quarta-feira, maio 27, 2026

Autor: Redação

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Final do prêmio que reconhece geleias acontece em Brasília



Neste sábado (12), acontece a grande final do Prêmio CNA Brasil Artesanal – Geleia, com a participação do júri popular em Brasília. A degustação ocorre ao longo do dia na cafeteria Jardim Bom Demais, localizada no Jardim Botânico, próxima ao estacionamento principal do parque.

Os visitantes podem degustar e avaliar as 10 geleias finalistas, produzidas por pequenos e médios agricultores de seis estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Minas Gerais e Maranhão. Os produtos concorrem nas categorias simples e mista, e a prova acontece às cegas, sem identificação das marcas.

Após o voto do público, o concurso segue com a análise das histórias dos produtores, que também conta pontos para o resultado final. Os vencedores recebem prêmios em dinheiro, certificados e selos de qualidade.

Reconhecimento de geleias

O prêmio é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL/SAA-SP) e o Sebrae. A iniciativa integra o Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais, que valoriza e profissionaliza a produção artesanal brasileira.

Desde 2019, o Prêmio CNA Brasil Artesanal contempla produtores de diversos segmentos, como queijos, salames, chocolates, azeites, cafés especiais, mel e cerveja. Neste ano, também seguem abertas as inscrições para a edição voltada ao queijo artesanal.



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Cana-de-açúcar e negro de fumo podem substituir plástico em mercado bilionário


Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma nova embalagem antiestática e sustentável, feita a partir do bagaço da cana-de-açúcar e de negro de fumo – material produzido pela combustão incompleta de carvão e outros produtos -, para proteção dispositivos eletrônicos sensíveis, como chips e semicondutores.

Esses produtos, presentes em computadores, celulares, TVs e até automóveis, têm alto valor comercial e precisam ser acondicionados em embalagens especiais para evitar danos por descargas eletrostáticas.

Chamado de criogel condutivo, o composto é feito a partir da celulose extraída de plantas e resíduos agroindustriais e é um material alternativo às espumas plásticas, derivadas de petróleo, atualmente usadas para a proteção dos componentes.

Mercado milionário

Relatório do Departamento de Comércio dos Estados Unidos aponta que o mercado global de embalagens de produtos sensíveis a descargas eletrostáticas deve atingir US$ 5,1 bilhões até 2026.

“Nosso objetivo é oferecer uma alternativa sustentável para a indústria de embalagens de produtos eletrônicos sensíveis, substituindo materiais plásticos por opções menos poluentes e de alto desempenho”, diz a coordenadora do estudo, Juliana Bernardes.

Eficiência do material

Foto: Gabriele Polezi/CNPEM

O material tem capacidade de conduzir eletricidade ajustada conforme a necessidade: em baixas concentrações de negro de fumo (1% a 5%), dissipa cargas eletrostáticas lentamente; em concentrações mais altas (acima de 10%), torna-se um condutor eficiente e pode ser usado em aplicações mais avançadas para proteger equipamentos eletrônicos altamente sensíveis.

Apesar de os custos de produção ainda não estarem precificados, o criogel condutivo tem uma série de vantagens ambientais e competitivas. Oferece maior resistência ao fogo, versatilidade e usa matérias-primas abundantes.

A celulose, por exemplo, pode ser obtida do bagaço de cana-de-açúcar e outros resíduos agroindustriais, como palha de milho e cavacos de eucaliptos. O negro de fumo, por sua vez, é usado na produção de pneus e na indústria.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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estudo mapeia segredos do sucesso de pecuaristas



Um estudo realizado Cargill identificou hábitos de sucesso de 233 pecuaristas do Brasil e de países vizinhos. As propriedades avaliadas representam um rebanho bovino superior a 2,348 mil milhões de cabeças em confinamento.

Trata-se da 9ª edição do Benchmarking Confinamento Probeef, levantamento que, neste ano, contou com o maior universo já analisado desde sua criação, segundo a empresa. Os rebanhos analisados no estudo estão localizados no Brasil, Bolívia e no Paraguai.

A grande maioria dos animais está situada no Centro-Oeste brasileiro (mais de 977 mil machos), seguido da região Sudeste (576 mil machos), contemplando todas as faixas de peso – aproximadamente 30% do mercado nacional.

Práticas de sucesso no confinamento de gado

O levantamento deste ano mostra algumas práticas de sucesso no confinamento, com a adoção de tecnologias se mostrando cada vez mais como diferencial do negócio. Entre os participantes:

  • 81,5% utilizam software específico para gestão do confinamento;
  • 50% contam com análise avançada dos dados;
  • 49% adotam sistemas individuais de rastreabilidade;
  • 37% utilizam automação no trato;
  • 35% fazem uso integrado do software ERP

“O Benchmarking Confinamento Probeef tem se tornado uma referência no mercado ao trazer insights valiosos para todos os perfis de pecuaristas. Ele contribui diretamente para uma produção mais eficiente, rentável e sustentável”, afirma André Brichi, gerente nacional de bovinos de corte da Cargill.

Nelore lidera a pesquisa

Do total analisado, 89,75% dos animais são machos, com peso de entrada médio de 374 quilos, permanência média no cocho de 108 dias e rendimento de carcaça de 55,6%. A produção apresentou uma conversão alimentar média de 6,63 kg. As principais raças analisadas foram nelore (64,27%) e anelorado (14,20%).

Nesta edição, a maioria dos participantes possui entre 1 mil e 3 mil cabeças de gado, seguida daqueles que possuem de 3 mil a 10 mil animais. O estudo também engloba confinamentos maiores, com rebanhos entre 10 mil e 40 mil cabeças.

O levantamento é realizado desde 2016 e já avaliou mais de 9,14 milhões de cabeças.



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‘Tratoraço’ na Bahia reúne produtores contra mudanças no Proagro



Cerca de 190 máquinas tomaram as ruas de Adustina, no interior da Bahia, durante o ‘tratoraço’ realizado nesta sexta-feira (11) por produtores da região da SEALBA, fronteira agrícola formada por municípios de Sergipe, Alagoas e Bahia. A região é reconhecida pela forte produção de milho.

A manifestação faz parte do movimento nacional #VamoSalvarOProagro e teve como principal alvo as recentes alterações no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que, segundo os produtores, encarecem o seguro, reduzem a cobertura e comprometem a continuidade da produção agrícola.

As mudanças, que deveriam proteger o setor diante de perdas climáticas, vêm sendo vistas como um desamparo à classe produtora, gerando apreensão e revolta entre agricultores de diversas regiões do Brasil, que clamam por soluções urgentes e mais sensíveis à realidade do campo.

De acordo com o produtor de milho, Gleiton Medeiros, as novas regras estão tornando a atividade inviável. Na região da SEALBA, são utilizados aproximadamente 300 mil hectares cobertos pelo Proagro tradicional. Com as mudanças, as alíquotas subiram de 8% para até 23%, o que encarece de forma significativa o seguro.

Ele também criticou os critérios técnicos adotados. Com as alterações, a cobertura do seguro passou a considerar o zoneamento agrícola de risco, o que prejudica muitos municípios da região onde o risco é superior a 40%, limitando a apenas 50% do valor assegurado.

Em alguns casos, foi aplicado um fator de correção que reduz ainda mais a indenização. No município de Jeremoabo (BA), por exemplo, mesmo com uma cobertura de 40%, foi aplicado um fator de correção de menos de 20%. O produtor, portanto, paga 23% de seguro e tem direito a apenas 30% em caso de perda.

As críticas se concentram em diferentes pontos: o aumento das alíquotas do seguro agrícola, redução da cobertura da área plantada, a redução do limite de contratação do Proagro tradicional, que caiu de R$ 335 mil para R$ 270 mil, e a impossibilidade de contratar o seguro em áreas localizadas em mais de um município, o que é comum na região devido ao alto custo da terra.

Para os produtores, as novas regras desconsideram a realidade da SEALBA, onde é comum plantar em áreas arrendadas em cidades vizinhas. Essa limitação territorial representa mais um entrave para os pequenos e médios agricultores que dependem do Proagro para viabilizar a produção.

Mobilização do ‘tratoraço’

A mobilização teve a participação de autoridades locais, como o prefeito de Adustina, Juninho Professor, e o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso. Também estiveram presentes vereadores, lideranças rurais e representantes de mais de dez municípios afetados.

Brisa Luana Correia, presidente da Câmara Municipal de Adustina, reforçou que a luta dos produtores é legítima e necessária, e que as recentes medidas colocam em risco a produção agrícola e o sustento de milhares de famílias no semiárido baiano.

Com cerca de 300 mil hectares plantados com milho apenas na região da SEALBA, os reflexos das mudanças já são sentidos. A estimativa é de uma redução de até 50% na área plantada ainda este ano. Caso as regras não sejam revistas, a previsão dos produtores é de aumento no endividamento rural e abandono da lavoura nos próximos ciclos.

Além de Adustina, participaram do ‘tratoraço’ os produtores dos municípios baianos de Cícero Dantas, Sítio do Quinto, Paripiranga, Fátima, Jeremoabo, Pedro Alexandre, Coronel João Sá, Euclides da Cunha, Novo Triunfo e Antas, além das cidades sergipanas de Poço Verde, Poço Redondo e Carira.



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Mapa destaca a importância do controle de qualidade na exportação de grãos



Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) defenderam, em Santos (SP), a ampliação e o fortalecimento dos controles de qualidade e rastreabilidade na cadeia de exportação de grãos.

A discussão aconteceu durante o 1º Santos Grain Day 2025, realizado na Associação Comercial de Santos, reunindo autoridades públicas, associações de produtores, certificadoras e empresas exportadoras.

O encontro teve como foco a implementação efetiva dos mecanismos previstos na Lei 14.515/22, conhecida como Lei do Autocontrole, especialmente na etapa de recepção dos grãos nos terminais portuários. Segundo os técnicos do Mapa, essa fase é considerada crucial para garantir a conformidade e competitividade da produção agrícola brasileira no mercado internacional.

Durante o evento, o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), Hugo Caruso, destacou que a responsabilidade pela qualidade dos produtos exportados é coletiva. “O Dipov é responsável pelo controle da qualidade, da identidade e da segurança dos produtos de origem vegetal. Se queremos manter o padrão e a credibilidade do Brasil como exportador, precisamos zelar por esses pilares com rigor”, afirmou.

Caruso ressaltou que o primeiro passo para garantir conformidade é o registro das empresas exportadoras, as quais devem apresentar e executar programas próprios de autocontrole. Segundo ele, o Mapa realiza auditorias regulares nessas empresas, além de fiscalizar os embarques nos terminais portuários. Atualmente, cerca de 6 mil empresas estão registradas na área vegetal do Mapa, das quais metade possui habilitação para exportar.

O diretor esteve acompanhado da coordenadora-geral da Qualidade Vegetal, Helena Pan Rugeri, e da coordenadora de Regulamentação da Qualidade Vegetal, Karina Fontes Coelho Leandro, que reforçaram a necessidade de constante atualização das normas e boas práticas adotadas no setor.

Modernização para o setor de grãos

Outro ponto de destaque foi a apresentação do sistema e-Phyto, uma ferramenta de certificação eletrônica que tem transformado as relações comerciais com os principais mercados do mundo. Segundo o coordenador-geral de Certificação da Secretaria de Defesa Agropecuária, Eduardo Porto Magalhães, o e-Phyto permite a padronização da troca de informações fitossanitárias entre países, reduzindo custos e aumentando a eficiência do processo de certificação.

Na área de tecnologia, o subsecretário de Tecnologia da Informação do Mapa, Camilo Mussi, abordou os avanços no processo de informatização do órgão, incluindo o abandono de documentos físicos e a digitalização de registros, como no Sistema de Inspeção Federal (SIF). “É uma mudança de paradigma. Estamos modernizando de forma acelerada e irreversível”, afirmou Mussi.

Presenças e articulação institucional

O evento contou ainda com a presença de representantes do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), incluindo o coordenador-geral Cleverson Freitas, o coordenador de Fiscalização do Trânsito Regular, José Marcelo Mazieiro, e o chefe do Serviço Regional de Gestão do Vigiagro na região sudeste, Celso Gabriel Herrera Nascimento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria revisa estimativas de produção de soja e milho



O estado do Mato Grosso segue na liderança da colheita



O estado do Mato Grosso segue na liderança da colheita
O estado do Mato Grosso segue na liderança da colheita – Foto: United Soybean Board

A AgResource Brasil, consultoria internacional especializada em agronegócio, revisou suas estimativas para a produção brasileira de grãos em abril. Para a soja, a projeção foi ajustada para baixo, alcançando 170,32 milhões de toneladas (MMT), embora ainda acima da estimativa de 167,39 MMT divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A revisão reflete a diversidade de cenários entre as principais regiões produtoras do país.

O estado do Mato Grosso segue na liderança da colheita, com 85,3% da área já colhida e lavouras em excelentes condições, superando o ritmo da última safra, mesmo com chuvas que prejudicaram o avanço em outros estados. No Rio Grande do Sul, por outro lado, as perdas de produtividade foram significativas devido à estiagem em janeiro. Já no Paraná, mais de 90% das lavouras estão em boas condições, mas produtores relatam redução de área em função da baixa produtividade registrada.

Nas regiões do Centro-Oeste, lavouras de ciclo tardio também enfrentaram dificuldades, com menor precipitação no fim do desenvolvimento, acelerando a fenologia das plantas e limitando o potencial produtivo. Esses fatores combinados justificam o ajuste da AgResource, que acompanha de perto o desempenho regional das lavouras.

Em relação ao milho, a consultoria aponta que mais de 50% da primeira safra já foi colhida e o plantio da segunda safra (safrinha) está praticamente finalizado. No entanto, os atrasos causados pela colheita tardia da soja empurraram o plantio do milho para o limite da janela ideal, levando à redução da área plantada. Com isso, a estimativa de produção foi reduzida para 120,26 MMT, abaixo dos 122,76 MMT previstos pela Conab em março.

 





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Microorganismos da Amazônia podem controlar doenças em tomates


Uma nova pesquisa realizada por cientistas brasileiros apontou que microorganismos encontrados em sedimentos de rios na Amazônia podem ser a chave para combater a bactéria do solo Ralstonia solanacearum, responsável pela murcha bacteriana do tomate.

Os resultados da pesquisa se mostraram promissores para a criação de um inoculante bacteriano. Este se mostrou propício para diminuir a ocorrência da doença, que ameaça a produção de tomate e também de vegetais na região amazônica.

Murcha bacteriana do tomate

  • Também conhecida como murchadeira, a murcha bacteriana é uma doença causada pela bactéria Ralstonia solanacearum. Essa bactéria vive no solo e ataca o sistema vascular da planta, impedindo o fluxo de água e nutrientes, o que leva à murcha e morte da planta.

Desenvolvimento da pesquisa

O estudo foi coordenado pelo pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental Gilvan Ferreira da Silva, que tem analisado a microbiota da Amazônia com foco no desenvolvimento de soluções para a agricultura.

Foram analisadas 36 bactérias isoladas dos rios Negro e Solimões sendo encontrados três isolados bacterianos, Priestia aryabhattai RN 11, o Streptomyces sp. RN 24 e o Kitasatospora sp. SOL 195  que apresentaram respectivamente 100%, 87,62% e 100% de capacidade de inibir o crescimento da Ralstonia solanacearum.

“A Ralstonia solanacearum é uma bactéria de solo que ataca dezenas de outras espécies vegetais como a batata, o pimentão, a pimenta, a berinjela, a banana, o amendoim, o feijão e a soja”, lembra Gilvan Ferreira.

Nos ensaios, realizados nas estações seca e chuvosa, o P. aryabhattai RN 11 reduziu a incidência da murcha bacteriana em 40% e 90%. Ao mesmo tempo, promoveu o crescimento das plantas infectadas. Streptomyces sp. RN 24 e Kitasatospora sp. SOL 195 exibiram altas taxas de sobrevivência (85 a 90%) e supressão do patógeno no solo (maior que 90%), demonstrando seu potencial como agentes de biocontrole.

A identificação de microrganismos retirados de sedimentos de rios amazônicos vem sendo feita pela Embrapa Amazônia Ocidental a partir de coletas nos rios Madeira, Purus, Solimões, Juruá e Negro, realizadas entre 2018 e 2019.

Solo do Rio Nego, no Amazonas, é alvo de pesquisa da Embrapa Solo do Rio Nego, no Amazonas, é alvo de pesquisa da Embrapa
Resultados da pesquisa evidenciam o potencial biotecnológico da diversidade microbiana amazônica Foto: Siglia Souza

A possível descoberta de novas espécies também reforça a importância da biodiversidade microbiana amazônica como fonte de compostos bioativos e agentes de biocontrole.

“Há outros estudos em andamento, mostrando que microbiota do Bioma Amazônia, principalmente a dos rios, pode ter uma aplicação importante na agricultura, tanto na parte de controle de patógenos quanto na prospecção de novas moléculas. Então é um material muito rico que está sendo desdobrado em diversos trabalhos”, disse o pesquisador da Embrapa.

O estudo consta no artigo “Amazonian Bacteria from River Sediments as a Biocontrol Solution against Ralstonia solanacearum” publicado no periódico Microorganisms.

*Sob supervisão deThiago Dantas



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Preços da soja: confira o fechamento do mercado em dia de alta em Chicago


O mercado físico de soja do Brasil teve um dia mais calmo nesta sexta-feira (11). De acordo com a Safras Consultoria, na semana, os volumes foram fortes, com preços bem elevados, o que motivou muitos produtores a aproveitarem o momento e realizarem negócios.

Segundo a empresa, abril já foi um mês bem negociado e, e por isso, restam poucas janelas para novas fixações no mês. Apesar da forte alta na Bolsa de Chicago, o recuo do dólar e dos prêmios acabou equilibrando os preços.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): aumentou de R$ 135 para R$ 136
  • Porto de Rio Grande: avançou de R$ 141,50 para R$ 142
  • Cascavel (PR): valorizou de R$ 132 para R$ 133
  • Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 138
  • Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 120
  • Dourados (MS): recuou de R$ 124 para R$ 123
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 119,50 para R$ 120

Bolsa de Chicago

cotação preço sojacotação preço soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em alta, ampliando os ganhos semanais para quase 7%.

O mercado ainda foi sustentado pela pausa na guerra comercial. A fraqueza do dólar frente a outras moedas e a demanda pelo produto dos Estados Unidos completam o cenário positivo.

Segundo traders consultados pela Dow Jones, a venda de soja norte-americana para destinos desconhecidos hoje pode ter sido feita pela China, mesmo com as tarifas retaliatórias. A queda nos estoques finais norte-americanos completa o quadro altista aso preços.

Os exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 121.000 toneladas de soja para destinos não revelados. Do total, 55 mil toneladas serão entregues na temporada 2024/25 e 66 mil toneladas na safra 2025/26.

De acordo com relatório de ontem do USDA, os estoques finais norte-americanos estão projetados em 375 milhões de bushels ou 10,2 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 381 milhões de bushels ou 10,37 milhões de toneladas. Em março, a estimativa era de 380 milhões ou 10,34 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 13,75 centavos de dólar ou 1,33% a US$ 10,42 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,53 por bushel, ganho de 16,25 centavos ou 1,56%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 1,70 ou 0,57% a US$ 299,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 47,35 centavos de dólar, com alta de 1,03 centavo ou 1,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,49%, sendo negociado a R$ 5,8689 para venda e a R$ 5,8669 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8165 e a máxima de R$ 5,9195. Na semana, a moeda teve valorização de 0,58%.



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Abertura da Colheita da Noz-Pecã celebra retomada após eventos climáticos


A cerimônia da 7° Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, realizada na sede da Nozes Glorinha, em Glorinha (RS), nesta sexta-feira, 11 de abril, iniciou com palestras técnicas e uma roda de conversa sobre o setor. O extensionista da Emater, Antônio Carlos Leite de Borba, foi o porta-voz da entidade na apresentação de um resumo do diagnóstico da pecanicultura no Rio Grande do Sul. A pesquisa foi realizada em 2024, em parceria com o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), por meio do Pró-Pecã, Embrapa e Emater.

Entre os principais dados apresentados estão que a cultura da pecan é feita, em sua maioria, por pequenos agricultores familiares, que comercializam diretamente ao consumidor. As propriedades são pequenas e os produtores não se associam em cooperativas, o que prejudica a qualificação técnica. O estudo também apontou que o preço da fruta pago ao produtor é baixo, que há falta de acesso a equipamentos e mão de obra qualificada. Borba disse, ainda, que os produtores têm créditos, auxílio técnico e também a possibilidade de buscarem apoio do IBPecan e do Pró- Pecã, que ajudam no fomento da cultura. Para finalizar, destacou que o Rio Grande do Sul é responsável por 92% da área plantada e 88% da produção de pecan no Brasil, com 6.373 hectares e 1,5 mil produtores cadastrados. A maior área plantada está em Cachoeira do Sul e o maior número de produtores está localizado em Anta Gorda.

O pecanicultor Karion Minussi, anfitrião da Abertura da Colheita da Noz-Pecã, falou na necessidade de o produtor ter resiliência perante às dificuldades climáticas que comprometem a produção. Minussi lembrou que a menos de um ano “juntava os cacos da enchente de maio” que prejudicou a fruticultura como um todo. Há 15 anos trabalhando com noz-pecã, o produtor aprendeu que conhecimento é importante. “Porém, é fundamental saber o que fazer e como aplicar esse conhecimento. Levar a informação confiável para dentro do pomar, para entender como agir em situações adversas, sobretudo, usar o conhecimento com sabedoria”, pontuou, dando um exemplo: “saber que tomate é fruta é conhecimento, porém, não colocar tomate na salada de fruta é sabedoria”. Minussi lembrou a importante participação da Seapi no assessoramento técnico aos pecanicultores. Também referiu a expectativa de boa safra para a pecanicultura este ano, após dois anos ruins.

Na sequência, falou o engenheiro agrônomo, Júlio Medeiros, que apresentou conceitos básicos de gestão. “Nós falamos em processos produtivos, financeiros e administrativos, e temos que aprender um pouco sobre isso porque nós, técnicos e muitos produtores, sabemos produzir, mas temos dificuldade com a parte financeira”, afirmou. Medeiros destacou que, com relação a custos para formação de preço, é  importante saber que não são só os custos diretos, mas que muitos acabam ficando escondidos, como, por exemplo, a depreciação de maquinário e de benfeitorias. Disse, ainda, que  sempre que se vai entrar numa atividade, seja qual for, é preciso partir de um plano. “Nós temos que saber de onde nós vamos partir, como nós vamos caminhar e onde nós queremos chegar. Por mais que esse plano não se realize 100%, nós temos um caminho”, alertou.  

O pesquisador da Embrapa, engenheiro agrônomo Carlos Martins, falou sobre como as pesquisas podem apoiar o desenvolvimento da nogueira-pecã no Brasil. “Pomares com melhores resultados são os que transformam conhecimento em prática e que passaram por assessoria técnica, sem falar no funcionário que faz o manejo, a adubação da terra”, observou. Martins destacou, ainda, as iniciativas relativas às parcerias da Embrapa com os produtores de pecan, entre elas o projeto “Bases científicas e tecnológicas para produção sustentável de noz-pecã, termo de cooperação técnica e acordo de cooperação”. Também foram citados 11 pomares gaúchos onde a Embrapa realiza experiências no sentido de otimizar a produção em municípios como Glorinha, Pelotas, Bagé, Encruzilhada do Sul, Cachoeira do Sul, Pantano Grande,  Santa Maria, Nova Pádua e Anta Gorda.

O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, destacou o dado da pesquisa da Emater que mostrou que a pecan é produzida por pequenos produtores e agricultura familiar. “E para muitos deles, hoje, a pecan já é o principal retorno financeiro de suas famílias. Isso é muito interessante, porque traz para a pecan uma pulverização muito grande”, afirmou. Wallauer disse, ainda, que o crescimento que o setor está alcançando é muito em decorrência do apoio das pessoas presentes.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, destacou que a pecanicultura é uma cultura jovem, mas que o Rio Grande do Sul já é o maior produtor do Brasil e quarto do mundo, sempre com o intuito de agregar valor no que produzimos. “Nossa meta é incentivar a irrigação. Ela é fundamental e nós temos um percentual de apenas um dígito de lavouras irrigadas no Estado.  Esse será o nosso desafio número um, porque também sabemos a importância da irrigação para o cultivo da noz-pecã e vem ao encontro desse projeto que é estratégico para o governo”, ressaltou Brum.

 A 7° Abertura Oficial da Colheita aa Noz-Pecã é uma realização do IBPecan, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater e Prefeitura Municipal de Glorinha. O apoio é da Embrapa e da Nozes Glorinha.

 





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Embarques do complexo soja registram melhor resultado em 5 anos


O primeiro trimestre de 2025 trouxe números históricos para o agronegócio brasileiro. Os embarques do complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, registraram o melhor desempenho dos últimos cinco anos, impulsionados pela recuperação nas exportações de óleo de soja e pela crescente demanda internacional, especialmente da China.

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O destaque ficou por conta do óleo de soja, que voltou a ganhar fôlego após uma retração nas vendas em 2024. Esse movimento está diretamente ligado ao cenário internacional, com o chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, uma política tarifária que deve impactar significativamente o comércio bilateral no agronegócio a partir de abril.

Grão lidera os volume de exportações

Foto: Mercado & Cia

Nos três primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 22,2 milhões de toneladas de soja em grão, um leve aumento em relação às 22,1 milhões registradas no mesmo período de 2024. A expectativa para o ano é ainda mais otimista: a projeção é embarcar 108 milhões de toneladas, superando os 102 milhões de 2023 e os 98,5 milhões de 2024.

Farelo em alta

Foto: Mercado & Cia

As exportações de farelo de soja somaram 5,3 milhões de toneladas no trimestre, superando as 5,1 milhões do ano anterior. O ritmo aquecido demonstra a força do setor e a capacidade do Brasil em atender à crescente demanda global.

Óleo de soja

Foto: Mercado & Cia

Após queda em 2024, o óleo de soja surpreendeu em 2025 com um crescimento expressivo: foram embarcadas quase 200 mil toneladas a mais do que no ano anterior no mesmo período. O aumento retoma a tendência de alta vista entre 2021 e 2023, impulsionada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, que elevou a procura do produto como fonte alternativa de energia, especialmente na Europa.

Neste ano, o protagonismo nas compras foi da China, que importou 3 mil toneladas de óleo de soja brasileiro no primeiro trimestre, número ainda modesto, mas significativo quando comparado às apenas 536 kg importadas no mesmo período de 2024. Isso indica uma diversificação das aquisições por parte do país asiático, que antes focava majoritariamente na compra do grão.

Brasil preparado para atender a China

Com os impactos do ‘tarifaço’ norte-americano e o acirramento da disputa comercial com a China, o Brasil se posiciona como principal alternativa para abastecer o gigante asiático. A China segue sendo o maior destino da soja brasileira, respondendo por 77% das compras no primeiro trimestre de 2025, um aumento de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.



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