quinta-feira, março 26, 2026

Autor: Redação

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Frente fria persiste em duas regiões neste feriado; confira a previsão



Neste feriado do Dia da Consciência Negra, a frente fria segue atuando sobre parte do Sudeste e do Nordeste. Confira a previsão de hoje:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo segue estável pela região e o sol predomina, com variação de nuvens no litoral gaúcho. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região; já em áreas do litoral catarinense e paranaense, as temperaturas ficam mais amenas à tarde e não sobem muito.

Sudeste

A frente fria segue avançando e as instabilidades continuam no extremo norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com pancadas de chuva moderadas. Ao longo do dia, as instabilidades diminuem no Espírito Santo, mas seguem atuando no norte mineiro de maneira mais forte em alguns pontos, pelo menos até a noite. Já no restante da região, o tempo segue firme, com predomínio de sol e variação de nuvens apenas em áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem ocorrendo pelo norte de Goiás e de Mato Grosso, além do oeste mato-grossense, com pancadas fracas a moderadas e risco de chuvas mais fortes em alguns pontos. Nas demais regiões, o tempo firme predomina e as temperaturas seguem elevadas pela região. No noroeste de Mato Grosso do Sul, sudeste mato-grossense e sul de Goiás, a umidade do ar fica mais baixa.

Nordeste

O deslocamento da frente fria ainda segue provocando pancadas de chuva por grande parte da Bahia, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. Na metade sul do Piauí e em grande parte do Maranhão, as instabilidades também seguem atuando. Em grande parte de Sergipe e no oeste de Pernambuco, também há chance de pancadas de chuva.

Norte

Em grande parte do Pará e do Tocantins, as instabilidades aumentam e seguem ocorrendo com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. No Amazonas, Acre, em Rondônia e Roraima, há chance de chuva fraca a moderada, com pancadas mais fortes em alguns pontos, enquanto no Amapá devem ocorrer pancadas mais isoladas e fracas de chuva.



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Cotações do boi gordo estabilizam em meio a rumores sobre decisão chinesa



O mercado físico do boi gordo se depara com predominante acomodação em seus preços no decorrer desta quarta-feira (19).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente segue amplamente especulativo, com rumores em torno da China que impactam de forma incisiva nos futuros do boi gordo na B3.

A data limite para o término da investigação sobre os impactos do aumento de importação de proteína brasileira e de outras nações aos produtores asiáticos será no próximo dia 26.

“A demanda doméstica permanece aquecida, considerando o auge do consumo no mercado interno, com a incidência do décimo terceiro salário, confraternizações inerentes ao período e criação de postos temporários de emprego”, ressaltou.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 324,42 — ontem: R$ 324,83
  • Goiás: R$ 319,29 — R$ 320,43
  • Minas Gerais: R$ 317,06 — R$ 318,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,75 — inalterado
  • Mato Grosso: R$ 303,18 — R$ 303,43

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes no decorrer do dia. O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26,00 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 19,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,3374 para venda e a R$ 5,3354 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3214 e a máxima de R$ 5,3469.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Comissão do Senado adia votação do projeto de isenção do IR para quem ganha…


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BRASÍLIA (Reuters) -A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu adiar, em reunião nesta terça-feira, a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil e concede desconto parcial aos que recebem até R$7.350 mensais.

O relator da medida, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou seu parecer sem alterações de mérito em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro. Em seguida, anunciou pedido de vista de senadores, que adia a análise da medida.

Agora, a previsão é que o projeto seja votado na CAE na quarta-feira e posteriormente enviado para o plenário do Senado. Se o texto for mantido sem alterações, seguirá direto para sanção presidencial, sem necessidade de nova análise pelos deputados.

O texto mantém a taxação mínima de até 10% sobre pessoas de alta renda para compensar a perda de receita gerada pela isenção, medida proposta e defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A isenção precisa ser aprovada pelo Congresso até o final deste ano para começar a valer no ano que vem, quando haverá eleições e o presidente Lula deve buscar a reeleição.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

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quando o tempo vai melhorar?



O plantio de soja segue em andamento no Brasil, com destaque para o Paraná, onde os trabalhos em campo já alcançam 86% da área semeada. Apesar disso, o estado ainda registra um atraso de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

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No Rio Grande do Sul, fortes chuvas na semana passada provocaram alagamentos em lavouras, principalmente na região de Várzea, afetando temporariamente o andamento do plantio.

Como deve ficar o tempo?

Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, comenta que a tendência agora é de tempo mais firme na região Sul, permitindo pelo menos 10 dias de maior estabilidade. A boa umidade do solo em praticamente toda a região, com exceção de algumas áreas no sudeste gaúcho, favorece o plantio. Em Santa Catarina, 40% da área já foi semeada, enquanto no Rio Grande do Sul o índice é de 28%. O atraso registrado em relação ao ano passado está principalmente relacionado ao excesso de chuva e aos temporais que atingiram a região nas últimas semanas.

Nos próximos cinco dias, um sistema de alta pressão predominante deve inibir a formação de nuvens mais carregadas, podendo ocorrer apenas chuvas passageiras de até 5 mm. Áreas como Palmeiras das Missões devem receber chuvas mais volumosas na virada do mês, com acumulados que podem superar 50 mm.

Entre 25 e 29 de novembro, o tempo firme deve predominar em todos os estados do Sul, com chuvas retornando ao Paraná e ao oeste de Santa Catarina, podendo acumular até 100 mm em algumas regiões, beneficiando os trabalhos em campo.

Temperaturas nas lavouras de soja

Sobre as temperaturas, Müller destaca que a tarde de ontem registrou máxima de 40,7ºC em Ibotirama, na Bahia. Nas próximas 24 horas, o calor deve se manter nas regiões Sudeste e Nordeste, enquanto o Sul continua com temperaturas elevadas. Uma nova frente fria avança sobre o Nordeste, trazendo temporais principalmente entre quinta e sexta-feira.

O meteorologista alerta para atenção redobrada em áreas do Matopiba, norte de Minas, Bahia, Tocantins e Piauí, devido à possibilidade de raios, rajadas de vento e granizo. Apesar dos riscos, os volumes de chuva previstos, que podem superar 100 mm em algumas regiões, são bem-vindos para reverter o quadro de déficit hídrico, trazendo alívio para os produtores.



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Rascunho de acordo da COP30 deve chegar à plenária para avaliação



A presidência brasileira da COP30 divulgou o primeiro rascunho do compromisso que está sendo negociado entre os países participantes da conferência.

O texto preliminar, que ainda enfrenta divergências em temas sensíveis como ambição climática, financiamento e comércio, deve ser levado à plenária ainda nesta quarta-feira (19), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve comparecer à capital paraense.

O documento, com nove páginas, reafirma o compromisso global com o Acordo de Paris e a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mantendo a adesão ao multilateralismo. O rascunho faz parte do chamado Pacote de Belém e aborda quatro pontos que têm travado as negociações: financiamento climático, transparência, comércio e revisão das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

A iniciativa do Brasil de acelerar o processo decisório é considerada inédita na história recente das conferências do clima. O objetivo é garantir um acordo ambicioso e evitar novos impasses na reta final das negociações, preservando o esforço global de limitar o aquecimento do planeta a 1,5 °C. Delegações trabalham em mutirão, muitas vezes madrugada adentro, para concluir a primeira parte do pacote ainda hoje.

Uma segunda etapa, com temas menos controversos, deve ser publicada nesta sexta-feira (21), último dia da cúpula.

Agenda de ação

No oitavo dia da conferência, também ganhou destaque o papel da agenda de ação na implementação prática dos compromissos assumidos, especialmente em relação ao financiamento climático, considerado o principal desafio para viabilizar medidas de adaptação e mitigação. O impacto no campo já é observado em iniciativas como a recuperação de pastagens degradadas, que favorecem a absorção de carbono.



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Arroba do boi fica abaixo de R$ 320 pela segunda vez no mês



O preço da arroba do boi gordo vem apresentando sucessivas baixas nesta segunda quinzena de novembro. Na praça-base São Paulo, o Indicador do Boi Datagro mostra que a média de negociações caiu de R$ 320,57 para R$ 319,71, abaixo de R$ 320 apenas pela segunda vez no mês. A última vez havia sido no dia 3 (R$ 319,26).

Segundo a analista de mercado da consultoria Datagro Beatriz Bianchi, o movimento se explica pela desaceleração na entrega de animais em função do retorno de chuva mais consistente, além da maior retenção de gado no pasto e, também, pela estação de monta.

“Além disso, vale ressaltar que a oferta segue abundante, com bons incentivos para a atividade de engorda. Em relação às escalas de abate, após uma redução gradual nas últimas semanas, as programações têm apresentado um ritmo mais confortável, operando na faixa dos dez dias corridos”, detalha.

Veja as cotações do Indicador Boi Datagro desta quarta-feira nas principais praças de comercialização do país:

  • São Paulo: R$ 319,71
  • Bahia: R$ 310,27
  • Goiás: R$ 315,52
  • Minas Gerais: R$ 314,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 315,36
  • Mato Grosso: R$ 302,78
  • Pará: R$ 300,83
  • Rondônia: R$ 278,23
  • Tocantins: R$ 302,60



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‘Mostramos ao mundo como produzir sem desmatar’, afirma ministro Fávaro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil passa a ocupar um novo patamar no debate climático global após apresentar, em Belém, a primeira AgriZone da história das conferências do clima. O espaço, instalado dentro da Embrapa Amazônia Oriental, reuniu tecnologias aplicadas no campo e atraiu delegações de diversos países — inclusive representantes da Austrália, possível sede da COP31, que manifestaram interesse em replicar o formato.

O ministro concedeu a entrevista no Glass Studio, do Canal Rural, instalado na AgriZone. Também participaram da conversa a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e o governador do Pará, Helder Barbalho (veja no vídeo abaixo).

Segundo Fávaro, o país mostrou ao mundo um exemplo concreto de produção sustentável, apoiado em ciência, inovação e cumprimento rigoroso do Código Florestal. “O Brasil não fica refém do discurso. Mostramos na prática como produzir alimentos com responsabilidade ambiental”, destacou.

O ministro ressaltou que a AgriZone é uma demonstração inédita de como políticas públicas, pesquisa científica e práticas agrícolas consolidadas podem se unir em um espaço real de demonstração. “Fomos o primeiro país a levar tecnologias da pecuária para dentro de um centro de pesquisa numa COP. Aqui, o visitante vê como o Brasil produz com sustentabilidade”, afirmou.

Sustentabilidade, previsibilidade climática e futuro da produção

O governador do Pará, Hélder Barbalho, reforçou que a COP30 dá visibilidade ao modelo brasileiro de conciliar produção agrícola e preservação da floresta. Para ele, o produtor rural precisa ser remunerado também pela conservação ambiental.

“A floresta é solução para o desenvolvimento”, destacou Barbalho. “O mundo precisa pagar por quem preserva, seja por serviços ambientais, crédito de carbono ou pela bioeconomia.”

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou o interesse internacional pela AgriZone, que recebeu comitivas de 23 países. Para ela, o espaço marca uma nova fase para a pecuária e para a agricultura tropical. “Temos soluções de A a Z. O mundo quer entender como conseguimos duas, até três safras por ano, com base em ciência e sistemas agroflorestais”, afirmou.

Caminho Verde Brasil e o novo capítulo do agro sustentável

Fávaro também destacou o avanço do programa Caminho Verde Brasil, que já destinou bilhões de reais para a recuperação de áreas degradadas e restaurou mais de 3 milhões de hectares. Segundo ele, o futuro da expansão agrícola está em áreas antropizadas, sem necessidade de novos desmatamentos.

A iniciativa inspirou o lançamento internacional do Projeto Raiz, da FAO, que pretende captar recursos globais para recuperar áreas degradadas em diferentes países.

Liderança climática e legado da COP30

Para o ministro, o Brasil reúne todos os atributos para liderar soluções climáticas no mundo: excelência produtiva, grande área preservada, uso intensivo de biotecnologia, agricultura de baixo carbono e um dos códigos florestais mais rigorosos do planeta.

“Ninguém no mundo tem o volume de plantio direto que temos. Ninguém faz duas safras no mesmo hectare, com essa eficiência. O Brasil é referência”, afirmou Fávaro.

Silvia Masauer reforçou que a COP30 é apenas o começo. “É o início de uma nova jornada da agricultura de baixo carbono e regenerativa, guiada pela ciência.”

Para Barbalho, o legado será histórico: “O Brasil é exemplo. Não podemos aceitar que nos imputem responsabilidades que não são nossas. Fazemos nossa parte e mostramos como produzir preservando.”



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Como ficaram os preços de soja na véspera do feriado? Saiba as cotações do dia



O mercado brasileiro de soja registrou um dia totalmente travado nesta quarta-feira, 19 de novembro de 2025. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, com o feriado amanhã, poucas empresas estão negociando, algumas tradings estão fora, cooperativas também, e o produtor focado no plantio.

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Com a soja recuando na Bolsa e prêmios negativos, houve queda nos preços do físico. De maneira geral, o mercado ficou lento, com algumas chuvas no Centro-Oeste e foco total no plantio. Na safra nova, não houve reporte de grandes ofertas.

Cotações no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,50 para R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 128,00 para R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em baixa, com realização de lucros liderada pelo óleo de soja. Os traders monitoram compras da China dentro de uma trégua comercial com os EUA.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou a venda de 330.000 toneladas métricas de soja para a China, um dia após confirmar vendas de 792.000 toneladas. O governo americano avalia adiar cortes nos incentivos para biocombustíveis importados, medida que poderia impactar produtores e refinarias

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 17,25 centavos de dólar, ou 1,49%, a US$ 11,36 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,44 1/2 por bushel, com retração de 15,75 centavos de dólar ou 1,35%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 8,10 ou 2,47%, a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,10 centavos de dólar, com perda de 1,07 centavo ou 2,05%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,3374 para venda e a R$ 5,3354 para compra, oscilando durante o dia entre R$ 5,3214 e R$ 5,3469.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do milho tem muita alteração


O mercado do milho do estado do Rio Grande do Sul segue fraco, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os preços variam entre R$ 59,00 e R$ 72,00, enquanto a média estadual subiu 0,34%, alcançando R$ 62,52, diante dos R$ 62,31 da semana passada. Mesmo com esse ajuste positivo, a liquidez permanece baixa e o mercado continua travado. No porto, o contrato futuro para fevereiro/26 segue estável em R$ 69,00/saca”, comenta.

Negócios travados e plantio perto da conclusão em Santa Catarina. “As pedidas seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas continuam ao redor de R$ 70,00/saca, sem sinais de aproximação. Com isso, o mercado spot segue estagnado e sem impulso para retomada. No Planalto Norte, os negócios continuam apenas pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanço relevante”, completa.

Nova safra segue com bom avanço e potencial produtivo no Paraná. “As pedidas continuam próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as ofertas permanecem ao redor de R$ 70,00 CIF, o que mantém praticamente paralisadas as negociações no spot. A diferença entre o que se pede e o que se oferta continua sendo o principal obstáculo para qualquer retomada do fluxo de negócios”, indica.

Demanda industrial amortece a pressão de baixa no Mato Grosso do Sul. “As referências continuam estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju mantendo as maiores indicações e Chapadão do Sul registrando altas pontuais durante a semana. A demanda externa segue fraca, o que restringe novos negócios e deixa o ritmo das negociações apenas moderado”, conclui. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica.

 





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Programa Passaporte Verde amplia transparência da pecuária e mira em novos mercados



O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) apresentou na COP30 o Passaporte Verde, programa que monitora o rebanho bovino e bubalino de Mato Grosso e busca garantir que a produção cumpra os protocolos socioambientais exigidos pelos mercados internacionais.

O Passaporte Verde faz o monitoramento socioambiental de todo o rebanho do estado e incorpora mecanismos de regularização para produtores que ainda enfrentam pendências ambientais. Segundo o Imac, mais de 30 mil propriedades possuem algum tipo de restrição e precisam de alternativas para ingressar ou permanecer no mercado formal da pecuária.

A estratégia inclui a identificação individual dos animais e o acompanhamento das condições socioambientais das fazendas. O objetivo é ampliar a transparência da cadeia produtiva e garantir às indústrias frigoríficas informações precisas sobre a origem dos animais enviados ao abate.

O diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, destacou que apesar do Brasil exportar carne para mais de 160 países, é necessário adicionar novas camadas de garantia ambiental.

“Hoje a gente já exporta para mais de 160 países, mas a gente precisa pensar no futuro, melhorar a capacidade de resposta da defesa agropecuária, mas também adicionar essas camadas de garantias ambientais para a nossa produção continuar expandindo mercados”, disse Sampaio.

Líder na produção nacional

Com um rebanho estimado em 34 milhões de cabeças, Mato Grosso lidera a produção nacional de carne bovina. Para o Imac, iniciativas como o Passaporte Verde precisam ser inclusivas, contemplando tanto grandes quanto pequenos produtores. A proposta é desenvolver uma agenda positiva, agregando valor à biodiversidade, ao crédito de carbono e à própria carne produzida no estado.

“Temos o maior cuidado para ser um programa inclusivo que não vai excluir o pequeno produtor. Então, quem quiser se regularizar e tiver condições de se regularizar, vai se regularizar e ser inserido dentro dessa cadeia”, afirmou o presidente do Imac, Caio Penido.

De acordo com Penido, a intenção é posicionar Mato Grosso como referência global em carne de qualidade, sustentabilidade e segurança comercial, fortalecendo sua presença no mercado internacional e ampliando oportunidades para todos os elos da cadeia produtiva.



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