas ocupadas, mas recuou posteriormente, alcançando 245 mil em 2023. O Centro-Oeste aparece em segundo lugar, com destaque para microrregiões como Cruz Alta, Santiago e Ijuí (RS), Sudoeste de Goiás (GO), Dourados (MS), Parecis e Alto Teles Pires (MT), além de Campo Mourão e Guarapuava (PR).

Centro-Oeste

No caso do Centro-Oeste, a concentração da mão de obra é marcante. Apenas quatro microrregiões, como Sudoeste de Goiás, Dourados, Campo Novo do Parecis e Alto Teles Pires responderam por cerca de 40% da população ocupada na região entre 2022 e 2024, evidenciando a relevância na geração de empregos ligados à produção de soja.

Objetivo

O pesquisador do Cepea Rodrigo Peixoto, que apresentou o estudo no congresso, afirmou que a participação foi uma oportunidade de mostrar a realidade brasileira a pesquisadores de outros países, identificar pontos em comum e discutir soluções para as desigualdades regionais, contribuindo para o debate internacional sobre o mercado de trabalho na cadeia da soja.



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Sebrae impulsiona pequenos negócios rumo à sustentabilidade



Com a COP30 se aproximando, o mundo inteiro volta os olhos para a sustentabilidade e para os caminhos possíveis em direção a um futuro mais verde. Esse cenário representa uma oportunidade única para empreendedores que desejam alinhar seus negócios às práticas sustentáveis e às novas demandas globais. A conferência surge como um marco capaz de transformar o ambiente de negócios, ao impulsionar soluções inovadoras e conscientes. Nesse contexto, o Sebrae se coloca como parceiro estratégico, apoiando e fortalecendo pequenos empreendedores que desejam gerar impacto positivo no planeta.

Setores em destaque para a COP30

Em Belém, cidade-sede do evento, a mobilidade urbana é um dos setores mais impulsionados. O Sebrae apoia negócios inovadores, como aplicativos de transporte e soluções de logística, além de oferecer capacitação em áreas como gestão, segurança e marketing digital. Ao mesmo tempo, a hospitalidade se torna peça-chave para receber visitantes do mundo inteiro. Hotéis, restaurantes e empresas de turismo estão sendo preparados por meio de qualificação profissional, consultorias, incentivo à formalização e maior presença digital, garantindo experiências de qualidade aos turistas.

O setor de alimentos e bebidas também ganha protagonismo, já que a gastronomia regional é um cartão de visita do Pará. Para fortalecer essas empresas, o Sebrae/PA promove melhorias na gestão e nos processos produtivos com programas como o ALI Produtividade. Além disso, estimula a inovação em produtos regionais, facilita o acesso a novos mercados por meio de feiras e rodadas de negócios e incentiva práticas sustentáveis, como embalagens ecológicas e redução do desperdício.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Outro campo em ascensão é a economia criativa, que valoriza a cultura local e a identidade paraense. Empreendedores de áreas como artesanato, música, moda e design recebem apoio com cursos, oficinas, acesso a crédito e oportunidades de participação em eventos. Com isso, ampliam sua visibilidade e fortalecem redes de colaboração, criando um ecossistema mais sólido e sustentável.

Assim, ao preparar diferentes setores para a COP30, o Sebrae reafirma seu compromisso em impulsionar pequenos negócios.



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Mercado de trabalho fraco nos EUA reforça apostas de cortes no FED


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o petróleo caiu mais de 2% com possível aumento de produção da Opep+, pressionando energia, enquanto tecnologia sustentou ganhos do Nasdaq e S&P 500.

Nos EUA, dados fracos do mercado de trabalho reforçaram apostas de cortes pelo Fed. No Brasil, Ibovespa recuou 0,34% a 139 mil pontos e dólar caiu a R$ 5,45. Hoje, destaque para balança comercial, varejo na zona do euro e indicadores de emprego e serviços nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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a parceria que está ao lado de quem move o agro



A Tramontina reconhece a força do agronegócio brasileiro. O campo, com sua potência e resiliência, move o Brasil e merece soluções de qualidade que impulsionam a produtividade. Pensando nisso, a marca lançou a campanha inédita “Ao lado de quem move o agro” para reforçar a sua parceria e presença nesse segmento.

Com mais de 115 anos de história, a Tramontina construiu uma trajetória de confiança e inovação que perpassa seus mais de 22 mil produtos, contemplando desde os utensílios para a cozinha de casa até mesmo as soluções para o trabalho de sol a sol no campo.

Afinal, onde tem dedicação e trabalho coletivo, tem Tramontina, com um portfólio que também inclui itens como ferramentas manuais, materiais elétricos e móveis para as propriedades rurais e concessionárias agrícolas.

Quer descobrir como a marca faz a diferença no dia a dia de quem move o agro? Continue a leitura e veja a seguir!

Conheça as soluções completas para a fazenda

Os fazendeiros sabem que o agro é feito de raízes e histórias. Aprenderam com suas famílias sobre a importância da resistência e viram de perto como o setor evoluiu ao longo das décadas. Eles entendem que a tradição e a experiência são fundamentais no campo e acompanham o dinamismo e as transformações tecnológicas do setor.

É nesse cenário que a Tramontina se posiciona com soluções completas e profissionais para o agronegócio, o que inclui:

  • Ferramentas agrícolas: durabilidade e precisão para as atividades diárias;
  • Materiais elétricos: eficiência, segurança e alto desempenho na gestão da fazenda;
  • Equipamentos de cozinha: qualidade para preparar refeições, seja no almoço ou no churrasco de domingo com amigos e vizinhos;
  • Móveis para o lar: conforto, ergonomia, beleza e funcionalidade para áreas externas e internas.

Produtos Tramontina para concessionárias agrícolas

As concessionárias agrícolas são fundamentais para o agro brasileiro, pois oferecem suporte técnico para apoiar produtores que precisam de agilidade. É nesse mesmo espírito de parceria que a Tramontina se coloca ao lado das concessionárias, com soluções de alta performance para diferentes necessidades:

  • Organizadores modulares: mantêm ferramentas sempre à mão, evitam perdas e proporcionam praticidade e controle na rotina de reparos.
  • Pickup Box de Tramontina PRO: permite a manutenção de máquinas agrícolas em qualquer lugar da lavoura, de forma rápida e dinâmica.

Tramontina: soluções que impulsionam a produção do agronegócio

O agronegócio move o Brasil, com números que podem alcançar R$ 3,79 trilhões do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, segundo dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). A Tramontina reconhece a importância do segmento e, por isso, volta seu olhar ao setor com uma campanha especial para o agro.

Mais do que oferecer produtos, a marca reafirma seu papel como parceira estratégica do campo, unindo tradição, inovação e confiança para impulsionar o futuro da produção brasileira.

Conheça todas as soluções da Tramontina para o agronegócio e encontre a loja parceira mais próxima!

Tramontina
Ao lado de quem move o agro



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AgroNewsPolítica & Agro

Trabalhos das escolas estaduais na Expointer apontam soluções para os desafios do campo


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), promoveu na terça-feira (2), a Mostra de Trabalhos na Expointer 2025. Ao todo, foram apresentados 16 projetos de escolas agrícolas e do campo, com abordagens sobre reciclagem, sustentabilidade, qualidade do solo e dos rios, dentre outras.

A secretária-adjunta da Seduc, Stefanie Eskereski, conheceu as iniciativas e interagiu com os alunos. “É muito inspirador ver de perto o trabalho dos nossos estudantes. Cada projeto apresentado aqui mostra a força da educação do campo e das escolas técnicas, que unem conhecimento, prática e compromisso com o futuro do Rio Grande do Sul”, afirmou.

A abertura da programação foi conduzida pelo superintendente de Educação Profissional da Seduc, Tomás Collier, que ressaltou a importância da participação da rede de ensino no maior evento agropecuário da América Latina. “Trazer os trabalhos das nossas escolas agrícolas e do campo para este espaço significa fomentar inovação, tecnologia e práticas pedagógicas ligadas à realidade rural. Queremos que os estudantes tenham a oportunidade de se desenvolver, trocar experiências e mostrar a força da educação profissional gaúcha”, destacou.

Oportunidade para estudantes refletirem a realidade do campo

As alunas do 9º ano do Instituto Estadual de Educação Cristo Redentor, em Cândido Godói, Gabriela Schardong e Laura Zavislak, levaram à mostra o projeto “Raízes da Água: Fluir e Cultivar”, desenvolvido como resposta à estiagem prolongada que atinge a região.

A iniciativa propõe alternativas sustentáveis e de baixo custo para reduzir os impactos da crise hídrica sobre as famílias agricultoras, que dependem diretamente da água para produção e subsistência. Entre as soluções apresentadas estão a perfuração de poços artesianos, a instalação de aquedutos de bambu para irrigação, a construção de composteiras e o reflorestamento de áreas próximas às nascentes.

Para Gabriela e Laura, participar da Expointer é uma oportunidade de mostrar como a escola pode contribuir com ideias aplicáveis à realidade do campo. “Vivemos de perto os efeitos da estiagem, que atinge tanto as lavouras quanto o abastecimento das famílias. Por isso, esse projeto é tão importante: além de garantir água para hoje, ajuda a preservar o meio ambiente para as próximas gerações”, destacaram.

Diálogos sobre a permanência da juventude no campo

O painel “Juventudes que Sustentam o Campo: Educação, Inovação e Futuro para o RS” também fez parte da programação e reuniu estudantes, professores e pesquisadores em um debate sobre o papel das novas gerações no meio rural. Durante a atividade, foram discutidos os desafios da permanência da juventude no campo, as possibilidades de inovação tecnológica e a importância da educação para garantir a sucessão familiar e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

No turno da tarde, a programação foi marcada por momentos culturais e de diálogo. O público acompanhou o bate-papo Giro Cultural com o grupo Freio de Ouro, conduzido pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Daniel Gonçalves. Encerrando o evento, a roda de conversa “COM-Vida: Convida Você a Ser Parte da Solução”, foi conduzida pelos representantes do Departamento de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DECEB), Kátia Rocha e Eduardo Almeida.

Escolas participantes

As exposições reuniram projetos de diferentes regiões do Estado, apresentados por escolas do campo e instituições técnicas.

Escolas estaduais:

Adão Martini (2ª CRE – São Leopoldo)

Adolfo Mânica (6ª CRE – Santa Cruz do Sul)

Cel. Lúcio Annes (9ª CRE – Cruz Alta)

Nhu Porã (11ª CRE – Osório)

Rio Toldo (15ª CRE – Erechim)

Instituto de Educação Cristo Redentor (17ª CRE – Santa Rosa)

Cel. Finzito e Carlos Becker (20ª CRE – Palmeira das Missões)

Ângelo Manhka (21ª CRE – Três Passos)

Dom Frei Vital de Oliveira (23ª CRE – Vacaria)

Nestor Vianna de Campos (27ª CRE – Canoas)

Carlos Bratz (32ª CRE – São Luiz Gonzaga)

João Manoel Corrêa (32ª CRE – São Luiz Gonzaga)

Escolas técnicas:

Nossa Senhora da Conceição – (24ª CRE – Cachoeira do Sul )

EET Fronteira Noroeste – (17ª CRE – Santa Rosa)

Celeste Gobatto – (20ª CRE – Palmeira das Missões)





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Mercosul e Europa se aproximam enquanto Trump isola os EUA


As arbitrariedades de Donald Trump no comércio internacional, com tarifas que chegam a 50% sobre produtos brasileiros, estão afastando parceiros históricos e provocando uma reconfiguração das relações econômicas globais. Nesse vácuo de confiança, o Mercosul — com destaque para o Brasil — se torna peça central no fortalecimento de uma nova aliança com a União Europeia.

Após 25 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE ganhou impulso e apoio explícito no Parlamento Europeu. A proposta prevê a eliminação progressiva de tarifas sobre até 92% das exportações, tornando-se um pacto capaz de compensar as perdas impostas pelo protecionismo norte-americano e de reduzir a dependência europeia em relação à China.

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Para o Brasil, o avanço significa mais do que acesso a mercados: representa um reposicionamento estratégico. Estimativas indicam que o tratado poderá gerar um impacto de até R$ 37 bilhões no PIB até 2044, ao mesmo tempo em que amplia a diversificação de destinos para as exportações nacionais. A presença ativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em articulações diplomáticas demonstra a aposta do governo brasileiro em consolidar esse acordo ainda em 2025.

A lógica é clara: enquanto os EUA fecham portas e alimentam tensões comerciais, a Europa busca abrir novos canais de cooperação. O Brasil, nesse cenário, emerge como parceiro confiável, estratégico e capaz de suprir demandas por alimentos, energia limpa e matérias-primas de forma competitiva.

Mais do que um tratado comercial, o acordo Mercosul-UE é um gesto político de resistência ao isolacionismo. Um passo que pode marcar a transição para um mundo multipolar, no qual a América do Sul deixa de ser apenas fornecedora de commodities e passa a atuar como protagonista nas grandes decisões globais.

O cenário internacional mostra que a postura protecionista dos Estados Unidos está custando caro à sua credibilidade e à sua liderança comercial. Em contrapartida, abre-se para o Brasil e para o Mercosul uma janela histórica: ocupar o espaço deixado por Washington e consolidar-se como elo vital entre Europa, Ásia e América Latina.

Se o país souber aproveitar esse momento, poderá transformar a adversidade em oportunidade, garantindo mais força econômica e política no tabuleiro global.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Acordo entre Mercosul e União Europeia avança e segue para análise do parlamento



A Comissão Europeia validou, na quarta-feira (3), o texto final do tratado Mercosul-União Europeia. A redação agora seguirá para análise dos estados-membros e do Parlamento Europeu, com expectativa de assinatura em dezembro, em Brasília, durante a cúpula do Mercosul. Com um PIB combinado de US$ 22 trilhões e uma população de 720 milhões de pessoas, Mercosul e União Europeia caminham para consolidar um dos maiores acordos comerciais do mundo.

A entrada em vigor do acordo pode trazer mais de US$ 7 bilhões em exportações adicionais para o Brasil. Esse potencial decorre da desgravação tarifária em centenas de produtos estratégicos, que vão desde commodities como café, milho e suco de laranja até itens industrializados de maior valor agregado, como aviões, calçados e móveis de madeira.

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“Quem sabe até o final do ano nós poderemos ter, aqui no Brasil, quando o presidente Lula presidir a reunião do Mercosul, a assinatura desse acordo, que já tem 20 anos de negociação. Esta é uma ótima notícia, nós nunca chegamos a um nível tão elevado como hoje com o envio para o Conselho da União Europeia, e não estamos falando de qualquer acordo”, afirmou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

A União Europeia é hoje o terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o valor total das exportações brasileiras para o bloco cresceu, em média, 10%, alcançando US$ 48,3 bilhões. Esse desempenho posicionou o país como o 14° maior fornecedor da UE e líder no fornecimento de café não torrado (36,3%) e farelos de soja (34,3%). Além disso, nos últimos seis anos, quase todos os grupos de produtos exportados, como café, petróleo, soja e cobre, registraram crescimento médio anual positivo.



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Na véspera da chegada de uma nova frente fria, estados enfrentam calor e temporais



Uma nova frente fria se desloca sobre a região Sul nesta quinta-feira (4), avançando agora também sobre Santa Catarina e parte do Paraná. Todo o estado do Rio Grande do Sul deve contar com fortes pancadas de chuva desde o período da madrugada – com risco considerável para temporais seguidos por fortes ventos, raios e queda de granizo –, e que começam a avançar até o final do dia.

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Em Porto Alegre, o cenário é de perigo para temporais com volumes elevados no decorrer das horas. Em Santa Catarina, as instabilidades associadas ao sistema devem alcançar a altura do estado já em meados do período da tarde, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade, não sendo descartado algum episódio de chuva mais forte já entre o fim da tarde e o período da noite. Em Florianópolis, a chuva chega já no período da noite, em forma de pancadas com fraca a moderada intensidade.

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No Paraná, o dia deve seguir ainda com predomínio de tempo firme, bastante sol e calor marcando boa parte da quinta-feira. Apenas na parte da noite, algumas cidades do sul e sudoeste paranaense podem contar com a ocorrência de pancadas de chuva isoladas, não sendo descartada também a ocorrência de chuva forte acompanhada por raios e trovoadas.

No Sudeste, a chuva perde força e a tendência é de que o tempo siga firme em praticamente todos os estados da região. A circulação de ventos quentes e secos que partem do interior do país deve estimular o disparo dos termômetros ao longo do dia, sobretudo em São Paulo, boa parte de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na parte da tarde, o ar seco ganha força e derruba os índices de umidade relativa do ar, que devem entrar em níveis de atenção e alerta entre os três estados.

No Espírito Santo, ainda deve haver certa influência dos ventos que sopram do oceano e estimulam a maior presença de nebulosidade e umidade, além de manter as temperaturas mais amenas durante o dia. Algumas cidades costeiras podem contar com a ocorrência de chuva fraca isolada.

Enquanto no Centro-Oeste, algumas instabilidades associadas ao avanço da frente fria que se desloca sobre a região sul podem provocar a ocorrência de pancadas de chuva isoladas entre o oeste e o sul de Mato Grosso do Sul, além de áreas do oeste de Mato Grosso. Não estão descartados episódios de chuva forte localizada. Ainda assim, o destaque para ambos os estados continua sendo o calor intenso, que ganha força conforme o passar do dia. Além disso, a umidade relativa do ar deve continuar atingindo níveis críticos na parte da tarde.Calor e baixa umidade do ar também são destaque entre Goiás e o Distrito Federal, que seguem com predomínio de tempo firme ao longo das horas.

Já no Nordeste, a circulação de ventos marítimos vindos do oceano e trazendo umidade para o continente deve seguir realizando a manutenção da chuva sobre parte da costa leste da região. No litoral da Bahia, haverá condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade ao longo do dia. Entre Aracaju e o Rio Grande do Norte, não estão descartados episódios de chuva forte isolados. Chove também de maneira isolada em algumas áreas do agreste nordestino.

Nas demais regiões, o tempo já deve seguir mais estável, apenas com algumas variações de nebulosidade no decorrer das horas. O calor segue bastante intenso no sertão e meio-norte nordestino, com máximas ainda bastante elevadas e risco para queda acentuada dos índices de umidade relativa do ar.

E no Norte, o fluxo de umidade que transita sobre a região deve seguir favorecendo a formação de áreas de instabilidade sobre o Amazonas, Rondônia e Roraima. Ao longo do dia, haverá condições para fortes pancadas de chuva, não sendo descartada também a ocorrência de temporais isolados. Pode chover de maneira isolada também no extremo noroeste e oeste do Pará.

No Amapá e no Tocantins, será observado um maior predomínio de sol e tempo firme, sem chuva. As temperaturas seguem bastante elevadas e o calor continua intenso durante o dia.



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