domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Diesel sobe em agosto e supera preço de julho


Em agosto, o preço do diesel registrou alta em relação a julho, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O diesel comum ficou 0,65% mais caro, alcançando média de R$ 6,19, enquanto o diesel S-10 subiu 0,81%, chegando a R$ 6,22. De acordo com a Edenred, as oscilações do petróleo e do câmbio seguem como fatores determinantes para os reajustes no Brasil.

Regionalmente, o Sudeste teve o maior aumento para o diesel comum, de 1,15% (R$ 6,14), enquanto o S-10 registrou a maior alta no Centro-Oeste, de 1,28% (R$ 6,34). No Norte, o diesel comum foi o único a apresentar queda, de 0,73%, mas ainda assim manteve o preço mais alto do País, a R$ 6,76. Já os menores valores médios foram encontrados no Sul: R$ 6 para o tipo comum e R$ 6,06 para o S-10.

“O aumento registrado no diesel em agosto está ligado à influência de variáveis externas que continuam determinantes para a formação dos preços no Brasil. Oscilações no valor do petróleo e no câmbio acabam sendo incorporadas de forma relativamente rápida à cadeia de distribuição, o que ajuda a explicar a elevação observada no período”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

No levantamento por estados, o Acre liderou com os preços mais altos: R$ 7,59 para o diesel comum e R$ 7,55 para o S-10, apesar de leves quedas em relação a julho. O Paraná registrou o menor preço para o diesel comum, a R$ 5,97, enquanto Pernambuco teve o menor valor para o S-10, a R$ 5,96. As maiores altas ocorreram em Sergipe, com avanço de 4,06% no diesel comum (R$ 6,41), e no Paraná, com alta de 1,86% no S-10 (R$ 6,02). O IPTL considera abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, consolidando os preços a partir de milhões de transações, o que garante confiabilidade ao levantamento.

 





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Uma volta ao mundo pelos sabores do café… em Santos



Que o Brasil é campeão na produção e na exportação de café, todo mundo já sabe. Mas, dentre as opções da bebida no mercado, você saberia diferenciar o grão de cada região? Essa é a proposta de um dos cursos oferecidos pelo Museu do Café, localizado em Santos, no litoral paulista.

Além de aprender sobre a origem e os métodos de preparo, o público que visita o local pode sentir aromas e experimentar o café de todas as formas. Segundo Fernanda Marqueria, gestora do Centro de Preparação de Café do museu, esse contato direto desperta a curiosidade e cria uma conexão ainda mais profunda com a bebida.

O Museu do Café

Falar de café no Brasil, é também pensar na cidade de Santos, onde fica o principal porto do país. Foi por lá que o café brasileiro ganhou o mundo e é lá que está o Museu do Café, instalado no edifício da antiga Bolsa Oficial, um dos símbolos dessa ligação entre passado e presente. 

Para a gestora do CPC, o local é importante para a aproximação do público com o universo do café. “Mais do que valorizar a história desse produto tão importante para o Brasil em termos econômicos, sociais, culturais e políticos, a ideia é mostrar como ele faz parte do nosso cotidiano e está em constante transformação”, diz.

Ali, visitantes percorrem exposições que mostram a força do grão na economia nacional e participam de vivências que aproximam da cultura sensorial da bebida. É uma forma de entender por que a bebida, em suas múltiplas versões, segue unindo tradições, inovação e memória afetiva. Mas a pergunta que surge é inevitável: como diferenciar um café do outro? 

O mundo na xícara

Em um dos cursos dentro do Centro de Preparação do Café, os amantes da bebida conseguem viajar por um mundo de sabores, passando por países produtores mais conhecidos, como Brasil e Colômbia, mas também por destinos menos óbvios, como Índia e Costa Rica. Além disso, é importante que o grão de cada região chegue ao mercado com muita qualidade.

Quem explica melhor é José Cordeiro, professor da Universidade do Café aqui no Brasil. “Esse frescor permite que as características sensoriais de cada origem sejam percebidas com muito mais facilidade quando comparamos um café com o outro”. Segundo ele, cada grão apresenta características sensoriais próprias, definidas por fatores como solo, clima, latitude, longitude e outros elementos naturais. 

Outra forma de diferenciar os tipos de café é fazendo a comparação simultânea, que ajuda na construção do paladar. De acordo com Cordeiro, isso permite que o consumidor entenda melhor as diferenças entre cada perfil sensorial. 

“Eu posso experimentar um café da Colômbia, que geralmente tem bom corpo e notas frutadas, e compará-lo simultaneamente com o do Brasil. Essa comparação ajuda a criar uma memória gustativa, que vai sendo desenvolvida aos poucos”, afirma.

Em relação aos cursos, o especialista reafirma a importância de atividades, como as disponíveis no Museu do Café. Na visão dele, elas também ajudam os produtores a melhorar a qualidade dos grãos, bem como capacitar baristas para fazer extrações de excelência. Para o público geral, o ganho é bastante claro: o contato com a história do grão no Brasil valoriza o processo e o valor de uma bebida de qualidade.



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Mercado do boi gordo encerra semana com preços estáveis


De acordo com o informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (5), o mercado do boi gordo em São Paulo encerrou a semana sem alterações nas cotações.

O levantamento aponta que as indústrias se dividiram em dois perfis. Algumas alongaram suas escalas de abate para cerca de dez dias e, por cautela, se retiraram das compras na sexta-feira. Outras, que atuaram no período da manhã, mantiveram-se pouco dispostas a negociar em valores diferentes dos praticados no dia anterior, projetando um mercado mais pressionado na próxima semana.

Com esse cenário, a cotação de todas as categorias permaneceu inalterada em relação à quinta-feira.

No Mato Grosso, parte das indústrias, já com escalas preenchidas para a próxima semana, não participou das compras nesta sexta-feira. Na região Sudeste do estado, houve redução de R$ 3,00 por arroba nas ofertas de compra da novilha, após 12 dias úteis de estabilidade. Para as demais categorias e regiões, os preços seguiram estáveis.

Em relação ao comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 268,5 mil toneladas em agosto, com média diária de 12,8 mil toneladas. O resultado representa crescimento de 23,5% em relação ao mesmo mês de 2024. O preço médio da tonelada foi de US$ 5,6 mil, alta de 26,3% no comparativo anual.

Apesar de o volume total embarcado em agosto ter ficado 3% abaixo do registrado em julho, o resultado consolidou o melhor desempenho da história para o mês, estabelecendo um recorde nas exportações brasileiras de carne bovina.





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Queijo colonial artesanal ganha reconhecimento nacional


A tradição de produção de queijos artesanais atravessa gerações e, ao longo do tempo, se consolidou como referência em qualidade e autenticidade. A história começou em 1927, quando Ambrose Lorenzon criou o primeiro rótulo da família, preservando uma receita que permanece até hoje. Após um período de pausa, em 2007, Sérgio e sua esposa decidiram retomar a produção e, assim, resgataram a identidade do queijo colonial artesanal.

Atualmente, quem lidera a sexta geração é Gabriel Lorenzon, que assumiu a atividade ao lado do pai. Segundo ele, “nosso queijo mantém a mesma receita familiar, e cada conquista é um reconhecimento da nossa história e da dedicação de toda a família”.

O resultado desse cuidado não demorou a aparecer nos concursos. Em 2022, o queijo conquistou medalha de bronze em competição regional. No ano seguinte, o colonial com 30 dias de maturação recebeu medalha de ouro no mesmo evento. Em 2024, por sua vez, veio a consagração: o produto alcançou o segundo lugar no concurso nacional realizado em Brasília, promovido pela CNA e pelo SENAR.

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Mais do que os títulos, porém, Gabriel ressalta o valor da validação de especialistas. “Participar de um concurso é ter a certeza de que pessoas qualificadas avaliaram o seu queijo e reconheceram a qualidade. Esse feedback é fundamental para continuar evoluindo”, afirma Lorenzon.

Além disso, o apoio de instituições como o Sebrae tem sido essencial nessa trajetória. Com incentivos e programas voltados à qualidade, pequenos produtores conseguem se desenvolver com mais segurança. Dessa forma, segundo Gabriel, é possível crescer de forma sustentável e manter viva uma tradição iniciada há mais de 140 anos na propriedade da família.



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Receita de café exportado chega a US$ 9 bilhões até julho


A safra brasileira de café está estimada em 55,2 milhões de sacas beneficiadas em 2025. Segundo o 3º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (4), o volume representa alta de 1,8% em relação ao ano passado, mesmo sendo um ciclo de baixa bienalidade.

De acordo com a Conab, a produção é influenciada pela recuperação de 3% na produtividade nacional, que passou de 28,8 sacas por hectare em 2024 para 29,7 sacas neste ano. No ciclo anterior, marcado pela bienalidade positiva, a safra foi prejudicada por adversidades climáticas. A área em produção foi estimada em 1,86 milhão de hectares, queda de 1,2% frente a 2024, enquanto a área em formação cresceu 11,9%, alcançando 395,8 mil hectares. Assim, a área total destinada ao cultivo de café chega a 2,25 milhões de hectares, alta de 0,9% em comparação ao ano anterior.

O levantamento aponta que a produção de café arábica deve alcançar 35,2 milhões de sacas, uma redução de 11,2% em relação à safra anterior. Minas Gerais concentra 75,2% da área nacional destinada à espécie, com 1,38 milhão de hectares, e deve colher 24,7 milhões de sacas, queda de 10,8% frente ao ciclo passado. A Conab atribui a retração ao efeito da bienalidade negativa e à seca prolongada que antecedeu a floração.

No caso do conilon, a produção deve atingir 20,1 milhões de sacas, crescimento de 37,2% em comparação ao ano passado. A Conab explica que o resultado se deve à regularidade climática, que favoreceu a formação dos frutos. O Espírito Santo, responsável por 69% da produção nacional da espécie, deve colher 13,8 milhões de sacas, alta de 40,3% em relação a 2024, impulsionada pelas chuvas no norte do estado.

Na Bahia, a produção total está estimada em 4,1 milhões de sacas, aumento de 33,5% em relação ao ano anterior. O resultado decorre da entrada de novas lavouras irrigadas em produção, principalmente nas regiões do Atlântico e do Cerrado. A produção de conilon no estado deve crescer 51,2%, alcançando 2,95 milhões de sacas, enquanto o arábica deve registrar avanço de 2,4%, totalizando 1,1 milhão de sacas. Rondônia também deve apresentar crescimento de 10,4%, com produção estimada em 2,3 milhões de sacas.

No mercado externo, o Brasil exportou 23,7 milhões de sacas de 60 quilos entre janeiro e julho de 2025, queda de 16,4% em comparação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar da retração, o volume é o terceiro maior já registrado no período. Segundo o levantamento, a redução já era esperada devido à menor disponibilidade de estoques após o recorde de exportações em 2024 e à limitação da produção de arábica.

A receita gerada pelas exportações no acumulado até julho somou US$ 9 bilhões, o maior valor para o período. O desempenho representa alta de 44,1% em relação ao ano anterior, resultado impulsionado pela elevação dos preços internacionais do café no início do ano.





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Projeções para safra de soja dividem opiniões


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 8 a 14 de agosto e publicada na última quinta-feira (14), os prêmios têm ajudado a sustentar parte dos preços da soja no Brasil, com o câmbio mantendo-se próximo de R$ 5,44 por dólar. Nesse cenário, as principais praças gaúchas registraram valores de R$ 122,00 por saca, enquanto em outras regiões do país os preços oscilaram entre R$ 117,00 e R$ 123,00 por saca.

Em paralelo, projeções da iniciativa privada indicam que a futura safra brasileira pode alcançar 178,2 milhões de toneladas em 2025/26. A StoneX avaliou que o número é baseado em expectativa de produtividade excelente. O Ceema ponderou, no entanto, que “além de muito cedo, tais números são, por enquanto, bastante otimistas, já que é preciso esperar o comportamento do clima nas diferentes regiões do país”. O relatório destacou ainda que o Mato Grosso enfrenta preocupações com a baixa umidade, considerada a menor em dez anos, no início do plantio autorizado a partir de 7 de setembro, após o vazio sanitário. O Sul do país também continua sob risco de seca.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em levantamento recente, manteve a área de soja do estado em 13,08 milhões de hectares, alta de 1,67% em relação ao ano anterior. A produtividade média foi projetada em 60,4 sacas por hectare, recuo de 8,8% frente ao ciclo anterior. A produção final estimada é de 47,2 milhões de toneladas, queda de 7,3% em relação à colheita passada. O instituto destacou que ainda há incertezas relacionadas ao clima e ao nível de investimento dos produtores em tecnologia diante de custos elevados e preços relativamente baixos.

No Rio Grande do Sul, a Emater estimou redução de 0,8% na área a ser semeada em 2025/26, para 6,74 milhões de hectares. Apesar da retração, a entidade afirmou que, em condições climáticas normais, a produção poderá se recuperar após a quebra de 27% registrada na safra passada em comparação ao ano anterior. A expectativa é de que a colheita alcance 21,4 milhões de toneladas, avanço de 57,1% sobre o último ciclo, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare, o equivalente a 53 sacas.





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Mercado do trigo segue pressionado no Brasil


Os preços do trigo permaneceram estáveis na semana de 8 a 14 de agosto, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada na última quinta-feira (14). No Rio Grande do Sul, as cotações foram de R$ 70,00 por saco, enquanto no Paraná ficaram em R$ 75,00 por saco.

De acordo com a Ceema, os moinhos seguem abastecidos e as negociações de grão continuam restritas. Produtores com necessidade imediata têm cedido nos valores, enquanto moageiras bem estocadas ofertam preços ainda menores. A entrada de maior volume da safra 2025, associada às boas expectativas de produtividade, ao câmbio em patamares mais baixos e à ampla oferta mundial, reforça a pressão sobre o mercado interno.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), “em agosto/25, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.291,08/tonelada, queda de 2% frente a julho/25 e de 12,2% em relação a agosto/24, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.433,50/tonelada, com baixa de 2,9% no comparativo mensal e de 9,4% no anual. Em São Paulo, os recuos foram de 4,6% e 12,6%, respectivamente, com média de R$ 1.431,12/tonelada em agosto/25. Em Santa Catarina, a cotação média foi de R$ 1.432,41/tonelada, com recuo de 0,6% e 7,6%, nesta mesma ordem”.

No Rio Grande do Sul, o plantio registrou redução de 9%, totalizando 1,2 milhão de hectares. A queda está relacionada ao alto custo de produção, às incertezas climáticas e às dificuldades de acesso a crédito. Na região de Passo Fundo, a Emater informou que “o investimento na lavoura é de em média R$ 4.000,00/hectare, o que equivale a mais de 60 sacos/ha. Lembrando que a média regional nas últimas safras ficou entre 60 e 62 sacos/ha. Para 2025 o potencial é de 70 a 80 sacos/ha, desde que o clima ajude, pois conta também a qualidade do grão. Tanto é verdade que trigos com PH acima de 78 recebem o valor de mercado, hoje entre R$ 69,00 e R$ 70,00/saco. Abaixo de 75, podem ser vendidos por menos da metade, em torno de R$ 40,00/saco, quando destinados à ração”.

A entidade destacou ainda a relevância da cultura para o sistema produtivo, com benefícios para a cobertura do solo, controle de plantas daninhas e descompactação, além da preparação para o cultivo de verão. Uma novidade neste ano é a possibilidade de destinação do trigo à indústria de etanol. Em Passo Fundo, a fábrica da Be8 deve absorver parte da produção fora do padrão exigido pelos moinhos. O grão com PH abaixo de 70 poderá ser comercializado entre R$ 50,00 e R$ 60,00.

Apesar das alternativas, os produtores enfrentam dificuldades. Para a maioria deles, nos últimos cinco anos apenas uma safra apresentou rentabilidade. Conforme a análise, o trigo, que historicamente se firmou como opção de cultivo de inverno, tem perdido espaço devido aos custos elevados e à instabilidade climática.





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inclusão de mulheres e jovens na agricultura familiar


A 27ª edição do Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) da Expointer foi aberta oficialmente nesta quinta-feira (4/9), reunindo 456 empreendimentos de 196 municípios gaúchos. Ao todo, são 356 agroindústrias, 70 estandes de artesanato e 30 de flores, plantas e mudas. Desse total, 146 são liderados por mulheres e 69 por jovens, reiterando, por mais um ano, a visibilidade, aprendizado e oportunidades para pequenos produtores que o espaço proporciona. 

Vozes femininas 

Entre as mulheres, Ivani Baculin Sonaglio, 63 anos, da Geleias Ivani, de Bento Gonçalves, destaca a satisfação de tocar seu próprio negócio e envolver a família. “Trabalhar com amor renova as energias, faz a gente se sentir viva e rejuvenescida”, diz Ivani, feliz em ver seus produtos valorizados e representar mulheres na agricultura familiar. 

Raquel Pellegrini, 37 anos, da Casa do Sabor, de Paraí, reforça a atuação feminina na agroindústria da família. “É tão gratificante tocar algo que amamos, que nos dá entusiasmo e força”, comenta, destacando o cuidado com cada etapa da produção e a relação próxima com os clientes. 

Jovens no campo 

Entre os jovens, Eduardo, 28 anos, de Arroio do Tigre, da Agroindústria Moh Suinocultura, deixou o mundo corporativo para atuar no campo. A sucessão familiar permitiu unir tradição e inovação. “Programas como o Agrofamília – Jovens e a participação em feiras são fundamentais para ampliar a produção e fortalecer o negócio”, afirma.

Sidnei Herves, 25 anos, de Campestre da Serra, estreia na Expointer com a vinícola da família, mantendo a tradição iniciada pelo avô. Ele valoriza a opção pelo campo, que permite preservar raízes e criar um negócio com qualidade de vida. “Cheguei de peito aberto e está sendo surpreendentemente positiva”, diz o produtor sobre a feira. 

Ações e políticas públicas 

As ações do Governo, em parceria com a Emater/RS-Ascar, reforçam a participação de mulheres e jovens. Programas como Fomento às Atividades Produtivas Rurais, Agrofamília – Jovens e Bolsa Juventude Rural oferecem assistência técnica, capacitação, financiamento e acompanhamento social. 

Para as mulheres, a Emater desenvolve iniciativas que fortalecem autonomia econômica, capacitação e inclusão social. Entre elas, o Curso de Desenvolvimento para Mulheres Rurais capacita participantes em diversas áreas, oferecendo um novo olhar sobre si mesmas e valorizando seu papel como agricultoras e líderes comunitárias. 

Além do curso, a Emater realiza orientação técnica, encontros e apoio ao acesso a crédito e à comercialização de produtos, contribuindo para que as mulheres ampliem oportunidades e fortaleçam seus negócios. 

A participação de 146 mulheres e 69 jovens no PAF evidencia o espaço como símbolo de diversidade e inovação no campo gaúcho. A combinação de tradição, geração de renda, capacitação e políticas públicas incentiva o crescimento de pequenos negócios e a permanência de famílias no campo, mostrando que o PAF 2025 promove inclusão produtiva e fortalecimento econômico para mulheres e jovens na agricultura familiar. 





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Pavilhão da Agricultura familiar fatura R$ 7,6 milhões na Expointer



Pavilhão da Agricultura Familiar bate recorde na feira




Foto: Divulgação

O 27º Pavilhão da Agricultura Familiar da 48ª Expointer registrou resultado histórico nos seis primeiros dias da feira. O espaço, que reúne produtores de diversas regiões do Rio Grande do Sul, alcançou faturamento de R$ 7.678.234,79, o maior já contabilizado no período. O valor representa um crescimento de 18% em relação a 2024, quando foram comercializados R$ 6.511.767,45.

Segundo a organização, os números confirmam a consolidação do Pavilhão como uma das principais vitrines da agricultura familiar no Estado. O desempenho reflete tanto a procura por produtos tradicionais e inovadores quanto a relevância do setor na geração de renda e oportunidades.

Na cerimônia de abertura da Expointer, realizada na sexta-feira (5), o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, ressaltou a importância do espaço. “A agricultura familiar é a base da nossa produção, crucial para a economia e para a identidade do povo gaúcho. Mesmo em momentos difíceis, os produtores familiares têm mostrado o caminho para o desenvolvimento, para a geração de renda e para a retomada da confiança do produtor gaúcho”, afirmou.

A média diária de vendas também apresentou crescimento em comparação com o ano passado. No primeiro dia, o faturamento subiu de R$ 1,02 milhão em 2024 para R$ 1,49 milhão em 2025. No segundo dia, as vendas superaram R$ 1,5 milhão. Já no quarto dia, o resultado passou de R$ 932.872,00 no ano anterior para R$ 1,32 milhão neste ano.

Com 456 empreendimentos participantes, o Pavilhão da Agricultura Familiar reforça sua posição como espaço estratégico de negócios e aproximação entre produtores e consumidores. Além do impacto econômico, o ambiente estimula a abertura de mercados e o fortalecimento das redes de comercialização.





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Safra americana de milho pressiona mercado global



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator molda o mercado



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno
O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno – Foto: Pixabay

A safra americana de milho promete ser robusta neste ano, com estimativas que variam entre 411 milhões de toneladas, segundo o principal Crop Tour dos Estados Unidos, e 425 milhões de toneladas, conforme projeção do USDA. Esse volume representa uma oferta expressiva a preços competitivos, que já começa a ocupar espaço no comércio internacional, inclusive em mercados tradicionalmente abastecidos pelo milho brasileiro.

Segundo a Veeries, a concorrência americana se intensifica justamente no momento em que o Brasil colheu uma safrinha excepcional. Normalmente, os Estados Unidos priorizam o embarque da soja no quarto trimestre, deixando o milho para depois. No entanto, se a China não comprar soja americana devido à guerra comercial, o milho pode ser exportado antes do previsto, potencialmente inundando o mercado global.

O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno. Apenas nas últimas semanas, foram anunciadas quatro novas unidades e três expansões de plantas existentes, impulsionadas pelo aumento da mistura de etanol anidro à gasolina de 27% para 30% e por linhas de crédito incentivado, como as do Fundo Clima e do BNDES. Desde 2022, a capacidade de processamento de milho para etanol cresceu mais de 130%, com novos projetos ainda em desenvolvimento.

O impacto dessas mudanças já é sentido no campo. O aumento do consumo de milho pelas usinas contribui para reter volumes que poderiam ser exportados e influencia o comportamento dos produtores. No Oeste do Paraná, por exemplo, o milho safrinha está substituindo a área de trigo, que agora se concentra mais nas regiões Sul e dos Campos Gerais. Enquanto isso, o plantio da soja começou nas regiões mais precoces do Paraná, com Mato Grosso liberando a semeadura a partir do dia 7, embora os produtores ainda aguardem o momento ideal para acelerar o trabalho.

 





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