sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Cotações do açúcar se mantém firmes em São Paulo



Os preços do açúcar cristal branco seguiram praticamente estáveis no mercado spot de São Paulo na semana passada. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Entre 8 e 12 de setembro, a média do Indicador Cepea/Esalq (Icumsa de 130 a 180) foi de R$ 118,79/saca de 50 quilos, leve alta de 0,22% frente à do período anterior. Já no cenário internacional, os valores do demerara recuaram, pressionados pelas projeções de boa safra na Índia e na Tailândia, além da produção volumosa no Centro-Sul brasileiro, favorecida pelo tempo seco. 

Segundo dados da Unica analisados pelo Cepea, na primeira quinzena de agosto, o estado de São Paulo produziu 2,368 milhões de toneladas do adoçante. Valor que representa uma alta de 20,46% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. 

O mix de produção nas usinas paulistas destinou 61,64% da matéria-prima à fabricação de açúcar, também conforme a Unica.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Porto de Santos tem agosto histórico apesar de tarifaço dos EUA



O Porto de Santos encerrou agosto com resultados inéditos em movimentação de cargas e contêineres, mesmo sob os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos no início do mês. Dados da Autoridade Portuária de Santos (APS) mostram que foram movimentadas 16,5 milhões de toneladas em embarques e desembarques, alta de 3,5% em relação a agosto de 2024.

O volume de contêineres atingiu 518,1 mil TEU (unidade padrão de medida), avanço de 8,9% frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, Santos já soma 3,8 milhões de TEU, crescimento de 8% sobre igual período de 2024.

Exportações e efeito do tarifaço

Apesar do novo cenário tributário, o desempenho do porto indica impacto limitado das tarifas. Informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram que as exportações de Santos para os Estados Unidos caíram 5,79% em agosto. No entanto, o resultado geral foi positivo: o valor total exportado cresceu 8,55%, com destaque para os embarques destinados à China, que avançaram 63,25%.

A exportação de celulose aumentou 55,8% na comparação anual, enquanto soja, sucos, gasolina e óleo combustível também registraram altas expressivas. Destaque também para o fluxo de embarcações, com 489 atracações no mês, 9,6% a mais que em agosto do ano anterior.

Segundo Anderson Pomini, presidente da APS, o desempenho reforça a resiliência do setor. “Os dados demonstram que o mês de agosto foi de superação do cenário internacional adverso e apontam para a consolidação de um ano histórico para o Porto de Santos”, afirmou.

Contexto nacional

O bom resultado de Santos se soma ao desempenho recorde do sistema portuário nacional em julho. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os portos brasileiros movimentaram 124,7 milhões de toneladas, resultado impulsionado principalmente pelo comércio exterior. Os granéis sólidos, que incluem minerais e produtos agrícolas, lideraram com mais de 76 milhões de toneladas.

Em nota, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que o governo pretende ampliar concessões e atrair investimentos para sustentar o crescimento. “Nosso foco é garantir segurança jurídica e melhorar a infraestrutura, o que fortalece a capacidade dos portos e amplia a competitividade do Brasil”, afirmou.



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Polícia do RJ realiza megaoperação contra tráfico de animais silvestres



A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (16) a Operação São Francisco, considerada a maior já realizada no país contra o tráfico de animais silvestres, armas e munições. A ação cumpre mais de 40 mandados de prisão e 270 de busca e apreensão em diferentes regiões do estado, além de São Paulo e Minas Gerais.

Segundo a corporação, a força-tarefa mobiliza mais de mil policiais civis e é resultado de um ano de investigação. Ao longo das apurações, foram identificados 145 suspeitos ligados ao esquema, que atuava há décadas no comércio ilegal de animais e no fornecimento de armamento pesado.

As investigações apontaram que a organização criminosa era a principal responsável pela venda de animais silvestres em feiras clandestinas no Rio de Janeiro. O grupo também traficava armas e munições, abastecendo facções criminosas em outros estados.

De acordo com a Polícia Civil, a estrutura da quadrilha era dividida em núcleos. Caçadores capturavam animais em áreas de preservação, como o Parque Nacional da Tijuca e o Horto, enquanto atravessadores transportavam os animais até os centros urbanos para comercialização. Havia ainda um setor especializado em primatas, que dopava e vendia macacos retirados da mata.

A operação tem coordenação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e conta com apoio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), do Ministério Público, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Ibama, do Inea e de diferentes departamentos da Polícia Civil do RJ.



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Ministério da Agricultura realiza missão comercial na Ásia



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na última semana, missão voltada à promoção comercial e atração de investimentos para o agronegócio brasileiro na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Singapura.

A delegação, formada pelo coordenador-geral do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, André Okubo, pelo coordenador de Investimentos, Thiago Arcebispo, e por empresários brasileiros apresentaram aos investidores locais projetos estratégicos que totalizam mais de R$ 11 bilhões.

Entre as propostas estão a produção de fertilizantes nitrogenados a partir de hidrogênio verde, projetos de inovação e tecnologia no agro, comercialização de créditos de carbono e a conversão de pastagens degradadas em sistemas produtivos intensivos e sustentáveis.

A iniciativa foi organizada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, em parceria com os adidos agrícolas brasileiros que atuam nos respectivos países



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AgroNewsPolítica & Agro

Sorriso lidera produção agrícola no Brasil pelo sexto ano consecutivo


Sorriso, no norte de Mato Grosso, reafirmou seu protagonismo no agro nacional ao liderar, pelo sexto ano seguido, o ranking de valor de produção agrícola no Brasil. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2024), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, o município registrou um valor bruto de produção de R$ 7,2 bilhões, o equivalente a 0,9% do total nacional. Sorriso também se manteve entre os primeiros colocados em diversas culturas: foi o 1º em milho (R$ 2,4 bilhões), 3º em soja (R$ 3,3 bilhões), 6º em algodão (R$ 1,3 bilhão) e 4º em feijão (R$ 195,7 milhões).

Produção concentrada em grandes polos

O levantamento aponta ainda São Desidério (BA) e Sapezal (MT) como o segundo e terceiro maiores municípios em valor de produção agrícola, com R$ 6,6 bilhões e R$ 5,9 bilhões, respectivamente. Ambos têm forte participação na produção de soja e algodão.

Somados, os 10 maiores municípios alcançaram R$ 52,4 bilhões em 2024, o que corresponde a 6,7% do valor total da produção agrícola do país. O dado confirma a concentração da produção em regiões altamente tecnificadas, especialmente no Centro-Oeste e no Matopiba.

A liderança de Sorriso reflete o avanço da mecanização, da gestão profissionalizada e da ampliação de áreas cultivadas com alto rendimento por hectare. A cidade consolidou-se como referência em escala, produtividade e integração entre lavoura e mercado, com impacto direto sobre o desempenho do agronegócio nacional.





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Queijo de Guapó (GO) conquista 3º lugar no prêmio promovido pela CNA


O produtor João Vicente Rodrigues transformou sua produção artesanal de queijos em negócio de sucesso, no município de Guapó, Goiás (GO). 

Desde 2017, Rodrigues se dedica à produção de queijos artesanais, e, em 2020, obteve o selo Arte, que garante autenticidade e valor agregado aos seus produtos.

A partir desse marco, sua produção ganhou visibilidade e passou a atender clientes de diferentes regiões do país.

“Aqui na Fazenda Serra do Bosque, fazemos queijos com leite cru, temos a nossa propriedade certificada e livre de brucelose e tuberculose”, conta Rodrigues.

No entanto, todo esse cuidado é fundamental para oferecer um alimento seguro e de sabor diferenciado. 

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Além disso, a dedicação à melhoria contínua resultou em reconhecimento nacional. O produtor participou do Prêmio Brasil Artesanal 2025 – Edição Queijos -, realizada pela CNA com apoio do Sebrae – que premiou os melhores queijos artesanais do país: “nós pegamos o terceiro lugar com o Queijo Serrado, na categoria adição/condimentos.”

Segundo o produtor, a premiação representa não apenas um título, mas também uma oportunidade de negócio. “Acredito que, essa premiação, vai abrir mercado para nós.”

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exportará sebo bovino para Singapura



Em 2024, Singapura importou mais de US$680 milhões em produtos do Brasil



Foto: Pixabay

O governo brasileiro informa ter recebido das autoridades sanitárias de Singapura a autorização para exportar sebo bovino destinado ao uso industrial, inclusive para a produção de biocombustíveis.

Em 2024, Singapura importou mais de US$680 milhões em produtos agropecuários do Brasil. Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes, artigos do complexo sucroalacooleiro e demais produtos de origem animal.

A abertura fortalece as relações comerciais com Singapura, importante polo logístico e financeiro da Ásia. O país tem crescente demanda por insumos destinados à produção de energia renovável, setor em que o Brasil tem capacidade de fornecer matérias-primas de forma competitiva e sustentável.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 435 aberturas de mercado desde 2023, em 72 destinos. 

 





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Super-quarta acende otimismo dos investidores; confira os destaques de hoje do mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o otimismo dos investidores com possíveis cortes de juros pelo Fed impulsionou bolsas e commodities, com dólar em queda global.

No Brasil, Ibovespa renovou recorde a 143.546 pontos e o real liderou entre emergentes, apoiado pela Selic estável e diferencial de juros. O IBC-Br caiu 0,53%, mas o Focus reforçou trajetória de inflação em queda. Hoje, destaque para PNAD Contínua e Monitor do PIB.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo segue pressionado



Para os moinhos, a recomendação é aproveitar o momento de preços baixos


Para os moinhos, a recomendação é aproveitar o momento de preços baixos
Para os moinhos, a recomendação é aproveitar o momento de preços baixos – Foto: Paulo kurtz/ Embrapa

O mercado de trigo segue pressionado pelos grandes volumes de colheita no Hemisfério Norte, no Brasil e na Argentina, cenário que mantém os preços internacionais e domésticos em baixa. De acordo com a TF Agroeconômica, a tendência é que, com o avanço do consumo dos estoques após o encerramento das colheitas, as cotações voltem a subir gradualmente, sobretudo a partir de fevereiro de 2026. 

Para os moinhos, a recomendação é aproveitar o momento de preços baixos para comprar contratos futuros. A consultoria destaca que esses contratos custam 41% menos do que os juros pagos em financiamentos bancários e 88% a menos do que a compra de trigo à vista, garantindo acesso a volumes maiores de matéria-prima com menor custo e ainda oferecendo proteção contra futuras altas do mercado físico. Segundo a empresa, essa estratégia permite gastar menos e ampliar a margem de lucro, reduzindo riscos para o setor industrial.

No cenário internacional, o relatório de oferta e demanda do USDA trouxe novidades relevantes. Para a safra americana 2025/26, foram mantidas as projeções de oferta e consumo domésticos, mas as exportações aumentaram em 680 mil toneladas, reduzindo os estoques finais para 22,97 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do ano passado. Já o preço médio projetado caiu para US$ 5,10 por bushel, reflexo dos números reportados até agora.

Globalmente, a expectativa é de maior produção, consumo e comércio. A oferta aumentou em 9 milhões de toneladas, puxada por ganhos na Austrália, União Europeia e Rússia. Com isso, o consumo global subiu para 814,5 milhões de toneladas, enquanto o comércio deve alcançar 214,7 milhões. Os estoques finais foram ajustados para 264,1 milhões de toneladas, reforçando o cenário de abundância no curto prazo.

 





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Cajueiro-anão da Embrapa impulsiona renda no Semiárido com produção acima da média


O cajueiro-anão, desenvolvido pela Embrapa Agroindústria Tropical (CE), consolida-se como alternativa de renda para agricultores familiares do Semiárido. A cultura resiste à seca, mantém produtividade elevada e fortalece a permanência das famílias no campo.

O que torna o cajueiro-anão diferente

O material genético reúne mecanismos fisiológicos que reduzem a perda de água sem paralisar a fotossíntese. Assim, a planta aproveita a umidade da madrugada e melhora a absorção hídrica do solo. Mesmo em estiagens severas, os pomares seguem ativos.

Entre 2012 e 2017, quando a seca dizimou diversas culturas no Nordeste, o cajueiro-anão manteve produção. Com manejo correto, ultrapassa 1.000 kg de castanha por hectare, mais que o dobro da média nacional.

O resultado é renda estável em um ambiente climático desafiador.

“Poucas frutíferas produzem no auge da seca. O caju é estratégico nesse período”, ressalta o pesquisador Marlos Bezerra, da Embrapa.

Melhoramento genético que virou o jogo

O Programa de Melhoramento da Embrapa já lançou 13 clones, sendo 11 de cajueiro-anão para castanha e pedúnculo. O CCP 76, indicado para Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, lidera os plantios. Ele entrega 9.600 kg/ha de pedúnculo e 1.200 kg/ha de castanhas.

Outros destaques são o BRS 226, com 1.200 kg/ha, e o CCP 51, que pode chegar a 1.650 kg/ha em manejo ideal. Esses números superam, com folga, a produtividade média nacional.
A robustez foi comprovada nas secas da última década, em solos arenosos e com alumínio.

Segundo Gustavo Saavedra, chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, quem planta clones da Embrapa colhe, “com ou sem chuvas”.

A cultura performa com 600–800 mm/ano e segue produtiva mesmo sob déficit hídrico.
Para o Semiárido, isso significa segurança produtiva e menos risco.

Casos reais que viraram referência

No Rio Grande do Norte, a produtora Najara Melo recomeçou em 2016 com clones anões e manejo moderno. A família investiu em podas, nutrição, prevenção de pragas e mecanização.
Hoje, alcança até 2.000 kg/ha de castanha e aproveita integralmente o caju, do pedúnculo à lenha das podas.

No Piauí, 165 famílias da região de Picos elevaram a produtividade para cerca de 500 kg/ha.
A colheita chega mais cedo: em dois anos, o pomar já se paga. O pedúnculo virou polpa, cajuína e novos produtos, cobrindo custos e ampliando margens.

Integração que soma renda e sustentabilidade

Em sistemas agroecológicos e ILPF, os pomares atraem abelhas, retêm umidade e abrigam fauna local. A integração com capim para forragem entrega dupla aptidão: caju na seca e alimento animal no “inverno”.

O manejo correto melhora o solo, protege o sistema vascular da planta e eleva a produtividade, afirma a Embrapa.

A diversificação também blindou produtores de oscilações no preço da amêndoa. Com o pedúnculo in natura, sucos e doces, a renda deixa de depender de um único mercado.
Tecnologias pós-colheita e embalagens ampliaram a vida útil do caju de mesa, abrindo novos destinos.

Patrimônio genético para o futuro

Em Pacajus (CE), o Banco Ativo de Germoplasma de Cajueiro (BAG Caju) reúne, há mais de 50 anos, a maior coleção genética do mundo, com 700+ acessos. As plantas são clonadas e mantidas no campo e em vasos, garantindo segurança do acervo. Dali surgiram os primeiros clones anões, nos anos 1980, que mudaram a cajucultura.

A coleta de materiais de cajueiros gigantes preserva variabilidade valiosa. Ela pode trazer resistência a pragas, tolerância à seca e novas características de interesse. É um “seguro” contra os efeitos das mudanças climáticas e novas doenças.

Sebrae e Senar apoiam produtores com gestão, capacitação e consultorias. O foco vai do planejamento financeiro à comercialização, reduzindo riscos e melhorando resultados. Com boa gestão, a cultura se mantém lucrativa e passa de geração em geração.

Clima em pauta: Diálogos pelo Clima

Os desafios da Caatinga estarão no centro do Diálogos pelo Clima, que ocorre nesta terça-feira (16), em Fortaleza (CE).

A agenda integra a Jornada pelo Clima da Embrapa rumo à COP30, em Belém (PA), e discute bioeconomia, agricultura familiar e conservação.
O cajueiro-anão aparece como ativo estratégico para adaptação, renda e conservação do bioma.




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