sexta-feira, agosto 14, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Soja em queda em Chicago com redução gradual da demanda


Segundo a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia e a semana em baixa, influenciada pela perspectiva de grandes safras na América do Sul e pela redução constante na demanda pela soja americana. Embora o volume exportado ainda seja robusto, houve uma queda de 42% na média das últimas quatro semanas. Na sexta-feira, vendas pontuais de 200 mil toneladas para exportação evitaram perdas mais acentuadas nas cotações.  

Os contratos para janeiro, referência para a safra brasileira, fecharam com desvalorização de -0,75%, ou $ -7,50 cents/bushel, a $ 988,25. Já os contratos de março recuaram -0,82%, ou $ -8,25 cents/bushel, para $ 995,00. O farelo de soja para janeiro também registrou baixa, com queda de -1,12%, ou $ -3,30 por tonelada curta, encerrando a $ 286,30. O óleo de soja para janeiro seguiu o mesmo movimento, recuando -0,14%, ou $ -0,06 por libra-peso, a $ 42,61.  

Para a próxima semana, a informação é de que o mercado aguarda a divulgação de dados sobre o esmagamento de soja nos Estados Unidos, que deve apresentar redução em novembro no comparativo mensal, mas aumento em relação ao mesmo período de 2023. Ainda assim, a demanda global pela oleaginosa permanece como fator-chave para a precificação.  

No acumulado da semana, a soja fechou em baixa de -0,43%, ou $ -4,25 cents/bushel. O farelo recuou -0,40%, ou $ -1,10 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu -0,36%, ou -0,86 por libra-peso. Esses números refletem a pressão do mercado diante de um cenário de oferta elevada e demanda em desaceleração.

 





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Piauí exporta mais de R$ 100 milhões de mel por ano


Consumido em todo o Brasil, o Piauí exporta mais de R$ 100 milhões por ano de mel e outros produtos apícolas, destacando-se como um importante fornecedor nacional e global. As exportações representam a maior parte da produção com 93% voltados principalmente para a União Europeia, com destaque para Alemanha e Itália.

Nos Estados Unidos e Canadá, o mel piauiense também é demandado. As informações são do governo do Piauí, divulgadas no último domingo (15).

No estado, mais de 10 mil famílias estão diretamente envolvidas com as atividades apícolas, sendo que muitas delas têm a apicultura como sua principal fonte de renda.

Além disso, existem mais de 10 cooperativas especializadas no setor e outras que incluem a apicultura entre suas atividades.

Vários grupos informais também comercializam a produção apícola para cooperativas e empresas exportadoras de mel.

Em 2024, a produção do estado deverá alcançar mais de 8 mil toneladas. De acordo com Francisco das Chagas Ribeiro, o “Chicão”, diretor de Projetos para o Semiárido da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (SAF), o Piauí tem exportado entre 6 mil e 8 mil toneladas de mel nos últimos anos.

Incentivos

Em 2024, os resultados foram positivos, com um pequeno crescimento, mantendo o mel como o terceiro produto de exportação do estado.

A Secretaria Estadual de Agricultura Familiar, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e outras instituições, têm apoiado os apicultores com a entrega de colmeias e materiais de proteção, como macacões e luvas.

Além disso, estão promovendo a construção e modernização de casas de mel, equipadas com centrífugas, decantadores e outros instrumentos necessários para a produção apícola.

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Foto: Divulgação/GOVPI

As condições higiênicas e o manejo adequado do mel, um alimento sensível, são prioridades nesses projetos. 

Segundo Francisco Ribeiro, a apicultura é uma atividade altamente ecológica, que beneficia o meio ambiente, pois as abelhas desempenham um papel crucial na polinização das plantas, um processo natural para a sua sobrevivência e que contribui para a preservação da vegetação. 

Nos últimos anos, muitos projetos têm se concentrado no plantio de mudas e no reflorestamento, garantindo a manutenção da mata nativa.

“Esse esforço é um reflexo do compromisso da apicultura com a sustentabilidade e a preservação ambiental. As maiores iniciativas de reflorestamento no estado estão em Picos, Simplício Mendes, Itainópolis e Campo Maior, conduzidas pelas cooperativas locais”.

Reibeiro também destaca o potencial econômico e ambiental que a apicultura proporciona: “Criar abelhas é um grande negócio e uma excelente oportunidade para gerar emprego e renda no campo”, afirma.


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Governo anuncia estratégia para entrepostos e armazéns



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Pacto Contra a Fome assinaram, nesta segunda-feira (16), em São Paulo, Termo de Cooperação Técnica no âmbito do combate à fome e redução do desperdício de alimentos no Brasil para a modernização de bancos de alimentos de entrepostos e armazéns.

Com presença do ministro da pasta, Paulo Teixeira, e da cofundadora e presidente do conselho do pacto, Geyze Diniz, a solenidade foi realizada na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na capital paulista, maior central de abastecimento de alimentos da América do Sul. Também participou do evento o diretor-presidente da Ceagesp, José Lourenço Pechtoll.

Redução de perdas de alimentos

A meta da cooperação técnica é viabilizar o estudo das experiências bem sucedidas executadas por centrais de abastecimento do Brasil no que diz respeito ao aproveitamento, redução de perdas de alimentos e ao desenvolvimento de proposições de replicação dessas iniciativas em entrepostos e armazéns, em especial na Ceagesp e na Ceasa Minas, vinculadas ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

“O propósito do presidente Lula é tirar o Brasil do mapa da fome e garantir segurança alimentar”, disse o ministro Paulo Teixeira.

Ele explicou que o acordo assinado é uma estratégia de reconstrução do banco de alimentos da Ceagesp para fazer com que ele tenha os melhores padrões, de modo a potencializar o aproveitamento das doações que recebe e que são encaminhadas à população em situação de insegurança alimentar.

Durante a solenidade, foi assinado protocolo de intenções entre o MDA e a Ceagesp visando incentivar a agricultura familiar e apoiar cooperativas. O ministro destacou que a medida deverá promover a ampliação da presença dos agricultores familiares nos espaços de comercialização e de abastecimento alimentar da Ceagesp.



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MEIs com dívidas aderem ao Desenrola 



Por Carlos Abreu

Pesquisa realizada pelo Sebrae mostra que o programa Desenrola Pequenos Negócios teve uma adesão massiva dos microempreendedores individuais com dívidas e que se enquadravam nos critérios definidos pelo governo federal.

 De acordo com o levantamento, 93% dos microempreendedores individuais (MEI), que tinham dívidas até janeiro deste ano, aderiram à iniciativa.

Quando analisado o universo dos pequenos negócios, composto por MEI, micro e pequenas empresas, o resultado foi de 72% de adesão. 

A pesquisa do Sebrae mostrou que os pequenos negócios do Comércio que estavam dentro dos critérios do Desenrola foram os que mais aderiram ao programa (92%), seguidos dos empreendedores dos setores de Serviço (69%) e Indústria (49%).

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o Desenrola Pequenos Negócios trouxe um alívio aos empreendedores endividados, que regularizaram sua situação e agora podem reinvestir na empresa, buscar novos empréstimos em condições mais favoráveis e voltar a crescer.

“Nós temos milhões de empreendedores que não conseguem obter crédito. Entre outras razões, está o fato de estarem inadimplentes. Com o Desenrola, estamos devolvendo a confiança a esses empresários.”

Décio Lima, presidente do Sebrae.

Décio destaca que o Sebrae está junto do governo federal no programa Acredita, criado para permitir que os pequenos negócios possam ter acesso a crédito em condições mais vantajosas. “Nós fizemos um aporte de R$2 bilhões no Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que vai viabilizar até R$30 bilhões em crédito para MEI, micro e pequenas empresas ao longo dos próximos três anos”, detalha o presidente.

“Estamos trazendo o empreendedor da informalidade para a formalidade e abrindo as portas do sistema financeiro com a garantia de crédito e orientação do Sebrae. Esse setor vai impulsionar ainda mais a economia do nosso país”, acrescenta Décio Lima.

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Desenrola

Lançado no dia 13 de maio deste ano, o programa Desenrola Pequenos Negócios é voltado à renegociação de dívidas de microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) inadimplentes até 23 de janeiro de 2024. De acordo com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, a iniciativa já superou a marca de R$ 5,1 bilhões em dívidas renegociadas, contemplando 125 mil operações e beneficiando 82 mil microempreendedores individuais (MEI) e pequenas empresas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra a semana sem negócios


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul não registrou negócios na sexta-feira, segundo informações da TF Agroeconômica. “ R$ 142,00 para entrega novembro, e pagamento 27/12, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 15/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 15/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 15/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 15/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Santa Catarina registrou oferta no porto entre R$ 131 e R$ 140 a depender do mês. “ Ofertas no porto de São Francisco para 2025 entre R$ 131,20 com entrega em fevereiro e pagamento em 28/03, até R$ 140,50 com entrega em junho e pagamento em 30/07. O preço no porto foi de R$ 145,00, Chapecó a R$ 135,50”, completa.

Cotações em queda no interior do Paraná. “Em Paranaguá, os preços CIF variam entre R$ 144 e R$ 147, de acordo com prazos e condições. Com a soja limitada, produtores têm optado por segurar o produto, enquanto compradores permanecem pouco ativos. Em Ponta Grossa, a queda do dólar e boas condições climáticas pressionaram os preços. Indústrias ofertaram R$ 138 por saca CIF para entrega até 20 de dezembro, enquanto vendedores pediam R$ 145. A resistência em aceitar preços mais baixos deixou o mercado spot travado, sem negócios relevantes na região”, indica.

No Mato Grosso do Sul o mercado não anda. “O spot de soja em Dourados iniciou a semana travado, com indicações de compra no spot entre R$ 136 e R$ 137 por saca FOB, com retirada imediata e pagamento em 30 dias. Os preços se mantêm estáveis, mas pedidas acima de R$ 140 por saca por parte dos produtores têm limitado os negócios”, informa.

Negócios parados no mercado do Mato Grosso. “No spot da soja em Rondonópolis, compradores indicavam R$ 141 por saca FOB, embarque imediato e pagamento em janeiro. O valor foi apenas nominal, com grãos indisponíveis e compradores abastecidos. Campo Verde: R$ 136,00, Lucas do Rio Verde: R$ 133,50. Nova Mutum: R$ 133,50. Primavera do Leste: R$ 136,50. Rondonópolis: R$ 138,50. Sorriso: R$ 136,00”, conclui.





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Expedição Soja Brasil: desafios e incertezas no Rio Grande do Sul



A Expedição Soja Brasil chegou ao estado do Rio Grande do Sul e você pode acompanhar a reportagem completa no último programa do Soja Brasil. O plantio no estado apresentou uma safra marcada por desafios e incertezas, mas também por uma visão de resiliência e tecnologia.

A safra 2024/25 do grão apresenta um cenário desigual, com algumas regiões em meio a um bom desenvolvimento da soja, enquanto outras ainda lutam para plantar após adversidades climáticas, como a estiagem e as enchentes.

Soja Brasil reporta os desafios climáticos do RS

Os produtores que atuam em áreas mais suscetíveis a enchentes, como na zona sul do estado, enfrentam dificuldades para retomar as atividades agrícolas. Em abril de 2023, poucas lavouras haviam sido colhidas e a soja apodreceu no campo devido ao excesso de chuva. O cultivo nessas áreas geralmente ocorre em terras baixas, o que torna os danos provocados pelas chuvas mais intensas. Muitas propriedades tentam se recuperar dos estragos das enchentes, e o planejamento da safra 2024/25 foi prejudicado pela incerteza climática.

Boas expectativas

Por outro lado, a Expedição Soja Brasil relatou que, apesar dos contratempos, a safra de soja do Rio Grande do Sul ainda apresenta um ciclo de boas expectativas. O plantio soja para a safra 2024/25, iniciou em outubro e segue até 28 de janeiro, com a maioria dos produtores apostando em um clima mais favorável para acelerar o plantio. As plantadeiras trabalham a todo vapor para aproveitar as janelas de clima seco.

A recuperação do estado depende dessa janela de tempo favorável para a semeadura. Segundo meteorologistas, a previsão é de que as chuvas não sejam tão intensas quanto em anos anteriores, mas podem variar entre regiões. A expectativa é que o clima melhore, permitindo uma safra mais tranquila, com produtividade dentro do esperado.

Expedição Soja Brasil: a realidade dos produtores

Apesar da expectativa de um clima favorável, muitos produtores ainda enfrentam grande insegurança. Em algumas regiões, o plantio está atrasado devido a problemas financeiros que dificultam o acesso ao crédito. Diante disso, alguns recorrem a alternativas, como empréstimos informais, para garantir o financiamento necessário à produção.

Além das dificuldades financeiras, a falta de crédito é um obstáculo significativo para muitos pequenos e médios produtores. Mesmo com boas janelas de clima seco, a falta de recursos limita investimentos em insumos e tecnologias, o que pode comprometer a produtividade. Em alguns casos, as áreas afetadas pelas cheias podem até ser abandonadas, devido à destruição causada pelas chuvas e à escassez de recursos para recuperação.

Perspectivas

De acordo com o Instituto Riograndense do Arroz (Emater), a previsão é de que sejam semeados aproximadamente 6,8 milhões de hectares de soja na safra. No entanto, muitos produtores ainda estão inseguros sobre a viabilidade do plantio. Algumas áreas que haviam sido preparadas para o cultivo podem ser comprometidas devido à falta de financiamento e à destruição causada pelas chuvas.



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Itaú BBA lança módulo sobre COP29 com foco no agronegócio sustentável



A Academia Agro do Itaú BBA, plataforma de ensino a distância gratuita voltada para clientes e não clientes, lançou um novo módulo dedicado à 29ª Conferência das Partes (COP29) da ONU. O objetivo é aprofundar as discussões sobre a crise climática, com foco em práticas agrícolas de baixo carbono, e apoiar a transição sustentável dos produtores rurais brasileiros.

O módulo COP29 inclui um vídeo explicativo sobre os principais temas da conferência, abordando sua relevância para o Brasil e o papel do agronegócio no enfrentamento das mudanças climáticas. Além disso, apresenta um artigo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) intitulado “Soluções climáticas da agropecuária a caminho da COP30” e um videocast com análises de João Adrien, head de ESG Agro do Itaú BBA, e Luciana Nicola, diretora de relações institucionais e sustentabilidade do banco.

“Esse é um debate particularmente relevante para o Brasil, pois o nosso agronegócio tem o potencial de ser uma parte fundamental da solução climática. O setor pode reduzir emissões líquidas e atuar como aliado na captura de gases de efeito estufa, enquanto assegura a produção em escala para a segurança alimentar global”, afirma Luciana Nicola.

Educação e sustentabilidade no agro

Desde 2019, o Itaú BBA tem ampliado sua atuação no setor agro por meio da produção de conteúdos voltados à economia e às finanças agrícolas. Entre as iniciativas, estão a criação da área de Consultoria Agro, o lançamento da Academia da Governança Agro em 2022 e, mais recentemente, a Academia Socioambiental Agro em 2024. Todo esse material foi consolidado na plataforma Academia Agro, que oferece módulos gratuitos e práticos para apoiar a adoção de boas práticas de governança e sustentabilidade.

O módulo COP 29 está disponível gratuitamente no site da Academia Agro, com acesso liberado mediante inscrição. A iniciativa reforça o compromisso do Itaú BBA em incentivar a transição sustentável no setor agro e posicionar o Brasil como líder em práticas climáticas responsáveis.

O módulo COP 29, assim como os demais conteúdos da Academia Agro, está disponível gratuitamente aqui. O acesso é liberado mediante inscrição.



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ganhos em Chicago são limitados antes do intervalo



A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo com preços mais altos para o grão e farelo, enquanto o óleo sofre queda. O dia de recuperação no mercado de soja, no entanto, tem ganhos limitados, pressionados pela expectativa de uma safra cheia na América do Sul e pela fraca performance das exportações norte-americanas.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja com vencimento em janeiro de 2025 foram cotados a US$ 9,92 1/4 por bushel, representando uma alta de 4,00 centavos de dólar por bushel, ou 0,40%. Já o contrato de março de 2025 foi negociado a US$ 9,97 1/2 por bushel, avançando 2,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,25%.

No mercado de farelo de soja, o contrato de janeiro de 2025 registrou preço de US$ 290,20 por tonelada, um aumento de US$ 4,00 por tonelada, ou 1,39%. Em contraste, o óleo de soja, com vencimento também em janeiro de 2025, viu uma retração de 0,77 centavo de dólar por libra-peso, atingindo 41,84 centavos de dólar, o que representa uma queda de 1,80%.



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Senado estuda linha de crédito para recuperação de solos e pastagens



A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve analisar, amanhã (17), um projeto de lei que cria assistência material e abertura de linha de crédito para agricultores familiares destinada à recuperação de solos e pastagens (PL 1.103/2022).

O objetivo é estimular o aumento da produtividade pecuária e a produção de alimento e renda, sem expansão das áreas de pastagens à custa de desmatamento de vegetação nativa. O texto entende como assistência material todo o apoio contínuo em doação financeira ou material, bem como o empréstimo de equipamentos e insumos.

O projeto tem relatório favorável da senadora Damares Alves (Republicanos – DF). A relatora argumenta que atualmente as linhas de crédito rural são estabelecidas somente por resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN). Por isso, é necessário criar uma legislação federal que promova a necessária segurança jurídica sobre o tema.

A senadora avalia que o PL 1.103/2022 é “altamente meritório” ao regulamentar a Lei 11.326, de 2006, para incluir assistência material e abertura da linha de crédito. Damares rejeitou emenda do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) que previa que as linhas de crédito para a recuperação de solos e pastagens em propriedades familiares poderiam ser objeto de subvenção econômica na forma de equalização de taxas, visando tornar o crédito rural mais barato.

De autoria do senador Jader Barbalho (MDB-PA), o PL 1.103/2022 foi aprovado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) em agosto de 2023, na forma de substitutivo oferecido pelo então relator, senador Beto Faro (PT-PA). Em seguida o texto foi encaminhado à CAE, onde será apreciado em caráter terminativo. Ou seja, se aprovado na comissão, seguirá para a Câmara dos Deputados, a não ser que haja recurso para apreciação da proposta em Plenário.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de milho: Hora de fixar preços



O relatório de exportação do USDA também revelou vendas abaixo do esperado



Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores
Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores – Foto: Sheila Flores

Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de milho estão em um momento estratégico, permitindo aos produtores fixarem preços para uma parte da próxima safra com margens de lucro em torno de 6,35%. A recomendação é realizar essas operações na Bolsa de São Paulo, evitando o mercado físico para reduzir riscos jurídicos e financeiros, especialmente em caso de quebras de safra. Caso os produtores precisem de auxílio técnico para essas negociações, a TF Agroeconômica oferece suporte no passo a passo.

Entre os fatores de alta, destaca-se a forte disputa interna no Brasil entre indústrias de carnes e exportadores, elevando os preços devido à menor oferta de grãos. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu os estoques finais mundiais para a safra 2024 em 3,82%, enquanto a Conab ajustou ligeiramente a estimativa da produção brasileira para 119,63 milhões de toneladas. Apesar disso, a exportação estimada pelo Brasil permanece em 34 milhões de toneladas, muito abaixo das 48 milhões previstas pelo USDA.

Por outro lado, os fatores de baixa do milho incluem boas condições climáticas para as safras no Brasil, estoques finais 11,37% superiores à temporada passada e um avanço significativo no plantio de milho na Argentina, que já atingiu 55,6%. O relatório de exportação do USDA também revelou vendas abaixo do esperado, enquanto o aumento da produção chinesa para um recorde de 294,92 milhões de toneladas reforça a oferta global. No Brasil, a desvalorização do real frente ao dólar e o início da colheita no Rio Grande do Sul também adicionam pressão de baixa.

 





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