terça-feira, abril 21, 2026

Autor: Redação

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Colheita de arroz avança e entra em fase decisiva



Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido


Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido
Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido – Foto: Divulgação

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança em ritmo consistente e entra em uma fase decisiva para a consolidação dos resultados da safra. As informações foram apresentadas por Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações.

De acordo com os dados mais recentes, os trabalhos já alcançam 79,3% da área cultivada no estado. O percentual indica um progresso relevante, impulsionado principalmente pelas regiões que iniciaram a colheita mais cedo e conseguiram manter maior regularidade nas operações.

Neste momento, porém, o foco deixa de ser o volume já colhido e passa a ser a forma como a safra será concluída. As áreas restantes concentram maior complexidade operacional, com condições de campo mais desafiadoras e influência direta de fatores climáticos, especialmente a ocorrência de chuvas que tende a desacelerar o ritmo das máquinas.

Esse cenário é considerado esperado dentro do ciclo produtivo, mas exige atenção redobrada em pontos específicos. Entre eles, destacam-se as lavouras acamadas, que apresentam risco direto de perdas econômicas. Nesses casos, há impacto na produtividade, maior dificuldade na colheita e possibilidade de redução na qualidade dos grãos.

A etapa final da colheita ganha, assim, um peso estratégico. Com a safra praticamente definida em termos de potencial, o resultado financeiro ainda depende da condução dessa reta final. A gestão eficiente das áreas mais sensíveis pode ser determinante para garantir melhor desempenho, reforçando que, neste estágio, detalhes operacionais passam a influenciar diretamente o resultado no campo.

 





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Petróleo despenca e dólar recua com reabertura de Ormuz


Fed, dólar
Foto: Pixabay

O anúncio do Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz provocou uma forte reação nos mercados globais. O preço do petróleo caiu 10,4%, sendo negociado a US$ 89 por barril, enquanto o dólar também recuou frente ao real.

A decisão de permitir novamente o trânsito de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de escoamento de petróleo , foi determinante para a queda da commodity.

No mercado de câmbio, o dólar acompanhou o movimento e registra queda de 0,6%, sendo cotado na faixa dos R$ 4,96.

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Produtores de leite de MG discutem custos e impactos da guerra


Em Uberaba, produtores de leite de 12 regiões de Minas Gerais se reuniram para discutir o atual momento do setor, com foco nos desafios enfrentados devido à guerra no Oriente Médio. O encontro, que marcou o primeiro presencial do ano, abordou principalmente o aumento dos custos de frete e a necessidade de medidas antidumping para proteger a produção local.

Custos e desafios do setor

Os participantes destacaram que os custos de frete têm encarecido o preço do litro de leite, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores. Além disso, foi discutido o plano de diretrizes da Comissão Técnica de Pecuária de Leite, que visa enfrentar os desafios impostos pela concorrência desleal de produtos importados.

Medidas antidumping

O conceito de dumping foi explicado como a prática de exportar produtos a preços inferiores ao custo de produção. Os produtores expressaram a expectativa de que o governo brasileiro, através do Ministério da Indústria e Comércio, tome medidas para coibir essa prática, especialmente em relação ao leite em pó importado da Argentina e do Uruguai.

Visitas técnicas e troca de experiências

Durante o encontro, os representantes também realizaram visitas a fazendas no Triângulo Mineiro, onde puderam trocar experiências e discutir práticas de sustentabilidade e sucessão familiar. O presidente do Sindicato Rural de Uberaba ressaltou a importância da união entre os produtores para fortalecer o setor.

  • Encontro presencial em Uberaba reúne 12 regiões de MG.
  • Custos de frete e dumping foram temas centrais da discussão.
  • Expectativa de medidas antidumping para proteger a produção local.
  • Visitas a fazendas promovem troca de experiências entre produtores.
  • União entre produtores é fundamental para enfrentar desafios.

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‘O desafio desta safra não é apenas colher , mas fechar as contas’, diz vice-presidente da Aprosoja MT


A colheita de soja já chegou a 100% em Mato Grosso, enquanto no Brasil atinge cerca de 85,7% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço, o cenário da segunda safra acende um alerta, especialmente para o milho, que enfrenta desafios produtivos e financeiros.

O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, conversou com o time do Soja Brasil e destacou que houve aumento na área destinada ao milho neste ciclo. “O produtor aumentou a área, hoje são 7,39 milhões de hectares, maior do que no ano passado. Porém, a produção total estimada deve ser menor”, afirmou. A estimativa atual é de 52 milhões de toneladas, abaixo das 55,4 milhões da safra anterior.

Segundo ele, o atraso no plantio da soja teve impacto direto no desempenho do milho. “Temos um milho no estado em vários estágios fenológicos, com áreas prontas para colher e outras ainda em desenvolvimento. Esse atraso teve um impacto significativo”, explicou. A produtividade média esperada é de 116 sacas por hectare, contra 127 sacas por hectare no ano passado.

O cenário também exige cautela por parte do produtor. “O milho sempre foi uma esperança de rentabilidade a mais, mas esse ano a conta deve apertar”, disse Bier. Entre os principais fatores está o aumento no custo do diesel, que impacta tanto a colheita quanto o transporte. “Tivemos uma elevação significativa do óleo diesel, o que impacta na colheita e também na formação de preços, principalmente no frete, que deve estar mais alto”, completou.

Diante desse contexto, o dirigente reforça que o foco da safra mudou. “O objetivo desta safra não é só colher bem, mas também fechar as contas”, afirmou. Segundo ele, a tendência é de margens reduzidas. “A do milho deve ter margem baixa ou até negativa”, concluiu.

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Virada do ciclo pecuário não impede alta nos abates no 1º trimestre


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Foto: Gilson Abreu/AEN

O abate de bovinos deve aumentar 0,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com 2025. O dado preliminar é do coordenador de mercados da Safras & Mercado, Fernando Iglesias. “O que aconteceu foi uma ‘super’ demanda por parte da China”, afirma. “Por conta disso, a indústria teve que trabalhar com uma capacidade ociosa muito baixa”, completa.

A divulgação dos dados oficiais de abate pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao primeiro trimestre de 2026, está prevista para ocorrer após a segunda metade de maio.

O analista explica que o movimento ocorreu diante da cota de 1,1 milhão de toneladas imposta pelo país asiático, em vigência desde o começo do ano. Segundo ele, isso fez com que os patamares da arroba do boi gordo atingissem níveis recordes.

Nas principais praças pelo país, os preços giram em torno de R$ 355 e R$ 368 — em Goiás e São Paulo, respectivamente (fechamento de 16 de abril).

Esgotamento da cota deve segurar preços da arroba

Entre janeiro e fevereiro, o Brasil embarcou 372,08 mil toneladas de carne bovina para China, o que significa ocupação de 33,64% da cota total, conforme a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Diante da demanda aquecida, Iglesias aponta que a tendência agora é de desaceleração nos preços da arroba do boi gordo. “Com o esgotamento da cota chinesa, essa mesma indústria que acelerou os abates já sinaliza para uma redução na capacidade”, diz.

Virada no ciclo pecuário e menor disponibilidade de animais

Após um período de maior descarte de fêmeas, o ciclo pecuário agora reflete uma menor disponibilidade de gado nas fazendas. Em 2025, o abate da categoria apresentou alta pelo quarto ano consecutivo, com um crescimento de 18,2% em comparação com 2024.

Se por um lado o mercado de reposição acompanha a alta da arroba, com a cotação do bezerro também em patamar recorde, os preços maiores pelos animais terminados garantem a rentabilidade do pecuarista.

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Ciclone e frente fria avançam no fim de semana provocando chuva em várias regiões do país


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Foto: Motion Array

A atuação de um ciclone extratropical no Sul e o avanço de uma frente fria pelo oceano devem influenciar o clima em várias regiões do Brasil neste fim de semana. Enquanto algumas áreas terão alívio com tempo firme, outras seguem com chuva frequente e risco de temporais.

Sul

A sexta-feira (17) ainda é marcada pela influência do ciclone extratropical, que já se afasta, mas mantém instabilidades. Chove de forma fraca a moderada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com pontos de maior intensidade no Paraná.

O vento ganha destaque, com rajadas entre 40 e 70 km/h no litoral gaúcho, além de mar agitado.

No sábado (18) e domingo (19), o tempo se estabiliza na maior parte da região. A chuva perde força e fica mais restrita ao litoral do Paraná. Nas demais áreas, o sol aparece entre nuvens e as temperaturas sobem durante o dia.

Sudeste

A sexta-feira ainda será de tempo mais aberto na maior parte do Sudeste. Há apenas chuva fraca no litoral do Espírito Santo e no extremo sul de São Paulo.

No sábado, o avanço de uma frente fria pelo oceano muda o cenário. A chuva retorna, principalmente em São Paulo, sul de Minas Gerais e áreas do Rio de Janeiro. Na capital paulista, há previsão de pancadas moderadas a fortes, com trovoadas.

No domingo, a instabilidade continua, especialmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas. Já em São Paulo, o tempo volta a ficar mais estável, com possibilidade de chuva fraca e passageira.

A umidade do ar segue em atenção no interior paulista e em Minas Gerais, com índices abaixo de 30% em alguns pontos.

Centro-Oeste

Na sexta-feira, o tempo segue firme em boa parte da região, mas há pancadas de chuva no Mato Grosso e em áreas de Goiás, com risco de temporais isolados.

No sábado e domingo, o padrão se mantém. A chuva continua mais frequente no Mato Grosso, enquanto Goiás e Mato Grosso do Sul registram pancadas mais isoladas.

As temperaturas permanecem elevadas ao longo de todo o período, com sensação de abafamento.

Nordeste

A sexta-feira já começa com chuva em áreas do litoral e no norte da região, por influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

No sábado e domingo, as instabilidades aumentam. Há previsão de chuva moderada a forte no Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com risco de temporais, principalmente no centro-norte da região.

Nas demais áreas, a chuva ocorre de forma mais irregular, enquanto o calor segue predominando.

Norte

A presença de muita umidade mantém o tempo instável na Região Norte desde a sexta-feira. Estados como Amazonas, Pará, Acre e Rondônia registram chuva moderada a forte, com risco de temporais.

A atuação da ZCIT reforça ainda mais a instabilidade no Amapá e no norte do Pará.

No sábado e domingo, o cenário pouco muda. As pancadas continuam frequentes e podem ocorrer com intensidade elevada, acompanhadas de trovoadas.

O calor e a sensação de abafamento seguem predominando em toda a região.

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Feriado esfria mercado do boi gordo, mas preços seguem firmes


boi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado do boi gordo encerra a semana em ritmo mais lento nas principais praças do país. Segundo análise do Centro de Estudo Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a proximidade do feriado reduziu a intensidade das negociações, mas os preços da arroba seguem sustentados diante da resistência dos pecuaristas.

O cenário reflete um momento de equilíbrio entre oferta e demanda, com frigoríficos tentando pressionar as cotações para baixo, enquanto produtores evitam vender diante da percepção de oferta limitada.

Disputa entre compradores e vendedores trava negociações

Ao longo da semana, frigoríficos demonstraram interesse em reduzir os preços pagos pela arroba. Por outro lado, pecuaristas resistem, sustentados por um cenário de oferta ainda restrita.

Com a aproximação do feriado, parte dos compradores se afastou do mercado após conseguir alongar as escalas de abate, o que contribuiu para a desaceleração dos negócios.

As escalas, que vinham mais curtas, passaram a variar entre 6 e 12 dias em algumas regiões.

Cuiabá

Em Cuiabá, a combinação de boa condição das pastagens e menor oferta de animais prontos para abate contribuiu para a estabilidade das cotações.

As negociações do boi gordo ocorreram entre R$ 355 e R$ 365 por arroba. Segundo agentes de mercado, a escassez de oferta levou frigoríficos a reduzir diferenciações de bonificação, com pagamento uniforme para machos.

Além disso, as chuvas favorecem a retenção de animais no campo, permitindo ao produtor postergar a venda.

Goiás

Nas praças de Goiânia e Rio Verde, o mercado esteve mais travado ao longo da semana.

Frigoríficos que já alongaram as escalas, entre 7 e 15 dias, reduziram a atuação nas compras. Com isso, os preços se mantiveram estáveis, na faixa de R$ 340 a R$ 350 por arroba.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, as chuvas constantes seguem impactando o ritmo das negociações.

A oferta reduzida tem levado frigoríficos a fechar escalas de forma gradual, com compras de pequenos lotes. As escalas de abate permanecem curtas, entre 2 e 7 dias.

O preço médio do boi gordo gira em torno de R$ 24,40 por quilo morto.

São Paulo

Em São Paulo, a liquidez do mercado foi menor nos últimos dias.

Compradores estiveram mais retraídos, enquanto pecuaristas mantiveram resistência em negociar nos preços ofertados, o que contribuiu para o travamento das negociações.

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Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz durante cessar-fogo no Líbano


Ilustração gerada por IA para o Canal Rural

O governo do Irã anunciou a reabertura total do trânsito de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz durante o período de cessar-fogo entre Israel e Líbano.

Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, a medida vale por toda a duração da trégua e seguirá rotas previamente acordadas.

“Em conformidade com o cessar-fogo alcançado no Líbano, a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente aberta durante o restante do período da trégua”, afirmou o chanceler em publicação na rede social X.

A decisão ocorre em meio a esforços diplomáticos para reduzir as tensões no Oriente Médio e pode contribuir para aliviar preocupações com a oferta global de energia, já que o estreito é uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo.

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Com guerra no Oriente Médio, preço do frango dispara em abril


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Os preços da carne de frango registram forte alta neste mês na Grande São Paulo. Segundo dados do Cepea, a cotação do frango resfriado avançou 6,6% na primeira quinzena de abril, na comparação com março, atingindo média de R$ 7,18 por quilo.

O movimento marca uma valorização significativa da proteína no período e reforça mudanças no comportamento do mercado de carnes no país.

Alta do frete e demanda aquecida sustentam preços

De acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento dos preços está diretamente ligado à elevação dos custos de transporte.

O cenário internacional, especialmente o conflito no Oriente Médio, pressionou as cotações dos combustíveis no Brasil, impactando o valor do frete e, consequentemente, o preço final do produto.

Além disso, a demanda interna também contribuiu para a valorização. O pagamento de salários ao longo do período elevou o consumo, impulsionando as negociações no mercado.

Mesmo com a alta, a carne de frango se tornou mais competitiva em relação à carne bovina.

Segundo o Cepea, essa é a melhor relação de preços entre as duas proteínas em quatro anos, o que tende a favorecer o consumo de frango como alternativa mais acessível ao consumidor.

Cenário é diferente na comparação com a carne suína

Na comparação com a carne suína, o cenário é oposto. Enquanto o frango registra valorização, a carcaça suína apresenta forte queda de preços, o que reduz a competitividade da proteína avícola frente ao suíno.

Esse movimento evidencia um mercado de proteínas com dinâmicas distintas entre os diferentes segmentos.

Futuro

O comportamento dos preços da carne de frango nos próximos meses deve seguir atrelado aos custos logísticos e ao ritmo da demanda interna.

A evolução dos combustíveis e do consumo das famílias será determinante para a manutenção ou não desse movimento de alta.

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Por que a economia cresce, mas o brasileiro não sente no bolso?


Pessoa mexe no bolso da calça para procurar dinheiro
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O Brasil vive hoje uma dualidade curiosa. De um lado, o governo celebra indicadores positivos: o desemprego está em patamares baixos e o PIB tem surpreendido positivamente.

Do outro, a popularidade da gestão Lula enfrenta resistência. O motivo? Existe um abismo entre a estatística oficial e a percepção real de bem-estar da população.

A raiz dessa insatisfação não é um mistério, mas sim um conjunto de fatores que “asfixiam” a economia real:

  • A barreira dos juros: Mesmo com quedas graduais, a taxa de juros permanece em níveis que encarecem o crédito. Para a dona de casa que compra a prazo ou para o empresário que precisa investir, o dinheiro continua proibitivo.
  • O peso do endividamento: o Brasil é hoje um país devedor em todas as esferas. O governo gasta fortunas com o serviço da dívida pública; as empresas lutam para honrar empréstimos antigos; e as famílias estão sufocadas pelo cartão de crédito e pelo cheque especial.
  • Medidas de popularidade vs. necessidade: para tentar reverter a queda nas pesquisas, o governo foca em medidas de curto prazo, como subsídios pontuais. No entanto, o país carece de reformas que ataquem o custo estrutural de se viver e produzir no Brasil.

A solução: o pacto necessário (e difícil)

A saída para destravar esse ciclo passaria por um Pacto Nacional de Responsabilidade e Crescimento. Esse acordo, embora complexo devido à polarização, teria que envolver o Executivo, o Legislativo e o Judiciário em torno de três pilares:

  • Corte de gastos estruturais: É preciso mostrar que o governo não gastará mais do que arrecada. Só a responsabilidade fiscal permite uma queda sustentável e definitiva dos juros.
  • Alívio de crédito: programas agressivos de renegociação para empresas e famílias, com foco real na redução do “spread” bancário, devolvendo fôlego a quem produz.
  • Segurança jurídica: um ambiente onde as regras sejam claras e respeitadas (papel crucial do judiciário) para atrair investimento privado de longo prazo, reduzindo a dependência dos gastos públicos.

Enquanto a política em Brasília foca apenas em narrativas e correções paliativas de popularidade, o “Brasil real” continuará sentindo o peso do endividamento. O país não precisa apenas de indicadores frios; precisa de uma economia que respire sem o balão de oxigênio do Estado. O pacto não é para salvar governos, é para salvar o futuro da nação.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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