terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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onda de novas concessões acirra disputa por mão de obra



A “onda” de novas concessões rodoviárias no Brasil, com o maior número de leilões em 17 anos, esbarra em um gargalo de mão de obra especializada. O avanço acelerado de projetos, somado à redução no ritmo de formação de profissionais, tem levado concessionárias a adotar diferentes estratégias. As iniciativas incluem investimentos em tecnologia, assim como programas de capacitação e retenção.

Entre 2015 e 2018, auge das ações da Operação Lava Jato e da crise fiscal, o país realizou apenas dois leilões de rodovias federais. De 2019 a 2022, não passaram de sete. Entre 2023 e 2025, o número saltou para 16, enquanto a meta do governo federal é entregar 35 concessões até o final do atual mandato. Em 2024, foram sete, maior marca em 17 anos. Os números não incluem os projetos estaduais, que também têm ganhado tração.

Para o CEO da MoveInfra, Ronei Glanzmann, a aceleração reflete um amadurecimento dos aspectos jurídicos e econômicos no setor de concessões. No entanto, o especialista identifica uma “dor de crescimento”, com o descasamento entre a demanda e oferta de profissionais.

“Temos financiamento disponível, bons contratos e leilões competitivos, um atrás do outro, mas está na hora de executar os projetos e há um gargalo de mão de obra”, afirma Glanzmann, representante da entidade que reúne os seis principais grupos de infraestrutura do País.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima um déficit de 75 mil engenheiros no Brasil. O país forma cerca de 40 mil profissionais da área anualmente, enquanto outros integrantes do Brics, como Rússia e China, contabilizam mais de 450 mil graduandos, de acordo com dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

O fechamento e reestruturação de grandes empresas de construção após a Lava Jato e o maior apelo de outros setores ajudam a explicar o menor interesse pela área de engenharia, segundo o diretor executivo de Pessoas e Organização da Arteris, Roberto Paolini. “As novas gerações migraram muito para serviços, tecnologia e inteligência artificial, que se tornaram mais atrativas. No entanto, ainda precisamos muito dos engenheiros ‘hard‘, aqueles que projetam, constroem e executam”, afirma.

Enquanto isso, a pouca mão de obra disponível é disputada por outros setores, como o da construção civil, também fomentado por políticas públicas. A lista de desafios inclui ainda a alta complexidade da carreira de engenharia e baixo salário inicial na comparação com outros segmentos, avalia o sócio do escritório Bocater Advogados, Thiago Araújo. “O cenário só poderá ser modificado a partir da atualização dos cursos e uma melhoria nas projeções do mercado de trabalho”, comenta.

Estratégias

A regionalidade é uma das estratégias da EcoRodovias para atrair e reter talentos, segundo o diretor de engenharia do grupo, Filippo Chiariello. “Contratar pessoas em faculdades próximas ao local que irão atuar gera mais fidelidade, porque cria um senso de pertencimento. Funciona melhor do que trazer alguém de um grande centro e levá-la para o interior, por exemplo”, afirma.

O foco na qualidade do ambiente de trabalho é outra iniciativa adotada pela EcoRodovias. “Salário e benefícios são importantes, mas o clima pesa muito”, diz Chiariello. O executivo cita ainda a tecnologia como aliada. “Equipamentos mais autossuficientes reduzem a necessidade de mão de obra altamente especializada, enquanto a engenharia digital oferece ferramentas que ampliam a base de profissionais capazes de atuar”, afirma.

A inovação também é utilizada pela Motiva (ex-CCR) para reduzir a mão de obra nos canteiros e melhorar as condições de trabalho, segundo a diretora de Pessoas da companhia, Danila Cardoso. A executiva destaca que a empresa contratou quase 500 engenheiros entre janeiro de 2024 e julho deste ano, enquanto cerca de 80 vagas seguem abertas para serem preenchidas até dezembro.

De olho nessa demanda, a Motiva fomenta parcerias com universidades. “Além de atrair jovens, buscamos profissionais experientes e criamos programas de mentoria. Também estamos em conversas com a PUC-Rio para montar nossa própria escola de engenharia, focando no ‘upskilling‘ [aprimoramento] de funcionários”, relata Danila.

A Arteris, por sua vez, aponta foco em capacitação e clima organizacional para reter talentos. Paolini ressalta que a empresa busca absorver profissionais após grandes entregas, conciliando ciclos de investimento e de pessoal. “Temos feito programas de desenvolvimento para lideranças e áreas técnicas em parceria com instituições como Fundação Dom Cabral e Fundação Getúlio Vargas”, diz o executivo.

Diante do descompasso entre formação e demanda, a Arteris criou programas próprios de capacitação para fidelizar engenheiros e reduzir o “canibalismo” entre concorrentes. Paolini alerta, no entanto, que a escassez eleva salários e pode levar a promoções aceleradas de profissionais ainda juniores, o que “compromete a qualidade da execução”.



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Produtores mantêm áreas preservadas mesmo após fim de pagamentos de projeto conservação



Proprietários rurais e empresas agrícolas que participaram da primeira etapa do Conserv, projeto conduzido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), decidiram manter a preservação de áreas excedentes à reserva legal mesmo após o fim dos pagamentos. A iniciativa funcionou entre 2020 e 2024 e remunerava produtores que optassem por conservar vegetação nativa em vez de suprimir legalmente.

No período, o Conserv firmou 32 contratos em Mato Grosso, Pará e Maranhão, protegendo mais de 27 mil hectares além do exigido por lei. Ao todo, considerando também áreas de reserva legal e APPs (Áreas de Preservação Permanente), o programa contribuiu para a conservação de mais de 105 mil hectares.

Segundo André Guimarães, diretor executivo do Ipam, o resultado mostrou que o modelo é escalável e pode ajudar a reduzir o desmatamento legal. “Praticamente todos os produtores optaram por seguir conservando. Eles entenderam não só a importância do papel como produtores de alimentos, mas também como estabilizadores do clima do planeta”, afirmou.
Impactos nas propriedades

A iniciativa gerou benefícios ambientais percebidos no dia a dia, como maior umidade, regulação da temperatura e aumento da biodiversidade. Em Sapezal (MT), produtores criaram uma brigada de incêndio, compraram equipamentos para combate ao fogo e capacitaram trabalhadores. “Isso porque estamos conservando, não deixamos pegar fogo. Foi uma experiência muito positiva”, disse Carlos Roberto Simoneti, um dos primeiros a aderir ao Conserv.

O produtor Redi Biezus também optou por manter a vegetação nativa: “A experiência do Conserv era algo que desejávamos há muito tempo e nos fez bem. Conservar acaba sendo prazeroso”.

Adesão de empresas

Além de produtores individuais, empresas do agronegócio também mantiveram áreas preservadas. A SLC Agrícola destacou ganhos de reputação e estratégia ambiental. “Enxergamos valor estratégico na manutenção de ativos ambientais e na adoção de práticas que promovam serviços ecossistêmicos”, afirmou Tiago Agne, gerente de Sustentabilidade.

A Amaggi seguiu no mesmo caminho. Para a gerente socioambiental Fabiana Reguero, a experiência mostrou que é possível conciliar competitividade agrícola e conservação.

“Iniciativas como essa demonstram que o agro brasileiro está disposto a inovar e assumir compromissos concretos com a preservação ambiental e o combate às mudanças climáticas.”
Corredores de biodiversidade

Entre os efeitos adicionais do projeto, propriedades participantes recuperaram áreas degradadas e criaram um corredor de 13 km de vegetação nativa em Sapezal (MT), além de “ilhas de conservação” em regiões de intenso desmatamento, como Porto dos Gaúchos (MT).

Para Guimarães, o maior legado do Conserv vai além dos números. “Essas pessoas perceberam um ganho para além do financeiro, começaram a olhar o seu papel no mundo de uma forma mais aderente aos desafios atuais do planeta. Esse talvez seja o resultado mais importante do projeto”, avaliou.



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China avalia sistema sanitário no RS em passo crucial para retomar exportações de frango



O Rio Grande do Sul recebeu, na terça (23) e quarta-feira (24), uma missão oficial da China para auditoria nos sistemas de defesa sanitária animal e inspeção de produtos de origem animal, informou a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em nota. A visita é considerada como passo estratégico para a reabertura do mercado chinês às exportações de carne de frango gaúcha, suspensas desde julho de 2024.

A comitiva, formada por seis auditores chineses, foi acompanhada por fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária, técnicos da Seapi e representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Na terça, o grupo inspecionou uma granja de genética em São José do Hortêncio e uma propriedade de frango de corte em Pareci Novo. No dia seguinte, esteve em um abatedouro exportador em Bom Princípio.

Segundo o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff, a auditoria é uma chance para comprovar a robustez do sistema de vigilância gaúcho. “É a oportunidade de demonstrar a eficiência dos controles sanitários aplicados no Rio Grande do Sul, garantindo a condição de livre de doenças que impactam no mercado de exportação, como é o caso de doença de Newcastle e influenza aviária de alta patogenicidade”, afirmou, na nota.

As exportações de frango do Rio Grande do Sul para a China foram interrompidas em 2024 após a confirmação de um foco isolado da doença de Newcastle em Anta Gorda, no Vale do Taquari. Quando o setor se preparava para retomar as vendas, um caso de influenza aviária registrado em Montenegro, em maio deste ano, adiou novamente a liberação. O status sanitário do Estado já foi restabelecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).



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Fazenda em MS transforma esterco em lucro



A Fazenda Maragogipe, localizada em Itaquiraí, Mato Grosso do Sul, implementou um projeto inovador de economia circular que transforma o esterco bovino e outros resíduos orgânicos do confinamento em um fertilizante orgânico de alta qualidade. A iniciativa busca não apenas a sustentabilidade, mas também a eficiência na produção pecuária.

O projeto revoluciona o conceito de resíduos, convertendo o que seria um passivo ambiental em um precursor de produtividade e lucro. O coração da iniciativa é a compostagem bovina, realizada em um pátio que atua como uma verdadeira fábrica de fertilizante orgânico. O esterco, que inicialmente é visto como um dejeto, é processado e devolvido ao solo, fechando o ciclo produtivo.

Processo de compostagem e controle de qualidade

A Fazenda Maragogipe garante a qualidade do adubo, que é rico em Nitrogênio, Fósforo e Potássio, assegurando o enriquecimento da matéria orgânica do solo ano após ano. O sucesso do projeto começa com a preparação dos currais do confinamento, onde o solo é compactado com calcário para garantir um material mais puro na hora da limpeza.

Após a retirada, o esterco é levado ao pátio de compostagem e distribuído em leiras. Cada leira é rigorosamente controlada, com cubagem e pesagem para identificar a quantidade exata de produto, que se aproxima de quinhentas toneladas de material pronto.

O processo de compostagem envolve a inoculação com bactérias e a incorporação de tecnologias, como o enriquecimento com fosfato de rocha, essencial devido à deficiência de fósforo nos solos brasileiros.

Reciclagem de nutrientes e ciclo sustentável

As leiras passam por um constante revolvimento por tratores, que misturam e aeram o material. Amostras são coletadas no início, meio e fim do processo, garantindo o controle da incorporação dos nutrientes antes da liberação. O objetivo final do projeto é reciclar os nutrientes dentro do próprio negócio. O fertilizante orgânico é destinado tanto às áreas agrícolas da fazenda — tanto de sequeiro quanto irrigadas — quanto para áreas em abertura.

Ao transformar o esterco em fertilizante, a Fazenda Maragogipe assegura que o produto retorne à lavoura, que por sua vez produzirá o alimento para o gado, criando um ciclo fechado e altamente sustentável. A iniciativa demonstra que, no agronegócio, a soma de esforços resulta em ganhos significativos, elevando a produtividade geral da propriedade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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AgroNewsPolítica & Agro

95% dos brasileiros percebem alta nos preços no supermercado



Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo seguem


Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem
Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem – Foto: Pixabay

A maioria dos brasileiros percebeu aumento nos preços nos últimos 12 meses, e mais da metade espera que a tendência continue. A pesquisa “Consumo em Tempos de Inflação e Repriorização”, realizada pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, aponta que 95% dos consumidores notaram elevação nos valores e 55% acreditam em novas altas.

O levantamento mostra que 82% dos entrevistados substituíram produtos por versões mais baratas, principalmente em produtos de limpeza (68,9%), higiene pessoal (57,1%) e alimentos e bebidas (53,8%). Entre os motivos estão a busca por economia, dificuldade em encontrar marcas preferidas e relutância em pagar valores acima do usual. No primeiro semestre de 2025, itens como café e ovos tiveram altas médias de 42,2% e 8,2%, respectivamente.

Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem. A pesquisa indica que 73% dos consumidores mantêm “pequenos prazeres”, como comer fora (45%), comprar chocolates e doces (45%) ou pedir delivery (32%). Além disso, 51,3% continuam consumindo em datas especiais, mesmo reduzindo gastos, enquanto 24% não alteraram seus hábitos nessas ocasiões.

“O estudo mostra como o consumidor brasileiro está cada vez mais atento e disposto a adaptar seus hábitos de compra diante da inflação e da repriorização de gastos. Para a indústria e o varejo, entender esse movimento é essencial: quem conseguir traduzir esses sinais em estratégias inteligentes terá condições de se conectar melhor com o shopper, oferecer alternativas acessíveis e fortalecer a relação de confiança”, acredita Christiane Cruz Citrângulo, diretora-executiva de Marketing e Performance na Neogrid.

 





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Pesquisa usa nanotecnologia para elevar eficiência de herbicida no cultivo de milho



O milho é uma das principais culturas agrícolas do Brasil, com produção anual que varia conforme fatores climáticos e de manejo. Para a safra 2024/25, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de cerca de 126,9 milhões de toneladas. O montante estimado reflete o crescimento da produtividade nos últimos anos, impulsionado pela expansão da segunda safra, pelo uso de sementes geneticamente modificadas e pela adoção de tecnologias como o plantio direto, mesmo diante de condições climáticas variáveis.

Apesar da evolução no cultivo, um dos principais desafios para a produção de milho segue sendo o manejo de plantas daninhas. Estas competem por luz, água e nutrientes, e dessa forma afetando o desenvolvimento da cultura. Para minimizar perdas, se definem os primeiros 10 a 15 dias após a emergência da planta como o período crítico de competição. Assim, nesses primeiros dias é necessário controlar a presença de plantas infestantes de forma eficiente para garantir crescimento saudável e o máximo rendimento da safra.

Pesquisas em herbicidas mais seguros e eficientes

Assim para minimizar o impacto provocado pelo uso de herbicidas no controle de plantas daninhas, pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) analisaram a nanoencapsulação da atrazina, demonstrando como é possível potencializar a ação do ingrediente ativo sem comprometer a tolerância das plantas.

O estudo comparou o uso da atrazina convencional com formulações em nanocápsulas feitas de diferentes materiais, incluindo poli(ε-caprolactona), quitosana e zeína, todos biodegradáveis e derivados de resíduos da agroindústria. Testes em casa de vegetação mostraram que todas as formulações, incluindo nanocápsulas sem herbicida, foram seguras para a fisiologia e o crescimento das plantas.

Bruno Teixeira de Sousa, um dos pesquisadores envolvidos no trabalho, destaca que as plantas de milho tratadas com atrazina nanoencapsulada apresentaram resposta antioxidante mais intensa, com aumento significativo na atividade de enzimas como ascorbato peroxidase, catalase, peroxidase e superóxido dismutase. O efeito negativo sobre a fotossíntese foi temporário, com recuperação total observada 14 dias após a aplicação. Assim, as plantas conseguiram se proteger de forma eficaz contra o estresse provocado pelo herbicida.

“Os resultados confirmam que a nanoencapsulação permite potencializar a ação da atrazina sem comprometer o vigor das plantas de milho, oferecendo uma estratégia mais segura e eficiente para o manejo de plantas daninhas, especialmente durante o período crítico de competição”, pontua.

Dessa forma, os resultados reforçam o potencial da nanoencapsulação como estratégia inovadora para o manejo de plantas daninhas, unindo maior eficácia do herbicida à segurança para a cultura do milho.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Qual é sua maior dificuldade na propriedade?



Na interatividade da semana, perguntamos: Qual é sua maior dificuldade na propriedade? A pesquisa mostrou que a maior dificuldade no campo, atualmente, é controlar custos e contas, apontado por 59% dos participantes. Em seguida, vender a produção por um bom preço aparece como o segundo maior desafio (33%), enquanto apenas 8% destacaram como principal dificuldade a organização do dia a dia e dos processos.

O gestor de agronegócios do Sebrae/RS, André Bordignon, avaliou os resultados e destacou a importância da profissionalização no campo.
“Primeiro, eu acho que esses são três temas importantíssimos quando se trata de gestão do negócio, quando se trata em cada vez mais a gente entender a necessidade de se encarar a propriedade rural como uma empresa, então trabalhar o profissionalismo no campo.”, afirma André.

Segundo ele, não surpreende que a organização dos processos tenha sido o ponto menos votado. “Não é surpresa nenhuma que, por exemplo, o menos votado foi a parte de processo produtivo, organização do processo produtivo e tal, porque isso é sim a principal aptidão e afinidade do produtor rural, é assim que ele foi moldado a trabalhar.”

Controle de custos e contas

“O que foi mais pontuado é diretamente relacionado à gestão do negócio, que é principalmente hoje um tema de mais importante pensando na competitividade dos negócios, que é a redução de custos. […] O Sebrae tem uma grande expertise com relação a este ponto, especificamente sobre este ponto, que a gente tem diversos produtos que vão auxiliar o produtor a entender melhor este processo, a entender a importância dele para o negócio, que um processo bem gerido, com uma boa gestão, auxilia demais para todo o planejamento do processo produtivo, para as tomadas de decisões, inclusive para as colocações e acesso ao mercado.”, afirma Bordignon.

Um exemplo prático vem das propriedades leiteiras no Rio Grande do Sul:
“A gente traz metodologias de trabalho que visam aumentar a produção de leite a pasto, em detrimento do gasto com a ração, por exemplo, que é um custo alto para a propriedade rural. […] Então são alternativas que se criam e se estabelecem na propriedade, aliando a parte produtiva e a parte financeira que vão de encontro a esta necessidade que temos hoje em função da competitividade e principalmente de acesso ao mercado.”

A fala reforça que, diante de um mercado volátil e regulado pela lei da oferta e demanda, os produtores precisam buscar alternativas que unam produtividade e gestão financeira para manter a rentabilidade no campo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia exportações de carnes para o Azerbaijão



Brasil soma 442 aberturas de mercado desde 2023



Foto: Pixabay

O governo brasileiro informou que as autoridades sanitárias do Azerbaijão autorizaram a exportação de produtos cárneos termoprocessados ??de aves, bovinos, caprinos, ovinos e suínos do Brasil para aquele país. Segundo comunicado oficial, “a decisão amplia as possibilidades de comércio entre os dois países e diversifica os destinos da produção brasileira”.

O Azerbaijão, localizado na região do Cáucaso e com cerca de 10,2 milhões de habitantes, vem ampliando suas relações comerciais com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para o país somaram mais de US$ 21 milhões, com destaque para carnes, produtos florestais e outros itens de origem animal, conforme dados oficiais.

De acordo com o governo, “com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 442 aberturas de mercado desde o início de 2023, em 72 destinos”, consolidando a presença do setor no comércio internacional.nal.





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AgroNewsPolítica & Agro

Arbitragem no agronegócio cresce 200%



A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses


A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses
A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses – Foto: Pixabay

O Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC) registrou um crescimento expressivo nas arbitragens ligadas ao agronegócio. Entre 2021 e 2024, os casos aumentaram 200%, movimentando R$ 494 milhões, ante R$ 147,5 milhões nos quatro anos anteriores.

Em 2025, a expansão continua, com dois novos casos registrados até abril, totalizando R$ 65 milhões em disputas em andamento. Segundo Ricardo de Carvalho Aprigliano, vice-presidente do CAM-CCBC, o agronegócio tem descoberto na arbitragem uma solução rápida e eficaz para conflitos, método já consolidado em setores como energia e infraestrutura.

“Já há algum tempo o uso da arbitragem é bastante frequente para resolução de conflitos em setores como energia e infraestrutura, por exemplo. Mas podemos dizer que, nos últimos anos, o agronegócio também vem descobrindo que esse método é um ótimo caminho para uma solução rápida e eficaz para as partes interessadas nas ações”, afirma Ricardo de Carvalho Aprigliano, vice-presidente do CAM-CCBC.

A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses. Dos casos, 68% envolvem questões societárias, 14% contratos de compra e venda de produtos agrícolas, 9% imóveis rurais e arrendamentos, e 9% questões financeiras como securitização de créditos rurais. Embora os processos sejam sigilosos, o CAM-CCBC publica sentenças quando se tornam públicas, com o objetivo de incentivar o estudo e o desenvolvimento da arbitragem no país.

“Nosso centro de arbitragem e mediação trabalha com sigilo, mas também com transparência; por isso, quando a sentença é pública, nós a publicamos em nossos canais de comunicação”, explica Aprigliano.

 





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Boi gordo mantém preços estáveis em São Paulo



Escalas do boi gordo variam entre oito e dez dias



Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com a análise de sexta-feira (26) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, “as cotações do boi gordo permaneceram estáveis em São Paulo”. O boletim informa que “a oferta de boiadas esteve contida e as escalas de abate começaram a encurtar”, o que explica a estabilidade. As escalas de abate atenderam, em média, a oito dias no estado.

Em Tocantins, o informativo destacou que “o cenário foi de mercado ofertado e com escalas de abate confortáveis”. Na região Sul, “as escalas de abate atenderam, em média, a dez dias”. Na região Norte, “as escalas de abate ficaram, em média, em dez dias”.

Em Goiás, “a oferta de bovinos esteve mais enxuta, mas a escala de abate foi suficiente”, informou a Scot Consultoria.

Em Alagoas, “com a oferta tendo atendido à demanda, mas sem gerar excedentes, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária”, concluiu o informativo.





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