terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

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Programa amplia acesso a máquinas e promove assistência a agricultores



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) divulgou que o Programa Mais Alimentos alcançou mais de 580 mil operações entre janeiro de 2023 e março de 2025. O Programa oferece aos agricultores e agricultoras familiares linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica com foco em práticas de produção sustentável de alimentos e uso adequado de máquinas e implementos.

Além disso, o Mais Alimento promove a articulação de parcerias com instituições públicas de desenvolvimento industrial e inovação, investimento em programas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e atração de investimentos externos para fortalecer o parque industrial brasileiro de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e agroindustriais. No total foram investidos R$ 23,9 bilhões nesse período.

Casados há 44 anos e moradores do Assentamento Pirituba II, em Itapeva/SP, Luiz Carlos Bueno de Morais e Maria Aparecida de Godoy Morais fazem uso do Mais Alimentos há cerca de dois anos. São produtores de milho, soja, trigo e hortifruti em geral. Com o recurso de R$ 270 mil o casal investiu na compra de um trator, uma carreta e um pulverizador, com o intuito de impulsionar a produção de alimentos.

“O Programa facilitou demais a vida aqui, porque comprar no boleto não é bom. Agora dá para planejar e calcariar a minha terra”, disse Carlos. Ele revela ainda que, antes da aquisição de seu maquinário, precisava terceirizar o serviço e pagar por hora pelo preparo da terra. Carlos e Maria agora pretendem acessar outro recurso para construir um barracão para guardar os implementos.

Produção em alta

Entre 2022 e 2024, houve um aumento de 11% no número de agricultores familiares com acesso a máquinas impulsionado pelo Programa Mais Alimentos. Atualmente, 43% das propriedades rurais contam com algum tipo de maquinário ou equipamento.

“O programa vai além do acesso ao crédito. Ele estimula a inovação, amplia a oferta de máquinas, sobretudo de pequeno porte, e fortalece a indústria nacional, especialmente as fábricas regionais. Com isso, geramos emprego, movimentamos a economia local e ampliamos a capacidade produtiva no campo de forma sustentável e inclusiva”, disse o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger.



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AgroNewsPolítica & Agro

inovação e tecnologia na Agrishow 2025


A 30ª edição da Agrishow, Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, que será realizada entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP), terá como tema “O Futuro do Agro de A a Z”, trazendo inovação, tecnologia e experiências aos visitantes.

O Essere Group, cuja essência é o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis para a produção agrícola, confirma sua participação no evento com a Bionat Soluções Biológicas, a Kimberlit Agrociências e a Loyder Brasil. Juntas, elas apresentarão aos visitantes os benefícios das soluções de manejo desenvolvidos pelo grupo, destacando tecnologias que aumentam a produtividade e preservam o meio ambiente. 

A Bionat Soluções Biológicas apresentará o SPRINTER, único produto no Brasil com a bactéria Pantoea agglomerans cepa ESALQ 33.1, resultado de duas décadas de intensa pesquisa na ESALQ-USP. Com tripla ação, o SPRINTER atua na promoção de crescimento; no aumento da tolerância a estresses abióticos; e na solubilização de nutrientes. O SPRINTER potencializa a nutrição e o desenvolvimento das culturas quando aplicado no plantio. Sua eficácia reside na capacidade da Pantoea agglomerans ESALQ 33.1 de se multiplicar rapidamente e colonizar a superfície radicular e internamente nas plantas (colonização endofítica). Essa colonização intensiva é crucial para o sucesso do produto, pois permite que a bactéria produza altos níveis de ácidos orgânicos, fosfatases, fitases e auxinas. “Trabalhar com tecnologia e inovação em processos e em obtenção de cepas exclusivas para novos produtos faz parte do DNA da Bionat”, afirma Álefe Borges, gestor de produtos da empresa.

A Kimberlit Agrociências, especialista no desenvolvimento e comercialização de produtos nos segmentos de Fisioativadores, Nutrição Especializada e Tecnologia de Aplicação, com foco no aumento da produtividade das lavouras, apresentará aos visitantes a tecnologia do CROPPER STIMULLUS, produto do segmento de fisioativadores que contém nutrientes e substâncias húmicas e biofisiológicas capazes de induzir e aumentar a atividade do metabolismo bioquímico das plantas, promovendo o desenvolvimento vegetativo com maior eficiência na absorção de nutrientes pelas culturas.

Pedro Couto, gestor de produtos Kimberlit, afirma que a inovação e a tecnologia são fundamentais para o trabalho da empresa, e este evento representa uma excelente chance de mostrar ao público soluções criativas e eficazes. “O CROPPER STIMULLUS vem trazendo benefícios que ajudam as lavouras a expressar o máximo potencial produtivo, sendo observado a campo melhor engalhamento/perfilhamento das culturas, maior formação de novas brotações, maior formação de estruturas vegetativa e reprodutivas e melhor equilíbrio fisiológico”. Ele complementa que “a escolha do manejo com fertilizantes foliares eficazes, optando por tecnologia com fontes de alta eficiência, é essencial para garantir nutrição rápida e sustentável, resultando em melhor qualidade e maior produtividade das culturas”.

A Loyder Brasil, referência em tecnologia e inovação, levará ao evento o fertilizante inteligente KIMCOAT NPK® composto por macro e micronutrientes, que combinam três tecnologias exclusivas: FertiUp® aumenta a eficiência dos nutrientes, RizoUltra® promove o desenvolvimento do sistema radicular e PhysioActive® impulsiona um melhor metabolismo das plantas resultando em maior tolerância aos estresses do ambiente. Além disso, a Loyder disponibiliza aos seus clientes ferramentas inovadoras como o LABOR 4.0, um laboratório certificado de análise de solo e folha sem custos para os clientes, e o SADE- Smart Agronomic Decision, um aplicativo que utiliza algoritmos para interpretar análises de solo e fornece recomendações assertivas. “Estamos muito animados para continuar ao lado do produtor, ajudando-o na sua nobre missão de alimentar o mundo”, afirma Danilo Storti, Gestor de Portfólio da Loyder Brasil.

 





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cuidados essenciais para não errar na compra do peixe



Durante a Semana Santa, parte da população costuma trocar o consumo de carne vermelha pelos pescados. Devido à grande procura por peixes, os consumidores devem fazer uma pesquisa em mais de um ponto de venda, pois costumam ocorrer variações significativas nos preços.

A nutricionista Samira Tanure, do Plantão Técnico da Emater-MG, alerta ainda que como se trata de um produto bastante perecível é importante ficar atento na compra para adquirir um produto de boa qualidade.

Tanure explica que no caso dos peixes frescos, há algumas indicações de que o produto está próprio para o consumo. “Os olhos devem estar claros, brilhantes e salientes; a superfície do corpo limpa, com brilho metálico característico, e escamas, nadadeiras e caudas bem aderidas ao corpo, além de brânquias (ou guelras) úmidas, com coloração avermelhada, mas sem sangramentos”, detalha a nutricionista.

No local de venda, o pescado deve estar disposto sobre uma camada uniforme de gelo. “O pescado fresco deve ser embalado em saco plástico bem fechado e guardado no refrigerador após a compra, preferencialmente em temperaturas próximas a 0 °C. É recomendável consumi-lo em até dois dias”, aconselha. Já no caso dos peixes embalados e congelados, o primeiro cuidado é verificar se a embalagem tem o selo de inspeção federal ou estadual.

Muito utilizado em receitas portuguesas, o bacalhau também requer alguns cuidados na compra. “Os consumidores devem dar preferência à peça inteira, sem estar desmanchado. O sal espalhado na superfície deve ter aparência homogênea. O ideal é um corpo firme e resistente e nunca com aparência úmida ou melada”, aponta a nutricionista.

Segundo Tanure, manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, como uma fina camada de pó sobre a superfície, indicam problemas na conservação do bacalhau.

Para evitar contaminações durante o preparo, ela orienta que o descongelamento seja feito lentamente, de um dia para o outro, nas prateleiras inferiores da geladeira. “Não é recomendável deixar o produto por muito tempo em temperatura ambiente, e nem mantê-lo imerso em água”, alerta.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Petróleo cai 7% e atinge mínima de mais de 3 anos com tarifas retaliatórias…


Logotipo Reuters

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda de 7% nesta sexta-feira, atingindo o menor valor em mais de três anos, com a China aumentando as tarifas sobre os produtos dos Estados Unidos, o que intensificou uma guerra comercial global que deixou os investidores preocupados com uma recessão.

A China anunciou que imporá tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA a partir de 10 de abril. Países de todo o mundo prepararam uma retaliação depois que Trump elevou as barreiras tarifárias ao seu nível mais alto em mais de um século.

As commodities, incluindo gás natural, soja e ouro, também despencaram, enquanto os mercados acionários globais caíram. O banco de investimentos JPMorgan disse que agora vê 60% de chance de uma recessão econômica global até o final do ano, em comparação com 40% anteriormente.

Os contratos futuros do Brent caíram US$4,56, ou 6,5%, a US$65,58 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA caíram US$4,96, ou 7,4%, a US$61,99.

Na mínima da sessão, o Brent caiu para US$64,03 e o WTI atingiu US$60,45, o valor mais baixo em quatro anos. O Brent registrou suas maiores perdas semanais em termos percentuais em um ano e meio, enquanto o WTI registrou a maior queda em dois anos.

“Para mim, esse é provavelmente um valor próximo do justo para o petróleo até que tenhamos algum tipo de indicação de quanto a demanda foi realmente reduzida”, disse Scott Shelton, especialista em energia da United ICAP.

“Minha opinião é que provavelmente acabaremos na casa dos US$50 no curto prazo para o WTI, de forma muito violenta”, disse Shelton, alertando que a demanda sofreria com as atuais circunstâncias do mercado.

As novas tarifas de Trump são “maiores do que o esperado” e as consequências econômicas, incluindo inflação mais alta e crescimento mais lento, provavelmente também serão, disse o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta sexta-feira, em comentários que apontaram para o conjunto de decisões potencialmente difíceis que o banco central dos EUA tem pela frente.

(Reportagem de Paul Cartsen; Reportagem adicional de Ahmad Ghaddar, Sudarshan Varadhan, Arunima Kumar)





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EUA apertam cerco à China e bolsas reagem em queda: ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o agravamento da guerra comercial entre EUA e China após novas restrições a chips da Nvidia e AMD.

O Nasdaq caiu mais de 4%, e o dólar recuou 0,42%, a R$ 5,86. Dados mistos nos EUA mostraram força no varejo e fraqueza na indústria. Powell alertou para pressões inflacionárias persistentes com tarifas elevadas.

No Brasil, o Ibovespa caiu 0,68%, pressionado por Vale e incertezas fiscais. Hoje, foco na decisão de juros do BCE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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EUA impõem tarifas de até 245% sobre importações da China


Segundo anúncio divulgado pela Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, nesta terça-feira (15), uma ordem executiva determinando a abertura de uma investigação sobre os riscos à segurança nacional causados pela dependência dos Estados Unidos de minerais críticos processados no exterior, com foco especial na China. A medida autoriza o Departamento de Comércio a conduzir a apuração com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962, mesma legislação usada anteriormente para impor tarifas sobre aço e alumínio.

Segundo a Casa Branca, a investigação vai examinar a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos, os efeitos econômicos de distorções no mercado global e as possíveis medidas comerciais para proteger os interesses estratégicos dos EUA. “Uma dependência excessiva de minerais críticos estrangeiros pode comprometer as capacidades de defesa, o desenvolvimento de infraestrutura e a inovação tecnológica dos Estados Unidos”, afirmou Trump.

A ordem ocorre em meio a uma escalada nas tensões comerciais com a China. O país asiático proibiu recentemente a exportação de materiais estratégicos como gálio, germânio, antimônio e seis metais pesados de terras raras, incluindo ímãs usados em indústrias aeroespaciais, de semicondutores e de defesa. A medida é vista por Washington como uma tentativa de coerção econômica.

Veja também: Guerra tarifária: tarifa da China sobre EUA sobe de 84% para 125%

Como resposta, os Estados Unidos mantêm em vigor um conjunto de tarifas que pode chegar a até 245% sobre determinados produtos importados da China. Esse percentual inclui uma tarifa recíproca de 125%, uma taxa adicional de 20% relacionada à crise do fentanil e tarifas da Seção 301, que variam entre 7,5% e 100%, aplicadas a produtos específicos. “Produtores estrangeiros têm se envolvido em manipulação de preços, excesso de capacidade e restrições arbitrárias à exportação, usando seu domínio na cadeia de suprimentos como ferramenta para obter influência geopolítica e econômica sobre os Estados Unidos. Há alguns meses, a China proibiu as exportações para os Estados Unidos de gálio, germânio, antimônio e outros materiais de alta tecnologia com potenciais aplicações militares”, apontou o documento.

O governo norte-americano justifica a continuidade das tarifas com base na postura retaliatória da China. “Mais de 75 países já se uniram para discutir novos acordos comerciais. Como resultado, as tarifas individualizadas mais altas estão atualmente suspensas em meio a essas discussões, exceto para a China, que retaliou”, informou a Casa Branca em comunicado.

A nova ordem executiva se soma a uma série de ações iniciadas pela administração Trump desde o início de seu mandato. Entre elas estão a imposição de tarifas sobre aço e alumínio, a criação do plano de comércio “Justo e Recíproco”, e a abertura de investigações sobre importações de outros insumos estratégicos, como cobre e madeira serrada.





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veja a previsão de hoje



Os temporais afetam o Sudeste e o Norte do país nesta quinta-feira (16), véspera de feriado. Confira a previsão para todo o país:

Sul

A frente fria se afasta em direção ao oceano e o tempo volta a ficar mais estável no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, sem chuva prevista em Porto Alegre e Florianópolis. No Paraná, pancadas com raios ainda podem ocorrer nas regiões norte e leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba. Não tem previsão de temporais.

Sudeste

Um cavado meteorológico se propaga pelo Sudeste do Brasil ao longo do dia, o que aumentará as instabilidades em toda a Região. A chuva cai com forte intensidade sobre todos os estados, com alerta de temporais.

Centro-Oeste

Dia de muita nebulosidade e pancadas de chuva à tarde entre Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, o sol aparece, mas podem ocorrer pancadas de chuva à tarde, com maior intensidade na metade sul do estado. O tempo abafado ainda predomina na Região.

Nordeste

Dia de sol e calor em áreas do Rio Grande do Norte, da Paraíba, do centro-leste de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Pancadas isoladas são previstas para o interior pernambucano, Piauí e Maranhão. Na Bahia, a chuva ocorre de forma mal distribuída.

Norte

O dia será de céu mais nublado e chuva a qualquer hora no Acre, Amazonas e em Rondônia, com até forte intensidade. No Pará e Tocantins, o sol aparece e, a partir da tarde, ocorrem pancadas de trovoadas. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém as instabilidades no Amapá e em Roraima, onde a chuva ocorre em vários momentos do dia. As temperaturas seguem elevadas em toda a Região.



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Mato Grosso bate recorde de exportação de carne em março



Mato Grosso registrou um volume recorde de exportações de carne bovina




Foto: Pixabay

Mato Grosso registrou um volume recorde de exportações de carne bovina em março de 2025. Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (14), o estado embarcou 164,32 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) no primeiro trimestre do ano, o que representa 20,63% das exportações nacionais no período.

De acordo com o levantamento, o volume exportado aumentou 6,25% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando foram registradas 154,66 mil toneladas. O desempenho foi atribuído a um conjunto de fatores econômicos e produtivos. “A combinação entre a valorização do dólar, a maior oferta de carne pelos frigoríficos e a retração da demanda interna contribuiu para o redirecionamento da produção ao mercado externo”, avaliou o Imea.

Além do crescimento no volume, a receita obtida com as exportações também alcançou um patamar inédito. Em março, foram gerados US$ 232,88 milhões, valor 28,76% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Segundo o instituto, a alta foi impulsionada por um aquecimento na demanda internacional pela carne bovina brasileira.





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Chuva favorece caqui em Caxias do Sul



A colheita de caqui segue em ritmo acelerado




Foto: Pixabay

A colheita de caqui segue em ritmo acelerado na região administrativa de Caxias do Sul, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. A chuva registrada no período contribuiu para a recuperação da umidade do solo e do ar, condições que estavam comprometidas anteriormente.

De acordo com o informativo, a redução nas temperaturas também colaborou para a melhora no calibre e na turgidez dos frutos, além de beneficiar o desenvolvimento das plantas. “As condições climáticas mais amenas favoreceram a qualidade dos frutos e o bem-estar dos pomares”, informou a Emater/RS-Ascar.

A colheita está sendo realizada tanto em pomares em estágio avançado quanto naqueles onde foi aplicada giberelina, substância usada para retardar a maturação das frutas. A avaliação fitossanitária aponta que não há ocorrências relevantes de doenças ou pragas, mantendo o estado das plantações dentro da normalidade.

No entanto, mesmo com a boa condição das lavouras, os preços seguem em queda. A principal causa apontada pela Emater é a elevação da oferta de caquis provenientes de outras regiões do país, o que tem pressionado o mercado local. O preço da fruta varia entre R$ 2,50 e R$ 3,50 por quilo, conforme o calibre dos frutos.





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Embrapa Soja celebra 50 anos comemorando sucesso da soja no Brasil


No dia 16 de abril de 2025, a Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, completa 50 anos com uma série de ações comemorativas para celebrar sua contribuição no desenvolvimento da soja no Brasil, hoje maior produtor mundial de soja com 167 milhões de toneladas, na safra 2024/25, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).Como parte das comemorações, a Embrapa Soja está organizando uma publicação que irá abordar a relevância da soja, a contribuição da Embrapa e seus parceiros para a sojicultura brasileira, assim como pensar e projetar o futuro da pesquisa e os novos caminhos para esta cultura. Também elaborou um hotsite que reúne um histórico de sua atuação, a partir de uma linha do tempo, assim como as principais linhas de pesquisa atuais e a história da cultura soja, com indicação de publicações gratuitas para baixar: www.embrapa.br/soja/50anos.

Eventos comemorativos – No dia 26 de maio, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR), às 13h30, será realizado o workshop Embrapa Soja 50 anos: histórico e perspectivas, cujo objetivo é debater o papel da Embrapa Soja na liderança brasileira na produção mundial de soja, assim o desenvolvimento tecnológico e inovação como base para manutenção da sustentabilidade produtiva de soja brasileira. O evento é aberto ao público, mediante inscrição pelo site da Embrapa Soja: www.embrapa.br/soja.

Entre os dias 21 e 24 de julho de 2025, a Embrapa Soja realiza o X CBSoja e Mercosoja 2025 (CBSoja), em Campinas-SP. Com o tema “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”. Em sua décima edição, o Congresso irá celebrar os 50 anos da Embrapa Soja e debater os principais pilares da cadeia produtiva, com foco na agregação de valor e no desenvolvimento de uma agricultura sustentável, com base tecnológica e inovação digital. A programação inicial e inscrições estão disponíveis no site: cbsoja.com.br.

Contribuições históricas

Quando a Embrapa Soja foi criada, em 1975, o Brasil era importador de alimentos e a produção nacional de soja era de, aproximadamente, 10 milhões de toneladas. “O incremento da produção brasileira, ao longo de 50 anos, vem sendo baseado em ciência e inovação. O Brasil consegue, assim, produzir mais em menos espaço e com bastante eficiência e competitividade”, destaca o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.

Segundo Nepomuceno, em 1975, a Embrapa Soja tinha o propósito de desenvolver tecnologias para produção de soja no Brasil, porém, a instituição tornou-se referência mundial em pesquisa para a cultura em regiões tropicais.  “Até 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e subtropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. Os pesquisadores da Embrapa Soja e seus parceiros romperam essa barreira, ao desenvolver variedades adaptadas às condições tropicais com baixas latitudes”, conta Nepomuceno. A Embrapa Soja teve protagonismo no desenvolvimento da soja brasileira, tanto que, em 50 anos, a instituição desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja. Para apoiar os programas de melhoramento genético, a Embrapa Soja possui um dos maiores bancos ativos de germoplasma de soja do mundo – uma coleção de sementes com mais de 65 mil acessos de soja.

Além do desenvolvimento de cultivares, criou-se um sistema para produção de soja tropical. “Isso inclui recuperação/manutenção da fertilidade do solo, técnicas de manejo da cultura, controle de plantas daninhas e pragas e doenças, melhoria da qualidade das sementes, entre outras. Esse conjunto de tecnologias tem permitido a sustentabilidade agrícola da cultura da soja no Brasil”, reforça Nepomuceno.

A adoção do Manejo Integrado de Insetos (MIP-Soja), por exemplo, permite reduzir o uso de inseticidas na lavoura em 50%, garantindo maior lucratividade ao sojicultor, além de maior preservação ambiental, explica Nepomuceno. Outra contribuição ao sistema produtivo da soja foi a inoculação com bactérias fixadoras de N (rizóbios). Somente em 2023, essa solução propiciou uma economia estimada de 25 bilhões de dólares, ao dispensar o uso de adubos nitrogenados. A Embrapa Soja estima esse valor considerando a área de soja, a produção de soja, o valor do fertilizante (ureia), e a eficiência de uso do fertilizante nitrogenado. Em 2014, a Embrapa Soja identificou outra bactéria benéfica que estimula o crescimento da soja (Azospirillum). A associação dessas bactérias resulta em ganhos de produtividade da ordem de 16%, por ano. A fixação biológica de nitrogênio utilizada na cultura da soja também permite redução de emissão de gases de efeito estufa.

“A preocupação com a sustentabilidade dos sistemas produtivos sempre foi uma prioridade que norteia as ações da cadeia produtiva da soja”, reforça Nepomuceno. “Além disso, nossas pesquisas estão direcionadas para o aumento da produtividade com racionalização de custos, permitindo a obtenção de renda adequada ao produtor, segurança alimentar e benefícios sociais”, avalia.

A Embrapa Soja também tem forte contribuição para a implementação de políticas públicas, a exemplo do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC-Soja), do vazio sanitário da soja, de normativas na área qualidade de sementes e grãos e de regulamentação de misturas em tanque de agrotóxicos, entre outras ações. 

Embrapa Soja do século XXI – Para colaborar com sustentabilidade produtiva da soja, atualmente, a Embrapa vem fortalecendo suas ações em quatro eixos de pesquisa: Genética Avançada, Bioinsumos, Soja Baixo Carbono e Agricultura Digital. Pesquisas vêm sendo direcionadas para aumentar a participação de insumos biológicos no controle de insetos-praga e doenças e na promoção do crescimento de plantas, bem como a substituição de fertilizantes de origem não renovável por insumos de base biológica.

Nestas primeiras décadas do século atual, a biologia molecular e a engenharia genética têm produzido mudanças no desenvolvimento de novas cultivares de soja. Os pesquisadores da Embrapa Soja vem utilizando seleção assistida por marcadores moleculares no melhoramento vegetal para desenvolver cultivares, o que traz maior máxima eficiência, rapidez e com baixo custo. “A utilização da edição gênica permite avanços rápidos no melhoramento genético para uma grande amplitude de características, como, por exemplo, melhoramento da qualidade do óleo e da proteína, assim como resistência a doenças, cultivares de soja mais tolerantes às adversidades climáticas”, explica Nepomuceno.

Aliado a isso, diferentes tecnologias pretendem contribuir para a conservação dos recursos ambientais e a mitigação da emissão de gases causadores do efeito estufa. O Programa Soja Baixo Carbono, por exemplo, está criando diretrizes e protocolos para certificar a sustentabilidade da produção de soja brasileira, tornando tangíveis aspectos qualitativos e quantitativos das emissões e do sequestro de carbono no processo de produção do grão. Está sendo pautado na mensuração dos benefícios e na certificação das práticas de produção que comprovadamente reduzam a emissão de Gases de Efeito Estufa.

A transformação digital é outra vertente de pesquisa que vem trazendo mudanças no campo, por meio de soluções de conectividade, sensoriamento remoto, sensores, drones, entre outras. “A agricultura digital potencializa o planejamento e o monitoramento das lavouras, a racionalização no uso de insumos facilitando e aumentando a eficiência do produtor em suas decisões, permitindo o incremento da produtividade e da rentabilidade”, defende Nepomuceno.

Perfil da Embrapa Soja

A Embrapa Soja é uma das 43 unidades de pesquisa da Embrapa. Fundada em 16 de abril de 1975, em Londrina (PR), a Embrapa Soja tem seu histórico pautado no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a cultura da soja. A Embrapa Soja defende e orienta sobre práticas de manejo responsável que vão desde a semeadura até a pós-colheita da soja. As tecnologias são colocadas a serviço da sustentabilidade dos sistemas de produção e atendem diferentes perfis e tamanhos de propriedades agrícolas, contribuindo para a rentabilidade do produtor, gerando assim benefícios para toda a sociedade. A Embrapa Soja também estimula o desenvolvimento do trigo no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e teve uma contribuição importante para o estabelecimento da cultura de girassol no Brasil.

Sua sede, no distrito de Warta, dispõe de 22.390 m2 de área construída, divididos em 34 casas de vegetação, 34 laboratórios, auditório com salas de apoio, biblioteca, restaurante, garagem para veículos e máquinas agrícolas, galpões de apoio, cozinha experimental e prédios administrativos. A Embrapa Soja possui ainda dois campos experimentais: a Fazenda Maravilha (Londrina-PR), onde são feitas pesquisas na área de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) e de manejo de solo e a Fazenda Modelo, localizada em Ponta Grossa (PR), onde são conduzidas atividades de melhoramento genético e de produção de sementes. Atualmente, a Embrapa Soja conta com 252 empregados, sendo 61 pesquisadores, a maioria com doutorado e pós-doutorado em diversas áreas do conhecimento. 





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