domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Guarda Ambiental resgata 60 galos vítimas de maus-tratos em rinha fluminense



A Guarda Ambiental de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, apreendeu nessa quarta-feira (3) 60 galos que supostamente eram utilizados para a realização de rinhas no bairro Jardim América. Os agentes chegaram ao local após denúncia anônima de maus-tratos.

Algumas aves estavam presas em pequenas baias e apresentavam ferimentos e indício de que estavam sendo utilizadas na realização da prática criminosa.

Segundo o veterinário da Vigilância em Saúde Ambiental, Gilberto Bruno, alguns galos estavam feridos e presos em espaços de apenas 1 metro de altura com teto de zinco, o que gera estresse térmico.

O veterinário conta que os animais estavam sob condições insalubres e que o local não era adequado para a criação.

“Algumas baias estavam com muitas fezes. Sem contar que em uma área urbana é proibida a criação de animais de produção, como porcos, ovinos e as aves encontradas. O dono do local não possui registro de criador, o que se enquadra em uma prática irregular”, destaca.

Veterinários da Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar dos Animais também estão acompanhando o caso.

O responsável pelo local foi encaminhado à 90ª DP para registro da ocorrência. A prática de rinhas e a situação em que os animais foram encontrados configuram crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei Federal 9.605/1998. A Lei Municipal 4.330/2014 prevê multa de até R$ 600 por animal.



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Exportações para os EUA caem 18,5% em agosto, mas crescem 30% para a China



As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 18,5% em agosto (US$ 2,762 bilhões), primeiro mês de vigência da taxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, ante agosto de 2024.

Os dados da balança comercial brasileira foram divulgados nesta quinta-feira (4), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No ano, de janeiro a agosto, as vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos cresceram 1,6%, somando US$ 26,576 bilhões.

Já as importações de produtos norte-americanos cresceram 4,6% em agosto (US$ 3,994 bilhões), em comparação ao mesmo mês de 2024. Nos oito meses de 2025, as compras vindas dos EUA cresceram 11,4%, o equivalente a US$ 29,970 bilhões.

Comércio com a China

Enquanto as exportações para os Estados Unidos caíram em agosto, as vendas para a China subiram 29,9% no mesmo mês, ante igual período de 2024.

“Observamos aqui uma recuperação, um grande aumento da exportação para a China, que vinha caindo ao longo do ano por conta, principalmente de preço”, disse o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

No ano, as vendas para a China apresentaram recuo de 3,0%, que, segundo Brandão, foram motivadas por uma queda de preço de 7,0%. “O volume que a China adquire do Brasil é crescente, em 3,0%”, ressaltou ele.

Outros mercados

De acordo com os dados apresentados, houve queda, no mês passado, nas vendas para a União Europeia, de 11,9%. No mês de agosto, outros destaques foram as altas das exportações para México (43,8%), Argentina (40,4%) e Japão (7,6%).

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,133 bilhões em agosto, após saldo positivo de US$ 7,075 bilhões em julho. O valor foi alcançado com exportações de US$ 29,861 bilhões e importações de US$ 23,728 bilhões.

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No ano, o saldo positivo é de US$ 42,812 bilhões. Nas exportações, comparado o valor de janeiro a agosto de 2025 (US$ 227,58 bilhões) com o do mesmo período de 2024 (US$ 226,54 bilhões) houve crescimento de 0,5%.

Em relação às importações, o aumento é de 6,9% entre o valor dos oito primeiros meses de 2025 (US$ 184,77 bilhões) na comparação com o mesmo período de 2024 (US$ 172,91 bilhões).



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AgroNewsPolítica & Agro

Tratores LS destacam tecnologia e força na 48ª Expointer


A eficiência no campo passa, necessariamente, pela escolha dos equipamentos certos. No manejo da pecuária, onde as tarefas são intensas e diárias, contar com tratores versáteis, robustos e eficientes, é um diferencial que garante produtividade, segurança e redução de custos operacionais. É com esse foco que a LS Tractor, fabricante sul-coreana com coração brasileiro, marca presença na 48ª edição da Expointer, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS.

Entre os destaques apresentados pela marca estará a Série Plus, projetada para atender às mais diversas demandas da pecuária moderna. Com modelos de 80 cv, 90 cv e 105 cv, disponíveis nas versões ROPS e cabinada, os tratores da série são equipados com motores Perkins de 4 cilindros, reconhecidos pelo alto torque, economia de combustível e baixa emissão de poluentes. Características essenciais para quem precisa de força, desempenho e eficiência no campo.

De acordo Astor Kilpp, consultor de marketing da LS Tractor, essa é uma linha que atende muito bem à pecuária atual, principalmente pela sua capacidade operacional na produção de alimentos para o gado como silagem, além de ser versátil na limpeza de currais e cochos, manejo de confinamento, distribuição de ração, entre outras atividades. “Na pecuária, o trator trabalha o tempo todo, pois as tarefas são diárias e contínuas. Por isso, o equipamento precisa ser robusto e estar pronto para o trabalho pesado”, reforça.

Diferenciais técnicos da Série Plus:

Motor Perkins 4 cilindros diesel projetado para o trabalho agrícola, é o coração destes modelos. Desempenho em média 26% superior aos concorrentes, o torque disponível para as operações e a reserva de torque são elementos cruciais para o melhor desempenho operacional e o sistema eletrônico de gerenciamento e proteção de motor minimiza as falhas otimizando o desempenho da máquina além de garantir a vida útil do motor. “Torque e Reserva de Torque são fatores determinantes para um bom desempenho de campo

Transmissão LS: Synchro Shuttle com 20 opções de velocidades à frente e 20 à ré, além de ser mais eficiente no trabalho é muito fácil de operar, com uma transmissão totalmente sincronizada, inclusive o reversor. O sistema de super redução – Creeper permite realizar tarefas que exigem velocidades reduzidas.

Tomada de força (TDP): com uma disponibilidade de potência 15% superior aos concorrentes diretos e 5 opções de rotação (540 / 540E, 540SE, 750, 1.000 rpm, traz muita flexibilidade para este trator operar uma ampla gama de implementos. O acionamento Eletro-Hidráulico proporciona maior conforto, precisão e facilidade para a condução dos implementos e a ergonomia traz muita facilidade de operação ao sistema da TDP, com um forte impacto na produtividade e a segurança operacional.

Sistema Hidráulico com 36% a mais de rendimento e eficiência operacional, em função da capacidade de levante e o fluxo hidráulico com mais vazão e agilidade dos comandos a maior disponibilidade de componentes de controle remoto com 3 conjuntos de VCR, “Superioridade técnica que define a eficiência e versatilidade destes tratores.

Modelos para demandas especiais;

A LS Tractor também vai expor na 48º Expointer seus modelos para atender aquelas demandas de campo que exigem tratores especiais. Entre os destaques, estão os dois recentes lançamentos. O modelo MT4.70 apresentado ao mercado brasileiro em maio deste ano, se destaca por ser o SUV dos tratores, um verdadeiro utilitário e fabricação nacional. Projetado para atender aos mais variados desafios do campo em pequenas, médias e grandes propriedades, o modelo combina, tecnologia e eficiência operacional, com o menor consumo combustível da categoria. Equipado com motor LS Diesel de 4 cilindros e potência de 62 cv, apresenta um excelente torque e 11% a mais de reserva de torque em relação à média dos principais concorrentes.

Disponível nas versões com cabine original de fábrica ou plataformado (Rops), o modelo está equipado com a transmissão LS de 32 marchas à frente e 16 à ré, reversor sincronizado e super redutor integrado. Sistema hidráulico com válvula de vazão variável com ajuste de 0 à 35 litros/minuto. “Essa é uma excelente oportunidade para o produtor modernizar sua frota com um equipamento moderno, que oferece a maior eficiência operacional do mercado, 50% superior aos seus concorrentes, redução de custos e muito mais conforto para o operador”, destaca Astor Kilpp, consultor de produto da LS Tractor.

Outra novidade é o MT2.27E, voltado para a agricultura familiar, um trator de pequeno porte, porém robusto e ideal para mecanizar propriedades que ainda não contam com soluções mais eficientes.

O novo modelo equipado com motor LS Diesel de três cilindros e 25 cv, transmissão LS de 12 marchas à frente e 12 à ré, com reversor sincronizado. “Essa nova tecnologia garante ótimo desempenho, um trator de pequeno porte projetado para o uso intensivo, excelente conforto operacional e um baixo índice de consumo de combustível”, afirma Kilpp.

 “Os visitantes poderão ver de perto a funcionalidade desses equipamentos, que certamente trarão ainda mais eficiência aos manejos da fazenda”, completa o especialista.

48º Expointer 2025: o grande palco do agro brasileiro

Reconhecida como a maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, a Expointer 2025 traz este ano o tema: “Nosso futuro tem raízes fortes” e promete uma das edições mais completas da história.

Entre os números previstos para a edição deste ano, destacam-se a exposição de cinco mil animais, a participação de mais de 2,5 mil expositores, incluindo 456 agroindústrias familiares (um recorde para o segmento). Também são esperados mais de 120 expositores do setor de máquinas e implementos agrícolas, além de uma programação intensa com 500 atividades e eventos distribuídos ao longo dos nove dias de feira.

Segundo Kilpp, a Expointer chega nesta edição mais fortalecida e mantém sua essência como vitrine da genética animal, recebendo visitantes e produtores de todas as regiões do Brasil, em especial do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. “É um evento estratégico, onde recebemos públicos com as diferentes necessidades. Por isso, estaremos com nossa equipe completa e preparada durante todos os dias da feira para apresentar nossos produtos e tirar dúvidas dos produtores”, finaliza.

Sobre a LS Tractor

A LS Tractor é a marca de tratores da sul-coreana LS Mtron, integrante do LS Group – o 13º maior grupo empresarial da Coreia do Sul, com presença global, mais de 21 mil colaboradores e vendas anuais acima de 30 bilhões de dólares. Presente no Brasil desde 2013, com fábrica em Garuva (SC), a empresa atua no setor de máquinas agrícolas com uma linha de tratores voltada a diferentes perfis de produtores. Com mais de 70 concessionárias em território nacional, a LS Tractor tem ampliado sua presença no mercado brasileiro por meio de estratégias baseadas nos dados de mercado, expansão da rede com foco na proximidade com os clientes e desenvolvimento de novas tecnologias em transmissão para atender as demandas do campo.


 





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Arroba do boi gordo segue em disputa entre demanda e escalas confortáveis


O mercado físico do boi gordo se deparou com predominante acomodação em seus preços nesta quinta-feira (4).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda desfrutam de uma posição mais confortável em suas escalas de abate.

“Essas indústrias contam com a incidência de animais de parceria (contratos a termo), somado a utilização de confinamento próprio para suprir suas necessidades”, diz.

De acordo com ele, as exportações em alto nível ainda são o grande ponto de sustentação do mercado, com um ritmo acelerado de embarques nas últimas semanas.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 312,17 — ontem: R$ 313
  • Goiás: R$ 303,57 — R$ 306,61
  • Minas Gerais: R$ 299,12 — R$ 299,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,66 — R$ 319,20
  • Mato Grosso: R$ 311,69 — R$ 313,38

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com reajustes em seus preços no decorrer da quinta-feira. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“Mais uma vez é importante mencionar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado as proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, declara o analista.

O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo; o quarto dianteiro foi precificado a R$ 18,10, por quilo, alta de R$ 0,10; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 17,10, por quilo, alta de R$ 0,10.

Exportações de carne bovina

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,504 bilhão em agosto (21 dias úteis), com média diária de US$ 71,622 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 268,562 mil toneladas, com média diária de 12,788 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.600,00.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 56% no valor médio diário da exportação, ganho de 23,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,3% no preço médio. 

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,66%, sendo negociado a R$ 5,4753 para venda e a R$ 5,4733 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4452 e a máxima de R$ 5,5012.



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Algodão de seda: como eliminar a planta invasora que assombra seu pasto?


Pecuaristas, o algodão de seda é uma planta daninha que tem se espalhado por fazendas, tornando-se um problema para as pastagens. José Fernando, produtor de Serra do Ramalho, no estado da Bahia, busca ajuda para eliminar a invasora que está tomando conta de seus pastos.

Nesta resposta no programa Giro do Boi, o zootecnista e mestre em pastagem e forragicultura Edmar Peluso, da consultoria Gerente de Pasto, explicou que essa invasora é difícil de combater e que o controle foliar e a roçada não são eficientes.

O controle do algodão de seda: uma solução cara e pontual

Detalhe da planta algodão de seda. Foto: Reprodução/Giro do BoiDetalhe da planta algodão de seda. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Detalhe da planta algodão de seda. Foto: Reprodução/Giro do Boi

Edmar Peluso é direto: o algodão de seda é uma invasora “chatinha de morrer”. O controle foliar, com a aplicação de herbicidas na folha, tem baixíssima eficiência, e o controle por roçada, seguido da aplicação de glifosato no toco, também não funciona bem devido ao caule fino da planta.

O método mais eficaz, segundo o especialista, é o controle no caule.

  • Solução: O controle é feito com uma solução de Garlon (ou herbicida genérico) e óleo diesel. A aplicação é feita com um bico de baixa pressão, pulverizando toda a circunferência do caule da planta, de 50 cm de altura até o solo.
  • Custo: Essa solução tem um custo elevado, devido ao preço do herbicida e do óleo diesel, além da mão de obra necessária para fazer o trabalho em toda a circunferência da planta.

Diante de uma infestação alta, a pergunta que o pecuarista deve fazer é: será que compensa investir nesse controle pontual?

Reforma do pasto: a solução definitiva

Área de pastagem infestada com o algodão da seda. Foto: DivulgaçãoÁrea de pastagem infestada com o algodão da seda. Foto: Divulgação
Área de pastagem infestada com o algodão da seda. Foto: Divulgação

Pela foto de José Fernando, o especialista acredita que a infestação do algodão de seda está alta. Nesses casos, pode ser mais barato e mais eficiente reformar o pasto.

A reforma do pasto, se feita de forma correta, é a solução definitiva para eliminar o algodão de seda e outras plantas invasoras. Edmar Peluso recomenda os seguintes passos:

  • Análise e correção do solo: Faça uma análise para saber as necessidades de calcário e fósforo. Corrija o pH e a saturação de cálcio e magnésio, e incorpore o calcário no perfil do solo.
  • Sementeira e pastejo: Use bastante semente para o capim fechar bem e, no primeiro pastejo, faça o “teste do arranque” para ver se a planta está firme.
  • Adubação de cobertura: Após o primeiro pastejo, faça uma adubação de cobertura com, por exemplo, 180 a 200 kg de 20-20, para que a planta perfilhe, feche o solo e o pasto se forme completamente.

Com um pasto bem formado e o solo corrigido, a planta principal terá mais vigor para competir com qualquer invasora, como o algodão de seda, garantindo a produtividade e a saúde da pastagem.



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Soja registra alta nos preços e negócios pontuais



O mercado brasileiro de soja registrou poucos negócios nesta quinta-feira. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, a sessão foi marcada por volatilidade em Chicago: o dia começou em queda, mas reverteu no final, enquanto os prêmios subiram e trouxeram alguma melhora aos preços. “Ainda assim, o movimento foi pontual, sem expressão significativa”, disse.

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Segundo o analista, Goiás apresentou os principais lotes negociados, mas, de forma geral, o ritmo de comercialização seguiu lento. “Nos portos do Paraná e do Rio Grande do Sul até ocorreram alguns negócios, mas não houve reportes de vendas agressivas. Para a safra nova, o cenário também permanece sem grandes avanços”, acrescentou Silveira.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 134,50
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 125,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. Após atingir o menor patamar em duas semanas e meia, o mercado recuperou parte do terreno perdido na parte final da sessão. Compras técnicas garantiram a reação, enquanto alguma preocupação com o desenvolvimento das lavouras e incidência de doenças ajudou no movimento de recuperação. Ainda assim, o cenário fundamental segue exercendo pressão.

A fraca demanda pela soja americana por parte da China tem sido o fator determinante para o comportamento recente do mercado. Os investidores se mostram céticos sobre um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos. A cúpula em Pequim nesta semana, envolvendo líderes do país asiático, Rússia e Índia, parece afastar ainda mais chineses e norte-americanos.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,14%, a US$ 10,33 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,51 1/2 por bushel, com alta de 1,50 centavo ou 0,14%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,20, ou 0,42%, a US$ 283,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,93 centavos de dólar, com ganho de 0,09 centavo ou 0,17%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,4468 para venda e a R$ 5,4448 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4423 e a máxima de R$ 5,4718



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Brasil intensifica negociações para voltar a exportar pescados à Europa



O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, se reuniu nesta quinta-feira (4) com o comissário da DG’Santé, Olivér Várhelyi, a autoridade sanitária da União Europeia.

O objetivo do encontro foi discutir a reabertura do mercado europeu para o pescado brasileiro, uma prioridade assumida pelo governo brasileiro desde a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023. 

A conversa aconteceu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e contou com a intermediação do ministro Carlos Fávaro.

O bloco deixou de comprar pescados do Brasil em maio de 2018, quando suspendeu a importação após uma avaliação sanitária que identificou falhas na indústria de processamento do produto.

Durante a reunião, de Paula solicitou a revisão das restrições ao comércio do pescado nos países do bloco. “Queremos acelerar nosso pedido para que possamos voltar a comercializar nosso pescado nos países europeus. Estamos abertos a atender às auditorias da autoridade sanitária ainda em 2025”, afirmou. 

O ministro também destacou a relevância histórica das relações comerciais entre o Brasil e a União Europeia. “Reforço a importância de restaurar nossos laços comerciais, que sempre foram baseados na transparência”, declarou. 

O comissário Várhelyi detalhou que o pedido será analisado pela autoridade sanitária, que planeja realizar as auditorias em breve. Caso esse procedimento aconteça de forma favorável, a reabertura ainda depende da aprovação dos membros da União Europeia. 

Histórico das negociações dos pescados

Desde a recriação do ministério a reabertura do mercado europeu é uma prioridade. Em 2023 a pasta começou a atuar junto ao Mapa no diálogo com a autoridade sanitária da União Europeia. A partir de então, o MPA adotou medidas para atender os critérios higiênico-sanitários de embarcações pesqueiras que desejam exportar para a UE e o Reino Unido. 

Em 2024, o MPA e o Mapa receberam uma auditoria da autoridade sanitária do Reino Unido, que trabalha com critérios equivalentes ao dos países do bloco europeu.

Já em fevereiro de 2025, representantes dos dois ministérios participaram de uma reunião em Bruxelas, na Bélgica, para discutir o Mecanismo SPS, um sistema de regras e procedimentos para garantir a segurança dos produtos alimentares, vegetais e animais, incluindo as medidas relacionadas com a saúde pública e o bem-estar animal, que regem o comércio de alimentos e outros produtos agrícolas. 

Além disso, o MPA tem um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a ApexBrasil para promoção do pescado brasileiro no mercado internacional.



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Sobe para 612 o número de mortes de animais em investigação após uso de vacina



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atualizou para 612 o número de mortes de animais que teriam relação com a vacina contra clostridiose Excell 10, de propriedade do laboratório Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda.

De acordo com a pasta, os óbitos envolvendo caprinos, ovinos e bovinos vêm sendo comunicados por produtores à medida que ocorrem.

O Mapa orienta que as notificações sejam encaminhadas via sistema e-Sisbravet, ferramenta eletrônica específica para o registro e acompanhamento de notificações de suspeitas de doenças e das investigações realizadas pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO).

Segundo Ministério, as notificações já encaminhadas pelo canal FalaBr também serão atendidas e transferidas para o sistema e-sisbravet.

O Mapa também recomenda que os casos sejam registrados junto aos canais da empresa proprietária da vacina, Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda., pelos contatos de telefone 0800 400 7997 e whatsapp: (43) 99135-1168, além do endereço eletrônico: [email protected].

A pasta destaca que a vacinação contra a clostridiose continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à doença, altamente letal. “O consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina, provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial, é seguro”, reforça o Ministério, em nota.

Entenda o caso da vacina

A ocorrência de reações adversas em animais com possível relação ao uso dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina Excell 10 foi notificado ao Mapa em agosto pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi).

Logo em seguida, o Ministério determinou, cautelarmente, a apreensão de todos os lotes do imunizante, além da interdição da fabricação do produto, da realização de auditoria na empresa fabricante e da coleta de amostras para análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. A empresa, por sua vez, iniciou o recolhimento dos dois lotes após determinação do Mapa.

O Ministério informa que há relatos de mortes de animais em outros estados, que ainda estão em investigação para verificar possível correlação com o uso da vacina.

“A causa das mortes ainda não foi confirmada. O Ministério segue atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para esclarecer os fatos e adotar todas as medidas necessárias à proteção da pecuária nacional”, diz a pasta.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja cai levemente; milho sobe com demanda forte



No Brasil, o clima também é favorável ao início do plantio



No Brasil, o clima também é favorável ao início do plantio
No Brasil, o clima também é favorável ao início do plantio – Foto: Nadia Borges

As cotações da soja em Chicago registraram leve baixa na última semana, com o contrato de novembro fechando próximo à estabilidade em 1.054,5 cents/bushel. Segundo a StoneX, os fundamentos permanecem estáveis, com perspectivas favoráveis para a safra 25/26 dos EUA, que deve alcançar produtividade recorde, embora o USDA tenha revisado a produção para baixo após corte de área. 

Apesar de chuvas e temperaturas mais baixas em algumas regiões americanas, as lavouras seguem em condições muito acima da média histórica. No Brasil, o clima também é favorável ao início do plantio, mas o mercado acompanha com atenção possíveis impactos da política de biocombustíveis nos EUA e o ritmo das exportações, principalmente para a China. A ocorrência de La Niña, embora ainda pouco provável, pode trazer riscos de clima mais seco ao Sul do Brasil e à Argentina.

No milho, os futuros registraram nova semana de alta na CBOT, com o contrato de dezembro/25 encerrando a US¢420,25/lb (+2,1%). De acordo com a StoneX, o mercado reage a preocupações com a reta final da safra americana e ao fortalecimento da demanda internacional. Apesar das revisões positivas para a oferta feitas pelo USDA, investidores mantêm cautela diante da expectativa de níveis de produtividade média considerados excelentes.

Na B3, os contratos de milho oscilaram entre estabilidade e baixa, refletindo ajustes nos preços físicos e nos prêmios portuários, que enfraqueceram nos últimos pregões. A combinação de alta demanda externa e fundamentos sólidos segue dando suporte aos preços internacionais, mantendo o setor atento a novos relatórios de produção e condições climáticas. O mercado agrícola continua em foco, com soja e milho mostrando resiliência diante de incertezas climáticas e políticas, enquanto os players acompanham a evolução das safras na América do Norte e o comportamento das exportações latino-americanas.

 





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Farelo de soja atinge mínima em 10 anos e óleo sustenta margens da indústria em 2025


O mercado de farelo e óleo de soja em 2025 foi marcado por forte volatilidade, tanto na Bolsa de Chicago (CBOT) quanto no mercado doméstico brasileiro.

Como o complexo soja conta com uma precificação que vem de fora para dentro, não podemos deixar de lado um dos principais acontecimentos que impactaram os contratos de farelo e óleo de soja na CBOT.

No cenário internacional, os preços oscilaram intensamente diante das incertezas sobre a política de biocombustíveis dos Estados Unidos. O anúncio do novo mandato de biodiesel para 2026, com aumento de 3,3 para 5,6 bilhões de galões, inicialmente impulsionou os contratos em Chicago.

No entanto, dúvidas quanto à viabilidade da medida, às regras da Environmental Protection Agency (EPA) sobre isenções para pequenas refinarias e ao uso de matérias-primas importadas trouxeram instabilidade ao mercado.

Além disso, discussões sobre tarifas de importação e possíveis ajustes regulatórios reforçaram os movimentos de correção e especulação.

No Brasil, o cenário não foi muito diferente. A suspensão do B15 em março deste ano trouxe muitas incertezas ao mercado, já que o governo não havia anunciado nenhuma previsão ou confirmação de que o B15 ainda seria efetivado neste ano de 2025. Porém, o anúncio veio próximo do início de julho, com a efetivação da mistura obrigatória de B15 iniciada em primeiro de agosto.

A alta fortaleceu a demanda doméstica, sustentando os preços mesmo em momentos de queda em Chicago. Vale lembrar que mais de 60% de todo óleo de soja produzido no país é destinado ao setor de biodiesel, representando mais de 75% da matéria-prima utilizada para produção do biocombustível. Essa relação direta tornou o B15 o principal fundamento de suporte ao óleo de soja nesta temporada.

Custo de esmagamento de soja

Mesmo com uma safra de soja que deve ser consolidada em cerca de 170 milhões de toneladas nesta temporada, o custo de esmagamento da soja segue alto nas indústrias do país. Portanto, esta demanda maior ao derivado pelo setor de biodiesel torna o óleo de soja o principal pagador da margem de esmagamento e mantém a tendência de firmeza aos preços internos de óleo mesmo em casos de recuos na CBOT. 

Estes movimentos impactaram diretamente nos preços do farelo de soja, que acaba por ficar mais ofertado no mercado internacional e no mercado doméstico. Na CBOT os contratos atingiram os menores patamares em 10 anos, empurrando, assim, a paridade de exportação para baixo nos portos brasileiros e, como ocorre nos Estados Unidos, o avanço da demanda por óleo no Brasil acontece sem uma contrapartida na demanda do farelo.

Tal cenário pressiona os prêmios e preços do derivado também no mercado brasileiro. Com isso, mantém-se uma tendência de preços enfraquecidos pelo restante da temporada 2025, apesar das recentes recuperações no mês de agosto.

*Gabriel Castagnino Viana é economista com mais de 10 anos de experiência no mercado de soja, especialista em derivados, farelo e óleo. Tem participado de estudos e análises que impactam diretamente a indústria.


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