quinta-feira, abril 23, 2026

Autor: Redação

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Mato Grosso semeou 21% da área prevista de soja na safra 2025/26



A semeadura de soja da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu, na sexta-feira (10), 21,22% da área prevista, avanço de 6,19 pontos porcentuais em comparação com os 15,03% da área semeada até a sexta-feira anterior. A informação foi divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Em comparação com igual período da safra 2024/25, quando 8,81% da área havia sido plantada, os trabalhos estão adiantados em 12,41 pontos porcentuais. Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 17,17%, há um adiantamento de 4,05 pontos porcentuais.

Trabalhos com a soja em MT

A região médio-norte lidera o plantio, com 30,94% da área semeada, avanço semanal de 6,67 pontos porcentuais. Em seguida aparecem norte, com 29,55% e ganho de 12,29 pontos porcentuais na semana, e oeste, com 28,91% e alta de 10,67 pontos porcentuais. A região noroeste atingiu 25,38%, com avanço de 6,49 pontos porcentuais, enquanto centro-sul chegou a 19,03%, alta de 5,40 pontos porcentuais.

As regiões com menor avanço foram sudeste, com 9,92% da área plantada e ganho de 2,37 pontos porcentuais na semana, e nordeste, com 9,66% e alta de 4,29 pontos porcentuais. Na comparação entre safras, a região médio-norte apresenta o maior adiantamento, de 18,31 pontos porcentuais ante igual período do ano passado, seguida por oeste, com 16,80 pontos porcentuais, e noroeste, com 16,56 pontos porcentuais.



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Incerteza no mercado de soja? La Niña e trabalhos limitados preocupam sojicultores no Brasil



O mercado de soja encerrou a segunda semana de outubro em ritmo cauteloso, com influências vindas tanto do cenário internacional quanto das condições climáticas no Brasil. Segundo a plataforma Grão Direto, o impasse político nos Estados Unidos e o avanço do fenômeno La Niña compõem um cenário de incerteza, mas também de oportunidades para o produtor brasileiro.

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Shutdown nos EUA

O impasse político norte-americano mantém o governo parcialmente paralisado há mais de uma semana. Com isso, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) segue sem divulgar relatórios essenciais, como o de inspeções de exportação e o acompanhamento da safra, o que aumenta a volatilidade nos mercados futuros.

Clima no Brasil

No Brasil, o clima continua sendo o principal fator de atenção pelos sojicultores. O tempo seco no Centro-Oeste, por exemplo, limitou os trabalhos em campo. Produtores que se anteciparam com as primeiras chuvas enfrentam agora problemas de germinação e necessidade de replantio, especialmente em Mato Grosso e Goiás.

Preços de soja no cenário internacional

Mesmo com o dólar em leve baixa e os preços em Chicago estáveis, os prêmios nos portos brasileiros permanecem sustentados pela forte demanda chinesa.

Em Chicago, o contrato de soja para agosto de 2025 encerrou a semana a US$ 9,67 por bushel, alta de 0,52%. Já o contrato para março de 2026 recuou 0,10%, fechando a US$ 10,22 por bushel.

No Brasil, o dólar caiu 1,98%, cotado a R$ 5,44, e os preços físicos mantiveram-se estáveis, sustentados pelos prêmios portuários.

O que esperar do mercado de soja?

A NOAA confirmou oficialmente que o fenômeno La Niña está ativo desde setembro e deve persistir até o início de 2026, abrangendo o período crítico de plantio da safra 25/26. Segundo os modelos climáticos, trata-se de um evento fraco, mas suficiente para alterar o regime de chuvas na América do Sul.

Entre outubro e dezembro, o fenômeno pode provocar irregularidade nas chuvas, especialmente nas regiões centrais do Brasil, exigindo atenção redobrada dos produtores para evitar perdas na germinação e no estabelecimento das lavouras.

Taxação dos EUA

O cenário externo volta a ser marcado por incertezas. Na última sexta-feira (10), o presidente Donald Trump anunciou tarifas de 100% sobre importações chinesas, em resposta a uma nova política de Pequim que impõe relatórios obrigatórios sobre exportações de terras raras aos EUA. A medida intensificou as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo e pressionou as cotações da soja em Chicago.

No curto prazo, o movimento tende a favorecer o Brasil, com o real desvalorizado e a necessidade da China de recompor estoques até dezembro, os prêmios nos portos brasileiros devem continuar elevados, ampliando a competitividade da soja nacional.

Câmbio

O dólar encerrou a semana em alta, após uma sequência de quedas. A oscilação foi provocada por fatores internos e externos. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução do compulsório da poupança, medida que libera cerca de R$ 37 bilhões para investimentos em infraestrutura e construção civil.

Embora a iniciativa estimule a economia, a entrada de recursos tende a pressionar a inflação no curto prazo, o que pode aumentar a volatilidade cambial nos próximos dias.



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Tensões entre EUA e China não ‘mudam jogo’ para soja brasileira, diz analista



Os recentes eventos envolvendo China e Estados Unidos seguirão reverberando no mercado agrícola, especialmente na soja. Na última sexta-feira (10), Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 100% contra o país asiático, após a limitação das exportações de terras raras e produtos fabricados a partir desses elementos.

O governo dos EUA, entretanto, voltou atrás e adiou a medida, que passaria a valer em 1º de novembro. Para o consultor em agronegócios, Carlos Cogo, esse movimento não “muda o jogo” para o Brasil. Sobre um possível acordo entre os dois países, ele avalia que esse cenário fica cada vez mais distante.

Impactos na soja em Chicago e no Brasil

Na avaliação de Cogo, o cenário mais provável a partir de agora é de pressão sobre as cotações futuras em Chicago, mas sem avanço significativo, já que não há demanda por soja norte-americana. Nesse sentido, o Brasil segue abastecendo o mercado chinês. Das 12,87 milhões de toneladas compradas pela China em setembro, 78% correspondem à soja brasileira.

“Os chineses continuam comprando grandes volumes aqui e já se preparam para a nova safra brasileira e na América do Sul, o que deve fortalecer os prêmios no Brasil”, explica. Segundo o especialista, o movimento deve ocorrer principalmente no primeiro semestre de 2026, gerando preços melhores para o produtor.

Diante desse cenário, Cogo afirma que não há impacto relevante ou mudança significativa para o mercado brasileiro. “Com a colheita, nossa soja já tende a ser mais valorizada, o que praticamente não muda o jogo para nós neste momento”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de milho para silagem deve crescer 8,29% no RS



Emater prevê crescimento na produção de milho



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (9), a semeadura do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul alcança 59% do total previsto. Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta incremento de área de 2,74% em relação à safra anterior, passando de 356.300 hectares, segundo o IBGE, para 366.067 hectares.

A produtividade média também deve registrar avanço de 5,28%, subindo de 36.416 para 38.338 quilos por hectare. Como resultado, a produção estadual de milho para silagem deve atingir 14,03 milhões de toneladas, crescimento de 8,29% frente às 12,96 milhões de toneladas da safra passada.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o aumento é impulsionado pela importância do alimento conservado na manutenção dos rebanhos durante períodos de escassez hídrica e pela dedicação de produtores que atuam na comercialização regional, inclusive para bovinos de corte.

Na região administrativa de Erechim, a área projetada terá elevação de 3,25% em relação à safra 2024/2025, totalizando 18.350 hectares, com expectativa de produtividade de 43.795 quilos por hectare.

Em Pelotas, a área destinada à silagem deve chegar a 17.813 hectares, alta de 26,54% em comparação à safra anterior. Já na região de Santa Maria, a semeadura atinge 40% da área prevista, que totaliza 11.485 hectares.





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Plantio de soja avança e atinge 14% no Brasil, aponta consultoria



O plantio da safra 25/26 de soja chegou a 14% da área total prevista até a última quinta-feira (9), segundo levantamento da AgRural. O índice representa avanço de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior (9%). Esta é a terceira safra com o ritmo de semeadura mais rápido, atrás somente de 2018/19 e 2023/24.

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De acordo com a consultoria, Mato Grosso apresentou desempenho melhor que o esperado, mesmo com chuvas ainda irregulares. Ainda assim, o Paraná segue liderando o ritmo nacional, beneficiado por condições climáticas favoráveis desde o início da safra, o que garante ao estado o plantio mais rápido de sua história.



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Média da mandioca sobe pela 8ª semana consecutiva



Mesmo com as chuvas recentes, que foram isoladas e pouco volumosas, a baixa umidade continua predominando na maioria das regiões produtoras de mandioca. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ao mesmo tempo, o interesse de produtores pela comercialização segue limitado, especialmente no caso das raízes mais novas, em razão da menor produtividade e do teor de amido reduzido. Assim, em muitas praças, a oferta permanece abaixo da demanda industrial, impulsionando os preços pela oitava semana consecutiva, conforme o centro de pesquisas. 

O valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 563,83 (R$ 0,9806/grama de amido), alta semanal de 2% e de 7,5% em quatro semanas. Já em termos reais, com base no IGP-DI, a média está 10,7% abaixo da registrada em igual período do ano anterior.

Com a oferta de mandioca abaixo das expectativas e o menor rendimento industrial, a produção de fécula segue limitada em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

A demanda, por outro lado, permanece aquecida, e muitas empresas têm enfrentado dificuldades para recompor estoques, que caíram pela décima semana consecutiva, ao menor patamar desde maio.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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BNDES anuncia R$ 10 milhões para restauração florestal



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, na última sexta-feira (10), novo edital com R$ 10 milhões para projetos para restauração florestal em terras indígenas no âmbito do Floresta Viva, informou o banco em nota.

A chamada alcança uma área potencial de 61 terras indígenas em Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. O edital será em parceria entre BNDES, a Fundação Bunge e a Agrícola Alvorada S.A.

Detalhes do edital

As propostas selecionadas pelo edital terão recursos não reembolsáveis, com aporte pelo BNDES (50%), Fundação Bunge (40%) e Agrícola Alvorada (10%). Os projetos terão apoio ainda para gestão e certificação de carbono. Em nota, o BNDES informou que a implantação dos projetos vai contribuir para o Arco da Restauração, iniciativa do BNDES e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que visa recuperar áreas degradadas no bioma Amazônia.

Além da restauração ambiental, o BNDES destacou que estão previstas ações de estímulo à agricultura familiar indígena, com o uso de sistemas agroflorestais.

“O BNDES tem usado diversos instrumentos para apoiar a conservação e restauro dos biomas brasileiros”, observou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Este edital do Floresta Viva apoia projetos que recuperam áreas degradadas em uma zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, que é crucial para a regulação hídrica e para a estabilidade do clima na região”, acrescentou.

Compromisso com a agricultura sustentável

Para o vice-presidente de agronegócio e country manager da Bunge no Brasil, a parceria com o BNDES reforça o compromisso com uma agricultura sustentável.

“Ao unirmos esforços, ampliamos o impacto das nossas ações voltadas à restauração e à adoção de práticas regenerativas no campo. Por meio do projeto Semêa, que faz parte do nosso programa de Agricultura Regenerativa, incluímos não somente os grandes produtores, mas também pequenos agricultores e povos tradicionais nas boas práticas por uma economia de baixo carbono”, afirmou na nota.

O Floresta Viva já mobilizou R$ 358 milhões em 13 editais e mais de 80 projetos aprovados ou em vias de aprovação, segundo o BNDES. Estes recursos vão permitir restauração de mais de 10 mil hectares de áreas degradadas em biomas brasileiros.



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EUA suspendem tarifas de 100% sobre a China até reunião entre Trump e Xi Jinping



Os Estados Unidos vão suspender temporariamente a aplicação das tarifas de 100% sobre produtos chineses até que o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, se reúnam na Coreia do Sul, segundo informou nesta segunda-feira (13) o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

A decisão adia a medida anunciada na última sexta-feira (10) por Trump, que previa a cobrança adicional sobre as importações chinesas a partir de 1º de novembro de 2025. O encontro entre os dois presidentes deve ocorrer à margem da cúpula da APEC, marcada para os dias 31 de outubro e 1º de novembro.

“Sim, esse é o sinal que o presidente deu. Ele disse em seu post na Truth Social que sempre poderia adiar o assunto, mas a ideia é dar tempo para que eles se reúnam e conversem sobre isso”, afirmou Bessent em entrevista à Fox Business, conforme repercutido pela agência Sputnik.

O anúncio das tarifas havia sido justificado por Trump como resposta à “posição extraordinariamente agressiva da China em relação ao comércio”. O republicano afirmou que Pequim teria enviado uma “carta extremamente hostil ao mundo”, com planos de implementar controles de exportação em larga escala, afetando diversos setores globais.

Em reação, o Ministério do Comércio da China declarou no domingo (12) que “a China não quer uma guerra tarifária, mas não a teme”, classificando a decisão dos EUA como uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países.

A suspensão das taxas é vista como um gesto de trégua temporária antes da reunião entre Trump e Xi, que deve definir os próximos passos da relação econômica entre as duas maiores potências do mundo.



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Indicador do milho volta a superar os R$ 65 por saca



Os preços do milho seguiram em alta na última semana, com o Indicador Esalq/BM&FBovespa voltando a operar na casa dos R$ 65/saca de 60 kg.

Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso veio da retração de vendedores e do aquecimento pontual da demanda. Vendedores estão atentos ao clima para a semeadura da safra verão.

O retorno das chuvas nas regiões do Sul e sobretudo do Centro-Oeste traz certo alívio, mas também impede que as atividades de campo sejam realizadas com mais intensidade. Além disso, as exportações brasileiras em setembro apresentaram bom ritmo, dando suporte aos preços nos portos e no interior do país.

Do lado comprador, parte dos agentes volta a atuar no spot, no intuito de recompor os estoques de milho, mas muitos ainda indicam possuir volumes para o curto prazo, o que, de certa forma, limita maiores valorizações.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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exportação é recorde, mas demanda pressiona cotações internas



As exportações brasileiras de feijões atingiram novos recordes, tanto no resultado mensal quanto no acumulado de 12 meses. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de estudos Avançados em economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, Mato Grosso se consolida como principal fornecedor do produto exportado, com destaque para variedades diferentes das consumidas no Brasil. Assim, o avanço das exportações não tem afetado de forma direta a oferta e os preços dos feijões carioca e preto negociados no mercado interno. 

De acordo com dados da Secex, o Brasil embarcou 85,4 mil toneladas de feijões em setembro, o maior volume mensal já registrado pela Secretaria. No acumulado de 2025 (de janeiro a setembro), as exportações somam 361,9 mil toneladas, já superando o total escoado em todo o ano de 2024 (343,6 mil toneladas). No acumulado de 12 meses, o volume atinge 488,4 mil toneladas, também recorde histórico.

Para o feijão carioca, a liquidez esteve baixa ao longo da semana passada em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. O interesse de compra foi menor, assim, os preços se enfraqueceram. No caso do feijão carioca, a pressão sobre os valores veio da qualidade inferior dos lotes e da menor demanda. 

Para o feijão preto do tipo 1, pesquisadores do Cepea indicam que, após a forte valorização observada em setembro, o mercado apresentou ajustes negativos moderados na semana passada, com reposição mais lenta e demanda estabilizada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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