sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Agricultura lidera geração de empregos no Brasil em julho



O setor agropecuário liderou a criação de empregos no Brasil no trimestre encerrado em julho de 2025. A ocupação na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura cresceu 2,7%, com 206 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Os dados, divulgados nesta terça-feira (16), mostram o peso do agronegócio no avanço do mercado de trabalho.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse crescimento contribuiu para o avanço do mercado de trabalho, especialmente em regiões com forte presença do agronegócio. Além disso, a taxa de desocupação caiu para 5,6%, o menor nível desde 2012. O resultado representa recuo de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,2 ponto frente ao mesmo período de 2024.

Setores com empregos alta

Outros grupamentos que registraram aumento foram transporte, informação e comunicação, indústria e administração pública e serviços sociais. Esses setores impulsionaram o crescimento da população ocupada em 1,2% no trimestre e 2,4% no ano, atingindo novos recordes históricos.

No mesmo período, em julho, o contingente de desempregados foi estimado em 6,1 milhões de pessoas, redução de 14,2% no trimestre e 16% no ano. A população ocupada chegou a 102,4 milhões, recorde histórico, com o nível de ocupação atingindo 58,8% da população em idade de trabalhar.

Subutilização e renda

Mais um dado em destaque é que a taxa de subutilização caiu para 14,1%, o menor valor da série histórica. O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas e desalentadas. O número de trabalhadores subutilizados foi estimado em 16,1 milhões, queda de 1,6 milhão no trimestre e de 2,3 milhões no ano.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.484, crescimento de 1,3% no trimestre e 3,8% em 12 meses. Já a massa de rendimentos alcançou R$ 352,3 bilhões, outro recorde histórico.



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Japão ultrapassa EUA e se torna o maior importador de ovos do Brasil



O Japão assumiu em agosto a liderança entre os destinos das exportações brasileiras de ovos, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Cepea. O país asiático comprou 578 toneladas de ovos in natura e processados, um aumento de 29% em relação a julho.

A mudança ocorre após a redução das compras dos Estados Unidos, que perderam a posição de maior importador devido às tarifas impostas pelo governo norte-americano. Desde março, os EUA lideravam as aquisições da proteína brasileira.

No total, o Brasil embarcou 2,13 mil toneladas de ovos em agosto, queda de 60% frente a julho, mas ainda 72% acima do volume de agosto de 2024.

Apesar da retração nos últimos dois meses, o desempenho acumulado de 2025 segue expressivo. Entre janeiro e agosto, as exportações somaram 32,3 mil toneladas, alta de 192,2% na comparação anual e já 75% acima do total registrado em todo 2024.



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os desafios para a nova safra de soja em MT



A temporada de soja já começou em Mato Grosso, mas o clima indefinido e os custos de produção ainda obrigam o produtor a ter cautela. A preocupação agora é garantir a semeadura dentro da janela ideal, já que o milho de segunda safra depende do ritmo da oleaginosa.

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Em Novo Ubiratã, no médio-norte do estado, o agricultor Nathan Belusso planeja cultivar 2.500 hectares nesta safra. Por enquanto, as plantadeiras estão em operação apenas nas áreas irrigadas, que somam 100 hectares.

“A ideia é até a semana que vem finalizar 100% da área irrigada e, com isso, aguardar a chuva. Assim que tivermos um volume considerável para garantir a boa emergência das plantas, vamos iniciar o plantio no sequeiro. A irrigação é uma ferramenta que ajuda a consolidar a produção e antecipar as operações seguintes, como milho e feijão”, explica Belusso.

Sem chuva, sem soja?

Em Sorriso, a estratégia também começou sob pivôs, abrindo espaço para cerca de 480 mil hectares do cereal no próximo ciclo. Mas, segundo Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural do município, as chuvas ainda não chegaram. “Ainda não tivemos plantio, nem no irrigado e muito menos no sequeiro. Estamos aguardando as previsões para a segunda quinzena de setembro”, afirma.

Ele lembra ainda que os custos elevados e as margens apertadas exigem que o produtor faça girar as três safras ao longo do ano. “Se a soja vier mais cedo, abre-se uma janela positiva para o milho e isso garante o giro de negócios”, complementa.

Nas vendas futuras, o avanço ainda é tímido. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), apenas 15,51% da safra de milho 25/26 foi comercializada até agora. O percentual supera o do ano passado, mas continua abaixo da média dos últimos cinco anos.

Os desafios no estado

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, alerta para o equilíbrio entre cautela e necessidade de avançar com a semeadura. ”O custo de sementes e insumos é muito alto, então é preciso cuidado. Por outro lado, há o desafio do milho, que precisa ser plantado em uma janela curta. Ou seja, é fundamental que a soja seja semeada rapidamente para garantir produtividade e rentabilidade nas duas safras”, comenta.

A expectativa climática aponta para a influência do La Niña, que pode trazer melhores volumes de chuva ao Centro-Oeste, mas também irregularidades que mantêm a apreensão do setor.



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Super Quarta pode revelar rumos dos juros nos EUA e Brasil


Nesta Super Quarta, dia em que os bancos centrais dos EUA e do Brasil anunciam suas decisões de política monetária, o mercado volta seus olhos para o gráfico de pontos do Fed (dot plot), projeção que sinaliza os rumos dos juros americanos.

O que é o gráfico de pontos?

Publicado a cada trimestre, o dot plot mostra as expectativas individuais dos dirigentes do Federal Reserve para o nível dos juros nos próximos anos.

  • Pontos elevados: indicam manutenção de juros altos.
  • Pontos em queda: sugerem cortes.

Embora não seja uma promessa, o gráfico é referência para investidores globais.

Segundo o Barclays, o gráfico deve indicar três cortes de juros até o fim de 2025. Isso mostraria início de flexibilização após um ciclo prolongado de aperto monetário.
Mas há incertezas: a inflação segue resistente e o ex-presidente Donald Trump pressiona abertamente por cortes mais rápidos, gerando questionamentos sobre a independência do Fed.

Enquanto isso, o Banco Central brasileiro deve optar por manter a Selic em 15%, nível já considerado extremamente elevado. A decisão reflete tanto a necessidade de conter riscos fiscais quanto a preocupação com a credibilidade da política monetária.

Essa diferença de trajeto entre EUA e Brasil pode atrair mais capital estrangeiro para o país e fortalecer o real. Nesse cenário, o dólar poderia recuar para a faixa de R$ 4,80 a R$ 5,00.
Impacto no agronegócio

  • Efeito negativo: exportadores de soja, milho, café e carnes receberam menos em reais, reduzindo margens já pressionadas por supersafra e crédito caro.
  • Efeito positivo: insumos importados (fertilizantes, defensivos, maquinário) ficariam mais baratos, aliviando custos.

O saldo tende a ser adverso: “dólar fraco, agro frágil” resume o risco de perda de competitividade do campo brasileiro.

A Super Quarta mostra dois movimentos distintos: nos EUA, expectativa de cortes graduais; no Brasil, juros firmes em 15%. Para o agro, a equação é clara: dólar mais baixo reduz receita e exige planejamento financeiro mais sofisticado para enfrentar um ciclo desafiador.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços da mandioca sobem com oferta limitada



Oferta menor e clima seco elevam preços da mandioca em setembro


Foto: Canva

A última semana foi marcada por oferta restrita de mandioca em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, esse cenário continua atrelado ao baixo interesse pela comercialização de raízes de 1º ciclo – devido à menor rentabilidade – e também ao clima seco, que chegou a interromper os trabalhos no campo em diversas áreas. 

Como resultado, os preços seguiram em alta, registrando a maior elevação semanal desde outubro de 2021, conforme levantamentos do Centro de Pesquisas. Entre 8 e 12 de setembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 487,54 (R$ 0,8479/grama de amido) – o maior valor em oito semanas –, avanço de 4,3% em relação ao intervalo anterior. 

Segundo dados do Cepea, o esmagamento de mandioca nas fecularias foi estimado em 43,7 mil toneladas para a semana passada, queda de 8% frente à anterior. No acumulado da primeira quinzena, o volume está 20% inferior ao observado em igual período de agosto. A ociosidade industrial aumentou, com média em 60,8% da capacidade instalada.





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Manga palmer valoriza enquanto cotações da tommy caem



Após semanas em alta, as cotações da manga tommy caíram, pressionadas pelo aumento no volume disponível, sobretudo no Vale do São Francisco (PE/BA). 

Levantamentos do Hortifrúti/Cepea mostram que, na última semana, a variedade foi comercializada à média de R$ 2,55/kg no Vale, recuo de 19% frente ao período anterior. Por outro lado, a palmer se valorizou 31% na mesma região, negociada a R$ 2,91/kg. 

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o impulso para a variedade vem da menor oferta da fruta no mercado, reforçada pelos embarques crescentes à Europa. 

Na Ceagesp, a cotação da palmer subiu 12% no comparativo semanal, para R$ 5,22/kg, enquanto a tommy seguiu a R$ 5,84/kg.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do trigo recuam com a colheita ganhando ritmo no Paraná



Os preços do trigo caíram nos últimos dias refletindo o avanço da colheita da nova safra, sobretudo no Paraná, combinado à desvalorização do dólar frente ao Real. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, vendedores passam a ficar mais ativos no mercado spot. Já os compradores estão retraídos, indicando estar abastecidos com cereal importado em meses anteriores.

No relatório de setembro/25, a Conab reduziu a estimativa de produção brasileira, diante da menor área cultivada. A safra foi projetada em 7,536 milhões de toneladas, 3,5% abaixo da apontada em agosto e 4,5% inferior à de 2024, o menor volume desde 2020.

A área deve somar 2,449 milhões de hectares, queda de 3,8% sobre o relatório anterior e de 19,9% em relação a 2024. Segundo pesquisadores do Cepea, o ligeiro aumento de 0,3% na produtividade (3,077 t/ha) não compensa a retração da área.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Etanol cai após sete semanas consecutivas de alta nas cotações



Após subir por sete semanas consecutivas, o preço do etanol hidratado perdeu força e fechou com ligeira queda em São Paulo. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Entre 8 e 12 de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado foi de R$ 2,7813/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), leve desvalorização de 0,06% frente ao período anterior. Segundo o centro de pesquisas, a pressão veio da demanda reduzida pelo biocombustível. 

Além disso, distribuidoras realizaram pequenas aquisições fora do mercado paulista. Inclusive, o volume de hidratado captado no spot ao longo da última semana foi o menor da safra 2025/26. No comparativo anual, a quantidade negociada caiu pela metade (redução de 48,4%). Do lado vendedor, a participação foi bastante tímida, com vendas pontuais.

Já no caso do etanol anidro, levantamento do Cepea mostra que os preços seguem firmes, mas o volume comercializado também foi restrito. O Indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 3,2746/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 2,85%.

Quanto às exportações, em agosto, o total de etanol embarcado pelo Brasil somou 178,6 milhões de litros, 2,74% a mais que no mês anterior e se caracterizando como um recorde, de acordo com dados da Secex analisados pelo Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cotações do açúcar se mantém firmes em São Paulo



Os preços do açúcar cristal branco seguiram praticamente estáveis no mercado spot de São Paulo na semana passada. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Entre 8 e 12 de setembro, a média do Indicador Cepea/Esalq (Icumsa de 130 a 180) foi de R$ 118,79/saca de 50 quilos, leve alta de 0,22% frente à do período anterior. Já no cenário internacional, os valores do demerara recuaram, pressionados pelas projeções de boa safra na Índia e na Tailândia, além da produção volumosa no Centro-Sul brasileiro, favorecida pelo tempo seco. 

Segundo dados da Unica analisados pelo Cepea, na primeira quinzena de agosto, o estado de São Paulo produziu 2,368 milhões de toneladas do adoçante. Valor que representa uma alta de 20,46% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. 

O mix de produção nas usinas paulistas destinou 61,64% da matéria-prima à fabricação de açúcar, também conforme a Unica.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Porto de Santos tem agosto histórico apesar de tarifaço dos EUA



O Porto de Santos encerrou agosto com resultados inéditos em movimentação de cargas e contêineres, mesmo sob os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos no início do mês. Dados da Autoridade Portuária de Santos (APS) mostram que foram movimentadas 16,5 milhões de toneladas em embarques e desembarques, alta de 3,5% em relação a agosto de 2024.

O volume de contêineres atingiu 518,1 mil TEU (unidade padrão de medida), avanço de 8,9% frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, Santos já soma 3,8 milhões de TEU, crescimento de 8% sobre igual período de 2024.

Exportações e efeito do tarifaço

Apesar do novo cenário tributário, o desempenho do porto indica impacto limitado das tarifas. Informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram que as exportações de Santos para os Estados Unidos caíram 5,79% em agosto. No entanto, o resultado geral foi positivo: o valor total exportado cresceu 8,55%, com destaque para os embarques destinados à China, que avançaram 63,25%.

A exportação de celulose aumentou 55,8% na comparação anual, enquanto soja, sucos, gasolina e óleo combustível também registraram altas expressivas. Destaque também para o fluxo de embarcações, com 489 atracações no mês, 9,6% a mais que em agosto do ano anterior.

Segundo Anderson Pomini, presidente da APS, o desempenho reforça a resiliência do setor. “Os dados demonstram que o mês de agosto foi de superação do cenário internacional adverso e apontam para a consolidação de um ano histórico para o Porto de Santos”, afirmou.

Contexto nacional

O bom resultado de Santos se soma ao desempenho recorde do sistema portuário nacional em julho. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os portos brasileiros movimentaram 124,7 milhões de toneladas, resultado impulsionado principalmente pelo comércio exterior. Os granéis sólidos, que incluem minerais e produtos agrícolas, lideraram com mais de 76 milhões de toneladas.

Em nota, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que o governo pretende ampliar concessões e atrair investimentos para sustentar o crescimento. “Nosso foco é garantir segurança jurídica e melhorar a infraestrutura, o que fortalece a capacidade dos portos e amplia a competitividade do Brasil”, afirmou.



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