quinta-feira, abril 16, 2026

Autor: Redação

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Governo federal fecha acordo com estados para subsidiar diesel importado


Foto: Divulgação.
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Mais de 80% dos estados brasileiros indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 80% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo.

Oficialmente, a Fazenda não divulga as unidades da Federação que não aderiram. A assessoria da pasta informou que não pode repassar as informações porque as conversas ainda não foram concluídas

Mais cedo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida provisória com o subsídio sai ainda esta semana. Embora a subvenção não exija o compromisso de todos os governadores, o ministro explicou as negociações para conseguir a adesão de todas as unidades da Federação contunuam.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

Proporção
Segundo o comunicado, a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A iniciativa terá duração limitada, com o objetivo de evitar impactos fiscais permanentes. A adesão é voluntária, conforme discutido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão deliberativo que reúne os secretários estaduais da área, acima do Comsefaz.

O texto também estabelece que as cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

“A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo”, ressaltou a nota conjunta.

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Abril começa com chuva forte e temporais em boa parte do país


A quarta-feira (1º) será marcada por aumento das instabilidades em grande parte do Brasil, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, onde há previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes e risco de temporais.

O cenário é provocado pela combinação entre fluxo de umidade e a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), que favorece a formação de nuvens carregadas em diversas áreas.

Sul

No Sul do país, a chuva já começa pela manhã no Paraná, especialmente nas regiões norte, noroeste e oeste, com intensidade moderada a forte. Há risco de temporais nessas áreas.

Ao longo do dia, as instabilidades se espalham para grande parte de Santa Catarina e também para o norte e interior do Rio Grande do Sul. No litoral, a chuva ocorre de forma mais fraca, mas persistente devido à influência marítima.

As rajadas de vento podem chegar a 50 km/h no sul catarinense, enquanto as temperaturas ficam mais amenas em áreas com maior nebulosidade.

Sudeste

No Sudeste, o dia começa com chuvas mais fracas no litoral do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, além de pontos isolados em Minas Gerais.

Com o avanço das horas, as pancadas ganham intensidade, atingindo principalmente São Paulo e grande parte de Minas Gerais, com possibilidade de chuva forte e trovoadas.

A influência marítima mantém o tempo instável no litoral, enquanto as temperaturas ficam mais amenas no centro-sul paulista e sul de Minas devido à maior cobertura de nuvens.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva ocorre de forma irregular, mas pode ganhar força ao longo do dia. Mato Grosso e Goiás concentram os maiores volumes, com risco de temporais no norte e nordeste desses estados.

Em Mato Grosso do Sul, as pancadas atingem principalmente o sul e o leste, enquanto o restante do estado tem tempo mais firme.

O calor segue predominante na região, com baixa umidade do ar no oeste sul-mato-grossense, podendo ficar abaixo dos 30%.

Nordeste

No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a umidade do oceano favorecem pancadas de chuva desde cedo no litoral e no interior de vários estados.

Os maiores volumes são esperados no Maranhão, Piauí, Ceará e oeste da Bahia, com risco de temporais em diversas áreas.

Apesar da chuva, a sensação de calor e abafamento predomina ao longo do dia.

Norte

A Região Norte segue com tempo instável, com chuva frequente e forte em estados como Amazonas, Pará, Tocantins e Roraima.

Há risco de temporais, especialmente no Tocantins e em grande parte do Amazonas e do Pará.

O calor e a alta umidade mantêm o clima abafado, enquanto o Acre deve ter um dia mais aberto, com chuva fraca e isolada.

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Alívio no mercado global derruba dólar e petróleo


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (1), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que sinais de redução do risco geopolítico entre Irã e EUA melhoraram o apetite por risco e impulsionaram bolsas em NY. O petróleo caiu, mas o Brent seguiu acima de US$ 100, mantendo pressão inflacionária.

No Brasil, o Ibovespa subiu 2,71%, aos 187 mil pontos, e o dólar recuou a R$ 5,17. Hoje, foco no ADP, ISM e dados da economia americana.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra na Argentina surpreende e mantém produção


O andamento da safra agrícola 2025/26 na Argentina segue com avanço das colheitas e manutenção das estimativas para as principais culturas, indicando um cenário de relativa estabilidade produtiva. Dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires apontam condições majoritariamente favoráveis nas lavouras, com alguns ajustes nas projeções mais recentes.

No caso da soja, 81,7% das áreas apresentam condição entre normal e excelente, enquanto 85,1% registram situação hídrica considerada adequada ou ótima. Esse cenário sustenta a manutenção da projeção de produção em 48,5 milhões de toneladas, indicando regularidade no desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo.

Para o milho, a colheita continua avançando e já atinge 15,2% da área apta. O rendimento médio está em 84,8 sacas por hectare, e a estimativa de produção foi mantida em 57 milhões de toneladas, sem alterações em relação aos levantamentos anteriores.

O girassol apresentou revisão positiva na área cultivada, agora estimada em 2,85 milhões de hectares, com aumento de 150 mil hectares. A colheita já cobre 61,1% da área apta, com produtividade média nacional de 23,8 sacas por hectare. A projeção de produção foi elevada para 6,4 milhões de toneladas.

Já o sorgo teve redução na área estimada, que passou para 750 mil hectares, com queda de 150 mil hectares. A colheita atinge 9,8% da área apta, com rendimento médio de 44,4 sacas por hectare. A projeção de produção foi ajustada para 2,9 milhões de toneladas, indicando leve retração no volume esperado. As informações foram divulgadas no encerramento da semana.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Uma nova identidade para um novo Vale dos Vinhedos


O Vale dos Vinhedos não nasceu pronto — foi sendo moldado ao longo do tempo, entre vindimas, histórias e relações que atravessam gerações. Como os grandes vinhos, encontrou na maturidade a sua melhor expressão. É esse momento que a nova marca traduz: um território que se reconhece, se organiza e se apresenta ao mundo com identidade, profundidade e unidade. Não se trata de ruptura, mas do resultado de um percurso construído coletivamente, onde vinho, cultura e paisagem se integram em uma mesma narrativa.

Nascido do encontro entre municípios (Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul), pessoas e saberes, o Vale dos Vinhedos passa a se comunicar com mais clareza e coerência com sua nova identidade. Sua história remonta à imigração italiana, a partir de 1876, mas foi com a criação da Aprovale, em 1995, que o território se estruturou como roteiro turístico, consolidando ao longo de 31 anos uma trajetória marcada pela construção coletiva e pela integração entre produção, turismo e cultura. O novo posicionamento amplia esse olhar, incorporando tudo o que o sustenta: a cultura, a gastronomia, a paisagem, o trabalho e as relações construídas ao longo do tempo.

“O Vale dos Vinhedos amadureceu. Hoje, somos um território que se reconhece como coletivo, com identidade própria e mais clareza na forma de se apresentar ao Brasil e ao mundo. Essa nova marca é resultado dessa trajetória e projeta o futuro que queremos construir”, afirma o presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), André Larentis.

A proposta do rebranding é fortalecer a leitura do Vale como um território único e organizado, reforçando a integração entre Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. O movimento busca qualificar a experiência do visitante, incentivando a permanência, a circulação e uma vivência mais aprofundada do destino. Mais do que orientar a comunicação, a nova marca estabelece uma base comum para o desenvolvimento do território, conectando enoturismo, gastronomia, natureza, eventos e experiências culturais dentro de uma mesma lógica.

Inspirado no conceito de “território moldado pelo vinho”, o manifesto da marca reforça o Vale como um espaço onde tradição e inovação convivem, onde o saber-fazer é transmitido entre gerações e onde o vinho se expressa na paisagem, na hospitalidade e no cotidiano. Essa narrativa se materializa em uma identidade visual que representa a diversidade de vinhos, a união dos três municípios e o eixo que conecta o território como um todo. O símbolo foi concebido para revelar significados em camadas, valorizando a leitura atenta e a profundidade cultural do Vale.

A paleta de cores acompanha essa construção, partindo de tons que remetem ao vinho e se conectam aos elementos naturais do território, como os vinhedos e o céu aberto. As texturas, derivadas do próprio símbolo, ampliam a expressão visual da marca e reforçam a ideia de origem, identidade e continuidade.

Desenvolvido pela Atria Design e Inovação, de Bento Gonçalves, o projeto consolida uma nova etapa para o Vale dos Vinhedos, alinhando identidade, narrativa e estratégia para fortalecer sua presença como ‘o destino do vinho brasileiro’.





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Percevejo-marrom ameaça lavouras de soja


O complexo de percevejos reúne diferentes espécies que atacam lavouras de soja e variam quanto à coloração e ao potencial de dano. Entre elas, o percevejo-marrom, identificado cientificamente como Euschistus heros, é apontado como a principal praga da cultura no Brasil e pode provocar perdas de até 30% na produtividade.

De acordo com o agrônomo Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing da Rainbow Agro, a presença do inseto tem impacto nas lavouras. “Estamos falando em mais de 50 milhões de toneladas de soja que sofrem com a presença desse inimigo”, explica.

Levantamento da Embrapa indica que os prejuízos causados por percevejos na safra de soja mais recente chegaram a cerca de R$ 12 bilhões. Os insetos atacam diretamente as estruturas da planta, perfurando tecidos e sugando nutrientes, o que compromete vagens e ramos, além de liberar toxinas prejudiciais ao desenvolvimento da cultura. Falhas no controle podem ampliar os impactos econômicos para a produção.

A pesquisadora Cecília Czepak, professora da Universidade Federal de Goiás, afirma que o controle antecipado é fundamental para reduzir a presença da praga. “ao focar no controle preventivo desde os estágios iniciais da praga é possível reduzir drasticamente as infestações e proteger as colheitas”.

Segundo especialistas, uma das estratégias adotadas no campo é o Manejo Integrado de Pragas, que orienta os produtores a combinar monitoramento das lavouras, critérios técnicos de intervenção e uso racional de inseticidas.

Entre as soluções utilizadas no controle de percevejos está o inseticida Aceway, desenvolvido pela Rainbow Agro. O produto combina dois ingredientes ativos — acetamiprido e bifentrina — que atuam de forma complementar no controle de pragas da soja.

Marcandalli afirma que a tecnologia busca ampliar a eficiência no manejo do inseto. “Essa poderosa combinação resulta em um controle eficaz, inclusive de percevejos adultos, com ação rápida e prolongada, além de versatilidade de aplicação. Aceway pode ser utilizado em diferentes estágios da cultura, contribuindo para redução da reinfestação graças ao seu efeito residual”, destaca.





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Boi gordo sobe nas praças paulistas


A cotação do boi gordo registrou alta nas praças paulistas, segundo análise divulgada nesta segunda-feira (30) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O levantamento aponta que, mesmo com retração nas vendas no mercado interno no fim do mês, a oferta reduzida de animais prontos para abate tem sustentado os preços.

De acordo com a consultoria, “com o fim do mês, as vendas no mercado interno estão menores, mas a oferta enxuta está sustentando o mercado”. Nesse cenário, a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00 por arroba nas praças de São Paulo, enquanto as demais categorias mantiveram estabilidade. As escalas de abate estavam, em média, programadas para seis dias.

No Acre, o informativo indica estabilidade nas cotações. “A cotação não mudou para nenhuma das categorias”, informa a Scot Consultoria.

No mercado atacadista da carne com osso, o movimento de vendas também refletiu o período de menor consumo. Segundo a análise, “com o fim do mês, as vendas no varejo perderam força ao longo da semana e, como consequência, os pedidos diminuíram”. Ainda assim, a menor disponibilidade de carne contribuiu para sustentar os preços no atacado, resultando em aumento nas cotações das carcaças casadas.

De acordo com o levantamento, a carcaça casada do boi capão registrou alta de 1,5%, equivalente a R$ 0,35 por quilo, enquanto a do boi inteiro avançou 1,6%, também com acréscimo de R$ 0,35 por quilo. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 1,9%, ou R$ 0,40 por quilo, e a da novilha teve valorização de 1,6%, com aumento de R$ 0,35 por quilo.

A consultoria projeta melhora nas vendas nas próximas semanas. “A expectativa é de melhora nas vendas no varejo, o que deve repercutir também no atacado”, aponta o relatório, acrescentando que esse movimento pode ocorrer com o pagamento de salários, benefícios e a proximidade do Domingo de Páscoa, em 5 de abril.

No mercado de proteínas alternativas, a análise indica variações nas cotações. O preço do frango médio registrou alta de 6,5%, com acréscimo de R$ 0,40 por quilo, enquanto o suíno especial apresentou recuo de 4,8%, com queda de R$ 0,50 por quilo.





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Preços médios do carioca renovam recordes em março



O valor médio do feijão carioca de março superou o de fevereiro


Foto: Canva

O valor médio do feijão carioca de março superou o de fevereiro e renovou o recorde da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024. As cotações do feijão preto também se mantiveram elevadas. Segundo pesquisadores do Cepea, ambos os tipos apresentaram valorizações significativas ao longo do primeiro trimestre de 2026, influenciadas pela restrição de oferta, por dificuldades na colheita, por redução de área na primeira safra e por expectativa de menor produção na segunda safra, sobretudo no Paraná.

Dados do Cepea mostram que o preço médio de março (até o dia 26) do feijão carioca de notas 9 ou superiores está 8,3% acima do de fevereiro e 34% superior ao registrado em março/25. Nos três primeiros meses de 2026, a alta é de expressivos 48,3%. Para o feijão carioca de notas 8 e 8,5, a média da parcial deste mês supera em 7,1% a de fevereiro e em 42,2% a observada há um ano. No primeiro trimestre, a elevação é de expressivos 43,9%.

No mercado de feijão preto, a média de março registra avanço de apenas 0,11% frente à do mês anterior e de 0,4% em um ano. Ainda assim, o acumulado dos últimos três meses indica recuperação significativa, de 32,2%. 





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Não é mentira! Chuva de 100 mm deve afetar áreas de 12 estados em 1º de abril, diz Inmet


tempestade chuva forte
Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja (perigo) para chuva de 50 mm a 100 mm para áreas de 12 estados brasileiros.

De acordo com o órgão, o aviso é válido para as primeiras horas de primeiro de abril até o fim do dia e vale para 941 municípios (veja aqui a lista completa) localizados nos seguintes estados (confira mapa com mancha de abrangência abaixo):

  • Oeste e noroeste da Bahia
  • Oeste de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte
  • Ceará
  • Tocantins
  • Maranhão
  • Nordeste de Goiás
  • Pará
  • Amapá
  • Roraima
  • Faixa sudeste do Amazonas
mapa brasil
Áreas do país com alerta laranja pelo Inmet. Foto: Reprodução

De acordo com o Inmet, nessas áreas também há riscos de ventos intensos de (60 km/h a 100 km/h, corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

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Guerra no Oriente Médio pressiona custos do açúcar no Centro-Sul do Brasil


açúcar etanol
Foto: Embaixada dos EUA no Brasil

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente o setor sucroenergético brasileiro. Segundo análise da StoneX, a forte alta do petróleo no mercado internacional tem pressionado os preços dos combustíveis no Brasil, elevando os custos de produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.

Desde 28 de fevereiro, o Brent acumula valorização superior a 40%. No mesmo período, estimativas de Preço de Paridade de Importação (PPI) apontam aumento de 48% na gasolina e de 91% no diesel.

De acordo com a análise da consultoria, nas bombas, o diesel B já subiu mais de R$ 1,00 por litro no país, com avanço médio de R$ 1,26/L (20,6%) até 21 de março. Em São Paulo, a alta foi de 12%.

Para o analista de Inteligência de Mercado da empresa, Marcelo Di Bonifacio Filho, o cenário traz efeitos opostos sobre o setor. “Se, por um lado, o petróleo mais caro tende a sustentar os preços do etanol e melhorar a perspectiva de receita das usinas, por outro, a alta do diesel impacta diretamente os custos operacionais, especialmente nas atividades agrícolas”, avalia.

Com forte peso na estrutura de custos, o diesel mantém correlação de 97,46% com o custo agroindustrial total do setor nas últimas 19 safras. Na prática, cada aumento de R$ 1,00 por litro pode elevar os custos entre R$ 29 e R$ 36,5 por tonelada de cana.

A StoneX aponta que mesmo com a isenção de tributos federais sobre o diesel B, o reajuste de R$ 0,30/L aplicado pela Petrobras em março limitou o alívio nos preços internos.

Pressão nos fertilizantes

A StoneX avalia que o conflito também repercute no mercado global de fertilizantes, com alta generalizada de produtos como ureia e MAP. Isso porque a região do Oriente Médio, relevante na produção de amônia e enxofre, enfrenta restrições de oferta, enquanto o encarecimento do gás natural e dos fretes marítimos amplia a pressão sobre os custos.

“Apesar disso, o impacto tende a ser mais diluído no curto prazo para o Brasil, já que a maior parte das compras ocorre no segundo semestre”, sinaliza a consultoria.

Contudo, para a próxima temporada, o avanço do diesel deve ter efeito mais imediato sobre os custos. A StoneX estima o custo de produção do açúcar VHP no Centro-Sul em R$ 1.730/t (base usina) e R$ 1.875/t (FOB).

Com o câmbio entre R$ 5,20 e R$ 5,30 por dólar, o ponto de equilíbrio do açúcar no contrato #11 varia de US¢ 15,40 a 17,01/lb. Com as cotações pouco acima de US¢ 15,50/lb no fim de março, as usinas operam próximas do equilíbrio.

“Ainda assim, fatores como ganho de produtividade, menor investimento no canavial e queda esperada no preço do ATR — abaixo de R$ 1,00/kg — devem reduzir o custo total em cerca de R$ 45/t frente à safra anterior. A queda de 10,5% no custo da cana de terceiros pode gerar economia adicional de R$ 35/t”, destaca a empresa.

Mudança no mix ganha força

Diante desse cenário, a tendência é de maior direcionamento da cana para o etanol. “A alta do petróleo melhora a competitividade do etanol, mas o impacto imediato do diesel sobre os custos reduz as margens do açúcar, o que pode incentivar uma maior destinação para biocombustíveis”, realça Di Bonifacio Filho.

De acordo com ele, o avanço do petróleo reforça a dualidade do cenário. “Enquanto sustenta receitas com etanol, amplia a pressão de custos via diesel e insumos, limitando a rentabilidade das usinas e exigindo ajustes estratégicos na safra 2026/27”, conclui o analista.

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