sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

O que está por trás da virada nos preços do açúcar



O ambiente de preços mais firmes no mês foi influenciado por tensões no Oriente Médio


O ambiente de preços mais firmes no mês foi influenciado por tensões no Oriente Médio
O ambiente de preços mais firmes no mês foi influenciado por tensões no Oriente Médio – Foto: Pixabay

A evolução recente das vendas no setor açucareiro indica uma mudança no equilíbrio de mercado e pode influenciar o comportamento dos preços nos próximos meses. O avanço nas fixações contribui para reduzir pressões que vinham limitando movimentos mais consistentes de valorização.

No Centro-Sul, os produtores entraram na safra 2026/27 em condição mais ajustada após intensificarem as fixações ao longo de março. Segundo a StoneX, o percentual vendido saltou de 41,8% para 59,5%, diminuindo a diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando o índice estava em 68,7%. A defasagem, que já chegou a 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.

O ambiente de preços mais firmes no mês foi influenciado por tensões no Oriente Médio, que levaram à redução de posições vendidas por agentes especulativos. Ao mesmo tempo, produtores aproveitaram a janela de liquidez para avançar nas vendas, o que ajudou a conter uma alta mais acentuada das cotações.

Esse movimento, embora tenha limitado ganhos no curto prazo, altera a dinâmica do mercado. A recomposição das fixações reduz a pressão vendedora que atuava como barreira informal às altas, criando um cenário mais equilibrado entre oferta e demanda.

“O mercado passa a operar em uma condição mais equilibrada, com menor resistência do lado produtor a movimentos de alta”, avalia a consultora em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Nathalia Bruni. “Se os fundamentos encontrarem um novo gatilho de alta, a resistência do lado produtor tende a ser menor do que foi observado anteriormente”, completa.

 





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Preço do boi gordo atinge maior valor da série histórica desde 1997, diz Cepea


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Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O preço da arroba do boi gordo atingiu um novo recorde nesta quinta-feira (9), de acordo com o Cepea. O indicador Boi Gordo Cepea/Esalq foi cotado a R$ 365,45, o maior valor da série histórica iniciada em 1997.

Esse movimento de alta está diretamente ligado ao desempenho das exportações brasileiras, que seguem em ritmo intenso no início de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apontam que o volume embarcado no primeiro trimestre foi o maior já registrado para o período.

Entre janeiro e março, o país exportou 701,662 mil toneladas, alta de 19,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e avanço de 36,6% frente a 2024. O resultado mantém o ritmo elevado observado ao longo do ano passado.

Além do aumento no volume, o preço da carne bovina brasileira no mercado internacional também avançou. Em março, a média foi de US$ 5.814,80 por tonelada, com alta de 3,1% frente a fevereiro e de 18,7% na comparação com março de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea, a combinação de maior volume exportado e valorização da proteína reforça a competitividade do produto brasileiro no exterior e sustenta o cenário favorável ao setor.

Esse movimento tem reflexo direto no mercado interno. Ao longo de março, a demanda externa aquecida contribuiu para manter firmes as cotações do boi gordo.

No início de abril, a tendência de alta segue. Os preços do boi gordo, do bezerro e da carne continuam em valorização, sustentados pela oferta mais restrita de animais prontos para abate e pela demanda internacional pela proteína brasileira.

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Mercados agrícolas reagem a tensões externas



A soja opera em alta
A soja opera em alta – Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas iniciam o dia com recuperação nas cotações internacionais, refletindo um ambiente de maior incerteza geopolítica e movimentações nos mercados financeiros. De acordo com a TF Agroeconômica, a abertura desta quarta-feira mostra ganhos nos principais contratos de grãos, com destaque para trigo, soja e milho.

No trigo, os contratos em Chicago avançam após a liquidação de posições por fundos de investimento no pregão anterior. O movimento de recompra ocorre em meio às tensões no Oriente Médio e às restrições no Estreito de Ormuz, que voltam a impactar o comércio global. A desvalorização do dólar frente ao euro também contribui para melhorar a competitividade das exportações americanas, enquanto a previsão de chuvas nas regiões produtoras dos Estados Unidos limita altas mais expressivas. O mercado acompanha ainda a divulgação do relatório WASDE.

A soja opera em alta, puxada principalmente pela valorização do óleo, em um cenário de volatilidade no petróleo. As tensões geopolíticas seguem como fator de sustentação, enquanto no Brasil a colheita avança para 82%, acima da média histórica. Na China, há sinais de enfraquecimento da demanda industrial, com queda no processamento e aumento dos estoques. O câmbio também pesa sobre o mercado interno, com a recente desvalorização do dólar frente ao real pressionando os preços.

No milho, os contratos acompanham o movimento positivo do petróleo, apesar da cautela persistente em relação ao cenário internacional. O cessar-fogo envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel apresenta sinais de instabilidade, e a logística global segue afetada, com centenas de embarcações ainda paradas no Golfo Pérsico.

 





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Cessar-fogo entre EUA e Irã faz dólar e petróleo caírem e alivia mercados


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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar caiu ao menor nível em dois anos, e a bolsa de valores renovou máximas históricas nesta quinta-feira (9), num dia marcado pelo alívio das tensões no Oriente Médio e maior apetite global por risco, diante de sinais de diálogo envolvendo Israel e Líbano.

O movimento foi impulsionado por expectativas de avanço diplomático na região, o que reduziu prêmios de risco e favoreceu ativos de países emergentes, como o Brasil.

Moeda

O dólar à vista encerrou o dia em queda de R$ 0,04 (-0,77%), cotado a R$ 5,063, no menor valor desde exatamente dois anos, em 9 abril de 2024. Por volta das 14h40, a moeda chegou à mínima de R$ 5,05.

A desvalorização ocorreu em linha com o enfraquecimento global da divisa estadunidense e a melhora no cenário externo, com investidores reagindo a sinais de distensão geopolítica.

Entre os fatores que contribuíram para o alívio, estão relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido a Israel a redução de ataques ao Líbano, além da indicação de que o governo israelense pretende iniciar negociações.

No ano, o dólar acumula queda de 7,75% frente ao real.

Bolsa em alta

O Ibovespa acompanhou o cenário externo positivo e atingiu, pela primeira vez, o patamar dos 195 mil pontos. O índice fechou em alta de 1,52%, aos 195.129 pontos, renovando recorde.

Foi o oitavo avanço consecutivo da bolsa brasileira e o 15º fechamento histórico em 2026. O movimento foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ações de grandes empresas, incluindo petroleiras e bancos.

No acumulado de abril, o índice sobe mais de 4%, enquanto no ano já avança acima de 21%.

Petróleo oscila

Os preços do petróleo registraram alta moderada, mas perderam força ao longo da sessão diante de sinais de possível avanço nas negociações entre Israel e Líbano.

O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em alta de 1,23%, a US$ 95,92. O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,66%, para US$ 97,87.

Apesar da recuperação parcial, os preços seguem influenciados pela expectativa de redução das tensões na região, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

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Fim de semana terá queda de temperatura e chuva no Brasil com avanço de frente fria


Foto: Governo de São Paulo

A atuação de sistemas meteorológicos mantém o tempo instável em boa parte do Brasil. A sexta-feira (10) ainda é influenciada por uma frente fria no oceano, enquanto o fim de semana será marcado pelo avanço de novas instabilidades, principalmente no Sul.

Sul

Sexta-feira

O tempo fica mais firme na maior parte da região. Há previsão de chuva fraca e isolada no litoral do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

As temperaturas seguem mais baixas, com mínimas próximas de 5°C nas áreas mais altas da Serra Catarinense. Há chance de nevoeiro e geada pontual.

Sábado

Uma área de baixa pressão entre Paraguai e norte da Argentina muda o tempo. A chuva ganha força no Rio Grande do Sul, com intensidade moderada a forte nas regiões oeste, Campanha e sul do estado. À noite, as instabilidades avançam para Santa Catarina e Paraná.

Domingo

As instabilidades seguem atuando desde cedo no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná.

Há pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais isolados. Ao longo do dia, a chuva se espalha pelo Paraná e interior catarinense, enquanto perde força na metade sul gaúcha.

Sudeste

Sexta-feira

A frente fria segue pelo oceano e mantém instabilidades. Há chuva no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em áreas do leste e norte de Minas Gerais. Em São Paulo, as pancadas ocorrem de forma irregular, principalmente entre a tarde e a noite.

Sábado

A influência marítima mantém chuva no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

No Espírito Santo e em Minas Gerais, a combinação de umidade e cavados favorece pancadas mais intensas, com risco de temporais, principalmente no interior mineiro e no norte fluminense.

Domingo

A chuva se concentra no Espírito Santo, litoral norte do Rio de Janeiro e leste de Minas Gerais.

Há pancadas de intensidade fraca a moderada, com chuva mais forte no Espírito Santo. No oeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro, há previsão de pancadas mais intensas, enquanto o restante da região segue com tempo firme e calor.

Centro-Oeste

Sexta-feira

O calor e a umidade favorecem pancadas isoladas. Chove principalmente em Mato Grosso e Goiás, com possibilidade de temporais localizados. Nas demais áreas, o tempo segue mais firme.

Sábado

As instabilidades aumentam. Há pancadas mais espalhadas em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com intensidade moderada e trovoadas, principalmente na metade oeste da região.

Domingo

As instabilidades continuam desde cedo em Mato Grosso e oeste de Goiás. Também há pancadas em Mato Grosso do Sul, com intensidade moderada a forte. Nas demais áreas, o tempo fica mais firme, com temperaturas elevadas.

Nordeste

Sexta-feira

A atuação da ZCIT e dos distúrbios ondulatórios de leste mantém chuva no litoral norte e leste. Há risco de temporais no Maranhão e pancadas em áreas da Bahia, Piauí e Ceará.

Sábado

As instabilidades aumentam. Há previsão de chuva moderada a forte no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, com risco de temporais.

Domingo

A atuação da ZCIT e dos DOLs mantém chuva desde cedo em boa parte da região. As pancadas se intensificam ao longo do dia no Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com risco de temporais. O tempo segue abafado.

Norte

Sexta-feira

A alta umidade mantém o tempo instável. Há pancadas frequentes, com risco de chuva forte e temporais no Amazonas, Pará, Acre e Roraima.

Sábado

As pancadas se intensificam em grande parte da região. Há risco de temporais e sensação de abafamento.

Domingo

As pancadas continuam em praticamente toda a região. A chuva segue com intensidade moderada a forte,

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Alta generalizada acende alerta no mercado agrícola


O mercado global de agroquímicos atravessa um período de forte pressão nos custos de produção, com reflexos diretos sobre preços e oferta. Segundo análise do engenheiro agrônomo Rafael Gomes, baseada em dados coletados junto a parceiros de mercado e preços FOB China, esse movimento é influenciado principalmente pelo cenário chinês, referência na formação de preços internacionais.

O avanço dos custos está ligado a fatores como tensões geopolíticas, alta nos preços de energia e desequilíbrios na cadeia global de suprimentos. Ao mesmo tempo, mudanças regulatórias em diferentes países têm ampliado as despesas de produção, afetando a sustentabilidade do fornecimento.

Diversas matérias-primas já registram valorização, entre elas fenol, bromo, enxofre, metanol, isopropanol, dietanolamina, além de solventes e adjuvantes utilizados nas formulações. Esse encarecimento tem impacto direto sobre produtos finais e intermediários da indústria.

O glifosato técnico acumula alta próxima de 25% desde janeiro, impulsionado por aumentos em toda a cadeia produtiva, incluindo metanol, álcalis líquidos, glicina, formaldeído, paraformaldeído e cloro líquido. A elevação, portanto, deixa de estar concentrada em um único insumo e passa a refletir um movimento mais amplo.

Outros ativos também apresentam variações expressivas no período, como thiamethoxam, com alta de até 30%, chlorantraniliprole, que chega a 70%, além de lambda-cialotrina e bifentrina, com avanços de 23% e 20%, respectivamente.

Outro fator relevante veio da China, que anunciou em janeiro o cancelamento do reembolso de impostos sobre exportação para diversos produtos, com vigência a partir de abril de 2026. A medida atinge ativos como glufosinato, acefato, malathion, profenofos e ethephon, elevando imediatamente os preços FOB em cerca de 9%.





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Dólar no menor nível dos últimos 2 anos e mais: confira os destaques econômicos do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio geopolítico no Oriente Médio, que melhorou o apetite ao risco e impulsionou os mercados globais. Em NY, bolsas subiram com dólar mais fraco, apesar de PIB abaixo do esperado e inflação ainda elevada nos EUA.

No Brasil, o Ibovespa renovou máximas aos 195 mil pontos, com forte fluxo estrangeiro e alta de blue chips. O dólar caiu a R$ 5,06, menor nível em dois anos, enquanto o foco hoje recai sobre IPCA e CPI dos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Alta silenciosa pode encarecer sua comida


A elevação dos custos de combustíveis na aviação agrícola tem ampliado a pressão sobre a produção rural e acendido um alerta para possíveis impactos nos preços dos alimentos e na economia. O movimento recente indica um cenário de alta relevante nos insumos energéticos utilizados nas operações aéreas, com efeitos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva.

Levantamento do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), realizado em abril de 2026 com 30 empresas distribuídas em nove estados, mostra que os combustíveis mais utilizados na atividade registraram aumentos expressivos. A gasolina de aviação (AVGAS) teve alta média de 67,3%, passando de R$ 8,36 para R$ 13,99, enquanto o querosene de aviação (QAV) subiu 51,6%, de R$ 5,58 para R$ 8,46. Já o etanol e o diesel apresentaram variações menores, de 6,9% e 7,7%, respectivamente.

Como a maior parte da frota utiliza AVGAS e QAV, os impactos são mais intensos nas operações com aeronaves tripuladas. O aumento dos combustíveis tem refletido diretamente nos custos das empresas, com elevação entre 14% e 40%, e média próxima de 25%. Diante disso, o repasse aos clientes já supera 10% em algumas regiões.

O índice de inflação da aviação agrícola chegou a registrar queda em fevereiro, mas a estimativa para março aponta forte alta, impulsionada pela valorização do câmbio e pelo encarecimento de insumos energéticos. Esse cenário reforça a tendência de pressão inflacionária no setor.

Segundo o levantamento, o efeito não se limita às empresas. A aviação agrícola atende regiões que concentram a maior parte da produção nacional, o que amplia o alcance dos impactos. Com mais de 40% das exportações brasileiras concentradas em produtos agropecuários e forte dependência da operação aérea, o aumento de custos tende a se refletir nos preços internos, na competitividade e na balança comercial.


 





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Emoção pode ser a chave para atitudes sustentáveis



O estudo foi liderado pela Universidade de Coimbra


O estudo foi liderado pela Universidade de Coimbra
O estudo foi liderado pela Universidade de Coimbra – Foto: Divulgação

A relação entre emoções e comportamento tem ganhado destaque nos estudos sobre alterações climáticas, especialmente na forma como o desconforto psicológico pode influenciar atitudes sustentáveis. Uma investigação recente indica que níveis moderados de preocupação com a crise climática podem estimular ações concretas em prol do ambiente, contribuindo para mudanças no comportamento individual.

O estudo foi liderado pela Universidade de Coimbra, no âmbito da linha de investigação em Psicologia das Alterações Climáticas do Instituto de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina. A análise envolveu 577 adultos da população portuguesa e avaliou a ligação entre características pessoais positivas, como empatia, altruísmo e conexão com a natureza, e a adoção de práticas sustentáveis.

Os resultados mostram que indivíduos com níveis mais elevados dessas características tendem a adotar comportamentos pró-ambientais com maior frequência. Além do efeito direto, os investigadores identificaram um impacto indireto mediado pelas emoções associadas às alterações climáticas. Níveis moderados de preocupação e mal-estar funcionam como impulso para ações como reduzir o consumo de recursos, escolher meios de transporte mais ecológicos e apoiar políticas ambientais.

Por outro lado, o estudo alerta que o sofrimento psicológico intenso pode ter efeito contrário, tornando-se paralisante e prejudicial ao funcionamento diário. A investigação contribui para a compreensão dos fatores psicológicos envolvidos na resposta social à crise climática e aponta caminhos para estratégias de comunicação e intervenção que incentivem atitudes sustentáveis sem agravar o sofrimento emocional.

 





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Safra 26/27 entra em alerta com disparada de custos



As estimativas consideram alguma acomodação nos preços


As estimativas consideram alguma acomodação nos preços
As estimativas consideram alguma acomodação nos preços – Foto: United Soybean Board

O avanço das tensões no Oriente Médio passou a influenciar diretamente o planejamento da próxima safra brasileira, ainda em fase de definição de custos e estratégias produtivas. Segundo a Veeries, o cenário internacional já se consolidou como um fator estrutural para a temporada 2026/27, independentemente da duração de um eventual cessar-fogo anunciado recentemente.

Em pouco mais de um mês, os preços dos insumos, especialmente fertilizantes, registraram alta significativa em todas as culturas. Esse movimento tem levado produtores a revisar planos de plantio, com tendência de redução de área e maior cautela nas decisões. O ambiente de incerteza interrompe o ritmo de comercialização e reforça a postura de espera no campo.

As avaliações foram apresentadas no Market Update Grãos de abril, divulgado aos clientes da consultoria, enquanto os impactos sobre as compras de insumos aparecem no relatório Farmer Purchases, também de divulgação mensal. Os dados indicam que a elevação de custos já afeta diretamente o desenho da próxima safra.

A soja, por apresentar maior resiliência à redução no uso de fertilizantes, deve registrar a menor expansão de área em duas décadas. Ainda assim, o crescimento será limitado. Outras culturas tendem a enfrentar retração mais intensa, com projeções de queda relevante para trigo, arroz e algodão.

As estimativas consideram alguma acomodação nos preços dos insumos ao longo dos próximos meses. No entanto, a continuidade do conflito e possíveis instabilidades em rotas estratégicas de abastecimento podem ampliar as perdas de área. Com margens já pressionadas, o produtor brasileiro enfrenta dificuldades para absorver novos aumentos de custos, o que reforça o cenário de cautela para a safra 26/27.

 





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