segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil pode colher 51,8 milhões de sacas de café em 2025


A produção brasileira de café em 2025 pode alcançar 51,81 milhões de sacas de 60 quilos, conforme a primeira estimativa divulgada em janeiro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Os dados constam no Sumário Executivo do Café – Abril 2025, elaborado pela Secretaria de Política Agrícola e disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa.

A projeção envolve as duas principais espécies cultivadas no país: Coffea arabica e Coffea canephora (robusta + conilon), cultivadas em uma área total de 1,85 milhão de hectares. Caso os números se confirmem, a produtividade média nacional será de 28 sacas por hectare.

“Estamos diante de um cenário de estabilidade nas áreas produtivas, mas com leve retração no volume total colhido em relação a 2024”, informa o documento. No ano passado, foram produzidas 54,21 milhões de sacas em 1,88 milhão de hectares, com produtividade média de 28,8 sacas por hectare. A comparação aponta para quedas de 4,4% na produção total, 1,6% na área cultivada e 2,8% na produtividade média.

No caso do café arábica, a estimativa para 2025 é de 34,68 milhões de sacas, cultivadas em 1,48 milhão de hectares, com produtividade média de 23,4 sacas por hectare. Em 2024, a produção dessa variedade foi de 39,59 milhões de sacas, em 1,5 milhão de hectares, com rendimento médio de 26,2 sacas por hectare. Se confirmadas, as projeções indicam reduções de 12,4% na produção, 1,6% na área e 11% na produtividade.

Por outro lado, o café robusta deve registrar alta em 2025. A produção estimada é de 17,13 milhões de sacas em 369,65 mil hectares, com produtividade de 46,3 sacas por hectare. Em 2024, foram colhidas 14,61 milhões de sacas, em 372,42 mil hectares, com média de 39,2 sacas por hectare. A comparação revela crescimento de 17,2% na produção e de 18,1% na produtividade, enquanto a área cultivada pode ter leve queda de 0,7%.





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‘O momento do preço doméstico é ideal para negociar a soja’, diz analista



A semana foi encurtada e marcada por uma postura mais cautelosa no mercado de soja no Brasil. Mesmo com a valorização registrada nos contratos futuros da oleaginosa em Chicago, a queda do dólar frente ao real acabou pesando sobre os preços domésticos e esfriou o ritmo dos negócios.

Apesar do cenário global ainda pressionado pela ampla oferta sul-americana, os preços atuais, tanto em Chicago quanto no Brasil, são considerados atrativos. “O atual patamar de preço doméstico, levando em conta os fundamentos, é excelente para negociar”, avalia Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado.

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As cotações de soja durante a semana

Entre os dias 17 e 24 de abril, a saca de 60 quilos apresentou variação negativa em diversas praças do país. Em Passo Fundo (RS), o preço caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00. Em Rondonópolis (MT), o recuo foi ainda mais acentuado, de R$ 119,00 para R$ 116,50. Já no Porto de Paranaguá (PR), referência para exportação, a cotação passou de R$ 137,00 para R$ 134,00. Em algumas regiões, como em parte do interior gaúcho, os preços se mantiveram estáveis, ao redor de R$ 131,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho acumularam alta de 1,93% até a manhã desta sexta-feira (25). A valorização foi impulsionada por sinais de possível reaproximação entre China e Estados Unidos no âmbito da guerra comercial, o que reduziu a aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais.

No entanto, no Brasil, o bom desempenho externo foi neutralizado pela queda cambial. O dólar comercial acumulou baixa de 1,93% na semana até quinta-feira (24), pressionado pelo fluxo de capital estrangeiro migrando de ativos norte-americanos para mercados emergentes. Essa movimentação acabou enfraquecendo a moeda norte-americana frente ao real, o que limitou os ganhos nos preços da soja em reais.

O que o produtor pode esperar?

Com os olhos voltados agora para o início do plantio da nova safra norte-americana, o mercado avalia o bom ritmo das lavouras nos Estados Unidos e especula o possível corte na área cultivada, fator que poderá ter efeito direto na precificação global.



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Teor ideal de umidade impulsiona silagem de milho



Colheita de milho silagem avança no Rio Grande do Sul




Foto: USDA

A colheita de milho silagem avançou no Rio Grande do Sul, favorecida pelo tempo seco, que permitiu condições adequadas para a operação no campo. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (25), cerca de 88% da área cultivada já foi colhida, enquanto 8% das lavouras permanecem em enchimento de grãos e 4% ainda estão no início da maturação fisiológica.

A ausência de chuvas contribuiu para que o teor de umidade da matéria verde atingisse níveis ideais para ensilagem, entre 30% e 35%. De acordo com a Emater, “essa faixa é essencial para uma fermentação eficiente e para a preservação do valor nutricional do material ensilado”. Além disso, a secagem acelerada do milho reduziu a incidência de atividade microbiana indesejada e perdas causadas por fermentação secundária, fatores que costumam comprometer a qualidade do silo.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 50% dos 7 mil hectares plantados em segunda safra já foram colhidos. O restante das lavouras está dividido entre as fases de florescimento, enchimento de grãos (10%) e maturação (30%).





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curso oferece avaliação precisa de café



Testar as habilidades de avaliar com precisão a qualidade do café é a proposta do curso Calibragem Q-Grader que a Associação Comercial de Santos (ACS), em parceria com a Academia do Café, promove no próximo dia 13 de maio para os Q-Graders Arábica. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.

Os Q-Graders são profissionais certificados que realziam degustação e avaliação de café do tipo arábica.

O público-alvo são os Q-Graders Arábica licenciados que fizeram a última calibragem há três anos. É obrigatório que esses profissionais participem de uma calibração se desejarem permanecer ativos e em situação regular. Os Q-Graders são profissionais certificados que realziam degustação e avaliação de café do tipo arábica.

A Associação Comercial de Santos promove a Calibragem Q-Grader em parceria com a Academia do Café, credenciada pelo CQI (Coffee Quality Institute) para oferecer cursos e certificações internacionais.

“Esse curso é um passo fundamental para os que já possuem a certificação Q-Grader e desejam manter suas habilidades atualizadas para seguirem no mercado”, destaca Pedro Pascoal, classificador e degustador de Café e Q-Grader da ACS.

Como funciona o curso de avaliação do café

Os Q-Graders Arábica licenciados devem calibrar uns com os outros a cada três anos para testar suas habilidades de avaliar com precisão a qualidade do café com base em sua experiência adquirida, conhecimento, padrões e protocolos aprendidos no treinamento Q.

A calibração consiste em três mesas de degustação (seis amostras cada) de cafés com atributos distintos. Todos os Q-Graders devem estar em calibração em ao menos duas das três mesas para renovar suas licenças. Após a aprovação, a licença de Q-Grader permanecerá válida por mais 36 meses, a partir do dia do curso de calibração.

Critérios

Só podem participar candidatos que já possuem a certificação de Q-Grader com validade de três anos e que estão com as certificações preste a vencer (prazo de seis meses antes do vencimento do certificado ou até seis meses após o vencimento).

A próxima turma será no dia 13 de maio (terça-feira), das 8 horas às 18 horas. Informações podem ser obtidas no telefone (13) 3212-8200 – ramal 249. E-mail: [email protected]



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Embrapa promove workshop sobre o bem-estar de agricultores



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizará, de 30 de abril a 2 de maio de 2025, o IV Workshop sobre Serviços Ambientais, com foco no “Desenvolvimento Sustentável e o Bem-Estar das Comunidades de Agricultores Familiares”. O evento será realizado na comunidade Aldeia Gavião, na bacia do Tarumã-Açu, em Manaus, e reunirá agricultores familiares, indígenas e ribeirinhos para discutir a integração de inovação, saberes tradicionais e serviços ambientais na produção de alimentos. Mais informações sobre as inscrições estão no site da empresa.

O workshop, em parceria com a Coordenação de Povos Indígenas de Manaus e Entornos (Copime), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), visa refletir sobre as ações realizadas nas comunidades ao longo do ano e identificar soluções para fortalecer práticas sustentáveis para 2025 e 2026.

Programação do workshop

A programação inclui apresentações de representantes de oito comunidades, que compartilharão suas experiências com projetos desenvolvidos ao longo do último ano, abordando desafios, conquistas e aprendizados. Além disso, haverá rodas de conversa entre as comunidades e especialistas, discutindo temas fundamentais como práticas sustentáveis, segurança alimentar, fortalecimento de redes e novas oportunidades de inovação no campo.

O evento também tem como objetivo construir estratégias coletivas para promover a integração entre a produção agrícola e a conservação ambiental, incentivando ações que respeitem a biodiversidade e valorizem os saberes locais. A proposta é garantir que o desenvolvimento das comunidades seja sustentável, gere renda e qualidade de vida para as famílias envolvidas e contribua para a proteção da região amazônica como um todo.



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Leite industrializado atinge 6,7 bilhões de litros no 4º tri de 2024



Paraná mantém 2º lugar na produção de leite do país




Foto: Divulgação

O volume de leite industrializado no Brasil alcançou 6,7 bilhões de litros no quarto trimestre de 2024, segundo dados da Pesquisa Trimestral do Leite, divulgada pelo IBGE e analisada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab). Trata-se do melhor resultado para o período desde 2020, quando foram registrados 6,8 bilhões de litros.

No ranking nacional, o Paraná manteve a segunda colocação, com a entrega de 1,07 bilhão de litros aos laticínios. “Esse é o maior volume já registrado no estado desde o início da série histórica”, informou o boletim do Deral divulgado nesta quinta-feira (24). Minas Gerais segue na liderança nacional, com uma produção cerca de 70% superior à paranaense.

A produção no Paraná apresenta trajetória de crescimento contínuo nos últimos anos, com exceção de 2021, quando houve uma redução de 947 milhões para 894 milhões de litros. A recuperação ocorreu já em 2022, e desde então o estado tem mantido tendência de expansão na atividade.





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90ª ExpoZebu começa neste sábado, em Uberaba (MG)



A abertura oficial da 90ª edição da ExpoZebu, promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), aconteceu neste sábado (26), no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). O evento, que segue até o dia 4 de maio, reúne autoridades, criadores, profissionais da comunicação e representantes do setor agropecuário nacional e internacional.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, presente no encontro, destacou a atuação da ABCZ no fortalecimento da pecuária zebuína ao longo das décadas e falou sobre a importância de garantir apoio e respeito ao produtor rural. ”Precisamos respeitar o produtor, dar condições para ele trabalhar e construir narrativas que façam sentido internacionalmente. Ninguém segura o produtor se tivermos segurança jurídica”, declarou.

A abertura também contou com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema; do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; dos governadores de Goiás e do Paraná, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior; da senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura; do senador Cleitinho Azevedo, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária; de Toninho de Salvo, presidente da Faemg; da prefeita de Uberaba, Elisa Araújo; além de outras autoridades.

Marcaram presença ainda os embaixadores de Botswana, Benim e Moçambique; o cônsul-geral honorário do Panamá em Minas Gerais, Daniel Franco; e representantes de entidades agropecuárias, como João Martins da Silva Júnior, presidente da CNA, e o presidente da Associação de Criadores da Guatemala.

Programação

A Vila Cultural & Gastronômica Mineira também foi aberta às 10h e seguirá até as 22h. Na parte da tarde, às 14h, foi realizada a reunião do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, no Auditório do Museu do Zebu. Já às 15h, teve início a reunião entre a ABCZ, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a FAABB e a Asbia, no Salão Nobre da ABCZ.

Mais tarde, às 18h, acontecerá o lançamento do Congresso da Carne – uma iniciativa do CNZ, FAEMG e SENAR, no Quiosque Armazém do Boi. E, a partir das 20h, os portões da Arena de Shows do Parque Fernando Costa serão abertos para as apresentações musicais de Leo Santana, Ícaro & Gilmar e Felipe & Rodrigo.

Organização da ExpoZebu

A ExpoZebu é organizada pela ABCZ com apoio da Prefeitura de Uberaba, do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, do MAPA, da CNA, da Faemg/Senar, do Sebrae, do Banco do Brasil e da Fazu, que celebra 50 anos.



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Conheça a fazenda gigante com quase 1.000 km de estradas internas


Fundada há dez anos e localizada nos municípios de São Miguel do Araguaia e Araguaçu, na divisa entre os estados de Goiás e Tocantins, a Fazenda Nova Piratininga possui um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil. São cerca de 120 mil cabeças, das quais 60 mil são matrizes em idade reprodutiva, numa área de 135 mil hectares, onde também há cultivo de soja e de milho.

A propriedade é reconhecida nacionalmente pelos programas de inseminação artificial em tempo fixo (IATF), com resultados de elevado índice de prenhez. Além disso, a Nova Piratininga está entre as primeiras em número de inseminação da raça angus no país.

Fazenda Nova Piratininga localizada entre os estados de Goiás e Tocantins Fazenda Nova Piratininga localizada entre os estados de Goiás e Tocantins
Boiadeiro conduz enorme rebanho de gado Foto: novapiratininga.com

A fazenda também se destaca com o uso de tecnologia de ponta para o aprimoramento das raças nelore e angus, pelos resultados expressivos em qualidade da carne e produtividade do gado e pelo ciclo completo de cria, recria e engorda.

A equipe do programa Giro do Boi esteve recentemente na propriedade para mostrar como tudo funciona (veja o vídeo abaixo).

Tecnologia e capacitação de pessoas

Além da pecuária, a fazenda mantém o cultivo em larga escala da soja e do milho. Segundo o site da propriedade, os aportes feitos em agricultura de precisão, máquinas, estrutura de armazenagem própria de grãos e investimentos em capacitação de pessoas, têm permitido um forte crescimento da propriedade.

Para se ter uma ideia, na safra 2019/2020, a produção de soja possuía 3 mil hectares de área plantada e dobrou de volume em 2020/2021. Ainda de acordo com informações do site da fazenda, a área plantada do grão deve chegar a 50 mil hectares.

Fazenda Nova Piratininga possui plantação de soja e milhoFazenda Nova Piratininga possui plantação de soja e milho
Fazenda Nova Piratininga possui plantação de soja e milho Foto: novapiratininga.com

No cultivo de milho, a fazenda tem a expectativa de ser autossuficiente na produção do grão, de forragem (silagem e feno), voltados ao consumo do rebanho.

Infraestrutura

Para o seu pleno funcionamento, a Nova Piratininga possui um sistema logístico com mais de 970 km de estradas internas e uma pista para pouso de aeronaves. Além disso, possui áreas de armazenamento de água que atingem 10,6 bilhões de litros, garantindo recursos para as operações agrícolas e pecuárias.

Sustentabilidade e inserção social

Dentro da propriedade existe uma vila com mais de 600 moradores, com escolas, oficinas e serviços de saúde. A fazenda também enaltece a sustentabilidade, mantendo uma extensa área de preservação ambiental (APP) e uma reserva legal.

“A integração entre lavoura e pecuária é feita de maneira sustentável, com práticas adequadas que ajudam na redução da emissão de gases de efeito estufa”, informa o site da fazenda.





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Perdeu o último Soja Brasil? Saiba como assistir ao programa completo!



Se você não conseguiu acompanhar o último episódio do Soja Brasil, não precisa se preocupar. O conteúdo completo já está disponível no YouTube para você assistir quando quiser. Nesta edição, o programa traz análises econômicas, inovações no campo, informações sobre o clima e muito mais.

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No episódio 34, o Programa Soja Brasil apresenta uma análise sobre o impacto da soja no crescimento do PIB brasileiro. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que a produção e exportação da commodity podem gerar um aumento de 0,02% no PIB nacional. Em meio às incertezas globais, o levantamento reforça a importância do setor e destaca o fortalecimento do Brasil como principal fornecedor mundial, especialmente após a queda na produção dos Estados Unidos.

O programa abordou também a inovação da irrigação subterrânea e a importância das sementes de alta qualidade para o aumento da produtividade. Durante a Expedição Soja Brasil, que percorreu o Mato Grosso do Sul, a equipe visitou Douradina, no sudoeste do estado, onde produtores locais adotaram a irrigação subterrânea como solução para enfrentar as mudanças climáticas e garantir estabilidade às lavouras em períodos prolongados de seca.

Na área de meteorologia, o público conferiu informações essenciais sobre a umidade do solo e as previsões de chuva para as principais regiões produtoras. Esses dados são fundamentais para o planejamento das lavouras de soja, milho, algodão e feijão, auxiliando os produtores a minimizar riscos e a tomar decisões mais estratégicas diante das condições climáticas.

O episódio também anunciou o Prêmio Personagem Soja Brasil, que reconhece produtores e pesquisadores que se destacam no fortalecimento da cadeia produtiva da soja. A cerimônia de premiação será realizada no dia 14 de maio, com transmissão ao vivo pelo Canal Rural e também pelo YouTube.



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Nutriente ajuda no ganho de carcaça do gado e no acesso a mercados de carne premium



O ganho de carcaça animal é um indicador perseguido por todos os pecuaristas que buscam acessar mercados premium, como Estados Unidos e Europa. Para isso, o mestre em nutrição de ruminantes da Kemin, João Ronchesel, avalia que, em primeiro lugar, deve-se verificar o status sanitário dos animais, fator determinante para a conversão dos nutrientes da dieta em ganho de peso de qualidade.

O especialista salienta, também, ser importante focar no aumento da densidade energética do que o animal ingere.

“Para os animais terem um maior ganho de carcaça, se requer uma maior quantidade de energia nessa dieta e, para isso, a inclusão de lipídios é fundamental.”

De acordo com ele, os lipídios são fontes de energia inclusas em diversos coprodutos das indústrias do setor agropecuário brasileiro. “Exemplos são o caroço e a torta de algodão, o DDG e o WDG, que fornecem uma quantidade maior de lipídios e podem auxiliar os animais a terem um maior ganho de carcaça durante o confinamento”, enumera.

Ronchesel também enfatiza que ao trabalhar com ingredientes que possuam maior teor lipídico protegidos do rumen, consegue-se aumentar a densidade energética da dieta sem, com isso, elevar o calor metabólico normalmente gerado durante a digestão.

“Sempre que pensarmos em trabalhar com dietas com maior teor lipídico, é importante ter em mente que precisamos ajudar o ruminante, principalmente bovinos confinados, a lidar melhor com essa dieta mais gorda, mais energética, ou seja, é preciso um aditivo que ajude o animal a quebrar e absorver melhor esses alipídios para que ele aproveite ao máximo dessa gordura e, assim, se reduza possíveis efeitos tóxicos do ambiente ruminal.”

Entretanto, Ronchesel salienta que apenas a nutrição não é suficiente para que o animal tenha ganho de carcaça e, assim, o pecuarista consiga acessar mercados de maior valor agregado.

“É importante uma nutrição estratégica e o potencial genético, ou seja, precisamos de animais jovens, que foram selecionados e aprimorados para ter o maior ganho de carcaça, a maior produção de carne com uma quantidade de gordura aceitável.”



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