O Banco do Brasil atingiu na tarde desta quarta-feira (30) a marca de R$ 3,334 bilhões em propostas acolhidas durante a Agrishow 2025. O valor supera a estimativa inicial de R$ 3 bilhões para toda a edição e marca o melhor desempenho do BB nos três primeiros dias em 30 anos de presença na maior feira agro do país.
“Ultrapassar os R$ 3 bilhões em propostas de financiamento é mais uma demonstração da confiança e relação de parceira dos produtores e produtoras rurais com o Banco do Brasil. Isso reforça nossa atuação como principal parceiro do agro brasileiro, com soluções completas em crédito, seguros, consórcios, cartões, proteção financeira e atendimento especializado não apenas no estado de São Paulo, mas em todas as regiões do país. Estamos otimistas diante do cenário de safra recorde de grãos e do crescimento do PIB agropecuário”, afirma Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.
O Banco do Brasil é a única instituição financeira a participar das 30 edições da Agrishow e foi homenageado pela organização da feira no último domingo (27).
Sthefany Viana, bióloga e empreendedora, participa pela primeira vez da Agrishow, maior feira agrícola e tecnológica da América Latina, que acontece até o dia 02 de maio, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
“A gente não conseguiria estar aqui sozinho. Participar da Agrishow com o apoio do Sebrae é essencial para abrir portas, fazer vendas e firmar parcerias que podem mudar o rumo do nosso negócio”, afirma a bióloga.
Sthefany iniciou sua trajetória com cogumelos comestíveis. Hoje, oferece soluções sustentáveis com fungos entomopatogênicos – , que são aqueles que ajudam no combate a pragas nas plantações.
Mesmo com formação técnica sólida, ela reconhece que a virada de chave veio com o Sebrae/SP.
“O Sebrae/SP nos deu a visão de negócio. Desenvolver o produto é só uma parte. Fazer ele chegar no mercado é outra, e essa ponte o Sebrae ajudou a construir”, conta Viana.
Assim como a bióloga, dezenas de microempreendedores participam da 30ª edição da Agrishow, com o apoio do Sebrae/SP. A feira deve atrair cerca de 195 mil visitantes e movimentar até R$ 15 bilhões em negócios.
Visibilidade de pequenos negócios
Ao todo, 50 micro e pequenas empresas terão espaço no estande do Sebrae/SP durante os cinco dias da feira.
Os expositores foram divididos em dois grupos: 25 nos dois primeiros dias e outros 25 nos dias seguintes.
Entre os segmentos representados estão biotecnologia, insumos agrícolas, serviços para o agro, além de alimentos como café, cítricos e bebidas artesanais.
De acordo com José Eduardo Carrilho, consultor de negócios do Sebrae/SP, a proposta é justamente gerar oportunidades de negócios reais.
“No ano passado, foram movimentados mais de R$ 7,6 milhões durante e após a feira. Para esta edição, a projeção é ainda mais otimista. O ambiente se consolida como um verdadeiro ponto de encontro para aprendizado, geração de vendas e ampliação de redes de contato”, afirma Carrilho.
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Exemplos de sucesso: da cachaça ao lúpulo nacional
A Cachaça Alma de Gato, de Ourinhos, interior de São Paulo, também marca presença nesta edição com o apoio do Sebrae/SP.
A empresa, que já havia participado de outras edições da Agrishow, chega este ano com uma nova expectativa: exportar seus produtos.
“Estamos de olho no público internacional que visita a feira. Queremos fechar contatos e levar nossa cachaça para fora do país”, afirma empreendedora Silvana Peixoto.
Para além da bebida tradicional brasileira, o cultivo de lúpulo — essencial para a produção de cerveja-, também tem espaço garantido na Agrishow.
A marca Lúpulo Guarani é uma das que aposta em tecnologia para driblar os desafios climáticos e expandir a produção nacional da planta, hoje majoritariamente importada.
“A feira é uma oportunidade para mostrar que, sim, é possível produzir lúpulo de qualidade no Brasil, com tecnologia e apoio técnico”, explica Luciana Andreia Pereira, microempreendedora do setor.
Desde 2022, Luciana planta lúpulo em Araraquara, interior de São Paulo. Para ela, o Sebrae representa uma peça fundamental.
“ O Sebrae está em tudo que existe no meu negócio, porque eu sempre busco a instituição como orientação”, diz Pereira.
Depois de quase dez anos, o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Agricultura (Conseagri) voltou a se reunir presencialmente durante a Agrishow. O encontro marca a retomada de um diálogo essencial entre os representantes estaduais e o governo federal, interrompido desde a última reunião realizada no evento, em 2016.
De acordo com o repórter Jackson Pinheiro, que acompanha a feira, a reunião representa um passo importante para fortalecer a comunicação, a troca de experiências e o alinhamento de políticas públicas voltadas ao agronegócio em nível nacional.
“Sentimos falta dessa conexão. É fundamental que os estados e o governo federal estejam alinhados nas políticas agrárias e sociais. Essa troca de experiências e o networking entre os secretários podem fazer muita diferença na gestão de cada estado”, destacou Guilherme Piai, secretário de Agricultura de São Paulo.
O Conseagri tem como missão principal fomentar o intercâmbio de informações, tecnologias e boas práticas entre os estados, promovendo uma gestão agrícola mais eficiente e integrada.
Um dos avanços destacados foi a implantação do certificado fitossanitário digital, importante para a exportação de frutas. Antes, a burocracia atrasava a chegada dos documentos em relação à própria carga, comprometendo o comércio de produtos perecíveis.
“Através de reuniões do conselho, conseguimos destravar esse processo com o governo federal, e hoje o Brasil já conta com o certificado digital, alinhado com outros países”, afirmou o secretário de Agricultura do Rio Grande do Norte, Guilherme Saldanha.
Com a presença de representantes de diversos estados, o encontro sinaliza uma nova fase de cooperação entre as esferas estadual e federal no setor agropecuário, com foco na inovação, eficiência e competitividade internacional.
Segundo os informações divulgada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), depois do surto de vassoura-de-bruxa causar estado de emergência fitossanitária no Pará e no Amapá, uma nova praga preocupa os produtores de mandioca no Tocantins. A mosca-das-galhas da mandioca (Jatrophobia brasiliensis), até então considerada secundária, passou a ocorrer com intensidade nas lavouras do estado, provocando perdas de até 100% em áreas recém-plantadas.
A Embrapa Pesca e Aquicultura, com sede em Palmas (TO), atua junto aos técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e produtores para tentar conter o avanço da praga. Segundo a instituição, o controle deve seguir os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), priorizando métodos culturais, biológicos e, quando necessário, químicos.
Cristiano Barros, produtor no Polo de Fruticultura Irrigada São João, relata ter sido surpreendido pela infestação. “No final do ano passado, quando fizemos o plantio, ela apareceu, mas achamos que era como todos os anos, algo pontual aqui e ali, sem causar prejuízos. Entraram as festas de fim de ano e não demos muita atenção. Quando fomos ver, ela se instalou de uma maneira que precisamos gradear (passar a máquina, destruindo a plantação) e plantar tudo de novo”, contou.
Segundo o entomologista Daniel Fragoso, da Embrapa, os danos são causados pelas larvas, que se alimentam dos tecidos internos das folhas. “Trata-se de pequenas moscas de coloração amarela que depositam ovos nas folhas, onde as larvas eclodem e começam a se alimentar do tecido foliar. A planta reage e forma as galhas ou verrugas”, explicou.
A formação dessas estruturas reduz a capacidade fotossintética, compromete o desenvolvimento e pode levar à morte de plantas jovens. Entre as hipóteses para o avanço da praga está o uso intensivo de inseticidas contra a mosca-branca na safra anterior, o que teria reduzido a população de parasitoides naturais da mosca-das-galhas.
Pesquisadores e agricultores conduzem estudos e testes com produtos químicos e biológicos. A falta de conhecimento sobre o inseto exige maior esforço em pesquisa. “A identificação precoce e o monitoramento são essenciais para o manejo”, reforçou Fragoso.
No âmbito do MIP, a orientação é optar por práticas que favoreçam o controle biológico natural, como o uso de cultivares resistentes, destruição de folhas com alta infestação, rotação de culturas e plantio em período seco com irrigação. “Em casos de alta infestação, o controle químico é necessário, com critério técnico e rotatividade de ingredientes ativos, para evitar o desenvolvimento de resistência aos produtos usados”, alertou Fragoso.
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta sexta-feira (4), as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, até a última semana de março (19 dias úteis), superou em grande monta o que foi registrado em março de 2025.
A receita obtida até o final em março, US$ 258.644,061 representa 44,44% a mais do que o total arrecadado em todo o mês de março de 2024, que foi de US$ 179.059,606. No caso do volume embarcado, as 102.699,199 toneladas representam 30,36% a mais do que o total registrado em março do ano passado, quantidade de 78.775,868 toneladas.
No comparativo com o resultado das exportações de carne suína no mês de fevereiro de 2025, a receita obtida com as exportações de carne suína até o final de março, US$ 258.644,061, representam 2,05% a mais que o total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2025, que foi de US$ 253.424,443. No caso do volume embarcado, as 102.699,199 toneladas embarcadas até o fim de março representam 1,56% de aumento sobre o total registrado em fevereiro, quantidade de 101.118,365 toneladas.
O faturamento por média diária até o final de março foi de US$ 13.612,845, quantia 44,4% a mais do que março de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 2,82% observando os US$ 14.008,073, vistos na semana passada.
No caso das toneladas por média diária, foram 5.405,221, houve elevação de 30,4% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se recuo de 3,20%, comparado às 5.584,451 toneladas da semana passada.
Já o preço pago por tonelada, US$ 2.518,462, é 10,8% superior ao praticado em março passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa tímida alta de 0,40% em relação aos US$ 2.508,406 anteriores.
A 30ª edição da Agrishow chega ao seu terceiro dia com muitas negociações em andamento. O otimismo se deve às vendas deste primeiro trimestre de máquinas e equipamentos agrícolas. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), houve crescimento de 25% nas vendas deste ano em relação aos primeiros três meses do ano passado.
Para a diretora de competitividade, economia e estatística da Abimaq, Maria Cristina Zanela, outro fator que ajuda nesse desempenho é o clima que tem colaborado com o recorde da safra de grãos para essa temporada.
Zanela disse ao jornalista João Nogueira que, dependendo dos resultados obtidos durante a feira, a projeção da Abimaq de 8% no crescimento das vendas de máquinas e implementos agrícolas neste ano de 2025 poderá ser revista.
A expectativa também é grande por parte das empresas. A Jacto está presente na edição da Agrishow e o CEO da companhia, Carlos Daniel Haushahn, afirmou que as perspectivas de vendas são muito boas. “Nós temos vários segmentos, nichos de mercado que estão indo bastante bem”, disse.
Haushahn explicou que a Jacto atua com um portfólio de maquinário agrícola variado, atendendo diversas culturas. “Cito, por exemplo, café que tem que tem sido alardeado muito com um preço muito bom. Então, temos soluções para café, temos soluções para laranja, que também está num momento bastante bom, além do amendoim, que a gente está trazendo lançamentos na área de plantio também”, afirmou.
O CEO destaca que a empresa sempre focou na invocação. “Temos também soluções para conectividade agrícola, da porteira para dentro, como se fala. São soluções na parte de telemetria e agricultura digital, que cada vez mais tem sido muito bem aceita pelo produtor rural”, finalizou.
A soja é destaque na Agrishow 2025, evento realizado em Ribeirão Preto (SP), de 28 de abril a 2 de maio. Os parceiros do projeto Soja Brasil marcam presença e mostram, na prática, como a tecnologia, a conectividade e a inovação estão transformando o agronegócio.
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Tecnologia da Mitsubishi: do campo à cidade
A Mitsubishi Motors lança na feira a Triton Agro Link, picape customizada para uso rural, fabricada em Catalão (GO). Equipada com sistema de comunicação via antena, torre de tomadas, estação meteorológica, baterias e gerador, a picape oferece conexão para máquinas e sensores em áreas com até 20 km de alcance, mesmo fora da cobertura de operadoras.
Voltado para uso corporativo, o modelo reforça a tradição da marca em veículos especiais. A empresa também promove um café da manhã com o grupo Mulheres do Agro, liderado por Sonia Bonato, para discutir o protagonismo feminino no setor.
Ihara comemora aniversário na Agrishow 2025
Comemorando 60 anos, a Ihara apresenta um estande voltado à inovação e à produtividade sustentável. Seu portfólio de defensivos agrícolas para culturas como soja, milho e feijão destaca soluções que aliam eficiência e responsabilidade ambiental.
Bayer
A Bayer aposta em soluções digitais para manejo inteligente de pragas e doenças, com foco em soja e milho. Suas ferramentas baseadas em dados em tempo real demonstram como a inteligência agronômica pode elevar a produtividade com mais eficiência e sustentabilidade.
Embrapa Soja
Celebrando 50 anos, a Embrapa Soja apresenta tecnologias voltadas à sustentabilidade e adaptação climática. Entre os destaques estão o app Plantio Certo, o sistema Agritempo, análise de solo com IA, e o Guandu BRS Guatã para recuperação de pastagens. A feira também marca o pré-lançamento da campanha Jornada pelo Clima e do hub AgNest, que conecta startups ao futuro do agro.
Além de ser o maior volume, as exportações brasileiras também estão, desde de 2024, acima da média dos Estados Unidos, que mantinham o primeiro lugar no ranking.
De acordo com os pesquisadores do Centro de Estudos, o avanço brasileiro para a primeira posição se dá devido à oferta nacional recorde de algodão em pluma. A produção brasileira já representa 14% da produção mundial da safra 2024/25.
Nos primeiros nove meses da temporada (de agosto/24 a abril/25), O volume exportado foi de 2,35 milhões de toneladas. O que é apenas 12% a menos que o total escoado em toda a safra anterior.
A 30ª edição da Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, está focada em impulsionar e incentivar expositores a fornecer soluções inovadoras, sustentáveis e acessíveis, especialmente para pequenos agricultores e pecuaristas. O evento reconhece que produzir e empreender no agro exige mais do que conhecimento técnico, demandando ferramentas adequadas ao cenário climático e econômico atual.
Para João Marchesan, presidente da Agrishow, a agricultura familiar merece destaque pela sua importância para o agronegócio brasileiro, pois “é uma prática cuja relevância tem sido cada vez maior para a alimentação e para a economia do nosso país”. Dados do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2023, da Contag, revelam a força desse setor: “Se a agricultura familiar brasileira fosse um país, seria o oitavo maior produtor de alimentos do mundo”. Além disso, a agricultura familiar fornece 70% dos alimentos da cesta básica e se destaca em diversas produções, como milho, mandioca, pecuária leiteira e de corte, olerícolas, feijão, café e hortaliças, conforme a Embrapa.
No Pavilhão da Agricultura Familiar da Agrishow, pequenos produtores encontram um portfólio de soluções que abrange desde o acesso à tecnologia, mercado e crédito, criando uma ponte com empresas que oferecem produtos e serviços focados no aumento da produtividade e da renda.
A mecanização da colheita é uma das soluções em destaque, visando otimizar a eficiência e reduzir o esforço manual em todo o processo de cultivo. Entre os mais de 800 expositores, diversas empresas oferecem produtos voltados à agricultura familiar, com foco na otimização do plantio e colheita de culturas como o café. Uma das novidades apresentadas é o uso de biofertilizantes, que melhoram a qualidade e a produtividade das plantas de café, oferecendo proteção contra o excesso de radiação solar e amenizando os efeitos climáticos. Os microtratores, indicados para propriedades de até 20 hectares, também se destacam pela versatilidade e baixo consumo, realizando diversas operações agrícolas com engate rápido para implementos.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou a Agrishow nesta terça-feira (29) e anunciou um pacote de investimentos de cerca de R$ 600 milhões para fortalecer o setor agropecuário, incluindo crédito para pequenos e médios produtores, logística, maquinário, seguro rural e práticas sustentáveis. Ele enfatizou o papel da Agrishow para o agronegócio brasileiro e a eficiência da agroindústria nacional, afirmando que “temos que ser eficientes em todos os setores, especialmente no agro, um dos motores da economia nacional. O pacote de recursos visa fortalecer as diferentes cadeias produtivas e melhorar as condições de trabalho dos produtores rurais do Estado”.
O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva, ressaltou os impactos positivos da feira na economia local e regional, estimando uma movimentação de R$ 500 milhões e a geração de 7 mil empregos diretos e indiretos. Ele acrescentou que “a Agrishow se traduz em visibilidade nacional e internacional e, especialmente, recursos que movimentam a economia da cidade e municípios vizinhos. Todos ganham muito com esses investimentos que vão transformar nossa infraestrutura e promover um crescimento ainda mais acelerado”.
Ainda de acordo com o instituto, a estabilidade se deu devido a alta procura da parte dos compradores, que buscam repor os estoques. Por outro lado, o cenário não foi de alta nas cotações do grão devido a um recuo por parte dos vendedores.
A liquidez continua baixa, uma vez que os demandantes estão mantendo uma postura cautelosa, adquirindo volumes pontuais e dando preferência para lotes armazenados. De acordo com o Cepea, essa situação reflete uma espera dos compradores por uma maior definição do mercado.
Simultaneamente, do lado dos ofertantes do arroz, estes seguem atentos ao término da colheita. E também seguem preocupados com o rendimento, devido a redução de grãos inteiros na lavoura, de acordo com o Centro de Estudos.