terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

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Pesquisa expande possibilidades para produção sustentável de soja



O Brasil é o maior produtor de soja do mundo e uma das razões é a incorporação de bioinsumos, ou seja, microrganismos que promovem a fixação biológica de nitrogênio no solo. Sem tal prática, esse nutriente essencial teria de ser suplementado por adubação. Ao manejar o uso de fertilizante, a economia gerada para os produtores no Brasil é estimada em aproximadamente US$ 15 bilhões anuais.

O principal bioinsumo hoje usado comercialmente são bactérias do gênero Bradyrhizobium spp. (rizóbios). Em um estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), essa estratégia foi combinada com um novo isolado bacteriano (PGPR, sigla em inglês para rizobactérias promotoras do crescimento de plantas).

“Observamos que houve maior crescimento e produção de vagens nas plantas, sem que os microrganismos lançados no ambiente causem impacto na estrutura da comunidade microbiana nativa”, conta Leandro Fonseca de Souza, biólogo com pós-doutorado no Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq-USP.

“Além disso, combinar esses microrganismos tem potencial de contribuir com a assimilação do fósforo no solo pela planta, outro nutriente importante suplementado por adubação”, complementa.

Descoberta

O Bacillus thuringiensis RZ2MS9 foi isolado pela primeira vez da rizosfera (região onde o solo e as raízes das plantas entram em contato) de guaraná da Amazônia (Paullinia cupana, variedade sorbilis) e demonstrou potencial de promover crescimento de soja e milho em experimentos de casa de vegetação e também ensaios em campo.

Essa linhagem é capaz de produzir sideróforos (moléculas importantes para captação de nutrientes do ambiente), hormônios vegetais, solubilização de fosfatos e fixação biológica de nitrogênio in vitro. A linhagem pertence à coleção de microrganismos do Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq, de onde outro isolado, a Pantoea agglomerans cepa Esalq 33.1, ganhou destaque recentemente como bioinsumo comercial desenvolvido em parceria entre a empresa Bionat Soluções Biológicas e a Esalq-USP.

O estudo inovou ao demonstrar que o uso do microrganismo em campo traz pouca influência sobre a diversidade das funções potenciais naturais do solo. Também apontou que, mesmo quando a diversidade funcional foi influenciada, o efeito foi de curta duração, perdido ao fim de um ciclo de produção de soja. Isso soma evidências à segurança ambiental de utilizar B. thuringiensis RZ2MS9 em coinoculação com bioinsumos já existentes no mercado para a cultura de soja.



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Arena Digital Agro reúne as principais tendências do campo


Os visitantes da 18a ExpoFrísia terão acesso às tendências do agronegócio na Arena Digital Agro, ambiente que contará com palestras técnicas e iniciativas para comunicação e inovação. O espaço estará aberto ao público nos dias 24 e 25 de abril, no Pavilhão de Exposições Frísia, anexo ao Parque Histórico de Carambeí (PR). A entrada e o estacionamento são gratuitos.

De acordo com Luciano Tonon, especialista de Eventos e Cooperativismo da Frísia, organizadora da feira, cooperados, parceiros e público em geral poderão fazer uma imersão em vários assuntos, de forma simultânea, que mesclam teoria e prática.

“Estamos criando uma programação que atenda a todos os visitantes, para que eles saiam do evento conhecendo as novidades e como analisamos o agro para este ano. Inclusive, haverá a palestra magna do ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera”, conta Tonon.

Cabrera vai ministrar uma palestra no dia 24, às 16h, em que destaca a modernização do agro e a competitividade do setor. O palestrante tem experiência tanto na vida pública quanto para a produção rural e iniciativas de aprimoramento da agricultura e pecuária no Brasil.

Também nesse primeiro dia haverá o encontro de todas as frentes de comunicação das cooperativas do Paraná, organizado pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). O “Fórum de Comunicação das Cooperativas Paranaenses – ComunicaCoop” terá como palestrante na abertura a coordenadora de Marketing e Cooperativismo da Frísia, Sabrina Morello. Ela tratará sobre o planejamento estratégico de marca e comunicação da comemoração do centenário da cooperativa.

Já no segundo dia, 25, serão abordados no miniauditório 1 assuntos como o “sistema de monitoramento de vacas”, o “mercado de suínos” (pela Cooperativa Aurora) e o “planejamento e gestão compartilhada”,  temática voltada à sucessão familiar, a qual a Frísia tem um trabalho planejado e eficiente para os cooperados. 

No miniauditório 2, também no dia 25, a sustentabilidade será o foco das palestras, com temas como “mercado de carbono” e “estratégias de intensificação sustentável”. Ao fim do dia haverá a premiação do “Concurso de Silagem”, organizado pela Fundação ABC e que reconhece o trabalho na produção de silagem de milho.

A 18a ExpoFrísia acontece entre os dias 24 e 26 de abril e apresenta o que o mercado tem de melhor em genética e manejo dos animais, que se soma a exposição de bovinos da raça holandesa, julgamentos, Clube de Bezerras – para a nova geração, incentivando manejo e cuidado com os animais – e Copa dos Apresentadores – com a participação de cooperativas parceiras na região. 

Serviço

Arena Digital Agro da 18ª ExpoFrísia

Data:      24 e 25 de abril (quinta e sexta), a partir das 8h30

Local:    Pavilhão de Exposições Frísia

              Anexo ao Parque Histórico de Carambeí

              Avenida dos Pioneiros, 4.050

              Carambeí (PR)

Saiba mais em www.expofrisia.com.br





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Milho tem produtividade acima do previsto no Paraná



Chuvas favorecem milho no Sul do Paraná




Foto: Agrolink

A primeira safra de milho 2024/25 no Paraná apresentou ganho de produtividade de 4,3%, superando as expectativas iniciais. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (17) no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o levantamento, o bom desempenho é resultado do clima favorável nas regiões Sul e Sudoeste, que concentram juntas mais de 82% da área plantada e respondem por 84,41% da produção estadual. “O clima nestas regiões foi mais regular, o que favoreceu o desenvolvimento das lavouras e resultou no crescimento da produtividade”, afirma o boletim.

Na região Sul, responsável por 65,76% da área cultivada, os resultados superaram as expectativas. Já no Sudoeste, que responde por 16,79% da área, os índices também foram considerados positivos.

Nas demais regiões do estado — Oeste, Norte, Noroeste e Centro-Oeste —, a produtividade foi prejudicada por fatores climáticos. “Nessas localidades, as chuvas em março ficaram abaixo da média histórica e foram acompanhadas por ondas de calor, o que comprometeu o desenvolvimento das lavouras”, registram os analistas do Deral. Essas áreas somam 17,4% da área total plantada no estado.

Apesar das perdas pontuais, as chuvas que ocorreram na última semana em várias regiões do Paraná podem atenuar os impactos negativos e contribuir para a recuperação das lavouras em estágio mais sensível.





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previsão de hoje indica clima severo no país



O sábado pós-feriado nacional será marcado pela chegada de uma nova frente fria que afeta, principalmente, o Sul e o Sudeste do país. Confira a previsão para todo o Brasil:

Sul

Neste sábado, uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical em alto mar avança rapidamente pela Região Sul, provocando chuva no norte e leste do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Temporais pontuais não são descartados nessas áreas. A temperatura já começa a cair na Campanha Gaúcha por conta do ar frio que ingressa pelo continente.

Sudeste

Um novo cavado meteorológico se propaga pela Região Sudeste e uma frente fria avança em direção a São Paulo. A combinação destes sistemas aumentará as instabilidades em território paulista, assim como no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Tem previsão de acumulados altos e chuva forte. No Espírito Santo, sol entre nuvens e pancadas de chuva à tarde.

Centro-Oeste

Chove forte em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e interior de Goiás. Campo Grande e Cuiabá podem registrar temporais. Goiânia e Brasília terão pancadas com raios. Contudo, o tempo segue abafado.

Nordeste

A chuva volta a diminuir significativamente na Região e as instabilidades se concentram entre os litorais do Maranhão e do Rio Grande do Norte, mas sem altos acumulados. A chuva continua no sul da Bahia com moderada intensidade. No interior, tempo firme. 

Norte

Os maiores volumes se concentram no Amapá, com probabilidade de chuva forte na capital Macapá. Nos demais estados, as instabilidades diminuem e várias áreas do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia terão tempo firme.



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Bioestimulante testado em lavouras de soja aponta aumento na produtividade



O bioestimulante vem sendo testado em outras culturas




Foto: Pixabay

Um estudo realizado em lavouras de soja no estado do Mato Grosso investigou os efeitos de um novo bioestimulante na produtividade das plantas e na qualidade do solo. Os experimentos foram conduzidos nos municípios de Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade, com foco na emissão de carbono, nas propriedades do solo, no sistema radicular e no desenvolvimento das plantas.

O produto testado foi o Marin Deep, um bioestimulante desenvolvido pela empresa Ambios, composto por algas marinhas e aminoácidos extraídos da tilápia. A pesquisa foi conduzida por Cassiano Cremon, pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com apoio da empresa Natter, responsável pela testagem. “Os resultados preliminares indicaram um aumento na produção de soja em áreas onde o produto foi aplicado. Em algumas situações, esse incremento superou os 11%. Adicionalmente, as análises revelaram uma correlação positiva entre a utilização do produto e a elevação dos níveis de carbono lábil no solo, um componente importante para a saúde e a atividade microbiana do ambiente radicular”, explicou Cremon.

De acordo com os pesquisadores, o diferencial do bioestimulante está em sua composição rica em carbono orgânico, na versatilidade de aplicação e no fato de não se enquadrar na categoria de fertilizante tradicional. “O bioestimulante se destaca por sua versatilidade, sendo compatível com diversos insumos utilizados no campo, como inoculantes, herbicidas e fungicidas. Além disso, pode ser aplicado tanto via foliar quanto no solo, mantendo sua ação benéfica mesmo ao atingir o solo após a aplicação nas folhas”, acrescentou o pesquisador.

O diretor de produção da Natter, Thiago Barros da Rocha, destacou o interesse do setor por tecnologias que possam melhorar a resiliência das lavouras frente a condições climáticas adversas. “A instabilidade climática no plantio da soja tem intensificado a procura por tecnologias que ajudem as plantas a superarem o estresse oxidativo, permitindo um estabelecimento mais eficiente com menor gasto de energia. O Marin Deep se apresenta como uma ferramenta promissora nesse cenário, otimizando a performance da planta e a rizosfera, que desempenha um papel fundamental para um bom início e, consequentemente, para uma alta produtividade”, afirmou. Além da soja, o bioestimulante vem sendo testado em outras culturas.





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Boi China registra nova alta no mercado paulista



Alta no boi gordo e estabilidade no restante




Foto: Canva

A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” subiu R$3,00 por arroba nas praças paulistas, segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, divulgado nesta quinta-feira (17). A valorização foi impulsionada pela melhora no escoamento da carne bovina e pela maior demanda por bovinos machos destinados ao abate.

A cotação da vaca e da novilha permaneceu estável. As escalas de abate no estado de São Paulo estiveram, em média, programadas para oito dias.

Em Goiás, o mercado manteve-se equilibrado, com a oferta de bovinos suficiente para atender à demanda, mas sem excedentes. Na região de Goiânia, não foram registradas variações nos preços das categorias. Já na região Sul do estado, a cotação do boi gordo subiu R$3,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha permaneceram com os mesmos valores anteriores.

No Noroeste do Paraná, os preços não apresentaram alterações. As escalas de abate ficaram, em média, para dez dias.

No Espírito Santo, o mercado seguiu estável, sem mudanças nas cotações das principais categorias bovinas.





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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece avanço da colheita de arroz



RS colhe 79% da área semeada com arroz




Foto: Divulgação

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcançou 79,19% da área semeada, o equivalente a 768.873 hectares, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As regiões da Planície Costeira Externa e da Fronteira Oeste estão entre as mais adiantadas e devem concluir os trabalhos nos próximos dias.

Na avaliação de Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, o avanço da colheita tem sido limitado por fatores climáticos e pela redução na duração dos dias. “A colheita está avançando lentamente em razão dos dias serem menores, mas devido às previsões de clima favorável para os próximos dias, a colheita deverá avançar, favorecendo o encerramento da colheita na Planície Costeira Externa e Fronteira Oeste”, afirmou.

As informações são coletadas semanalmente pelos 37 escritórios regionais do Irga e divulgadas por meio da plataforma Safra, que monitora o andamento das etapas de plantio e colheita em todas as regiões produtoras do estado.





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Transporte da soja na Amazônia enfrenta protestos indígenas e estradas precárias


Logotipo Reuters

 

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) – Protestos indígenas e estradas precárias vêm atrapalhando as atividades nos terminais fluviais de Miritituba (PA), o principal complexo portuário do chamado Arco Norte e onde empresas como Cargill e Bunge têm operações relevantes.

O gargalo logístico ocorre num momento de demanda aquecida pela soja do Brasil, que é o maior produtor e exportador mundial e deve colher um volume recorde da oleaginosa este ano. A escalada da guerra comercial global, que desestimula a compra da soja dos concorrentes norte-americanos pela China, favorece as vendas do Brasil ao país asiático, que é o maior importador do mundo do grão.

Miritituba recebeu cerca de 15 milhões de toneladas de soja e milho no ano passado, os quais foram acondicionados em barcaças para posterior exportação por Barcarena (PA). O volume movimentado equivale a mais de 10% das exportações brasileiras desses grãos no período. Espera-se que a movimentação no porto aumente cerca de 20% este ano.

Mas desde o final de março, manifestantes do povo Munduruku têm bloqueado um trecho da Rodovia Transamazônica (BR-230), perto da instalação portuária, atrapalhando a passagem dos caminhões em determinadas horas do dia. Os indígenas desejam pressionar o Supremo Tribunal Federal a derrubar uma lei de 2023 que visa limitar seus direitos à terra, o chamado Marco Temporal.

A presença dos Munduruku exacerbou um outro problema da região, que é a falta de pavimentação num trecho de cinco quilômetros da BR-230, conhecido como “Transportuária”. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas do Brasil (Anatc), os problemas no trecho atrasaram o descarregamento de algumas carretas por até três dias em Miritituba recentemente.

A Amport, que representa as maiores empresas que embarcam no terminal, disse que os caminhoneiros com acesso pré-agendado não enfrentam este tipo de espera no porto.

Ainda assim, o diretor-presidente da Amport, Flavio Acatauassu, estimou que cada hora de bloqueio dos manifestantes impede que pelo menos 12.000 toneladas de soja sejam descarregadas no terminal.

A Via Brasil BR-163, que administra 1.009 quilômetros da rodovia que liga as fazendas do Estado do Mato Grosso ao porto fluvial, disse que um novo acesso será construído quando o poder Judiciário lhe der permissão para desapropriar determinadas áreas.

Enquanto isto, a presença dos indígenas e caminhoneiros na área gerou tensão nas proximidades de Miritituba, de acordo com uma carta escrita pelos representantes Munduruku e enviada à Reuters.

“Nossa luta é pacífica, mas temos sofrido ataques e ameaças de caminhoneiros, incluindo xingamentos, arremesso de pedras, disparos e manobras violentas com veículos”, disseram os manifestantes.

Rafael Modesto, advogado do Conselho Indigenista Missionário, que defende os interesses indígenas perante o Supremo Tribunal Federal, disse que o protesto reflete o temor dos povos nativos de perder suas terras para o agronegócio.

Ao mesmo tempo, representantes do setor agrícola no Congresso têm se colocado contra o Supremo em relação à questão do Marco Temporal.

“Acreditamos que, se qualquer proposta que altere o texto da Constituição for aprovada, manifestações como essa poderão se tornar mais frequentes em todo o Brasil”, disse ele.

(Reportagem de Ana Mano; reportagem adicional de Manuela Andreoni)





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Broca da raiz ameaça lavouras em áreas úmidas



Broca da raiz exige controle integrado


Foto: Unsplash

A presença da broca da raiz (Eutinobothrus brasiliensis) tem gerado preocupação entre produtores rurais, especialmente em áreas úmidas e de baixada, onde as condições favorecem o desenvolvimento da praga. O inseto ataca diretamente a base das plantas, abrindo galerias na região do colo, o que compromete o crescimento e pode levar à morte da planta.

De acordo com o engenheiro agrônomo Lucas Barros, em artigo publicado no Blog Aegro, “as fêmeas criam orifícios e depositam seus ovos nesses locais, o que dá início ao ciclo da praga”.

A ação da broca da raiz afeta principalmente plantas jovens, que apresentam sintomas como murchamento. Em plantas mais desenvolvidas, o problema pode ser identificado pelo avermelhamento e pela perda de turgor das folhas.

Barros destaca que o manejo inadequado de restos culturais é um dos fatores que favorecem a infestação. “Solo úmido e áreas de plantio direto e que não faz a destruição de restos culturais favorece o surgimento da praga”, afirmou o agrônomo.

Para o controle da praga, o especialista recomenda uma abordagem que combine diferentes estratégias. “O controle da broca da raiz pode ser realizado integrando os métodos culturais e químico”, explicou.





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Colheita de milho avança 22% na Argentina



Chuvas atrasam colheita na Argentina, mas beneficiam solo




Foto: Nadia Borges

O clima úmido registrado em parte das regiões agrícolas da Argentina vem dificultando o avanço da colheita das safras de verão, segundo informações do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Apesar dos atrasos, as chuvas contribuíram para a recomposição das reservas de umidade no solo, fator importante para o desenvolvimento das lavouras de grãos de inverno.

Segundo o boletim, precipitações moderadas a fortes, variando entre 25 e 50 milímetros, atingiram uma faixa que vai de Buenos Aires até o norte de Corrientes. No centro de Corrientes e em Entre Rios, as chuvas superaram os 50 milímetros, chegando a 100 mm em algumas áreas. Regiões mais afastadas registraram volumes inferiores a 25 mm.

As temperaturas da semana ficaram abaixo do padrão histórico. Em média, os termômetros marcaram até 4°C abaixo da normalidade, com máximas diurnas oscilando entre 20°C e 25°C. As mínimas permaneceram acima de zero em todo o território analisado.

Dados oficiais divulgados pelo governo argentino no dia 10 de abril indicam que a colheita do girassol atingiu 89% da área, enquanto o milho chegou a 22% e o sorgo, a 18%.





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