segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

News

Canal Rural tem sites, programas e 16 jornalistas entre finalistas dos +Admirados do Agro



O Canal Rural emplacou sites, programas e nada menos do que 16 profissionais entre os finalistas do Prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2025. A premiação que reconhece os profissionais e veículos preferidos da cobertura do agro entrou em seu segundo turno, mostrando que o Canal Rural é o maior concorrente em número de indicações.

Promovido pelo site Jornalistas&Cia, o prêmio vai eleger os top 50 jornalistas mais admirados do setor produtivo e os top 3 de categorias como site, podcast, canal de vídeo e programas, em votação que segue até 13 de maio. A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada no dia 23 de junho, em São Paulo.

Na edição de 2024 dos +Admirados da Imprensa do Agro, o Canal Rural foi vencedor como melhor site de agronegócio e melhor programa de TV especializado, com o telejornal Rural Notícias. No ano anterior, foi vencedor nas categorias site e canal digital.

Confira as categorias em que os profissionais e produtos do Canal Rural concorrem e vote aqui:

Site/portal: Canal Rural e Planeta Campo

Canal de vídeo (Youtube/Instagram): Canal Rural

Programa de TV especializada: Giro do Boi, Mercado&Cia e Rural Notícias

Áudio (programa de rádio/podcast): Planeta Campo

Jornalistas:
Ana Moura (Canal Rural MT)
Antônio Pétrin (Rural Notícias)
Beatriz Gunther (Mercado&Cia.)
Daiany Andrade (Planeta Campo)
Eliza Maliszewski (Canal Rural RS)
Jaqueline Silva (A Protagonista)
João Nogueira (Mercado&Cia/Porteira Aberta Empreender)
Juliana Azevedo (Interligados)
Luis Roberto Toledo (site Canal Rural)
Luiz Patroni (Canal Rural MT)
Luiza Cardoso (Rural Notícias/Calçando a Botina)
Marcius Ariel (Planeta Campo)
Marusa Trevisan (Planeta Campo)
Pryscilla Paiva (Mercado&Cia.)
Valeria Burbello (Canal Rural PR)
Yahell Bonfim (Planeta Campo)



Source link

News

Café apresenta bom desenvolvimento frente a clima favorável



As chuvas em praticamente todas as regiões produtoras de café marcaram o final de abril. Dessa forma o desenvolvimento final dos grãos na safra 2025/26 e também as condições dos cafezais para a próxima safra vem sendo beneficiados. As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Centro de Estudos afirma que ainda é cedo para especular sobre a safra 2026/27, mas as condições climáticas e a maior umidade no começo do outono se mostram favoráveis para plantas.

De acordo com fontes agentes ouvidos pelo Cepea em campo, em alguns casos pontuais, produtores já estão até realizando catação em áreas mais precoces. Apesar disso, a colheita do café ainda não iniciou na maioria das praças.

Apesar do tempo favorável, ainda paira a preocupação com a maturação irregular dos grãos, que pode impactar a qualidade da safra e da bebida mediante os impactos climáticos na lavoura.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



Source link

News

Desafios para automação no campo são apresentados na Agrishow



Com o objetivo de aumentar a eficiência, produtividade e sustentabilidade das operações rurais, a automação utiliza tecnologias e sistemas inteligentes para substituir ou otimizar tarefas humanas nas atividades agropecuárias.

E muitas das oportunidades no campo estão relacionadas à capacidade que o produtor rural tem de acessar a internet e conectar a propriedade ao mundo digital. Mas de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 72% das propriedades rurais brasileiras ainda não tem acesso à internet.

Esse é um dos assuntos discutidos durante a Agrishow. A temática representa os desafios da atividade para os próximos anos e dentre os gargalos enfrentados pelo setor está a conectividade no campo.

Além dos produtores e das 800 marcas expositoras, a própria organização do evento investe para ampliar as oportunidades do universo digital. O Agrishow Labs, por exemplo, é um espaço dedicado à tecnologia e inovação dentro da feira.

“Esse ano, nós estamos com mais de 80 startups, pelo menos todos os dias aqui por conta dos hubs, com soluções diretas para o produtor, para gente conseguir aproximar mais o produtor dessas soluções que muitas vezes ele não tem acesso se não for aqui no nosso Agrishow Labs”, destacou Marilda Meleti, gerente de espetáculo da Agrishow.

Automação no campo

O uso de tecnologias e sistemas inteligentes para otimizar tarefas humanas nas atividades agropecuárias aumentam a eficiência, produtividade e sustentabilidade das operações rurais.

Para o vice-presidente de Vendas e Marketing da Hughes, Ricardo Amaral, a automação é uma tônica nessa temática. ” A automação apareceu de uma forma muito forte nos últimos anos e a conexão do dado, para você levar pra nuvem, para você tratar esses dados, ganha uma relevância muito grande. A gente observa em determinados subsetores da agricultura que o dado que vem, que chega online conectado, o agricultor pode ter um incremento de produtividade de três a cinco vezes maior”, disse Ricardo Amaral.

Pesquisa

A Associação Brasileira de Marketing Rural (ABMRA) está presente no evento e realiza, por exemplo, uma pesquisa sobre maturidade digital.

“Toda empresa que participar do estudo, ela receberá o relatório final completo da pesquisa, ou seja, ela terá uma ideia de como os seus concorrentes e de como todo o mercado tem se portado nos meios digitais”, afirmou Ricardo Nicodemos, presidente da ABMRA.



Source link

News

Soja em alta devido à guerra comercial; mercado de milho apresenta pouca movimentação



Na última semana, o mercado da soja teve desempenho positivo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com o contrato de maio de 2025 subindo 1,35% e fechando a US$ 10,50 por bushel. Segundo a plataforma Grão Direto, o contrato de março de 2026 também teve leve alta, encerrando a US$ 10,51 por bushel (+0,57%). O avanço nas cotações refletiu principalmente o otimismo nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, que deram sinais de aproximação e reabertura para acordos tarifários.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Esse cenário animou o mercado, apesar da queda de 1,9% no valor do dólar (R$ 5,69), que pressionou os preços internos. Ainda assim, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de exportação da soja brasileira em abril, devido ao ritmo lento de embarques, embora o volume projetado ainda represente crescimento de 6,3% frente ao ano anterior.

Para os próximos dias, o mercado da soja continua atento ao clima nos Estados Unidos. As previsões da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) indicam temperaturas mais baixas e clima seco em estados-chave como Indiana, Iowa e Illinois, o que favorece o plantio. Por outro lado, as Dakotas e parte do Meio-Oeste devem enfrentar tempo mais quente e chuvoso.

O câmbio também segue influente: com o dólar mais fraco e um cenário global mais estável, os preços internos da soja podem seguir pressionados. No entanto, o avanço do plantio e a expectativa de progresso nas negociações entre China e Estados Unidos podem manter o suporte em Chicago, limitando as quedas no mercado físico brasileiro.

O mercado de milho

Já o mercado do milho teve comportamento oposto na CBOT. Os contratos futuros recuaram 1,04%, com o milho encerrando a semana a US$ 4,77 por bushel. No Brasil, o mercado físico também sofreu pressão diante do avanço da segunda safra, embora o contrato para maio de 2025 na Bolsa Brasileira de Futuros (B3) tenha registrado uma leve alta de 0,55%, cotado a R$ 77,17 por saca. A movimentação foi marcada por um mercado desaquecido e ajustes de preços, mesmo com suporte limitado pela demanda de usinas de etanol e indústrias do setor de ração animal.

As condições climáticas no Brasil seguem favoráveis à produção de milho. O Centro-Oeste registra chuvas regulares e temperaturas amenas, o que favorece a fase de enchimento de grãos da segunda safra e reforça expectativas de boa produtividade. Com isso, a pressão sobre os preços no mercado físico aumenta. Além disso, a demanda interna segue acomodada: grandes consumidores já formaram seus estoques e aguardam a colheita da nova safra, o que reduz o volume de negociações e mantém o ritmo de mercado lento.



Source link

News

Cinco governadores prestigiam a 30ª Agrishow



A 30ª edição da Agrishow segue até o dia 2 de maio com muitas atrações em Ribeirão Preto (SP). E os números da feira – 800 marcas com os últimos lançamentos em maquinário agrícola – chamam a atenção do público em geral e também de muitos políticos; até o momento, cinco governadores estiveram no evento.

Ontem (29), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve no evento. Na segunda-feira (28) os governadores do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e do Pará, Helder Barbalho (MDB), visitaram a feira. No domingo (27), estiveram presentes na cerimônia de abertura os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Tarcísio aproveitou a ocasião e anunciou um pacote de R$ 600 mi com foco em crédito rural, logística e biocombustíveis para o setor do agronegócio paulista. “Hoje o Brasil já detém tecnologia e força de trabalho para liderar o cenário da transição energética mundial. Somos uma potencial agroambiental”, enfatizou.

O governador observou que, além do etanol, a indústria brasileira já detém tecnologia de ponta para a produção de biometano, hidrogênio, entre outros combustíveis renováveis. “Podemos desenvolver a economia circular via cana-de-açúcar, pois dela nada se perde”, apontou Tarcísio.

Para o governador Ratinho Júnior, a Agrishow é uma grande vitrine do que há de mais inovador dentro e fora do campo. “O agronegócio saiu da enxada e está nos smartphones, tablets e drones e muito dessa evolução tecnológica se deve à Agrishow e ao seu imenso leque de soluções que respondem às mais diversas demandas do produtor, do pequeno ao grande”.

O governador Ronaldo Caiado salientou o papel da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), uma das realizadoras da feira que, ao longo dessas três décadas, promoveu “uma revolução na área de maquinário agrícola, tecnologia e inovação em realidades hoje comuns a países como os Estados Unidos”, afirmou.

“Ser o elo de ligação entre a ciência e o campo é um dos pilares da Agrishow e uma oportunidade para que não apenas os produtores, mas gestores de todos os estados brasileiros conheçam e se beneficiem de um imenso portfólio de produtos e soluções conforme as necessidades e particularidades de cada um”, observou Romeu Zema.

Para Helder Barbalho, “a Agrishow dialoga com o setor produtivo nacional e prestigia as vocações de todos os estados, especialmente os que têm no agro um dos pilares da economia, como o Pará”. Ele também destacou “a sustentabilidade que permeia muitos dos lançamentos da feira, posicionando a Agrishow como uma iniciativa em consonância com o que, a cada dia mais, se exige dos players do agronegócio”.

Para os organizadores da Agrishow, a presença dos governadores reforça o posicionamento da principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina como estratégica para o fortalecimento da cadeia produtiva do país.



Source link

News

Operação retira gado criado de forma ilegal em território indígena



Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Operação de Desintrusão da Terra Indígena Araribóia (OD-TIARA), no Maranhão, já promoveu 399 incursões contra invasores que usam o território indígena para criação de gado. Todo os animais criados em larga escala ilegalmente no território já foi retirado, informou o governo federal.

A operação envolve diversos ministérios e órgãos federais, como Casa Civil, Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Defesa, Funai, Ibama, Polícia Federal, Força Nacional, entre outros.

O MPI informou que o gado de indígenas permanece no território. “A prática está assegurada a partir da regulamentação ambiental, conforme determinado pelo Ibama, com prazo de 120 dias para ser feita”, informou o ministério.

O secretário nacional de direitos territoriais indígenas do MPI, Marcos Kaingang, esclareceu que a criação de gado por não indígenas dentro de Terras Indígenas é proibida pela legislação vigente, pois viola o usufruto exclusivo assegurado constitucionalmente aos povos indígenas.

A criação de gado por indígenas, no entanto, é uma atividade permitida, mas sujeita ao devido licenciamento ambiental. Por se tratar de território de uso coletivo, sua implementação deve ser discutida e deliberada coletivamente pela comunidade indígena, no âmbito do respectivo Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA).

Ele assinalou que o território é de uso coletivo dos povos indígenas, não particular, por isso, cercamentos no interior da TI também devem ser debatidos no âmbito do PGTA, considerando a necessidade e proporção dentro do território para assegurar o uso coletivo.

Entre fiscalizações com aplicação de multas, autos de infração e destruição de cercamentos ilegais de gado, a operação já impôs aos criminosos um prejuízo de mais de R$ 1,1 milhão.

Conforme a coordenação da desintrusão, a operação tem o objetivo de garantir a segurança das comunidades indígenas, o pleno direito ao uso compartilhado do território pelos povos Guajajara e Awá-Guajá — um dos raros grupos isolados no mundo.

A Casa Civil reitera que toda conduta que tente promover atos de resistência contra a operação será comunicada ao STF. “Disseminações de notícias falsas, ameaças a servidores e a lideranças indígenas estão sendo documentadas e investigadas para as devidas responsabilizações”, pontuou o coordenador da operação, Nilton Tubino (Casa Civil).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

IoT e Inteligência Artificial na Agrishow 2025


 A TIM, líder em cobertura no agronegócio no Brasil, apresenta na Agrishow 2025 um conjunto de soluções voltadas à digitalização do campo, com foco em produtividade, segurança e sustentabilidade. Em seu estande, a empresa apresenta a Smartbio Pragas, uma solução preditiva que utiliza tecnologias como Big Data Mining, IoT e Inteligência Artificial para maximizar a produtividade no campo. A plataforma, desenvolvida pela SmartBreeder, empresa de Inteligência Agronômica Artificial, integra e processa milhões de dados em tempo real e os combina com algoritmos inteligentes para gerar recomendações precisas e automatizadas. O objetivo é apoiar o produtor rural na tomada de decisões mais estratégicas, com ferramentas acessíveis e orientadas por dados.

“Somos especialistas na transformação digital no campo, levando até nossos clientes soluções além da conectividade. Na Agrishow 2025, reforçamos o compromisso contribuir para que o agro opere com eficiência, sustentabilidade e inovação. As soluções apresentadas mostram como a tecnologia pode ser uma grande aliada no dia a dia do campo — do planejamento à colheita, da prevenção à gestão” afirma Alexandre Dal Forno, Diretor de Desenvolvimento de Mercado IoT & 5G da TIM.

Os dados integrados pelo Smartbio Pragas são gerados de ERPs agrícolas, estações climáticas e outras fontes. Com esse sistema, é possível identificar onde, quando e como aplicar insumos e defensivos com máxima eficiência. A IA da solução avalia diversos fatores, cruzando essas informações em uma matriz de recomendação de controle.

Assim, tem-se um resultado mais preciso e ágil, que antecipa riscos de surtos com até 30 dias de antecedência, reduz perdas de safra e otimiza os custos operacionais. Além disso, a solução automatiza a tomada de decisão com base em regras pré-configuradas, promovendo o equilíbrio entre performance, sustentabilidade e rentabilidade. A integração com tablets em campo permite registrar pragas e doenças de forma prática, fortalecendo o ciclo de monitoramento e controle.

Programa de pontos para produtores rurais

A TIM apresenta ainda a parceria com a Orbia, plataforma de fidelidade do agronegócio por meio do Programa de Pontos, que permite aos produtores rurais trocarem seus pontos acumulados pela compra de insumos e produtos de marcas renomadas no segmento Agro.

Com esta parceria, a TIM e a ORBIA vão permitir que os produtores rurais troquem seus pontos por conectividade 4G para iluminar suas áreas produtivas com a solução 4G TIM no Campo.

Atualmente, a TIM já cobre mais de 20 milhões de hectares com o 4G e possui parcerias com mais de 50 grandes grupos rurais, fortalecendo o papel de habilitadora da digitalização do campo. Os contratos de IoT B2B já somam R$ 708 milhões desde 2022, sendo R$ 270 milhões somente em 2024. E nos próximos meses, a TIM fará o lançamento de novas soluções utilizando IA.





Source link

News

Aprosoja-MT questiona na Justiça tradings e associações por ‘cartel’ nas exportações de soja



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) ingressou com ação civil pública questionando a legalidade da Moratória da Soja e exigindo indenização das principais tradings do agronegócio e associações setoriais.

A ação, protocolada na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, mira 33 réus, incluindo as multinacionais ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, além da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

A petição, assinada por diferentes advogados, classifica a Moratória como “restrição anticoncorrencial, ilegal, abusiva e inconstitucional” e busca o fim das exigências impostas pelo acordo. A entidade também incluiu quatro dirigentes dessas associações no polo passivo: André Meloni Nassar e Bernardo Pires, da Abiove, e Sérgio Castanho Teixeira Mendes e Pedro Bernt Eymael, da Anec.

No centro da disputa está o acordo firmado em 2006 que proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, independentemente se esse desmatamento ocorreu dentro dos limites permitidos pelo Código Florestal brasileiro.

A legislação ambiental autoriza supressão de até 20% da vegetação em propriedades na Amazônia, mas a moratória impõe restrição total. “Os atos praticados pelos réus no âmbito do acordo setorial denominado Moratória da Soja consistem em ilícitos anticoncorrenciais, violando diversas regras do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência”, argumenta a Aprosoja-MT na ação. A associação acusa as empresas de formarem um cartel que controla mais de 95% das exportações brasileiras de soja.

Um dos aspectos mais controversos apontados na ação é a seletividade do acordo. “Caso determinado produtor proceda com a plantação de outra commodity (como o feijão ou arroz, por exemplo) em área que foi aberta nos termos do Código Florestal, a proibição imposta de forma abusiva pela Moratória da Soja não se aplicaria e as mesmíssimas tradings adquiririam essa outra commodity oriunda da mesma área cuja produção é vedada para a soja”, destaca a petição.

A ação cita ainda a existência de “listas de restrição secretas, controladas e compartilhadas apenas entre as tradings” que incluiriam produtores considerados não conformes com as regras da moratória. “Por meio dessas listas de restrição, alimentadas sem a participação do produtor rural, com parâmetros e critérios de inclusão e exclusão absolutamente desconhecidos, as tradings vêm atuando de forma coordenada/conjunta para não adquirir a soja de determinados sojicultores”, denuncia.

A Aprosoja-MT sustenta que o impacto da restrição é amplificado pelo compartilhamento dessas listas com outros atores da cadeia do agronegócio, como financiadores, distribuidores e fornecedores de insumos agrícolas, prejudicando não apenas a venda da produção, mas até mesmo o plantio.

Um componente significativo da argumentação é a questão da soberania nacional. A entidade enfatiza que o pacto é comandado por empresas de capital estrangeiro, citando especificamente que a Cofco é controlada pelo governo chinês e a Louis Dreyfus tem 45% de seu capital controlado pelo fundo soberano de Abu Dhabi (ADQ).

“A soberania, não bastasse também ser fundamento da República, é princípio que condiciona a livre iniciativa e que a coloca a serviço da garantia de uma existência digna e autônoma”, destaca a ação.

A associação pede que a Justiça determine a cessação imediata das práticas relacionadas à Moratória da Soja, reconheça sua inconstitucionalidade e condene as empresas ao pagamento de indenizações por danos materiais e morais coletivos. A ação cita como precedente o Tema 999 do STF, que estabelece o dever de indenizar proprietários que sofrem limitações por restrições ambientais.

A ação chega à Justiça um dia após o ministro do STF Flávio Dino ter reconsiderado parcialmente liminar anterior e restabelecido o artigo 2º da Lei Estadual 12.709/2024 de Mato Grosso, que impede a concessão de benefícios fiscais a empresas que exijam requisitos ambientais além dos previstos na legislação brasileira.

A Aprosoja-MT também mantém uma denúncia no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), protocolada em dezembro de 2024, acusando as empresas signatárias da Moratória da Soja de prática anticoncorrencial.

Na segunda-feira (28), o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, comemorou a decisão do STF e afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que a associação “não vai se cansar de lutar enquanto não acabarmos com a moratória”.

A tensão entre as partes se intensificou com a aproximação da implementação da legislação europeia de combate ao desmatamento (EUDR), que exige rastreabilidade de produtos agrícolas a partir de 31 de dezembro de 2020. A Aprosoja-MT estima que a moratória afeta cerca de 65 municípios e 2,7 milhões de hectares em Mato Grosso, com impacto econômico superior a R$ 20 bilhões.

As empresas citadas ainda não se manifestaram oficialmente sobre o processo. A Abiove, em resposta à decisão do STF sobre a lei estadual mato-grossense, divulgou nota na terça-feira (28) destacando que a decisão do ministro Flávio Dino “reconhece a legalidade da Moratória da Soja” e que o acordo “fortaleceu a credibilidade do Brasil no cumprimento de compromissos internacionais de proteção ambiental”.

O valor da causa foi fixado em R$ 100 mil, mas o montante final das indenizações pleiteadas será apurado em fase de liquidação, caso a ação seja julgada procedente. A petição inicial também solicita a inversão do ônus da prova e a dispensa do pagamento de custas processuais.



Source link

News

vem geada por aí! Confira como será o clima no mês de maio



O mês de maio começou e as características típicas mais parecidas com o clima do inverno também devem aparecer durante o período. Segundo a Climatempo, maio de 2025 vai transcorrer com uma situação de neutralidade térmica no oceano Pacífico equatorial, na costa do Peru.

Isto significa que a temperatura na região central do Pacífico Equatorial estará próxima da normalidade. Portanto, será um mês onde não teremos a influência de fenômenos como El Niño e nem La Niña.

O aquecimento na costa do Sul e do Sudeste diminuiu nas últimas semanas, mas ainda está favorável a intensificação rápida de áreas de baixa pressão atmosférica e maior concentração de umidade marítima na faixa litorânea, após a passagem de frentes frias. Esta é uma condição que facilita a formação de áreas de chuva pelo litoral do Sul e do Sudeste.

Confira alguns destaques do clima esperados para maio de 2025 em cada região do Brasil



Source link

News

Aquicultura alagoana cresce com inovação e sustentabilidade


A aquicultura no interior de Alagoas tem se expandido com apoio do Sebrae/AL, promovendo o cultivo de camarões e tilápias no Sertão e Agreste. 

Pequenos produtores estão apostando em novas tecnologias e na inclusão produtiva, trazendo mudanças significativas para a economia local.

Em municípios como Coité do Noia, Arapiraca, Igaci, Limoeiro de Anadia e Viçosa, a produção de camarão e tilápia em viveiros de água doce e salobra está ganhando destaque. 

A atividade, que antes era restrita ao litoral, agora se consolida como uma importante fonte de renda para essas comunidades.

Michel Silva Santos, natural de Coité do Noia, é um exemplo desse crescimento. Ele investiu no cultivo de camarões e tilápias e já produz 2.500 quilos por ciclo, utilizando tecnologia adaptada ao ambiente interno.

“Comecei com um viveiro de peixe e logo depois entrei na criação de camarão. Hoje vivo disso, graças a Deus”, conta Santos.

A engenheira de pesca Amarília, da Camal Soluções Aquícolas – empresa contratada pelo Sebrae Alagoas para prestar consultoria aos produtores – explica que o agreste tem grande potencial de crescimento.

“Mais de 90% dos produtores aqui são familiares. Eles cuidam de tudo: do viveiro, da alimentação, da comercialização. E com a assistência técnica adequada, o retorno é garantido”, afirma.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Protagonismo feminino e inovação no campo

Além disso, a aquicultura também tem dado destaque ao protagonismo feminino. Clemilda Alves, por exemplo, gerencia dois viveiros de camarões sozinha há mais de cinco anos.

“Faço tudo: aplico probiótico, dou ração, troco a água e ainda sou responsável pela comercialização. Indico para outras mulheres, mas tem que ter coragem para a luta do dia a dia”, afirma com orgulho.

Esse movimento de inclusão tem fortalecido a economia local e trazido mais autonomia às famílias da região, especialmente entre as mulheres.

Piscicultura, nordeste, bahia, oeste da bahia, tilápia, produção, peixesPiscicultura, nordeste, bahia, oeste da bahia, tilápia, produção, peixes
Tilápias | Imagem: Reprodução/ Canal Rural

Parcerias impulsionam crescimento e sustentabilidade

O crescimento da aquicultura em Alagoas também é impulsionado por parcerias com instituições como Sebrae Alagoas, o Ministério da Pesca e Aquicultura e a FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Por meio do Projeto Inovação Organizacional e Tecnológica da Aquicultura de Pequena Escala no Norte e Nordeste do Brasil, 200 produtores de camarão e peixe estão sendo orientados em sete municípios para elaboração de planos de melhoria.

De 2018 a 2023, a produção de camarão em Alagoas aumentou de 435 toneladas para 1.600 toneladas, evidenciando o grande potencial de crescimento do setor. Além disso, a utilização de água salobra tem sido essencial para a produção em áreas afastadas do litoral.

Keylle Lima, diretor técnico do Sebrae Alagoas, destacou que o pequeno produtor rural é peça-chave para o desenvolvimento sustentável do estado.

“Se o tema é pequeno negócio, o pequeno produtor rural também não fica de fora. E nesta parceria, temos desenvolvido a piscicultura e a carcinicultura em nosso estado”, afirmou Lima.

Para ele, o projeto marca um novo momento para o setor.

“Aliás, Alagoas já significa terra de águas. Esse é um passo inicial e relevante para que a gente possa aproveitar melhor as potencialidades da nossa região, gerar mais renda e emprego e o Sebrae está preparado para atender o segmento e contribuir com seu desenvolvimento”, finalizou o diretor técnico do Sebrae/AL.



Source link