quarta-feira, abril 15, 2026

Autor: Redação

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Milho cai no dia, mas surpreende no mês



Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa


Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa
Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa – Foto: Divulgação

O mercado de milho apresentou oscilações recentes, refletindo fatores externos e ajustes internos após um período de valorização. Na bolsa brasileira, os preços recuaram no fechamento mais recente, em movimento alinhado ao câmbio e ao desempenho internacional, enquanto o mês anterior consolidou ganhos relevantes. As informações são da TF Agroeconômica.

Na B3, o cereal encerrou o dia em baixa, acompanhando a desvalorização do dólar e a fraqueza observada em Chicago. O movimento também foi influenciado por realizações de lucro após as altas registradas ao longo de março. Mesmo com a queda diária, os contratos mantêm desempenho positivo na semana e no acumulado mensal, com avanços que superaram 5% em alguns vencimentos e ultrapassaram 6% nos contratos mais longos.

No mercado físico, a valorização foi mais moderada, com alta pouco acima de 1%, enquanto questões climáticas e atrasos no plantio da safrinha seguem no radar. No Rio Grande do Sul, a comercialização permanece lenta e regionalizada, com compradores priorizando estoques próprios e preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança, mas em ritmo mais lento, influenciada pela priorização da soja.

Em Santa Catarina, o avanço da colheita contrasta com a baixa fluidez nas negociações. A diferença entre preços pedidos e ofertados limita novos negócios, mantendo o mercado travado mesmo diante de alguma restrição de oferta em regiões específicas. No Paraná, o cenário é semelhante, com desalinhamento entre compradores e vendedores e impacto das condições climáticas sobre a safrinha.

Já em Mato Grosso do Sul, o mercado mostra recuperação após quedas anteriores, sustentado parcialmente pela demanda do setor de bioenergia. Ainda assim, o ambiente segue competitivo e com baixa liquidez, enquanto a semeadura avança de forma mais lenta devido às chuvas.

 





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CNA divulga manual sobre os impactos do Prodes aos produtores rurais


Propriedade rural. Foto: Canva
Propriedade rural. Foto: Canva

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) publicou nesta quarta-feira (1) uma nota técnica com orientações sobre o Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) e seus efeitos para os produtores rurais.

Segundo decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio da resolução nº 5.268/2025, as instituições financeiras devem considerar as informações do programa para concessão de crédito em propriedades rurais com área superior a quatro módulos fiscais, em todo o território nacional. A data de corte de verificação será a partir de 31 de julho de 2019.

Na prática, a medida cria uma nova etapa de verificação nas operações de crédito rural, utilizando dados de sensoriamento remoto que indicam a ocorrência de supressão de vegetação.

No entanto, a CNA considera que o sistema não diferencia automaticamente situações de desmatamento legal, autorizadas pelos órgãos ambientais competentes, de casos de desmatamento ilegal, além de sobreposições de propriedades e polígonos de desmatamento.

“Também podem ocorrer inconsistências decorrentes de limitações técnicas do monitoramento por satélite, como atrasos na atualização das bases ou apontamentos de ‘falsos positivos’”, destaca a entidade.

Para a Confederação, esse cenário pode gerar incertezas no processo de análise de crédito e ampliar o risco de restrições ao acesso a financiamento por produtores que estejam em conformidade com a legislação ambiental.

Diante desse cenário, a CNA enfatiza que o produtor rural necessita de conhecimento prévio sobre a eventual incidência de registros do Prodes em sua propriedade, bem como sobre os procedimentos necessários para verificar essas informações e, se for o caso, apresentar a documentação que comprove a regularidade ambiental da área.

Como saber se há restrição Prodes?

Para evitar entraves na contratação de crédito rural, é fundamental que o produtor tenha conhecimento prévio da eventual incidência de polígonos do Prodes sobre sua propriedade. Essa verificação antecipada permite tempo hábil para análise e, se necessário, contestação do polígono identificado. Veja os métodos de identificação:

Método 1:

Prodes-01
Foto: Divulgação

Método 2:

Prodes-02
Foto: Divulgação

Passo 3: Contestação dos dados

Prodes-03
Foto: Divulgação

A CNA lembra que o Código Florestal, Lei nº 12.651/2012, estabelece que o acesso ao crédito rural está condicionado à regularidade ambiental do imóvel, comprovada por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“Nesse arranjo, cabe ao Estado analisar e validar o CAR, ação que ocorreu em apenas 7,2% dos cadastros. Somente quando houver embargo é que o crédito pode ser legalmente restringido”, destaca.

Para a entidade, as Resoluções do CMN nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025 acabam por transferir parte desse papel aos agentes financeiros, criando mais uma função para os bancos. “Isso amplia a complexidade do processo e tende a elevar os custos do financiamento rural, que já são elevados no Brasil”, considera.

Por conta desses apontamentos, a CNA ressalta que tem atuado em articulação com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo nº 169/2026, de autoria do deputado Sergio de Souza, que visa sustar os dispositivos das Resoluções do CMN nº 5.268, de 2025, e nº 5.193, de 2024 do Manual de Crédito Rural.

“A iniciativa busca evitar que a concessão de crédito rural passe a depender de verificações ambientais que não foram concebidas originalmente para essa finalidade e que podem gerar insegurança jurídica, aumento de custos operacionais e dificuldades adicionais ao acesso ao financiamento da produção agropecuária”, conclui.

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Paraguai bate safra histórica e já projeta novo recorde na soja


soja, colheita
Colheita de soja. Foto: Pixabay

A colheita de soja na Região Oriental do Paraguai foi concluída e consolidou a maior safra principal já registrada no país. Com a revisão positiva dos números, a produção pode atingir um novo recorde no ciclo total, dependendo do desempenho da safrinha.

Por causa do clima favorável e uma legislação mais flexível em comparação com o Brasil, o Paraguai adota duas safras da oleaginosa.

Segundo relatório da StoneX, cerca de 97% da produção nacional está concentrada na Região Oriental, o que direciona a análise para os resultados já consolidados nessa área. No Chaco, a cultura ainda está em desenvolvimento, devido a um calendário produtivo diferente, influenciado por condições climáticas específicas.

De acordo com a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez, as preocupações iniciais com o clima mais quente e seco não se confirmaram em perdas relevantes.

“As chuvas, embora irregulares, ocorreram em momentos-chave e permitiram sustentar o potencial produtivo”, afirma. Segundo ela, o estágio avançado das lavouras no momento das adversidades também limitou impactos sobre a produtividade, apesar de atrasos pontuais na safrinha.

Ajustes positivos e produtividade

As condições hídricas consideradas adequadas ao longo do ciclo garantiram rendimentos elevados e generalizados. Houve revisões mais expressivas no norte de Alto Paraná e em Canindeyú, mas o bom desempenho se estendeu a regiões como Itapúa, Caaguazú, Guairá, Caazapá, San Pedro, Amambay e Concepción.

Com isso, a estimativa da safra principal foi elevada de 10,4 milhões para 10,9 milhões de toneladas.

“Ainda resta definir o desempenho da safrinha, mas, caso atinja 1,4 milhão de toneladas, a produção total poderá chegar a 12,29 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde histórico”, diz a analista.

Safrinha e calendário

No segundo ciclo, a disputa por área entre soja e milho influencia o andamento das lavouras. No milho, parte relevante do plantio ocorreu fora da janela ideal, principalmente na região centro-sul.

A expectativa é que a colheita do cereal se concentre a partir de meados de julho, sem oferta relevante em junho. Já a soja safrinha apresenta quadro mais estável, com colheita prevista entre o fim de abril e meados de maio. Ainda não há ajustes de produtividade para esse segundo ciclo.

Comercialização e preços

No mercado, o basis apresentou forte volatilidade nas últimas semanas. O movimento foi influenciado pela alta das cotações em Chicago (CBOT), impulsionada por sinais de aumento da demanda chinesa e pelo impacto do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e dos biocombustíveis.

Nesse cenário, o basis em Assunção saiu de cerca de US$ -45 por tonelada para US$ -80 no ponto mais baixo, antes de se recuperar para US$ -55.

Segundo a analista, a oscilação reflete principalmente a valorização internacional, enquanto o preço físico se manteve mais estável, em um ambiente de elevada oferta sazonal e forte ritmo de comercialização.

As vendas acompanham o bom desempenho da safra. A soja 2025/26 alcança 68% comercializado, acima dos 48% do mês anterior e da média histórica de 63%.

No milho, a safra 2025 está praticamente encerrada, com 97% negociado, em linha com os anos anteriores. Já a safrinha 2026 registra 22% de vendas antecipadas, acima dos 14% do mês anterior e da média de 17%.

“O avanço confirma uma postura comercial mais ativa por parte dos produtores neste ciclo”, conclui Larissa.

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StoneX faz revisão positiva da safra de soja 26/27, com ajustes em três regiões


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Foto: Pixabay

A estimativa para a safra de soja neste mês de abril da StoneX, empresa global de serviços financeiros, mudou pouco em relação ao mês anterior. A safra brasileira de soja 2025/26 segue com perspectiva de recorde, e agora foi revisada positivamente em 1%, chegando a 179,7 milhões de toneladas. 

Mesmo diante de perdas causadas por eventos climáticos adversos, com maior impacto registrado no Rio Grande do Sul, o desempenho da colheita em outras regiões tem superado as expectativas. O avanço dos trabalhos no campo resultou em ganhos de produtividade, levando a StoneX a elevar a estimativa de rendimento médio nacional para 3,69 toneladas por hectare. 

As maiores revisões ocorreram em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde as condições de desenvolvimento das lavouras se mostraram mais favoráveis. Com a colheita se aproximando da fase final, a StoneX avalia que os números da safra 2025/26 passam a ficar menos suscetíveis a mudanças relevantes, consolidando a projeção de uma safra recorde de soja no Brasil, ainda que o potencial total tenha sido parcialmente limitado pelo clima. 

 Milho

No mercado de milho, o relatório de abril trouxe ajuste positivo para a primeira safra 2025/26, cuja produção foi revisada para 27,2 milhões de toneladas, alta de 1,5% frente à estimativa anterior. O crescimento reflete, principalmente, a melhora das expectativas de produtividade em estados do Norte e Nordeste, elevando também o rendimento médio nacional.

Se confirmado, o volume produzido na safra de verão será 6,6% superior ao observado no ciclo anterior, reforçando o papel estratégico da primeira safra no abastecimento interno. No Brasil, o consumo doméstico de milho supera as exportações, tornando a produção colhida no início do ano essencial para atender à demanda até a entrada da safrinha no segundo semestre.

Por outro lado, a segunda safra de milho teve sua estimativa de produção levemente reduzida em 0,6%, passando para 106 milhões de toneladas. O ajuste decorre, principalmente, da revisão de área plantada em alguns estados, com reduções em São Paulo e Mato Grosso, em função dos atrasos no plantio.

Além das questões de área, o clima permanece como um fator de atenção. Algumas previsões meteorológicas indicam volumes de chuva abaixo da média em abril, o que levou também a uma pequena redução da produtividade esperada no Paraná. A StoneX destaca, no entanto, que as projeções climáticas ainda podem sofrer alterações, e que as próximas semanas serão determinantes para a definição do potencial produtivo da safrinha.

Considerando as três safras de milho, incluindo a terceira safra, estimada em 2,5 milhões de toneladas, a produção total no ciclo 2025/26 foi ajustada de 136 milhões para 135,7 milhões de toneladas.

No balanço de oferta e demanda, a soja teve apenas a produção revisada em abril, enquanto o consumo doméstico foi mantido em 65 milhões de toneladas e as exportações em 112 milhões. Os estoques finais aumentaram para 6,44 milhões de toneladas.

No cenário internacional, o mercado acompanha a relação entre China e Estados Unidos, com expectativa de um encontro entre os presidentes em maio.

Para o milho, além do pequeno ajuste na produção, a StoneX reduziu a previsão de exportações para 42 milhões de toneladas, refletindo a demanda interna aquecida. Os estoques finais devem permanecer elevados, garantindo o abastecimento até a chegada da safrinha.

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Organizadores da Agrishow estão otimistas apesar de cenário adverso no agro


Agrishow
Foto: Divulgação

O cenário de baixos preços de grãos, aliado à alta de custos para a agricultura, sobretudo combustíveis e fertilizantes – consequência da guerra no Oriente Médio -, é pontual e o setor de máquinas agrícolas e tecnologia “pensa a longo prazo”.

A afirmação é do presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, durante coletiva de apresentação da 31ª edição da feira, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). O executivo também é o primeiro vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“O agronegócio não para, não importa a conjuntura que estamos vivendo, nem a atual situação mundial”, reforçou Marchesan. “Temos que tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias”, completou.

Além disso, o executivo afirma que setor deve superar o atual cenário adverso. “Já passamos por situações assim e vamos passar por essa também; não é momento para pessimismo”, disse ele.

Expectativa das entidades

Também presente na coletiva, o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, Pedro Estevão, concordou que o momento é desafiador para o segmento de equipamentos agrícolas.

Mesmo assim, ele aponta que o Brasil precisaria aumentar a área semeada, nos próximos sete anos, entre 12 milhões e 15 milhões de hectares para elevar em 40% a exportação de alimentos. “Ou seja, estruturalmente, se olharmos para a frente, estamos bem”, afirmou.

É importante lembrar, ressaltou o representante da CSMIA, que, apesar do cenário atual, o setor de máquinas se planeja com antecedência. “A indústria não faz planejamento para um, dois anos, mas para um prazo bem maior, de décadas”, observou.

Ele disse ainda que, apesar de o mercado ter ficado “um pouco mais difícil”, o setor de máquinas e equipamentos agrícolas “não para de fazer investimentos em produção e produtividade, nem o agricultor”. Por isso, ele reforça que a perspectiva é de otimismo em relação à 31ª Agrishow.

A avaliação do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, segue na mesma linha. Segundo ele, o momento é de “reagir, arregaçar as mangas e ir para a frente”.

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Gigante do agro: Bahia Farm Show lança 20ª edição com expansão recorde


Gigante do agro: Bahia Farm Show lança 20ª edição com expansão recorde
Foto: Divulgação/Aiba

A 20ª edição da Bahia Farm Show, maior feira agropecuária do Norte e Nordeste, foi lançada oficialmente nesta terça-feira (31), no Oeste da Bahia. O evento de lançamento, realizado na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), reuniu a imprensa, lideranças do agronegócio regional e autoridades locais para apresentar as novidades para 2026.

A principal novidade anunciada para 2026 é o aumento de 35% na área total do complexo, que agora passará a contar com 380 mil metros quadrados.

A ampliação visa atender à crescente demanda de expositores; para este ano, são esperados mais de 500 parceiros. Além do espaço físico, a infraestrutura externa também recebe melhorias.

  • Área total: 38 hectares (380 mil m²), após ampliação de 35%
  • Expositores: mais de 500
  • Estacionamento: capacidade para 10 mil veículos
  • Empregos gerados: mais de 8 mil diretos e indiretos
  • Investimento total estimado: R$ 180 milhões
  • Novidades: aplicativo com mapa interativo em tempo real, mobilidade com veículos elétricos e central de monitoramento 24h com reconhecimento facial.
  • Acessos: construção de novas vias para otimizar o fluxo de entrada e saída, visando reduzir o risco de acidentes na BR-242.
Bahia Farm Show lança 20ª edição com expansão recorde
Foto: Divulgação/Aiba

Impacto Econômico e Social

O diretor da feira, Alan Malinski, ressaltou que as mudanças buscam oferecer mais conforto e segurança aos visitantes e expositores.

O impacto do evento na região é consolidado: apenas em 2025, a feira foi responsável pela geração de mais de 8 mil empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, o evento reafirma a posição do município como um polo de inovação e desenvolvimento.

Na nossa cidade, assim como na feira, estão presentes os principais escritórios produtivos da região, as mais importantes revendas do país, comportando todo o agronegócio do Matopiba. Na Bahia Farm Show, essa ‘magia’ pode ser vista de perto”, disse.

Otimismo para a 20ª Edição

Mesmo diante dos desafios impostos pela geopolítica global, o clima entre os organizadores é de otimismo.

Para o presidente da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, celebrar a vigésima edição simboliza a maturidade e a força do agro no Cerrado baiano.

“Isso se deve à capacidade da BFS de gerar conteúdo relevante para diferentes áreas: da economia à tecnologia, da ciência ao estilo de vida, e por acompanhar o ritmo acelerado do agro”, disse Moisés Schmidt, presidente da Aiba e da Bahia Farm Show.

Em mais um ano, o Canal Rural Bahia estará presente com uma cobertura especial na TV, site e redes sociais.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.

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Preços do trigo seguem firmes com oferta restrita



No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações


No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações
No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país apresenta movimento de firmeza nos preços, com sinais de ajuste entre oferta e demanda e menor disponibilidade em algumas origens. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário recente indica consolidação das altas, com compradores mais dispostos a elevar as indicações, enquanto vendedores mantêm pedidas mais firmes.

No Rio Grande do Sul, o mercado mostra avanço nas negociações, com compradores admitindo valores entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada no interior, dependendo de qualidade e localização, para embarque em maio. Do outro lado, vendedores pedem entre R$ 1.250 e R$ 1.350. A ausência recente de ofertas de trigo argentino também contribui para sustentar os preços, embora haja previsão de chegada de um navio de trigo uruguaio em Porto Alegre. No mercado interno, o preço ao produtor subiu para R$ 57,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o abastecimento segue apoiado principalmente no trigo gaúcho, ao redor de R$ 1.200 mais custos de frete e ICMS, enquanto o produto local gira próximo de R$ 1.300 CIF, com menor disponibilidade. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 59,00 e R$ 67,00 por saca, com destaque para alta em Xanxerê e estabilidade em outras praças.

No Paraná, o mercado apresenta poucas mudanças, mas com elevação nas pedidas. As ofertas giram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada no norte do estado, com negócios ocorrendo até R$ 1.380 CIF. Nos Campos Gerais, as indicações ficam próximas de R$ 1.300. A menor movimentação também reflete o foco dos produtores na colheita de soja e milho. A perspectiva de redução de 6% na área plantada e de 12% na produção em 2026 reforça a tendência de preços sustentados. No mercado externo, não há ofertas de trigo argentino, apenas produto paraguaio cotado entre US$ 260 e US$ 262 posto Ponta Grossa.

 





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Área plantada com milho nos EUA deve ser menor na safra 2026/27, aponta USDA


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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma área de milho que veio acima da expectativa de analistas. Contudo, a estimativa ficou abaixo do registrado na safra passada.

Em seu relatório de intenção de plantio, divulgado na última terça-feira (31), o governo dos EUA estima a área de milho na temporada 2026/27 em 38,57 milhões de hectares. No ano passado, foram semeados 39,98 milhões de hectares.

Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam um número menor, de 38,24 milhões de hectares. O relatório de intenção é o primeiro do ano baseado em pesquisas junto a produtores.

Quanto à área plantada com soja, o USDA projeta 34,28 milhões de hectares, aumento ante a temporada anterior, quando foram semeados 32,87 milhões de hectares. 

Área com trigo também deve cair

Já a área total semeada com trigo no país deve alcançar 17,73 milhões de hectares, ante 18,34 milhões de hectares no ciclo anterior. A previsão dos analistas era de uma área maior, de 18,05 milhões de hectares.

As áreas de inverno e de primavera, estimadas em 13,11 milhões e 3,80 milhões de hectares, respectivamente, também vieram abaixo das previsões do mercado. 

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Palmito na Semana Santa: demanda explode e vira item disputado no Espírito Santo


palmito
Foto: Letícia Santos

O que o palmito tem a ver com a Semana Santa no Espírito Santo? A resposta começa na cozinha — e termina nas ruas. É nesse período que o ingrediente ganha status de protagonista, impulsionado pela tradição da torta capixaba, prato que atravessa gerações e transforma a rotina de feiras e pontos de venda em toda a Grande Vitória.

Na prática, o que se vê é um verdadeiro movimento sazonal. Barracas montadas, caminhonetes carregadas e consumidores atentos. O palmito fresco, ainda em troncos, vira disputa. E não é exagero: durante essa semana, ele deixa de ser coadjuvante e passa a ser indispensável.

A demanda cresce tanto que o comércio precisa se reorganizar. Prefeituras definem pontos autorizados, vendedores se deslocam de longe e a economia local ganha fôlego. Em bairros movimentados de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o cenário se repete: filas, negociações rápidas e estoque que não costuma durar até o fim da semana.

Claudia Maria flor, vendedora de palmito. Foto: Letícia Santos

Quem vive dessa venda sabe bem o peso dessa época. A comerciante Claudia Maria Flor, que há uma década trabalha com palmito em Itacibá, resume o que representa esse período: “Tem dez anos que eu trabalho com a venda de palmito neste mesmo local. Essa época é muito lucrativa, é com ela que mantenho a minha casa. Para quem gosta de trabalhar e pensa em ganhar dinheiro, a Páscoa é uma época boa para isso”, conta.

E não é só gente da região que aproveita. O vendedor Sileno Alves atravessou estados para chegar ao Espírito Santo com palmito fresco vindo do Nordeste. Ele percebe rápido o comportamento do consumidor capixaba. “As vendas aqui são muito boas. Eu vim da Bahia e estou desde a semana passada. Já vendi bastante. Acredito que antes de quarta-feira já acaba tudo”, diz.

Sileno Alves vem da Bahia para oferecer o produto no Espírito Santo. Foto: Letícia Santos

Além dos troncos tradicionais, o mercado também se adapta ao ritmo da cidade. Há quem prefira praticidade — e aí entram os palmitos já descascados, higienizados e prontos para o preparo, ampliando ainda mais as possibilidades de venda e atraindo diferentes perfis de consumidores.

O resultado disso tudo é um retrato claro de como cultura e economia caminham juntas. O palmito não é só ingrediente. É tradição, é oportunidade e é também um termômetro do que move o consumo capixaba nesta época do ano.

No fim das contas, entender o palmito na Semana Santa é entender um pedaço da identidade do Espírito Santo.

palmito
Foto: Letícia Santos

Onde comprar palmito na Grande Vitória

📍 Vitória
Avenida Mário Cypreste (próximo ao Sambão do Povo)
⏰ 6h às 20h

📍 Cariacica
Avenida Mário Gurgel (São Francisco, próximo ao Corpo de Bombeiros e Ceasa)
Rodovia Governador José Sette (Itacibá, próximo ao terminal)
Campo Grande (ao lado da Delegacia da Mulher)

📍 Serra
Laranjeiras (Terminal de Laranjeiras)
José de Anchieta (BR-101, posto Arara Azul)
Jardim Limoeiro (BR-101, próximo à Andaimes Vitória)
Serra Sede (posto São Benedito e São Judas Tadeu)
Nova Almeida (rotatória)
Jacaraípe (peixaria, colônia de pescadores e Av. Navegantes)

📍 Vila Velha
Estacionamento do Atacadão – Av. Carlos Lindenberg, 1.723
⏰ Segunda a sábado: 6h às 21h30 | Domingo: 6h às 18h
📅 Até sábado de Aleluia

📍 Viana
Feiras livres em bairros como Vila Bethânia, Marcílio de Noronha, Universal, Viana Sede e Arlindo Villaschi
🗓 Programação varia por dia da semana

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Mercado de bioinsumos cresce e bate recorde



Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil


Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil
Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil – Foto: Divulgação

O mercado de bioinsumos registrou crescimento expressivo em 2025, consolidando o avanço de tecnologias voltadas à sustentabilidade no campo. O setor movimentou mais de R$ 6,2 bilhões, com alta de 15% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a área tratada com produtos biológicos chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28% sobre 2024, refletindo a ampliação do uso dessas soluções na agricultura.

Os dados foram divulgados pela CropLife Brasil, em São Paulo, e integram o CropData, plataforma que reúne informações do setor. Segundo a entidade, o desempenho resulta da expansão da indústria, do combate a pragas resistentes e da busca por sistemas mais eficientes. Renato Gomides destacou que os bioinsumos ganham espaço em um cenário de desafios econômicos e maior pressão por práticas sustentáveis.

Entre os segmentos monitorados estão biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e inoculantes. Em área tratada, os inoculantes lideram com 40%, seguidos por bioinseticidas, bionematicidas e biofungicidas. Os inoculantes estiveram presentes em 77 milhões de hectares, reforçando seu papel na agricultura de baixa emissão de carbono. O destaque foi o avanço dos bionematicidas, com crescimento de cerca de 60%.

No valor de mercado, os bioinseticidas lideram, seguidos por bionematicidas, biofungicidas e inoculantes. Os biofungicidas tiveram a maior alta, de 41%, atingindo R$ 1,4 bilhão, impulsionados pelo controle de doenças relevantes. A soja concentra 62% do uso, seguida por milho e cana. Mato Grosso lidera entre os estados, com destaque para a soja. São Paulo e Goiás aparecem na sequência, enquanto o MATOPIBA também ganha relevância.

 





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