sábado, março 28, 2026

Autor: Redação

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Protesto bloqueia entrada oficial da COP30 e causa atrasos no acesso



A manhã desta sexta-feira (14) foi marcada por protestos na entrada oficial da COP30, após lideranças indígenas bloquearem o acesso de delegações, voluntários, funcionários e também da imprensa. Apesar de pacífica, a manifestação impediu a entrada de credenciados e provocou atrasos na programação do evento.

A diretora de conteúdo do Canal Rural, Jaqueline Silva, que tentava acessar o espaço no momento do bloqueio, relatou as dificuldades. Ela e o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, precisaram utilizar uma segunda entrada aberta emergencialmente pela organização, já que o acesso principal só foi liberado por volta das 9h50, após o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, sair para conversar diretamente com os manifestantes.

Segundo Jaqueline, a alternativa criada para a entrada das equipes foi montada com segurança reforçada. “Tinha muito exército e policiamento no entorno. Todos foram revistados e precisaram mostrar bolsas e credenciais”, afirmou.

Desafios operacionais

De acordo com Ferreira, manifestações desse tipo são comuns e se repetem em praticamente todas as edições da COP. “Em todas as COPs, o ativismo está presente. Isso acaba, de certa forma atrapalhando, atrasando, limitando e dificultando o acesso da sociedade civil, assim como dos negociadores aos locais da COP”, conta.

O diretor também destaca que desafios operacionais costumam marcar grandes conferências climáticas. Ele citou exemplos de edições anteriores, como Glasgow (2021), quando mais de 40 mil participantes precisavam realizar testes diários de Covid-19, e Sharm el-Sheikh (2022), que enfrentou falta d’água nas instalações.

“Os problemas existem em todas as COPs. O segredo está em agir rápido, identificar e se preparar para resolvê-los para que a conferência ocorra dentro da normalidade”, concluiu.

O acesso foi normalizado ao longo da manhã, e a programação da COP30 seguiu com ajustes pontuais.



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é preciso gerar valor’, diz superintendente da Fapecen



A agricultura vive uma virada histórica — e o Brasil tem potencial para liderar esse movimento. A avaliação é de Gisela Introvini, superintendente da Fundação de Apoio ao Corredor de Exportação Norte (Fapcen), que participa da COP30, em Belém (PA).

Em entrevista ao Canal Rural, ela destacou que a atividade rural passou por fases marcantes até chegar ao atual conceito de agricultura regenerativa, hoje tratada no mundo como uma das práticas de maior valor agregado.

Segundo ela, essa transformação foi construída ao longo de décadas. A agricultura sustentável abriu caminho para a produção em regiões tropicais. Depois vieram a agricultura de precisão, o avanço da biotecnologia e uma série de práticas que melhoraram eficiência, produtividade e manejo.

Essas etapas, afirma, prepararam o setor para o momento atual, no qual o papel da agricultura vai além de produzir alimentos.

Regenerar solo, pessoas e mentalidades

Para ela, o grande diferencial da agricultura regenerativa é a capacidade de integrar preservação ambiental, inclusão social e mudança de mentalidades.

“Falamos de regeneração do solo, das pessoas e de uma nova forma de pensar a produção”, destacou.

Gisela aponta que agricultores brasileiros já aplicam, na prática, métodos reconhecidos globalmente, como rotação de culturas, uso de palhada, manejo integrado e sequestro de carbono — ações que fortalecem a agenda ESG e ampliam o valor dos alimentos produzidos.

Não basta produzir: é preciso gerar impacto positivo

De acordo com a superintendente da Fapcen, a agricultura moderna exige mais do que produtividade.

“Não basta produzir grãos ou frutas. É preciso entregar valor, seguir critérios ESG e mostrar ao mundo que existe responsabilidade social e ambiental no alimento que chega à mesa”, afirmou.

Ela ressalta que esse modelo reconhece e premia agricultores que investem em sustentabilidade, bem-estar e preservação dos biomas.

“O Brasil é, sim, um grande celeiro de segurança alimentar. Temos condições de preservar nossos biomas, incluir pessoas e produzir com responsabilidade”, concluiu.



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Frente fria avança e provoca temporais com chuva intensa e ventos fortes


A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu alerta de temporais acompanhados por raios, rajadas de vento, chuva intensa e queda de granizo, entre domingo (16) e segunda-feira (17). As condições previstas resultam da chegada de uma frente fria, que está a associada a um ciclone que atua sobre o Oceano Atlântico, entre o Uruguai e o centro da Argentina. 

A Defesa Civil destaca que, apesar de ser influência de um ciclone, as condições meteorológicas são bem diferentes do tempo severo registrado na última sexta-feira (7), em que o processo de formação do ciclone ocorreu sobre a região Sul do Brasil. Na última semana, sete mortes foram registradas no Paraná e no Rio Grande do Sul após a passagem de três ciclones.  

De acordo com a Defesa Civil, os temporais previstos para este final de semana oferecem risco moderado a alto para destelhamentos, danos na rede elétrica, queda árvores, alagamentos e enxurradas. 

O órgão informa que eles devem ter início na tarde de domingo (16) em áreas do grande oeste e planaltos de Santa Catarina, devido ao calor e à umidade, antes de a frente fria se aproximar.  

“Entre o final da tarde e a noite, com a aproximação da frente fria, os temporais ganham força no oeste e sul catarinense, na divisa com o Rio Grande do Sul. Entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira (17), os temporais se espalham para as demais regiões do estado”, informa a Defesa Civil em nota.  

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boletim climático traz novas previsões para o tempo



O boletim climático divulgado pela NOAA divulgado nesta semana aponta a continuidade do fenômeno La Niña até o final do ano, porém em fraca intensidade. Esse cenário tende a favorecer o aumento das chuvas principalmente em áreas produtoras de soja do Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba, com destaque para a segunda quinzena de novembro, período crucial para o plantio da soja.

Sem risco de geada tardia no Sul

Para o Sul do Brasil, não há indicativos de geadas tardias. A previsão, no entanto, mostra que as temperaturas devem ficar um pouco mais baixas em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, além de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Ao contrário de outros anos marcados pela La Niña, não há projeção de seca ou estiagem severa no Sul durante o próximo ciclo. As tendências apontam para uma condição de neutralidade climática entre o fim do verão e o início do outono. Já para a safra 2026/27, o boletim indica possibilidade de retorno do El Niño.

Chuva ganha força nos próximos dias

Nos próximos 5 dias, a chuva deve se concentrar no sul de Mato Grosso do Sul e sul de Minas Gerais. A partir de domingo, uma nova frente fria avança pelo país, provocando temporais no Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, com risco de rajadas de vento forte e queda de granizo.

O sistema também deve impulsionar volumes expressivos de precipitação, podendo chegar a 100 mm, sobre Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e áreas do Matopiba.

Corredor de umidade e possível ZCAS

Entre os dias 25 e 29 de novembro, os modelos indicam a formação de um corredor de umidade, mantendo acumulados entre 80 e 90 mm em áreas centrais e sudeste do país. Há também sinais da formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), fenômeno associado a períodos prolongados de chuva.

Para o produtor rural, a presença da ZCAS costuma ser favorável, mantendo os solos bem abastecidos tanto no Centro-Oeste quanto no Sudeste.



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AgroNewsPolítica & Agro

incertezas nos EUA e oferta chinesa freiam demanda



As cotações da soja na Bolsa de Chicago voltaram a subir



Foto: United Soybean Board

As cotações da soja na Bolsa de Chicago voltaram a subir, atingindo US$ 11,32 por bushel em 13 de novembro, conforme dados da CEEMA. O avanço foi puxado pela expectativa de corte na estimativa da produção norte-americana e possível retomada das compras chinesas.

Contudo, analistas alertam para o excesso de estoques na China, que chegaram a 10,3 milhões de toneladas — um novo recorde — devido ao alto volume importado do Brasil e da Argentina. Em outubro, a China comprou 9,5 milhões de toneladas, sendo 6,7 milhões do Brasil.

Apesar das apostas de que Pequim voltaria ao mercado dos EUA, a diferença de preços continua desfavorável ao produto norte-americano. A margem de esmagamento na China está baixa e os preços do farelo de soja caíram mais de 20% desde abril.

Com isso, mesmo com as incertezas produtivas nos EUA, há pouca expectativa de forte reação na demanda internacional. Os estoques finais americanos devem ficar entre 5,09 e 13,44 milhões de toneladas, segundo estimativas do mercado.

O relatório do USDA, previsto para 14 de novembro, será decisivo. A depender do conteúdo, as cotações podem voltar a recuar abaixo de US$ 11,00 por bushel nas próximas semanas.

 





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chamada para fundos inovação/descarbonização atraiu R$ 73,7 bilhões



O presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, informou nesta sexta-feira (14) que houve uma grande demanda pela chamada feita pelo banco para a criação de fundos de investimento voltados à inovação e descarbonização. “Todos os grandes fundos internacionais demonstraram muito interesse”, afirmou.

Segundo ele, foram recebidas 45 propostas, no total de R$ 73,7 bilhões, mas que o BNDES vai destinar R$ 5 bilhões para esses fundos, além de fiscalizar e acompanhar. “Saímos de setores tradicionais consolidados, como a agropecuária, então a perspectiva é de grandes fundos de descarbonização e economia verde, de energia limpa e inovação”, explicou Mercadante.

“Nossa disposição é ter no máximo 25% dentro de cada fundo e o mercado, 75%. Esse é o modelo que queremos escalar no mercado de capitais”, acrescentou, estimando que devem ser formados entre cinco a seis fundos.



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Exportações do agronegócio mantêm ritmo forte no segundo semestre



As vendas externas do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 15,49 bilhões em outubro de 2025, maior valor já registrado para o mês. O resultado representa crescimento de 8,5% na comparação anual e confirma o movimento de estabilidade em torno de US$ 15 bilhões observado ao longo do segundo semestre.

O avanço é sustentado pelo aumento de 10,1% no volume embarcado, mesmo com leve queda de 1,4% nos preços médios internacionais. As importações somaram US$ 1,79 bilhão, resultando em superávit de cerca de US$ 13,7 bilhões.

Soja, carnes e açúcar impulsionam o resultado

Os principais segmentos da pauta exportadora tiveram desempenho positivo em outubro. Soja em grãos, carne bovina, açúcar, café, milho, celulose, carne de frango e carne suína registraram recordes de valor ou volume para o mês. Especialistas ouvidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atribuem o movimento à boa oferta interna e ao aumento da demanda internacional.

A China segue como principal destino e respondeu por US$ 4,95 bilhões, impulsionada sobretudo pela compra de soja e carne bovina. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência, acompanhados por mercados como Egito, Índia e Irã, que reforçam a diversificação das vendas para Ásia, Oriente Médio e Norte da África.

Novas oportunidades

Além dos produtos tradicionais, outubro registrou crescimento expressivo em segmentos menos representativos da pauta. Itens como amendoim, café solúvel, sementes de oleaginosas (exceto soja), feijões secos, rações para animais de estimação, pimenta seca, miudezas e sebo bovino alcançaram recordes mensais em valor ou volume.

Técnicos do Ministério da Agricultura destacam que a abertura de 28 novos mercados em outubro contribuiu para ampliar a demanda por esses nichos. A iniciativa integra a estratégia de diversificação conduzida em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, com foco em ampliar as oportunidades de exportação para empresas de diferentes portes.

No acumulado de janeiro a outubro, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 141,97 bilhões, alta de 1,4% na comparação anual. As importações somaram US$ 17 bilhões, aumento de 4,9% ante 2024. O saldo comercial chegou a US$ 124,97 bilhões, ligeiramente acima do registrado no mesmo período do ano anterior.



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USDA projeta safra e estoques abaixo do esperado nos EUA



O relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que a safra norte-americana de soja deve atingir 4,253 bilhões de bushels em 2025/26, equivalente a 115,74 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre.

No relatório anterior, os números eram de 4,301 bilhões de bushels (117,05 milhões de toneladas) e 53,5 bushels, respectivamente. O mercado esperava uma produção de 4,265 bilhões de bushels, ou 116,07 milhões de toneladas.

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Os estoques finais da soja foram projetados em 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas), abaixo dos 300 milhões do relatório anterior (8,16 milhões de toneladas) e da expectativa do mercado de 292 milhões de bushels (7,95 milhões de toneladas).

O USDA manteve a previsão de esmagamento em 2,555 bilhões de bushels, mas reduziu a estimativa de exportações para 1,635 bilhão, contra 1,685 bilhão no relatório de setembro.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 316 milhões de bushels, exportações de 1,875 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões de bushels.



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Culinária tradicional é destaque em evento da COP30, em Belém



A cozinheira e professora de gastronomia Danielle Theodoro, representante dos povos ciganos, leva sua cultura e culinária ao Pavilhão Comida, Tradição e Cultura durante a COP30, em Belém. O evento ocorre até 20 de novembro, com demonstrações gastronômicas diárias, onde são valorizados alimentos tradicionais e histórias que atravessam gerações.

As atividades, realizadas no espaço gastronômico da AgriZone da Embrapa, incluem cozinheiros e mestres da culinária tradicional de diferentes regiões do Brasil. As apresentações consistem em receitas ancestrais, acompanhadas de explicações sobre seus significados e degustações gratuitas.

O Cooking Show “Receitas Ancestrais: Saberes e Fazeres de Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil” é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Oficinas de receitas ancestrais

Durante o evento, são apresentadas preparações como arroz aromatizado com açafrão, farofas com frutos do cerrado e receitas que incorporam ingredientes regionais. Os participantes têm a oportunidade de aprender sobre o valor cultural, nutricional e territorial de cada alimento.

Fabiano Oswald, coordenador de Apoio à Agroindústria e Estruturação Familiar do MDA, destacou a entrega do Selo da Secretaria de Agricultura Familiar (Senaf), que identifica produtos da agricultura familiar e de comunidades tradicionais. “É uma forma de dar visibilidade a quem produz”, afirmou.

Conexão entre tradição e ciência

Os cafés robustas amazônicos, desenvolvidos pela Embrapa, também fazem parte das atrações do Cooking Show. As oficinas abordam temas como soberania alimentar e políticas públicas que fortalecem a sociobiodiversidade. A geógrafa Joana D’arc Souza Bezerra, da Embrapa Algodão (PB), ressaltou a importância de valorizar a diversidade cultural do Brasil.

A programação inclui dez oficinas entre 11 e 20 de novembro, com preparo de trinta receitas e mediação de equipes técnicas do MDA.

Serviço

  • Evento: Cooking Show – Receitas Ancestrais
  • Quando: até 20 de novembro; horários intercalados (manhã e tarde)
  • Onde: Espaço Gastronômico, Pavilhão da Sociobiodiversidade, Agrizone (COP30)
  • Acesso: gratuito, com degustações ao final de cada demonstração.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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