segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil poderá exportar cinco tipos de cítricos para a Índia



Índia é 10º maior destino do agro brasileiro




Foto: Pixabay

O governo brasileiro e o governo da Índia concluíram com sucesso as negociações que permitirão ao Brasil exportar cinco produtos cítricos para o país asiático: limão tahiti (“Citrus latifolia”), limão siciliano (“Citrus limon”), laranja doce (“Citrus sinensis”), tangerina e similares (“Citrus reticulata” e “Citrus deliciosa”). O anúncio foi feito nesta terça-feira (29), ampliando o leque de produtos agrícolas brasileiros com acesso ao mercado indiano.

Desde 2023, outros seis produtos brasileiros já haviam conquistado o mercado indiano, incluindo açaí em pó, suco de açaí, pescado de cultivo (aquicultura), pescado de captura (pesca extrativa), derivados de ossos destinados à produção de gelatina e abacate.

A Índia se destaca como o 10º maior destino dos produtos agropecuários brasileiros, com exportações que ultrapassaram US$ 3 bilhões no último ano. Os principais produtos comercializados foram os do complexo sucroalcooleiro, soja e fibras têxteis. Com a nova abertura para os cítricos, a expectativa é de um incremento nas relações comerciais e na pauta exportadora de produtos de maior valor agregado.

Com esta conquista, o Brasil alcança a sua 55ª abertura de mercado somente em 2025, elevando o total de novas oportunidades de negócio para 355 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto de uma ação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Ministério lança plataforma de ‘SIF simplificado’ para registrar empresas



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lançou nesta terça-feira o novo serviço de Registro de Estabelecimento de Produtos de Origem Animal. O sistema automatiza e acelera a obtenção do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para estabelecimentos que atuam na produção de alimentos de origem animal destinados ao consumo nacional e à exportação.

“O SIF simplificado é mais uma ferramenta que estamos implementando no Mapa para trazer mais agilidade, transparência e eficiência ao setor. Isso também fortalece a segurança alimentar e amplia a competitividade do Brasil no mercado internacional”, disse Fávaro.

Com o processo agora automatizado por sistema eletrônico, as empresas podem obter o número do SIF de forma instantânea, no caso de registros simplificados. Antes, a análise de um pedido poderia levar até cinco dias.

“O cidadão que deseja abrir um pequeno abatedouro, uma fábrica de embutidos ou um laticínio agora pode contar com um processo totalmente digital. Dependendo do risco da atividade, o número do SIF pode ser gerado em poucos minutos. E, nos casos que exigem análise técnica, também feita de forma digital, a equipe do Mapa garante agilidade no atendimento, facilitando a abertura”, afirmou o ministro.

De acordo com o Mapa, o novo sistema eletrônico também permitirá maior integração com bases de dados governamentais, reduzindo o retrabalho e evitando a inserção repetitiva de informações. Outro avanço seria o acesso facilitado ao serviço por meio do portal gov.br, tornando a experiência do usuário mais simples e intuitiva.

Além disso, a nova plataforma promete aprimorar a rastreabilidade e a auditoria dos estabelecimentos registrados, para dar maior segurança e confiabilidade ao processo.

“Estamos eliminando entraves burocráticos e oferecendo um serviço mais eficiente para os produtores”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.



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chuva pode chegar a 150 mm em 24h


Os próximos dias serão marcados por tempo bastante instável em boa parte da Bahia. O lento deslocamento de uma frente fria pelo litoral do estado e uma configuração de circulação de vento especial entre os níveis de superfície, médios e altos da atmosfera vão favorecer grandes áreas de instabilidade sobre o sul e o leste baianos.

De acordo com a Climatempo, o cenário de tempo mais severo tem início no sul do estado já a partir desta quarta-feira (30). As condições tendem a se prolongar e agravar entre os dias 1º e 6 de maio ao longo de praticamente toda a faixa leste da Bahia, incluindo a Região Metropolitana de Salvador.

Dessa forma, as condições meteorológicas passam a ser favoráveis à ocorrência de chuvas intensas, persistentes e com grandes volumes acumulados em curto intervalo de tempo, além da projeção de elevados acumulados diários. Pode haver picos de 100 a 150 mm de chuvas em apenas 24 horas, como no próximo sábado (3), na região de Salvador.

Acumulado de chuva previsto entre 29 de abril e 6 de maio . Fonte: Climatempo.

Análises preliminares de alguns modelos meteorológicos indicam volumes acumulados muito elevados na região metropolitana da capital, que podem acarretar volumes de chuva na faixa entre 300 e 400 mm em apenas 120 horas (5 dias), principalmente no período entre 2 e 6 de maio. Em outras áreas da faixa leste da Bahia, estimam-se acumulados de 200 a 300 mm.

A Climatempo alerta para uma situação incomum de altíssimo risco para as áreas vulneráveis e risco elevado para enxurradas, grandes alagamentos, queda de árvores e galhos, deslizamento de terra e queda de barreiras em áreas de encosta.



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confira as cotações pelo Brasil no fechamento de mercado



O mercado físico de boi gordo apresentou novas quedas nesta terça-feira (29), reflexo do aumento gradual da oferta e do alongamento das escalas de abate. A conjuntura segue pressionada, e a tendência é de continuidade desse movimento no curtíssimo prazo, segundo avaliação da consultoria Safras & Mercado.

Apesar disso, fatores como o aumento da demanda com a proximidade do Dia das Mães e o bom desempenho das exportações ajudam a conter quedas mais agressivas, segundo o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preços de boi gordo

  • São Paulo: R$ 322,67
  • Goiás: R$ 301,07
  • Minas Gerais: R$ 317,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,18
  • Mato Grosso: R$ 324,85

Atacado

No mercado atacadista, os preços de boi gordo permanecem firmes, impulsionados pela expectativa positiva para a primeira quinzena de maio. O cenário é sustentado pela entrada dos salários na economia e pela previsão de aumento do consumo em função do Dia das Mães, que tradicionalmente eleva a procura por carne bovina.

Os preços seguem estáveis: o quarto traseiro continua a R$ 25,00 por quilo, o dianteiro a R$ 20,50 e a ponta de agulha a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial fechou o dia em baixa de 0,29%, cotado a R$ 5,6306 para venda e R$ 5,6286 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,6205 e R$ 5,6625.



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Lançada na Agrishow, maior colheitadeira de duplo rotor do mundo custa até US$ 2 milhões



A New Holland lançou oficialmente nesta segunda-feira (29) a colheitadeira CR11 no Brasil, durante a 30ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). O modelo, considerado a maior colheitadeira de duplo rotor do mundo, será comercializado no país com preços que variam entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões, conforme informou o diretor de Mercado Brasil da New Holland, Cláudio Calaça Júnior.

A CR11 é equipada com motor de 775 cavalos de potência, tanque graneleiro de 20 mil litros e plataforma de 61 pés. A máquina possui capacidade de descarga de 210 litros por segundo e conta com tecnologias avançadas que, segundo o fabricante, têm capacidade para elevar a produtividade, reduzir perdas de grãos e otimizar o gerenciamento de resíduos na lavoura.

Produzida na Bélgica, no Centro de Excelência em Colheita da New Holland, a CR11 já conquistou premiações internacionais, como o Farm Machine 2024 e o Good Design Award 2023. O modelo incorpora o novo sistema TwinClean, que utiliza dois conjuntos de peneiras para aprimorar a limpeza dos grãos e minimizar perdas, além de ventilador de alta potência e mecanismos automáticos para distribuição uniforme do material.

A cabine da CR11 também foi atualizada, com novas telas touchscreen, câmeras de monitoramento, iluminação reforçada com faróis de LED e sistema de climatização multizona. A operação pode ser feita com ajustes remotos e diversas funções automatizadas.

O lançamento da CR11 integra a renovação completa da linha CR de colheitadeiras da New Holland, que passa a contar com seis novos modelos: CR6, CR7, CR7+, CR8, CR9 e CR10. Entre as novidades estão o design e a ampliação do sistema que ajusta automaticamente a máquina para elevar a eficiência das operações, com base em inteligência artificial.

Além disso, a máquina tem disponível uma tecnologia que regula a velocidade da colheitadeira de forma automática, conforme a produtividade da lavoura, agora está disponível.

Para complementar a nova linha de colheitadeiras, a empresa apresenta as plataformas de grãos nas opções de 25, 50 e 61 pés.

*Com informações de Victor Faverin



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Mercado de soja apresenta recuo nesta terça-feira; saiba as cotações pelo Brasil



O mercado brasileiro de soja registrou uma terça-feira (29) de fraca movimentação, com os preços recuando na maioria das regiões. A queda foi influenciada pelo recuo da Bolsa de Chicago, do dólar comercial e dos prêmios de exportação, o que adicionou viés baixista às cotações no país. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a retração nas indicações de compra afastou o produtor das negociações, restringindo as vendas ao mínimo necessário.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): baixou de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00

Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em queda, pressionados pelo avanço do plantio nos Estados Unidos e pela previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras. Além disso, incertezas envolvendo as tensões comerciais entre Estados Unidos e China também afetaram o mercado.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até o dia 27 de abril, 18% da área de soja já havia sido plantada, contra 17% no mesmo período do ano passado. A média dos últimos cinco anos é de 12%. Na semana anterior, o índice estava em 8%.

Exportadores privados norte-americanos relataram ao USDA a venda de 110 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com embarque previsto para a temporada 2024/25.

Contratos futuros da soja

Os contratos com entrega em maio encerraram com queda de 11,00 centavos (1,04%), cotados a US$ 10,52 3/4 por bushel. A posição julho recuou 9,75 centavos (0,91%), para US$ 10,52 3/4 por bushel.

No mercado de subprodutos, o farelo para julho subiu US$ 2,30 (0,77%), cotado a US$ 298,20 por tonelada. Já o óleo recuou 1,13 centavo (2,23%), encerrando a 49,33 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,29%, negociado a R$ 5,6306 para venda e R$ 5,6286 para compra. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,6205 e a máxima de R$ 5,6625 ao longo da sessão.



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SP anuncia pacote de R$ 600 mi com foco em crédito rural, logística e biocombustíveis



O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (29), durante a Agrishow, um novo pacote de investimentos de mais de R$ 600 milhões voltado ao agronegócio. Coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a iniciativa contempla desde melhorias em infraestrutura até incentivos à produção sustentável e ampliação do acesso ao crédito.

O anúncio ocorreu durante um concorrido evento, que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), exaltado pelos seus secretários em seus discursos. O secretário de Agricultura, Guilherme Piai, inclusive, buscou fazer um contraponto entre a gestão estadual e a federal. “O governo federal não anunciou nada na Agrishow”, disse.

Um dos destaques do pacote é o aporte de R$ 120 milhões por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), sendo R$ 60 milhões destinados à logística rural e outros R$ 60 milhões aos biocombustíveis. A proposta é enfrentar gargalos na distribuição da produção e, ao mesmo tempo, incentivar a geração de energia limpa a partir da atividade agropecuária, contribuindo para a descarbonização do setor.

Por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), serão liberados R$ 140 milhões em seis linhas de crédito e quatro projetos de subvenção. As iniciativas atendem diversas cadeias produtivas, como leite, orgânicos e pesca.

Programa Pró-Trator

Entre os programas, está o Pró-Trator, com R$ 50 milhões destinados à aquisição de máquinas e implementos agrícolas por pequenos e médios produtores, que terão acesso a juros reduzidos pela metade e prazo de até oito anos para pagamento. Já o programa Agromáquinas, em parceria com a Desenvolve SP, disponibilizará mais R$ 50 milhões em crédito para compra de equipamentos.

Outra frente importante é o investimento em irrigação: R$ 40 milhões serão operados em parceria com cooperativas para financiar sistemas que garantam produção mesmo em períodos de estiagem.

O governo também anunciou R$ 100 milhões em subvenção ao seguro rural, que cobre parte do prêmio pago pelos produtores para proteção contra perdas causadas por eventos climáticos extremos. A recuperação das estradas rurais será contemplada com R$ 200 milhões para revitalização de mil quilômetros de vias, além da construção de pontes e centros de distribuição.

Segundo o governo paulista, o objetivo é melhorar o escoamento da produção, fomentar o turismo rural e facilitar o acesso a serviços públicos em áreas rurais.

No campo da sustentabilidade, o pacote prevê ações de regularização ambiental, como o apoio a produtores no processo de compensação de Reserva Legal (RL). Essas ações são fundamentais para garantir acesso ao crédito rural e viabilizar licenciamentos ambientais. Dentro desse eixo, o Programa Agro Legal pretende restaurar 800 mil hectares de áreas protegidas, entre Áreas de Preservação Permanente (APPs) e RLs.



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como os EUA estão entregando a liderança mundial para a China


Donald Trump completa seus primeiros 100 dias de governo com um saldo que preocupa o mundo e coloca em risco a hegemonia americana construída ao longo de quase um século. Suas decisões desastrosas nas áreas de comércio internacional, política social e gestão econômica estão acelerando a perda de credibilidade dos Estados Unidos — e abrindo espaço justamente para aquilo que a China mais deseja: ocupar o lugar de liderança global.

No comércio internacional, Trump apostou em tarifas e confrontos. Ao elevar impostos de importação e atacar parceiros como China, União Europeia, México e Canadá, isolou os Estados Unidos, provocou retaliações e prejudicou exportadores americanos. Enquanto isso, a China aproveita o vácuo deixado por Washington para se aproximar de antigos aliados americanos, firmar novos acordos e consolidar sua posição como potência econômica e diplomática.

Na área social, a situação também é alarmante. O discurso agressivo contra imigrantes, minorias e direitos civis gerou tensão interna e prejudicou profundamente a imagem do país no exterior. A América, símbolo de liberdade e oportunidades, agora é vista com desconfiança e divisão.

Na gestão do Estado, Trump amplia gastos públicos sem responsabilidade fiscal. O resultado é uma dívida crescente e cada vez mais cara de financiar. Com a alta dos juros globais, investidores começam a fugir dos títulos americanos e a questionar a solidez do dólar, minando a confiança no principal ativo financeiro mundial.

Esse enfraquecimento dos Estados Unidos no cenário global é exatamente o que mais interessa à China. Pequim vem se fortalecendo silenciosamente: investe, negocia, constrói alianças e preenche os espaços que Washington, por erro ou descuido, está deixando abertos.

Se em apenas 100 dias Trump conseguiu iniciar um processo de enfraquecimento tão profundo, o que esperar do restante do mandato? A conta, infelizmente, pode ser alta não apenas para os americanos, mas para todo o equilíbrio econômico e geopolítico do planeta.

Miguel DaoudMiguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Balança comercial tem superávit de US$ 2,5 bilhões em abril


A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 2,5 bilhões na quarta semana de abril de 2025, com uma corrente de comércio de US$ 11,9 bilhões. O resultado é fruto de exportações que totalizaram US$ 7,2 bilhões e importações no valor de US$ 4,7 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28/4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do mês de abril até a quarta semana, as exportações somam US$ 26 bilhões e as importações US$ 19 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 7 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 45 bilhões.

No ano, o Brasil acumula US$ 103,3 bilhões em exportações e US$ 86,3 bilhões em importações, com um superávit de US$ 17 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 190 bilhões.

No mês de abril, até a quarta semana, o setor da Agropecuária registrou um crescimento de 10,7% nas exportações, totalizando US$ 6,88 bilhões. A Indústria Extrativa apresentou uma queda de -0,7%, com US$ 5,74 bilhões em exportações. Já a Indústria de Transformação impulsionou o resultado geral com um crescimento de 16,6%, alcançando US$ 13,23 bilhões em vendas externas.

A expansão das exportações foi puxada principalmente pelo aumento nas vendas de animais vivos (82,3%), café não torrado (52,4%) e soja (4,0%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (71,6%), minérios de níquel (36,9%) e petróleo bruto (7,4%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (46,1%), produtos semiacabados de Ferro ou aço (151,9%) e ouro não monetário (79,4%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, alguns produtos registraram queda nas exportações, como trigo e centeio (-52,2%), látex e borracha natural (-89,7%) e algodão em bruto (-6,4%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-27,0%), minério de Ferro (-11,7%) e minérios de Cobre (-24,4%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-18,1%), óleos combustíveis (-6,9%) e bombas e compressores (-51,4%) na Indústria de Transformação.

Até a quarta semana de abril, as importações da Agropecuária cresceram 14,5%, somando US$ 0,49 bilhões. A Indústria Extrativa registrou uma queda de -19,5%, com US$ 1,00 bilhão em importações, enquanto a Indústria de Transformação apresentou um aumento de 14,7%, alcançando US$ 17,36 bilhões em compras do exterior.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de trigo e centeio (17,0%), café não torrado (14.946,6%) e cacau (230,8%) na Agropecuária; fertilizantes brutos (205,7%), carvão (39,9%) e gás natural (39,3%) na Indústria Extrativa; e medicamentos (43,8% e 52,0%) e adubos ou fertilizantes químicos (51,3%) na Indústria de Transformação.

Em contrapartida, alguns produtos registraram diminuição nas importações, como cevada (-37,5%), produtos hortícolas (-25,0%) e soja (-83,2%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-21,4%), minério de Ferro (-99,8%) e petróleo bruto (-45,8%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (-7,8%), Cobre (-19,2%) e válvulas e tubos termiônicos (-17,7%) na Indústria de Transformação.





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Colheita de soja chega a 94,8% no Brasil; saiba quais estados já concluíram os trabalhos



Até o último domingo (27), a colheita da soja da safra 2024/25 no Brasil atingiu 94,8% da área semeada, com um avanço de 2,3 pontos porcentuais em relação à semana anterior. O dado foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

Quando comparado ao mesmo período da safra passada, em que 90,5% das lavouras já haviam sido colhidas, houve um crescimento de 4,3 pontos porcentuais. Em relação à média dos últimos cinco anos, que é de 93,5%, a colheita está adiantada em 1,3 ponto porcentual.

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Colheita pelo Brasil

A colheita da commodity já foi finalizada nos principais produtores, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Tocantins. No entanto, em algumas regiões, a colheita ainda está em andamento. A Bahia continua com a colheita da soja, refletindo a diversidade das regiões produtoras no país.

Milho

Além disso, o avanço nas colheitas de soja tem implicações diretas na agricultura brasileira, uma vez que a retirada das lavouras de soja abre caminho para o plantio de milho safrinha, que tem ganhado cada vez mais importância no cenário agrícola do Brasil.

De acordo com dados da Conab, a retirada de soja também está impactando a área destinada ao milho de verão, que até agora atingiu 71,9% da área esperada.



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