Hoje, 10 de maio, é comemorado o Dia Mundial do Frango. A data foi criada pelo International Poultry Council (IPC) e a origem da celebração remonta a campanhas de valorização promovidas por entidades internacionais do setor avícola, em reconhecimento ao papel fundamental dessa proteína na nutrição, geração de empregos e combate à fome.
Além disso, o Dia Mundial do Frango reforça o papel nutritivo deste alimento, considerado indispensável na dieta de muitos brasileiros. Dados mostram que o consumo de frango por habitante subiu de 45,1 kg em 2023 para 45,5 kg em 2024, um aumento de 1,1%.
Os números são do boletim anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O documento da entidade reúne um grande volume de informações importantes, como, por exemplo, a de que a produção nacional de frango foi a terceira maior do mundo no último ciclo de 12 meses, com 14,97 milhões de toneladas.
Brasil no topo das exportações de frango
Além disso, o Brasil lidera a exportação global do produto, com 5,29 milhões de toneladas destinadas para 151 países, gerando uma receita de US$ 9,9 bilhões (algo em torno de R$ 56,7 bilhões, pela cotação monetária atual).
A ABPA também divulgou uma projeção de que, em 2025, será produzido no Brasil um volume 2,7% maior desta carne (aproximadamente 15,3 milhões de toneladas) em comparação com 2024. Para completar, a entidade vislumbra que a ingestão por habitante desta proteína subirá para 46,6kg, uma alta de 2,2% em relação à quantidade somada no intervalo anterior de 12 meses.
Na interatividade da semana, perguntamos qual o segredo para vender mais no campo. Dos participantes, 60% responderam que o caminho é participar de feiras e eventos.
Em segundo lugar, empatados com 20% cada, estão o uso de redes sociais e a venda boca a boca.
Participar de feiras e eventos promovidos pelo Sebrae pode ser uma estratégia para aumentar a visibilidade e as vendas de produtos do campo.
O Sebrae oferece suporte e orientação aos pequenos produtores rurais, desde a preparação para a feira até a gestão dos contatos feitos durante o evento.
Além disso, auxilia na busca por oportunidades de negócios e na identificação de novos clientes.
José Eduardo Filho, gestor estadual do Sebrae-SP, explica que o Sebrae São Paulo possui 33 escritórios regionais.
O mesmo ocorre em outros estados, onde todas as regiões contam com atendimento. Por isso, é essencial ficar atento à divulgação das feiras locais, regionais, estaduais e nacionais.
“Para o produtor é muito importante a participação em feiras porque é a oportunidade que ele tem de primeiro: vender os produtos, segundo: mostrar o seu produto e, finalmente, estabelecer contato com toda a cadeia produtiva”, afirmou o gestor estadual do Sebrae-SP.
Saiba como participar de Feiras e Eventos “[Minha dica para] quem quer participar de uma feira é, primeiro procurar o Sebrae. Nós temos várias soluções, produtos, ações e projetos que o produtor pode se inserir Além disso, é muito importante que faça contato com os seus pares. Existe a ideia de que os produtores do mesmo produto são concorrentes, não são, eles podem muitas vezes serem parceiros importantes e a gente do Sebrae ajuda a inserir todos no contexto de capacitação com os pares”, finalizou José Eduardo Filho.
Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
Prepare-se: Com um estande atrativo, a definição de preços e a elaboração de materiais de divulgação.
Busque orientação: Consulte o Sebrae para identificar as melhores oportunidades de participar de feiras e eventos que se adequem ao seu negócio e ao seu público-alvo.
Gestão de contatos: Utilize as ferramentas de gerenciamento de contatos do Sebrae para acompanhar as negociações e fechar novos negócios após o evento.
Marketing: Invista em marketing antes, durante e após o evento para aumentar a visibilidade do seu produto e atrair mais visitantes.
Aproveite o networking: A feira é uma ótima oportunidade para conhecer novos fornecedores, parceiros e clientes.
Avalie os resultados: Após o evento, analise os resultados da sua participação para identificar o que funcionou e o que pode ser melhorado nas próximas edições.
Toda quinta-feira tem uma nova enquete do Porteira Aberta Empreender. Participe e envie sua opinião!
A interatividade é essencial para a organização das pautas e entrevistas do projeto.
A resposta da pergunta da semana pode ser conferida todos os sábados no canal do YouTube do Canal Rural.
A oferta está encolhendo e os produtores recuam nas vendas de milho no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para entregas no mês de maio, os pedidos no interior do estado variam entre R$ 70,00 e R$ 74,00 por saca. As referências regionais estão em R$ 69,00 em Santa Rosa, Ijuí e Seberi; R$ 70,00 em Não-Me-Toque, Marau e Gaurama; R$ 71,00 em Arroio do Meio e Lajeado; e R$ 72,00 em Montenegro. O preço se mantém em R$ 63,00 por saca em Panambi”, comenta.
O mercado de milho em Santa Catarina continua com movimento lento, no Planalto Norte, a diferença entre os preços pedidos e os valores ofertados tem dificultado a concretização dos negócios. “No porto, mantém os valores de R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e de R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. As cooperativas locais seguem pagando R$ 69,00 em Papanduva, R$ 70,00 em Campo Alegre e R$ 71,00 para o oeste do estado e a região serrana”, completa.
A colheita da safrinha se aproxima com boas expectativas no Paraná. “No Norte Central, a baixa foi de 1,27%, com a saca negociada a R$ 67,07. Nos Campos Gerais, o milho disponível para entrega imediata segue cotado em torno de R$ 76,00 FOB, embora alguns vendedores ainda testem valores próximos a R$ 80,00. Para entrega em junho, com pagamento no fim do mês, os negócios estão sendo fechados na faixa de R$ 73,00 CIF para a indústria”, indica.
O mercado segue lento e com preços em queda no Mato Grosso do Sul. “O mercado spot de milho no Mato Grosso do Sul continua operando de forma lenta, com oferta limitada e compradores cautelosos diante da proximidade da colheita da segunda safra. Em várias regiões, os preços recuaram, com destaque para Chapadão do Sul e São Gabriel do Oeste, onde a saca foi negociada a R$ 56,00. Em Ponta Porã e Sidrolândia, o milho apareceu a R$ 58,00, enquanto em Maracaju o valor foi de R$ 59,00. Já em Dourados, Campo Grande e Caarapó, os preços permaneceram estáveis em R$ 60,00”, conclui.
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Foto: United Soybean Board
As cotações internacionais da soja encerraram a semana em queda na Bolsa de Chicago, refletindo a combinação de um clima favorável nos Estados Unidos e dificuldades logísticas na Argentina. Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o contrato da oleaginosa para o primeiro mês cotado fechou na quinta-feira (08/05) a US$ 10,36/bushel, abaixo dos US$ 10,40 registrados na semana anterior.
O mercado aguarda com expectativa o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para 12 de maio, que trará as primeiras projeções para a safra 2025/26. Até o dia 4 deste mês, o plantio norte-americano da soja atingia 30% da área esperada, acima da média histórica de 23%. Desse total, 7% das lavouras já haviam germinado.
Na Argentina, o cenário é oposto. A colheita segue atrasada devido às chuvas, com apenas 25% da área colhida até o início de maio — nove pontos percentuais atrás do ano passado. Mesmo assim, o Ministério da Agricultura do país mantém a estimativa de produção em 49 milhões de toneladas.
A queda nos preços também foi influenciada pelo recuo nos prêmios de exportação e pela valorização do real frente ao dólar. Os prêmios de maio em Paranaguá caíram para US$ 0,35/bushel, enquanto o dólar flertou com R$ 5,60 durante a semana, chegando a R$ 5,74 na quinta-feira (08).
Enquanto isso, a exportação brasileira de soja segue em ritmo forte. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima embarques de 12,6 milhões de toneladas em maio, número apenas ligeiramente inferior ao registrado no mesmo mês de 2024. Segundo a CEEMA, o quadro geral ainda aponta para estoques finais brasileiros em 4,6 milhões de toneladas, favorecendo a continuidade das exportações, principalmente diante das incertezas comerciais entre Estados Unidos e China.
Dia de mudanças no sul e de frente fria impactando três Regiões do país. Confira a previsão do tempo para este sábado e já comece o dia preparado:
Sul
A frente fria se desloca do Rio Grande do Sul para Santa Catarina e Paraná. Assim, a chuva cessa em território gaúcho, e a alta pressão volta a predominar, levando ar frio para o estado, propiciando o risco de geada nas regiões mais altas. Em solo catarinense, a chuva se concentrará na região centro-leste durante a madrugada e início da manhã, depois o tempo fica estável. No Paraná, as precipitações também se concentram no centro-leste devido ao deslocamento da frente fria para o leste, porém, os maiores acumulados serão sentidos no final da manhã e durante a tarde nas regiões próximas à costa.
Sudeste
A frente fria alcança São Paulo, com mais intensidade na faixa leste, porém, o efeito será sentido em todo o território paulista, com rajadas fortes de ventos. Nas cidades situadas no sul do estado, temporais são esperados já no meio da tarde, se estendendo até a noite. Nas áreas mais para o interior, a chuva será mais fraca e pontualmente forte em algumas regiões, chegando à capital paulista no período da tarde, quando o vento mudará de direção e a temperatura começará a cair rapidamente. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o tempo continua estável e quente devido à situação de pré-frontal, com ventos de noroeste.
Centro-Oeste
Devido à passagem da frente fria no Sudeste, os jatos de baixos níveis se deslocarão para leste, acompanhando o deslocamento da frente. Isso propiciará chuva fraca, podendo ser moderada em alguns momentos do dia (período da tarde), nas cidades que ficam no oeste de Mato Grosso (região de Cáceres) e mais para a região central de Mato Grosso do Sul, nas cidades de Corumbá e Aquidauana. Em Goiás, o tempo continua estável, com umidade relativa do ar podendo chegar abaixo dos 30%.
Nordeste
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) se aproxima ainda mais do continente, e toda a região do litoral do Ceará terá chuva volumosa durante todo o dia, incluindo Fortaleza, influenciando também o litoral do Rio Grande do Norte, porém, com chuva de menor volume e alternada com períodos de sol entre nuvens. Teresina e região serão influenciadas por este sistema, podendo ter chuva moderada no período da noite, com fortes rajadas de vento. A precipitação diminuiu no recôncavo baiano, mas ainda chove fraco, assim como no litoral de Sergipe até Pernambuco. Nas demais áreas do Nordeste, o tempo segue estável, principalmente no interior, onde a umidade relativa do ar cairá abaixo dos 30%.
Norte
A aproximação da ZCIT no continente aumentará a chuva no extremo norte do Maranhão e Pará, com acumulados mais significativos em cidades mais próximas ao litoral. Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima terão pancadas de chuva no período da tarde, devido à umidade disponível e o aquecimento diurno.
O mercado internacional do milho encerrou a semana em baixa, pressionado por boas condições climáticas nos EUA e projeções de menor demanda chinesa. Conforme análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o milho fechou na Bolsa de Chicago, na quinta-feira (08/05), a US$ 4,39/bushel, queda frente aos US$ 4,63 da semana anterior.
A China está promovendo uma transformação em sua política agrícola ao ampliar a área destinada ao cultivo de milho transgênico. A área pode subir para 3,3 milhões de hectares em 2025, o que representa um aumento de quatro a cinco vezes em relação ao ciclo anterior. A medida visa fortalecer a segurança alimentar no país e pode reduzir as importações do cereal.
Em 2024, os Estados Unidos forneceram 15% das importações chinesas de milho. Com a expansão do milho geneticamente modificado, espera-se que a dependência do mercado internacional diminua, ao menos parcialmente. Atualmente, o milho transgênico representa apenas 7% da área semeada na China, contra 90% nos EUA e Brasil.
Nos Estados Unidos, o plantio segue em linha com a média histórica. Até 04/05, 40% da área prevista havia sido semeada, contra média de 39%. Cerca de 11% das lavouras já haviam germinado.
Enquanto isso, as exportações brasileiras de milho em abril totalizaram 178,3 mil toneladas, alta de 170% na comparação com o mesmo mês de 2024, impulsionadas pela guerra comercial entre EUA e China. No entanto, o preço médio caiu 23,8%, ficando em US$ 274,30/tonelada.
A CEEMA também destaca que a estimativa de produção nacional de milho no Brasil foi elevada para 132,4 milhões de toneladas pela consultoria StoneX, sendo 104,3 milhões referentes à segunda safra. Esse aumento na oferta global também contribui para a pressão sobre os preços internacionais.
Segundo informações da TF Agroeconômica, publicadas nesta quinta-feira (8), os moinhos do Rio Grande do Sul operaram em 2024 com apenas 70,2% da sua capacidade instalada, mesmo com um leve aumento na moagem. O estado tem capacidade para processar 1,78 milhão de toneladas, mas utilizou apenas 1,25 milhão.
A maioria dos moinhos gaúchos são médios e, segundo a ABITRIGO, preferem reduzir a moagem a operar com prejuízo. Já os grandes grupos, embora ampliem a produção, amargam prejuízos que já impactam seus balanços. A comercialização do trigo tem sido intensa nas últimas semanas, com produtores vendendo para cooperativas, que tentam repassar os volumes aos moinhos. Os preços seguem pressionados, com negócios pontuais a R$ 1.400/t e ofertas chegando a R$ 1.390/t para trigo PH 76, enquanto o mercado ainda carrega cerca de 50 mil toneladas à venda.
Em Santa Catarina, o cenário é ainda mais desafiador. A utilização da capacidade de moagem foi de apenas 65,7% em 2024, 409,95 mil toneladas frente a uma capacidade de 624,3 mil. A principal dificuldade é a competição com grandes grupos em outras regiões. Apesar disso, há uma solução em estudo para aumentar a saída de farinha catarinense, segundo a TF Agroeconômica. No mercado, os moinhos locais se mostram cautelosos diante de ofertas vindas do RS com preços menores. Os preços da pedra se mantiveram estáveis nas principais praças, entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca, dependendo da cidade.
No Paraná, o mercado atual se mantém firme com preços entre R$ 1.600,00 e R$ 1.650,00 FOB, com alguns negócios CIF chegando a R$ 1.700,00/t — valores ainda acima dos preços dos trigos importados. A safra nova, por outro lado, está sem movimentação relevante, com compradores indicando valores de R$ 1.450,00 a R$ 1.500,00 CIF moinho, patamar semelhante ao do início da safra passada, equivalendo a R$ 82,78 por saca no mercado de lotes.
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Foto: Canva
O mercado internacional do trigo segue estável, mas com tendência de recuo diante da expansão da oferta em países-chave. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o preço do trigo na Bolsa de Chicago ficou em US$ 5,13/bushel na quinta-feira (08/05), levemente abaixo dos US$ 5,19 registrados na semana anterior.
Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de primavera avançou rapidamente e atingiu 44% da área esperada até 04 de maio, acima da média histórica de 34%. As condições do trigo de inverno também são relativamente positivas: 51% das lavouras estavam classificadas entre boas a excelentes.
O destaque da semana ficou por conta do Canadá. O USDA estima que a produção canadense crescerá 2% em 2025/26, atingindo 35,6 milhões de toneladas. A área plantada deve subir 2,6%, com destaque para o trigo de primavera, cuja área aumentará em 193.000 hectares. Essa pode ser a maior produção do país desde a safra histórica de 2013/14.
Com isso, espera-se que as exportações canadenses de trigo também cresçam 2% em relação ao recorde anterior de 26 milhões de toneladas. O aumento da disponibilidade global tende a exercer pressão sobre os preços internacionais do cereal.
Ainda de acordo com a CEEMA, o cenário doméstico nos países importadores e o câmbio continuarão influenciando as tendências nos próximos meses. No Brasil, a moagem cresceu 3% em 2024, com 50% do trigo vindo do exterior. Para os próximos meses, o comportamento dos grandes exportadores e as condições climáticas nas principais regiões produtoras do hemisfério norte serão decisivos para a formação dos preços internacionais do trigo.
Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de grãos iniciam o dia com leve valorização nas bolsas internacionais, mas com comportamento distinto no cenário doméstico. As informações foram divulgadas neste encerramento de semana.
O trigo é impulsionado em Chicago por problemas climáticos nos EUA, a cerca de um mês da colheita, além de incertezas geopolíticas envolvendo declarações do ex-presidente Donald Trump. Já no Brasil, o trigo do Paraná teve alta de 1,33%, cotado a R$ 1.588,57 pela CEPEA, enquanto o do Rio Grande do Sul recuou 0,29%, para R$ 1.461,07, afetado pela fraca demanda da indústria de moagem.
A soja também apresenta leve recuperação nos contratos futuros da CBOT, refletindo a expectativa positiva para um encontro entre delegações dos EUA e China na Suíça, no fim de semana. Contudo, a falta de avanço concreto nas negociações com os chineses e a ampla oferta no mercado interno mantêm os preços pressionados no Brasil. O indicador CEPEA aponta queda de 0,06% no dia, com a saca a R$ 132,52, enquanto no Paraguai o preço está em US$ 364,99 por tonelada.
No milho, os preços futuros sobem em Chicago diante do avanço da seca em importantes regiões produtoras norte-americanas e da possibilidade de novos acordos comerciais. O contrato de julho subiu 3,75 pontos, a US$ 451,25 por bushel. No Brasil, a tendência é oposta: os preços seguem em queda por conta das boas expectativas com a segunda safra (safrinha), que está progredindo bem. O indicador CEPEA caiu 0,59% no dia, sendo cotado a R$ 75,93, acumulando recuo de 5,24% no mês.
Das enxadas e foices à inteligência artificial, a agricultura tem evoluído no mesmo ritmo da demanda por alimentos. Sensores que mapeiam o solo e identificam pragas na lavoura já não são mais novidades, mas agentes virtuais que conversam diretamente com o produtor rural, especialmente os pequenos, tentam, agora, inaugurar um novo capítulo na relação entre tecnologia e homens e mulheres do campo.
A Sol, empresa de conectividade rural do Grupo RZK, propõe exatamente isso com o Sol ÁguIA, nova plataforma que foi lançada durante a Agrishow 2025 e coloca um time de especialistas com milhões de informações integradas em um único algorítimo no celular de agricultores para remetê-las da forma mais simples possível: por mensagens de Whatsapp (veja exemplo no vídeo abaixo).
O CEO da empresa, Rodrigo Oliveira, dá um exemplo prático: a ferramenta pode ler o manual completo de diversas máquinas agrícolas – muitos deles com mais de mil páginas – em apenas alguns segundos e, assim, dar instruções certeiras ao produtor sobre a velocidade indicada para a semeadura, o momento de limpar os bicos de pulverização e a manutenção das peças, entre outras recomendações.
À primeira vista, é difícil não chamar a ferramenta de ChatGPT do Agro, visto que a tecnologia da norte-americana OpenAI foi a primeira a gerar contato real da maioria das pessoas com uma inteligência artificial interativa. No entanto, o uso da Sol ÁguIA no campo pode ser ainda mais abrangente, visto que os dados fornecidos e constantemente aperfeiçoados serão dispostos em dashboards para que o produtor possa acompanhar tudo de perto.
Oliveira conta que a função da ferramenta é tornar o dia do produtor mais simples para que ele possa focar no que realmente importa, ou seja, no aumento de produtividade e, assim, deixar questões mais burocráticas, como o acesso a apólices de seguro, com a inteligência artificial.
Segundo ele, o cliente que compra o serviço tem acesso à plataforma com login e senha e consegue definir suas necessidades de gerenciamento, classificar seus principais desafios e atribuir tarefas que precisam ser executadas ou analisadas pela IA.
“A partir daí, a inteligência acontece, atuando em tempo integral na observação de telemetria, análise climática, orientações sobre melhores práticas de cultivo, estudo do solo, controle operacional da produção, verificação de resultados e cumprimento de tarefas diárias, até as melhores oportunidades de fluxo de caixa e negociação de vendas para o negócio. Todas essas conclusões e muitas outras são entregues diretamente pelo whatsapp no celular do cliente”, contextualiza.
Inteligência artificial e créditos de carbono
O CEO da Sol conta, também, que a ferramenta pode ser uma aliada a uma questão ainda nebulosa ao produtor: a geração de crédito de carbono rastreável e verificável.
“Para ter receita neste mercado, o produtor precisa mostrar que ele operava de um jeito e agora aplicou determinadas práticas para melhorar o sequestro de carbono no solo. Só que para conseguir certificar o crédito, é preciso ter plataformas auditáveis. Quando se recolhe todos esses dados e os coloca em uma inteligência artificial, é possível garantir o processo de rastreabilidade, mostrando que, por exemplo, a informação foi gerada em determinada máquina, ou que a medição de solo foi feita com a seguinte metodologia e está armazenada, ou seja, garantir a confiabilidade dessas fontes possibilita que, no final, se consiga gerar créditos de carbono verificados.”
Oliveira ressalta que o produtor que utilizar o Sol ÁguIA terá controle sobre os dados e, caso tenha parceria com uma empresa que esteja operando neste mercado, tal como a Bayer na iniciativa Pro Carbono ou outra companhia do setor, pode transmitir o acesso ao compilado de informações. “Estamos fornecendo a matéria-prima e a deixando pronta para uso. Se o produtor quiser utilizá-la no mercado de crédito de carbono ou não, cabe a ele decidir”, conclui.