quinta-feira, março 26, 2026

Autor: Redação

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Assembleia Legislativa de MT aprova projeto de pecuária sustentável



A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, em duas votações, o projeto de lei que institui o Programa Passaporte Verde, que coloca o estado na vanguarda da pecuária sustentável no Brasil.

A nova legislação entra em vigor em janeiro de 2026 e estabelece critérios socioambientais para todo o monitoramento de rebanho bovino e bubalino mato-grossense, com o objetivo de atender às exigências dos mercados internacionais mais competitivos, informou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em nota.

Desenvolvido pelo Imac em parceria com o governo do estado e o setor produtivo, o Passaporte Verde propõe o monitoramento socioambiental completo da cadeia da carne, do nascimento do animal ao abate. O programa prevê etapas de implantação para incluir propriedades de todos os portes, além de oferecer suporte técnico e orientação aos produtores.

Entre os objetivos dessa política de sustentabilidade estão o desenvolvimento sustentável, a inclusão e consciência produtiva, o acesso ao mercado global, qualidade e monitoramento, incentivo de parcerias do setor privado com entidades públicas, a valorização de serviços ambientais e o estímulo do ambiente de concorrência equitativa na cadeia produtiva.



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Anvisa autoriza Embrapa a realizar pesquisa sobre cultivo de cannabis no Brasil



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na quarta-feira (19/11) que a Embrapa realize pesquisas sobre o cultivo da planta cannabis sativa no país. A permissão, inédita para a instituição, é exclusivamente para fins científicos e segue normas rigorosas de segurança e controle.

Antes do início dos estudos, a Embrapa deverá passar por inspeção presencial da Anvisa e cumprir todos os requisitos técnicos definidos pela agência. A autorização será monitorada continuamente e poderá receber novas exigências. Nenhum produto gerado a partir das pesquisas poderá ser comercializado, e o envio de material vegetal será permitido apenas para outras instituições de pesquisa previamente autorizadas.

Compromisso com ciência e inovação

O diretor da Quinta Diretoria da Anvisa e relator do processo, Thiago Lopes Cardoso Campos, afirmou que a decisão reforça o alinhamento da Agência com o avanço científico.

“É a ciência quem deve guiar o país. Essa autorização permite que o Brasil produza conhecimento próprio, fortaleça sua autonomia tecnológica e cumpra seu dever com a saúde pública e o desenvolvimento nacional”, declarou.

Segundo ele, pesquisas voltadas a demandas reais do país também ampliam a capacidade de inovação, reduzem dependências externas e fortalecem a posição do Brasil no cenário global.

Linhas de pesquisa autorizadas

A decisão libera três frentes principais de estudo dentro da Embrapa:

  • Conservação e caracterização de germoplasma
    Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
    — Focada no material genético da planta e em bases para melhoramento.
  • Bases científicas e tecnológicas para cannabis medicinal
    Embrapa Clima Temperado
    — Pesquisa voltada ao desenvolvimento de conhecimento aplicado ao uso terapêutico.
  • Pré-melhoramento de cânhamo para fibras e sementes
    Embrapa Algodão
    — Estudo de variedades destinadas à produção industrial de fibras e insumos.

A Embrapa justificou o pedido citando o crescente interesse mundial na cannabis e sua relevância econômica, social, ambiental e medicinal. A instituição afirmou estar preparada para cumprir todas as exigências da Anvisa.



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Lula defende metas para diminuição de combustíveis fósseis e fala em COP do povo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou na quarta-feira (19) um balanço das negociações da COP30, realizada em Belém (PA). Lula reforçou a necessidade de que os países assumam metas concretas de redução das emissões de gases de efeito estufa e destacou o avanço do “Mapa do Caminho”, proposta brasileira que orienta ações e prazos para diminuir o uso de combustíveis fósseis.

A conferência, que começou em 10 de novembro e segue até sexta-feira (21), reúne lideranças globais na capital paraense, a primeira cidade amazônica a sediar uma COP.

Durante a apresentação, Lula afirmou que o Brasil busca construir compromissos sem impor prazos aos demais países, mas ressaltou urgência: “É preciso que a gente diminua as emissões de gases de efeito estufa”, disse.

O presidente ressaltou que levar o evento para Belém foi um desafio, mas também uma decisão estratégica para colocar a Amazônia “no centro da atenção global”. “Era muito importante mostrar a Amazônia como ela é, do jeito que ela é”, afirmou.

COP do povo

Lula classificou esta edição como “a primeira COP do povo”, destacando a presença massiva de movimentos sociais e lideranças indígenas, foram 3.500 representantes, segundo ele.
“A participação foi extraordinária. Aqui o povo participou mais”, afirmou.



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Alemanha dará 1 bilhão de euros para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciou na noite de quarta-feira (19), em Belém, que o governo da Alemanha confirmou aporte de 1 bilhão de euros para Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). 

O valor era aguardado desde a semana passada, quando o chanceler do país europeu, Friedrich Merz, que participou da Cúpula do Clima, na capital paraense, se comprometeu com um valor “considerável” para o instrumento financeiro lançado pelo Brasil para captar recursos que remunere a manutenção das florestas de pé.

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“Tivemos a alegria que a Alemanha fez o anúncio do seu aporte (…) na ordem de 1 bilhão de euros para o TFFF, graças a todo o esforço que vem sendo feito, numa demonstração de que, de fato, esse instrumento de financiamento global é muito bem desenhado, muito bem estruturado e que começa a dar as respostas”, afirmou a ministra, em declaração à imprensa, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com isso, o valor total já prometido ao TFFF ultrapassar os US$ 6,5 bilhões.

O TFFF vai combinar investimento público e privado e prevê que os recursos sejam repassados a países com florestas tropicais, para que trabalhem pela preservação dessas áreas.

A proposta é que sejam captados US$ 25 bilhões de recursos púbicos por parte dos países investidores. Assim, espera-se que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital da iniciativa privada e, com isso, reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.

Lula na COP30 e combustíveis fósseis

O presidente passou o dia em Belém, se reunindo com diferentes grupos negociadores da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), para destravar as negociações em torno de acordos sobre adaptação climática, transição justa e o desenvolvimento de um mapa do caminho para a redução do consumo de combustíveis fósseis – os principais emissores dos gases que causam o aquecimento da atmosfera, resultando nas mudanças climáticas que abalam a vida no planeta.

Lula esteve na abertura na COP30, no dia 10 de novembro, e retornou ao evento dois dias antes de seu término, em um esforço para avançar em consensos sobre esses tópicos.  

“O senhor veio abertura na COP, na Cúpula [do Clima] e, agora, nessa fase decisiva. É uma demonstração do seu empenho com um dos maiores desafios que a humanidade teve que enfrentar, que é o problema da mudança do clima, sobretudo olhando para os mais vulneráveis”, destacou Marina Silva.

Em sua declaração a jornalistas, Lula comentou sobre a expectativa de aprovação de acordo sobre a eliminação gradual do consumo de combustíveis fósseis.

“É preciso a gente mostrar, para a sociedade, que nós queremos, sem impor nada a ninguém, sem determinar um prazo, que cada país seja dono de determinar coisas que possa fazer, dentro do seu tempo e das suas possibilidades, mas que nós estamos falando sério. É preciso que a gente diminua a emissão de gases do efeito estufa”, afirmou.

O presidente reforçou que os líderes dos países precisam compreender que, sem refletir a aspiração do povo, a democracia e multilateralismo perderão credibilidade na sociedade.

“A questão do clima não é mais apenas uma visão acadêmica, não é mais uma visão de mais dúzia de intelectuais, de meia dúzia de ambientalistas. A questão climática é uma coisa muita séria que coloca em risco a humanidade. É por isso que tratamos isso com muita seriedade”, reforçou.

O presidente destacou ainda a necessidade de os países ricos ajudarem os mais pobres, com recursos, transferência de tecnologia, e voltou a pedir que os bancos multilaterais transformem dívida em investimentos na proteção do meio ambiente.

“Precisamos convencer as pessoas. Empresas têm que pagar uma parte, as mineradoras, as pessoas que ganham muito dinheiro têm que pagar uma parte disso”, disse.

Após passar o dia em Belém, Lula retornou a Brasília. 

O presidente viaja a São Paulo nesta quinta-feira (20) e, no dia seguinte, embarca para a Cúpula do G20, na África do Sul.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semana do trigo começa movimentado


A semana começou com mais movimento no mercado de trigo, impulsionado pelas exportações e por uma leve melhora na competitividade do produto nacional frente ao importado, segundo a TF Agroeconômica. No Sul do país, a movimentação foi desigual entre os estados, com o Paraná enfrentando um cenário de cautela, Santa Catarina iniciando a comercialização da nova safra e o Rio Grande do Sul voltando a atuar nos embarques para o exterior.

No Rio Grande do Sul, o mercado de trigo para moagem registrou negócios até R$ 1.155,00 por tonelada no porto para dezembro, enquanto o produto destinado à ração ficou em R$ 1.120,00. No interior, os preços variaram entre R$ 1.000,00 e R$ 1.030,00, conforme os custos de frete. Moinhos ofereceram valores entre R$ 1.060,00 e R$ 1.150,00 CIF, dependendo da região. O destaque foi a retomada da competitividade do trigo paranaense frente ao argentino, graças à boa qualidade e aos preços mais equilibrados. Em Panambi, os preços da pedra permaneceram estáveis em R$ 55,00.

Em Santa Catarina, a colheita em andamento começa a destravar a comercialização, mas vendedores e compradores seguem distantes nas negociações. Enquanto produtores pedem R$ 1.200,00 por tonelada FOB, as indústrias ofertam entre R$ 1.100,00 e R$ 1.150,00. Parte das ofertas ainda vem do Rio Grande do Sul, a cerca de R$ 1.080,00 FOB mais frete de R$ 180,00, e de São Paulo, a R$ 1.250,00 CIF. Os moinhos catarinenses trabalham entre R$ 1.130,00 e R$ 1.150,00 CIF. Nos preços pagos ao produtor, houve pequenas variações regionais, com valores entre R$ 61,00 e R$ 64,25 por saca.

No Paraná, o mercado segue travado, com moinhos abastecidos e negócios voltados para janeiro. Os preços giram em torno de R$ 1.200,00 CIF em Curitiba, até R$ 1.280,00 no norte do estado. O trigo paraguaio, mais barato, pressiona os preços no Oeste e nos Campos Gerais. 

 





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Frente fria persiste em duas regiões neste feriado; confira a previsão



Neste feriado do Dia da Consciência Negra, a frente fria segue atuando sobre parte do Sudeste e do Nordeste. Confira a previsão de hoje:

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Sul

O tempo segue estável pela região e o sol predomina, com variação de nuvens no litoral gaúcho. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região; já em áreas do litoral catarinense e paranaense, as temperaturas ficam mais amenas à tarde e não sobem muito.

Sudeste

A frente fria segue avançando e as instabilidades continuam no extremo norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com pancadas de chuva moderadas. Ao longo do dia, as instabilidades diminuem no Espírito Santo, mas seguem atuando no norte mineiro de maneira mais forte em alguns pontos, pelo menos até a noite. Já no restante da região, o tempo segue firme, com predomínio de sol e variação de nuvens apenas em áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas.

Centro-Oeste

As instabilidades seguem ocorrendo pelo norte de Goiás e de Mato Grosso, além do oeste mato-grossense, com pancadas fracas a moderadas e risco de chuvas mais fortes em alguns pontos. Nas demais regiões, o tempo firme predomina e as temperaturas seguem elevadas pela região. No noroeste de Mato Grosso do Sul, sudeste mato-grossense e sul de Goiás, a umidade do ar fica mais baixa.

Nordeste

O deslocamento da frente fria ainda segue provocando pancadas de chuva por grande parte da Bahia, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. Na metade sul do Piauí e em grande parte do Maranhão, as instabilidades também seguem atuando. Em grande parte de Sergipe e no oeste de Pernambuco, também há chance de pancadas de chuva.

Norte

Em grande parte do Pará e do Tocantins, as instabilidades aumentam e seguem ocorrendo com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em alguns pontos. No Amazonas, Acre, em Rondônia e Roraima, há chance de chuva fraca a moderada, com pancadas mais fortes em alguns pontos, enquanto no Amapá devem ocorrer pancadas mais isoladas e fracas de chuva.



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Cotações do boi gordo estabilizam em meio a rumores sobre decisão chinesa



O mercado físico do boi gordo se depara com predominante acomodação em seus preços no decorrer desta quarta-feira (19).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente segue amplamente especulativo, com rumores em torno da China que impactam de forma incisiva nos futuros do boi gordo na B3.

A data limite para o término da investigação sobre os impactos do aumento de importação de proteína brasileira e de outras nações aos produtores asiáticos será no próximo dia 26.

“A demanda doméstica permanece aquecida, considerando o auge do consumo no mercado interno, com a incidência do décimo terceiro salário, confraternizações inerentes ao período e criação de postos temporários de emprego”, ressaltou.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 324,42 — ontem: R$ 324,83
  • Goiás: R$ 319,29 — R$ 320,43
  • Minas Gerais: R$ 317,06 — R$ 318,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,75 — inalterado
  • Mato Grosso: R$ 303,18 — R$ 303,43

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes no decorrer do dia. O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico.

  • Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26,00 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 19,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,3374 para venda e a R$ 5,3354 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3214 e a máxima de R$ 5,3469.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Comissão do Senado adia votação do projeto de isenção do IR para quem ganha…


Logotipo Reuters

BRASÍLIA (Reuters) -A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu adiar, em reunião nesta terça-feira, a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil e concede desconto parcial aos que recebem até R$7.350 mensais.

O relator da medida, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou seu parecer sem alterações de mérito em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro. Em seguida, anunciou pedido de vista de senadores, que adia a análise da medida.

Agora, a previsão é que o projeto seja votado na CAE na quarta-feira e posteriormente enviado para o plenário do Senado. Se o texto for mantido sem alterações, seguirá direto para sanção presidencial, sem necessidade de nova análise pelos deputados.

O texto mantém a taxação mínima de até 10% sobre pessoas de alta renda para compensar a perda de receita gerada pela isenção, medida proposta e defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A isenção precisa ser aprovada pelo Congresso até o final deste ano para começar a valer no ano que vem, quando haverá eleições e o presidente Lula deve buscar a reeleição.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

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quando o tempo vai melhorar?



O plantio de soja segue em andamento no Brasil, com destaque para o Paraná, onde os trabalhos em campo já alcançam 86% da área semeada. Apesar disso, o estado ainda registra um atraso de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

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No Rio Grande do Sul, fortes chuvas na semana passada provocaram alagamentos em lavouras, principalmente na região de Várzea, afetando temporariamente o andamento do plantio.

Como deve ficar o tempo?

Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, comenta que a tendência agora é de tempo mais firme na região Sul, permitindo pelo menos 10 dias de maior estabilidade. A boa umidade do solo em praticamente toda a região, com exceção de algumas áreas no sudeste gaúcho, favorece o plantio. Em Santa Catarina, 40% da área já foi semeada, enquanto no Rio Grande do Sul o índice é de 28%. O atraso registrado em relação ao ano passado está principalmente relacionado ao excesso de chuva e aos temporais que atingiram a região nas últimas semanas.

Nos próximos cinco dias, um sistema de alta pressão predominante deve inibir a formação de nuvens mais carregadas, podendo ocorrer apenas chuvas passageiras de até 5 mm. Áreas como Palmeiras das Missões devem receber chuvas mais volumosas na virada do mês, com acumulados que podem superar 50 mm.

Entre 25 e 29 de novembro, o tempo firme deve predominar em todos os estados do Sul, com chuvas retornando ao Paraná e ao oeste de Santa Catarina, podendo acumular até 100 mm em algumas regiões, beneficiando os trabalhos em campo.

Temperaturas nas lavouras de soja

Sobre as temperaturas, Müller destaca que a tarde de ontem registrou máxima de 40,7ºC em Ibotirama, na Bahia. Nas próximas 24 horas, o calor deve se manter nas regiões Sudeste e Nordeste, enquanto o Sul continua com temperaturas elevadas. Uma nova frente fria avança sobre o Nordeste, trazendo temporais principalmente entre quinta e sexta-feira.

O meteorologista alerta para atenção redobrada em áreas do Matopiba, norte de Minas, Bahia, Tocantins e Piauí, devido à possibilidade de raios, rajadas de vento e granizo. Apesar dos riscos, os volumes de chuva previstos, que podem superar 100 mm em algumas regiões, são bem-vindos para reverter o quadro de déficit hídrico, trazendo alívio para os produtores.



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Rascunho de acordo da COP30 deve chegar à plenária para avaliação



A presidência brasileira da COP30 divulgou o primeiro rascunho do compromisso que está sendo negociado entre os países participantes da conferência.

O texto preliminar, que ainda enfrenta divergências em temas sensíveis como ambição climática, financiamento e comércio, deve ser levado à plenária ainda nesta quarta-feira (19), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve comparecer à capital paraense.

O documento, com nove páginas, reafirma o compromisso global com o Acordo de Paris e a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mantendo a adesão ao multilateralismo. O rascunho faz parte do chamado Pacote de Belém e aborda quatro pontos que têm travado as negociações: financiamento climático, transparência, comércio e revisão das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

A iniciativa do Brasil de acelerar o processo decisório é considerada inédita na história recente das conferências do clima. O objetivo é garantir um acordo ambicioso e evitar novos impasses na reta final das negociações, preservando o esforço global de limitar o aquecimento do planeta a 1,5 °C. Delegações trabalham em mutirão, muitas vezes madrugada adentro, para concluir a primeira parte do pacote ainda hoje.

Uma segunda etapa, com temas menos controversos, deve ser publicada nesta sexta-feira (21), último dia da cúpula.

Agenda de ação

No oitavo dia da conferência, também ganhou destaque o papel da agenda de ação na implementação prática dos compromissos assumidos, especialmente em relação ao financiamento climático, considerado o principal desafio para viabilizar medidas de adaptação e mitigação. O impacto no campo já é observado em iniciativas como a recuperação de pastagens degradadas, que favorecem a absorção de carbono.



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