terça-feira, maio 26, 2026

Autor: Redação

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Após o feriadão, frente fria influencia o tempo na terça-feira em partes do Brasil



Depois de quatro dias de folga para muita gente, a terça-feira (22) deve começar com o tempo instável em diversas partes do país. Uma frente fria na costa brasileira deixa o mar agitado em diversos estados. No centro-norte do Brasil, uma Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) provoca chuva generalizada. Acompanhe como fica o tempo na sua região, segundo a Climatempo:

Região Sul

Atuação do sistema de alta pressão responsável por carregar a massa de ar polar deve continuar mantendo o tempo firme em praticamente toda a região, além de impedir a elevação mais significativa das temperaturas ao longo do dia.

Região Sudeste

Ainda sob circulação de ventos mais frescos associados à área de alta pressão que atua sobre todo o sul e sudeste do país, o tempo segue mais firme na maior parte dos estados, com chuva ocasional em alguns pontos, em virtude da entrada de umidade. Temperaturas seguem mais amenas entre SP, MG e RJ.

Região Centro-Oeste

Tempo segue mais estável em boa parte do Mato Grosso do Sul, ainda sob certa influência da circulação de ventos associados ao sistema de alta pressão que atua sobre o sul e sudeste do país. Entre Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, mediante a presença de umidade na atmosfera, pode chover em forma de pancadas no período da tarde.

Região Nordeste

Aproximação da ZCIT mantém a chuva mais expressiva em toda a costa norte da região, entre o litoral norte do RN e do MA. A circulação de ventos marítimos ainda incidentes após o deslocamento da frente fria mantém a chuva sobre o estado da BA. Áreas do sertão e agreste seguem com maior predomínio de tempo firme.

Região Norte

Terça: Tempo segue instável em praticamente todos os estados da região, ainda por conta da oferta de umidade e calor disponíveis na atmosfera local. Destaque para a chuva mais forte que cai sobre o RO, PA e AP.



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estudo revela ameaça crescente à segurança alimentar mundial



Uma pesquisa conduzida por cientistas de 17 países mapeou a evolução global do Colletotrichum graminicola, fungo causador da antracnose do milho, e identificou três linhagens geneticamente distintas — norte-americana, brasileira e europeia. A investigação analisou 212 isolados provenientes dos cinco continentes e revelou que o principal vetor de disseminação do patógeno é o uso de sementes contaminadas.

Coordenado com apoio da Universidade de Salamanca, na Espanha, e da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, o estudo aponta a Mesoamérica como origem provável do fungo. “A linhagem da América do Norte parece ser a mais ancestral. Já a europeia é a mais virulenta, com maior risco de surtos severos”, afirma a pesquisadora Flávia Rogério.

A presença de isolados argentinos agrupados com a linhagem europeia sugere migração genética entre América do Sul e Europa. Segundo os pesquisadores, esse intercâmbio pode ter ocorrido por meio de sementes contaminadas utilizadas em viveiros de inverno, comumente empregados em programas de melhoramento genético de milho.

Com base em análises estatísticas e genéticas, os cientistas estimaram que até 35,8% da variação genética observada no fungo pode ser explicada pela distância geográfica. A pesquisa também identificou sinais de recombinação genética em 80% dos isolados, o que amplia a diversidade e eleva a capacidade do fungo de causar danos.

O pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente (SP), reforça que o fator humano tem sido decisivo na disseminação da antracnose. Ele destaca que a grande diversidade genética encontrada dificulta o desenvolvimento de cultivares resistentes, aumentando os desafios para o setor agrícola.

Ensaios laboratoriais conduzidos na Universidade de Salamanca mostraram variações significativas na virulência dos diferentes isolados do fungo. A preocupação principal dos cientistas é que essa evolução possa provocar surtos severos, como os registrados nos Estados Unidos na década de 1970, que resultaram em perdas totais em lavouras de milho em regiões inteiras.

A pesquisa também demonstrou diferenças nos eventos de introgressão genética entre as linhagens. A linhagem norte-americana foi apontada como a mais antiga, tendo servido como intermediária para a disseminação global do fungo. O padrão se assemelha ao de outro patógeno do milho, o Setosphaeria turcica, cuja origem também está ligada ao México.

Como medida preventiva, especialistas da Embrapa Milho e Sorgo recomendam ações integradas de manejo, incluindo uso de cultivares resistentes, rotação de culturas e adubação equilibrada, assim como evitar plantios sucessivos. Essas práticas reduzem o risco de infecção e protegem a produtividade das lavouras.

A descoberta da linhagem ancestral do fungo pode ser decisiva para estratégias de controle, já que essa população funciona como reservatório de genes ligados à resistência. A intensificação do monitoramento genético e o uso de múltiplos genes de defesa são considerados essenciais para mitigar os impactos da antracnose e preservar a segurança alimentar global.



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Produtores devem aproveitar oportunidades para 2026



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa
Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa – Foto: Leonardo Gottems

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços do milho no Brasil estão em queda neste momento, em função da normalização da Safrinha, que embora tenha iniciado com atraso, foi recuperada a tempo. A expectativa é de uma produção 7,81% superior à anterior, cerca de 9,04 milhões de toneladas a mais, o que garante tranquilidade aos compradores das indústrias de carnes e etanol, mesmo com o aumento da demanda interna. Isso porque houve uma redução de mais de 4 milhões de toneladas nas exportações, redirecionando oferta ao mercado doméstico.

Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa, típico do período de colheita, com forte disponibilidade do grão nos armazéns a partir de julho. A TF destaca que esse comportamento é comum: nos meses de dezembro e janeiro, os preços sobem devido à incerteza climática e geopolítica, e caem gradualmente conforme essas incertezas se dissipam, culminando em um piso durante a plena colheita. A partir do segundo semestre, com a redução dos estoques, os preços tendem a se recuperar.

Diante disso, a recomendação da consultoria é que os produtores aproveitem o atual cenário para fixar o preço de venda na B3 para julho, e recomprar a posição naquele mês, somando ao valor obtido no mercado físico. Essa estratégia pode resultar em um preço final mais vantajoso do que a simples venda direta durante a colheita.

Para a próxima safra 2025/26, cujas colheitas iniciarão em dezembro de 2025 e continuarão com a Safrinha em 2026, o contrato de milho para julho de 2026 na B3 está em R$ 76,93/saca. Apesar de uma leve queda diária, os analistas projetam que, mantendo-se o índice de correção de custos (2,63% ao ano), o lucro poderá ser de aproximadamente 6,78%. A recomendação é que o produtor aproveite os bons preços atuais para fixar parte da produção e garantir cobertura dos custos com margem positiva.

 





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Milho fecha semana em queda na B3 e em Chicago



Em Chicago, os contratos também encerraram em queda



Em Chicago, os contratos também encerraram em queda
Em Chicago, os contratos também encerraram em queda – Foto: Leonardo Gottems

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho encerraram a semana com desvalorização tanto na B3 quanto na bolsa de Chicago, influenciados pela queda do dólar (-1,14%) e pelo recuo nas cotações internacionais (-1,63%). O vencimento de maio/25 na B3 caiu R$ 0,12 no dia, fechando a R$ 76,90, acumulando perda semanal de R$ 3,67. Julho/25 recuou para R$ 70,58 (-R$ 1,90 na semana) e setembro/25 caiu para R$ 70,84 (-R$ 1,36 na semana).

Além do cenário cambial e da pressão externa, o mercado doméstico enfrentou aumento na oferta interna, devido à menor atratividade das exportações diante da paridade desfavorável, o que forçou queda nos preços físicos. De acordo com o Cepea, o milho no mercado físico teve retração semanal de -2,43%, reflexo também da boa previsão climática para a safrinha e da baixa demanda externa.

Em Chicago, os contratos também encerraram em queda, com o vencimento de maio recuando -2,00% para US$ 482,25/bushel. A liquidação de contratos antes do feriado prolongado e a previsão de chuvas nas regiões produtoras nos EUA contribuíram para o movimento de baixa. A guerra tarifária entre países ainda gera incertezas e cautela entre os investidores.

“A força ao longo do dia veio dos dados de vendas externas do milho, que continua demonstrado sinais de forte demanda. Robustas 1.561.900 toneladas foram negociadas para a safra 24/25, no entanto as 10.000 toneladas para 25/26 demostram o receio do mercado para as negociações futuras. Com isso o milho fechou o acumulado da semana em baixa de -1,63% ou $ -6,75 cents/bushel”, conclui.

 





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Confira como o milho encerrou a semana


Os preços do milho no estado do Mato Grosso do Sul seguem em patamares elevados, sustentados pela oferta restrita, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os preços da pedra caíram para R$ 67,00 por saca em Panambi. Foi divulgada a estatística final dos embarques de milho do RS da primeira safra 2024/25, por ordem de exportador. O estado embarcou um total de 750.046 toneladas. O maior exportador foi a Cargill, mas também se destaca a atuação de um importante exportador gaúcho: a Três Tentos”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado permanece estagnado, com preços sem grandes variações. “Foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. Cooperativas locais estão pagando R$ 70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$ 71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana”, completa.

Os preços sofreram uma leve retração, mas a prioridade continua sendo a colheita da soja no Paraná. “Nos Campos Gerais, o preço de referência para a retirada imediata em março, com pagamento até o final do mês, continua em torno de R$ 76,00 por saca FOB. Para entregas em abril, com pagamento no começo de maio, o valor está em torno de R$ 80,00 por saca CIF fábrica, faixa também utilizada pelos vendedores para negociações com retirada imediata. A liquidez permanece baixa, mas há previsão de melhora à medida que a colheita da soja chegue ao fim. No campo, mais de 90% da área de milho já foi colhida, e o restante das lavouras está na fase de maturação”, indica.

Preços seguem em queda desde o começo da semana no Mato Grosso do Sul. “O mercado spot de milho no Mato Grosso do Sul segue com preços variados entre as principais regiões do estado. Em cidades como Dourados, Campo Grande e Caarapó, a saca tem sido negociada por cerca de R$ 73,00. Em Maracaju, o valor é um pouco menor, na faixa de R$ 71,00, enquanto em Sidrolândia, os negócios se mantêm por volta de R$ 74,00. Já em São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul, as cotações estão próximas de R$ 70,00, e em Ponta Porã, giram em torno de R$ 72,00”, conclui.

 





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Preços do trigo seguem em alta e indicam boas oportunidades



Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro



Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro
Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços domésticos do trigo continuam em forte valorização, favorecidos pela alta nas cotações das farinhas. A recomendação para quem ainda possui grão armazenado é de manter a espera por melhores condições de venda. Já compradores devem aproveitar dentro de suas possibilidades. 

Para a safra futura, os contratos em Chicago oferecem margens atrativas: para dezembro de 2025, os preços estão US$ 49,25/bushel acima de maio deste ano; para maio de 2026, a diferença chega a US$ 78,5/bushel, o que representa um lucro estimado de 12,73%. A orientação é garantir a cobertura dos custos e reservar até 10% da produção para possíveis ganhos com especulação.

Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro, com previsão de 79,7 milhões de toneladas para a Rússia em 2025/26 (menor volume desde 2021), e a continuidade da seca nos EUA, especialmente no Kansas. A paridade cambial favorável ao dólar, as boas exportações americanas e os estoques globais em queda — estimados em 265,1 milhões de toneladas pelo IGC — reforçam o viés altista.

No Brasil, o destaque é o aumento nos preços do trigo argentino, que subiram de US$ 243 para US$ 250/t nos últimos 30 dias, aproximando-se do preço americano. A demanda nos portos de Paranaguá e Rio Grande deve crescer diante da escassez de produto nacional, o que favorece as importações.

Por outro lado, entre os fatores de baixa, há previsão de aumento de 0,4% na produção global com os avanços na Rússia e Austrália, além do excesso de oferta de farinhas no mercado brasileiro, que pressiona os preços e limita novas compras de trigo por parte dos moinhos.

 





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Mercados agrícolas iniciam semana sob influência do clima


Segundo a TF Agroeconômica, os mercados de grãos abriram esta segunda-feira (21) com variações moderadas, marcadas por feriado no Brasil e forte influência das condições climáticas nos Estados Unidos. A soja subiu levemente na Bolsa de Chicago, com o contrato maio/25 cotado a US$ 1042,25 (+5,75), sustentada pelas chuvas intensas nas regiões produtoras americanas. O excesso de umidade pode prejudicar o milho e abrir espaço para a soja, que possui janela de plantio mais longa. No Brasil, o indicador CEPEA fechou em R$ 135,61, queda de 0,80% no dia, mas alta de 2,59% no mês.

“O risco para a cultura de oleaginosas é que essas chuvas excessivas podem reduzir a produção de milho a tal ponto que ela acabará cedendo terras para a soja, que tem uma janela de plantio mais longa do que as forrageiras. Paralelamente, e refletindo os aumentos, a segunda guerra comercial entre os EUA e a China continua, lançando mais sombras do que luzes sobre o futuro do comércio de soja. Feriado no Brasil”, comenta.

O milho também teve leve valorização em Chicago, com o contrato maio/25 negociado a US$ 486,75, refletindo os atrasos no plantio causados pelas enchentes e tempestades em estados-chave dos EUA, como Oklahoma, Texas e Illinois. No mercado interno, o milho registrou queda de 0,35% no CEPEA, cotado a R$ 83,49, acumulando perda de 4,81% no mês. “Isso pode acentuar o atraso incipiente já evidente na temporada de plantio 25/26 e até mesmo afetar as condições das culturas plantadas antecipadamente. Feriado no Brasil”, completa.

O trigo avançou 2,50 pontos, alcançando US$ 551,25 no contrato maio/25 da CBOT. A valorização foi impulsionada pela fraqueza do dólar frente ao euro, que melhora a competitividade das exportações americanas. No Brasil, os preços se mantiveram praticamente estáveis: no Paraná, o CEPEA apontou R$ 1.579,50, e no Rio Grande do Sul, R$ 1.479,70, ambos com ligeiras altas no acumulado mensal.

“Este é um nível raramente visto que melhora a competitividade das exportações dos EUA, mas que, por outro lado, destaca o potencial de recessão causado pela escalada tarifária imposta pela Casa Branca. Assim como acontece com a soja e o milho, o excesso de chuvas em áreas do sul dos EUA pode prejudicar áreas com plantações de inverno. Feriado no Brasil”, conclui.

 





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O que as empresas fazem de errado numa feira Agro?


Segundo André Franco, conselheiro independente na Revella Tech e na Agrológica Agrocomercial, muitos expositores do setor agro cometem falhas recorrentes na comunicação com o produtor rural durante feiras e eventos. Em publicação recente, Franco compartilhou uma análise baseada em suas visitas como produtor a algumas das principais feiras do setor.  

Entre os principais erros, ele destaca o uso excessivo de linguagem técnica, dificultando o entendimento por parte dos produtores, e a falta de clareza ao apresentar como as soluções podem resolver problemas práticos do campo. Outro ponto crítico, segundo ele, são os estandes fechados e pouco convidativos, que acabam afastando visitantes ao invés de promover a interação.  

Franco também critica o despreparo de algumas equipes de atendimento, que muitas vezes não sabem responder dúvidas ou demonstram desinteresse. Além disso, aponta como equivocado o uso de materiais em inglês em eventos nacionais, o que pode passar a impressão de que o público-alvo não é o produtor brasileiro.  

“Percebi nas feiras que estive presente, e ouvi de muitos outros, que a presença de produtores estava menor que em anos anteriores… será que estes pontos, provavelmente entre outros, não são justamente o que NÃO TÊM estimulado produtores a participarem das feiras?”, comenta.

Por fim, ele observa a dificuldade de algumas empresas em diferenciar suas marcas, o que leva à sensação de que “é tudo a mesma coisa”. Para ele, é essencial destacar os pontos fortes de cada produto e mostrar claramente os benefícios que oferecem ao agricultor.

“As feiras são uma oportunidade única para as empresas se conectarem com os produtores e fortalecerem sua marca. A meu ver, não deveriam ser um local majoritariamente de networking ou de promoções para negócios com preços mais baixos, que é, o que de uma forma ou de outra, estão se transformando”, conclui.

 





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Agrishow destaca diversidade de expositores que impulsionam o agronegócio



A 30ª edição da Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação será palco de uma ampla vitrine de soluções voltadas ao agronegócio brasileiro. Entre os dias 28 de abril e 2 de maio de 2025, em Ribeirão Preto (SP), o evento reunirá mais de 800 marcas expositoras, em uma área de 520 mil m², conectando produtores, pesquisadores, investidores e empresas de todos os portes.

Com a participação de líderes de segmentos essenciais para a produção de alimentos, fibras e bioenergia, a feira reforça o papel estratégico do setor no desenvolvimento econômico do país. O agronegócio é responsável por cerca de um terço do PIB brasileiro, e eventos como a Agrishow são fundamentais para fortalecer essa contribuição por meio da inovação e da tecnologia aplicada ao campo.

“A Agrishow reflete a evolução intensa vivida pelo setor nas últimas três décadas. A indústria nacional de máquinas e equipamentos agrícolas se adaptou às necessidades do produtor rural brasileiro e hoje é referência global, especialmente em sustentabilidade e eficiência produtiva”, afirma João Marchesan, presidente da Agrishow e um dos fundadores do evento.

A expectativa é repetir o sucesso da edição de 2024, que atraiu mais de 195 mil visitantes. A programação deste ano inclui lançamentos de produtos, demonstrações técnicas, debates, treinamentos e ações promocionais, consolidando a feira como ambiente de negócios, atualização e networking para todos os elos da cadeia agroindustrial.

Confira os destaques de 17 expositores confirmados:

  • BB Seguros: apresenta sua linha completa de seguros para lavouras, equipamentos, rebanhos e patrimônio, além do inédito Seguro Floresta de Preservação, com foco em sustentabilidade.
  • Yara: lança o YaraBasa TURBO, fertilizante balanceado com oito nutrientes no mesmo grânulo. Também apresenta soluções de alta tecnologia como o YaraAmplix BIOTRAC e o YaraMila COMPLEX.
  • Corteva: destaca o herbicida Linear e o inseticida Revolux, além de soluções para o controle do greening nos citros e para a broca da cana.
  • Gerdau: maior siderúrgica brasileira, apresenta arames, perfis e chapas voltadas ao agronegócio e anuncia os vencedores do Prêmio Gerdau Melhores da Terra.
  • DJI Agriculture: compartilha sua experiência global com drones agrícolas e reforça sua atuação na América Latina, aliando tecnologia, produtividade e sustentabilidade.
  • TT do Brasil: apresenta a Plantadora Maia, que reduz o uso de mudas na cana-de-açúcar, e o sistema TTWaveLink, com telemetria avançada.
  • CEMAG: exibe 18 equipamentos agrícolas, incluindo lançamentos como o subsolador VIBRASOLO e a selecionadora eletrônica SEF250.
  • Hughes do Brasil: leva o IoT Sat, solução de conectividade rural que viabiliza rastreamento de veículos, irrigação inteligente e logística em tempo real.
  • Solinftec: apresenta a Refill Station, estrutura que permite operação autônoma de robôs agrícolas movidos a energia solar, e a Way, para logística de cana.
  • Louis Dreyfus Company (LDC): em parceria com a Coopercitrus, oferece condições especiais de barter para fertilizantes.
  • CASP: apresenta soluções em armazenagem e equipamentos para avicultura e suinocultura, com tecnologia 100% nacional.
  • Danfoss Power Solutions: lança a linha de bombas X1P e displays DM, que aceleram o desenvolvimento de interfaces com alta performance.
  • ICL: mostra tecnologias em nutrição vegetal, com destaque para Longevus Planta e Soca, Forcy Cana, Forcy Concorde e o biofertilizante Keep Green, exclusivo para café.
  • GSI: apresenta o Painel do Secador com monitoramento remoto e o Grain Cleaner EC, solução robusta para limpeza de grãos.
  • Armac: atua com locação de máquinas e soluções para agricultura, floresta e logística. Exibe equipamentos voltados à mecanização e gestão de operações.
  • Nock Agro: a startup destaca tecnologia UV-C para controle de doenças em lavouras, reduzindo o uso de defensivos químicos e promovendo sustentabilidade.

Quando e onde será a Agrishow 2025

A Agrishow 2025 – 30ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação – acontece entre os dias 28 de abril e 2 de maio, na rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP).



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Papa deixa legado de compromisso ambiental e promoção do respeito entre as pessoas



O falecimento do papa Francisco marca o fim de um ciclo de mais de uma década à frente da Igreja Católica, pautado por uma forte defesa de temas ambientais e sociais que dialogam diretamente com o futuro do agronegócio global.

Nascido Jorge Mario Bergoglio, o pontífice escolheu o nome Francisco em homenagem a São Francisco de Assis — símbolo da humildade, simplicidade e do cuidado com os pobres e com a natureza.

Ao longo de seu pontificado, Francisco destacou-se por trazer para o centro do debate religioso e político questões como a preservação ambiental, os efeitos das mudanças climáticas, a fome no mundo e a busca por um modelo de desenvolvimento sustentável.

Em 2015, publicou a encíclica Laudato Si’, considerada um dos documentos mais relevantes do século XXI sobre a crise ecológica. O texto convocou governos, empresas e cidadãos a assumirem responsabilidades na proteção dos recursos naturais e no combate às desigualdades provocadas pelas mudanças climáticas.

Essas diretrizes ganharam atenção especial em setores estratégicos como o agronegócio, diretamente impactado pela necessidade de produção sustentável e pelas exigências de segurança alimentar global. O papa destacou em diversas ocasiões a importância de se garantir acesso justo à terra, à água e aos alimentos, sem comprometer o meio ambiente ou as futuras gerações.

Para analisar os desdobramentos desse legado e seu impacto sobre o setor produtivo, o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, participou da edição do Mercado & Companhia desta segunda-feira e destacou a conexão entre os princípios defendidos pelo papa e os desafios enfrentados pelo mundo.

” Eu espero que o sucessor do papa Francisco siga o mesmo trabalho com foco no amor, na religião e no respeito. Uma condução dentro da dignidade dos valores da sociedade”, disse o comentarista.

Assista ao vídeo com a análise completa de Miguel Daoud no topo desta página.





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