sábado, março 28, 2026

Autor: Redação

News

Exportações do agronegócio mantêm ritmo forte no segundo semestre



As vendas externas do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 15,49 bilhões em outubro de 2025, maior valor já registrado para o mês. O resultado representa crescimento de 8,5% na comparação anual e confirma o movimento de estabilidade em torno de US$ 15 bilhões observado ao longo do segundo semestre.

O avanço é sustentado pelo aumento de 10,1% no volume embarcado, mesmo com leve queda de 1,4% nos preços médios internacionais. As importações somaram US$ 1,79 bilhão, resultando em superávit de cerca de US$ 13,7 bilhões.

Soja, carnes e açúcar impulsionam o resultado

Os principais segmentos da pauta exportadora tiveram desempenho positivo em outubro. Soja em grãos, carne bovina, açúcar, café, milho, celulose, carne de frango e carne suína registraram recordes de valor ou volume para o mês. Especialistas ouvidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atribuem o movimento à boa oferta interna e ao aumento da demanda internacional.

A China segue como principal destino e respondeu por US$ 4,95 bilhões, impulsionada sobretudo pela compra de soja e carne bovina. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência, acompanhados por mercados como Egito, Índia e Irã, que reforçam a diversificação das vendas para Ásia, Oriente Médio e Norte da África.

Novas oportunidades

Além dos produtos tradicionais, outubro registrou crescimento expressivo em segmentos menos representativos da pauta. Itens como amendoim, café solúvel, sementes de oleaginosas (exceto soja), feijões secos, rações para animais de estimação, pimenta seca, miudezas e sebo bovino alcançaram recordes mensais em valor ou volume.

Técnicos do Ministério da Agricultura destacam que a abertura de 28 novos mercados em outubro contribuiu para ampliar a demanda por esses nichos. A iniciativa integra a estratégia de diversificação conduzida em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, com foco em ampliar as oportunidades de exportação para empresas de diferentes portes.

No acumulado de janeiro a outubro, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 141,97 bilhões, alta de 1,4% na comparação anual. As importações somaram US$ 17 bilhões, aumento de 4,9% ante 2024. O saldo comercial chegou a US$ 124,97 bilhões, ligeiramente acima do registrado no mesmo período do ano anterior.



Source link

News

USDA projeta safra e estoques abaixo do esperado nos EUA



O relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que a safra norte-americana de soja deve atingir 4,253 bilhões de bushels em 2025/26, equivalente a 115,74 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre.

No relatório anterior, os números eram de 4,301 bilhões de bushels (117,05 milhões de toneladas) e 53,5 bushels, respectivamente. O mercado esperava uma produção de 4,265 bilhões de bushels, ou 116,07 milhões de toneladas.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Os estoques finais da soja foram projetados em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), abaixo dos 300 milhões do relatório anterior (8,16 milhões de toneladas) e da expectativa do mercado de 292 milhões de bushels (7,95 milhões de toneladas).

O USDA manteve a previsão de esmagamento em 2,555 bilhões de bushels, mas reduziu a estimativa de exportações para 1,635 bilhão, contra 1,685 bilhão no relatório de setembro.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 316 milhões de bushels, exportações de 1,875 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões de bushels.



Source link

News

Culinária tradicional é destaque em evento da COP30, em Belém



A cozinheira e professora de gastronomia Danielle Theodoro, representante dos povos ciganos, leva sua cultura e culinária ao Pavilhão Comida, Tradição e Cultura durante a COP30, em Belém. O evento ocorre até 20 de novembro, com demonstrações gastronômicas diárias, onde são valorizados alimentos tradicionais e histórias que atravessam gerações.

As atividades, realizadas no espaço gastronômico da AgriZone da Embrapa, incluem cozinheiros e mestres da culinária tradicional de diferentes regiões do Brasil. As apresentações consistem em receitas ancestrais, acompanhadas de explicações sobre seus significados e degustações gratuitas.

O Cooking Show “Receitas Ancestrais: Saberes e Fazeres de Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil” é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Oficinas de receitas ancestrais

Durante o evento, são apresentadas preparações como arroz aromatizado com açafrão, farofas com frutos do cerrado e receitas que incorporam ingredientes regionais. Os participantes têm a oportunidade de aprender sobre o valor cultural, nutricional e territorial de cada alimento.

Fabiano Oswald, coordenador de Apoio à Agroindústria e Estruturação Familiar do MDA, destacou a entrega do Selo da Secretaria de Agricultura Familiar (Senaf), que identifica produtos da agricultura familiar e de comunidades tradicionais. “É uma forma de dar visibilidade a quem produz”, afirmou.

Conexão entre tradição e ciência

Os cafés robustas amazônicos, desenvolvidos pela Embrapa, também fazem parte das atrações do Cooking Show. As oficinas abordam temas como soberania alimentar e políticas públicas que fortalecem a sociobiodiversidade. A geógrafa Joana D’arc Souza Bezerra, da Embrapa Algodão (PB), ressaltou a importância de valorizar a diversidade cultural do Brasil.

A programação inclui dez oficinas entre 11 e 20 de novembro, com preparo de trinta receitas e mediação de equipes técnicas do MDA.

Serviço

  • Evento: Cooking Show – Receitas Ancestrais
  • Quando: até 20 de novembro; horários intercalados (manhã e tarde)
  • Onde: Espaço Gastronômico, Pavilhão da Sociobiodiversidade, Agrizone (COP30)
  • Acesso: gratuito, com degustações ao final de cada demonstração.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link

News

bovinos, minério e soja pressionam inflação no atacado



Os aumentos nos preços de bovinos (2,94%), minério de ferro (0,83%) e soja em grão (1,23%) puxaram o ranking de pressões sobre a inflação no atacado dentro do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Houve pressão também de café em grão (2,51%) e carne bovina (2,14%). Por outro lado, foram registrados alívios de leite in natura (-8,14%), gasolina automotiva (-3,29%), arroz em casca (-7,68%), cana-de-açúcar (-1,08%) e trigo em grão (-8,67%).

O IGP-10 passou de um avanço de 0,08% em outubro para elevação de 0,18% em novembro. O índice acumulou uma alta de 0,34% em 12 meses.

“O resultado do IGP-10 foi influenciado principalmente pela aceleração mais intensa nos preços de produtos da indústria de transformação no IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), especialmente aqueles ligados a alimentos, a exemplo de carne bovina, farelo de soja e óleo de soja bruto”, afirma Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) passou de uma queda de 0,04% em outubro para uma alta de 0,15% em novembro.

Quanto aos diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais saiu de uma alta de 0,45% em outubro para elevação de 0,10% em novembro. A taxa do grupo Bens Intermediários passou de queda de 0,25% em outubro para alta de 0,32% em novembro. O grupo das Matérias-Primas Brutas saiu de recuo de 0,23% em outubro para aumento de 0,08% em novembro.



Source link

News

USDA deve cortar previsão da safra de soja dos EUA em 2025/26



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar um corte na projeção da safra norte-americana de soja para 2025/26 em seu relatório de novembro. Os dados atualizados de oferta e demanda dos EUA e do mercado mundial serão divulgados nesta sexta-feira (14), às 14h.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

De acordo com analistas consultados por agências internacionais, a nova estimativa para a produção norte-americana deve ficar em 4,265 bilhões de bushels, abaixo dos 4,301 bilhões previstos no relatório de setembro, o mais recente disponível, já que a paralisação do governo americano impediu a divulgação dos números de outubro.

Para os estoques de passagem dos Estados Unidos em 2025/26, o mercado projeta 292 milhões de bushels, contra 300 milhões estimados anteriormente.

Cenário global de soja

No quadro mundial de oferta e demanda, os estoques finais de soja para 2024/25 devem ser revisados para 123,4 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 123,6 milhões divulgados em setembro.

Para 2025/26, a expectativa é que o USDA indique 124,6 milhões de toneladas, ante 124 milhões projetados no relatório anterior.

As informações são da Safras & Mercado.



Source link

News

Exportação em ritmo lento deixa indústria cautelosa na compra da laranja



As perspectivas iniciais de exportadores para a temporada de embarques 2025/26 de suco de laranja eram positivas, especialmente diante da isenção da sobretaxa dos Estados Unidos sobre as importações da commodity do Brasil e da reação na produção de laranja no estado de São Paulo. 

Pesquisadores do Cepea indicam que, no entanto, a limitada demanda por parte da Europa tem mantido as vendas externas de suco aquém do esperado neste começo de safra (de julho/25 a outubro/25). 

Dessa forma, agentes de indústrias processadoras do estado de São Paulo consultados pelo Cepea tem adotado uma postura de extrema cautela em termos de compra de novas frutas. 

A estratégia tem sido a de cessar, por ora, o fechamento de novos contratos, mantendo somente contratos firmados anteriormente, e com novas aquisições exclusivamente no mercado spot, onde compradores propõem valores mais baixos. 

Do lado do citricultor, o cenário é de apreensão. De acordo com pesquisadores do Cepea, os menores preços ofertados podem comprometer a viabilidade financeira de muitos pomares, sobretudo se esse patamar continuar até o final da temporada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Exportações de frango atingem o 2º maior volume da história em outubro



O volume de carne de frango exportado pelo Brasil em outubro foi o segundo maior da história, ficando atrás somente da quantidade escoada em março de 2023. Esse resultado já era previsto por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores do instituto ressaltam que esse excelente desempenho das vendas externas ocorreu mesmo sem a participação do principal importador da carne brasileira, a China. O país anunciou a retomada das compras no Brasil no dia 7 de novembro, colocando um “ponto final” nas suspensões impostas por diferentes países após o caso de gripe aviária em maio deste ano.

Segundo pesquisadores do Cepea, à China, especificamente, foram seis meses de suspensão nos envios, e a retomada dos embarques ao país asiático tende a elevar o volume total das exportações neste último bimestre do ano. 

Para novembro, pesquisadores do Cepea indicam que o cenário é promissor, sobretudo por conta do retorno da China. Nesta parcial de novembro (primeiros cinco dias úteis do mês), a média diária de embarques atingiu o recorde da série da Secex (iniciada em 1997).

Já os preços dos ovos estão em movimento de queda nesta semana em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, a pressão vem do enfraquecimento da demanda. 

Por outro lado, as vendas externas mostraram reação em outubro, após terem caído por três meses seguidos. Dados da Secex indicam que o Brasil exportou 2,37 mil toneladas de ovos in natura e processados em outubro, volume 14% acima do embarcado em setembro/24 e 13,6% superior ao de outubro/24. O volume escoado no mês foi o maior para o período em nove anos. 

Dessa forma, em termos de receita, o setor arrecadou US$ 6,05 milhões em outubro, aumentos de 9,3% na comparação mensal e 43% na anual.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

ONU pede reforço na segurança da COP30 após protesto na Blue Zone



A Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou ao governo federal o reforço da segurança na COP30 após o protesto registrado na terça-feira (11), quando um grupo tentou avançar para a Blue Zone, área reservada às negociações oficiais da conferência em Belém.

A carta foi enviada à Casa Civil, responsável pela interlocução com a coordenação do evento. O conteúdo não foi divulgado, mas a pasta informou que atende integralmente às demandas da ONU.

Revisão dos protocolos e novas medidas de controle

A segurança interna da Blue Zone é conduzida pelo Departamento das Nações Unidas para Segurança e Proteção (UNDSS). O órgão determina os procedimentos adotados no interior da área e coordena ações com as forças brasileiras.

Após o protesto, representantes do governo federal, do governo do Pará e do UNDSS revisaram os controles existentes nas áreas classificadas como Laranja e Vermelha, que compõem o perímetro de proteção da conferência. Segundo a Casa Civil, houve reposicionamento das equipes policiais e ampliação das barreiras.

Entre as mudanças realizadas, está o aumento da área intermediária entre a Blue Zone e a Green Zone. A medida busca diminuir riscos de aglomeração e impedir tentativas de avanço não autorizado. A Força Nacional e a Polícia Federal passaram a atuar de forma conjunta na Green Zone, responsável por atividades abertas ao público credenciado.

Também foram instaladas novas estruturas de contenção, como gradis e barreiras metálicas, para reforçar pontos considerados vulneráveis pelas equipes de segurança.

Manutenção e ajustes na infraestrutura

A organização da COP30 também identificou falhas estruturais durante o evento. Para reduzir o desconforto térmico em tendas e salas, foram instalados novos aparelhos de ar-condicionado, incluindo unidades do modelo sprint. Equipes técnicas corrigiram goteiras após problemas nas calhas do Media Center e do posto médico.

Entenda o protesto

O ato que motivou o pedido da ONU ocorreu no início da noite de terça-feira, quando manifestantes e representantes de povos indígenas chegaram aos detectores de metal da entrada principal da Blue Zone. Eles carregavam faixas e bandeiras de coletivos estudantis, mensagens contra a exploração de petróleo e manifestações de apoio à Palestina.

A equipe de segurança formou cordões humanos para impedir o avanço. Dois agentes ficaram feridos. Como a Blue Zone é considerada território sob responsabilidade da ONU, a retirada dos manifestantes foi conduzida diretamente pela organização. Após o bloqueio inicial, pessoas com credenciais puderam deixar normalmente o pavilhão.



Source link

News

Argentina e EUA assinam acordo que amplia parceria no agro



Os governos de Argentina e Estados Unidos fecharam, nesta quinta-feira (13), um acordo comercial que inclui a exportação de proteínas e insumos estratégicos. O pacto, que entra em vigor em 26 de novembro, amplia o acesso da carne bovina argentina ao mercado norte-americano.

Na prática, os EUA reduzem tarifas e destravam barreiras para a entrada da proteína argentina. A medida deve aumentar a competitividade dos frigoríficos locais em um dos mercados mais disputados do mundo. Já a Argentina concede preferências tarifárias para bens americanos, incluindo tecnologia e máquinas agrícolas, além de eliminar licenças de importação.

Lítio e minerais críticos entram na ‘jogada’

O acordo inclui ainda uma frente estratégica em lítio e minerais críticos, insumos importantes para a transição energética e para a indústria de máquinas e equipamentos utilizados no campo. O objetivo é facilitar investimentos e alinhar regras de segurança econômica e exportações.

A Argentina também adotará padrões técnicos dos Estados Unidos em setores industriais e reforçará a proteção à propriedade intelectual. Essas mudanças podem influenciar cadeias ligadas ao agronegócio, como a de defensivos e biotecnologia.

Governo Milei celebra e cita avanço para a pecuária

O governo argentino destacou o ganho para a pecuária. Em comunicado, afirmou que o acordo “ampliará significativamente” o acesso da carne bovina aos Estados Unidos. Javier Milei também reforçou o alinhamento com Donald Trump para aprofundar a cooperação econômica.

O chanceler Pablo Quirno afirmou que o pacto cria condições para aumentar investimentos americanos no país, inclusive em áreas ligadas ao agronegócio e à indústria de alimentos. O ministro do Interior, Diego Santilli, definiu o acordo como “histórico”, com “menos tarifas e mais mercados”.

Do lado americano, a Casa Branca disse que a Argentina abrirá preferências para diversos produtos dos EUA, incluindo químicos, medicamentos, maquinário agrícola e uma gama de insumos ligados ao setor produtivo. O embaixador Peter Lamelas afirmou que os Estados Unidos seguem como “o parceiro mais confiável” da Argentina em estabilidade econômica e energia.

(*) Com informações de Safra News e Estadão Conteúdo



Source link