domingo, agosto 23, 2026

Autor: Redação

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Chuva acima de 100 mm e temperatura superior a 38°C; confira previsão da semana


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou informativo com a previsão de chuva e temperaturas entre os dias 2 e 9 de dezembro.

Em localidades de quatro regiões brasileiras, são esperados volumes acima de 100 mm. Por outro lado, em áreas do Norte e Nordeste, os termômetros podem ultrapassar os 38°C. Confira:

Sul

mapa de chuvas - 2 a 9 de dezembro
Foto: Reprodução

A semana começa com instabilidades em toda a Região Sul devido à passagem de um sistema frontal que poderá provocar tempestades, com acumulados acima de 50 mm. O deslocamento do sistema frontal diminuirá as chuvas no Rio Grande do Sul. Contudo, a partir da próxima sexta-feira (6), nova instabilidade deve trazer chuvas intensas nos dias seguintes. Acumulados acima de 100 mm estão previstos para o norte do território gaúcho, assim como o oeste de Santa Catarina e do Paraná.

Sudeste

Grande parte da região terá chuvas intensas nos próximos dias devido as instabilidades provocadas pela aproximação de um sistema frontal no oceano. Os maiores acumulados ao longo da semana estão previstos para São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com volumes acima de 50 mm, podendo superar 100 mm em algumas localidades. Entretanto, a partir do dia 6, a tendência é de redução das chuvas em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Centro-Oeste

As instabilidades persistirão, proporcionando chuvas localmente significativas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e em grande parte de Goiás, com acumulados previstos acima de 40 mm, com chances de atingir 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho no mapa acima). No sudoeste de Mato Grosso do Sul e de Goiás, os volumes deverão ficar abaixo de 40 mm nos próximos dias.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana. Assim, estão previstos acumulados acima de 30 mm (tons de verde) em grande parte da Região. As chuvas podem superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa) no Amazonas, leste do Acre, sul do Pará, Rondônia e leste do Tocantins. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve provocar acumulados acima de 80 mm no norte do Amapá. No entanto, no norte do Pará e em grande parte de Roraima, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 20 mm.

Nordeste

A atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) sobre o Nordeste poderá provocar pancadas de chuva à medida que o sistema se desloca para o interior ao longo da semana, principalmente em áreas do oeste da Bahia, sul do Maranhão e áreas do Piauí, com possibilidade de acumulados acima de 20 mm. No entanto, no centro-leste da Bahia, sertão pernambucano e alagoano, além do sudeste do Piauí, o tempo deve permanecer quente e com baixa probabilidade de chuva.

Previsão de temperatura

Para os próximos dias, permanece a previsão de temperaturas máximas elevadas em grande parte das Regiões Norte e Nordeste do país, com máximas entre 26°C e 36°C, podendo
superar 38°C em algumas localidades ao longo da semana.

Na Região Centro-Oeste, as temperaturas máximas devem variar entre 24°C e 34°C, enquanto no Sudeste a amplitude será entre 16°C e 30°C. Na Região Sul, as temperaturas máximas estarão entre 20°C e 32°C no decorrer da semana, com um declínio a partir do dia 7 de dezembro.

Especificamente no dia 6 de dezembro as temperaturas máximas estarão elevadas em grande parte do país, variando entre 26°C a 36°C.



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Plano de recuperação judicial da AgroGalaxy privilegia parceiros e divide credores



A AgroGalaxy protocolou, na segunda-feira (2), seu plano de recuperação judicial (RJ) na 19ª Vara Cível de Goiânia, estabelecendo uma clara divisão entre credores que manterão relações comerciais com a empresa e aqueles que não pretendem continuar operando com o grupo. O documento, finalizado após intenso fim de semana de trabalho, foi apresentado dentro do prazo legal de 60 dias e traz condições especialmente favoráveis para produtores rurais e fornecedores estratégicos.

“O plano de RJ reúne as condições de pagamento que permitam garantir a viabilidade da continuidade operacional, resultando na recuperação financeira da companhia para cumprir o plano e honrar suas obrigações com os credores”, afirmou em nota Eron Martins, CEO da AgroGalaxy, que assumiu o comando após a saída do então presidente Axel Labourt e cinco conselheiros durante a crise.

Em comunicado ao mercado, a empresa informou que o plano prevê o pagamento integral, sem qualquer desconto, dos créditos devidos a fornecedores, trabalhadores e produtores rurais que se enquadrem como parceiros do grupo, com prazos específicos para cada categoria.

“A proposta alia condições para retomarmos a rentabilidade, preservando nossa relação com os produtores e parceiros comerciais de longo prazo”, disse Martins no comunicado.

A proposta estabelece que fornecedores que mantiverem relações comerciais receberão 100% do valor em 10 anos, enquanto credores financeiros colaboradores terão prazo de 11 anos. Para produtores rurais parceiros, o plano prevê início dos pagamentos já nos primeiros meses após a homologação. Já os credores que não aderirem às condições de parceria enfrentarão descontos significativos e prazos mais longos.

O contexto da recuperação judicial reflete a crise que se abateu sobre o setor de distribuição de insumos agrícolas nos últimos anos. A combinação de juros altos, queda nos preços das commodities e supersafras que derrubaram ainda mais as cotações criou uma tempestade perfeita para empresas altamente alavancadas como a AgroGalaxy, formada pela fusão de grandes distribuidores regionais como Agro100, Rural Brasil e Agroplanta.

Em apenas dois meses desde o pedido de recuperação, protocolado em setembro, com dívidas de R$ 4,6 bilhões, a empresa implementou uma dramática reestruturação. Fechou metade de suas lojas – de 149 para 74 unidades – e reduziu seu quadro de funcionários em mais de 40%. A nova direção aposta em produtos mais rentáveis, como defensivos e sementes, reduzindo sua exposição ao mercado de fertilizantes, conhecido por margens apertadas.

A crise da companhia, que registrou receita líquida de R$ 9,3 bilhões em 2023, provocou ondas no mercado financeiro. Seis fundos do agronegócio (Fiagros) têm exposição à empresa, variando de 0,39% a 8,2% de seu patrimônio.

No mercado de ações, os papéis da companhia (AGXY3) encerraram o pregão da segunda-feira cotados a R$ 0,77, após oscilarem entre R$ 0,57 e R$ 0,97. Nos últimos 52 semanas, as ações, que já chegaram a R$ 4,14, tocaram R$ 0,38, refletindo a deterioração do valor de mercado da empresa, hoje estimado em R$ 120,91 milhões.

O plano entregue à juíza Alessandra Gontijo do Amaral também garante o pagamento integral de verbas trabalhistas em até 12 meses, limitadas a 150 salários mínimos, com primeira parcela de R$ 6 mil liberada em 30 dias após a homologação. Para pequenas empresas, oferece pagamento único de R$ 1 mil para quem aceitar encerrar a dívida ou recebimento integral com carência de dois anos.

Os próximos passos incluem um período de 30 dias para que credores apresentem objeções ao plano. Se houver contestações, será convocada uma assembleia geral de credores para votação. A aprovação dependerá de diferentes quóruns em cada classe de credores – trabalhistas, com garantia real, quirografários e microempresas – com regras específicas de maioria simples ou qualificada.

A AgroGalaxy é uma das principais plataformas do varejo de insumos agrícolas do País, com carteira de 30 mil clientes. O grupo busca com o plano tornar viável sua continuidade operacional enquanto equaciona o passivo acumulado durante anos de expansão agressiva via aquisições no mercado de distribuição de insumos.



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Plantio da soja no Paraná chega ao fim; veja dados da semeadura



O plantio da safra de soja 2024/25 no Paraná foi concluído, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado. Na última semana, os trabalhos de semeadura atingiram 99% da área total, completando o ciclo de plantio em quase todas as regiões produtoras.

Com informações fornecidas pela Safras & Mercado, a área cultivada com soja nesta safra no Paraná deve totalizar 5,776 milhões de hectares, um leve recuo em relação aos 5,784 milhões de hectares da safra 2023/24.

No entanto, a produção é projetada para alcançar 22,285 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 20% em relação ao ano passado. A produtividade média é esperada em 3.858 quilos por hectare, superando os 3.200 quilos por hectare colhidos na temporada anterior.

De acordo com o Deral, as condições das lavouras são bastante favoráveis, com 92% das plantas em boas condições e 8% em situação média. As lavouras estão nas fases de germinação (1%), crescimento vegetativo (47%), floração (32%) e frutificação (20%). A distribuição das fases de desenvolvimento mostra um bom avanço no ciclo da soja, com destaque para a predominância da fase vegetativa, fundamental para a formação da planta.

Projeção de produção e expectativa

Apesar da leve redução na área plantada, a projeção de produção para a safra de soja 2024/25 é otimista, com um aumento em relação ao ano passado. A expectativa de 22,285 milhões de toneladas representa um crescimento de 20% na produção total. O aumento da produtividade para 3.858 quilos por hectare está alinhado com as boas condições climáticas e o avanço das tecnologias empregadas na cultura.

No entanto, a evolução das lavouras deve ser acompanhada de perto nos próximos meses, uma vez que o Paraná, como outras regiões do Brasil, pode enfrentar desafios relacionados ao clima, especialmente em um cenário de chuvas intensas, que podem afetar o desenvolvimento das plantas e o momento da colheita.



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Medida amplia número de pescadores do Norte atendidos por seguro-defeso emergencial



A Medida Provisória 1277/24 inclui mais pescadores artesanais no seguro-defeso emergencial para a região Norte. O auxílio tem o valor de R$ 2.824 e será pago em parcela única.

O seguro-defeso emergencial atende pescadores atingidos por seca ou estiagem em áreas onde foi decretado estado emergência nos estados do Norte. Os trabalhadores que não foram contemplados na primeira leva são atendidos agora.

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A MP 1277 é um complemento à MP 1263/24, que estabeleceu o seguro e, incialmente, atendeu cerca de 100 mil pescadores. O Executivo ainda não divulgou informações sobre o total de pessoas contempladas pela segunda leva.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional é quem faz a lista dos municípios em situação de emergência decorrente da seca e a envia para o Ministério da Pesca e Aquicultura.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) faz relação dos beneficiários cadastrados nesses municípios e o pagamento é realizado pela Caixa Econômica Federal.

Mesmo que já recebam benefícios previdenciários ou assistenciais, os pescadores artesanais terá direito ao auxílio.

O valor também não conta como renda que impeça o recebimento do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas sociais do Cadastro Único (CadÚnico).

A medida provisória já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal para virar lei.

O texto será analisado por uma comissão mista de deputados e senadores e, em seguida, pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.



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o que o produtor da soja deve esperar do tempo?



O mês de dezembro será marcado por chuvas intensas no Brasil, o que pode impactar diretamente as lavouras de soja, tanto no momento de plantio quanto na colheita. A previsão climática da Rural Clima aponta para um período de umidade elevada, com precipitações concentradas nas regiões centro-sul e centro-norte do país, afetando principalmente o ciclo das lavouras de soja.

Segundo a Safras & Mercado, neste mês, a frente fria que passou pelo Rio Grande do Sul já está provocando chuvas em várias áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A tendência é que as chuvas continuem ao longo da semana, com maior intensidade nas regiões produtoras de soja, o que pode atrasar o início da colheita em algumas áreas e prejudicar o manejo de algumas lavouras.

Excesso de chuvas

Os meses de janeiro e fevereiro de 2025 são ainda mais críticos para a soja, com a previsão de excesso de chuvas no Brasil. Durante este período, o excesso de umidade pode dificultar a colheita da soja, que normalmente ocorre no início do ano, após o ciclo de plantio.

As chuvas intensas e prolongadas podem aumentar o risco de perdas de qualidade da produção, uma vez que o excesso de umidade pode interferir na maturação dos grãos, além de dificultar o trabalho das colheitadeiras.

A colheita da soja é uma fase extremamente sensível, e chuvas excessivas podem levar a problemas como aumento na umidade dos grãos, o que prejudica a comercialização e a armazenagem. A previsão de chuvas regulares pode, portanto, representar um desafio para o sucesso da colheita, exigindo maior atenção ao planejamento logístico e ao manejo agrícola.

Plantio da soja

O plantio da soja em algumas regiões também pode ser afetado pela umidade excessiva durante os meses de janeiro e fevereiro. Em áreas onde o plantio da soja ainda ocorre ou o trabalho de replantio é necessário, as chuvas podem dificultar o preparo do solo, interferindo nas condições ideais para a semeadura. O solo encharcado pode comprometer a germinação e o desenvolvimento das plantas, além de atrasar o calendário de plantio, o que pode prejudicar o ciclo da safra.



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AgroNewsPolítica & Agro

RS pode declarar aviação agrícola de relevância econômica e social


O Projeto de Lei 442/23, que declara a aviação agrícola como de relevante interesse social, público e econômico no Rio Grande do Sul, será votado nesta terça-feira (3) pela Assembleia Legislativa gaúcha. A proposta, de autoria do deputado Marcus Vinícius de Almeida (PP) e assinada por outros 23 parlamentares, visa assegurar a atividade em todo o território estadual, protegendo-a de possíveis restrições regionais.

O texto do PL reforça que o exercício da aviação agrícola é livre e deve respeitar normas legais e regulatórias. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o setor, que conta com mais de 400 aeronaves no Estado, é essencial para garantir a produtividade de culturas como soja, milho, trigo e, especialmente, arroz. Dados do Sindag destacam que o Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção nacional de arroz, cultura altamente dependente das tecnologias aeroagrícolas.

Gabriel Colle, diretor-executivo do Sindag, enfatiza que a aviação agrícola é uma ferramenta de alta tecnologia e precisão. Ele destaca a redução de até 90% no uso de água, além de otimizar o consumo de insumos, gerando economia significativa para os produtores. “O setor ainda contribui no combate a incêndios e na recuperação de pastagens, demonstrando sua versatilidade e importância estratégica”, afirma Colle.

Além de ser o berço da aviação agrícola no Brasil, o Rio Grande do Sul mantém a segunda maior frota do segmento e se consolida como polo de inovação. Empresas locais exportam tecnologias embarcadas e o Estado abriga uma das únicas fábricas de drones agrícolas do país. A formação de pilotos agrícolas também é destaque, com Cachoeira do Sul sendo reconhecida oficialmente como a Capital Estadual da Formação de Pilotos Agrícolas.

A proposta de Marcus Vinícius já recebeu pareceres favoráveis das Comissões de Constituição e Justiça e de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. A iniciativa também inspirou ações semelhantes em outros estados, como Santa Catarina, fortalecendo a relevância nacional do setor. Para ampliar o apoio à atividade, foi criada a Frente Parlamentar em Defesa da Aviação Agrícola, liderada pelo deputado Edvilson Brum (MDB) e composta por 26 membros. A Frente foi oficializada durante a Expoagro Afubra e reafirma o compromisso do parlamento gaúcho com o setor aeroagrícola.





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Imóvel rural de interesse da reforma agrária pode ser usado para quitar dívida com União



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 3506/23, do deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), que estabelece as regras para o pagamento de débito com a União, já inscrito em dívida ativa, por meio da entrega de imóvel rural de interesse da reforma agrária. A proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, altera a lei 13.259/16.

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A lei regulamentou a chamada “dação em pagamento de bens imóveis”, nome jurídico do ato de ofertar imóvel próprio para quitar uma dívida com a União (por exemplo, impostos atrasados).

O projeto determina que o imóvel rural dado em pagamento da dívida deve que estar livre e desembaraçado de quaisquer ônus, como hipoteca. O texto estabelece os seguintes passos do procedimento:

  • o requerimento da dação em pagamento será apresentado junto ao Incra;
  • o órgão fará a avaliação do bem e a viabilidade de destinação para a reforma agrária;
  • uma vez avaliado, o processo será remetido à Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN), que, se concordar, dará o aval para o Incra concluir a dação em pagamento;
  • o Incra tomará as providências para a incorporação do imóvel ao estoque de imóveis para a reforma agrária.

Para o relator, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), o texto traz uma solução prática e eficiente para a auxiliar na liquidação de dívidas tributárias, ao mesmo tempo em que contribui para a reforma agrária no Brasil. “A iniciativa é positiva para o governo, para reduzir o seu passivo tributário; para o devedor, para regularizar sua situação fiscal; e para os agricultores familiares que aguardam a oportunidade de acesso à terra “, disse.

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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MST invade Estrada de Ferro Carajás, no Pará



O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu, na manhã desta terça-feira (3), a Estrada de Ferro Carajás, no município de Parauapebas, no Pará.

Segundo nota publicada no site do movimento, a ação, que começou por volta das 5h, integra mobilizações que estão em “processo de construção” nos 11 municípios que compõem o corredor no entorno da ferrovia, que vai até São Luís (MA).

A intenção é pressionar a mineradora Vale, que opera a Estrada de Ferro Carajás, e os governos federal, estadual e municipal a atenderem as demandas “de comunidades afetadas pelos impactos ambientais e sociais gerados pela mineração na região”.

Em nota, o MST exige medidas como devolução de terras não mineráveis da Vale para a reforma agrária, iniciativas de reflorestamento e criação de programa de habitação popular na região, entre outros itens.



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Incêndio atinge instalações de cooperativa no Rio Grande do Sul



Um depósito utilizado para armazenar insumos, de propriedade da cooperativa Cotrirosa, foi totalmente consumido por um incêndio na madrugada desta terça-feira (3). As chamas de grandes proporções se espalharam rapidamente pelo local, que fica no bairro Cruzeiro, em Santa Rosa (RS).

Segundo o Corpo de Bombeiros, nas instalações de cerca de 700 m² estavam itens como medicamentos e rações para uso animal, feno e óleos lubrificantes, entre outros. A estrutura foi completamente destruída pelo incêndio.

O depósito fica aos fundos do mercado da cooperativa, mas o estabelecimento não foi atingido. A Polícia Civil foi acionada e solicitou uma perícia do local para determinar as causas do incêndio.

Por meio de nota, a Cotrirosa destacou que trabalha na contabilização das perdas e aguarda os resultados da perícia. Também destacou que não houve feridos em decorrência do incêndio.

“Agradecemos aos bombeiros, funcionários e comunidade que estiveram e estão presentes ao nosso lado neste momento. Nova nota será emitida quando houver mais informações”, informa a publicação.



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Polícia apreende 2 aviões, 468 veículos e R$ 19 mi de quadrilha que aplicava golpes em produtores rurais


A Polícia Civil de Goiás deflagrou uma megaoperação contra uma quadrilha especializada em golpes contra produtores rurais do estado. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, resultando na apreensão de 468 veículos, dois aviões e sete imóveis, além do bloqueio de contas bancárias que totalizam cerca de R$ 19 bilhões.

A polícia vem investigando o caso desde meados do mês de junho, quando circulou pela cidade de Rio Verde a notícia de que um corretor de grãos teria dado um golpe em produtores locais e fugido do país. Desde o primeiro registro de crime vinculado a essa quadrilha, realizado em 20 de junho, até hoje, a Polícia Civil contabiliza 13 vítimas e prejuízo de cerca de R$ 40 milhões.

Alguns dos 468 veículos apreendidos na operação. Foto: Polícia Civil de Goiás

As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa especializada na prática de sonegação fiscal, lavagem de capitais, estelionatos e outros crimes.

A ação foi realizada pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Rio Verde (8ª DRP) nos dias 28 e 29 de novembro. Além de Rio Verde, foram cumpridas medidas judiciais nas cidades de Morrinhos, Goiânia, Santo Antônio da Barra e Montividiu, e ainda nos Estados Unidos. Dois investigados estão foragidos.

O nome da megaoperação foi escolhido em referência à figura mitológica grega Deméter, deusa da agricultura, da colheita, da fertilidade da terra e do ciclo das estações, já que as vítimas dos crimes da quadrilha eram produtores rurais.

Joias apreendidas em poder dos criminosos. Foto: Polícia Civil de Goiás



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