segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Trigo fecha de forma mista em Chicago



A situação mais crítica ocorre no leste da Dakota do Norte



A situação mais crítica ocorre no leste da Dakota do Norte
A situação mais crítica ocorre no leste da Dakota do Norte – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado de trigo nos Estados Unidos encerrou a quinta-feira (25) com comportamentos mistos, refletindo as condições climáticas variáveis e uma demanda ainda enfraquecida para a safra 2025/26. O contrato de maio do trigo brando (SRW) em Chicago, referência para exportadores brasileiros, teve leve alta de 0,44% (ou +2,25 cents/bushel), fechando a US\$ 515,25. Já o contrato de julho subiu 0,05% (ou +0,25 cents), encerrando a US\$ 531,00. Em Kansas, o trigo duro (HRW) subiu 0,34%, cotado a US\$ 516,00. Em Minneapolis, o trigo de primavera (HRS) fechou a US\$ 616,50, com alta de 0,41%.

A TF destaca que a melhora no balanço hídrico em regiões produtoras do trigo duro, especialmente em Kansas, ainda não é suficiente para inverter a pressão negativa. Por outro lado, Chicago teve leve recuperação puxada por compras de oportunidade, apesar do consumo internacional continuar abaixo do esperado. Minneapolis também registrou alguma melhora em áreas secas, mas ainda enfrenta preocupações com o déficit hídrico persistente.

A situação mais crítica ocorre no leste da Dakota do Norte, principal região produtora de trigo durum. Mesmo após chuvas nas Grandes Planícies, o USDA reduziu a área sob seca para o trigo de primavera de 49% para 37%. Porém, a área afetada por seca no trigo durum aumentou de 85% para 86%, número bastante superior aos 29% registrados no mesmo período de 2024.

Esse cenário reforça a volatilidade no mercado internacional do trigo, com oscilações diárias influenciadas diretamente pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras dos EUA, ao mesmo tempo em que a demanda global permanece fragilizada.

 





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Um ano após a tragédia no RS, produtores rurais estão esquecidos



Passado um ano da maior catástrofe climática da história recente do Rio Grande do Sul, o Brasil parece ter virado a página — mas não os gaúchos. Para milhares de produtores rurais que resistiram heroicamente a três secas consecutivas e foram, logo depois, arrasados por enchentes devastadoras, a dor permanece crua, viva e — pior — ignorada.

As imagens de lavouras submersas, casas destruídas e famílias desalojadas comoveram o país. Mas a comoção não se transformou em ação. Promessas do governo federal inundaram os discursos, mas não chegaram à terra. O que chegou, para muitos, foi a falência. Estima-se que as dívidas dos produtores rurais gaúchos ultrapassem R$ 100 bilhões. E enquanto a conta cresce, o crédito some. Sem acesso a financiamento, sem garantias, sem estrutura, milhares estão abandonando o campo e migrando para a rede de proteção social — algo que, para quem sempre produziu com as próprias mãos e com o suor do rosto, é um golpe na alma.

Propriedades que tinham um valor alto por hectare não valem nem 10% e áreas ociosas, antes arrendadas, se multiplicam por regiões produtivas importantes. E talvez o mais preocupante: o psicológico abalado que tem elevado índices de suicidio no meio rural. O próprio estado depende do agronegócio para se manter economicamente saudável e viável. 

O setor primário acumula cerca de 40% da fatia do PIB gaúcho e nas pequenas cidades chega a ser 80% ou mais. Uma roda que gira quando o produtor faz compras em agropecuárias, supermercados, lojas de roupas. Uma roda que só gira se tiver recurso para investir na propriedade e esta lhe gerar lucro para gastar na cidade.

É cruel ver que o mesmo produtor gaúcho, que um dia subiu em caminhões e desbravou o Cerrado para transformar o Centro-Oeste na maior fronteira agrícola do mundo, agora mendiga atenção do Estado. Esse mesmo povo, que sempre respondeu com trabalho à adversidade, agora se vê às margens de um sistema que só o aplaude quando convém politicamente — mas que vira o rosto quando precisa agir com responsabilidade, reconhecimento e justiça.

O abandono do produtor rural do Rio Grande do Sul não é apenas uma falha de política pública. É uma traição moral. É esquecer quem alimenta o Brasil, quem gera riqueza, quem sustenta empregos. E, acima de tudo, é ignorar a história de um povo que sempre esteve à frente, nunca à margem.

É hora de o país acordar. O Rio Grande do Sul não precisa de discursos. Precisa de crédito, de infraestrutura, de apoio psicológico, de reconstrução. Precisa de ação. O Brasil deve isso aos gaúchos. Por moral. Por reconhecimento. Por justiça.


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Ministro do Desenvolvimento Agrário quer antecipar debate sobre o Plano Safra



O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, quer acelerar as conversas entre o governo federal e representantes do agronegócio em torno do Plano Safra 2025/26. A declaração foi feita nesta sexta-feira (2), durante o último dia da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Teixeira afirmou que o governo está preparando o debate sobre o próximo Plano Safra e defendeu que ele seja robusto, a fim de garantir ao agricultor acesso a recursos técnicos para a melhoria e modernização da produção agrícola nacional.

O ministro estava acompanhado de representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e de organizadores da feira. Ele disse que conversou com membros das duas instituições e que pretende dialogar com os ministros – incluindo os representantes do agronegócio – sobre a elaboração do Plano Safra 2025/26 o quanto antes.

“Conversei com a direção da Abimaq e também com a direção da Agrishow para que possamos ir a Brasília falar com os ministros, a fim de não deixar essa conversa para junho, mas iniciá-la já em maio, discutindo como viabilizar os recursos de financiamento para o agricultor”, declarou.

Para João Marchesan, presidente da Agrishow, a agricultura familiar merece destaque pela sua importância para o agronegócio brasileiro, pois “é uma prática cuja relevância tem sido cada vez maior para a alimentação e para a economia do nosso país”.

O vídeo completo com a fala do ministro Paulo Teixeira está disponível em nosso canal no YouTube.



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Adjuvantes agrícolas ganham selo de qualidade



O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo”



O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo"
O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo” – Foto: Pixabay

Diferentemente dos defensivos agrícolas, os adjuvantes utilizados na pulverização de lavouras não passam por processos obrigatórios de registro no Brasil. Essa lacuna regulatória pode representar riscos à qualidade dos produtos adquiridos pelos agricultores, segundo avaliação do pesquisador Hamilton Ramos, diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Para preencher essa brecha e oferecer maior segurança ao setor de adjuvantes, o CEA-IAC criou o Selo Oficial de Funcionalidade para Adjuvantes Agrícolas, iniciativa do Programa Adjuvantes da Pulverização, que já soma 17 anos de atuação. O selo funciona como uma chancela de qualidade emitida após rigorosa avaliação técnica. Segundo Ramos, mais de 40 empresas já participam da iniciativa, com mais de 100 marcas de adjuvantes submetidas aos testes conduzidos no laboratório avançado do centro, em Jundiaí (SP).

“Associado a um defensivo agrícola de alta tecnologia, um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas relacionadas aos investimentos do produtor no controle de pragas, doenças e invasoras. Todos os testes e pesquisas atrelados ao selo de funcionalidade ocorrem no laboratório avançado do CEA-IAC localizado na cidade de Jundiaí. O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo que no médio prazo visa a auxiliar o estabelecimento de normas que ancorem um sistema oficial de certificação, unificado, para tais produtos”, comenta o diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA).

 





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pressões externas e o desafio da competitividade na safra 25/26


O Brasil, que se destaca na produção mundial de alimentos e commodities agrícolas, com
números expressivos de produtividade e exportação, encontra uma controvérsia quando se trata dos insumos utilizados nas lavouras, especialmente os fertilizantes. Se, por um lado, a agricultura nacional avança e utiliza cada vez mais recursos para se manter altamente produtiva, a demanda crescente por fertilizantes agrava a nossa necessidade por importações desse produto crucial.

Em 2024, o país importou um volume recorde de 42 milhões de toneladas de fertilizantes
minerais, e 2025 caminha para mais um ano de forte demanda pelo Brasil, que é consolidado como maior importador mundial do insumo. A produção interna, limitada por fatores que vão desde a geologia, falta de matérias-primas, até a histórica falta de incentivos à indústria nacional, supre menos de 15% da nossa demanda.

Essa dependência nos torna vulneráveis às condições do mercado internacional, com oscilações cambiais, reduções de oferta e concorrência com outros importantes compradores, como a Índia.

Nesse contexto, a tomada de preços pelo Brasil se sujeita aos acontecimentos nos principais países produtores e consumidores de fertilizantes, com as tensões geopolíticas e incertezas econômicas globais sendo desafiadoras.

Além da dependência externa e preços altos, o setor de fertilizantes no Brasil tem enfrentado
gargalos financeiros. Desde a pandemia, a indústria, distribuidores, importadores e principalmente o agricultor, vêm encontrando dificuldades com margens reduzidas e preços instáveis. Diversos fornecedores tiveram prejuízos após comprarem volumes a preços elevados em 2022, diante da guerra entre Rússia e Ucrânia, sem conseguir repassar esses custos com o posterior recuo dos preços.

Simultaneamente, quebras de safras e a desvalorização nas cotações de algumas commodities agrícolas prejudicaram os agricultores, gerando inadimplência. Os juros elevados agravaram ainda mais o cenário, aumentando o endividamento e o risco ao tomar crédito ou fazer compras antecipadas. Como consequência, diversas empresas misturadoras de fertilizantes entraram com pedidos de recuperação judicial.

Com os preparativos para a safra 2025/26 se intensificando, o aumento no custo de produção impulsionado pelos preços dos fertilizantes preocupa. O maior impacto tem sido em relação aos fosfatados, uma vez que a China mantém a política de restrição das exportações, gerando um déficit significativo de volumes disponíveis. Além disso, a indústria de baterias de veículos elétricos passou a competir com a indústria de fertilizantes por matérias-primas para obtenção de fósforo. Esses fatores de oferta somados à necessidade do Brasil e da Índia de voltarem às compras devido à escassez dos estoques, fizeram com que o MAP atingisse, no fim de abril, o maior patamar desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia em 2022: US$ 700/t CFR, após meses em estabilidade entre US$ 620 e US$ 640/t CFR.

Assim, a adubação fosfatada pesará nos custos de produção da próxima safra, com a disponibilidade de fertilizantes à base de fósforo limitada.

O preço do cloreto de potássio, por sua vez, atingiu fundo em novembro de 2024 e subiu diante da forte demanda brasileira e da redução nas taxas de operação de indústrias no Canadá e na Rússia. Desde então, os valores escalaram e quem adiantou os volumes conseguiu uma vantagem competitiva.

Já o preço da ureia segue volátil, influenciado por licitações indianas, custo do gás natural e demanda brasileira, que no momento está lenta, mas deve retornar com força no segundo semestre para a reposição de estoques para a segunda safra.

O cenário da safra 2025/26 é de incertezas na tomada de decisão, o que pode causar atrasos
nas compras e concentrar a demanda nas vésperas do plantio. A disponibilidade de volumes e a eficiência logística serão fatores decisivos no segundo semestre. Quanto aos preços, o dólar em queda pode trazer algum alívio, mas os patamares deverão seguir elevados.

Todos esses desafios demonstram o dilema brasileiro em ser uma potência agrícola, mas ter fragilidades no setor de fertilizantes – insumo essencial para a produtividade da lavoura e sustentabilidade do sistema agrícola, e que representa grande parte do custo de produção. Fica claro, portanto, a necessidade de ampliar a produção nacional, estabelecer parcerias estratégicas e adotar tecnologias e informações estratégicas que minimizem essa vulnerabilidade.

Para garantir a assertividade nos negócios e lucratividade no campo, o planejamento, a gestão de risco e a inteligência de mercado são indispensáveis.

*Maísa Romanello, engenheira agrônoma e especialista em fertilizantes pela Safras & Mercado, é responsável por monitorar indicadores, preços e estatísticas do setor, além de identificar tendências e elaborar análises estratégicas


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Preço do frango se mantém firme, mas ovos registram queda intensa



O mês de abril apresentou movimentações mistas para a carne de frango no Brasil. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), enquanto as cotações da proteína se mantiveram firmes nas praças paulistas, o cenário foi de queda na região Sul. Além disso, o cenário foi de queda intensa no mercado de ovos nacional. Segundo o Cepea, a média de preços atingiu o menor patamar dos últimos três meses.

Carne de frango

A movimentação reflete o cenário de vendas aquecidas no Sudeste, enquanto para a região Sul, a menor liquidez da proteína acabou pressionando as cotações de maneira negativa, como explica o Centro de Pesquisas.

Os recentes feriados também impulsionaram o mercado paulistano,  reduzindo os dias para o abate, e gerando uma menor oferta de carne de frango e aumentando os preços, como explica o instituto.

Ovos

Os feriados de páscoa e tiradentes foram comprometedores para o desenvolvimento das vendas da proteína. Outro fator que também diminuiu a demanda foi o baixo poder de compra da população no final do mês.

Em algumas praças analisadas pelo instituto, um aumento no estoque contribuiu ainda mais para a desvalorização do produto. Os ovos vermelhos, de acordo com as pesquisas do Cepea, foram os principais afetados.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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Algodão sobe em Nova York com expectativa de acordo EUA-China



Cotação do algodão sobe com otimismo do mercado




Foto: Canva

Os preços do algodão nos contratos para julho e dezembro de 2025 na bolsa de Nova York registraram alta na última semana, segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (28). O contrato para julho foi cotado, em média, a 68,21 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o de dezembro fechou a 69,46 centavos de dólar por libra-peso, com aumentos semanais de 2,97% e 2,57%, respectivamente.

O Imea atribuiu o movimento de alta ao “otimismo do mercado diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e China na guerra tarifária”, conforme destacou o relatório. Ainda assim, os preços permanecem inferiores aos registrados no mesmo período de abril de 2024. O contrato de julho está 16,23% abaixo e o de dezembro, 10,76% menor em relação às cotações de igual período do ano passado.

A queda anual nos preços reflete o cenário atual de maior oferta da fibra em comparação com a demanda global. “O mercado continua atento aos desdobramentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China e às condições das lavouras norte-americanas, fatores que devem influenciar os preços nas próximas semanas”, informou o Imea.





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com demanda moderada, frigoríficos seguem retraídos



Nesta semana a oferta de bovinos para o abate apresentou limitação, enquanto os compradores mantiveram um interesse moderado. Os dados são dos levantamentos do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, no início desta semana a liquidez esteve baixa, ao passo que a retração por parte dos frigoríficos contribuiu para manter os valores pressionados. 

Já na terça-feira (29) o volume de carne bovina ofertado cresceu em algumas regiões, mas ainda assim os frigoríficos permaneceram parcialmente retraídos, cobrando preços menores. 

A cotação da carne com osso no atacado também sofreu queda. Ainda assim, no acumulado do mês de abril registrou alta de acordo com os dados do Cepea.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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Declarações de Trump sobre sanções ao Irã fazem o petróleo subir; ouça o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo subiu 2% após declarações de Trump sobre sanções ao Irã, mas que o movimento foi limitado pela valorização do dólar.

Nos EUA, o PMI industrial caiu menos que o esperado, enquanto o Banco do Japão manteve juros em 0,5%, com tom cauteloso. Hoje, destaque para o payroll nos EUA e inflação da Zona do Euro.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Vigiagro impede a entrada de besouro exótico no Brasil



Agentes do sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Aeroporto de Guarulhos conseguiram barrar a entrada no Brasil do besouro Cryptophagus scanicus, uma espécie considerada exótica, com capacidade de infestação em criações de abelhas. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o impacto no sistema de produção nacional e ambiental é desconhecido.

A ação ocorreu durante inspeção de rotina; uma servidora do Vigiagro apreendeu mel e outros produtos de interesse agropecuário vindos da Bielorrússia, transportados na bagagem de um passageiro. No favo de mel foi verificada a presença de besouros e larvas. O material foi enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiás, onde um exame de DNA identificou a espécie.

Segundo Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA/SDA/Mapa), há um risco significativo na entrada do Cryptophagus scanicus no Brasil em favos de mel importados sem o devido cumprimento dos requisitos sanitários brasileiros.

Segundo a Instrução Normativa nº 21, de 2013, toda importação de produtos apícolas deve ser acompanhada de um Certificado Veterinário Internacional, garantindo condições sanitárias adequadas e a ausência de parasitas externos.

Besouro

Os membros da família Cryptophagus scanicus são conhecidos como besouros de fungos de seda. Os adultos e as larvas são fungívoros, alimentando-se de esporos e hifas de fungos em uma ampla variedade de habitats.

Podem ser encontrados em colmeias, ninhos de outros himenópteros (grupo de insetos que inclui vespas, abelhas e formigas), madeira podre, ninhos de roedores, lã, pelos e penas de animais.

Esses besouros podem transmitir esporos de fungos aos produtos, estimulando o crescimento fúngico. Não foi identificado relato ou registro de sua presença no Brasil, sendo de ocorrência endêmica na Europa.

Este inseto, apesar de não constar na lista de doenças de notificação obrigatória ao serviço veterinário oficial (prevista na Instrução Normativa nº 50, de 24 de setembro de 2013), está sujeito à aplicação de medidas de defesa sanitária animal.

Por sua característica biológica, pode se tornar vetor de agentes fúngicos, como o Ascosphaera apis (um fungo patogênico que causa a doença da “cria-giz” em abelhas, enfraquecendo as colônias) e o Nosema apis (fungo que causa a nosemose, doença que afeta o sistema digestivo das abelhas). Esses dois tipos de fungos estão presentes nessa listagem.



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