terça-feira, abril 21, 2026

Autor: Redação

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Geopolítica ganha força no mercado de algodão



“A geopolítica deixou de ser um fator periférico”


“A geopolítica deixou de ser um fator periférico"
“A geopolítica deixou de ser um fator periférico” – Foto: Canva

O mercado global de algodão inicia o segundo trimestre de 2026 sob influência crescente de fatores externos que aumentam a volatilidade e reduzem a previsibilidade dos negócios. Questões geopolíticas, incertezas climáticas, movimentação de fundos e gargalos logísticos estão entre os principais elementos que vêm alterando a dinâmica tradicional de oferta e demanda.

De acordo com a Artigas do Brasil, os conflitos no Oriente Médio seguem pressionando rotas marítimas estratégicas, elevando custos de frete, seguros e prazos de entrega. Esse cenário tem impacto direto no fluxo do comércio internacional e reforça a instabilidade do mercado.

“A geopolítica deixou de ser um fator periférico. Tornou-se o principal motor do mercado. Interrupções em corredores marítimos críticos estão impactando custos, prazos e a confiabilidade das entregas”, afirma Danny Van Namen, sócio da Artigas do Brasil, com sede em São Paulo.

Além disso, problemas logísticos continuam limitando a disponibilidade efetiva da pluma, mesmo diante de uma oferta global considerada robusta. No Brasil, a dificuldade de escoamento amplia a diferença entre o volume produzido e o que realmente chega ao mercado externo.

No campo, a seca persistente nos Estados Unidos eleva o risco de perdas na produção, enquanto o aumento dos custos favorece a migração para culturas concorrentes, como milho e soja. Esse conjunto de fatores pode afetar a oferta global no próximo ciclo.

A avaliação da consultoria indica que a tendência é de maior concentração da oferta exportável em poucos países, com destaque para Brasil e Estados Unidos. Esse movimento aumenta a sensibilidade do mercado a eventos regionais.

 





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Governo anuncia linha de crédito de 15 bi para setores afetados pela guerra no Oriente Médio


notas de dinheiro
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) os setores econômicos que terão prioridade no acesso ao crédito de R$ 15 bilhões criado para atenuar os impactos da guerra no Oriente Médio e das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos (EUA).

A medida também apoia segmentos considerados estratégicos, que têm déficit na balança comercial, como indústria farmacêutica e tecnologia da informação. Os detalhes foram apresentados pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

O novo plano de socorro, anunciado no mês passado será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é uma segunda etapa do Programa Brasil Soberano, lançado em meados de 2025, destinado, à época, para as empresas exportadoras impactadas pelo tarifaço dos EUA.

As tarifas de 50% impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, acabaram sendo derrubadas por uma decisão da Suprema Corte do país, em outubro do ano passado. Elas acabaram sendo fixadas em 15% para todos os países que vendem aos EUA.

“São R$ 15 bilhões para apoiar quem foi afetado pelo tarifaço americano, quem está tendo dificuldade para exportar para o Golfo Pérsico e aqueles setores estratégicos, especialmente aqueles que têm um déficit na balança comercial. Saúde, TI, químico, são os setores que têm um déficit maior na balança comercial”, ressaltou Alckmin.

A abertura das linhas será possível após o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter aprovado, também nesta quinta-feira, resolução que definiu as condições para a oferta do crédito.

Quem tem direito

Três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme a Portaria Interministerial publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No primeiro segmento, estão as empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias impostas dos Estados Unidos, cujo faturamento bruto com exportações representou 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025.

As empresas mais atingidas são as da indústria do aço, cobre e alumínio, que pagam 50% de tarifas extras, e os setores de peças automotivas e de alguns tipos de móveis, que pagam taxa de 25% para vender aos norte-americanos.

No segundo grupo, foram incluídas as empresas de setores considerados estratégicos, pela relevância de uso de tecnologia e impacto da modernização produtiva do país, como os ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos eletrônicos e de informática, além de borracha e minerais críticos.

No terceiro grupo, o governo incluiu as empresas exportadoras e seus fornecedores para os países da região do Golfo Pérsico, no Oriente Médio. O grupo inclui empresas brasileiras que vendem para Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.

Taxas e prazos

As linhas de crédito são para financiar capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bem de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

As taxas variam de 0,94% ao mês, para investimentos, até 1,28%, para capital de giro, no caso das contratações diretas com o BNDES.

Nas contratações indiretas, com outras instituições financeiras, essas taxas variam de 1,06% a 1,41%. As carências variam de 1 ano a 4 anos (investimentos), com prazos de 5 a 20 anos para quitação.

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Ciclone e frente fria avançam no fim de semana provocando chuva em várias regiões do país


ciclone chuva tempestade
Foto: Motion Array

A atuação de um ciclone extratropical no Sul e o avanço de uma frente fria pelo oceano devem influenciar o clima em várias regiões do Brasil neste fim de semana. Enquanto algumas áreas terão alívio com tempo firme, outras seguem com chuva frequente e risco de temporais.

Sul

A sexta-feira (17) ainda é marcada pela influência do ciclone extratropical, que já se afasta, mas mantém instabilidades. Chove de forma fraca a moderada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com pontos de maior intensidade no Paraná.

O vento ganha destaque, com rajadas entre 40 e 70 km/h no litoral gaúcho, além de mar agitado.

No sábado (18) e domingo (19), o tempo se estabiliza na maior parte da região. A chuva perde força e fica mais restrita ao litoral do Paraná. Nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens e as temperaturas sobem durante o dia.

Sudeste

A sexta-feira ainda será de tempo mais aberto na maior parte do Sudeste. Há apenas chuva fraca no litoral do Espírito Santo e no extremo sul de São Paulo.

No sábado, o avanço de uma frente fria pelo oceano muda o cenário. A chuva retorna, principalmente em São Paulo, sul de Minas Gerais e áreas do Rio de Janeiro. Na capital paulista, há previsão de pancadas moderadas a fortes, com trovoadas.

No domingo, a instabilidade continua, especialmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas. Já em São Paulo, o tempo volta a ficar mais estável, com possibilidade de chuva fraca e passageira.

A umidade do ar segue em atenção no interior paulista e em Minas Gerais, com índices abaixo de 30% em alguns pontos.

Centro-Oeste

Na sexta-feira, o tempo segue firme em boa parte da região, mas há pancadas de chuva no Mato Grosso e em áreas de Goiás, com risco de temporais isolados.

No sábado e domingo, o padrão se mantém. A chuva continua mais frequente no Mato Grosso, enquanto Goiás e Mato Grosso do Sul registram pancadas mais isoladas.

As temperaturas permanecem elevadas ao longo de todo o período, com sensação de abafamento.

Nordeste

A sexta-feira já começa com chuva em áreas do litoral e no norte da região, por influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

No sábado e domingo, as instabilidades aumentam. Há previsão de chuva moderada a forte no Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com risco de temporais, principalmente no centro-norte da região.

Nas demais áreas, a chuva ocorre de forma mais irregular, enquanto o calor segue predominando.

Norte

A presença de muita umidade mantém o tempo instável na Região Norte desde a sexta-feira. Estados como Amazonas, Pará, Acre e Rondônia registram chuva moderada a forte, com risco de temporais.

A atuação da ZCIT reforça ainda mais a instabilidade no Amapá e no norte do Pará.

No sábado e domingo, o cenário pouco muda. As pancadas continuam frequentes e podem ocorrer com intensidade elevada, acompanhadas de trovoadas.

O calor e a sensação de abafamento seguem predominando em toda a região.

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Banco Central dá sinais de cautela em relação novos cortes de juros


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (17), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a ausência de avanços entre EUA e Irã esfriou o rali recente e aumentou a cautela nos mercados globais.

Bolsas em NY ficaram divididas, o petróleo estabilizou e, no Brasil, o Ibovespa interrompeu a sequência de altas enquanto o dólar se manteve abaixo de R$ 5, com dados de atividade mais fracos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Tecnologia e inovação ganham protagonismo no SIAVS com presença ampliada de empresas de equipamentos


A evolução tecnológica da cadeia de proteína animal estará no centro do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), maior evento dos setores do país, que acontecerá entre os dias 04 e 06 de agosto no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

Reunindo um número ampliado de empresas fornecedoras de equipamentos, soluções industriais e tecnologias aplicadas à produção e ao processamento de alimentos o SIAVS 2026 reforçará sua posição como principal vitrine de inovação do setor ao concentrar, em um único ambiente, soluções que abrangem todas as etapas da cadeia produtiva, da produção primária à indústria.

Com a participação de dezenas de empresas especializadas em equipamentos do campo à agroindústria, o SIAVS apresentará ao público tecnologias voltadas ao aumento de eficiência, controle de processos, segurança sanitária e sustentabilidade. O perfil dos expositores inclui fabricantes nacionais e multinacionais, desenvolvedores de tecnologias digitais e integradores de soluções industriais, refletindo o avanço consistente da automação e da digitalização no setor.

Entre os destaques estão sistemas de automação industrial, equipamentos com maior eficiência energética, equipamentos para granjas e processamentos em frigoríficos, soluções baseadas em inteligência artificial e visão computacional, tecnologias voltadas à biosseguridade, além de ferramentas de rastreabilidade e gestão de dados em tempo real. O conjunto de soluções evidencia uma cadeia produtiva cada vez mais orientada por dados, precisão operacional e padrões elevados de qualidade.

A presença dessas empresas reforça o SIAVS como ponto de convergência entre indústria, tecnologia e produção, conectando fornecedores a agroindústrias, cooperativas e produtores em busca de maior competitividade no mercado global.

“O avanço tecnológico tem sido determinante para o desempenho da proteína animal brasileira. O SIAVS reúne essas soluções em um ambiente único, permitindo acesso direto às inovações que já estão transformando a produção de alimentos”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Além da feira, o evento contará com programação técnica alinhada a essa agenda de transformação, com palestras e painéis dedicados à digitalização da produção, inteligência artificial, eficiência operacional, sustentabilidade e tendências de consumo. A proposta é integrar conhecimento técnico e soluções práticas, ampliando a capacidade de adaptação do setor aos novos desafios.

Maior edição da história do evento, o SIAVS 2026 ocupará uma área de 45 mil metros quadrados — crescimento de 50% em relação à edição anterior. A expectativa é reunir centenas de empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países, consolidando o evento entre os principais encontros globais da proteína animal.





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Lagarta-do-cartucho no milho exige manejo integrado para reduzir custos e evitar perdas


A lagarta-do-cartucho segue como a principal praga do milho no Brasil e tem elevado os custos de produção, especialmente entre fevereiro e maio, período de maior pressão nas lavouras. O manejo inadequado, baseado apenas em Inseticidas, tem resultado em controle ineficiente e aumento do risco de resistência, impactando diretamente a rentabilidade do produtor. 

A presença constante da praga em praticamente todas as regiões produtoras, favorecida pela sucessão de culturas e disponibilidade de hospedeiros, mantém o desafio ativo dentro das propriedades. Na prática, o produtor que não monitora corretamente acaba tomando decisões tardias — e mais caras. A lagarta-do-cartucho ataca o milho desde os estádios iniciais até fases mais avançadas, comprometendo o estande, a área foliar e até a formação de espigas. Esse conjunto de danos reduz o potencial produtivo e pode gerar perdas econômicas expressivas. 

Uso excessivo de inseticidas aumenta custo e pode piorar o problema

Um dos principais erros no campo ainda é o uso sequencial de inseticidas sem monitoramento técnico. Além de elevar o custo direto da lavoura, essa prática pode resultar em baixa eficiência de controle. Isso ocorre porque aplicações fora do momento ideal — principalmente com lagartas maiores e protegidas no cartucho — têm menor eficácia. Outro ponto crítico é o impacto sobre inimigos naturais, que ajudam a controlar a praga de forma biológica.

O manejo isolado não resolve o problema. A recomendação é integrar diferentes estratégias para manter a população abaixo do nível de dano econômico.

Monitoramento define o momento certo de agir

O monitoramento da lavoura é apontado como o ponto-chave para reduzir custos e aumentar a eficiência do controle. A inspeção frequente permite identificar:

– Presença de ovos e lagartas pequenas 

— Nível de dano nas folhas 

– Percentual de plantas atacadas

A tomada de decisão deve considerar esses fatores, além do estágio da cultura. O controle é mais eficiente quando realizado ainda nas fases iniciais da infestação, antes que a lagarta se instale no cartucho. 

Manejo integrado reduz custos ao longo das safras

O caminho mais eficiente, segundo dados técnicos, é o manejo integrado de pragas (MIP), que combina diferentes ferramentas:

– Uso de milho Bt com refúgio estruturado

– Controle biológico com inimigos naturais e bioinseticidas

– Aplicação racional de inseticidas

– Rotação de culturas

Manejo de plantas daninhas hospedeiras

O milho Bt continua sendo uma tecnologia central, mas depende diretamente do uso correto do refúgio para evitar a resistência da praga. Sem essa prática, o produtor pode perder eficiência da tecnologia e aumentar os custos no médio prazo. 

Rotação e controle cultural ajudam a quebrar o ciclo da praga

Outro ponto estratégico é reduzir a sobrevivência da lagarta entre safras. A presença de gramíneas e culturas sucessivas como milho–milho favorece a manutenção da praga no sistema.

A rotação com culturas menos favoráveis e o controle de plantas daninhas diminuem a pressão populacional e contribuem para um sistema mais equilibrado — com impacto direto na redução de aplicações químicas.

Resistência preocupa e exige mudança de estratégia

A capacidade da lagarta-do-cartucho de desenvolver resistência é um alerta crescente no campo. O uso repetitivo das mesmas ferramentas acelera esse processo e compromete o controle.

 





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Como ajustar a profundidade e o posicionamento da semente de feijão?


O plantio do feijão é apontado como uma etapa determinante para o potencial produtivo da lavoura, exigindo ajustes na profundidade e no posicionamento das sementes conforme as condições de solo, umidade e operação das máquinas. O manejo adequado desses fatores, segundo o texto técnico, influencia diretamente a emergência das plantas, a uniformidade do estande e a necessidade de intervenções posteriores.

A importância da profundidade de semeadura está associada à sensibilidade do feijão na fase inicial de desenvolvimento. Falhas como posicionamento inadequado da semente, baixa cobertura de solo ou desuniformidade na linha podem comprometer o estabelecimento da lavoura. Como destaca o conteúdo, “pequenas falhas no plantio — como semente muito profunda, pouca cobertura de solo ou desuniformidade na linha — podem resultar em estandes irregulares, plantas dominadas e menor aproveitamento da área”.

As condições do solo no momento do plantio também são determinantes. O texto indica que a umidade adequada é aquela em que o solo mantém estrutura equilibrada, sem formação de torrões ou excesso de compactação. Situações de solo seco ou excessivamente úmido podem prejudicar a germinação e favorecer problemas como falta de oxigenação ou apodrecimento das sementes.

A temperatura do solo é outro fator relevante para a emergência das plantas. De acordo com o material, o feijão apresenta melhor desempenho em temperaturas entre 20 °C e 30 °C, enquanto extremos térmicos podem atrasar ou comprometer a germinação. O planejamento do plantio deve considerar não apenas a umidade recente, mas também a tendência térmica dos dias seguintes.

Em sistemas com plantio direto, a presença de palhada exige regulagem adequada das máquinas. O texto ressalta que a semeadora deve garantir corte eficiente da palha e correto posicionamento da semente. Quando há incorporação de resíduos no sulco, o contato com o solo pode ser prejudicado, resultando em falhas de estande.

A profundidade de plantio deve assegurar contato com solo úmido e condições para emergência rápida. Em solos arenosos, pode ser necessário posicionar a semente em maior profundidade, enquanto em solos argilosos o excesso pode dificultar a emergência. O texto destaca que o ajuste deve considerar a localização da umidade no perfil do solo, evitando tanto o ressecamento quanto o esforço excessivo da plântula.

O posicionamento da semente na linha é tratado como fator complementar à profundidade. O conteúdo afirma que o contato entre semente e solo é essencial para a absorção de água e desenvolvimento inicial, exigindo regulagem adequada das rodas compactadoras e atenção ao fechamento do sulco.

A distribuição das sementes também influencia o desempenho da lavoura. A uniformidade no espaçamento evita competição entre plantas e falhas na linha. O texto aponta que irregularidades, como sementes agrupadas ou espaçamentos excessivos, comprometem o aproveitamento da área cultivada.

A velocidade de plantio é outro ponto crítico. Segundo o material, velocidades elevadas podem causar variações na profundidade, falhas de distribuição e sementes mal posicionadas. O desempenho da semeadora depende da compatibilidade entre velocidade, terreno e regulagem dos componentes.

A regulagem dos equipamentos, incluindo dosadores de sementes e sistemas de adubação, deve ser feita conforme as características do lote utilizado. O texto ressalta que diferenças no tamanho das sementes exigem ajustes específicos para garantir uniformidade na distribuição.

O uso de tratamento de sementes e inoculantes também é citado como prática relevante para a fase inicial da cultura. O manejo deve seguir orientações técnicas, considerando compatibilidade entre produtos e condições de aplicação.

Após o plantio, a avaliação do estande é indicada como etapa essencial para identificar falhas e orientar decisões. A análise do padrão de emergência permite distinguir problemas mecânicos, fitossanitários ou relacionados ao ambiente.

O monitoramento fitossanitário nas fases iniciais também é destacado, com atenção a pragas de solo e doenças que podem comprometer o estabelecimento das plantas. O texto reforça que o manejo deve integrar práticas preventivas e acompanhamento técnico.

Por fim, a tomada de decisão diante de falhas no estande deve considerar fatores como intensidade do problema, distribuição das perdas e condições climáticas. Dependendo do cenário, pode ser necessário ajustar o manejo, replantar áreas específicas ou manter o cultivo, sempre com suporte técnico especializado.





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Mercado lácteo acelera recuperação dos preços



Mercado de leite spot registrou nova alta



Foto: Pixabay

Os preços de leite e derivados seguiram em recuperação ao longo de março de 2026. O mercado de leite spot registrou nova alta nas duas quinzenas do mês, refletindo menor oferta de leite cru e continuidade do movimento de repasse no mercado atacadista.

Os preços de leite UHT, queijo muçarela e leite em pó avançaram em relação ao mês anterior, em um ambiente de mercado mais firme e remarcações de preços no atacado. Isso acabou sustentando repasses no campo, em um momento de entressafra do leite brasileiro. No entanto, o volume importações segue elevado e o ambiente internacional é de incertezas neste ambiente de conflito EUA-Irã, o que demanda atenção e cautela nos próximos meses.

Conseleites projetam forte valorização no preço ao produtor

As sinalizações dos Conseleites apontaram variações positivas em todos os estados analisados. O movimento indica continuidade da recuperação de preços ao produtor, com projeções de alta mais expressivas do que as observadas no mês anterior. Paraná apresentou a valorização mais forte, seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

Arroba de boi e bezerros registram valorização em março

Em março de 2026, o mercado pecuário manteve a trajetória de valorização nos preços. A alta na arroba do boi foi sustentada pela oferta restrita de animais para abate e pela demanda firme, com exportações em bom ritmo. No mercado de reposição, os preços do bezerro seguiram em alta, refletindo a menor disponibilidade de animais. O milho também apresentou valorização em março, em um contexto de preocupações com a segunda safra.

Já o farelo de soja recuou ao longo do mês, em um ambiente de maior oferta e valorização do real frente ao dólar. No cenário macroeconômico, a taxa de câmbio permaneceu bem abaixo da observado no mesmo período do ano passado, enquanto as expectativas para o PIB de 2026 seguiram em leve melhora ao longo do mês.





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Estão abertas as indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro



Interessados terão de 15 a 30 de abril para indicar mulheres


Foto: Pixabay

De 15 a 30 de abril, o público em geral pode indicar pesquisadoras e cientistas vinculadas a instituições de pesquisa, cujos projetos tenham impulsionado a inovação no campo com impacto no desenvolvimento social, sustentabilidade e gestão.

Mulheres de todo país podem ser indicadas no site oficial. Na segunda fase, as pesquisadoras indicadas devem confirmar a participação, seguindo as orientações da organização e preenchendo as informações necessárias para concorrer. Em seguida, a jornada das candidatas, assim como os impactos promovidos dentro e fora do campo, são avaliados por uma banca composta por especialistas.

As três melhores avaliadas passam para a etapa de votação popular. A vencedora será anunciada na cerimônia de premiação que ocorre no segundo semestre deste ano, em São Paulo, em evento organizado pela Bayer, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), que também compartilham a criação e realização do Prêmio Mulheres do Agro desde a primeira edição. A ocasião também faz parte das ações em comemoração aos 130 anos da Bayer no Brasil. 





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dsm-firmenich promove Dia de Campo no Centro de Inovação Tortuga com foco em desempenho e eficiência na pecuária de corte


A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell™ de softwares de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, realiza, no próximo dia 16 de abril, mais uma edição do Dia de Campo no Centro de Inovação Tortuga, localizado na Fazenda Caçadinha, em Rio Brilhante (MS). O encontro reunirá produtores, parceiros e especialistas para uma imersão prática em estratégias e tecnologias voltadas à maximização do desempenho na pecuária de corte.

A programação do evento contempla palestras técnicas, estações práticas e discussões sobre os principais desafios e oportunidades da engorda intensiva. Entre os destaques, estão a apresentação do professor Gustavo Rezende Siqueira (APTA – Colina/SP), que trará estratégias e recomendações práticas para a engorda intensiva, e a participação de Roberto Freitas (Fabiani Agro), que compartilhará resultados e aprendizados aplicados na Fazenda Caçadinha.

Além do conteúdo técnico, o evento será palco da premiação de Melhor Performance em Confinamento do Brasil, iniciativa que reconhece o sistema produtivo mais eficiente com base em indicadores padronizados de desempenho e rentabilidade.

Durante o Dia de Campo, os participantes também poderão visitar estações técnicas dedicadas a diferentes sistemas produtivos. Na Estação Pasto, o foco será a suplementação estratégica como caminho para a excelência produtiva. Já na Estação Confinamento, serão apresentadas tecnologias e práticas relacionadas à terminação intensiva a pasto (TIP) e ao confinamento sem volumoso.

“Nosso objetivo é traduzir a ciência em prática no campo. O Dia de Campo é uma oportunidade de mostrar, de forma aplicada, como estratégias nutricionais e tecnologias digitais podem gerar impacto direto no desempenho e na rentabilidade do produtor”, afirma Walter Patrizi, Gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich.

A iniciativa também reforça o papel do Centro de Inovação Tortuga como um ambiente de desenvolvimento e validação de soluções voltadas à pecuária de corte, com foco em dados, padronização de indicadores e tomada de decisão mais precisa.

“Quando reunimos dados, tecnologia e conhecimento aplicado, conseguimos evoluir a forma como o produtor toma decisões. Esse tipo de encontro acelera a troca de experiências e contribui para uma pecuária mais eficiente e sustentável”, destaca João Yamaguchi, Gerente de Corte a Pasto para a América Latina da dsm-firmenich.

O Centro de Inovação Tortuga é um dos principais polos de pesquisa da companhia na América Latina e permite a condução de estudos em condições reais de produção, com acompanhamento de indicadores zootécnicos e econômicos. A estrutura é parte da estratégia da dsm-firmenich de impulsionar a pecuária de corte por meio de soluções baseadas em ciência, tecnologia e proximidade com o produtor.

Serviço

Evento: Dia de Campo – Centro de Inovação Tortuga

Data: 16 de abril de 2026

Local: Fazenda Caçadinha – Centro de Inovação Tortuga, Rio Brilhante (MS)

Realização: dsm-firmenich

 





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