sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

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Dia Mundial do Café: cafeicultura baiana reafirma força com produção superior a 220 mil t


café, dia mundial do café. Imagem gerada por IA via Freepik
Imagem gerada por IA: Freepik

Ele está nas mesas dos lares ou escritórios, balcões de padarias, bares, restaurantes, eventos e em muitos outros lugares. Tem gente que não vive sem. A verdade é que o café é uma bebeida democrática, apesar de estar mais cara. Além de entregar sabor e energia, o café tem sua importância e história consolidadas no agro brasileiro. Nesta terça-feira (14), Dia Mundial do Café, uma das bebidas mais queridas do Brasil coloca a Bahia em destaque na produção nacional, com uma previsão de colher 227,9 mil toneladas do grão em 2026.

De acordo com estimativa do IBGE, o estado responderá por 5,9% da produção nacional, que deve somar 3,848 milhões de toneladas. A produção baiana só deve ser menor do que as de Minas Gerais (1,944 milhão de toneladas), Espírito Santo (1,066 milhão) e São Paulo (320,2 mil toneladas).

No entanto, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) e a Produção Agrícola Municipal (PAM) mostram que, em comparação com 2025, quando a Bahia produziu 261,6 mil toneladas, deve haver uma queda de 12,9% no volume colhido no estado.

Ainda assim, a cafeicultura segue como um dos principais segmentos do agronegócio baiano. Nos últimos dez anos, desde 2016, o café canephora — predominante na Bahia — cresceu em relevância e deve representar, em 2026, seis em cada dez toneladas do total colhido: 58,4% ou 133.055 toneladas.

O café arábica, por sua vez, tem estimativa de produção de 94.800 toneladas neste ano, o equivalente a 41,6% do total.

Maiores produtores do estado

Os municípios de Itamaraju (26,1 mil toneladas), Prado (22,7 mil toneladas), Barra da Estiva (15,6 mil toneladas), Porto Seguro (15,0 mil toneladas) e Barra do Choça (14,9 mil toneladas) foram, em 2024, os maiores produtores de café da Bahia. Itamaraju detém a 15ª maior produção municipal do Brasil.

Na zona rural de Ituaçu — município que faz divisa com Barra da Estiva —, o cafeicultor Humberto Caires, de 54 anos, falou com orgulho da herança de trabalho no campo que recebeu dos pais.

Ele contou que, desde criança, vive a agricultura e cultiva atualmente café arábica em cerca de 10 hectares.

“O sentimento de trabalhar com café é um prazer enorme, ainda mais sabendo que veio de minhas gerações passadas”, disse. A produção é vendida na região e, quando o clima favorece a produtividade, o produto alcança outros lugares do estado.

Cafeicultor baiano, de Ituaçu, cidade vizinha a Barra da Estiva
Humberto Caires, cafeicultor de Ituaçu (BA) | Foto: Arquivo pessoal

Em Itamaraju, Prado e Porto Seguro, a produção investigada foi inteiramente de café canephora. Já em Barra da Estiva e Barra do Choça, foi de café arábica;

Valor para agricultura

O café gerou o quarto maior valor da agricultura baiana em 2024, entre os 64 produtos investigados pelo IBGE no estado: R$ 4,023 bilhões. O montante representa 8,5% do valor agrícola total daquele ano, que somou R$ 47,347 bilhões.

Na Bahia, o valor da cafeicultura foi inferior apenas aos gerados pela soja (R$ 14,433 bilhões), pelo cacau (R$ 6,519 bilhões) e pelo algodão herbáceo (R$ 6,443 bilhões).

O valor gerado pelo café no estado aumentou 47,7% entre 2023 e 2024 (um acréscimo de R$ 1,3 bilhão*) e foi o maior desde o início do Plano Real, em 1994. Esta foi a quinta alta anual consecutiva do valor da cafeicultura na Bahia.

Preço e Inflação

O que também subiu em 2024 foi o preço para o consumidor. O café moído foi um dos principais “vilões” da inflação oficial na Região Metropolitana de Salvador nos últimos dois anos.

Em 2024, o item registrou aumento de 42,68%, a maior alta entre todos os cerca de 200 produtos e serviços pesquisados para o cálculo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Em 2025, o preço subiu ainda mais: 42,91%, a segunda maior alta entre todos os itens pesquisados.

Já no primeiro trimestre de 2026, de acordo com a prévia da inflação de março, medida pelo IPCA-15, o preço do café apresenta uma leve queda acumulada de -1,03% na RM Salvador.


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Embrapa lança nova braquiária com alta produtividade e foco no Cerrado


Foto: Embrapa/ Allan Kardec Ramos

A Embrapa, em parceria com a Unipasto, lançou a BRS Carinás, a primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens. A nova forrageira chega ao mercado com foco em aumento de produtividade, adaptação ao Cerrado e melhor desempenho em sistemas integrados.

Recomendada para solos de baixa fertilidade, a cultivar se destaca pela produção de até 16 toneladas de matéria seca por hectare ao ano, além de maior proporção de folhas — parte mais nutritiva para o gado. Outro diferencial é a tolerância a solos ácidos e pobres em fósforo, característica importante para áreas extensivas.

Segundo a Embrapa, a BRS Carinás também apresenta maior capacidade de suporte animal e ganho de peso por área, superando a tradicional cultivar Basilisk, conhecida como braquiarinha. A nova opção surge como alternativa para diversificação de pastagens, especialmente em regiões com limitações de solo.

De acordo com o pesquisador Sanzio Barrios, da Embrapa Gado de Corte, a cultivar tem bom desempenho durante o período seco. “Ela pode ser vedada no fim do verão e utilizada estrategicamente na seca, garantindo oferta de forragem em um momento crítico”, explica.

Mais produção e eficiência no campo

Ensaios indicam que a BRS Carinás produz cerca de 18% mais forragem durante a estação chuvosa. Quando vedada para uso na seca, pode oferecer até 40% mais massa de forragem em comparação à Basilisk, com predominância de material vivo, o que melhora a qualidade da dieta animal.

Na prática, isso se traduz em maior produtividade: testes com bovinos de corte apontam ganho de peso por hectare cerca de 12% superior em relação à braquiarinha, mantendo o mesmo manejo.

Outro ponto positivo é o porte mais ereto e a resistência ao acamamento, mesmo em áreas vedadas, o que facilita o manejo e reduz perdas.

Destaque para integração lavoura-pecuária

A nova cultivar também se mostra promissora em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Em consórcio com milho, não houve impacto na produtividade da lavoura, enquanto a forrageira se estabeleceu de forma eficiente.

Na entressafra, a produção de forragem pode ser até 70% superior à de espécies tradicionalmente usadas nesses sistemas, garantindo mais alimento para o gado e melhor cobertura do solo. Além disso, a rápida rebrota e o alto volume de palhada favorecem o plantio direto e a conservação do solo.

Outro benefício está na ciclagem de nutrientes. Em consórcio com soja, a decomposição da palhada pode gerar economia significativa com fertilizantes, contribuindo para redução de custos na propriedade.

Potencial de expansão

Até então, a Basilisk era a única cultivar da espécie disponível no Brasil, com uso limitado por sua baixa resistência a pragas como cigarrinhas. Apesar disso, ainda figura entre as mais plantadas no país.

Com a BRS Carinás, a expectativa da Embrapa é atender à demanda por sistemas mais produtivos e sustentáveis, além de ampliar o uso da espécie em novas regiões. A cultivar também tem potencial para expansão em outros biomas brasileiros e países da América Latina com sistemas baseados em braquiárias.

A nova forrageira chega como mais uma ferramenta para intensificação da pecuária, com foco em eficiência produtiva e melhor aproveitamento das áreas de pastagem.

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AgroNewsPolítica & Agro

Wine South America 2026 deve movimentar negócios do setor vitivinícola no Brasil


Em contagem regressiva: falta um mês para a Wine South America 2026, que acontece de 12 a 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), na Serra Gaúcha, maior polo produtor de vinhos do Brasil. Consolidada como uma plataforma de negócios do setor vitivinícola na América Latina, a feira reunirá mais de 400 marcas nacionais e internacionais, com rótulos de mais de 20 países.

Ao longo de três dias, o evento deve concentrar milhares de conexões comerciais e reforçar seu papel como hub de negócios do vinho, reunindo produtores, compradores e especialistas em um ambiente voltado à geração de oportunidades e à troca de conhecimento. Tudo isso em um destino enoturístico que permite que compradores visitem in loco vinícolas e produtores, ampliando conexões e facilitando a geração de negócios.

A presença internacional cresce nesta edição, com países como Itália, Portugal, França, Espanha, Chile e Argentina, além de estreias como Nova Zelândia e Alemanha, ampliando a diversidade de origens e reforçando o interesse global pelo mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a feira evidencia a evolução da vitivinicultura nacional, reunindo vinícolas de diferentes regiões do país: além da Serra Gaúcha, ganham espaço novos terroirs como Santa Catarina, Bahia, Goiás, Espírito Santo e Pernambuco, refletindo a expansão e a diversidade do vinho brasileiro.

O credenciamento para a WSA 2026 está disponível no site da feira, bem como a programação completa.

Wine South America 2026 em números

+ de 400 marcas nacionais e internacionais,

+ de 20 países participantes,

+ de 5.000 rótulos de vinhos e espumantes,

+ de 2.000 reuniões de negócios.





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AgroNewsPolítica & Agro

Por que o preço do milho caiu?


O mercado brasileiro de milho atravessa um período de estabilidade relativa, com as cotações oscilando próximas de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo de quase todo o mês de abril de 2026. Apesar da aparente constância, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Esalq/USP, identificaram pequenas retrações nos preços internos nos últimos dias, resultado de uma combinação de fatores que afeta tanto o lado da oferta quanto o da demanda.

Do lado dos compradores, a postura dominante foi de prudência. Muitos agentes se mantiveram à margem das negociações, declarando dispor de estoques suficientes para o curto prazo e preferindo aguardar até que as cotações apresentem recuos mais relevantes antes de retomar as compras. Essa expectativa de queda adicional reduziu o volume de negócios e contribuiu para o enfraquecimento da demanda no período, segundo dados divulgados pelo Cepea.

Vendedores, atentos à demanda enfraquecida, chegaram a reduzir os valores ofertados em alguns momentos — sinal claro de que o poder de barganha se deslocou para o lado dos compradores.

Já os vendedores, pressionados pela menor liquidez do mercado, adotaram uma postura mais ativa nas negociações. Conforme dados do Cepea, houve momentos em que esses agentes reduziram os valores ofertados na tentativa de fechar negócios, refletindo a assimetria de forças vigente. A disposição para ceder nas cotações indica que, ao menos no curto prazo, os vendedores preferem garantir o escoamento do produto a esperar por uma eventual recuperação dos preços.

Entre os fatores estruturais que explicam esse movimento, o Cepea aponta em primeiro lugar a queda do câmbio, que diminuiu a paridade de exportação do cereal. Com um real mais valorizado frente ao dólar, o milho brasileiro perde competitividade no mercado externo, o que redireciona parte da oferta para o mercado doméstico e, consequentemente, aumenta a pressão baixista sobre os preços internos.

A isso se somam o avanço da colheita da safra verão e o retorno das chuvas nas principais regiões produtoras de segunda safra. A normalização hídrica favorece o desenvolvimento das lavouras e melhora as perspectivas de produção para os próximos meses. Para os agentes de mercado, esse cenário reforça a expectativa de oferta mais abundante à frente, o que justifica a cautela nas compras e a relutância em pagar prêmios sobre os preços atuais.

 





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Feijão 2ª safra avança com bom desenvolvimento


A colheita do feijão da primeira safra está praticamente concluída no Rio Grande do Sul, alcançando 97% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9). As áreas restantes concentram-se em regiões de maior altitude, onde o plantio ocorreu de forma mais tardia.

De acordo com o levantamento, nessas localidades o desempenho produtivo foi impactado por condições climáticas menos favoráveis registradas entre janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva da cultura. Nas demais regiões, onde o plantio foi realizado mais cedo, as lavouras mantiveram o potencial produtivo inicialmente esperado. A projeção indica uma área de 23.029 hectares, com produtividade média estimada em 1.781 kg/ha.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita atinge 70% da área e deve ser finalizada na primeira quinzena de abril. Nessa área, a produtividade média está em torno de 1.200 kg/ha, abaixo da expectativa inicial de 2.400 kg/ha.

Em relação à segunda safra, o avanço da cultura ocorre dentro do esperado, com 13% da área colhida e 18% em fase de maturação. A maior parte das lavouras encontra-se em estádios reprodutivos, enquanto áreas mais tardias ainda estão em desenvolvimento vegetativo. As condições de umidade do solo, mesmo com chuvas irregulares, têm sustentado o desenvolvimento das plantas e favorecido a formação de vagens e o enchimento de grãos.

O informativo aponta que o estado fitossanitário das lavouras é considerado adequado, com aplicações em andamento para o controle de pragas e doenças. Na região de Ijuí, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e baixa incidência de problemas fitossanitários, enquanto em Santa Maria cerca de 25% da área já foi colhida, com rendimentos próximos às estimativas iniciais.

Na região de Soledade, o desempenho das lavouras é sustentado pela combinação de temperaturas elevadas e disponibilidade hídrica no solo, com a maior parte das áreas concentrada nas fases de florescimento e enchimento de grãos.





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Agro paulista registrou superávit de US$ 4,49 bilhões no 1º trimestre


O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 4,49 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 6,03 bilhões, frente a importações de US$ 1,54 bilhão. No período, o setor respondeu por 38,5% das exportações totais do estado, enquanto as importações representaram 7,4%. O desempenho ocorre em um contexto de déficit na balança comercial geral paulista, que apresentou saldo negativo de US$ 5,24 bilhões no mesmo intervalo.

De acordo com a análise, as exportações para o Oriente Médio recuaram em março, com queda de 17,5% na comparação anual, enquanto as vendas ao Irã diminuíram 8,5% no acumulado do trimestre. A retração está associada às tensões geopolíticas na região. Ainda assim, o relatório aponta que os impactos foram pontuais e não comprometeram o resultado geral do setor.

Entre os principais segmentos exportadores, o complexo sucroalcooleiro liderou com 25,6% das vendas externas, somando US$ 1,5 bilhão. Na sequência aparecem carnes, produtos florestais, sucos e o complexo soja, que juntos concentraram a maior parte da pauta exportadora. O café ocupou a sexta posição, com participação de 6,9% e receitas de US$ 418 milhões.

As variações em relação ao mesmo período do ano anterior indicaram aumento nas exportações de produtos florestais e carnes, enquanto setores como sucos, soja, sucroalcooleiro e café registraram queda. Segundo o levantamento, essas oscilações refletem mudanças nos preços e nos volumes embarcados.

A China manteve-se como principal destino das exportações do agronegócio paulista, com 23,6% de participação, seguida pela União Europeia, com 15,8%, e pelos Estados Unidos, com 9,4%.

O diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Carlos Nabil Ghobril, destacou mudanças no destino das exportações de açúcar. “No ano passado, a China liderava como principal importadora. Já neste primeiro trimestre, o país não aparece nem entre os cinco maiores destinos. Em contraste, a Índia, que também é uma grande produtora e, em alguns momentos, rivaliza com o Brasil, assumiu a liderança como principal importadora. Assim, o principal destino das nossas exportações de açúcar alcooleiro passou a ser a Índia. Esse movimento evidencia uma mudança relevante nos mercados compradores desse que é um dos nossos principais produtos”.

No cenário nacional, São Paulo ocupa a segunda posição no ranking de exportações do agronegócio, com 15,8% de participação, atrás de Mato Grosso, que lidera com 20,9%. A análise da balança comercial é elaborada por pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à secretaria estadual.





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Preços recuam neste início de abril; mercado busca novo equilíbrio



Cotações dos feijões preto e do carioca iniciaram abril em queda


Foto: Canva

Após terem registrado avanços expressivos ao longo do primeiro trimestre e atingido patamares recordes, as cotações dos feijões preto e do carioca iniciaram abril em queda, segundo apontam os dados do Cepea/CNA. Enquanto a oferta limitada sustentou os preços nos três primeiros meses do ano, a retração da demanda passou a exercer pressão nestas últimas semanas.

Pesquisadores do Cepea indicam que, nesse contexto, o mercado busca um novo equilíbrio, influenciado pela lenta transmissão de preços entre a indústria e o varejo e pela transição para a segunda safra, especialmente diante das incertezas climáticas no Sul do País. No front externo, as exportações brasileiras de feijão somaram 27,28 mil toneladas em março, volume 2,4% superior ao de fevereiro e 51,3% maior que o de março de 2025, segundo apontam dados da Secex.

As importações, por sua vez, totalizaram 3,13 mil toneladas no mês, recuo de 17% frente a fevereiro (quando foi registrado o maior volume desde novembro de 2023), mas ainda cerca de quatro vezes superiores às de março do ano passado.





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Produção brasileira de carnes deve alcançar 33 milhões de toneladas em 2026


complexo carne exportações
Foto: Pixabay/ Montagem: Canal Rural

A produção de carne suína e de frango deverá atingir neste ano o maior patamar da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando as 22 milhões de toneladas quando somadas, indica o Quadro de Suprimento da entidade.

Com a inclusão da carne bovina, o valor total estimado para a produção das três proteínas é de 33,38 milhões de toneladas, volume próximo ao estimado para 2025, quando o Brasil registrou produção recorde.

Essa tendência é acompanhada do aumento da disponibilidade interna de carne de aves e de suínos. Em termos percentuais, a produção de carne suína apresenta o maior incremento previsto em relação a 2025, aproximando-se de 4%.

Com o rebanho suíno alcançando o melhor montante da série histórica, equivalente a 44,8 milhões de cabeças, estima-se que o total produzido da proteína chegue a 5,88 milhões de toneladas, superando os anos anteriores.

“O cenário indica aumento da demanda e das exportações, impulsionadas pela abertura de novos mercados”, analisa o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.

O país deve exportar cerca de 1,58 milhão de toneladas de carne suína, ganho de 6,1% em comparação a 2025, confirmando o crescimento progressivo do mercado, acentuado a partir de 2020, ano em que as exportações brasileiras da proteína chegaram ao marco de milhão de toneladas.

Segundo o estudo da Conab, mesmo com a alta nas vendas internacionais, também é esperado um aumento de 3,4% para a quantidade do produto no mercado interno, com disponibilidade de aproximadamente 4,33 milhões de toneladas.

Produção de carne de aves

A avicultura de corte também segue a tendência de ultrapassagem da série histórica. A produção deve alcançar mais de 16 milhões de toneladas, consolidando a posição do Brasil como principal fornecedor mundial.

Os dados sistematizados pela Companhia demonstram crescimento de 3,6% nas exportações, com estimativa de 5,34 milhões de toneladas.

“As exportações devem continuar em ascensão em 2026, graças ao baixo impacto da gripe aviária no Brasil em comparação a outros países, reflexo das boas condições sanitárias que asseguram a qualidade e segurança da produção brasileira”, avalia Rabello.

No mercado interno, a disponibilidade prevista é de 10,85 milhões de toneladas. “O incremento de 1,8% em relação ao ano anterior mantém as expectativas favoráveis para a comercialização do produto”, destaca o estudo.

Produção de carne bovina

A Conab prevê uma leve queda na produção de carne bovina, que pode chegar a 5,3% em comparação a 2025. Ainda assim, neste ano o país deve registrar a segunda maior produção da série, estimada em 11,3 milhões de toneladas produzidas.

O ano de 2025 foi simbólico para a bovinocultura brasileira. Além do recorde de produção na série histórica nacional, o país alcançou a posição de maior produtor mundial de carne, pela primeira vez, na série histórica elaborada desde 1960 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A Conab avalia que com os investimentos em genética, nutrição e manejo que têm garantido maior produtividade ao plantel, a queda na produção pode ser inferior à prevista.

Ainda segundo a estimativa da Companhia, 4,35 milhões de toneladas de carne bovina devem ser exportadas, valor que, se avaliado no conjunto da série histórica da bovinocultura de corte, supera a taxa anual registrada entre 2018 e 2024.

A redução no volume de vendas neste ano reflete o início da reversão do ciclo pecuário e a cota de salvaguarda chinesa, em vigor desde 1° de janeiro. Por meio da medida, a China, maior importadora da carne bovina brasileira nos últimos dois anos, limitou as exportações nacionais à cota de 1,1 milhão de toneladas por ano, com pagamento de sobretaxa de 55% aos valores excedidos.

O gigante asiático também estabeleceu cotas para outros exportadores da proteína, incluindo Argentina, Austrália e Uruguai. Nessa conjuntura, as exportações de carne bovina devem atingir um volume elevado na primeira metade do ano.

Produção de ovos

As expectativas para a avicultura seguem aquecidas para a produção de ovos, com previsão de 51,2 bilhões de unidades, alta de 4,6% em relação ao resultado projetado para 2025, correspondente a 49 bilhões de unidades.

O aumento da disponibilidade para o mercado interno é outro ponto de relevância da série de dados, completando o quadro favorável para a avicultura nacional.

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Nova variedade espontânea de banana é registrada pelo Mapa


banana clarinha
Foto: Divulgação

Uma nova variedade de banana foi identificada em Santa Catarina e registrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A banana Clarinha (SCS455) foi descoberta de forma espontânea no município de Luiz Alves, no Vale do Itajaí, importante região produtora da fruta.

A cultivar agora está inscrita no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura (RNC-Mapa), sob o nº 58.447. De acordo com a pasta, as mudas poderão ser adquiridas junto a empresas produtoras devidamente registradas no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).

Mutação natural

Originada de uma mutação natural da banana caturra, a nova variedade apresenta casca mais clara e brilhante, característica associada à redução de aproximadamente 43% no teor de clorofila.

De acordo com os ensaios realizados na cultivar, esse diferencial contribui para retardar o escurecimento da fruta após a colheita e amplia sua atratividade comercial. A identificação e a validação contaram com estudos da Epagri, iniciados em 2018.

Os ensaios confirmaram que a Clarinha mantém produtividade equivalente à variedade tradicional, agregando, contudo, um diferencial estético que pode favorecer a comercialização e a rentabilidade dos produtores catarinenses, especialmente no período de inverno, quando a tendência ao escurecimento nas prateleiras é mais acentuada.

Apta para uso comercial

Com o registro no Mapa, a cultivar passa a estar apta para uso comercial. Com isso, Santa Catarina passa a contar com seis variedades identificadas, com destaque para municípios como Luiz Alves e Corupá.

“O registro de novas cultivares demonstra a capacidade de inovação da agropecuária catarinense e o papel do Ministério da Agricultura em garantir segurança, rastreabilidade e competitividade para o setor […]”, destacou o superintendente do Mapa em Santa Catarina, Ivanor Boing.

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Boi gordo com novas altas: veja o comportamento da arroba neste começo de semana


derivativos boi gordo
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo ainda se depara com elevação dos preços, com os frigoríficos ainda encontrando grandes dificuldades na composição de suas escalas de abate.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias comenta que o que chama a atenção é que o movimento da B3 vai no sentido oposto, ainda com preocupações em torno do esgotamento da cota chinesa, o que deve acontecer entre os meses de maio e junho.

Vale lembrar que o gigante asiático impôs restrições a todos os exportadores de carne bovina, fixando limites para as compras que, no caso do Brasil, é de 1,1 milhão de toneladas em 2026.

“Os frigoríficos seguem apontando para alterações no perfil das operações. Com maior ociosidade média, férias coletivas foram anunciadas em Mato Grosso na última semana, o que aumenta a possibilidade para que também haja férias coletivas em outros estados, a exemplo de Mato Grosso do Sul, Tocantins e Pará”, considera Iglesias.

De acordo com ele, o aumento da ociosidade na indústria deve ser ainda mais representativo a partir de maio, considerando o potencial término da cota chinesa.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 371,02 — na sexta: R$ 370,42
  • Goiás: R$ 359,02 — na sexta: R$ 358,75
  • Minas Gerais: R$ 354,12 — na sexta: R$ 353,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 361,82 — na sexta: R$ 361,25
  • Mato Grosso: R$ 366,08 — na sexta: R$ 365,41

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços mais altos no decorrer da segunda-feira, com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“O limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, mesmo diante da recente recuperação dos preços da carne de frango”, sinaliza o analista.

  • Quarto traseiro: R$ 28,00 por quilo, alta de R$ 0,50;
  • Quarto dianteiro: R$ 23,00 por quilo, alta de R$ 0,50;
  • Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo, alta de R$ 0,40.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,26%, sendo negociado a R$ 4,9972 para venda e a R$ 4,9952 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9833 e a máxima de R$ 5,0393.

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