quinta-feira, março 26, 2026

Autor: Redação

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Pesquisador da Embrapa Soja reforça importância do solo sustentável na COP30



Durante a COP30, em Belém (PA), o pesquisador Marco Nogueira, da Embrapa Soja, apresentou, à COP TV do Agro, diferentes tecnologias que apontam caminhos para uma produção agrícola mais sustentável. Ele ressaltou que práticas como diversificação de culturas, plantio direto e uso de bioinsumos são essenciais para fortalecer o solo e ampliar sua capacidade de armazenar carbono.

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Nogueira lembrou que a agricultura tropical brasileira tem vantagens naturais, como clima e disponibilidade de água, mas enfrenta o desafio de solos originalmente pobres. ”A construção da fertilidade por meio de adubação, calagem, rotação de culturas e utilização de plantas como a braquiária é determinante para tornar os sistemas mais resilientes às mudanças climáticas. O solo não é apenas suporte, mas o pilar de todo o ecossistema produtivo”, destacou.

Um dos pontos centrais levantados pelo pesquisador da Embrapa Soja é a importância da diversidade de raízes. Sistemas com várias espécies vegetais inserem mais carbono no solo e melhoram sua estrutura, criando ambientes mais estáveis e produtivos ao longo do tempo.

Outra prática destacada é o plantio direto. Mesmo com mais de 35 milhões de hectares de soja sob esse sistema no Brasil, Nogueira explicou que nem todas as áreas recebem cobertura vegetal adequada ou diversidade de plantas, o que limita os benefícios completos do método, como maior retenção de água e melhor estruturação do solo.

Sobre os bioinsumos, ele mencionou os avanços com inoculantes, biofertilizantes e agentes de biocontrole. A inoculação anual, segundo o pesquisador, pode aumentar em média 8 por cento a produtividade e fortalecer o desenvolvimento das raízes, que contribuem para sustentar todo o sistema produtivo.

Nogueira também apontou o desafio da infiltração de água. Em muitos solos tropicais, a capacidade de infiltração é baixa, cerca de 20 a 25 milímetros, o que aumenta risco de escoamento e erosão. Sistemas de raízes mais robustos ajudam a formar canais naturais que favorecem a entrada da água no solo, reduzindo perdas.

Ao final, ele reforçou a necessidade de comunicar ao público urbano a realidade da agricultura brasileira, lembrando que o produtor convive com chuvas intensas, altas temperaturas e inúmeros desafios para garantir o abastecimento. “Muitas críticas vêm de quem não conhece nosso real ambiente de produção. Precisamos mostrar como a agricultura realmente é”, concluiu o pesquisador.



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Sebrae apresenta imersão da Amazônia e mostra como a bioeconomia pode gerar renda



Durante participação na COP TV do Agro, do Canal Rural, o gerente regional do Sebrae Pará, Fábio Andrade, apresentou as iniciativas da instituição na COP30 e destacou como a bioeconomia amazônica tem se consolidado como alternativa de renda e desenvolvimento para comunidades rurais e tradicionais.

Segundo Andrade, o Sebrae adotou uma estratégia diferenciada na conferência: oferecer ao público uma imersão completa na floresta.

“Na COP30, o Sebrae adotou uma estratégia muito legal de trazer uma grande imersão da floresta, onde a gente conta a história das sementes, o processo de crescimento das árvores e até mostra uma floresta consolidada”, explicou. “Dentro desse processo, mostramos como a bioeconomia pode gerar renda para comunidades rurais e tradicionais.”

Bioeconomia que transforma realidades

Andrade ressaltou que a bioeconomia envolve o uso sustentável de produtos da floresta, valorizando o trabalho de empreendedores locais.

“A bioeconomia consiste na retirada de produtos da floresta feitos por comunidades locais — como sementes que podem virar biojoias, madeiras de reflorestamento e madeiras de quedas naturais usadas para fazer móveis. Tem também farinha, cacau, cumaru… Ou seja, são produtos que permitem trabalhar com as comunidades e incentivar que elas permaneçam no campo, com renda e qualidade de vida”, afirmou.

Agrizone reúne projetos sustentáveis e inovação

O gerente regional destacou ainda o espaço do Sebrae na Agrizone, que apresenta iniciativas de todo o país. O principal destaque é o Sustenta Inova, projeto desenvolvido em parceria com a União Europeia.

“O Sustenta Inova apoia pequenos negócios rurais, incentivando inovação, agroindústria, práticas sustentáveis e a permanência desses produtores no campo”, explicou. Ele citou como exemplo o estímulo à produção de chocolates com sabores da Amazônia, um setor em expansão na região.

Histórias que passam de geração em geração

Para Andrade, a COP30 se tornou uma vitrine para divulgar trajetórias inspiradoras de agricultores familiares.

“A COP30 é uma grande vitrine para mostrar histórias de produtores rurais. Vemos relatos que passam de pai para filho, tanto no cuidar da terra quanto no cuidado com os produtos”, contou.

Ele destacou o caso de um licor de cacau com cumaru, cuja produção artesanal foi transmitida entre gerações. “Foi um negócio que passou de pai para filho”, disse.

Capacitação

O Sebrae Pará atua diretamente na capacitação e no acompanhamento de agricultores por meio do Sustenta Inova. “O trabalho do Sebrae Pará dentro do projeto atende cerca de 400 produtores. São produtores que passaram por capacitação e tiveram suas vidas transformadas pelo projeto”, afirmou.

Andrade reforçou a missão da instituição: fortalecer o protagonismo do agricultor familiar.
“A gente quer transformar o produtor rural como protagonista da sua história”, destacou. “Hoje o pequeno produtor tem potencial para inovar, crescer e ser reconhecido pelo valor que gera.”



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mercados não operarão na próxima quinta, Dia de Ação de Graças



Os mercados financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operarão na quinta-feira da próxima semana (27), devido ao feriado do Dia de Ação de Graças.

Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos, trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não abrirão.

Na sexta (28), a Bolsa de Chicago fechará mais cedo. Em Nova York, as sessões também serão abreviadas.



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Preço do leite registra sexta queda seguida e margens do produtor encolhem



O preço do leite cru voltou a cair em setembro e encerrou a sexta baixa consecutiva no campo. A oferta elevada, somada ao avanço das importações, mantém o mercado pressionado e limita qualquer reação de preços.

Segundo o Cepea, a “Média Brasil” do leite caiu 4,2% frente a agosto, fechando setembro a R$ 2,4410 por litro — uma queda real de 19% em relação ao mesmo mês de 2024.
O movimento é sustentado pelo aumento da produção. O ICAP-L subiu 5,8% de agosto para setembro e acumula 12,2% de alta no ano, indicando uma captação bem maior em 2025.

Importações elevadas e consumo interno baixo

As importações também seguem fortes. Em outubro, o país comprou 214,73 milhões de litros em equivalente leite, alta de 8,4% na comparação mensal. As exportações, por sua vez, recuaram 23,2%, ampliando o déficit da balança comercial de lácteos para 210,18 milhões de litros Eql.

No mercado interno, o consumo cresce devagar e não absorve a oferta disponível. No atacado paulista, muçarela, UHT e leite em pó ficaram 4,08%, 5,62% e 2,9% mais baratos em outubro.

Custos sobem e produtor perde poder de compra

Apesar da queda nas cotações, o Custo Operacional Efetivo (COE) voltou a subir em outubro, com alta de 0,52% na média nacional. A pressão veio especialmente dos defensivos agrícolas (+2,19%) e da ração (+0,9%), acompanhando valorização do milho.

O poder de compra também piorou. Em setembro, foram necessários 26,53 litros de leite para adquirir uma saca de milho (60 kg), alta de 5,4% frente ao mês anterior. É um nível acima da média dos últimos 12 meses, de 27,7 litros/saca, mas ainda indica perda de margem para o produtor.

Indústria pressionada e repasse limitado

O Cepea aponta que a baixa rentabilidade das indústrias continua restringindo o repasse aos produtores. No acumulado de 2025, os spreads entre matéria-prima e derivados pioraram entre 6% e 10% a partir do segundo trimestre, comprimindo as margens industriais.

Na primeira quinzena de novembro, a queda continuou:

  • UHT: R$ 3,68/litro (-10,7% frente à primeira metade de outubro)
  • Muçarela: R$ 29,04/kg (-5% no período)

Perspectivas para os próximos meses

O Cepea avalia que a produção deve seguir em alta nos próximos meses, impulsionada pelo período de safra das águas. Com isso, a oferta ainda tende a superar a demanda no curto prazo. Uma recuperação mais consistente dos preços pode ocorrer apenas a partir do segundo bimestre de 2026, quando a produção deve recuar no Sul e o mercado pode buscar um novo equilíbrio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 em dia de baixa liquidez



Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos


Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos
Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos – Foto: Pixabay

A movimentação do milho no mercado futuro brasileiro manteve ritmo lento, em linha com a cautela observada ao longo da sessão. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da B3 registraram leves baixas, influenciadas pela estabilidade em Chicago e pelo recuo do dólar, fatores que limitaram qualquer tentativa de recuperação das cotações. Avaliação do Cepea indicou que a liquidez permanece reduzida, com vendedores afastados do mercado físico e compradores atuando apenas em volumes pequenos, quadro que restringe o avanço das negociações.

Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos. Janeiro de 2026 encerrou a R$ 71,27, com queda de R$ 0,19 no dia e ganho acumulado na semana. Março de 2026 terminou a R$ 72,37, recuo diário de R$ 0,12 e leve alta semanal. Maio de 2026 fechou a R$ 71,75, praticamente estável na comparação diária e com avanço marginal na semana, refletindo a falta de impulso no mercado interno.

No cenário internacional, a TF Agroeconômica destacou que o milho em Chicago encerrou de forma mista, após ajustes técnicos na sequência da alta do pregão anterior. O contrato de dezembro subiu 0,46%, para 436,75 cents por bushel, enquanto março avançou 0,33%, para 449,50 cents. A análise apontou que as cotações seguem divididas entre a oferta volumosa da safra recorde dos Estados Unidos e a demanda firme da temporada. Com dados oficiais confirmando o equilíbrio apertado entre oferta e consumo, o mercado monitora o avanço da colheita, a venda de 70 mil toneladas para a Coreia do Sul e a redução das importações da União Europeia, elementos capazes de alterar o humor das próximas sessões.

 





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Assembleia Legislativa de MT aprova projeto de pecuária sustentável



A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, em duas votações, o projeto de lei que institui o Programa Passaporte Verde, que coloca o estado na vanguarda da pecuária sustentável no Brasil.

A nova legislação entra em vigor em janeiro de 2026 e estabelece critérios socioambientais para todo o monitoramento de rebanho bovino e bubalino mato-grossense, com o objetivo de atender às exigências dos mercados internacionais mais competitivos, informou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em nota.

Desenvolvido pelo Imac em parceria com o governo do estado e o setor produtivo, o Passaporte Verde propõe o monitoramento socioambiental completo da cadeia da carne, do nascimento do animal ao abate. O programa prevê etapas de implantação para incluir propriedades de todos os portes, além de oferecer suporte técnico e orientação aos produtores.

Entre os objetivos dessa política de sustentabilidade estão o desenvolvimento sustentável, a inclusão e consciência produtiva, o acesso ao mercado global, qualidade e monitoramento, incentivo de parcerias do setor privado com entidades públicas, a valorização de serviços ambientais e o estímulo do ambiente de concorrência equitativa na cadeia produtiva.



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Anvisa autoriza Embrapa a realizar pesquisa sobre cultivo de cannabis no Brasil



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na quarta-feira (19/11) que a Embrapa realize pesquisas sobre o cultivo da planta cannabis sativa no país. A permissão, inédita para a instituição, é exclusivamente para fins científicos e segue normas rigorosas de segurança e controle.

Antes do início dos estudos, a Embrapa deverá passar por inspeção presencial da Anvisa e cumprir todos os requisitos técnicos definidos pela agência. A autorização será monitorada continuamente e poderá receber novas exigências. Nenhum produto gerado a partir das pesquisas poderá ser comercializado, e o envio de material vegetal será permitido apenas para outras instituições de pesquisa previamente autorizadas.

Compromisso com ciência e inovação

O diretor da Quinta Diretoria da Anvisa e relator do processo, Thiago Lopes Cardoso Campos, afirmou que a decisão reforça o alinhamento da Agência com o avanço científico.

“É a ciência quem deve guiar o país. Essa autorização permite que o Brasil produza conhecimento próprio, fortaleça sua autonomia tecnológica e cumpra seu dever com a saúde pública e o desenvolvimento nacional”, declarou.

Segundo ele, pesquisas voltadas a demandas reais do país também ampliam a capacidade de inovação, reduzem dependências externas e fortalecem a posição do Brasil no cenário global.

Linhas de pesquisa autorizadas

A decisão libera três frentes principais de estudo dentro da Embrapa:

  • Conservação e caracterização de germoplasma
    Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
    — Focada no material genético da planta e em bases para melhoramento.
  • Bases científicas e tecnológicas para cannabis medicinal
    Embrapa Clima Temperado
    — Pesquisa voltada ao desenvolvimento de conhecimento aplicado ao uso terapêutico.
  • Pré-melhoramento de cânhamo para fibras e sementes
    Embrapa Algodão
    — Estudo de variedades destinadas à produção industrial de fibras e insumos.

A Embrapa justificou o pedido citando o crescente interesse mundial na cannabis e sua relevância econômica, social, ambiental e medicinal. A instituição afirmou estar preparada para cumprir todas as exigências da Anvisa.



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Lula defende metas para diminuição de combustíveis fósseis e fala em COP do povo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou na quarta-feira (19) um balanço das negociações da COP30, realizada em Belém (PA). Lula reforçou a necessidade de que os países assumam metas concretas de redução das emissões de gases de efeito estufa e destacou o avanço do “Mapa do Caminho”, proposta brasileira que orienta ações e prazos para diminuir o uso de combustíveis fósseis.

A conferência, que começou em 10 de novembro e segue até sexta-feira (21), reúne lideranças globais na capital paraense, a primeira cidade amazônica a sediar uma COP.

Durante a apresentação, Lula afirmou que o Brasil busca construir compromissos sem impor prazos aos demais países, mas ressaltou urgência: “É preciso que a gente diminua as emissões de gases de efeito estufa”, disse.

O presidente ressaltou que levar o evento para Belém foi um desafio, mas também uma decisão estratégica para colocar a Amazônia “no centro da atenção global”. “Era muito importante mostrar a Amazônia como ela é, do jeito que ela é”, afirmou.

COP do povo

Lula classificou esta edição como “a primeira COP do povo”, destacando a presença massiva de movimentos sociais e lideranças indígenas, foram 3.500 representantes, segundo ele.
“A participação foi extraordinária. Aqui o povo participou mais”, afirmou.



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Alemanha dará 1 bilhão de euros para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciou na noite de quarta-feira (19), em Belém, que o governo da Alemanha confirmou aporte de 1 bilhão de euros para Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). 

O valor era aguardado desde a semana passada, quando o chanceler do país europeu, Friedrich Merz, que participou da Cúpula do Clima, na capital paraense, se comprometeu com um valor “considerável” para o instrumento financeiro lançado pelo Brasil para captar recursos que remunere a manutenção das florestas de pé.

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“Tivemos a alegria que a Alemanha fez o anúncio do seu aporte (…) na ordem de 1 bilhão de euros para o TFFF, graças a todo o esforço que vem sendo feito, numa demonstração de que, de fato, esse instrumento de financiamento global é muito bem desenhado, muito bem estruturado e que começa a dar as respostas”, afirmou a ministra, em declaração à imprensa, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com isso, o valor total já prometido ao TFFF ultrapassar os US$ 6,5 bilhões.

O TFFF vai combinar investimento público e privado e prevê que os recursos sejam repassados a países com florestas tropicais, para que trabalhem pela preservação dessas áreas.

A proposta é que sejam captados US$ 25 bilhões de recursos púbicos por parte dos países investidores. Assim, espera-se que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital da iniciativa privada e, com isso, reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.

Lula na COP30 e combustíveis fósseis

O presidente passou o dia em Belém, se reunindo com diferentes grupos negociadores da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), para destravar as negociações em torno de acordos sobre adaptação climática, transição justa e o desenvolvimento de um mapa do caminho para a redução do consumo de combustíveis fósseis – os principais emissores dos gases que causam o aquecimento da atmosfera, resultando nas mudanças climáticas que abalam a vida no planeta.

Lula esteve na abertura na COP30, no dia 10 de novembro, e retornou ao evento dois dias antes de seu término, em um esforço para avançar em consensos sobre esses tópicos.  

“O senhor veio abertura na COP, na Cúpula [do Clima] e, agora, nessa fase decisiva. É uma demonstração do seu empenho com um dos maiores desafios que a humanidade teve que enfrentar, que é o problema da mudança do clima, sobretudo olhando para os mais vulneráveis”, destacou Marina Silva.

Em sua declaração a jornalistas, Lula comentou sobre a expectativa de aprovação de acordo sobre a eliminação gradual do consumo de combustíveis fósseis.

“É preciso a gente mostrar, para a sociedade, que nós queremos, sem impor nada a ninguém, sem determinar um prazo, que cada país seja dono de determinar coisas que possa fazer, dentro do seu tempo e das suas possibilidades, mas que nós estamos falando sério. É preciso que a gente diminua a emissão de gases do efeito estufa”, afirmou.

O presidente reforçou que os líderes dos países precisam compreender que, sem refletir a aspiração do povo, a democracia e multilateralismo perderão credibilidade na sociedade.

“A questão do clima não é mais apenas uma visão acadêmica, não é mais uma visão de mais dúzia de intelectuais, de meia dúzia de ambientalistas. A questão climática é uma coisa muita séria que coloca em risco a humanidade. É por isso que tratamos isso com muita seriedade”, reforçou.

O presidente destacou ainda a necessidade de os países ricos ajudarem os mais pobres, com recursos, transferência de tecnologia, e voltou a pedir que os bancos multilaterais transformem dívida em investimentos na proteção do meio ambiente.

“Precisamos convencer as pessoas. Empresas têm que pagar uma parte, as mineradoras, as pessoas que ganham muito dinheiro têm que pagar uma parte disso”, disse.

Após passar o dia em Belém, Lula retornou a Brasília. 

O presidente viaja a São Paulo nesta quinta-feira (20) e, no dia seguinte, embarca para a Cúpula do G20, na África do Sul.



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AgroNewsPolítica & Agro

Semana do trigo começa movimentado


A semana começou com mais movimento no mercado de trigo, impulsionado pelas exportações e por uma leve melhora na competitividade do produto nacional frente ao importado, segundo a TF Agroeconômica. No Sul do país, a movimentação foi desigual entre os estados, com o Paraná enfrentando um cenário de cautela, Santa Catarina iniciando a comercialização da nova safra e o Rio Grande do Sul voltando a atuar nos embarques para o exterior.

No Rio Grande do Sul, o mercado de trigo para moagem registrou negócios até R$ 1.155,00 por tonelada no porto para dezembro, enquanto o produto destinado à ração ficou em R$ 1.120,00. No interior, os preços variaram entre R$ 1.000,00 e R$ 1.030,00, conforme os custos de frete. Moinhos ofereceram valores entre R$ 1.060,00 e R$ 1.150,00 CIF, dependendo da região. O destaque foi a retomada da competitividade do trigo paranaense frente ao argentino, graças à boa qualidade e aos preços mais equilibrados. Em Panambi, os preços da pedra permaneceram estáveis em R$ 55,00.

Em Santa Catarina, a colheita em andamento começa a destravar a comercialização, mas vendedores e compradores seguem distantes nas negociações. Enquanto produtores pedem R$ 1.200,00 por tonelada FOB, as indústrias ofertam entre R$ 1.100,00 e R$ 1.150,00. Parte das ofertas ainda vem do Rio Grande do Sul, a cerca de R$ 1.080,00 FOB mais frete de R$ 180,00, e de São Paulo, a R$ 1.250,00 CIF. Os moinhos catarinenses trabalham entre R$ 1.130,00 e R$ 1.150,00 CIF. Nos preços pagos ao produtor, houve pequenas variações regionais, com valores entre R$ 61,00 e R$ 64,25 por saca.

No Paraná, o mercado segue travado, com moinhos abastecidos e negócios voltados para janeiro. Os preços giram em torno de R$ 1.200,00 CIF em Curitiba, até R$ 1.280,00 no norte do estado. O trigo paraguaio, mais barato, pressiona os preços no Oeste e nos Campos Gerais. 

 





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